Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Castelos de Gelo
domingo, 29 de abril de 2012
Eu abanisco, tu abaniscas...
Ontem à noite, depois de ajeitar a minha filha na cama, para que ela dormisse da melhor forma possível, tendo em conta as recomendações médicas, ela vira-se para mim e pergunta-me: "Oh mãe, de noite posso-me abaniscar um bocadinho?"!
E pronto, para acabar a semana em grande e a sorrir, aqui fica o novo verbo da língua portuguesa: abaniscar!
sábado, 28 de abril de 2012
Tratamentos inovadores
Apesar de tudo, a minha filha mantém a boa disposição!
E depois de vir do hospital, transformou-se em médica, a consultar toda a gente lá em casa!
O diagnóstico era sarampo com "purpula" e problemas nos vasos "sanguinos"! Já o tratamento por ela recomendado era, decididamente, inovador: lagartixas, grelos tremidos, e o mundialmente famoso desconhecido "Xarope Formiga"!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O passarinho ficou desempregado!
Quem não conhece aquela velha expressão, utilizada pelos fotógrafos, para olharmos para a máquina e sorrirmos para a foto "Olh'ó passarinho"?
Pois bem, o passarinho acabou de ser substituído por um novo animal.
Ontem, a minha filha queria tirar-nos uma foto e então saiu-se com esta "Olh'ó macaco"!
E, verdade seja dita, conseguiu arrancar-nos umas belas gargalhadas! É que, pensando bem, o macaco é bem mais cómico que o passarinho!
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Púrpura de Henoch Schönlein
Para todas as pessoas que, tal como eu, nunca tinham ouvido falar em tal doença, aqui fica a descrição sumária.
Também conhecida por púrpura alérgica, consiste na inflamação dos vasos sanguíneos e ocorre, principalmente, em crianças jovens.
Os sintomas mais comuns são as hemorragias na pele, dores nas articulações e dor abdominal podendo, em alguns casos, afectar os rins.
A grande maioria dos casos, como o da minha filha (até ver), não necessitam de tratamento além do controle dos sintomas (medição regular da tensão arterial e observação da urina), paracetamol para as dores, dieta hipoalergénica, e repouso absoluto.
É uma doença que se resolve por si, num período de tempo, normalmente, nunca superior a um mês.
Não se sabe a causa, embora possa ocorrer após algumas infecções virais e bacterianas ou como reacção a algum medicamento, e está relacionada com a produção, por parte das nossas defesas, de anticorpos contra os vasos sanguíneos.
A pele é sempre atingida. As pintas vermelhas iniciais vão-se juntando e formam conglomerados de cor púrpura, mais comuns a nível dos membros inferiores, embora possam surgir, como à minha filha, nos superiores (mãos, pulsos, cotovelos). As articulações mais afectadas são também as dos membros inferiores - anca, joelho, tornozelo, podendo também surgir nas mãos e pés.
No caso da Inês, ela apresentava os dois pés inchados, e as pernas também.
Em situações normais, não é uma doença grave nem contagiosa, apesar do seu nome pomposo, e é mais comum do que possamos imaginar.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Uma semana complicada
Afinal a picada de insecto não era picada de insecto! Era púrpura de Henoch Schönlein!
Faz hoje uma semana que voltei ao hospital com a minha filha. Do carro ao hospital, tivemos que a levar ao colo. E depois de lá estarmos, teve que ser transportada numa cadeira de rodas, porque já não conseguia andar.
Assim que a médica a viu, disse logo do que se tratava e, embora essa ideia me tivesse passado repentinamente pela mente na noite anterior, foi com choque que ouvi aquela expressão "vai ficar internada".
E agora? O que é que eu faço? Nunca tinha ouvido falar de tal doença que, ao que parece, é mais comum do que se pensa. Não tinha levado nada, não estava minimamente preparada para essa situação.
Em poucos minutos, estava a minha filha deitada na cama, a enfermeira a dar-me o livro com o regulamento do hospital, eu a fazer uma lista de objectos, roupa e tudo o que iria precisar para passarmos alguns dias no hospital, telefonemas para a família, enfim...
Felizmente tanto a médica que a seguiu, como as enfermeiras e até as auxiliares foram excelentes, e ajudaram a que esta semana tivesse passado melhor.
Ontem, veio a tão esperada notícia - a Inês podia ir para casa! Já estava bem melhor e, como tal, não havia necessidade de permanecer no hospital.
A única coisa que lamento é não ter sido convenientemente informada sobre os cuidados pós-alta. Na verdade, quando perguntei se a minha filha podia levar uma vida normal, ir à escola, praticar desporto, comer de tudo, a médica disse que sim.
Mas, afinal, ainda não pode fazer nada disso. Tem que estar em casa, em repouso, até à consulta da próxima semana, como se estivesse no hospital.
Bastou vestir a roupa para sair do hospital e andar um bocadinho, para novas lesões lhe surgirem nos pés e ao longo das pernas. Hoje, apareceram também nos pulsos, mãos e cotovelos. E queixa-se com dores de barriga.
O pesadelo está longe de terminar...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Erros e Virtudes
"Os erros dos outros não aumentam as nossas virtudes"
Não somos perfeitos, nem nos deveria ser exigido que fossemos.
Qualquer ser humano erra. Faz parte de nós, da nossa evolução e do nosso crescimento. Temos defeitos, mas também qualidades!
E, embora tenhamos a tendência, inata ou adquirida, de comentar e opinar sobre outras pessoas e seus comportamentos, não só quando pretendemos elogiar, mas principalmente quando queremos criticar negativamente, convém que olhemos também para dentro de nós, e que percebamos até que ponto somos diferentes dos outros.
De uma certa forma, ao emitirmos juízos de valor e críticas sobre acções cometidas por outras pessoas, ao realçarmos os seus erros, ao vincarmos os seus defeitos estamos, inadvertidamente, por comparação, a evidenciar as nossas qualidades. Como se numa balança, o nosso prato valesse mais que o da outra pessoa.
E não digo que, de facto, assim não o seja. Mas convém ter em conta que os erros dos outros não aumentam as nossas virtudes!
Somos como somos, com a nossa personalidade própria que nos caracteriza e nos distingue dos demais. No entanto, por mais "pesos" que coloquemos num dos pratos da balança, consoante os erros que outros cometeram, isso não fará com que o nosso prato suba por si só.
Será preferível desequilibrar a balança, utilizando o nosso prato, para colocar tudo os que nos diz respeito, em vez de esperarmos que ele se mova em função das outras pessoas!
domingo, 22 de abril de 2012
Faz aquilo que eu digo, não aquilo que eu faço
Por vezes, aplica-se bem esta frase, quando algumas pessoas se lembram de nos aconselhar a agir de determinada forma mas, quando se vêem em situações semelhantes, acabam por contrariar os seus próprios conselhos!
Como eu costumo dizer, para quem está de fora, e na teoria, é muito fácil falar.
O pior é quando estamos no meio dos acontecimentos e temos que agir – aí o caso muda!
Conselhos, pedidos ou não, dados por quem achou por bem fazê-lo como forma de ajudar, e desde que não sejam com a intenção de essas ditas pessoas se quererem meter onde não são chamadas, não me incomodam.
Aceito-os, como quem aceita um presente que é gentilmente oferecido, mesmo que no meu dia-a-dia não os tenha que, obrigatoriamente, pôr em prática.
Mas fico surpreendida quando esses conselhos só servem para aqueles a quem são dados, e não aos próprios autores!
Não quero, com isto, dizer que condeno a forma como as pessoas agiram. Mas penso que, por vezes, antes de os darem a alguém, valia mais guardarem os conselhos para si próprios, para quando deles precisassem.
Talvez fosse bom reflectir um pouco, antes de os deixar escapar, e perceber se, de facto, são conselhos coerentes com a sua própria maneira de estar na vida, ou se é preferível não dar palpites, para mais tarde não haver o risco de as palavras serem atraiçoadas pelas próprias acções!
sábado, 21 de abril de 2012
P.S. - Eu Amo-te - o filme
Por muitos comentários e críticas que possamos ouvir, o melhor é ver com os nossos próprios olhos. Só então poderemos formar a nossa opinião.
Como referi num post anterior, apesar de já ter passado na televisão algumas vezes, nunca tive oportunidade de ver este filme.
Entretanto comprei o livro, que adorei, e a vontade de ver o filme aumentou consideravelmente! Fiquei na expectativa quando percebi que o filme durava duas horas.
Confesso que foi uma sensação estranha! Em termos de história, prefiro o livro - muito mais rico, um argumento mais cativante, e com personagens que senti falta no filme!
Gostava de ter visto um pouco mais do romance antes da morte do Gerry, mas foi algo que acabou por ser colmatado pelos flashbacks ao longo do filme, que nos dão a conhecer como tudo começou!
É bom pegar no texto do livro, e visualizá-lo no ecrã, através da imagem. É bom olhar para as personagens e reconhecê-las. É bom ver a história ganhar vida.
Para mim, é uma mistura de filme cómico e dramático! Penso que estas duas horas poderiam ter sido utilizadas de forma a enriquecer mais a trama mas, de qualquer forma, adorei!
E, como cereja no topo do bolo, o filme só poderia terminar ao som de James Blunt, com o magnífico tema "Same mistake"!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Criança por perto? Não fume!
Eu estou de acordo com a teoria desta proibição, mas não vejo na prática um resultado positivo.
Nunca fumei, sempre detestei o fumo de tabaco. Lembro-me que, quando ia a uma discoteca, só me deitava depois de pôr a roupa toda na máquina e tomar um banho, para tirar aquele cheiro horrível. O meu primeiro namorado fumava, não muito. O meu ex-marido fumava muito mais, mas em casa desde o primeiro dia foi proibido! E mais não podia fazer. Sempre tentei proteger ao máximo a minha filha, mas quando as pessoas não têm essa consciência, é escusado. E, quando nos separámos, foi impossível controlar os sítios para onde ele a levava. Só me restava recebê-la, dar-lhe um banho e agradecer por ser só de vez em quando.
Agora que ela é crescidinha, ela própria diz ao pai que ele não devia fumar, porque faz mal. Ele não quer saber. Esquece-se é que, se a ele faz 100% mal, a quem leva com o fumo faz bem pior. Já para não falar que ele fuma porque quer, os outros são obrigados a levar com o fumo.
Acho bem que não se fume na presença de crianças mas, acima de tudo, que seja uma decisão dos fumadores. Porque, por muito que proibam aqui ou ali, em locais públicos é uma coisa. Privacidade é outra. Então um fumador, no seu próprio carro, não pode fumar? E já agora, daqui a pouco também não pode na sua própria casa! Afinal, se é para proibir o acto na presença de crianças, os filhos também lá estão em casa.
Mas não estarão, de certa forma, a invadir um território que não lhes pertence? Não estarão a interferir com a liberdade de cada um?
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Pagar, pagar, pagar...e só depois receber! Se receber!
Isto é uma vergonha!
Uma pessoa está sossegada na sua vida e tem o azar de lhe baterem no carro. Além do carro danificado, sofre danos corporais e é levado para o hospital.
Como não pode chamar a assistência em viagem numa ambulância, tem que outro reboque levar o carro. Para poder levantar o carro e levá-lo à oficina, tem que pagar o dito serviço de reboque.
Ao fim de mais de uma semana, é-lhe então devolvido o valor com desconto de 1 cêntimo - ou seja, nem o valor certo pagaram.
Enquanto não lhe é fornecido veículo de substituição, tem que pagar transportes à sua conta, correndo o risco de essas despesas não lhe serem assumidas pela companhia de seguros. O que significa que podemos ficar com o prejuízo, ou então recorremos ao tribunal, mas nesse caso, teremos que pagar para iniciar o processo!
A não ser que a pessoa opte pelo que a companhia sugere - alugar um carro. Mas para isso é preciso dinheiro! Ou ter um cartão de crédito!
Se o valor do arranjo passar de um determinado montante, não arranjam. Dão-nos uma percentagem do valor. O que quer dizer que nos arriscamos a ficar sem carro, e com pouco dinheiro para ir buscar outro.
Para levantar o veículo de substituição, temos que deixar uma caução que só nos é devolvida quando o entregarmos.
Relatórios médicos, temos que ser nós a pedir, para o caso de termos que apresentar na peritagem de danos corporais. Despesas hospitalares, nomeadamente, taxas moderadoras, mesmo que o hospital envie para a companhia, esta não paga.
Temos que ser nós a pagar a conta, e enviar os respectivos comprovativos para a companhia, para esta depois nos devolver esse dinheiro.
É certo que, à partida, tudo nos será devolvido. É certo que o carro, mesmo à tangente, foi reparado.
Mas fico com a sensação de que, quem bate, não tem metade das preocupações, nem que se ver confrontado com tantas burocracias, como quem foi prejudicado pela sua distracção!
E mais uma vez se confirma que as companhias de seguros só trazem vantagens no momento em que querem angariar clientes. Depois, tentam descartar-se ao máximo!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Picadas
Em 33 anos de vida nunca tinha visto tal coisa. Aliás, nunca pensei sequer na possibilidade de tal acontecer.
Em pequena, ia muitas vezes com o meu pai fazer piqueniques no campo. Já andei descalça na relva. Ando constantemente na rua. Já fui mesmo picada por uma abelha, mas a reacção mal se notou.
E a minha filha, desde que nasceu até hoje, só teve por inimigas as melgas, que a adoram, mas que ficam sem sorte, porque mãe prevenida vale por duas, e quando chega a Abril, encarrego-me de comprar Dum Dum Eléctrico inteligente. Fora isso, nenhum outro bichinho tinha feito estragos. Até agora!
Tudo começou há uma semana atrás. Chego a casa ao fim da tarde e a minha filha queixava-se com dores na planta do pé. Não tinha nada. Por prevenção, e pensando que talvez o pé estivesse escaldado das botas, lavei e pus um creme. No dia seguinte, à noite, no mesmo pé, tinha umas pintinhas, tipo borbulhas, mas não salientes, e uma espécie de mancha entre o vermelho e o negro. Pensando que fosse uma alergia, pus-lhe uma pomada que eu mesma costumo usar. Quinta-feira, as borbulhas no pé disfarçaram um pouco, mas apareceram no tornozelo as tais pintinhas vermelhas.
Sexta-feira, as pintinhas aumentaram e assemelhavam-se mais a borbulhas. Disse-lhe que, uma vez que ia com o pai, seria melhor dar-lhe o cartão e ir com ele ao médico, mas ela não quis ir. Disse que ia depois comigo.
Sábado à noite, chega a casa e verifico que está na mesma. Por precaução e para ficar mais descansada, levei-a à urgência. Pensei numa alergia, pensei em sarampo ou outra coisa parecida, mas sempre confiante que a médica me iria receitar alguma coisa e mandar para casa. Em vez disso, mandou-nos para a pediatria do hospital de Torres Vedras. E, nesse meio tempo, durante a viagem, em pouco mais de uma hora, as pernas dela pioraram consideravelmente. A pediatra disse-nos que era uma alergia a picada de insecto. Fez análise à urina e um Rx - parece que estava tudo bem. Análise ao sangue não fez, não sei bem porquê. Receitou Benaderma e Atarax, e recomendou que lá voltássemos hoje.
E, de facto, só não fui antes para não a prejudicar na escola. Apesar de já ir na 3ª pomada, as pernas estão piores, os pés negros, vermelhos e inchados, as borbulhas e manchas alastraram para a parte de cima das pernas e até no rabo apareceram. Está feio, com péssimo aspecto mesmo. Até faz impressão olhar para aquilo. E o problema é que lhe provoca dores, e tem dificuldades a andar, já para não falar que, cada vez que lhe ponho a pomada, chora e grita porque lhe arde. Maldita alergia, maldito insecto! Só quero que a médica veja o estado em que ela está e me diga que tudo vai passar rapidamente daqui em diante.
Criança sofre! E mãe de criança sofre com ela!
terça-feira, 17 de abril de 2012
Confiança
Confiança, não é acreditar na pessoa amada e no seu carácter, quando não existe a mínima possibilidade de ela nos trair e magoar, nem quando não existem condições favoráveis para tal...
Confiança, é continuar a acreditar nessa mesma pessoa, e continuar a ter plena consciência do seu carácter e maneira de ser, ainda que se lhe apresentem à frente as mais variadas possibilidades e condições propícias...
Confiança, não é acreditar que um homem rodeado de homens não nos vai trair (a não ser que seja gay), mas sim que um homem rodeado de mulheres, manterá a mesma postura!
Confiança, não é pensar que uma mulher, ao falar só com outras mulheres, não fará nada de errado, mas pensar que, ainda que fale com homens, continuará a não fazer nada que não seja certo.
Porque se temos confiança em alguém, é porque essa pessoa a merece e a conquistou. E se isso aconteceu, foi pelos seus gestos e atitudes, pela sua postura, pelo seu carácter.
Então, não temos que descredibilizar essa confiança considerando, automaticamente, qualquer elemento do sexo oposto uma ameaça à nossa existência.
Ao fazermos isso, estamos a diminuir o nosso valor relativamente aos nossos supostos "rivais" e a considerar que a pessoa que está connosco e os seus sentimentos são tão fracos, que bastará surgir qualquer outra pessoa para a "levar no bico".
Se estamos com alguém, é porque gostamos dessa pessoa e é ao lado dela que queremos estar. Foi uma escolha que fizemos, e se estamos bem na relação e convictos dos nossos sentimentos, nada nem ninguém a irá alterar!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
De pequenino é que se torce o pepino?
Não são raras as vezes que ouvimos notícias de crianças e adolescentes que levam armas para a escola. Que por toda e nenhuma razão se lembram de andar por aí aos tiros a colegas e professores.
Outras vezes, tomamos conhecimento que, por negligência dos adultos, as armas são deixadas ao alcance dessas crianças, que se acabam por ferir por acidente.
Cada vez mais cedo se vêem jovens na posse de armas, principalmente em zonas e com populações consideradas problemáticas.
E damos por nós a perguntar "que mundo é este em que vivemos?" ou "como é que isto é possível?".
Responsabilizamos os pais, a educação (ou falta dela), a escola e os professores, o governo, as condições de vida, o destino...
Não deixam de ser situações efectivamente tristes e lamentáveis. Mas, o que realmente me choca, são notícias como a que hoje li!
Chamem-lhe tradição, chamem-lhe protocolo, chamem-lhe treino, chamem-lhe última moda ou que que mais quiserem, mas eu não consigo compreender, nem tão pouco aceitar.
Filipe Froilán, uma criança de apenas 13 anos, fazia exercícios de tiro, acompanhado pelo pai quando, por acidente, deu um tiro no seu próprio pé, com uma arma de pequeno calibre! Foi um descuido, segundo afirmam! A criança foi atendida de urgência e, apesar de não ser uma situação de gravidade, ficará internada alguns dias.
Esta criança é, nada mais, nada menos, que o filho da infanta Elena e de Jaime, neto do rei de Espanha.
E pergunto-me eu: com tantas actividades lúdicas decididamente mais adequadas a crianças destas idades, mais instrutivas e menos perigosas, porque será que a opção recaiu logo nesta? Será caso para dizer que "de pequenino é que se torce o pepino"? Ou estará a acontecer precisamente o contrário?...
domingo, 15 de abril de 2012
E não é que o cão ladra!
Pergunta a minha filha: "Oh mãe, quem é que está a ladrar?"
Mas, antes mesmo de eu abrir a boca, responde ela própria, como se a pergunta tivesse sido para si mesma, e com aquele ar de quem acaba de fazer uma constatação óbvia e inteligente: "Certamente deve ser o cão!"
sábado, 14 de abril de 2012
Confia em Mim
Mais um acabadinho de ler!
Jeff Abbott, igual a si próprio, ao estilo a que já me habituou. É um livro de quase 600 páginas, mas que se lê muito bem e não cansa.
Por experiência própria, uma vez que já vou no terceiro livro deste autor, recomendo que entre os vários livros dele, se leiam outros. Senão, corremos o risco de perder parte do interesse, uma vez que todas elas parecem girar em torno do mesmo.
Confia em mim, é uma história de confiança - confiança no pai que Luke julgava morto, mas que afinal está vivo; confiança no padrasto que até aquele momento substituiu o pai, mas que ele descobre ser uma pessoa bem diferente da que pensava; confiança naquela mulher com quem partilhou parte da aventura, da fuga desenfreada e da luta contra a morte, mas que no final se revela...
Mais uma vida pacata que, de um momento para o outro, é retirada à personagem. Um trabalho que, pensava ele, seria utilizado para um fim, mas que descobre ter servido para fins duvidosos.
O poder do dinheiro e da Internet...as teias que se criam, os grupos que se formam, e a dimensão que tudo junto pode tomar...
Eu recomendo!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Por esta é que ninguém esperava!
Estava a minha filha com o dicionário infantil de inglês-português que o avô lhe ofereceu, a fazer perguntas ao meu namorado e a mim, sobre como se diziam diversas palavras em inglês, para ver se acertávamos.
Uma dessas palavras era pescoço. E eu, disse-lhe então: "E sabes como se diz pescoço em francês? É cou, só que se escreve C O U!"
Ela achou muita graça, e às tantas sai-se com esta: "Oh mãe, já viste uma pessoa a dizer - ai, custa-me a engolir, dói-me o cou!"
Não aguentámos! Eu e o meu namorado desatámos a rir, pelo duplo sentido que aquela frase nos fazia lembrar! Já chorávamos a rir, já nos doía a barriga! E a minha filha ria connosco por nos ver a rir e ter achado piada à piada dela, mesmo sem saber do que nós verdadeiramente nos estávamos a rir!
Moral da história - nunca tentem ensinar francês aos vossos filhos!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
De quem é a culpa?
Quando tudo corre bem, é maravilhoso! Quando corre mal, alguém é responsável!
Li no outro dia, a propósito da morte daquele estudante em Lloret del Mar, um artigo em que, de certa forma, se responsabilizavam os pais dos estudantes, que os autorizam a participar nessas viagens de finalistas.
Achei completamente injusta essa constatação.
Ora, por exemplo, naquele caso do acidente de autocarro na Suíça, quem poderia ser responsabilizado pela morte de todas aquelas crianças que seguiam no autocarro? Eram crianças, não podemos imputar-lhes a responsabilidade. Será o condutor? É o responsável mais óbvio. Mas, não seriam os pais também responsáveis, uma vez que foram eles que permitiram que as crianças viajassem?
De qualquer forma, de nada adianta agora andarmos a acusar uns e outros pelas mortes. Simplesmente, nada disso lhes trará de novo a vida. Nem a daquelas crianças, nem a deste rapaz.
Terão uma quota parte de responsabilidade os pais, porque na sua boa fé o deixaram ir, terá uma quota parte de responsabilidade o filho, que não deveria ter estado na varanda, terão uma quota parte os amigos que poderiam, quem sabe, ter evitado, terá uma quota parte o hotel, que deveria ter maiores medidas de segurança? Talvez...ou talvez não...
Aconteceu. Foi, provavelmente, um acidente como poderia ter sido outro qualquer, perto ou longe de casa. Quantos acidentes não ocorrem, por vezes, até à nossa frente.
Não digo que não se devam apurar responsabilidades, se as houver, porque de facto deve ser feito. Mas deixemos isso para quem o poderá fazer melhor e com base em factos concretos.
Para este caso como o de Lloret del Mar, e outros, nada tem a ver o conhecer-se bem os filhos até porque, muitas vezes, eles agem de uma maneira à nossa frente, e quando não estamos por perto de outra. Até nós, na nossa adolescência, fomos um pouco assim!
E se as probabilidades de este tipo de acidentes ocorrer com estudantes irresponsáveis, que não sabem tomar conta de si próprios e se metem em sarilhos, são grandes, não significa que não possam acontecer até com aqueles mais sossegados, certinhos e responsáveis.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Comprei uma vaca!
Não é a "vaca que ri", nem a vaca Mimosa, e tão pouco a vaca Estrela!
Não dá leite, mas trazia um ovo de chocolate de oferta. Ou seria o ovo que trazia a vaca?!...E o ovo até vinha com uma surpresa! Ainda não o abri, mas espero que não seja uma vitela!
Sou pior do que as crianças - doida por bonecos e peluches, e esta vaquinha era tão fofinha que não resisti.
E assim, vai fazer companhia à que ofereceram à minha filha! Não são tão lindas?!
terça-feira, 10 de abril de 2012
Responsabilidade precisa-se
Sou uma mãe galinha! Já todos me conhecem. Sou uma mãe protectora! Também é sabido.
Mas, independentemente disso, há coisas que me fazem uma certa confusão, e que são básicas. Têm a ver com responsabilidade. E se se pode pecar por excesso de protecção, há quem peque por falta dela.
Numa sexta-feira à noite, eram já cerca das 22 horas, saímos de casa, eu e o meu namorado. Íamos passar o fim-de-semana a casa dele.
Na rua, estava uma menina de 7 ou 8 anos, minha vizinha da casa em frente, com o seu cão. Mais à frente, um menino mais novo, talvez com 5 anos.
Ele estava a ir para casa, e ela estava a tentar que ele levasse o cão. Percebemos então, que o menino estava com medo de ir para casa sozinho, e ela dizia-lhe que o cão ia com ele!
Tinham estado a brincar em casa dela, mas já era tarde, e ele tinha que regressar a casa. Perguntámos-lhe então onde morava e ele explicou. Como era relativamente perto, fomos acompanhá-lo até ao prédio. Ele tocou à campainha e a mãe apareceu à janela. A única coisa que disse foi "Ah, é o Ivo...". Reparei que a porta do prédio estava apenas encostada e então empurrei. O miúdo entrou a correr, como se temesse que alguém lhe fizesse mal, e quisesse chegar depressa a um porto seguro!
E quem o pode condenar? Estava completamente assustado e cheio de medo!
Voltámos para o carro, ainda atónitos! Não porque esperássemos melhor agradecimento por um gesto que nem sequer tínhamos a obrigação de fazer mas que, ainda assim, achámos ser nosso dever, mas pela situação em si.
Então o rapaz vai brincar para casa da amiga, e o pai da amiga não estava em casa? Se estava, porque não foi ele acompanhar o miúdo a casa? Se não estava, como deixa duas crianças sozinhas?
E a mãe do rapaz? Será que sabia sequer onde o filho estava? Será que não teve a preocupação de ir procurar o filho, buscá-lo onde ele estivesse? Ou era-lhe indiferente?
Por acaso fomos nós a vê-lo, e levámo-lo à mãe. Mas nem toda a gente é assim. Qualquer pessoa mal intencionada poderia ter passado por ali, visto o miúdo e sabe-se lá o que poderia acontecer...Numa altura em que as notícias nos mostram criminalidade, pedofilia e tantas outras coisas, é caso para dizer - Responsabilidade - precisa-se!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Are we still here?
Quando pensamos que já tudo nos aconteceu, a vida encarrega-se de nos lembrar que muito mais poderá ainda acontecer!
Semana da Páscoa - semana santa, como lhe chamam. Já passou. E, para nós, foi tudo menos isso.
Logo na quinta-feira, o primeiro ovo oferecido ao meu namorado, com sabor amargo - não lhe vão renovar o contrato de trabalho! A notícia caiu como uma bomba. Quando tudo se estava a encaminhar, quando elogiavam o seu trabalho, quando o queriam em vários serviços, mesmo sabendo o excelente profissional que é, e como esteve lá, sempre que dele precisaram, tudo se desmoronou. Não têm nada a apontar, é verdade, é simplesmente a crise a fazer mais vítimas. De repente, vê-se a vida toda andar para trás, projectos de vida e planos a serem adiados...
Muito bem - levou um "murro no estômago". Cambaleou um pouco, mas é preciso mais do que isso para o derrubar. Mesmo contra a maré, há que remar para chegar a um novo porto.
Na sexta-feira, foi a minha vez de receber amêndoas "envenenadas", sob a forma de mexilhão. Maldito! Soube-me tão bem, mas fez-me tão mal!
O resultado não se fez esperar - logo nessa tarde, parecia uma mulher grávida! Tudo me agoniava, tudo me enjoava, não conseguia sequer pensar em comer! O meu namorado dizia que o frango cheirava bem, eu só queria sair da cozinha para fora porque não aguentava o cheiro!
E assim experimentei uma intoxicação alimentar que durou até domingo de manhã!
Domingo de Páscoa - a minha filha foi passar o dia com o pai, os meus pais foram almoçar fora, e eu tinha que fazer a limpeza à casa. Sim, podia ter adiado. Mas no próximo fim-de-semana teria que a fazer...O meu namorado foi embora perto da hora de almoço e eu pus mãos à obra.
Mas nem o aspirador quis colaborar comigo - mal o liguei, pifou! Deitava fumo por todo o lado!
À tarde, de passagem para ir buscar um amigo, o meu namorado fez a surpresa de me ir visitar! E, aí, foi mais difícil a despedida...
É que com tudo isto que tem acontecido, nós, como casal de namorados, temos ficado em segundo ou terceiro plano. Sim, temos estado juntos e apoiamo-nos um ao outro. Mas, por vezes, penso que estou a dar o apoio errado. Parece mais uma espécie de apoio jurídico, apoio financeiro, apoio contabilístico, e não aquele apoio de namorada, de companheira...E, naquele momento, voltámos a estar em primeiro plano, ainda que por escassos minutos...e fez-me perceber que, por baixo dos escombros, ainda cá estamos!
domingo, 8 de abril de 2012
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Já, em tempos, por cá tinha andado. Depois, mudei de casa. Fixei residência numa "aldeia", onde tive o apoio de uma comunidade peq...
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Não sei se estarei num elevado nível de insensibilidade, ou se me transformei, ao longo dos anos, numa pedra. Mas, se tivesse de descr...
