quinta-feira, 31 de maio de 2012

Under pressure - Sob Pressão


 


Em semanas de fichas de avaliação e provas intermédias, penso que estou mais agitada, nervosa, preocupada e ansiosa do que a minha filha!


É verdade que é ela que vai ser avaliada mas, por detrás da avaliação dela, é como se também eu estivesse a ser avaliada!


Será assim que se sente um professor? Mesmo sabendo que fez um óptimo trabalho, não estará sempre, nestes momentos, um pouco apreensivo quanto aos resultados do mesmo, na prática?


Eu sei que, como mãe que sou, e professora que não sou, fiz o melhor que pude, expliquei como consegui e tentei, com vários exercícios, prepará-la em casa, da mesma forma que a professora preparou os colegas dela na escola, para que mantivesse classificações semelhantes às que tem tido ao longo do ano.


Agora, apenas nos resta aguardar. Só que, de uma certa forma, da avaliação que ela tiver, conseguirei depreender se o meu trabalho e esforço foram úteis, ou se foram em vão.


A ver vamos... 


 


 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ainda não terminou


 


Hoje é dia de nova consulta médica.


O regresso à escola não foi bem-sucedido - em dia e meio que foi, na semana passada, as inflamações dos vasos sanguíneos agravaram-se e as dores nas pernas voltaram. Felizmente, o fim-de-semana ajudou a melhorar o quadro, mas segunda e ontem voltou à escola, pela ficha de avaliação, e para ver como evoluia a doença.


O que é certo é que 6 semanas já passaram, mas pesquisando um pouco mais sobre esta púrpura, existem quadros mais prolongados, que variam entre 3 a 12 semanas, podendo mesmo chegar aos 4 meses. As manchas acastanhadas, podem permanecer durante meses, até um ano.


Uma criança com púrpura, deverá fazer análises de 6 em 6 meses, e ser vigiada entre 5 a 10 anos após a doença, para controlo da parte renal.


Há recorrências em cerca de 20% dos casos de crianças com púrpura.


Neste tipo de doença, e respondendo à pergunta comum que todos fazem "se é uma inflamação, porque não lhe receitam um anti-inflamatório?", não o receitam porque, nestes casos, os anti-inflamatórios simplesmente não funcionam. Tal como não funcionaram os corticosteroides que ela ainda tomou durante 5 dias.


Mas, afinal, o que é que se pode fazer?


Nada?


Esperar?


Até quando vamos andar nisto?


Até quando vai ter que andar limitada?


Tantas perguntas para as quais a médica provavelmente não terá resposta...


E é uma sensação de impotência para quem nada pode fazer...


 



 


 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Natalidade - nas nossas mãos?


 


Ser mãe...é algo indescritível! Algo que não se explica, mas que se sente.


Ser mãe faz-nos crescer, faz-nos rever a nossa forma de ver, e viver a vida. Faz-nos criar novas prioridades, torna-nos fortes, protectoras, verdadeiras "leoas" no que se refere ao bem-estar das nossas crias.


É um ser tão pequeno e indefeso que depende de nós! Há uma ligação muito forte desde o momento em que se começa a gerar até ao fim da vida.


Ser mãe traz-nos alegrias infinitas, proporciona-nos momentos únicos...


E eu tive o privilégio de experimentar tudo isso! 


Hoje, quando vejo outras mulheres grávidas, quando a minha filha pede uma irmã, quando o meu namorado me fala em filhos, não posso deixar de pensar que gostava de ser mãe novamente.


Mas, ser mãe, acarreta muitas responsabilidades, muita entrega, muita dedicação e muitas abdicações. Ser mãe é um trabalho contínuo, sem folgas nem períodos de descanso. Ser mãe, por mais que tentem mostrar o contrário, é dispendioso em termos financeiros.


Hoje, quando olho para a minha filha, não posso igualmente deixar de pensar que tão depressa não quero ser mãe.


São sentimentos contraditórios, é verdade.


Mas ninguém quer fazer de um filho mais um número para estatística. Ninguém quer ter um filho se não tiver condições físicas e psicológicas para o fazer. Ninguém quer trazer ao mundo uma criança para ficar entregue aos cuidados de amas, avós e afins, e vê-la uma hora por dia. Ninguém vai arriscar uma gravidez, se souber que esse bebé que aí vem corre o risco de passar necessidades e dificuldades.


Cada vez mais, a natalidade é uma opção nossa. E já nem é só uma questão financeira. Embora o nosso governo não contribua em nada para ver a natalidade aumentar em Portugal, o que, de facto, limita grande parte das mulheres/ casais que querem ter filhos, essa não é a única causa da baixa natalidade no país.


Mesmo havendo condições financeiras, há muitos outros factores a ter em consideração - a vida profissional, a disponibilidade de tempo, o instinto maternal/ paternal, a vontade de assumir essa enorme responsabilidade que é a maternidade/ paternidade.  


Há quem diga que custa mais educar um filho, que criá-lo! Eu penso que os dois lados da balança estão equilibrados. Dependem um do outro, tal como um bebé depende dos seus pais. 


Por isso mesmo, é uma decisão que está, acima de tudo, nas nossas mãos!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

O Top Ten

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Assistimos ontem à primeira gala do Ídolos, na qual ficámos a conhecer, como eles lhe chamam, o Top Ten.

E, para mim, destes 10 candidatos a Ídolo de Portugal, nem todos deveriam lá estar.

Penso que a decisão do público influenciou, e limitou bastante, a tarefa do júri, com muito boas vozes a ficarem dependentes deles, e tão poucos lugares disponíveis.
Na minha opinião, e tendo em conta todo o percurso feito até aqui, a Margarida, o João e até a Catarina, não deviam estar entre os 10 finalistas. A Débora devia ter sido escolhida.

De todas as actuações, concordo que as da Solange, do Pablo, do Diogo, da Catarina e do Paulo não foram as melhores da noite. Também não achei extraordinária a actuação do João, apenas abonando a seu favor o facto de ter cantado em português.

Estão de parabéns a Mariana, que cantou uma bela música da Adele, e que eu até achei parecida nas expressões, a Inês, a Mónica, a Teresa e o André Cruz que, embora eu não simpatize com ele (nem sei bem porquê), tiveram excelentes prestações.

À Catarina, valeu-lhe ter superado a adversária Débora à capela.

Outro aspecto que me chamou a atenção, foi o facto de quase todos os concorrentes, ao contrário das edições anteriores, se movimentarem no palco e dançarem, logo na primeira gala. Mas parece que quanto a isso, tão depressa o júri pensa que é uma mais valia, como os critica por o fazerem.

E, mais uma vez, ficou provado que o palco do Ídolos é perigoso, até para quem está habituado a pisar palcos sob saltos altos! Não fosse, como a própria Bárbara disse, o "braço de ferro" do Manuel Moura dos Santos, e havia mais uma queda na história do concurso!

domingo, 27 de maio de 2012

And the winner is...

...Sweden!


 



 


Não há muito a dizer sobre esta edição do Festival Eurovisão da Canção em Baku, mas confesso que "sofri" até chegar a meio da votação.


Como já vem sendo hábito, Portugal não conseguiu qualificar-se para a final. Talvez tenha sido melhor. Ou arriscava-se a ficar nos últimos lugares.


Como sempre, há músicas divertidas, acrobacias que mais parecem saídas do circo, músicas que não valem nada, belas e poderosas vozes, canções mais indicadas para discotecas, mulheres que tentam conquistar votos através dos seus atributos não vocais, melodias que caem em graça, favoritas, e potenciais vencedoras!


Como em tudo na vida, gostos não se discutem, e existe aqui uma miscelânea de músicas para vários gostos.


Para mim, as candidatas à vitória seriam a Islândia, a Roménia, a Suécia e a Alemanha, embora tenha gostado de mais algumas. Penso que, pela primeira vez, uma música minha favorita vence!


A Sérvia também tinha o meu aval como vencedora.


O que me estava a tirar do sério, e me deixou completamente estupefacta, foi o facto de Rússia estar a receber tantos votos de vários países, tendo ficado em segundo lugar!


Andará tudo doido? Começo a pensar que Portugal ganharia mais se arriscasse enviar ao concurso um grupo de alentejanos cantando à sombra de um chaparro, ou então uma brigada do reumático!


É que não compreendo como é que as avozinhas da Rússia, com aquela canção, conquistaram até os portugueses, que lhes deram uma das mais altas pontuações!


Felizmente, a Suécia começou a destacar-se e a ganhar terreno face às suas adversárias!


E no final...euphoooooooooooooriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Se não se morre da doença, morre-se da cura

Segurança Social


 


Dia 17 de Abril de 2012, começo a minha estadia no hotel de 5 estrelas "Centro Hospitalar de Torres Vedras", como acompanhante da minha filha, do qual acabámos por sair a 23 de Abril, com o atestado na mão para entregar à Segurança Social.


Desde essa altura, e até 23 de Maio, já foram 4 os atestados que entreguei, com o intuito de me pagarem a prestação/ subsídio correspondente a assistência a familiar doente.


Dois deles já foram processados, os outros estão em fila de espera. Quanto ao pagamento, não têm previsões de quando será feito! Provavelmente só em Junho. Provavelmente, tudo de uma vez.


A justificação é estarem com falta de pessoal. E, pelos vistos, de dinheiro!


Mas se eles estão, mais estou eu!


Ora, no mês de Abril só recebi o ordenado referente a 17 dias de trabalho. Este mês de Maio só vou receber, na próxima semana, o ordenado referente a 8 dias.


Durante todo este tempo tive que me deslocar com a minha filha ao hospital para consultas semanais.


E, como é óbvio, não vivemos do ar!


Agora pergunto-me, como é que os senhores, que "fazem o favor" de dar esta compensação, para os familiares que prestam assistência a menores em caso de doença, pensarão que nós sobrevivemos, enquanto não nos é pago esse subsídio, se dele dependermos e não tivermos outra solução temporária?


É caso para dizer - não morremos da doença, morremos da cura!   

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Finalmente!


 


Finalmente a minha filha regressou à escola!


Ainda sarapintada, é verdade, e com algumas restrições - não pode fazer desporto, nem correr, nem andar muito a pé.


Ainda com consultas regulares de vigilância.


Aterrando de paraquedas em território um pouco estranho, sem muita preparação e num momento em que todos, incluindo ela, serão postos à prova.


Mas já é bom! É uma óptima notícia! E estou muito feliz!


No entanto, não consigo deixar de sentir aquela nostalgia, típica de começo de ano lectivo, em que os nossos filhos regressam à escola, depois das longas férias que passaram connosco. Com a diferença de que, neste caso, não estivemos de férias nem tão pouco nos divertimos.


É incrível como a vida segue e o tempo não pára. Depois de mais de um mês em que tudo se alterou, voltamos à rotina sem direito a pausas para assimilar e recuperar de tudo o que aconteceu! Sem folgas para fraquejar, para comemorar, para baixar os braços...para nada!


Costumo dizer que eu sou como algo que permanece de pé durante toda a tempestade e, só então depois de ela passar, quando já nada o fazia prever, caio!


Neste caso, nem para isso tive tempo! É que agora que o sismo, e respectivas réplicas, já não ameaçam destruir mais nada, há que lutar para manter o que ficou intacto, e recuperar o que foi perdido.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Anda comigo ver os aviões...


 


Hoje apetecia-me ir ver os aviões...mas não com os azeitonas!


Está um dia lindo de sol, e a última coisa que queria era estar fechada num escritório.


Estou aqui sentada, mas o meu pensamento está longe daqui...


Faz-me lembrar os tempos de adolescente, sentada na sala de aula, mas a pensar e mandar mensagens para o namorado, sem prestar atenção nenhuma ao que o professor estava para ali a dizer!


Hoje apetecia-me ir ver os aviões, as avionetas, as gaivotas...mas não posso!


A única coisa que me arrisco a ver voar é o trabalho à minha frente, e as horas no relógio!


 

terça-feira, 22 de maio de 2012

É Terça-feira! (yeah)


 


Depois do sucesso do Boss AC, surgem as Bossas MIS:


 


"É terça-feira (yeah)


tenho uma grande soneira (yeah)


na cama não posso ficar


alguém que me deixe dormir mir mir mir


já já já


 


É terça-feira (yeah)


estou com uma grande soneira (yeah) 


mas tenho que ir trabalhar/ estudar


alguém que me deixe dormir mir mir mir


já já já"


 


Assim começou hoje o nosso dia, eu a inventar esta adaptação para a banda sonora da telenovela da autoria da minha filha "Corações em Apuros"!


Haja boa disposição:)

sábado, 19 de maio de 2012

O outro lado


 


“Todos, à minha volta, andam preocupados, cansados, stressados…todos, em meu redor, estão sem paciência, irritados, chateados…todos eles, alternam entre a tristeza e a alegria momentânea…todos me pedem o melhor de mim, todos querem o melhor para mim…compreendo isso…


Mas alguém sabe como eu me sinto? Já alguém se colocou no meu lugar? Já algum de vocês tentou imaginar o que vai dentro de mim?


Não sou a aluna nem a filha perfeita, mas de uma maneira geral, gosto da escola, da minha professora e dos meus colegas. Até daqueles que me chateiam, por vezes, a cabeça!


A grande maioria das vezes, custa-me levantar cedo para ir à escola. Algumas, não me apetece mesmo ir. É tão bom ter uns dias de férias para brincar e me divertir, para ver televisão ou simplesmente ficar em casa com a mãe!


Mas gosto de aprender, gosto das minhas actividades de inglês, gosto de brincar com as minhas amigas e dançar no recreio, ao som das mais variadas músicas!


Agora, assim de repente, tudo isso me foi tirado…Há mais de um mês que me vejo privada das brincadeiras, do convívio, da dança, da aprendizagem, de todas aquelas pessoas que faziam, igualmente, parte do meu dia-a-dia.


Todos os meus colegas estão lá, seguindo as suas vidas, e eu…eu, estou aqui fechada em casa, sozinha…não no verdadeiro sentido da palavra, mas é como me sinto…sinto que fiquei cá atrás, quando todos avançaram…sinto-me vazia…


Passar uns dias no hospital, embora não tenha sido mau, também não se pode considerar uma estadia de férias de verão num hotel. Andar de casa para o hospital, e do hospital para casa, não é propriamente o meu passeio favorito.


A minha mãe…eu sei que ela está a fazer um grande esforço para conciliar o trabalho dela, e ainda me ensinar, em casa, aquilo que os meus colegas estão a aprender na escola durante todo este tempo. Sei que ela não quer que eu saia prejudicada desta situação e que, por isso mesmo, é exigente comigo.


Mas eu também sou humana! Também tenho sentimentos! Também tenho o direito de me sentir triste, frustrada, desanimada, fragilizada…Também tenho o direito de gritar para todos que me deixem em paz e parem de fazer exigências…E também tenho o direito de chorar….Talvez assim me compreendam…talvez assim parem, e consigam olhar para o outro lado…o meu lado!”

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nó na garganta


 


Hoje acordei com um nó na garganta...


Não tenho nenhum motivo específico para isso, pelo contrário. É sexta-feira, último dia da semana e de trabalho, que até termina mais cedo.


Vou estar com a minha filha em casa à tarde. Vou estar com o meu namorado no fim-de-semana.


Mas a verdade é que o nó está aqui...E veio acompanhado de tristeza...De uma vontade enorme de estar com a pessoa que eu amo...de me encostar seu peito, de me abandonar nos seus braços e deixar que o nó se desfaça naturalmente...


Fui trabalhar. O dinheiro faz falta, e numa altura destas não nos podemos dar ao luxo de perder o emprego. Não tive uma manhã fácil - parecia que alguém estava a querer mostrar-me ou a tentar provar que eu não dava conta do recado...Mas dei, apesar de tudo...


A tarde não foi melhor - não é fácil ser professora. Talvez a minha filha não tenha vontade de aprender, ou talvez eu não saiba ensinar...


O que para mim parece ser fácil, para ela pode não ser...mas há coisas que ela já devia ter na ponta da língua.


Talvez seja demasiado exigente com ela, mas a desvantagem em relação aos colegas é real, as fichas de avaliação estão a chegar e as provas intermédias à porta. Há mais de um mês que não vai à escola. Isso está a dar cabo de nós.


Ainda assim, passei o dia a brincar e a rir, a tentar (não sei se com sucesso) ter piada e disfarçar o que realmente ia cá dentro.


Claro que à noite, tal como o tempo descarregou toda a sua força, em forma de chuva e vento, também eu desabei...


 


    

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Magia


 


Por vezes, somos envolvidos por uma espécie de magia, que não sabemos bem de onde veio, mas que nos faz sentir tão bem que não queremos que se vá embora!


Por vezes, sabe bem fechar os olhos, e deixarmo-nos guiar pelos nossos sentidos...


Há momentos em que sentimos total confiança em quem está ao nosso lado, para nos deixarmos cair nos seus braços sem medo de cair...


E como é bom sentir esta alegria, esta paz, esta segurança...


 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Sismo


 


Não consigo deixar de fazer esta comparação, porque a situação é em tudo semelhante.


Um sismo, de grande magnitude, atinge uma determinada localidade, sem aviso, provocando diversos estragos. Depois, não são raras as vezes que se sucedem réplicas, ainda que com menor intensidade, mas que nos voltam a deixar em alerta quando começávamos a respirar de alívio.


É assim que eu vejo a doença da minha filha. Já sei que demora até 6 semanas, já sei que é normal ainda haver manifestações.


Mas quando começo a ver as manchas desaparecer, penso sempre "talvez seja desta vez que passa"! Não precisa de durar exactamente as 6 semanas!


E, depois, quando tudo parece bem encaminhado, surge uma réplica! Volta a melhorar, torno a ter o mesmo pensamento, e lá está mais uma vez ela a marcar presença!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Part-time

A partir de hoje, trabalho em regime de part-time: de manhã no escritório, à tarde a dar aulas à minha filha!


 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

DVD do dia


 


 


Hoje foi dia de ver mais um DVD da colecção da Barbie. Está um bocadinho (grande) atrasado – o Natal já foi há alguns meses – mas, mais vale tarde que nunca!


Escusado será dizer que adorámos! Gostei de algumas músicas, da história e de ver o protagonismo dividido por 4 irmãs!


E, mais uma vez, uma lição para todos nós, como já vem sendo hábito nas histórias da Barbie.


Para as irmãs, a Barbie é considerada perfeita, inteligente, linda…Aquela mulher que tem sempre tudo sob controlo, que consegue tratar de vários assuntos ao mesmo tempo sem precisar de ajuda…Onde ela esteja ou o que quer que faça, sai sempre bem.


Para as irmãs, a Barbie faz-lhes sombra. Nada do que elas alguma vez façam, poderá correr tão bem como se fosse a Barbie.


E é por isso que, desta vez, a irmã decide que não quer a sua interferência na organização da festa de Natal. Quer ser ela a tratar de tudo sozinha, para provar a todos, e a si mesma, que consegue ser como a Barbie.


Mas a situação descontrola-se e, nessa altura, a Barbie mostra à irmã que dificilmente se consegue fazer tudo se agirmos sozinhos mas, mesmo que assim seja, tudo fica mais fácil se tivermos ajuda. Ela própria precisa de ajuda!


Vivemos em sociedade, temos família, temos amigos, e precisamos todos uns dos outros!


 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Am I Still Alive?


 


Estarei viva?


Ainda respiro, o coração bate, o cérebro funciona…


Estarei a dormir?


Não me parece…Os olhos estão abertos e o corpo cansado…


Estarei anestesiada?


Impossível. Movimento-me constantemente…


No entanto, durante estes últimos tempos, não sei onde nem como estive…


Como mãe, a tentar acompanhar todos estes dias a minha filha, neste momento mais complicado que está a passar com esta doença inesperada. Os dias são passados como enfermeira, a analisar pernas e pés, pintinhas e manchas novas que possam surgir, verificar se as mais velhas estão a desaparecer, e observar a evolução geral. São passados como professora, com fichas e trabalhos nos diversos livros escolares, a preparar a minha filha para as fichas que se avizinham, e tentar que não saia prejudicada por estar tanto tempo sem ir à escola. São passados como encarregada de educação que sou, em comunicação frequente com a professora, a estudar a melhor solução para minimizar a ausência.  


Como dona de casa, a tentar manter a casa em ordem - dividida entre limpezas, almoços e jantares, roupa para lavar, secar e passar a ferro, loiça para lavar e arrumar, e compras para fazer.


Como trabalhadora, a tentar ser politicamente correta: embora a minha vontade fosse ficar em casa, a verdade é que o dinheiro me faz falta, e precisam de mim aqui.


E assim se instaurou, de mansinho, uma rotina em que não havia lugar para a mulher, para o romance, para o amor…Apenas existiam duas pessoas preocupadas, à sua maneira, com uma criança, passando os dias entre casa e hospital. Apenas existiam duas pessoas saturadas, cujas conversas não iam além das refeições, da falta de dinheiro, da falta de descanso. Duas pessoas que se comportavam como mãe e padrasto de uma criança, amiga e amigo um do outro.


A mulher? Essa, foi anulada. E o pior é que, quanto mais tempo passava, menos me lembrava dela. Habituei-me, de tal maneira, a não vivê-la, que já nem sentia falta dela. Não sentia falta nem necessidade de me sentir mulher, de me sentir atraente…Ou talvez pensasse que já não seria assim, que não conseguiria trazê-la de volta…que estava morta…


Mas não está, e é preciso que ela volte a ocupar o seu lugar. Um lugar que é seu, por direito. Afinal, ainda tem muito para viver, muito para dar e receber, e muito tempo para ser amada, e para amar!


 


 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tesouro escondido


 


Por vezes, na nossa vida, encontramos um tesouro!


Um tesouro que para nós é muito valioso, que nos faz sentir bem e felizes. Não falo de um tesouro material, mas de algo mais precioso e importante para cada um de nós.


Durante os primeiros tempos dedicamo-nos, com todas as nossas energias, à nossa riqueza.


Mas, sem estarmos à espera, surgem novos acontecimentos na nossa vida, e temos que direcionar os nossos sentidos no que se revela prioritário.


Colocamos, então, o nosso tesouro bem guardado no baú.


Acontece que, quando várias situações se vão sucedendo, atiramos com elas para o mesmo baú. Uma atrás da outra, vão enchendo a nossa arca. Quando damos por isso, temos um baú atulhado e nem sabemos onde está o nosso tesouro!


Está connosco, é verdade. Continua onde nós o deixámos, é certo. Mas, com tantas coisas por cima, torna-se difícil vê-lo ou chegar até ele.   


Não nos esquecemos dele, simplesmente a correria e os problemas do dia-a-dia, que aparecem sem aviso, desviam a nossa atenção.


Só quando temos um tempo para nós, em que podemos fazer uma pausa, nos encorajamos a revirar o nosso baú, em busca do tesouro que, sem querer, escondemos debaixo de tudo o resto.


E, nessa altura, percebemos que ainda produz o mesmo efeito em nós, tal como nos primeiros tempos em que o encontrámos!

domingo, 6 de maio de 2012

Dia da Mãe


 


Hoje e sempre, parabéns a todas as mães!


Porque não é apenas neste dia que elas cumprem o seu papel, mas todos os dias da sua vida.


Ser mãe é a melhor experiência da nossa vida, mas também a mais exigente. A mais difícil mas, também, a mais compensadora!


 


 


 

sábado, 5 de maio de 2012

Os Cinco Magníficos


 


Estarei doida por querer gastar quase 100 euros na compra de 5 livros? Provavelmente estou...


Mas a verdade é que gosto de todos e, cada vez que vou às compras, lá estão eles a tentar-me! A mim e à minha carteira!


Para já, aproveitei uma promoção da Fnac e mandei vir os 3 primeiros. Os outros, por enquanto, vão ter que esperar...


 


 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Valeu a pena!


 


Não se pode dizer que o júri não esteja a fazer a sua função. Mas não posso deixar de referir que, na minha opinião, têm havido algumas injustiças, e escolhas que me fazem lembrar sucessivas tentativas de atirar boias de salvação, a quem não consegue nadar mais do que nadou até agora. Talvez consigam ver lá bem no fundo que a pessoa consegue fazer melhor, mas a verdade é que outros não tiveram as mesmas oportunidades. Uns, são imediatamente rejeitados. Outros, pelos mesmos erros ou piores até, continuam lá.


E se há quem salte de alegria por seguir em frente, também há quem se sinta desolado por ficar pelo caminho.


Como em todos os programas deste género, haverá candidatos que terão sucesso, outros de quem nunca mais ouviremos falar e alguns que nos marcam por determinados motivos.


Um deles foi, sem dúvida, o João - candidato humilde que, embora tenha feito uma boa prestação, não se adequava, segundo Manuel Moura dos Santos e restantes jurados, a este tipo de programa. As críticas até nem foram muito negativas, e o João soube ouvi-las como quem recebe conselhos para evoluir no futuro, e aceitá-las.


Tal como para tantos outros, o seu sonho talvez terminasse ali. Mas João tinha um sonho muito maior que ser o próximo ídolo de Portugal: uma prótese ocular, que nunca teve a oportunidade de ter por não ter dinheiro. E esse sonho, vai mesmo ser realizado!


O concurso não lhe deu fama, não o deixou seguir além da primeira fase. Mas, para o João, já valeu a pena ter participado!  


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!