sexta-feira, 29 de junho de 2012

Bola de Ping Pong


 


Por vezes sinto-me uma bola de ping pong! Ora sou lançada para um lado, ora sou lançada para o outro. Ao meio não posso ficar...


Por vezes, sinto-me uma boneca de trapos, a quem puxam de um lado, e puxam do outro, ao mesmo tempo. E se, de tantos puxões levar, a boneca se rasgar?


Por vezes, sinto-me um árbitro em pleno estádio de futebol! A tentar perceber de que equipa foi falta e a quem tenho que mostrar cartão.


Por vezes, sinto-me um polícia, a tentar manter a ordem...Um bombeiro, a acudir a um incêndio daqui, a um acidente dali.


Por vezes, sinto-me um juiz, que todos os dias tem que zelar para que a justiça seja feita, avaliar de que lado está a razão, a validade dos motivos...


Por vezes, sinto-me num debate a fazer mediação!


Tento desdramatizar, desvalorizar, contornar, dar a volta, manter um equilíbrio. Mas há momentos em que se torna difícil.


Como diria uma perita nestes assuntos, pessoas que vivem nesta situação são as mais susceptíveis de vir um dia a apitar bem alto, a dar o grito que ninguém esperava ouvir.


É uma posição ingrata...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Avaliação Final

"A Inês é uma aluna aplicada, empenhada e trabalhadora"


"A apreciação global situa-se no nível Muito Bom"


 



 


Em dia de reunião escolar para entrega das avaliações do 3º período, os parabéns foram para a filha e para a mãe.


Com apenas 20 aulas assistidas, das 42 dadas, a Inês conseguiu uma boa avaliação. Até se safou nos testes intermédios, com Satisfaz bem no de Língua Portuguesa, e Satisfaz e Satisfaz Bem no de Matemática.


 


O primeiro ano correu muito bem. Já este, foi um ano bem mais complicado, sem dúvida. 


Primeiro a mudança no comportamento, que nunca lhe tinham visto antes, as chamadas de atenção, os recados na caderneta. Consequentemente, os resultados mais baixos do 1º período. Seguiu-se a praga dos piolhos! Depois, a melhoria geral e o regresso à Inês que todos conhecemos, com as notas a subirem, tendo pela primeira vez Excelente em uma ou duas fichas.


No 3º período, o derradeiro, o mais curto, aquele em que se dá tudo por tudo para consolidar ou subir, surge o internamento.


Várias semanas sem poder ir à escola, a ter aulas em meia dúzia de horas em casa, dadas pela mãe.


O regresso tão desejado em semanas de testes e fichas de avaliação.


Mas terminou, sentimo-nos aliviadas - missão cumprida!


Agora é deixá-la aproveitar as férias, sem descurar algum estudo, e prepará-la para que o próximo ano seja menos atribulado!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A (má) política dos exames


Estamos em épocas de exames, testes, provas e outras invenções que se lembraram de aplicar à educação ao longo dos anos.


Eu devo dizer que não gosto. Não sou a favor. Não acho justo. E não é por considerar que não devam ser feitos, mas por não concordar com o peso que lhes atribuem na avaliação final.


É certo que estes métodos de avaliação incluem matéria que, supostamente, foi dada ao longo do ano e, quem sabe durante o ano todo, também saberá no fim do ano.


Mas o ensino não é semelhante em todas as escolas. Até dentro da mesma escola, os professores podem ensinar de formas diferentes.


Por outro lado, sabemos que cada um de nós se deve habituar a lidar com a pressão, que pode aparecer em qualquer fase da nossa vida.


Mas também é sabido que, nestas ocasiões, o nervosismo, o stress e a pressão podem ter um efeito negativo. Por vezes, bloqueamos. Sabemos tudo, mas naquele momento parece que tudo se apaga.


E não é justo que um simples exame tenha o peso que tem, quando um aluno se esforçou durante meses a fio. Mais injusto é quererem aumentar ainda mais a percentagem, e o número de disciplinas sujeitas a exame.


Não acho bem...e tenho dito!


 

terça-feira, 26 de junho de 2012

O calor deu-me para isto!


 


Hoje é, provavelmente, o dia mais quente de 2012. Pelo menos até agora. E neste dia de autêntico verão, o meu cérebro decidiu questionar e reflectir sobre coisas que consideramos como "dados adquiridos"!


É muito simples - ontem estava em casa a ouvir rádio, por volta das 20.30 horas, e a locutora disse "...só boas músicas neste final de tarde!".


Eu concordo com o termo utilizado, uma vez que para mim, ainda não era noite. No entanto, há quem não concorde comigo e afirme que a partir das 20 horas já é noite, e não tarde.


Ora, como é óbvio (ou não), comecei a divagar sobre isto e a questionar tudo.


Para começar, quando é que é manhã, tarde e noite? Quem é que assim o determinou? Porque é que não posso dizer bom dia à tarde, se a tarde faz parte do dia? Porque é que dizemos, por exemplo, 4 horas da manhã, se a essa hora é de noite. E voltamos à mesma questão - a partir de que horas é que é manhã? Partindo do princípio que, até ao meio dia é manhã, porque é que dizemos bom dia em vez de boa manhã? Quando é que é considerado dia e quando é que é considerado noite?


Para mim, dia é quando começa a clarear e o sol nasce, e noite, depois de o sol se ter posto, quando escurece. Seguindo esta minha lógica, apesar de, supostamente, ser tarde das 12 às 20 horas e, a partir daí, noite, não é assim que eu considero.


No inverno, quando cumprimento alguém a partir das 18/ 19 horas, já digo "boa noite", enquanto que no verão, às 21 horas, provavelmente ainda digo "boa tarde"!


E fico-me por aqui, antes que o meu cérebro atrofie mais com tantas perguntas!


 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Uma piada portuguesa, com certeza!


 


Então não é que o ex-ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, recomendou a criação de um imposto (mais um), que recairia sobre particulares e empresas, classificando-o de "tributo de solidariedade dos portugueses"!


E eu pergunto-me: para quando um tributo do governo, de solidariedade aos portugueses?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

My Happy Place?

As praias da Ericeira, principalmente a Praia do Sul, ou Praia da Baleia, onde passei todos os verões da minha infância, adolescência e onde continuo a passar as minhas férias com a minha filhota e namorado!


 



 


Porque é junto do mar que eu recupero a minha paz e tranquilidade, é lá que eu deixo tudo o que me afecta, e ganho renovadas energias para enfrentar o dia-a-dia. É um bom refúgio, um óptimo lugar para quando precisamos de espairecer, pensar na vida, estar a sós. Mas também um excelente local para brincar com as crianças e namorar! 

Não acredito, mas...


 


Já parece aquela velha frase "não acredito em bruxas, mas que as há, há"!


Neste caso, não se trata de bruxas, mas de algo que algumas pessoas classificam de fantasmas ou espíritos.


Ora, eu nunca acreditei em nada disso. Sempre considerei que, mesmo para situações estranhas, haveria necessariamente uma explicação lógica.


Portas ou janelas que batem - é o vento. Objectos que desaparecem - fomos nós que os colocámos em qualquer lado e não nos lembramos onde. Alguma coisa cai sem ninguém lhe tocar - provavelmente estava mal posta. E por aí adiante...


Quando era pequena, tinha medo do escuro, e lembro-me que isso se devia ao facto de eu estar sempre a ver passar vultos de um lado para o outro. A minha filha, nesse aspecto, puxou a mim. Diz que houve barulhos estranhos à noite e passos. A explicação lógica (ou talvez não) - são crianças, e as crianças têm imaginação muito fértil. Além disso, o medo também pode explicar essas visões e sons imaginários.


Mas, acreditem ou não, têm acontecido algumas situações para as quais eu não encontro explicação, e que me levam a pensar se existem, de facto, acontecimentos inexplicáveis.


Ontem estava deitada na cama, há uns 15 ou 20 minutos e, de repente, foi como se estivesse a assistir a uma cena comigo mesma! Senti os cobertores a levantarem, como se algo estivesse a entrar para a cama, e vi não sei bem o quê, mas era como se o meu espírito estivesse a entrar na cama para encaixar no corpo que lá estava deitado. Senti mesmo essa junção e, de repente, voltei a ser apenas eu deitada na cama, acordada e a mandar uma mensagem para o meu namorado a contar-lhe o que tinha acontecido!


O pior é que já não é a primeira vez que sinto a presença de algo no meu quarto, ao pé de mim, coisas estranhas a acontecerem quando estou deitada. No entanto, o que sinto e vejo (se é que se pode dizer que se vê), não são aqueles espíritos como nos filmes e nos relatos que tantas vezes vemos e ouvimos. É algo que eu sei que lá está, mas completamente invisível, transparente...


O mais engraçado é que, no meio de tudo isto, só depois de algum tempo é que associei espíritos a morte, ou seja, espíritos são teoricamente de pessoas que já morreram. Mas aquilo que eu sinto ou vejo, não tem que ser, necessariamente, espíritos. Pode haver qualquer outra explicação.


Talvez seja mesmo só o cansaço a dar sinais... Talvez sejam apenas sonhos que se confundem com realidade...


Como diria a D. Milu - Mistério...


 


   

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O "Cerne" da questão


 

Quem assistiu no passado domingo à 4ª Gala do Ídolos teve a oportunidade de ver um dos vencedores do programa a cantar, agora como profissional. Falo do Filipe Pinto!

Desde os tempos em que ele era um mero concorrente, sempre gostei da humildade e simplicidade que demonstrava além, claro, da bela voz e da forma singular como interpretava cada música.

Passados mais de 2 anos, percebe-se que soube aproveitar a oportunidade, mas com os pés assentes na terra.

Não teve sede de fama, nem de sucesso instantâneo. Não quis gravar um CD a jacto, com êxitos temporários e música da moda para vender.

Foi compondo as suas próprias músicas, ao seu ritmo, e preparando um trabalho à sua medida.

Pode não ser aquilo que muitas pessoas gostariam de ouvir, mas foi o caminho que ele escolheu, com que se identifica, e que mostra a pessoa que é. 

Agora que já nos presenteou com algumas músicas do seu Cerne, aguardamos então o lançamento oficial do CD, com o menu completo.

 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Vai uma voltinha?

 


 


"Quem já andou de avioneta, também anda de avião!"


"Quem já andou de avião, também anda de avioneta!"


 


Será?


 


Com as notícias que todos os dias nos chegam aos ouvidos, é difícil dizer o que é mais ou menos seguro, ou para que lado pendem as probabilidades de queda.


Além disso, acredito que sejam viagens totalmente diferentes e emoções que nada têm em comum, a não ser o facto de não estarmos com os pés assentes na terra.


Nunca andei de avião. De avioneta, já não sou estreante. A primeira vez que andei foi com o meu pai - tinha uns 10 anos e, para mim, foi uma festa!


Alguns anos mais tarde, voltei a repetir a experiência, e já tive uma perspectiva diferente da viagem. Para quem não é muito dado a adrenalina, andar da avioneta dá alguma.


A parte que eu mais gosto é quando estamos a levantar, e quando andamos por cima das nuvens branquinhas de algodão (claro que para isso temos que escolher um dia ideal, com as condições propícias).


O pior são as curvas! É que, nessa altura, começamos a ver o céu ao nosso lado, em vez de estar em cima, e o chão do outro lado, em vez de estar em baixo!


E confesso que, embora um passeio sobre a praia seja muito mais interessante, mete-me um pouco de medo quando estou lá em cima, a sobrevoar o mar.


No outro dia passei com o meu namorado pelo Aeroclube de Torres Vedras, mais conhecido por Aeródromo de Santa Cruz, só para ele ver as avionetas, e informarmo-nos sobre os percursos actuais e preços.


Sinto-me tentada a repetir mais uma vez a experiência. E o meu namorado, que no início não estava interessado, agora já pensa no assunto!


A verdade é que há sempre uma mistura, entre o receio de alguma coisa não correr bem e morrermos logo ali, e aquela vontade de viver uma experiência diferente.


A ver vamos...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um blog é...


 


...o tubo de escape da nossa vida!

Festas de Santo André


 

O que dizer sobre as Festas de Santo André, realizadas este fim-de-semana na Vila Velha, em Mafra?

Não me lembro de ter visto uma iluminação tão bonita como este ano!

Pela primeira vez, tivemos uma roulotte com algodão doce e farturas, e uma barraquinha de caipirinhas!

Penso que, para as possibilidades financeiras, e tendo em conta o local, esmeraram-se e estão de parabéns.

Na sexta-feira, o conhecido Zé do Pipo, que muitos acreditavam ser mais uma personagem do Marco Horácio (não é), pôs todos a rir. O grupo Turno da Noite, embora desconhecido, revelou-se uma boa aposta.

Já no sábado, a casa esteve mais cheia, muito por conta do Nel Monteiro, e da actuação da já conhecida banda de baile OURIÇOS, da nossa vizinha Ericeira.

Divertimo-nos muito e dançámos até a festa acabar!

Mas nem sempre tudo é bom, e aqui não foi excepção.

Há vários anos que se fazem festas neste recinto e, pela primeira vez, tiveram necessidade de cortar uma ameixieira. Seria realmente necessário cortar uma árvore com tantos anos, em prol de uma festa de 3 dias?

A quermesse também estava muito fraquinha. Não sei qual foi a proveniência dos prémios (peditório porta-a-porta não me parece), mas tinham muito poucos artigos, e que não chamavam muito a atenção para gastar dinheiro em rifas.

Por último, e embora eu já seja conhecida por ter medo de tudo, incluindo fogo-de-artifício, que prefiro ver ao longe e em segurança, desta vez, tive alguma razão para os meus receios.

É que, como o apresentador disse, a segurança foi mesmo mínima! O fogo foi lançado a escassos metros das pessoas e, se a maior parte foi corajosa o suficiente para não sair de onde estava, outras houve que, aos primeiros sinais de fagulhas a cair aos seus pés, ainda bem acesas, se refugiaram na tenda dos jantares, ainda que correndo o risco de alguma lá cair em cima e arder o plástico, ou alguma cana furar a protecção.

Nestes casos, vale mais o bom senso e a prudência, que a coragem. Depois de alguns minutos de pânico, lá terminou o fogo-de-artifício que, embora acredite tenha sido planeado com boa intenção para oferecer um espectáculo bonito, não foi realizado com a segurança que era pedida.

Ainda assim, valeu a pena! Venham mais festas (mas sem fogo)!

 

 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Intimacy - Intimidade

Everybody's searching for intimacy...




 


Qualquer um de nós é um ilustre desconhecido do mundo até ao dia em que algo nos torna diferentes, e então passamos a “existir” para outras pessoas. É o que, normalmente, acontece com as inúmeras figuras públicas que conhecemos. Para isso contribui, e muito, a imprensa.


É através da televisão, das revistas e dos jornais que ficamos a saber um pouco mais sobre eles. E, se algumas dessas figuras públicas, apenas falam de questões relacionadas com o trabalho, outras há que gostam de falar de factos relacionados com a sua vida privada, abrindo caminho a uma liberdade que não mais poderá travar.


Nestes casos, e como se tem visto muitas vezes, a verdade é que, quando as notícias são boas, ou quando querem divulgar ou anunciar algo, servem-se dos jornalistas, aceitam entrevistas exclusivas, e deliram com a publicidade que os catapulta ainda mais para a ribalta. Já quando são notícias menos boas, a mesma imprensa que os colocou na mó de cima, está agora a cometer o crime de se intrometer na intimidade e vida privada dessas mesmas pessoas, sem as respeitar. Não será, no mínimo, contraditório?


A propósito disso, comentava alguém, no outro dia, que não nos deveríamos servir de um blog como se fosse um diário, e nele expor determinadas conversas e situações que apenas diziam respeito aos intervenientes e a ninguém mais, porque se tratava da sua intimidade e, como tal, não é para ser partilhada.


O que é engraçado é que essa mesma pessoa, que emitiu essa opinião condenatória, baseada num texto que falava sobre uma conversa normalíssima de um casal, é a mesma que, em blogs semelhantes, faz pedidos de casamento, declarações de amor, faz perguntas que apenas à receptora dizem respeito, conta histórias da sua vida…É a mesma que chegou, algumas vezes, a pedir à namorada para escrever textos sobre eles!


De uma forma imparcial, quando explicou a sua opinião, afirmou que qualquer pessoa escreve sobre o que quiser, mas que para ele, quando se tratam de coisas boas, momentos importantes ou situações felizes, não há problema nenhum em falar da intimidade. No entanto, se estiver relacionado com maus momentos ou discussões, então não se deve expor a intimidade mas sim resolver as coisas entre as partes.


Ora, devo dizer que, na minha opinião, alguém que pensa desta forma está a ter, como se costuma dizer, “dois pesos e duas medidas”!


Para mim, é muito simples. Ou se aceita a exposição da intimidade e vida privada de cada um (tanto para o bem como para o mal), ou não se aceita. São duas opções válidas e que merecem respeito.


O que não concordo, é que essa opção varie consoante nos seja favorável ou não, ou dependa do que nos é mais conveniente em determinado momento!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Notas do 3º Período

Aqui estão os resultados de todo o nosso esforço e dedicação:


 



 


Língua Portuguesa - BOM


 


Matemática             - MUITO BOM


 


Estudo do Meio       - BOM


 


Inglês                      - MUITO BOM (embora não conte para nota, por ser uma actividade extra-curricular)


 


 


Para quem esteve um mês sem ir à escola, sendo que o restante tempo foi a primeira semana do 3º período e as duas semanas de fichas e provas, penso que tanto a professora como a médica e, claro, a minha filha, estão bastante satisfeitos com estes resultados.


Já a mãe, conhecida por ser um bocadinho exigente, estava à espera de melhor nota a Estudo do Meio, para que ela conseguisse, quem sabe, repetir a avaliação final do ano passado - Muito Bom - 95%.


Assim, não posso esperar mais do que uma avaliação final de Bom, apesar de saber que ela poderia ter feito melhor.


De qualquer forma, é de salientar a reviravolta da Matemática, pela qual fiquei muito feliz!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dia Cinzento

But, if I give up now, who's gonna loose?



 


Hoje é um dia cinzento, literalmente! Amanheceu encoberto e chuvoso. 


Mas não só...


Hoje, a única coisa que me apetecia era ficar aninhada na minha cama o dia todo, a ver filmes e a dormir...


 


 


 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Inesperadamente...


 


 


 


Numa relação amorosa, ambos os protagonistas deverão ser, além de namorados, também amigos e companheiros. Duas pessoas que podem expor os seus sentimentos, que conseguem conversar e dialogar, que têm liberdade para demonstrarem aquilo que está mal, e que sabem resolver as suas diferenças.


Fez, no passado sábado, 2 anos e 5 meses que começámos a namorar. Depois de muitos altos e baixos, parece que encontrámos o ponto de equilíbrio, e continuamos juntos. Por tudo o que já passámos, ambos concordámos que a nossa relação está mais sólida, o nosso amor está mais forte, e nós estamos mais unidos que nunca!


Ainda no sábado, conversávamos sobre o facto de nem sempre podermos, por circunstâncias das quais nenhum de nós é culpado, estar juntos. De facto, o tempo que temos é pouco, a nossa vida neste momento não nos permite que seja de outra forma, mas sabemos disso, compreendemos e não é por isso que vamos desistir.


Por isso, fiquei surpreendida quando ele ontem me disse que precisava de falar comigo sobre o tempo, ou a falta dele.


Ora, se eu sou namorada e amiga, gosto que ele me diga o que sente, e é preferível falar do que guardar para ele.


O que se passa é que, como temos tão pouco tempo, nem sempre ele consegue falar comigo tudo o que queria. Ficam sempre coisas por dizer e isso provoca-lhe (nas palavras dele) um grande vazio, porque gostava de ter alguém para conversar.


Até aí, tudo muito bem. Compreendo perfeitamente porque, nos bocadinhos que falamos, muitas vezes fala ele, e eu acabo por não falar o que queria, e outras falo eu, e quando chega a vez dele acabou-se o tempo.


Mas daí a dizer que eu peco um pouco no sentido de, quando estamos com a minha filha, lhe dizer a ele para ir brincar com ela, quando ele queria estar a falar comigo, a dizer que eu o quero “moldar”, só porque lhe disse que ontem precisava de dormir porque hoje tinha que acordar cedo, e não podia estar na conversa até tarde como é costume, a dizer que ele quer estar numa relação em que possa ter uma namorada e amiga com quem possa conversar, e que se não tem, as coisas não vão resultar…


Claro que me senti mal – afinal, pensava que estávamos melhor que nunca e que, apesar de lamentarmos a falta de tempo, compreendíamos que isso não dependia de nós. Mas, com aquela conversa, só me estava a mostrar que ele não estava bem na relação.


Depois pediu-me desculpa – não era aquilo que ele queria dizer – só queria que eu soubesse que ele gostava que tivéssemos mais tempo para conversar.


Ainda assim, mesmo concordando que, se ele não se sente bem, deve dizê-lo, continuo a considerar a conversa despropositada.


Sempre que ele precisa de desabafar, eu estou lá para o ouvir. Quando tem boas notícias para contar, ele conta. Quando precisa de uma palavra ou um gesto de apoio, eu dou. Quando está feliz, eu celebro com ele. Sempre que tenho um tempinho livre, ligo-lhe. Mas a verdade é que eu tenho uma filha que também merece a minha atenção, trabalho o dia todo e nem sempre posso atender o telemóvel, tenho coisas para fazer quando chego a casa, e por vezes não dá mesmo para falarmos.


Talvez esse pouco tempo não chegue para tudo, mas é o que temos…é o que eu posso dar…


 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Paradise - Paraíso


 


Há dias em que pensamos que valia mais não termos acordado…


Em que não fazemos nada, mas sentimo-nos mais cansados do que se tivéssemos trabalhado…


Em que só nos apetece fugir e que ninguém nos chateie…


Em que não conseguimos ter paz nem sossego…


Mas, quando chegamos ao limite, se nos dessem a escolher entre continuar cá com a nossa vida, com todos os prós e contras, com todas as pessoas e tudo o que faz parte dela, e o que ainda virá, ou viver numa espécie de mundo à parte, num paraíso onde não nos precisaríamos de preocupar com nada, qual seria a nossa escolha?


Entre uma vida de alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, facilidades e dificuldades, lutas, turbulências e tranquilidade…ou uma vida em que não teríamos que nos preocupar com trabalho, com dinheiro, com a casa, com a família, com os filhos, em que tudo nos seria proporcionado?


Qual seria a nossa decisão sabendo que qualquer uma delas seria irreversível, sabendo que viver no paraíso, implicaria deixar de existir para as pessoas que amamos e são importantes para nós, sabendo que teríamos a possibilidade de observá-las de onde estivéssemos, mas impotentes para interferir nas suas vidas?


Eu escolheria, apesar de tudo, continuar na minha vida!    

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Liberdade para amar

“Deixe o cavalo solto, se voltar ele é seu, se não voltar, nunca foi seu. Amar é acima de tudo respeitar a liberdade de cada um…”


 



 


A pior coisa que uma pessoa pode fazer é impor-se constantemente a outra. A determinada altura, essa imposição começa a limitar os movimentos da outra, que se sente sufocada e sem liberdade para escolher, decidir, agir e exprimir aquilo que pensa e sente.  


Essa pessoa acaba por, com essa atitude e de forma, muitas vezes, inconsciente, afastar de si as pessoas de quem queria estar próxima.


Inversamente, a partir do momento em que uma pessoa mostra a outra que está disponível, mas sem se impor, faz com que haja mais vontade, e liberdade, por parte da outra, para a procurar!

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!