quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Acabou


 


Foi uma luta breve, mas muito dolorosa para quem a travou, e para quem acompanhou de perto o seu sofrimento.


Hoje, a luta terminou. A batalha não foi ganha. 


Faleceu hoje a minha tia. Ela já esperava, todos nós já esperávamos. Mas, quando acontece, custa-nos sempre a acreditar.


Que descanse agora em paz. E que guardemos sempre a imagem da mulher trabalhadora, humilde e amiga que sempre a caracterizou! Que a guardemos sempre no nosso coração!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Retratos da crise


 


"Escondem-se em becos, nas sombras das esquinas dos prédios, nos bancos de jardim. Tapados por mantas ou apenas por papelões, atravessam a noite e depois, quando o dia clareia, desaguam novamente nas ruas, quase sempre sem destino certo, quase sempre à volta das mesmas ruas, pelos mesmos bairros, com as mesmas roupas. Ser sem-abrigo não é uma fatalidade. Ninguém nasce sem-abrigo. Todos eles já foram felizes em tempos. Já foram pessoas integradas na sociedade, com família, emprego, sonhos e desafios. Já foram crianças e cresceram. Um dia, porém, as coisas começaram a desmoronar..."


 


Até há uns tempos atrás, a sua maioria eram homens e, salvo algumas excepções, provinham das chamadas classes sociais mais pobres.


Hoje, essa tendência está a alterar. Há cada vez mais mulheres e jovens, muitas vezes com qualificações, a entrar neste mundo. E até mesmo aqueles que nunca imaginaram poder algum dia fazer parte do grupo de pessoas em risco de pobreza, vêem-se agora numa nova realidade. 


As classes média e, até mesmo, alta, estão a sofrer as consequências da crise, do aumento do desemprego, dos cortes nos apoios sociais, e a tornar-se nos novos pobres que, quem sabe, poderão vir a constituir os próximos "sem abrigo" do nosso país.


Delinquentes, analfabetos, drogados, ou gente que não quer trabalhar, são um estereótipo ultrapassado. 


E é neste cenário que está a caracterizar, actualmente, o nosso país, que começamos a ver as crianças a faltar à escola. Não para ir brincar, nem namorar, nem divertir. Tão pouco por preguiça ou rebeldia. Faltam, sim, para andar a pedir. 


São crianças cujas famílias perderam os únicos apoios que lhes restavam e, sem dinheiro para transportes ou, até mesmo, para comer, vêm-se obrigadas a mendigar. Testemunhas disso são os próprios professores que, perante as tristes evidências, se vêem sem argumentos para convencer estas crianças a voltarem às escolas. 


E, se estas famílias estão nessas condições, sem dinheiro, não faz sentido as escolas aplicarem multas para os pais cujas crianças faltem às aulas.


É este o retrato da nossa geração, e que, a continuar, não augura um bom futuro para as gerações futuras...


 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Hiperactividade ou falta de educação?


 


"Se os pais de crianças sem hiperatividade se empenhassem da mesma forma que os pais de crianças hiperactivas na educação dos seus filhos, todos eles seriam uns génios, super bem educados e extremamente organizados."


 


Li no outro dia um artigo do Expresso que falava exactamente sobre esta questão.


A mim, a hiperactividade nas crianças faz lembrar um pouco o stress e a depressão nos adultos. A partir do momento em que foram descobertas estas patologias, começaram a servir de desculpa para tudo.


Hoje em dia, não há ninguém que não sofra de stress. E conhecemos, de certeza, diversas pessoas que se queixam de depressão, que tomam medicamentos para tentar resolver os seus problemas, que recorrem a psicólogos ou psiquiatras.


Da mesma forma, é comum considerar crianças mais irrequietas e com comportamentos inadequados como hiperactivas. Isso explica muita coisa e retira qualquer culpa que, eventualmente, pudesse recair sobre quem lhes dá educação.


Não quero com isto dizer que as doenças não existam, porque existem, são reais, e devem ser tratadas.


Mas não se deve fazer disso uma moda! E muito menos utilizar esse argumento para justificar a falta de educação de algumas crianças. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

"Amigos" das redes


 


Já todos conhecemos os perigos associados ao uso da internet, nomeadamente, das redes sociais, e quais as medidas de prevenção que devemos ter presentes.


Mas, para além de tudo isso, há uma outra questão, não tão falada, e que acontece frequentemente.


Algumas pessoas, em alguma fase da sua vida (uns mais novos, outros mais velhos), e pelos mais variados motivos, sentem-se sós. A solidão não é algo agradável de se sentir e, por isso mesmo, há uma necessidade de procurar companhia.


A falta de tempo, a timidez e outros factores fazem com que essas pessoas procurem, muitas vezes, essa companhia, nas redes sociais.


A inscrição é fácil e os "amigos" surgem à distância de um click. Assim, de "amigo em amigo", a lista vai aumentando. E, de repente, essas pessoas não estão mais sozinhas. Falam sobre isto ou aquilo, com esta ou aquela pessoa, trocam ideias, opiniões, conversas de ocasião, enfim, têm companhia, ainda que virtual, e a solidão parece desaparecer, fazendo parte do passado.


No entanto, sabemos que é uma ilusão temporária. Na verdade, de todos esses conhecidos, muito poucos ou nenhuns estarão lá quando realmente deles precisarem. Num ápice, essas pessoas apercebem-se que, apesar de um leque tão grande de "amizades", continuam tão sós como antes ou ainda mais. Mesmo que passem vinte e quatro horas por dia na companhia dos "amigos das redes" é como se, no meio de uma multidão, a solidão continuasse a marcar presença. É uma dura constatação, que pode resultar em frustração, mas é bem real!   


 


 


 


 


 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Negativo


 


Tendo em conta os meus sintomas, e estando a gripe quase ultrapassada (a única coisa que tenho é tosse), a médica foi pelo caminho mais fácil - não me receitar nada até ver se eu estava grávida!


Isto mesmo depois de eu lhe ter dito que era uma hipótese bastante remota, praticamente impossível.


Mas pronto, lá fui eu à farmácia comprar um teste, só para ter a certeza.


Como seria de esperar, deu negativo! Era o resultado lógico. No entanto, sempre que faço um teste de gravidez, sinto-me dividida entre sensações opostas. Por um lado, é um alívio: dadas as circunstâncias actuais, não há condições de nenhuma espécie para ter uma criança. Por outro lado (embora tomando a pílula e sabendo que a hipótese era remota), é uma sensação de "ainda não é desta vez"...


E, sendo assim, o óscar vai para...a gripe! Sim, excluída a hipótese de gravidez, resta mesmo atribuir-lhe a culpa pela minha dieta forçada.


 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nuvens negras


 


Como é que duas pessoas que se amam chegam a este ponto? Não sei...mas a verdade é que chegámos. Pior que dois estranhos, vejo-nos, de repente, quase como dois inimigos em plena batalha. Batalha que nenhum de nós alguma vez quis lutar.


É um facto que cada vez temos menos tempo, e esse pouco tempo que temos, não o temos ao mesmo tempo. Parece que a falta de tempo e a rotina são mesmo os piores vírus de uma relação.


Vão-se sucedendo situações atrás de situações e, quando damos por isso, juntamente com o tempo que nos escapou, parece ter ido também a amizade e a cumplicidade. E isso não é um bom sinal. Nenhum de nós está feliz assim.


Se continuamos a amar-nos? Continuamos. E nenhum de nós tem culpa que o dia tenha apenas 24 horas, e que nem uma consigamos estar juntos sem coisas para fazer pelo meio. Não tivemos um dia de anos de namoro romântico, não tivemos um dia dos namorados romântico, e não há nada de romântico numa gripe, mal estar, cansaço e enjoos permanentes, em tarefas domésticas sem fim, em jogos de futebol ou playstation, em trabalhos de casa da filha, em compras e tudo o mais que surge pelo caminho. E mais uma vez repito, nenhum de nós tem culpa. No entanto, parece ir-se acumulando de ambos os lados uma espécie de ressentimento em relação ao outro, e daí a surgirem acusações é um instante. Quando começam, parecem uma espiral sem fim à vista, e a visão daquilo que já vivemos de tão bom surge bem distante, sem promessas de algum dia voltar a acontecer.


De repente, damos por nós a conversar. Afinal a amizade parece voltar a surgir, a cumplicidade reaparece de mansinho e tudo se parece resolver. Mas as ameaças permanecem - a rotina continua, e a falta de tempo também. Vamos ver como conseguiremos lidar com elas daqui em diante...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Preocupações de mãe


 


Tal como já estávamos a prever, a minha filha está mesmo com uma infecção urinária. A sua primeira e, espero, a última!


Todas as mães ficam apreensivas quando os seus filhos estão doentes, e eu não sou excepção. Sobretudo, quando lhe aparece tudo de seguida. E principalmente quando uma coisa influencia a outra.


Sempre que ela tiver uma infecção, inflamação, constipação ou algo que mexa com o sistema imunitário, é normal a púrpura voltar a surgir. E foi o que aconteceu. As pintinhas começaram já a marcar presença. E sendo a principal preocupação em relação à púrpura, a longo prazo, com os rins, espero que uma infecção urinária não venha a influenciar negativamente esse quadro.


Mas o que me deixa ainda triste, como mãe, é ver a minha filha condicionada e limitada nas brincadeiras com as colegas, e farta de estar doente. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sem paciência


 


Já lá vai o tempo em que eu desesperava por não saber como lidar com a minha filha. As crianças gostam de testar os nossos limites, de ver até onde podem ir, e como devem agir para nos afectar. A minha filha não poderia ser diferente. Ela tem o seu feitio (por vezes terrível), mas também passou e presenciou muito quando era pequena. Se juntarmos a isto pais separados, em que a mãe assume o papel de má e o pai, de santo que lhe faz todas as vontades, estavam reunidos os ingredientes para me deixar os nervos em franja.


E, perdoem-me a expressão, que se lixem os manuais, os médicos, os psicólogos e afins. Por muita teoria (ainda que comprovada) que apresentem, na prática, só quem passa pelas situações é que sabe o que sente.


Entretanto, ela foi crescendo, e eu aprendendo a lidar com as birras dela, que felizmente diminuiram. Mas, de vez em quando, lá está ela outra vez a tentar pôr-me os cabelos em pé.


O grande problema dela é ser respondona, refilona e não fazer aquilo que lhe mandam. Só que me apanhou num daqueles dias em que a paciência não me brindou. Há muito tempo que não me chateava com ela desta maneira, e espero que o castigo de uma semana sem televisão, computador e playstation lhe sirva para acalmar. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O que mais irá acontecer?


 


Sexta-feira passada - depois de termos ido às nossas vidas (escola/ trabalho) já constipadas, chegamos a casa e estamos as duas com febre!


Sábado - a minha filha foi para o pai, já sem febre, mas com tosse. Eu vou alternando entre estado normal e febre ligeira.


Domingo - a minha filha está em recuperação. Eu fico sem olfacto, e toda a comida me sabe mal. Começo a ficar enjoada e mal disposta a tempo inteiro e mal consigo comer.


Hoje - vim trabalhar, no mesmo estado de ontem, tosse e dores no corpo, mas não piorei. Já a minha filha, está com sintomas de infecção urinária.


 


Que mais nos irá acontecer?...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Cheia de sorte

Eau de Toilette


 


Há já algum tempo que andava para comprar este perfume. Usei-o há uns anos atrás, depois fui comprando outros, mas agora estava-me a apetecer voltar a usá-lo.


Como não tenho tempo para ir a centros comerciais, registei-me no site da Perfumes & Companhia para encomendar online. E não é que estavam com este preço fantástico de €19,35 pelo perfume de 30ml. Mandei logo vir, afinal, mesmo com os portes de envio, ainda poupei quase 20 euros em relação ao preço habitual.


E fiquei satisfeita com o serviço - ofereceram-me o transporte urgente (encomendei num dia e recebi no seguinte), e enviaram-me o perfume em papel de embrulho, como tinha pedido, juntamente com as três amostras de perfume que escolhi no acto da encomenda.


 


Uma dessas amostras era precisamente deste perfume:


Eau de Toilette


 


Que, por sinal, adorei e que, por acaso, está no top de vendas! O único defeito que tem é ser muito caro - um frasco de 25ml custa cerca de 46 euros. O que é bom, paga-se bem.


 


Eu até nem sou viciada em perfumes, não gosto muito de mudar e fico danada quando aqueles que mais gosto deixam de ser fabricados. Além disso, sou muito esquisita e é muito difícil encontrar perfumes que goste.


Mas este será, provavelmente, o próximo da lista...se entretanto não desaparecer! 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Manias de gata






 


E assim passa ela o seu tempo livre - a tentar beber água pela torneira! E se nos vê com uma garrafa de água na mão, põe-se em pé agarrada a nós para ver se lhe calha!


Já a água que tem na caixa, só mesmo para entornar no chão. Molha lá as patas, olha, mas não bebe nada.


Que mania lhe havia de dar!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Existem estratégias para ser feliz?




"A felicidade não é um estado permanente. É feita de pequenos grandes momentos, de instantes, de acontecimentos, de gestos, de palavras, de silêncios, de sons, de pessoas, de atitudes, de outros sentimentos…"


 


O desafio do mês de Fevereiro do CONSULTA CLICK foi, precisamente, sobre estratégias para ser feliz. Mas será que elas existem? 


Leia mais em 


 


http://consultaclick.pt/blog/2013/02/14/estrategias-para-ser-feliz/


 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dia Mundial da Rádio


 


Comemora-se hoje o Dia Mundial da Rádio!


 


Eu, há muitos anos atrás, quando ainda era uma adolescente, ouvia com frequência a Rádio Cidade. Depois, mudei-me durante bastante tempo para a Rádio Orbital .


Entretanto, houve uma altura em que, simplesmente, deixei de ouvir rádio e dediquei-me aos CD's.


Mas, como se costuma dizer, o bom filho à casa torna! Eu não voltei propriamente à mesma casa, mas voltei a ouvir rádio, desta vez e até hoje, a RFM!


Embora existam algumas outras que passam músicas que gosto, por norma, tenho sempre sintonizada a RFM.


E vocês, costumam ouvir rádio?


 


 


 

Carnaval em Torres Vedras


 


Com José Carlos Malato, Marta Leite Castro e Serenela Andrade, e com direito, inesperadamente, a uns segundos de fama para nós os 4! Eheheh


Fiquei a saber, pelos meus pais, que eu e o meu marido tínhamos aparecido na televisão. A minha filha ficou muito triste por não ter aparecido também. Mas está comprovado que aparecemos todos :)


 


Aqui fica uma amostra do grande desfile: 


http://www.rtp.pt/programa/tv/p29812/c107795/282182

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

É Carnaval...


 


...mas só para alguns!


 


Mais uma vez, há quem "desobedeça a ordens superiores", soando a desafio, e dê tolerância de ponto aos seus funcionários neste dia de Carnaval. Outros há, que não têm a mesma sorte e vão passar o dia a trabalhar. Há aqueles a quem a data nada lhes diz. E há aqueles para quem o Carnaval é todo o ano!


 


Eu, pessoalmente, não gosto (nunca gostei) do Carnaval. E os únicos motivos pelos quais fico triste de não ter este dia são muito simples: não poder estar com a minha filha (que está de férias porque, para as crianças, continua a ser Carnaval), não estar com o meu marido (que está de folga) e não poder acordar mais tarde!


 


 


 


 


 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Em pleno Século XXI...


 


...ainda se encontram casos destes! Quantas mais Anas haverá por este país fora em situações idênticas?


 


Parece que o pai achou que a filha tinha alguma deficiência e decidiu mantê-la isolada em casa durante 23 anos. Embora não pareça, Ana tem agora 33 anos. Foi encontrada num estado quase animal, dentição em mau estado e com dentes partidos, hematomas na cabeça e alguns danos na coluna. Comia com as mãos e precisava de ajuda para comer normalmente, tinha um discurso incoerente e os seus movimentos eram contorcidos.


Ao que tudo indica, a evolução do seu estado está a ser positiva, e Ana poderá mesmo vir a tornar-se uma mulher autónoma.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pronta para o desfile


 



 


Hoje é dia de desfile de Carnaval pelas ruas de Mafra! E a chinesinha cá de casa já está pronta, com o seu cheongsam, pauzinhos no cabelo e sombrinha a combinar :)


Confesso que a parte mais complicada foi tentar enfiar aquele cabelão comprido dentro da rede e prendê-lo bem para não cair tudo.


Espero que tudo corra bem e que se divirta muito!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Bom senso ou descomprometimento?


 


Estão a ser denunciados casos de técnicos da Segurança Social que aconselham jovens grávidas carenciadas a abortar, apesar de as mesmas manifestarem o desejo de ter os filhos. A denúncia é feita por associações da sociedade civil, que asseguram haver casos em que é dito às mães que a consequência de prosseguirem com a gravidez será ficarem sem a criança.


Muitas vezes, são adolescentes que estão institucionalizadas e que são pressionadas para abortar. E se levam a gravidez até ao fim, ignorando os "conselhos" dados, podem ver os seus filhos retidos nos hospitais, ou serem, também eles institucionalizados.


Há uma ideia de que mães adolescentes são incapazes de ficar com os bebés e, por isso, devem ser retirados. No entanto, algumas instituições foram criadas precisamente para prestar ajuda a estas jovens mães. Que podem ser óptimas mães. Retirar-lhes os filhos nem sempre será a melhor ajuda prestada. 


Há ainda, um certo preconceito na base de muitas intervenções da Segurança Social, que levam a intervenções extremas no planeamento familiar, nomeadamente pressão junto das mulheres africanas para laquear as trompas ou para colocar implantes contraceptivos subcutâneos. 


 


A verdade é que, como em tudo na vida, também na questão da maternidade deve prevalecer o bom senso. Se não existem condições mínimas, seja de que natureza forem, será um erro levar adiante uma gravidez. Tal como não se deve ter filhos a pensar que alguém, alguma instituição ou alguma associação nos vai dar tudo aquilo que não temos e iremos necessitar.


E se, quanto a um primeiro filho, ainda é compreensível que as mães não queiram seguir a via do aborto, para os restantes, já começa a ser complicado.


Por muitas instituições que existam para as ajudar, e por muito boa vontade que tenham, acaba por se tornar insustentável dar apoio a mães que não encaram a maternidade de forma sensata e responsável, insistindo em ter, por descuido ou intencionalmente, filhos atrás de filhos, sabendo que não têm condições para tal, partindo apenas do pressuposto de que as instituições estão lá para isso mesmo. 


 


No entanto, na minha opinião, existem aqui várias questões que se colocam:


 


Por um lado, há uma tentativa de incentivar a natalidade para contrariar a tendência de aumento da população envelhecida no país. Por outro, incentivam a controlar a natalidade e evitá-la.


 


Por um lado, há uma crítica ao aborto e a quem o pratica. Por outro, há um incentivo ao mesmo.


 


Por um lado, criam-se instituições para ajudar as mães adolescentes, psicologica e financeiramente, a criarem o seu filho. Por outro, dizem-lhes para não terem esse mesmo filho, como se não pudessem ajudar ambos simultaneamente, resultando como consequência a separação.


 


E, assim, resta-me uma dúvida, pertinente ou não: estes "conselhos" regem-se exclusivamente pelo bom senso, ou são uma forma de descomprometimento para com estas mães?... 


 


 


 


 


 

A lei do silêncio


 


De há uns tempos para cá, são vários os casos, que se têm sucedido, de violações na Índia. Em comum, têm o facto de terem conseguido gerar uma onda de indignação e revolta. Já para os familiares das vítimas, há uma certeza - as condenações por tais crimes tarde ou nunca virão.


Muito comuns no país em questão, esse crimes são muitas vezes abafados para proteger a honra da família ou por medo de represálias. A questãoé que a cultura indiana culpa a vítima nas questões relacionadas com crimes sexuais. O governo e os agentes policiais alegam que a maioria dos violadores não pode ser processada na Índia, porque, são conhecidos das mulheres atacadas, que muitas vezes, na sua opinião, estão "a pedi-las" devido ao facto de circularem na rua a qualquer hora. Ou seja, as próprias mulheres, são acusados pela violência sexual praticada pelos homens contra elas, enquanto os violadores não são responsabilizados.


Por tudo isto, as mulheres que vão à polícia são aconselhadas a não apresentarem queixa.


Por outro lado, o sistema indiano de combate ao abuso sexual é inadequado. Não há garantia de protecção para as crianças e as pessoas acabam por perder a pouca fé que lhes resta. Muito dificilmente, um menor abusado sexualmente (ou parente da vítima) denuncia o caso ou pede ajuda. Mas, quando isso acontece, as autoridades indianas, em vez de tratarem esses casos com sensibilidade, costumam frequentemente humilhar e voltar a traumatizar às vítimas, que são desprezadas ou ignoradas pela polícia, por médicos ou por outras autoridades.


Não é pois, de admirar, que para muitos indianos a sua paciência e passividade tenha acabado. Nem são de estranhar os protestos e as manifestações cada vez mais violentas para exigir que o governo garanta a segurança das mulheres e crianças, e pare de tratar os violadores com impunidade.


Já está mais que na hora de quebrar o silêncio!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Havia mesmo necessidade?








































Enquanto em Portugal, os jovens fazem muitas vezes o que lhes apetece, sem consequências, nos Estados Unidos prende-se uma criança de 7 anos por suspeita de roubo de 5 dólares a um amigo da escola! Parece que em muitos estados americanos, as crianças podem responder criminalmente a partir dos sete anos.




A verdade é que, depois de algemado e levado para a delegacia, e de quase 10 horas de interrogatório, outro colega da turma admitiu ter praticado o crime!
A família da criança já abriu um processo contra a polícia e a cidade de Nova Iorque, alegando abusos verbais, físicos e emocionais, e pedem 250 milhões de dólares como indemnização. 




Se, em Portugal, a polícia, a justiça e os tribunais tivessem uma terça parte desta eficiência (neste caso concreto, e na minha opinião, exagerada e desnecessária), talvez a criminalidade diminuísse em grande escala.  

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Quando o barato sai caro


 


Desde que o meu marido comprou o carro, há dois anos atrás (e já não era novo), que os pneus eram os mesmos. O ano passado, devido ao acidente e ao facto de os bombeiros os terem esvaziado para imobilizar o carro, ficaram desgastados, embora ainda circulassem sem nunca dar problemas. Como lhe tinham recomendado, assim que teve oportunidade, trocou os pneus da frente por outros. E como o dinheiro custa a ganhar, optou por pneus usados.


E eu sei que, com a crise que atravessamos, não nos podemos dar ao luxo de comprar coisas novas, mas tenho a mania de pensar que coisas usadas não prestam, e novo é que é bom. Por isso torci o nariz quando ele fez o negócio.


 


O que é certo é que, coincidência ou não, passado pouco tempo o pneu furou! Aos outros, mesmo velhinhos, nunca aconteceu nada!


Entretanto, embora lhe tenham dito que aquele pneu que lhe venderam já estava gasto e que devia reclamar, quando falou com o homem que lhe vendeu, este disse que o problema é que ele tinha andado muito com o pneu furado.


Vendeu-lhe uma câmara de ar e remendou-lhe o pneu, que foi novamente colocado no lugar. Voltei a torcer o nariz e disse mesmo: "vamos lá ver quanto tempo dura".


Ontem, à vinda de Pegões para Mafra, começa-nos a cheirar a borracha queimada, ouvimos o barulho do pneu a "tropeçar" na estrada e paramos o carro - o pneu rebentou todo! Estava bom para o ferro velho!


E, como um mal nunca vem só, a chapa por baixo da minha porta amolgou, a porta agora abre e fecha com dificuldade e a mala do carro (vá-se lá saber porquê) lembrou-se de não abrir também.


 


Já há muito diz o ditado "quem veste ruim pano, veste duas vezes por ano"! E ficou provado, desta vez, que o barato saiu caro. Agora resta comprar pneus novos (mesmo novos) e gastar mais dinheiro.


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!