domingo, 31 de março de 2013

Pesadelos


 


Se eu fosse um gato, pelo menos duas vidas já tinha gasto numa só noite!


Depois de um primeiro pesadelo, em que morri, voltei a ter outro, e voltei a morrer.


Já não é a primeira vez que sonho com a minha morte. E, automaticamente, sempre que isso acontece, os meus últimos pensamentos antes de morrer são: "Já não vou ver mais a Inês...". É uma sensação horrível. Felizmente, acordo, e percebo que tudo não passou de um sonho.


 


Mas, imaginando que isso pudesse vir realmente a acontecer, mais do que não poder ver mais a minha filha, a minha preocupação e apreensão seria com a vida que a esperaria daí em diante. 


Tem os avós aqui ao lado, com quem convive diariamente desde que nasceu, e eu ficaria muito mais descansada se ficasse com eles, que têm melhores condições para ficar criar e educar uma criança.


Mas ela tem um pai. Por morte da mãe, tem toda a lógica que ela fique com o pai. E, aí, a sua vida iria sofrer uma grande mudança.


Em primeiro lugar, porque o pai não tem as melhores condições financeiras para ter uma criança a seu cargo, quando nem a si próprio se consegue sustentar.


Alimentação saudável, não existiria! As porcarias que come nos dias que está com o pai passariam a ser a regra. 


Passaria a viver num ambiente em que o tabaco está constantemente presente, o que lhe iria a longo prazo prejudicar a saúde.


Apoio nos estudos, seria para esquecer. Alguma vez o pai dela se iria dar ao trabalho de pesquisar, tentar perceber a matéria, arranjar-lhe fichas  ou prepará-la para uma prova? De andar em cima dela, ver se tinha os trabalhos feitos e corrigi-los se fosse o caso, puxar por ela para ter boas notas? Não me parece...


A educação também não seria a melhor, nem o pai um bom exemplo a seguir.


Provavelmente, deixaria a filha aos fins de semana em casa dos avós para poder sair à noite e namorar, hoje com uma, amanhã com outra...


E nem quero imaginar mais nada porque todas estas suposições fazem-me perceber como faço falta à minha filha, e como é importante que me mantenha ao seu lado por muitos e longos anos! 


 

Feliz Páscoa


 


Apesar desta chuva que não pára de cair e deste vento que teima em não acalmar, desejo a todos uma Páscoa Feliz!

sábado, 30 de março de 2013

Desejos


 


Hoje resolvi fazer uma sobremesa para a Páscoa, que há muito tempo me apetece comer: mousse de ananás!


E ficou com óptimo aspecto - estou em pulgas para a provar!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Avaliação do 2º Período

Dizia a minha filha para mim, horas antes da reunião sobre a avaliação escolar do 2º período:


"Mãe, traz-me boas notas!"


 


E eu respondi-lhe:


"Só te posso levar aquelas que tu tiveste!"


 


E as notícias que lhe levei foram boas: teve uma apreciação global de Bom (na casa dos 80's %), que com um bocadinho mais de esforço poderá facilmente subir para o Muito Bom.


 


A Matemática, teve uma recuperação surpreendente, depois do suficiente da última ficha do 1º período: em 5 fichas de avaliação que fez teve 3 Muito Bom, 1 Bom e 1 Excelente. A Língua Portuguesa, 1 Muito Bom e 1 Bom. A Estudo do Meio é que se manteve no Bom para as duas fichas.


 



 


Ela ficou contente!


 


 


 



 


E eu também! Valeu a pena o esforço e as horas perdidas a ajudá-la!


 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Sobre a trovoada...


Quando era nova, a minha mãe apanhou um valente susto com a trovoada e, a partir daí, até hoje, cada vez que ela marca presença, fica cheia de medo.


Já eu, sempre andei na rua a trovejar e nunca tive medo! A primeira vez que a trovoada me assustou, foi aí com os meus vinte e poucos anos, quando estava a ir de carro para casa, já de noite, e só via relâmpagos uns atrás dos outros durante todo o caminho. 


Mas há dois anos, por esta altura, o susto foi bem maior!


Estava a sair de casa, de manhã, para vir para o trabalho, e estava a chover e trovejar. Tinha andado meia dúzia de metros, quando de repente ficou tudo branco à minha volta, e quase simultaneamente, um estrondoso trovão pareceu deitar tudo abaixo.


Só me lembro de ter pensado que tinha morrido ali mesmo "Já fui"!


Fiquei em estado de choque! Desatei a chorar no meio da rua. Consegui ligar para o meu marido e ir falando com ele, enquanto caminhava até ao trabalho. Fui acalmando, embora algum tempo depois ainda tremesse!


A partir desse dia, fiquei como a minha mãe. Sempre que tenho que andar na rua com o tempo trovoada, começo a entrar em pânico. Cada relâmpago, cada salto! 


Já para não falar que, depois disso, caíram alguns relâmpagos aqui na zona, em prédios, casas ou edifícios. E, volta e meia, surgem notícias de estragos provocados pela trovoada, pessoas que morrem...


Para mim, trovoada, quero-a bem longe!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Março

"Em Março, chove cada dia um pedaço"


 


E que pedaço! Nunca o ditado assentou tão bem como este ano.


Chove, chove, chove...e não parece querer melhorar.


 


Se o Abril lhe seguir o exemplo, estamos feitos. Já estou farta deste tempo.


 


Diversão sim, mas sem dependências!


 


Em plenas férias da páscoa, altura propícia para os estudantes e adolescentes se divertirem e cometerem alguns excessos, muitas vezes fatais, aqui fica um artigo sobre algumas das dependências pouco saudáveis destes jovens, para se sentirem bem consigo, e no meio em que se encontram.


 


A ler na íntegra em http://consultaclick.pt/blog/2013/03/27/diversao-sim-mas-sem-dependencias/





Abstenção ou voto em branco


 


No outro dia, ao almoço, estava o meu pai a conversar com o meu marido sobre política, partidos, eleições e a importância do voto.


Na opinião do meu marido, e provavelmente outras tantas pessoas, existe uma grande diferença entre a abstenção e o voto em branco. Para ele, a abstenção é sinónimo de desinteresse, alheamento e indiferença para com o futuro do nosso país. Pelo contrário, o voto em branco, é uma participação activa, o cumprimento do nosso dever de cidadãos e, simultaneamente, a manifestação dos nossos desejos.


Até pode ser...em teoria! Na prática, os efeitos são exactamente os mesmos.


Em Portugal este voto não é relevante para a contagem dos votos expressos na eleição presidencial, não tendo influência no apuramento do resultado das eleições. Na verdade, abstenção, votos nulos ou votos em branco acabam por ser formas diferentes de transmitir a mesma mensagem - a rejeição dos candidatos, mas sem qualquer efeito prático.


Eu não voto, pertenço à categoria das abstenções. Deixei de exercer um dever e um direito que me assiste, de escolher um governante para o meu país. Porquê? Porque nenhum deles merece o meu voto. Estou, portanto, a deixar em mãos alheias uma decisão para a qual eu deveria contribuir. Como tal, não me posso depois queixar dos resultados.


Mas, quem vota em branco, estará a contribuir para alguma coisa? Se entre 4 ou 5 candidatos, não escolhermos nenhum, estaremos a decidir alguma coisa? Não. Estaríamos sim, se votássemos num qualquer deles, em detrimento de outro. Não é o caso do voto em branco. Este, por enquanto, ainda não serve para eleger lugares vazios, nem tão pouco tira poder ou força a quem for eleito.


 


 

terça-feira, 26 de março de 2013

Sobre a irresponsabilidade...


 


Por vezes, apetecia-me ser irresponsável!


 


É tão fácil sermos irresponsáveis quando temos alguém sempre disponível para fazer as coisas bem por nós.


Quando temos alguém que nos passa sempre a mão na cabeça e desvaloriza os nossos erros desculpabilizando, perante todos, as nossas acções.


Quando temos sempre alguém disposto a nos tirar das alhadas e sarilhos em que nos metemos.


Quando temos alguém sempre pronto a, com muitos sacrifícios, remediar os nossos erros.


 


Por vezes, apetecia-me ser irresponsável! Nem que fosse por um dia, uma hora, um minuto...Mas não consigo.


Porque, por vezes, por esse momento de irresponsabilidade, poderemos vir a pagar caro o resto da nossa vida! 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Coisas que me apetece dizer...


 


Uma das coisas que torna a minha vida mais feliz?


Fazeres parte dela!


É bom ter-te ao meu lado, rir e sorrir contigo, brincar contigo, partilhar sentimentos, emoções e momentos...


Numa única pessoa, tenho um amigo com quem posso contar, um padrasto para a minha filha que bem podia ser pai, um marido e amante apaixonado e romântico, um homem que muitas mulheres desejariam!


É por isso que continuo a amar-te a cada dia que passa.


Um amor que é só nosso, e que espero que nunca acabe!


Se a minha vida terminasse hoje, dir-te-ia que cada segundo da nossa história valeu a pena, que estou feliz e não poderia ter tido melhor sorte ao te escolher!

domingo, 24 de março de 2013

Estranha sensação


 


É uma estranha sensação, que se apoderou de mim, e não há forma de a fazer desaparecer. Depois do temporal, as nuvens negras desapareceram e deram lugar a um bonito luar. Tudo está, aparentemente, calmo, sereno, tranquilo…


Mas, não sei bem porquê, parece-me que essa serenidade é apenas artificial, uma máscara, um hastear temporário da bandeira branca… O grito de guerra substituído pelo silêncio profundo…Uma paz assombrada por mágoas…

sexta-feira, 22 de março de 2013

Mão-de-obra barata


 


A crise instala-se. A taxa de desemprego aumenta significativamente. Milhares de pessoas perdem os seus empregos e são obrigados a ir para casa, sem grandes expectativas de encontrar outros empregos que lhes garantam o sustento. As famílias desesperam. Há contas para pagar todos os meses, filhos para alimentar e, sem dinheiro (principalmente se ambos os membros do casal estiverem desempregados), a situação começa a ficar insustentável.


E se, há uns tempos atrás, muitas pessoas recusavam determinados trabalhos porque não seriam bem remunerados, se muitos patrões optavam por colocar ao seu serviço mão-de-obra mais barata que aceitava trabalhar por menos dinheiro, se muitos desempregados não aceitavam empregos propostos porque o ordenado era inferior ao subsídio de desemprego, agora as coisas mudaram!


Quem ainda tem trabalho, é ser privilegiado! Mesmo que lhe reduzam o tempo de descanso, mesmo que trabalhe horas extra a custo zero, mesmo que o salário sofra reduções, mesmo que deixe de receber subsídios, ainda assim é um privilegiado! Afinal, tem trabalho, coisa rara nos dias de hoje. É assim que pensam os governantes, os empresários, os milionários...É assim que querem que nós pensemos.


Por isso mesmo, quem ainda tem trabalho, vai-se conformando com actos de discriminação e, muitas vezes, com ilegalidades. Para manter os seus empregos, os trabalhadores evitam cada vez mais reclamar os seus direitos como se, em época de crise, estes tivessem ficado temporariamente congelados.


A crise está a servir de pretexto para o despedimento de mulheres grávidas e mães recentes. Poucas são as que reclamam. Se as leis mudaram? Não. As leis são exactamente as mesmas. O problema é que a situação financeira do país alterou.


Por outro lado, tantas medidas, leis, cortes e mais desemprego estão a fazer com que as pessoas, em desespero, aceitem o que lhes aparecer pela frente. Eu chamo a isso sobrevivência, e não privilégio. Se é preferível as pessoas trabalharem por menos dinheiro, ao invés de irem para o desemprego? Talvez. Mas o tempo da escravidão já lá vai há muito tempo. 


E, ao contrário do que afirma o Sr. Belmiro de Azevedo, que é a favor de uma economia baseada em trabalho de custo reduzido e vê nisso uma vantagem para Portugal, é sabido que os trabalhadores produzem mais quando estão satisfeitos, quando se vêem recompensados, quando sabem que quanto mais produzirem, mais ajudam o seu país.


Uma economia baseada em mão-de-obra cada vez mais barata, baseada num tal esforço que se torna difícil ou mesmo impossível de suportar e que, regra geral, só contribui para encher os bolsos de meia dúzia de exploradores que se aproveitam da situação, não é uma boa política.


Daqui a pouco somos pouco mais que os israelitas, no tempo do Faraó, obrigados a trabalhar sob chicote. A diferença é que não vislumbramos nenhum Moisés para nos libertar! 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Salvação ou naufrágio?


 


Feliz ou infelizmente, não percebo nada de política. Nem tenho intenções de perceber, embora devesse.


Por isso mesmo, a minha maneira de ver as coisas reflecte unica e exclusivamente uma mera opinião.


Opiniões que também outras pessoas emitem, e que têm oscilado entre os elogios (poucos) e as críticas (muitas), tanto ao anterior governo, como ao actual.


O actual primeiro ministro, na sua campanha eleitoral, prometeu muitas coisas para logo em seguida, já eleito, se contradizer em todas elas. Terá sido pura estratégia política? Ou encontrou um cenário mais negro do que esperava? Não sei...


Quando Sócrates deixou o cargo de primeiro ministro, a maioria do povo o criticou por ter deixado o país neste estado. Hoje, esse mesmo povo preferia ter cá o Sócrates de volta, no lugar de Passos Coelho. Dizem algumas pessoas que "pelo menos o Sócrates nunca nos foi aos bolsos!".


A verdade é que a crise que hoje enfrentamos tem raízes mais profundas e começou a ser cultivada muito antes destes dois governantes. Também é verdade que, pela nossa experiência, sabemos que qualquer um que venha a assumir o poder terá a mesma política ou pior, que o que lá está agora.


A questão que se coloca, e para a qual ainda não consegui encontrar resposta, é quanto às "boas intenções" de Pedro Passos Coelho.


Imaginemos uma empresa que, embora com alguns problemas, se tem vindo a afirmar no mercado e conseguido manter-se estável. Imaginemos um gerente que, em nome da resolução desses problemas, expansão da sua empresa, maior reconhecimento ou, quem sabe, para proveito próprio, acaba por tomar decisões erradas, e pôr em risco a viabilidade da empresa. Apesar disso, os funcionários estão razoavelmente satisfeitos, até porque lhes foram concedidas algumas regalias...No entanto, quando começam a vislumbrar, ao longe, a possibilidade de a empresa "afundar", as coisas mudam. O gerente não está a desempenhar correctamente a sua função e é preciso que outro o substitua.


Vem então um novo gerente, intitulado de "salvador", e começa a tomar uma série de medidas que ninguém entende, a cortar daqui e dali, a despedir funcionários, a reduzir os ordenados dos que ainda lá ficam e, de repente, o novo gerente passa de bestial a besta, e a besta anterior a bestial! Afinal, mesmo com a empresa em risco de falir, os funcionários nunca foram antes afectados. E agora são.


Não sei se Pedro Passos Coelho será o salvador do nosso país, ou se estará apenas a seguir pelo caminho que o levará ao naufrágio. Quero acreditar que não. Que o que agora está a ser feito é o procedimento necessário e possível, em consequência de uma má gestão anterior, mesmo que por isso seja odiado por todos. De qualquer forma, a serem boas as intenções do governo, as mesmas não lhe dão o direito de agir até ao extremo oposto. Há limites. E falta, acima de tudo, clareza. Respostas concretas. Resultados visíveis.


Estamos a fazer sacrifícios mas não sabemos exactamente para quê. Estão-nos a tirar tudo e mais alguma coisa, mas não sabemos em que é que isso ajuda o país. E, como sempre, apenas aos mais pequenos exigem sacrifícios, porque nos grandes não se lhes pode tocar.


Tenho a certeza que, se um gerente chegasse ao pé dos seus funcionários com toda a frontalidade e explicasse a real situação da empresa, explicasse que medidas teria que tomar para a salvar e, depois, na prática, os funcionários constatassem que os seus esforços estavam a dar frutos, a indignação não seria tão grande.


Se o próprio gerente se incluísse nos mesmos sacrifícios e trabalhassem em conjunto para o mesmo fim, os protestos não se fariam sentir. 


Agora, se um gerente apresenta medidas implacáveis, explicadas por meias palavras, com promessas vagas que raramente são cumpridas, e os funcionários, apesar dos seus esforços, não vêm resultados, parecendo que a empresa continua a caminhar para a falência, e que os sacrifícios só estão a servir para beneficiar o gerente e afins, é perfeitamente normal que a revolta esteja presente, e se manifeste cada vez com mais força!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Felicidade


 


É hoje assinalado, pela primeira vez, o Dia Internacional da Felicidade. Ainda que não possamos ser felizes 365 dias por ano, 24 horas por dia, que saibamos aproveitar e dar valor aos momentos em que ela nos acompanha, e torna a nossa vida mais bonita!

Primavera


 


Chega hoje, às 11h02m, a Primavera!


E que venha com ela melhor tempo (não me parece), mais alegrias, muita energia e mais pensamentos positivos!


Que, ao menos ela, não sinta os efeitos da crise :) 

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai


 


Hoje celebra-se o Dia do Pai.


E como todos os dias em que algo se celebra, cá estamos nós a afirmar que esses dias devem ser todos os dias, e não apenas aquele destinado à celebração.


Talvez por isso mesmo, o dia do pai acaba por me passar um pouco ao lado. Não compro presentes para o pai, não envio mensagens alusivas ao dia, não ofereço almoços nem jantares especiais...é um dia como outro qualquer.


E não é por isso que deixo de me lembrar dele. Na verdade, estou com ele praticamente todos os dias, e é ao longo desses dias que lhe mostro o quão importante ele é, sempre foi e será na minha vida!


Como já foi dito aqui em alguns posts, tenho o melhor pai que poderia desejar! E a minha filha tem a sorte (embora muitas vezes não dê valor) de ter o melhor avô que poderia desejar! Nunca deixa que falte nada aos filhos e aos netos, está sempre pronto a ajudar, é amigo, brincalhão e com muito amor para dar a todos nós.


Claro que de vez em quando também é rezinga, resmungão (nesses dias nem a minha mãe o atura), diz coisas que não gostamos (quem não diz) e desentendemo-nos. Mas logo passa.


Por isso posso-me considerar uma felizarda! 

segunda-feira, 18 de março de 2013

É sempre bom saber


 


No outro dia, estava em casa com a minha filha, quando ela me diz:


 


"Oh mãe, sabes que eu sou a melhor amiga do Daniel?! Quer dizer, ele tem mais amigas, mas eu sou a melhor. Porque sou a única que o compreendo. Eu sou muito boa a compreender os rapazes!"


 


 


Vamos ver se daqui por uns anos ainda diz o mesmo! 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Muito além da estatística...


Será a diminuição da natalidade uma questão meramente financeira? Ou uma mudança nas actuais prioridades dos casais?


Ser mãe/pai, acarreta muitas responsabilidades, muita entrega, muita dedicação e muitas abdicações. É um trabalho contínuo, sem folgas nem períodos de descanso. Ao mesmo tempo, por mais que tentem mostrar o contrário, é dispendioso em termos financeiros...


 


 


Saiba mais neste artigo do blog Consultaclick que poderá ler na íntegra em 


 








 


O Simplex no seu melhor


 


Depois de uma tarde em que a electricidade faltou e tornou a vir, vezes sem conta, acabou por faltar de vez, no dia seguinte, logo de manhãzinha. Além da casa dos meus pais, também a vizinha do lado se encontrava na mesma situação.


 


10.00 horas - Ligo para o número grátis de comunicação de avarias. Dizem-me que tem que ligar alguém que esteja no local para fazerem alguns testes básicos. Entretanto, como expliquei que havia mais uma casa afectada, pediram-me as informações da praxe e tive que aguardar. Disse-me que não tinha registo de qualquer avaria geral, pelo que deveria ser outro problema. Informou que ia participar à equipa técnica e ficou com o contacto da minha mãe.


 


13.00 horas - Como ninguém apareceu no local, volto a ligar. Repito a história e dou as mesmas informações. Pedem-me para aguardar. Desta feita, têm a indicação de que a avaria geral está resolvida! Então afinal sempre havia uma avaria geral?! De qualquer forma, informa-me de que o técnico tem até 4 horas para se deslocar ao local, pelo que temos que aguardar. Se ao fim desse tempo ninguém aparecer, temos que ligar novamente.


 


14.00 horas - Liga o meu pai. A mesma conversa do costume, e nada resolvido.


 


17.00 horas - (já indignada com tanta incompetência) Torno a ligar. O técnico foi ao local e têm a indicação de que a avaria está resolvida! A sério? Devem estar a brincar com as pessoas.


É inadmissível que 7 horas depois da primeira chamada efectuada, as duas casas continuem sem electricidade, que tenham ido técnicos ao local, quando ninguém lá apareceu, e considerem a avaria resolvida, quando na realidade não está.


Da última vez que aconteceu uma situação semelhante, os meus pais ligaram, e ao fim de uma hora, ou nem tanto, estavam lá em casa. Desta vez, não passamos do mesmo. A operadora disse que o técnico não vai à moradia, mas ao local. Disse-me que ia reportar novamente a situação à equipa técnica e que teria que aguardar! Ainda mais?


Aí passei-me mesmo. Disse-lhe que não andamos aqui a brincar. Então elas informam a equipa técnica, nós esperamos, esta vai ao local (nem sei bem qual) e dão a informação que está resolvida, continuamos sem electricidade, tornamos a ligar, elas informam a equipa técnica, nós esperamos, esta vai ao local (nem sei bem qual) e dão a informação que está resolvida. E não passamos disto. Quanto tempo mais vamos andar assim? 1, 2, 3 dias? As pessoas precisam de electricidade, por isso a pagam. Mas parece que pagamos um serviço que não temos, porque quando é preciso ninguém faz nada. As pessoas têm prejuízos, e alguém tem que se responsabilizar.


Reclamei, exigi saber exactamente o que é que a equipa técnica iria fazer desta vez e onde ia exactamente, disse-lhe que ia esperar até à noite e que se não aparecesse ninguém ia resolver as coisas e seriam eles a arcar com a despesa, ameacei que teria que seguir por outros meios, enfim...


 


Antes das 18 horas estavam lá os técnicos ao pé de casa! Resolveram finalmente o assunto. Tratava-se de uns fios velhos que tinham queimado.    Agora, o que é curioso é que os próprios técnicos dizem que, sempre que são contactados, têm uma hora e não quatro (como disseram as várias operadoras) para ir ao local da avaria.  Quem fala a verdade e quem mente, não sei...


Mas parece-me que o simplex chegou também à EDP, e no seu melhor!  

quarta-feira, 13 de março de 2013

Falsa ilusão


 


"Júlia e Duarte sempre foram apaixonados um pelo outro mas, mesmo assim, sucederam-se vários acontecimentos que os acabaram sempre por separar. Cada um segue a sua vida. Duarte acaba por se casar com Inês, que sente a cada instante a insegurança que a sombra de Júlia directa ou indirectamente lhe provoca. Para que o seu casamento continue firme, e de forma a prender Duarte ao seu lado, decide seguir o conselho da sogra e engravidar. Segundo ela, o filho vai ajudar a salvar o seu casamento, e veio no momento certo!"


 


É apenas uma telenovela, é verdade, e estas são apenas personagens a representar o seu papel na história. 


Mas, em pleno século XXI, ainda existem mulheres que pensam como esta, e que se servem dos filhos para tentar salvar uma relação que já está, à partida, condenada ao fracasso.


Um filho deve ser o fruto de uma relação de amor, e nunca a semente para germiná-lo!


Hoje em dia, ao contrário do Duarte, poucos são os homens que ficam ao lado de uma mulher apenas porque ela está à espera de um filho seu. Até porque a presença será meramente física. Um pai, para ser e estar presente na vida de um filho não precisa, necessariamente, de viver com a mãe. Poderá resultar, num primeiro momento, mas depois a relação acabará por se ir deteriorando, provocando um mau ambiente que acaba por ser prejudicial à criança. E é a criança quem mais sofre com esta atitude. Em primeiro, porque o seu nascimento não foi desejado nem planeado por ambos. Em segundo, porque funciona para a mãe como uma espécie de objecto, utilizado em proveito próprio, num acto de egoísmo. Em terceiro, porque a criança estará sujeita a presenciar eventuais discussões entre os progenitores e a viver num ambiente que não é, de todo, o mais propício ao seu bem-estar e desenvolvimento. Pode ainda acontecer que a mãe, ao ver os seus planos caírem por terra, se sinta frustrada quanto às suas expectativas, e comece a rejeitar o filho, com todas as consequências psicológicas que tal rejeição provocará na criança, a médio e longo prazo. Ninguém será feliz assim, por isso, valerá mesmo a pena cometer tamanho erro?...

terça-feira, 12 de março de 2013

Quem casa...


 


...quer casa!


Este é mais um daqueles ditados populares que está ultrapassado.


Hoje em dia, quem casa quer dinheiro! 


Diz o Conservador que o casamento não é mais do que um contrato. Eu diria que é, não só um contrato, mas também um negócio. E não falo de todas as entidades que lucram com ele, mas dos próprios noivos que tentam igualmente retirar do casamento a sua quota-parte de lucro, ou pelo menos não acabar com saldo negativo!


O dinheiro é sempre bem vindo e, talvez por isso mesmo, a grande maioria das prendas de casamento oferecidas aos noivos sejam monetárias. 


Não tenho nada contra. Também a mim me soube bem recebê-las quando me casei.


Mas penso que tem que haver um mínimo de bom senso de ambas as partes e, em alguns casos, uma revisão de prioridades, no que respeita ao motivo pelo qual as pessoas convidam alguém para o seu casamento.


Por norma, são os pais dos noivos que costumam pagar a boda, enquanto os padrinhos e madrinhas tratam do resto. No entanto, outros casais haverá que não têm essa sorte.


Foi o meu caso. Por isso mesmo, só segui em frente com esse passo porque sabia que o dinheiro que tinha economizado até então era suficiente para pagar tudo à minha conta. Só não comprei o vestido, que me foi oferecido pela minha falecida madrinha. Não tive 100 ou 200 convidados. Tive pouco mais de 30, mas eram os mais importantes para partilhar aquele momento. O dinheiro que me deram, deu muito jeito. Estava grávida na altura e, para precaver o futuro, abri uma conta para a minha filha com ele. No entanto, ainda que não me tivessem dado nada, teria convidado exactamente as mesmas pessoas e feito tudo da mesma forma.


Também por norma, e por uma questão de lógica e financeira, sempre que somos convidados para o casamento de alguém, sentimo-nos na obrigação de lhes oferecer uma prenda que, como já atrás referi é, usualmente, monetária e corresponde, muitas vezes, ao valor da despesa que supostamente os noivos têm com a nossa presença. Claro que pode ser mais, pode ser menos, ou pode até nem ser, consoante as possibilidades das pessoas. Também é comum haver as "listas de prendas", que podem ser úteis para quem não sabe o que há-de oferecer.


Mas, até agora, nunca tinha tido conhecimento de casamentos em que os noivos pré-estabelecem um valor mínimo para a presença dos convidados!


Na minha opinião, isso é mesmo muito mau! E, sinceramente, só por isso, se eu estivesse no lugar deles, não ia. Afinal, convidam-me porque querem que esteja com eles nessa ocasião especial, ou porque precisam que lhes pague a despesa?


Antigamente, os noivos ficavam tristes quando os convidados não podiam ir, e insistiam, afirmando que não precisavam de dar prenda nenhuma porque não era isso o mais importante. Hoje em dia, quando se recusa um convite desses por motivos financeiros, corremos o risco de nos perguntarem "então mas não consegues mesmo arranjar XXX euros?".


Até podia conseguir mas, se fosse comigo, só pela atitude, nem o meu respeito levavam! 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Visita inesperada


 


Haverá surpresa mais agradável que chegar a casa e encontrar um cobra no quintal?


No sábado, saí com a minha filha de manhã para ir às compras. Entretanto, o meu marido foi-nos buscar.


Quando estávamos a ir para casa a minha filha, que foi à frente, disse-me assustada: "Oh mãe, está aqui uma centopeia!".


Fiquei admirada porque ela até nem é nada medricas (ao contrário da mãe), mas quando cheguei ao portão olhei para o chão, à procura de uma coisa pequena. Qual não é o meu espanto quando vejo que o bicho era uma cobra. Pequena, é certo, talvez nem tivesse 30 cm. Mas elas crescem, se não dermos cabo delas antes! Só de pensar que a bicha podia ter entrada em casa, sem darmos por nada, e andar lá a vaguear enquanto dormimos.


Eu e a minha filha ficámos cá do lado de fora do portão, enquanto o meu marido foi a casa buscar uma vassoura para a matar. Se fosse eu, teria certamente partido a vassoura antes de a cobra morrer!


Já morta, pusemo-la dentro de um saco e levei-a para o lixo, não fosse a dita cuja ressuscitar ali ao pé de casa.


A minha senhoria, ao ouvir o barulho, veio à janela ver o que se passava. E, com grande descontração, disse-nos que era só uma cobra pequenina, que não faz mal a ninguém e que no quintal dela (que é atrás do nosso) costuma ter muitas, mas que os gatos as matam! Uau, fico muito mais descansada! Pelos vistos não as matam todas, e já ficámos a saber de onde vêm!


 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Tempestade


 


"Depois da tempestade, vem a bonança." - costumam dizer. E depois da bonança? Nova tempestade...


 


Depois de a tempestade parar, as nuvens negras se dissiparem e o sol voltar a brilhar, renasce a esperança!


Esperança de que o sol tenha vindo para ficar, e que o mau tempo seja esquecido.


Mas, subitamente, o sol desaparece, as nuvens voltam ainda mais negras e o temporal abate-se de novo, com maior intensidade. A esperança desvanece-se...


A vida é, muitas vezes, injusta connosco. E nós somos, muitas vezes, injustos com os outros. Quando entramos numa relação, entramos para o bem e para o mal. Se assumimos um compromisso, baseado em amizade, respeito, cumplicidade e amor, assumimo-lo para os bons e para os maus momentos. Mas se, a cada contrariedade, se puser em causa a relação, então começa a ser difícil acreditar nela. Se, a cada momento mais complicado da qual ninguém tem culpa, nos atiram as culpas para cima, é difícil não nos sentirmos injustiçados. Se, em vez de haver apoio e compreensão, há acusações, é difícil não ficar triste. Se a pessoa que está ao nosso lado não se sente bem na relação nem está feliz, e começa a procurar compensar nos amigos e fora de casa, aquilo que lhe falta, é impossível não sentir frustração.


 


Claro que eu já sou conhecida pelo meu pessimismo, mas por vezes é impossível mandá-lo embora.


Chego a casa, e estou dividida entre ajudar a minha filha para a ficha de Língua Portuguesa do dia seguinte, o jantar dela, enxugar e arrumar loiça, quando o meu marido me chama. Ainda lá vou rapidamente tirar-lhe uma dúvida, e volto para a cozinha. Começo a comer um iogurte, em pé, enquanto continuo as tarefas. Em seguida, volta a chamar-me. Digo-lhe que não posso, que depois vou. Ele insiste. Peço-lhe que espere um bocadinho. Um bocadinho que se tornou bem grande, mas caramba, eu estava ocupada e com uma coisa mais importante que criar ou gerir um blog. Ficou aborrecido porque, na opinião dele, o ignorei, o desprezei, porque não lhe dei atenção. Mas se era assim tão importante e não podia esperar (não era o caso), por que raio não se levantou do sofá e foi ter comigo? E se não era urgente, podia ter esperado até eu me sentar no sofá.


Não lhe dou a atenção que ele precisa? É verdade, nem sempre posso. Mas por essa ordem de ideias a minha filha tinha muitos mais motivos para reclamar comigo, afinal, na maior parte dos dias, só consigo fazê-lo por breves instantes, quando tenho tempo para o fazer. E até a Tica, que farta-se de miar porque quer que eu me sente para vir para o colo, porque quer brincar, porque quer mimos...E eu? Tenho dias em que nem sei o qe é comer calmamente sentada à mesa.


Se fico triste com isso? É óbvio que sim! Todos nós precisamos de atenção, mimos, carinho. Somos humanos (embora muitas vezes tenhamos que ser máquinas) e temos sentimentos. E compreendo perfeitamente que ele fique aborrecido com esta falta de tempo, tal como eu fico. Mas esta é a nossa vida - com momentos em que temos tempo, e outros que nem por isso. Se nos vamos chatear um com o outro cada vez que não pudermos ter atenção, então a nossa relação vai ser feita de discussões, em vez de apoio e compreensão. E isso não fará bem a nenhum de nós...


 


 


 

Ser mulher...


 


"O Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje, tem a sua origem nas manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente perigosas, motivavam protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo.


No dia 8 de Março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada em Nova Iorque, fizeram greve, reivindicando melhores condições de trabalho, tais como, a redução da carga horária, a equiparação de salários (as mulheres recebiam um terço do salário de um homem pelo mesmo tipo de trabalho) e o tratamento digno no trabalho.


A manifestação foi reprimida com violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi, depois incendiada, tendo morrido carbonizadas cerca de 130 operárias.


No mesmo dia, mas na Rússia, trabalhadoras de outra fábrica de fiação manifestaram-se contra as condições de vida e trabalho e a participação do seu país na Primeira Guerra Mundial.


Nos Estado Unidos e na Europa, a luta estendia-se também ao direito de voto.


Em Dezembro de 1977 foi oficializada, pelas Nações Unidas, a data de 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, e tentar acabar com o preconceito e a desvalorização das mulheres."




Mas, se é verdade que as mulheres já obtiveram grandes conquistas ao longo destes últimos 2 séculos, também é verdade que, para muitas, esta celebração não faz sentido.


Continuamos, frequentemente, a ser discriminadas, oprimidas, maltratadas... Continuamos a ser, muitas vezes, injustiçadas pelo sexo oposto.


Ser mulher, actualmente, pode significar desdobrar-mo-nos em vários papéis - mulher, mãe, esposa, dona de casa, trabalhadora - e provar que conseguimos desempenhá-los a todos.Ser mulher nem sempre é fácil. Por vezes, é até bem duro. 


Cada vez se vêem mais mulheres em cargos antigamente ocupados somente por homens. Cada vez as mulheres vão adquirindo mais direitos, outrora exclusivos do sexo masculino. Cada vez mais as mulheres conquistam poder de decisão sobre a sua vida e o seu destino. Cada vez mais se vêem mulheres a trabalhar para sustentar a família. A imagem, a força e a forma como a mulher é tratada evoluiu significativamente, de forma positiva, ao longo dos tempos. Mas ainda haverá um longo caminho para percorrer, embora haja mulheres que rejeitam piamente a política dos direitos e deveres iguais.


Eu sou mulher, e tenho orgulho nisso. Tive a sorte de nascer numa época em que as mulheres têm a vida um pouco mais facilitada, em que já podem escolher o que é melhor para si, em que já não dependem obrigatoriamente dos maridos para sobreviver.


Mas, ser mulher, implica uma luta constante, até nas mais pequenas coisas da nossa vida. Ser mulher implica coragem e determinação. Ser mulher, é sê-lo todos os dias, e não apenas hoje...


 





 

quinta-feira, 7 de março de 2013

O luto e a perda


 


O que é o luto? A roupa escura que se veste por respeito ao falecimento de alguém? Pode ser. Mas não se resume a tão pouco.


O luto é, sim, um conjunto de reacções a uma perda, seja ela de que natureza for, com diferentes formas de expressão em cada cultura, e com determinadas características.


No início, normalmente, ocorre a negação da perda. Segue-se o choque (muito embora, na minha opinião, possa acontecer o inverso - primeiro o choque, e depois a negação).


As pessoas entram num processo que pode incluir, entre outros sentimentos, estado de choque, raiva, impotência, hostilidade e solidão. É normal sentirem-se sozinhas e isoladas, até porque elas próprias se isolam e querem ficar sozinhas.


A fase seguinte caracteriza-se por uma profunda tristeza. Há uma tendência para relembrar a perda. Essas recordações, intercalando as agradáveis e desagradáveis, são muitas vezes acompanhadas de tristeza e choro, que vão diminuindo com o passar do tempo, à medida que as pessoas se vão reorganizando, ainda que com recaídas. 


A última fase é a aceitação da perda.


Nem todas as pessoas vivem da mesma forma cada uma destas fases, cuja duração é igualmente variável em função do tipo de perda e da pessoa que a experiencia. Mas, por norma, todas passam por elas. E por mais que os outros lhes tentam dar ânimo, força, palavras de conforto ou qualquer outro tipo de ajuda, embora sejam gestos benvindos, nem sempre vão minorar os efeitos devastadores da perda, nem aquilo que as pessoas estão a sentir. Penso mesmo que, muitas vezes, o silêncio é de ouro. Quem acompanha estas pessoas pode sentir um certo desconforto, nervosismo ou constrangimento, evitando falar do assunto, porque não sabe o que dizer nem o que fazer. 


Mas o mais importante, é mostrar interesse, sensibilidade e disponibilidade. Estar presente, de forma sentida e sincera.


Sim, porque existem algumas pessoas que só estão presentes em corpo. Que vão a funerais para pôr a conversa em dia com familiares e conhecidos, para ver quem leva o quê vestido, se foi de preto ou de branco...Que falam ao telemóvel e trocam mensagens em plena igreja...Que marcam presença só para "inglês ver"...Que se aproximam para tudo menos apoiar, ou apoiam com interesse...Que nem se aproximam, ou logo se afastam só porque não sabem o que dizer...E, definitavamente, não é esse tipo de ajuda que as pessoas precisam. 

terça-feira, 5 de março de 2013

Matematicando


 


Ontem e hoje, a única coisa que eu e a minha filha vemos pela frente é contas, problemas, conversões, leituras de números, gráficos, percursos...enfim, toda a matéria desde o início do ano, para se preparar para a ficha de avaliação de amanhã.


Amanhã, revisão de Língua Portuguesa. E o fim de semana vai ser a marrar Estudo do Meio! É que a professora, com pressa para dar mais um módulo, a acrescentar na matéria a estudar, adiou a ficha de sexta para segunda.


A ver vamos as notas que daqui vão sair...

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!