segunda-feira, 29 de abril de 2013

Olhem só para ela!

Enrolada como um caracol, a dormir em cima de uma caixa de cartão!


 



 


Descontraidamente instalada no lava loiças!


 



 


Empoleirada na árvore do quintal! 


 



 


 


A brincar com o peluche da Inês!


 



 


A dormir em cima da roupa lavada!


 



 


A querer escrever!


 


Saúde 24 - o número que nos liga à saúde...


...e à redução ou mesmo isenção do pagamento das taxas moderadoras nas urgências hospitalares!


Para isso, bastará que os utentes tenham ligado primeiro para a Linha Saúde 24, antes de se dirigirem a um serviço de urgência. 


Parece que a ideia do Ministério da Saúde é retirar doentes às urgências, que passam assim a ser atendidos pelos operadores da linha Saúde 24. Estes funcionarão, então, como uma espécie de triagem, enviando para os serviços de urgência apenas os utentes que considerem que realmente deverão ir. 


Eu aposto que, em tempos de crise, e atendendo ao valor das taxas moderadoras, haverá muita gente a ligar, para tentar obter consultas gratuitas! Retiram-se utentes às urgências para "entupir" a linha Saúde 24! 


Mas, se aliarmos à eficácia, por vezes, questionada desta linha, o seu "entupimento", é provável que os utentes desistam, e voltem a recorrer directamente ao hospital.


Pessoalmente, já liguei umas 3 vezes para a Saúde 24 - em duas delas, enviaram a minha filha para o Serviço de Atendimento Permanente da área da residência (que eles insistem em chamar de Centro de Saúde), e numa outra não foi necessário.


Se esta ideia for mesmo avante, pergunto-me se, na dúvida e por "descargo de consciência", a linha não enviará a grande maioria dos utentes para a urgência? Pergunto-me se não haverá muito boa gente a inventar mais sintomas do que os que tem para ser enviada e consultada de borla? Pergunto-me se, para evitar estas situações, irá o Ministério da Saúde inventar multas, para todos aqueles que o tenham feito. E, se fosse a puxar o fio à meada, muitas mais dúvidas me surgiriam, mas é melhor esperar para ver no que vai dar esta ideia, sem grandes divagações...


 


 






sexta-feira, 26 de abril de 2013

Poesia caseira III - O Falcão Peregrino

Mas que vida a nossa: agora a professora lembrou-se que os alunos tinham que ser poetas, e mais uma vez tivemos que puxar pela imaginação.


O tema era a ave migratória que há uns dias atrás tinham pesquisado - no caso da Inês - o falcão peregrino!


 



 


Aqui no Canadá


com o Inverno a chegar


que frio que está


vou ter que me pôr a voar


 


Para o Brasil vou viajar


em busca de alimentos


a minha vida é migrar


e passar por mil tormentos


 


Já sinto o sol a aquecer


ao chegar ao meu destino


Consegui sobreviver


pois sou o falcão peregrino!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Um azar nunca vem só...


 


Sabem tão bem estes feriados a meio de uma semana de trabalho! E o dia correu tão bem!


Esteve cá o irmão do meu marido a passar o dia connosco. Fomos às compras, almoçámos, brincámos e a tarde foi de praia, com direito aos primeiros mergulhos do ano!


Depois, sabe sempre bem um banhinho e um bom jantar. Enquanto o meu marido foi levar o irmão a casa, fiquei a arrumar tudo e a despachar-me a mim, afinal, amanhã é dia de acordar cedo. Deveria ter sido uma viagem rápida...mas não foi!


Ao ir a umas bombas de gasolina com o padrasto - único sítio onde saiu do carro - deve ter deixado cair a carteira e o telemóvel sem dar por isso. O que vale é que a carteira não tinha dinheiro e o telemóvel ficou sem bateria e já andava meio avariado. Mas não evita a despesa extra que vai ter por ter ficado sem documentos nenhuns - cartão de cidadão, carta de condução - e o trabalho que dá ligar para os bancos a cancelar cartões. 


Ainda assim, depois do choque e desespero inicial, seria uma questão fácil de ultrapassar (que remédio). O problema é que, a juntar a tudo isto, o carro avariou (mais uma vez)!


E eu, que sempre fui uma acérrima defensora do nosso "boguinhas", começo a achar que foi um mau negócio. Em pouco mais de 2 anos, já gastou mais dinheiro a arranjá-lo do que aquele que o carro vale.


Sem carro, resta-lhe ir para o trabalho (como se a motivação fosse grande), em transportes públicos, que também não lhe facilitam, de todo, a vida.


Resta saber se vamos ter dinheiro para mandar arranjar o carro (se é que tem arranjo), ou se vai ter que ficar parado à porta. E ainda faltam uns bons meses para acabar de o pagar...


Mais um contratempo para ultrapassarmos juntos. O que não nos derruba, torna-nos mais fortes!


 


 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sobre as rotinas...

rotina diária


 


Uma rotina, seja ela qual for, deve ser sempre considerada como algo negativo? Ou existem rotinas saudáveis?

terça-feira, 23 de abril de 2013

Culpado!


 


Esta é a palavra mais temida por todos aqueles que estão a ser julgados pelos mais variados crimes, principalmente se esta sentença se traduzir em pena de morte.


Embora seja mais um tema polémico - por que razão punimos alguém que cometeu um crime, com um crime - não é sobre isso que quero falar, mas sim sobre o funcionamento da justiça que leva à condenação de suspeitos sem provas conclusivas, sem fundamentos válidos e, muitas vezes, de pessoas inocentes.


Porquê? Porque, nesses casos, não se procura o culpado, mas sim um culpado! Seja ele qual for. É mais prestigiante para todos que um caso seja encerrado com um suspeito condenado pelo crime, do que um caso pendente ou arquivado sem suspeitos. Por isso, é bastante conveniente encontrar um "bode expiatório", alguém que esteja no local errado à hora errada, alguém a quem possam atribuir as culpas, com base em suposições pouco consistentes, sem provas concretas mas com um motivo, aparentemente, credível.


Ainda que a possibilidade de essas pessoas serem, de facto, culpadas, seja reduzida, e se pudesse ir mais fundo na investigação, analisando toda a informação recolhida, seguindo todas as pistas e não apenas aquela que mais convém, esgotando todas as hipóteses possíveis, não é isso que acontece.


E assim se atiram, com frequência, inocentes para uma cela ou para um corredor da morte.


Mais tarde, podem até constatar que afinal erraram. Podem, quem sabe, ir a tempo de corrigir o erro. Ou talvez já seja tarde. O que nunca conseguirão fazer é apagar toda a transformação que a vida desses inocentes sofreu com tais enganos. E essa, é a pior consequência...


 


 


 http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35964&op=all


 


 


Embora tenham sido vários filmes a darem o mote para o post de hoje, a verdade é que há casos bem reais!


 


 


 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Dia Mundial da Terra


 


Preservar hoje, para ter amanhã!


 

Poesia caseira II - A Tapada de Mafra


 


Trabalho de casa da minha filha - escrever um texto poético sobre a visita que fizeram à Tapada de Mafra. Com a ajuda da mãe, e umas quantas gargalhadas pelo meio, foi este o resultado:


 


Terça-feira de manhã


foi dia de passear


saltei da cama como uma rã


para logo me despachar


 


A Tapada fomos conhecer


no comboio bem sentados


e ansiosos por ver


os nossos amigos veados


 


Passámos pela falcoaria


onde estava o senhor falcão


seria uma gritaria 


se ele nos picasse a mão


 


Corujas e águias não vi


gamos também não


apenas o javali


que era bricalhão


 


De árvores rodeados


parámos para lanchar


estávamos esfomeados


depois de tudo visitar!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Transformações


 


A música faz parte das nossas vidas. Da minha também. 


Ao logo da minha vida, foram várias as músicas que me marcaram, pelos mais variados motivos. Algumas dão energia, outras alegria, umas tristeza, outras saudades...Algumas transmitem serenidade, outras revolta...Umas fazem-nos lembrar coisas boas, outras coisas más...Há as que nos fazem recordar pessoas, acontecimentos...As que nos fazem dançar, as que nos fazem sonhar...E há aquelas que se transformam num marco...


No meu caso, foi este CD da Celine Dion, com especial destaque para as músicas:


- A new day has come


- Right in front of you


- When the wrong one loves you right


 


Foi ao som destas músicas que ocorreu uma das várias transformações na minha vida, um ponto de viragem. O virar de página onde ficou uma Marta, para surgir outra Marta, renovada!


Estávamos, como agora, na Primavera, o que ajudou muito. Até então, eu era daquelas mulheres para quem o preto é a cor preferida, e era em torno dessa cor que o meu vestuário assentava. Mas, a partir desse momento, não sei se pelo espírito de Primavera, se pelo espírito das músicas, se pela junção dos dois factores, mudei completamente! As cores começaram a fazer parte da minha vida, as flores, os folhos, os padrões alegres...E não sei se foi uma causa, ou uma consequência, mas a minha forma de viver a vida também mudou, com muito mais alegria e descontracção, e cheia de boas energias!


A Celine Dion tem, de facto, esse poder :) 


 


Aqui ficam outras músicas dela que o provam:


That's the way it is, do album All the Way... A Decade of Song


 


Faith


Coulda Woulda Shoulda, ambas do album One Heart


 


Talvez a cantora com mais músicas presentes na minha vida, ou não fosse aquela de quem tenho mais CD's!


 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Medos ainda não ultrapassados


 


O medo de tudo quanto é bicho - aranhas, centopeias, gafanhotos, grilos, baratas, cobras e tantos outros (sempre);


 


O medo da trovoada (já tive mais, mas também já tive menos);


 


O medo de não ser capaz de fazer os que me rodeiam felizes (tem dias);


 


O medo de não ser uma boa mãe (às vezes);


 


O medo da escuridão (às vezes);


 


O medo da morte (quando penso nela)...


 

terça-feira, 16 de abril de 2013

13 anos


 


Foi há 13 anos que entrei para aquele escritório, onde até hoje permaneço a trabalhar.


 


 


 


Parece muito? Não é! Até me reformar ainda terei que trabalhar pelo menos cerca de 2,5 vezes mais :(

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O que dizem os sonhos?


 


Nunca fui uma daquelas pessoas que procura saber o significado dos sonhos que vai tendo ao longo da vida, assim como nunca fui pessoa para acreditar nas crenças e teorias sobre a interpretação dos sonhos.


No entanto, numa destas noites, sonhei com a minha falecida tia. Ela estava em casa dos meus pais, tal como eu, e estávamos como sempre. De repente, olhei para ela e pensei "mas a tia já morreu, como é que está aqui?". Fiz-lhe uma festa na cara e abracámo-nos as duas, a chorar, confirmando essa triste realidade... E acordei.


Por curiosidade, fui pesquisar sobre o que poderia significar este sonho e, no meio de várias teorias possíveis, encontrei aquela que acho que mais se adequa: como não tivemos tempo de nos despedirmos antes de morrer, o sonho serviu para isso mesmo - para fazer a despedida.


Na passada semana, voltei a sonhar com a minha tia. Íamos as 3 - eu, a minha mãe e ela - a caminhar pela rua. A minha tia estava bem e cheia de apetite. Foi bom vê-la deliciar-se com umas peras acabadinhas de comprar. Então, o mesmo pensamento veio: "mas a tia morreu, como é que posso estar a vê-la aqui?". Olhando como se estivesse fora de mim, percebi que mais ninguém a conseguia ver, porque ela, de facto, não estava ali. Acordei.


Desta vez, não fui procurar saber o que queria dizer este sonho. A minha interpretação surgiu instantaneamente: foi uma forma de saber que, onde quer que esteja, está bem e, por isso mesmo, também nós devemos ficar...

Está a fazer um ano...


 


...que a minha filha foi internada com Púrpura de Henoch-Schönlein. Um ano depois ainda tem (embora mais esporádicas) manifestações a nível da pele.


 


E é sobre este tema que escrevi mais um artigo para o blog CONSULTA CLICK, e que poderão ler em: 


 


http://consultaclick.pt/blog/2013/04/12/pupura-de-henoch-schonlein/

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Inimigo em ascenção

Como se não bastassem todos os inimigos já conhecidos do amor, aqui está mais um em grande ascenção:


 



 


 


Quando se prolonga no tempo, o stress diário transforma-se num problema crónico. Além das consequências físicas, nomeadamente, a nível do sistema imunitário, pode também afectar a vida privada de cada um de nós, dificultando as relações.


De facto, a acumulação de stress diário é já apontada, a par com a infidelidade e no topo da lista, como uma das causas que pode levar ao divórcio, ultrapassando outras como a falta de respeito e de comunicação.


Tal como as ondas do mar a bater continuamente numa rocha causam erosão, o stress desgasta a relação.


Por mais pequenas que sejam as crises de stress, elas podem levar a que o casal passe menos tempo junto, ao mesmo tempo que leva à redução ou perda da capacidade de comunicar, dificultando a interacção e originando discussões.


No nosso dia-a-dia deparamo-nos com diversos problemas que não conseguimos resolver, sejam eles no trabalho, numa fila de trânsito, com os filhos, em casa ou, pura e simplesmente, a falta de tempo. Há sempre muito para fazer e as 24 horas que o dia tem parecem nunca ser suficientes.


Todo esse stress diário se vai acumulando, dando origem ao stress crónico, responsável por tornar as pessoas mais impulsivas e temperamentais.


É comum as pessoas levarem para casa o stress acumulado no trabalho em vez de o deixarem no seu lugar. É comum que o cansaço as atire para um sofá ou uma cama sem disposição para mais nada. É comum que o mau humor as torne rabugentas e as faça descarregar a sua irritação  e frustração em quem está mais próximo. Tudo isso pode afastar as pessoas que nos rodeiam.


Para evitar que isto aconteça, e que o stress se torne um caso clínico, é fundamental que se preserve o equilíbrio entre o corpo e a mente. Algumas formas de o fazer, a nível físico, são: praticar exercício físico, dormir bem ou evitar cafeína. Já a nível psicológico, é importante definir prioridades, planear o dia de forma sensata, respirar fundo e pensar antes de agir impulsivamente, e cultivar pensamentos positivos. 



 

A new day has come...


 


Let the rain come down and wash away my tears,

Let it fill my soul and drown my fears.

Let it shatter the walls for a new sun,

 


A new day has... come!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eclâmpsia


 


Até há umas semanas atrás não fazia a mínima ideia de que esta doença existia. Até que uma conhecida minha foi parar ao hospital, dando à luz uma bebé (que infelizmente, devido ao parto prematuro acabou por falecer), e ficando durante algum tempo nos cuidados intensivos, precisamente com este diagnóstico.


Trata-se de uma doença hipertensiva, induzida pela gravidez, de causa desconhecida, que ocorre normalmente depois da pré-eclâmpsia.


Na pré-eclâmpsia, há um aumento da tensão arterial, usualmente a partir das 20 semanas de gestação, e presença de pelo menos 300mg de proteínas na urina. Estes sintomas podem ser acompanhados por piora rápida e/ou súbita dos edemas (inchaços) normais da gravidez, que podem estender-se às mãos e face, sensação de falta de ar, distúrbios da visão, dores de cabeça, tonturas ou sonolência, náuseas e vómitos, e/ou dor forte na região abdominal.


A síndrome HELLP (hemolisys elevated liver enzymes low platelets), é uma forma grave de pré-eclâmpsia, caracterizada por destruição dos glóbulos vermelhos, enzimas do fígado elevadas e plaquetas baixas.


A eclâmpsia, semelhante mas de maior gravidade, caracteriza-se, além dos sintomas acima referidos, por crises convulsivas, dores musculares e/ ou inconsciência.


O diagnóstico é feito através de análises sanguíneas e à urina, e avaliação da tensão arterial, sendo o único tratamento curativo, o parto. Enquanto este não ocorrer, há que controlar a tensão com recurso a medicação, repouso e dieta sem sal podendo, em casos mais graves, ser necessário o internamento.


A eclâmpsia pode provocar descolamento prematuro da placenta ou má irrigação da mesma, parto prematuro, recém-nascido com baixo peso ou sofrimento fetal.


A sua presença indica que, após a estabilização do quadro, se deve induzir o parto uma vez que, não o fazendo, poderão surgir complicações graves com risco de morte. Nos casos de idade gestacional baixa (menor que 32 semanas) pode-se recorrer à cesariana.


Embora de causa desconhecida, como acima referi, existem, no entanto, alguns factores de risco:


- primeira gravidez


- história anterior de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia


- gravidez gemelar


- hipertensão


- diabetes


- problemas renais


- lupus


- obesidade materna


- gravidez na adolescência ou com mais de 35/40 anos


- gestantes com doenças auto-imunes


A melhor forma de prevenção é o acompanhamento contínuo desde o início da gravidez, permitindo o diagnóstico e tratamento precoces de problemas como a pré-eclâmpsia, evitando que esta se desenvolva para eclâmpsia.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Paranoias


 


Sabemos que algo não está bem quando nos deixamos invadir e afectar por paranoias, sejam elas quais forem.


Dizem os especialistas que a paranoia se caracteriza por um sentimento de desconfiança ou suspeita persistente, exagerada e, na maioria das vezes, injustificada. Pode ser discreta, mas também pode ser grave, e incapacitar a pessoa. No entanto, há que salientar que a simples desconfiança não é paranoia, especialmente se tiver por base experiências passadas, ou expectativas baseadas em experiências alheias. Mas é, muitas vezes, neste contexto que a palavra surge e é utilizada, em conversações e situações quotidianas. 


Ainda assim, mesmo que nem sempre o termo se adeque, a verdade é que, sejam paranoias, suspeitas ou desconfianças, não são saudáveis para ninguém. Tão pouco conseguimos ser felizes com elas a assombrarem. 


Por isso, sempre que alguma se consegue infiltrar sem que eu me aperceba a tempo de a impedir, e começa a querer controlar os meus pensamentos, tento recuperar o equilíbrio racional e emocional. Nem sempre é fácil. Mas também não me levará a lado nenhum deixá-la assumir o controlo da minha vida e da minha mente. 


 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

You gotta get up and try, try, try...


 


Ouvi, pela primeira vez, esta música da Pink, num dia em que a minha vida parecia querer virar do avesso.


Um dia em que eu pensei que tínhamos chegado ao temido fim da linha... E uma parte do refrão ficou marcada na minha memória "só porque queima, não significa que vais morrer, tens que te levantar e tentar, tentar, tentar".


A minha interpretação desta frase é dupla: o termos que reconstruir a nossa vida e seguir em frente, não ficando presos ao que não deu certo porque, apesar da decepção e frustração, não será isso que nos "matará"; e o termos que continuar a lutar pela relação e pelo amor que sentimos, contra tempestades, nuvens negras e temporais, porque nada disso nos derrubará.


E foi nesse sentido que, depois de algumas conversas, o sol voltou a brilhar e a esperança renasceu. Desapareceram automaticamente as minhas paranoias, os meus receios, as minhas previsões pessimistas, dando lugar à tranquilidade, paz e felicidade!


No entanto, parecendo imitar o tempo que insiste em nos dar um dia de sol, para logo em seguida nos voltar a dar chuva, também nós parecemos não sair deste ciclo vicioso de paz temporária e ameaças de tornados cada vez mais constantes.


Há quem diga que o amor verdadeiro não é feito de serenidade permanente, antes pelo contrário, dele fazem parte todos os altos e baixos que a relação sofre ao longo do tempo.


Mas chega um momento em que as nossas forças começam a faltar... Talvez seja melhor voltar a ouvir a Pink, e recuperá-las! 


 

sábado, 6 de abril de 2013

Listen to the beat of your heart...


 


"Listen to the beat of your heart, keep on fighting"...


 


Sinto-me como se estivesse permanentemente com uma espada sobre a cabeça, que a qualquer momento me pode cair em cima. Uma espada que parece estar à espera de um qualquer pretexto, de um qualquer motivo, por menor que seja, para disferir o golpe final.


Simplesmente não sei mais como agir, como continuar a ser eu...


Nos últimos tempos, tudo aquilo por que nos esforçámos e lutámos para conseguir alcançar, parece querer reduzir-se a pó.


É verdade que muitas relações chegam ao fim por falta de tempo, pela rotina, pelas mais variadas incompatibilidades. Não sei se será tudo isso que está a provocar este tumulto na nossa relação, mas tenho medo que chegue o dia em que já não haverá mais volta a dar... Em que até a amizade e o respeito se transformarão em ressentimento e mágoa...


No outro dia, sonhei que nos tínhamos chateado...e aconteceu. Ontem, voltei a sonhar que tudo tinha chegado ao fim. Hoje, ele sonhou que nos tínhamos separado...não nos separámos, mas discutimos. Teimamos em nos magoar um ao outro. Ontem foi ele. Hoje fui eu. Fiquei tão chateada quando o vi molhar a toalha de limparmos as mãos para limpar as calças lavadas que tinha acabado de sujar, que lhe esfreguei a toalha na cara, para ele ver se também gostava de se limpar a uma toalha molhada. Foi uma atitude irreflectida, eu sei, mas caramba, as coisas dão trabalho a limpar e a manter em condições, e também cansa fazê-lo para depois vir ele, e deitar por terra o meu trabalho. Seja como for, podia ter chamado a atenção de outra forma. E ele ficou magoado. Pelo menos, desta vez, dei-lhe um motivo real para estar magoado, para me criticar.


Mas será um motivo para, mais uma vez, pôr tudo em causa? Se é, também eu teria vários para o fazer. 


E assim estamos nós, cada vez mais distantes, magoados um com o outro, cada um a sua maneira...


 


  


 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Desfile da Primavera

"Chapéus há muitos!" - costuma-se dizer. E, hoje, vão ser mesmo muitos!


 


Realiza-se na escola o desfile da primavera, e todas as crianças levaram chapéus alusivos a esta estação. O dia não está a colaborar - apesar de não chover, está muito vento e frio. Vamos lá ver se os chapéus não voam!


 


A missão era fazer ou decorar um chapéu ou boné, que desse para usar na cabeça, tendo por tema a primavera.


Mas, se há coisa para a qual eu não tenho jeito, é para trabalhos manuais. O primeiro chapéu que começámos a fazer parecia mais um tacho. O tempo disponível também não é muito, por isso decidi improvisar. Aproveitei um chapéu que ela tinha, e decorei-o com flores feitas com musgami e uma fita. 


 


E o resultado foi este!


 



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Chorar faz bem


 


Além do seu efeito libertador, e da sensação de tranquilidade que, tanto homens como mulheres sentem depois de chorar, chorar permite ao corpo expulsar, através das lágrimas, substâncias químicas que o organismo produz quando submetido a situações de stress.


Pode-se, então, considerar que chorar é benéfico, funcionando como mecanismo de defesa do corpo e dos próprios olhos, uma vez que as lágrimas formam uma película que os lubrifica e os protege contra agressões externas.


Por isso, quando sentir uma imensa vontade de chorar...chore!

Anda tudo doente


 


Ontem foi o primeiro dia de escola após as férias da Páscoa. Andou todo o dia bem mas, quando saiu da escola, a minha filha começou a queixar-se com dores de barriga. Até brinquei com ela que era alergia à escola! Mas depois de jantar, deitou-se na minha cama a ver televisão e acabou por adormecer. Quando a acordei, para ir para a sua cama, vi que ela estava com febre. 


Hoje de manhã, queixava-se de dores de cabeça, de ouvidos e barriga. Voltei a medicá-la para a febre e, já melhor, levei-a à escola. Vamos lá ver se não a tenho que ir buscar a meio do dia...


 



 


O meu marido, depois de ter ido ao médico há umas semanas, de lhe terem receitado paracetamol para as dores de garganta e ter melhorado, voltou ontem a queixar-se com dores, má disposição e cansaço. Hoje foi ao hospital logo de manhã e diagnosticaram-lhe amigdalite. Com febre, mal estar geral e febre, está de cama.


 


Eu tenho escapado...por enquanto!

terça-feira, 2 de abril de 2013

A Bíblia


 


A curiosidade era muita, e foi satisfeita!


Primeiro, porque, apesar de não ser seguidora de nenhuma religião nem grande crente, gosto, de uma forma geral, de filmes e séries sobre o tema.


Segundo, porque parecia ser uma grande produção, a julgar pelo sucesso alcançado noutros países, e pelos comentários e críticas que tem recebido.


E, por último, porque tinha um actor português como protagonista.


Foram duas maratonas, nas tardes de sábado e domingo, e posso dizer que não foi maçador, entediante ou cansativo…Até a minha filha, que só tem 9 anos, não arredou pé do sofá até a série chegar ao fim.


Com uma bíblia para crianças ao lado (a minha primeira que o meu pai me ofereceu quando eu era pequenina), ela ia acompanhando as cenas da série, ao mesmo tempo que as ia comparando com as histórias que vêm no livro.


Devo confessar que algumas cenas são de tal violência que seria preferível as crianças não assistirem.


Como é óbvio, houve muitos acontecimentos que não foram narrados, sob pena de a série ter o dobro da duração, mas parece-me que o essencial está lá.


Quanto ao desempenho de Diogo Morgado como Jesus, penso que foi uma escolha acertada. Já muitos interpretaram a mesma personagem, em várias outras produções, mas nesta, só mesmo ele poderia interpretar este papel, que lhe assentou na perfeição.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!