sexta-feira, 28 de junho de 2013

Enclausurar ou libertar?


 


Um dia li um artigo sobre a interpretação dos gestos e atitudes dos gatos, que concluía que o pensamento destes, qualquer que fosse o seu comportamento relativamente aos donos, se resumia a uma única coisa: comida!


Quero acreditar, e com base na minha própria experiência e convivência com estes animais, que esse artigo está totalmente errado. Que os gatos se preocupam com algo mais que alimento e que, tal como nós, também têm sentimentos!


Acredito que a nossa Tica adora deitar-se no meu colo quando me sento no sofá, e dormir a sua sesta de três horas enquanto eu vejo algum filme na televisão. Acredito que ela adora quando brincamos às escondidas ou a apanhada (sim, eu faço essas figuras). Acredito que ela gosta de mimos tal como nós, que precisa dos seus momentos, que se chateia, que se alegra…


Acredito que ela conversa connosco e transmite aquilo que sente.


Acredito que ela fica contente sempre que chegamos a casa, e triste quando saímos. Que muitas vezes se sente só…


Por isso mesmo, estando fechada em casa horas a fio, a maioria das quais sem qualquer companhia, até que um de nós chegue a casa, é natural que, para ela, seja bastante tentador escapar-se assim que tem uma oportunidade.


E, de repente, sinto-me como se fosse a Gotel a prender a Rapunzel na torre, para a proteger dos perigos do exterior das muralhas do castelo!


Claro que o nosso único objectivo é mesmo protege-la. Quantas vezes a deixámos ir para o quintal e a deixámos brincar? Algumas. Mas, tal como as crianças, a liberdade que lhe demos não foi suficiente. Começou a saltar o muro e ir para a estrada, a esconder-se debaixo dos carros para não a apanharmos. E então, optámos por não deixá-la ir à rua sozinha.


Sempre que podíamos, levávamo-la ao colo, ou sentávamo-nos lá fora com ela ao colo. Era uma forma de ela vir à rua, sem nos arriscarmos a que ela fugisse.


Mesmo assim, isso não lhe chegava. Na penúltima vez que se escapou sem termos tempo de a apanhar, fugiu para os barracões do vizinho e esteve lá toda a manhã. Apareceu à hora de almoço. Na última vez, fugiu à hora de almoço e até ao fim da tarde não tinha voltado. Tive que ir à procura dela e, mesmo assim, foi difícil apanhá-la. Já em casa, notou-se perfeitamente que não se sentia bem por estar ali, só olhava para as janelas.


Por sorte, foi para os barracões do vizinho que fugiu. Para estar na companhia de outros gatos. Mas, e se ela se lembrar de ir mais longe, de se aventurar para outro lado, de comer alguma erva envenenada, de se meter com outros gatos ou com os cães? E se alguém a apanhar e ficar com ela? Ou se ela, por algum motivo, não conseguir voltar para casa? Ou não quiser?


O que nos deixa num grande dilema: limitamos ainda mais o espaço disponível para ela estar em casa, para que não haja nenhuma forma de sair, como se estivesse numa prisão, para que não volte a desaparecer? Ou fazemos-lhe a vontade e arriscamo-nos a que, um dia destes, ela não volte de vez? 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Há 3 séculos atrás...


 


...poderia estar num destes bailes!


Usando um belo vestido de noite, discreto mas sedutor!


Dançando toda a noite!


Bebendo algumas taças de champanhe!


Convivendo com os restantes convidados!


E sem me preocupar com o dia de amanhã!


 


Ou talvez não.


Afinal, a minha condição financeira e social não me permitiria frequentar estes bailes da "nata" da sociedade!


E mesmo que assim fosse, provavelmente estaria a um canto, esperando que notassem a minha presença, que conversassem comigo ou que algum cavalheiro me convidasse para dançar!


 


 


 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobre José Castelo Branco...

...como a televisão insiste em alimentar as suas excentricidades...


...e como nós, portugueses, as consumimos!


 



 


O que têm, em comum, os concursos Quinta das Celebridades, Circo das Celebridades, Primeira Companhia, Perdidos na Tribo e Splash! Celebridades? José Castelo Branco participou em todos estes programas. E em todos eles foi, por certo, motivo suficiente para aumentar as audiências!


Afinal, os portugueses querem ver como ele se vai sair, que figura vai fazer, qual será a sua próxima excentricidade. Assim, que mais pode a televisão portuguesa fazer, a não ser dar aos seus espectadores aquilo que eles querem ver? Aquilo que os diverte? Aquilo que os faz rir? Ou mesmo aquilo que os faz criticar? Todas essas emoções são sinal de que, gostando ou não, todos vêem (ou quase todos), embora por diferentes motivos.


Eu própria vejo o Splash. Não necessariamente pelo José Castelo Branco. E é por ver o programa que me apercebo de como a SIC insiste em dar mais tempo de antena a esta "personagem". Apercebo-me que, se por um lado, o José Castelo Branco parece vibrar com o protagonismo que lhe é concedido, a SIC parece fazer dele o "bobo da corte" de serviço.


O papel dele deveria ser o de concorrente. Foi para isso que lá foi, tal como todos os outros. Entre esses outros temos, por exemplo, João Ricardo, que muito nos fez rir no Vale Tudo. Temos a Cristina Areia, que é actriz. Temos a Sónia Brazão que, além de actriz, também canta. Temos manequins, atletas, pugilistas, personal trainers, etc. Foi dado, a algum deles, um destaque especial? Não!


Mas José Castelo Branco é José Castelo Branco!


Não concordo, de todo, com o protagonismo e crédito que é dado a esta figura, seja em que programa for. Mas o que é certo é que ele está disponível, o povo português "consome" e a televisão retira os seus lucros. Será assim enquanto nós contribuirmos para tal. 


E quem melhor que ele para participar numa apresentação de natação sincronizada?! Quem melhor que ele para cantar os Óculos de Sol  d'As Doce?! Quem melhor que ele para fazer birra depois de ser eliminado, e voltar na semana seguinte, para desfilar de noiva?!


Quem melhor que ele para nos brindar, a cada momento, com os seus fatos de banho exclusivos, plumas e saltos altos?!


Quem melhor que ele para se superar, e nos surpreender com as suas performances, quando pensávamos que isso já não era possível?!


Só mesmo aquela "andorinha"!


Posto isto, pergunto:


Poderia o Splash ser o mesmo sem as excentricidades de José Castelo Branco?


Poder até podia... Mas não era a mesma coisa!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Diálogo deveras inspirador!


 


 


Ultimamente, os diálogos com o meu marido têm sido deveras inspiradores!


Na verdade, parecem mais monólogos, já que tenho feito pouco uso das palavras.


Qualquer que seja a pergunta que ele faça ou afirmação que diga, não tem conseguido arrancar do meu vocabulário mais que apenas três expressões: "pois", "hum hum", "sim"!


Não é tão animador?!


Espero que as restantes palavras comecem a sair rapidamente, de onde quer que se tenham escondido!


 


 

É impossível não gostar...


 


...destes dois livros de romance da autora Judith McNaught!


 


Duas histórias de duas mulheres, Elizabeth e Whitney, nada fúteis, antes pelo contrário. Embora belas e graciosas, têm personalidade, são lutadoras e rebeldes, inteligentes mas encantadoras.


Já os homens, Ian e Clayton, alguns anos mais velhos que elas, têm todas as damas que querem a seus pés, mas ambos desejam mais do que uma mulher igual a todas as outras. E, sem quererem, apaixonam-se: Ian por Elizabeth, e Clayton por Whitney.


Depois, há todo um enredo, intrigas, deduções precipitadas, reviravoltas e revelações que nos prendem da primeira à última página!


Devo dizer que, embora com carácter, estes dois homens têm "cabeça dura" e parece que, muitas vezes, uma pedra no lugar do coração.


E se, quanto a Ian, ainda consigo compreender algumas das suas atitudes e até desculpá-lo, mais difícil isso se torna em relação a Clayton. A este deu-me vontade de o insultar até não haver mais palavras possíveis, deu-me vontade de dar-lhe umas bofetadas para ver se deixava de ser tão arrogante e tão selvagem, e começava a usar o cérebro para alguma coisa útil.


Embora Whitney o tenha perdoado por todas as suas ofensas e agressões, por todas as vezes que ele a fez sofrer, a fez chorar e a magoou quando ela achava que isso já não era possível, acho que não consigo desculpá-lo.


Isso só quer dizer que a autora conseguiu o seu objectivo de nos provocar emoções fortes!    


 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Uma dança chamada amor!


 


Um dia, alguém disse:


"Quando um par está a dançar, tem que haver partilha. São duas pessoas, que têm que funcionar como uma só, e que dependem dos passos uma da outra para que a dança corra bem e o resultado seja o melhor.


Nenhuma delas pode querer brilhar mais que a outra. E, se quiser que alguma delas brilhe, deve ter a bondade de deixar isso acontecer com o parceiro. Nunca pensando individualmente. Em querer o brilho só para si. Aí, em vez de partilha, surge o egoísmo. E deixamos de ter um par, para ter duas pessoas a dançar, cada uma por si..."


 


Também o amor é uma dança a dois. Temos que aprender os passos certos, adaptarmo-nos a eles e aprender a conjugá-los, adaptarmo-nos ao nosso parceiro, partilhar a dança com ele e brilharmos como um só. Apenas pelo prazer de dançar, pelo prazer de amar...


Mas se só o soubermos fazer sozinhos, se não formos capaz de dividir a "cena", se quisermos o protagonismo só para nós, então deixa de haver amor. E a dança deixa de fazer sentido... 

Sobre o orgulho...




...e o seu lado mais negro!




Porque o orgulho pode, a qualquer momento, tornar-nos seu escravo, e condicionar as nossas atitudes. Pode nublar-nos a visão ou até mesmo cegar-nos.


Quantas vezes travamos batalhas com os outros, sem percebermos que é a nós próprios que estamos a atingir. Sem percebermos que, por cada ataque ao nosso suposto inimigo, acrescentamos mais uma ferida aberta em nós mesmos.


Ou então, simplesmente, viramos costas. Porque, de facto, é mais fácil assim: teimar em recordar, em vez de esquecer e seguir em frente.


Mais difícil é admitir os erros, quando erramos, ou perdoar, quando erram connosco. 


Preferimos, muitas vezes, a angústia do afastamento, de algo que ficou por resolver. Preferimos, muitas vezes, "fincar o pé" e não ceder, agarrando-nos a um orgulho desmedido que nos pode levar a perder aqueles que mais amamos. Por pura casmurrice!


E assim, ao invés de encurtar ou eliminar a distância, abre-se um fosso cada vez maior. Um fosso que um dia, quando nos apercebermos do tempo e das coisas boas que desperdiçámos, poderá ser grande demais para ultrapassar...






quarta-feira, 19 de junho de 2013

Há coisas que mudam...

...mas não muito!


 



 


Hoje em dia, o conservador afirma que o casamento não é mais que um contrato. E na verdade, grande parte dos casamentos o foram, são e continuarão a ser.


Antigamente, eram raros os casais que se uniam por amor. Os pais, tutores ou pessoa responsável pelas jovens, faziam do casamento um negócio, com vista a obter vantagens financeiras, como forma de garantir o futuro da noiva e de toda a família ou como pagamento de dívidas, ou sociais, como títulos nobiliárquicos.  


Também hoje se realizam casamentos pelos mais variados interesses, que nem sempre incluem o amor.


Antigamente, era comum mulheres jovens casarem com homens bem mais velhos, se assim os pais determinassem. Hoje também é comum a união de duas pessoas com grandes diferenças de idade, embora aconteçam por vontade própria e não por imposição.


Antigamente, realizavam-se as “temporadas”, nas quais as jovens eram apresentadas à sociedade e se iniciava a “caça ao noivo”!


Hoje, não existem “temporadas” e a caça faz-se em qualquer momento, mas é comum os jovens frequentarem determinados locais de convívio, onde é mais provável conhecer novas pessoas.


Já antigamente, tal como hoje, havia amigas, e “amigas da onça”, capazes de tudo para roubar os pretendentes umas às outras, por vezes por pura inveja!


Antigamente, havia duelos em defesa da honra! Hoje, mata-se por ciúmes ou, simplesmente, porque apetece.


Antigamente, havia cortesãs para satisfazer os homens, e era normal que estes, mesmo depois de casar, continuassem a frequentar os bordéis. Hoje, as prostitutas saltaram também para a rua, mas não é preciso um homem encontrar uma para trair a mulher, e vice-versa. Para algumas pessoas, a traição ainda é vista como algo normal, só que agora estende-se igualmente ao sexo oposto.


Mas também antigamente, assim como hoje, houve histórias de amor verdadeiro, que venceram contra tudo e contra todos, casamentos baseados em respeito e partilha, e amizades que perduram! 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Caught in their own mess!


 


Ao que parece, o congestionamento foi tão grande que o trânsito teve que ser interrompido!


A ideia era os contribuintes pagarem o imposto único de circulação que estava em atraso, mas foram os serviços das várias repartições de finanças que acabaram por ver o seu trabalho atrasado, devido a problemas humanos e informáticos.


Esta medida contribuiu assim para que a circulação se tornasse problemática, deu origem a engarrafamentos, e a maior parte dos contribuintes teve que fazer marcha atrás porque a via, simplesmente, bloqueou!


Assim , devido ao caos que se instalou, o trânsito naquele sentido ficou suspenso, por tempo indeterminado!


Que é como quem diz "até novas ordens, não serão enviadas mais notificações para pagamento aos contribuintes"!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

And suddenly the world is all brand new...


 


 


Ali estava ela, sozinha, sentada a olhar o horizonte...


Por momentos, conseguiu afastar-se da confusão que reinava na sua vida. 


Sentindo os raios do sol quase a desaparecerem e a tranquilidade que o mar sereno transmitia, fechou os olhos...


E, de repente, deu um mergulho! Um mergulho para um novo mundo. Um mergulho de libertação...


Ali, era uma simples desconhecida. Uma mulher como outra qualquer. E permitiu-se ser feliz...


Naquele lugar, brincou, riu, viveu aventuras. Sem correrias, sem rotinas, sem preocupações ou responsabilidades. 


Naquele lugar, sentiu-se viva, apaixonada...Tudo era vivido intensamente...


Abriu os olhos...Continuava sentada, e sozinha... O sol desapareceu...Tinha sido apenas a sua imaginação...


Com um sorriso resignado, levantou-se e foi embora, levando consigo a recordação daqueles escassos minutos...


 


 


 


 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Neste verão...


 


...quero descansar...



...quero dormir...


 



...quero ir à praia, aproveitar o sol e dar uns mergulhos no mar...





quarta-feira, 12 de junho de 2013

Tão orgulhosa que eu estou!


 


Na ficha de avaliação de matemática, apenas duas meninas tiveram Muito Bom e estiveram de parabéns. Uma delas foi a minha filhota!


Na ficha de avaliação de estudo do meio, apenas duas alunas tiveram Excelente. E a Inês estava entre elas!


Ontem soube a nota da última ficha - a de Língua Portuguesa - e mais uma boa notícia - Muito Bom!


A professora disse que ela tinha sido a aluna que mais evoluiu ao longo do ano e que tinha subido muito as notas neste último período :)


Valeu a pena o esforço e está mais um ano terminado. 


Hoje, é dia de visita ao Pavilhão do Conhecimento. E bem merecem!

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!