domingo, 30 de março de 2014

Grande Mulher


 


Comprado e Lido!


Se valeu a pena? Sim!


Aquilo que mais me desagrada no livro, e não é dos maiores que tenho lido, é a autora estar constantemente a repetir as mesmas coisas. 


Ainda que seja uma forma de reforçar a ideia, e porque na vida real este tipo de acontecimentos também se repete constantemente, não era necessário, e torna a leitura um pouco cansativa.


Fora isso, foi bem conseguido. Não é um livro que fala, exclusivamente, sobre distúrbios alimentares ou como esse facto prejudica a saúde, nem a história de uma luta contra esse problema, embora ele esteja presente e seja um dos factores.


É, antes de mais, uma história sobre pais que não nasceram para ser pais.


Pais que discriminam os filhos, dando todo o seu amor a uma, esquecendo a outra.


Pais que acham que estão a agir bem, mas não sabem o mal que fazem.


Pais cujos ideais estão errados, ultrapassados, obsoletos.


Pais que vivem preocupados com as aparências, com dinheiro, com sucesso, mas esquecem o principal na realação entre pais e filhos.


Victória foi a primeira a vir ao mundo. Eles queriam um rapaz, mas veio uma menina, que em nada se parecia com eles. O nome foi escolhido em homenagem à rainha Victória. Não por considerarem a filha a "rainha" das suas vidas, mas porque era feia e matulona.


E foi com estes adjectivos, brincadeiras parvas do pai, e rejeição, que Victória cresceu.


Quando ela tinha sete anos, um acidente trouxe outra menina - Grace! Esta sim, era uma verdadeira princesa, linda e graciosa, e digna de ser amada! Como disseram os pais, "Victória foi a fornada experimental".


A partir daqui, Victória e Grace vão ser criadas pelos mesmos pais mas como se tivessem tido, toda a vida, pais diferentes.


Um facto curioso é Victória nunca ter tido ciúmes, nem inveja, nem raiva da irmã. Eu não sei se seria tão generosa embora, de facto, a irmã não tenha culpa de nada. Mas a verdade é que sempre foram unidas, e Victória sempre foi quase uma mãe para ela.


Victória escolhe cedo o seu próprio destino, destino esse que passa por se afastar cada vez mais dos pais, embora eles continuem a exercer uma influência negativa na sua autoestima. É essa influência, e a baixa autoestima, que vão fazer Victória enveredar por dietas que não resultam, aumentos e perdas de peso, altos e baixos constantes na sua vida, tanto a nível físco como emocional.


E, se no caso de Victória, a falta de amor, compreensão e apoio por parte dos pais não foi benéfica, o seu excesso em relação a Grace também não. A partir de uma certa altura, Victória e Grace vão chocar.


Mas cada uma tem que viver a sua vida, e Victória terá que deixar Grace aprender com as cabeçadas que der.


É a história de uma grande mulher que, aos poucos, e com a ajuda de quem realmente gosta dela e a quer ver bem e feliz, vai ultrapassar o estigma que, toda a vida, a regeu: que não encaixa em lado nenhum, que a sua inteligência não lhe serve para nada, que nunca há-de ser ninguém, que é uma matulona que ninguém deseja, de que não é alguém digno de ser amado.


 

sexta-feira, 28 de março de 2014

To Follow: Livros e outras Manias!

Livros e outras manias


 


Porque não só, mas também, de Livros e outras manias vive o Homem, é esta a minha sugestão para hoje!

Brilhante, excepcional, genial, muito bem feito mesmo!


 


Vi -o, li a sinopse e pensei “vou gostar deste livro”!


A história, de facto, prometia. Ainda que, à primeira vista, fosse o clássico da mulher desaparecida e do marido suspeito, com muito mistério pelo meio.


Não o comprei na altura, mas este ano teve que ser.  E comecei a ler.


O que posso dizer sobre ele? Não muito, quase nada! E não é porque não tenha nada para dizer. É porque o que quer que eu diga, estará a desvendar algo que não deve ser contado mas, sim, lido!


Já vi algumas críticas negativas ao livro, leitores que se sentiram enganados ou decepcionados por comprarem o livro a pensar que a história seria uma coisa, e depois foi outra.


Eu não me sinto enganada. Não me arrependo. A autora escreveu um livro brilhante, excepcional, muito bem feito mesmo! E se, de facto, a história não foi exactamente aquela que imaginei pela sinopse, isso não me defraudou. Só me cativou ainda mais porque aconteceu aquilo que ninguém esperaria.


A história gira à volta de duas pessoas, Amy e Nick. As cenas vão intercalando entre um e outro, ora em forma de entradas de diário dela, ora em tempo real, no caso dele.


Duas pessoas normais, que um dia se conhecem e apaixonam, casam e têm tudo para viver o seu “felizes para sempre”. Com o passar do tempo, o casamento parece entrar em crise, surgem desentendimentos, discussões e o divórcio eminente. Parece já não haver outra solução, já não haver amor mas apenas acomodação, saturação e mágoa. Um cenário perfeito para procurar fora, aquilo que não há em casa.


Umas vezes estamos solidários com Amy. Outras, defendemos Nick. Por vezes, nenhum dos dois.


A história fala de personalidades, de possíveis condicionantes que para elas contribuíram, de pequenos e grandes defeitos, de aparências, de verdades escondidas e mentiras reveladas, de pessoas reais, que podemos encontrar em qualquer lado!


A partir do momento em que começamos a ler Em Parte Incerta, não conseguimos parar até saber onde nos vai levar cada página que viramos, que reviravoltas nos aguardam, que supresas nos esperam, até ao final da história. E vamos, cada vez mais, recordar a pergunta da capa “acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?”.


Quem é a Amy? Quem é o Nick?


Sem dúvida, um dos melhores livros que já li! Aguardo com grande expectativa a adaptação ao cinema.

quinta-feira, 27 de março de 2014

A regressão nas relações (em que degrau estamos hoje?)


“Não estamos próximos, vamos estar cada vez mais afastados e, qualquer dia, nem afastados estamos! – disse ele


Ela, não disse, mas pensou: concordo plenamente!”


 


De facto, aquela situação estava a tornar-se insustentável. E não podiam continuar assim. Ela bem dizia, vezes sem conta, que o casamento estragava as relações. Ele não acreditava. Ela começou a achar que, realmente, estava errada e ele certo.


Tudo parecia correr bem. A subida, degrau a degrau, progredia favoravelmente e estavam, aos poucos, a chegar ao topo.


Mas, sem se aperceberem, começaram a “tropeçar” um no outro, a regredir. Por cada degrau que subiam, desciam dois ou três. E, desde então, têm-se afastado cada vez mais do cimo da escada, e aproximado da base.


Há momentos em que ainda se vislumbra o casal de antigamente – único, cúmplice, romântico, divertido. No entanto, a maior parte do tempo, parecem dois adversários no ringue de boxe, a ver quem dá o golpe mais forte e derruba o outro.


Serão ainda as mesmas pessoas que há uns anos se apaixonaram uma pela outra e que, com o tempo, se vieram a amar? Sim, são as mesmas pessoas. Sim, são os mesmos sentimentos. O contexto é que é diferente. E é nesse contexto que estão a ser postos à prova.


A convivência diária no mesmo espaço, com tudo o que isso implica, fez surgir mudanças que, antes, nunca imaginaram, e as queixas (ainda que nem sempre pronunciadas verbal e directamente) não tardaram:


 


As queixas DELE


 


Ando a ficar farto:


- de ela reclamar comigo por tudo e por nada, como se nunca fizesse nada bem feito;


- de não poder falar daquilo que gosto porque nunca tem paciência para me ouvir;


- de não haver tempo para namorarmos;


- de não haver aquela proximidade de antigamente;


- de passarmos o pouco tempo que temos juntos a discutir;


- de ela andar sempre stressada e chateada;


- de ela nunca estar satisfeita com nada, nem contente com nada;


- de dar mais atenção à filha e à gata do que a mim;


- de estar sempre em último lugar na sua lista de prioridades;


- de andar sempre distante, a fugir e com desculpas.


 


As queixas DELA


 


Estou farta de quase tudo:


- de ser sempre eu a ter que me preocupar se há roupa para lavar, e pô-la a lavar;


- de ser sempre eu a ter que me preocupar se há roupa para secar, e pô-la a secar;


- de ser sempre eu a ter que limpar o caixote da gata;


- de ser sempre eu a ter que me preocupar se é preciso comprar comida e areia para a gata;


- de não poder dormir até mais tarde porque a gata me acorda de madrugada;


- de ter que me levantar cedo para pôr comida, limpar o caixote e abrir a janela à gata porque o dono não o faz;


- de ter que estar sempre a fechar a torneira que fica a pingar, quando já disse várias vezes para confirmar se fica bem fechada;


- de ter que estar quase sempre a limpar a bancada que fica suja, o tabuleiro que fica com migalhas, os azulejos ou o espelho da casa de banho que fica com espuma de barbear, o fogão que fica cheio de gordura;


- de ouvir falar de ginásio, músculos e futebol, de parecer que é só nisso que pensa e que a sua vida se resume a isso;


- de ele estar sempre a picar a falar de outras mulheres (às vezes já acho que não é a picar), quando as coisas já não estão a ir bem entre nós;


- de certas atitudes como dizer em voz alta, ao meu lado, que ia dançar com a rapariga que estava a dançar sozinha no bar, ou ir de propósito tocar no ombro da colega de ginásio no supermercado para lhe falar, como se não pudesse simplesmente dizer olá.


 


Ou seja, ele sente falta do tempo, da disponibilidade e da atenção que antes tinha, e ela sente que está sobrecarregada com trabalho que, antes, não tinha. Cada um tem as suas razões, válidas. E estão tão saturados que a tendência é afastarem-se cada vez mais, terem cada vez menos paciência e desejarem cada vez mais estar sozinhos do que com o companheiro.


Haverá alguma forma de evitar essa tendência, que acabará por, a longo prazo, destruir a relação?


A melhor forma será conversarem, tentarem chegar a um entendimento, emendar o que tiver que ser. Mas haverá sempre factores que escapam ao seu controlo e contra os quais nada podem fazer. E terão de aprender a lidar com eles. 


 


 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sapo de chocolate! (ou o chocolate no Sapo)


 


Gosto do sapo, mas não do chocolate!


Gosto de praticamente tudo o que é feito com chocolate. Mas não gosto de chocolate! 


Não gosto de chocolate preto (demasiado amargo), nem de chocolate branco (demasiado doce). 


O normal, ainda consigo comer um ou dois quadradinhos esporadicamente (e quando digo esporadicamente posso dizer que há mais de 5 ou 6 anos que não o faço). 


A não ser que não seja simples, que venha acompanhado com caramelo, pedaços de avelãs ou algo do género. Estou-me a lembrar dos Twix, Kit Kat, Maltesers, Ferrero Rocher e outros.


Gosto de bolos, bolachas, gelados, pudim, mousse e outras sobremesas feitas com chocolate.


Gosto de creme ou recheio de chocolate.


Mas não como a cobertura de chocolate. As placas de chocolate, tiro-as todas.


Devo ser uma "ave rara", mas é a verdade.


Por isso, no que depender de mim, os coelhinhos de chocolate da Páscoa vão ficar todos na prateleira!
 


 

Amor e uma Cabana - a desmistificação do mito


 


 


“Ana foi casada uma vez, e já partilhou o seu espaço com três homens de personalidades distintas, mas o desfecho foi o mesmo: a partir do momento em que entram no seu espaço, a qualidade da relação cai drasticamente!”


 


As relações no seculo XXI


Assim como ela, há muitas outras para quem as coisas não correram bem. Afirmam que se perdeu o encantamento, conheceram novos defeitos que não estavam dispostas a tolerar e que a disponibilidade diminuiu consideravelmente.


Actualmente, as pessoas estão mais voltadas para si próprias e, quanto maior for o seu círculo individual, mais distante o outro tem que estar para não o invadir.


A dedicação ao papel maternal, e paternal, diminuiu e a pressão social para ter filhos não é a mesma. Muitos casais optam mesmo por não os ter, ou tê-los tardiamente.


Houve uma espécie de inversão nos papéis desempenhados por homens e mulheres na sociedade actual, uma mudança que ainda custa a aceitar.


 


As mulheres do século XXI


* Estão mais independentes (tanto financeira como emocionalmente), seguras e confiantes


* Estão mais determinadas


* São mais capazes de organizar a sua vida sozinhas


* Não querem abdicar do seu espaço


* Têm novas responsabilidades ao assumir, em simultâneo, os papéis de trabalhadora, mulher e mãe


* Têm mais autonomia e estão menos tolerantes


* Estão mais frias


 


Os homens do século XXI


* Estão mais sensíveis, mais românticos e mais inseguros


* Estão mais emotivos


* Têm mais medo de ficar sozinhos


* Queixam-se mais de falta de afecto


 


Hoje em dia, não chega duas pessoas gostarem muito uma da outra para viverem juntas. E, assim, se quebra o mito do “amor e uma cabana”!

terça-feira, 25 de março de 2014

Surfistas salvadores


 


Com vista a reduzir o número de acidentes e mortes nas praias, o Instituto de Socorros a Náufragos vai avançar com acções de formação para surfistas, sobre salvamento e suporte básico de vida a banhistas, ao longo de toda a costa.


O projecto, intitulado “Surf Salva” é feito em parceria com a Federação Portuguesa de Surf, e pretende dotar, sobretudo, muitas das praias não vigiadas, de vigilância eficaz e mais mãos para salvar.


Acho muito bem que se façam estas acções, e que os surfistas, na presença de possíveis vítimas e estando no local, possam agir rapidamente e fazer a diferença entre salvar uma vida ou perdê-la.


Mas não deveriam, ao mesmo tempo, contratar e formar nadadores salvadores para essas mesmas praias não vigiadas, e para reforçar as vigiadas?


Claro que isso iria implicar despesas. E, numa altura em que contenção e despedimentos são as palavras de ordem, não fazia sentido formar e pagar a profissionais, quando temos ali os nossos amigos surfistas, que estão sempre na crista da onda, dispostos a fazer o mesmo serviço de borla!  

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ando a namorar estes livros...


 


"Roma, ano 89 DC. As regras ditam que uma mulher deve ser submissa e modesta. Não deve levantar a voz, vestir roupas extravagantes, sair à noite, beber ou desafiar a autoridade… E muito menos envolver-se em assuntos criminais. 
Flávia Albia contraria todas estas normas (e mais algumas). Vive sozinha na zona boémia de Roma, cultiva amizades pouco recomendáveis e não se coíbe de lutar pelos seus direitos. Filha de um detetive, Flávia decidiu desde cedo seguir os passos do pai. Mas a investigação é uma profissão masculina. Para ser respeitada, ela sabe que terá de ser a mais rápida, a mais perspicaz, a melhor.  Flávia é a única a reparar que o número de mortes inexplicáveis tem vindo a aumentar na cidade. Por não terem ligação entre si nem indícios de violência, não levantaram suspeitas. As denúncias de Flávia são ignoradas pelas autoridades, que estão demasiado ocupadas com a organização dos Jogos de Ceres, o momento alto do ano. E até mesmo a própria Flávia, distraída com a perspetiva de um novo romance, não vê que a morte está demasiado perto de casa…"


 


 



 


 


"O crescimento de Victoria Dawson não é uma tarefa fácil. Com pais exageradamente exigentes com a imagem da filha perfeita, Victoria nunca alcança a fasquia por eles imposta. Mas quando chega a segunda filha, Gracie, Victoria fica felicíssima e entretém-se a acarinhar a irmã, que afortunadamente se torna a filha que os pais pretendiam. Entre lutas para perder peso e o esforço de não parecer demasiado inteligente sob pena de não conseguir pretendente, Victoria debate-se com a carreira profissional que deseja seguir contra a vontade dos pais, porém motivada por Gracie que a adora.
Em Nova Iorque, Victoria tem finalmente oportunidade de seguir os seus sonhos e escapar à tirania dos pais. Será que se consegue encontrar a si mesma?"


 


 


 


 


"O primeiro mistério do casal de detectives Charlotte e Thomas Pitt Enquanto as irmãs Ellison – Charlotte, Sarah e Emily – visitam amigos e tomam chá nos melhores salões londrinos, uma das suas criadas é brutalmente assassinada. Para Thomas Pitt, o jovem e pacato inspetor destacado para o caso, ninguém está acima de suspeita. A sua investigação na requintada casa da família Ellison vai provocar reações extremas: para uns, será de absoluto pânico; para outros, de deselegante curiosidade; para a jovem Charlotte será algo mais íntimo e empolgante. Algo capaz de levar Thomas a perder momentaneamente o seu instinto detetivesco e a andar com a cabeça nas nuvens. Mas sobre o casal pairam sombras impossíveis de ignorar: Charlotte é uma menina da sociedade e Thomas pertence à classe trabalhadora… E o assassino que atormenta as ruas da cidade continua à solta, implacável."


 


 


Qualquer um deles me chama a atenção, e parecem interessantes, cada um à sua maneira e dentro do seu estilo, mas... (há sempre um "mas")


...o dinheiro não é muito e nenhum deles me provocou aquele efeito "tenho mesmo de o comprar, é mesmo o que eu gosto". E optar por um deles também é difícil porque, na minha tabela, estão muito equilibrados.


Enquanto não me decido, vou-lhes fazendo olhinhos. Ou será que são eles que o fazem a mim?!


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!