Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Uma história de amor eterno
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
O que é a loucura?
Reflexão da personagem Marco Polo, no livro A Saga de Um Pensador, de Augusto Cury:
"Loucura?
Quem a pode definir?
Classicamente, loucura é toda a desagregação duradoura da personalidade que foge aos parâmetros da realidade.
Mas quais são esses parâmetros?
São psicóticas as pessoas que se sentem perseguidas por personagens criadas no seu imaginário.
Mas as pessoas que perseguem personagens reais, como generais que desencadeiam guerras, soldados que torturam, polícias que matam, políticos que controlam, o que são?
São psicóticas as pessoas que têm delírios de grandeza, que acham que são Jesus Cristo, Napoleão, Buda.
Mas, e os mortais que se sentem deuses pelo dinheiro e poder que possuem, que não se importam com a dor dos outros, são o quê?"
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Mistérios do Sul
Onde é que estão os mistérios do sul, que deram o título a este livro? Não os descobri!
No início, não consegui passar da primeira página. Não me estava a entusiasmar nada.
Na semana passada, num acto de coragem e perseverança, continuei a lê-lo.
Felizmente, as coisas estavam-se a compôr.
Tínhamos um ex presidiário a fugir da polícia, a ser capturado e mantido na prisão por suspeita de violação e assassinato de 4 jovens.
Tínhamos uma mãe, procuradora do Ministério Público e encarregada da acusação deste suspeito, a criar uma filha adolescente, com as mesmas características físicas das vítimas.
Tínhamos um pai ausente que, depois de ter sido abandonado pela primeira mulher e casado com Alexa, de quem teve esta filha Savannah, acaba por se divorciar da segunda mulher e voltar para a primeira.
Quando Savannah começa a receber umas cartas misteriosas que sugerem ameaça, Alexa vê-se obrigada a voltar a falar com o pai da sua filha, ao fim de 10 anos, para que ela possa ficar com ele até ao julgamento e condenação deste assassino.
E ele, vê-se obrigado a iniciar uma batalha contra a actual mulher, para que aceite a sua filha na sua casa e na sua vida.
Enquanto isso, Alexa tem um caso cada vez mais sólido, já que todas as provas conseguidas até ao momento apontam para Luke. E de quatro vítimas, passamos para um total de dezoito.
No entanto, a advogada de defesa acredita que as provas foram plantadas para incriminar o seu cliente.
Neste ponto da história pensamos: ela é capaz de ter razão! A autora não nos ia revelar assim, de caras, o verdadeiro assassino. Normalmente, quando tudo aponta para uma determinada pessoa, é sinal que não é ela. Assim sendo, talvez o verdadeiro criminoso ande à solta e a vida de Savannah esteja em perigo.
É mesmo o género de livro que eu gosto. E, de facto surpreendeu-me: mas pelo simples facto de não ter havido nenhum mistério nem nenhuma surpresa!
Destaco a forte relação entre mãe e filha de Alexa e Savannah, e o quanto foi difícil para elas a separação forçada. E a relação recuperada entre pai e filha, de Tom e Savannah, depois de 10 anos a excluía da sua vida.
Uma história de força e fraqueza, mesquinhez, falsidade, poder e arrependimento. Mas mistérios do sul, não me parece!
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Psiquiatria e psicologia - as eternas rivais!
Uma vez pedi à minha médica de família para me encaminhar para consultas de psicologia. Ela achava que eu precisava era de comprimidos!
Recusei. Tentou convencer-me de que, se o que eu precisava era de alguém para conversar, podia fazê-lo com as minhas amigas. Insisti.
Com pouca vontade, lá me encaminhou. E foi o melhor que fiz!
Alguns médicos, entre eles alguns psiquiatras, não enviam os seus pacientes aos psicólogos. Porquê? Porque confiam no poder da medicação e dão pouca importância à acção psicoterapêutica.
Alguns, como a minha médica de família, pensam mesmo que a psicoterapia é uma perda de tempo.
De facto, a psiquiatria considera-se superior à psicologia embora, para o bem dos pacientes que delas precisam, devessem caminhar juntas.
Em vez disso, disputam pacientes, prejudicando a sua evolução.
Os psiquiatras, através dos antidepressivos e tranquilizantes, penetram no mundo onde nascem os pensamentos, onde surgem as emoções. Este poder pode ser muito útil mas, se mal usado, é capaz de controlar, em vez de libertar os pacientes.
Os medicamentos produzem efeitos mais imediatos. A psicoterapia produz efeitos mais duradouros. Sãos duas ciências que se complementam.
O que acontece é que, como em tudo na vida, apostamos mais na resolução dos problemas, do que na sua prevenção. Até porque a resolução é muito mais lucrativa!
As indústrias farmacêuticas investem em pesquisas de novas drogas que actuam no cérebro humano para tratar as doenças psíquicas. E é nesse caminho do adoecimento psíquico da humanidade, que a indústria farmacêutica se prepara, silenciosamente, para se tornar a mais poderosa do mundo. Essa indústria precisa de uma sociedade doente para continuar a vender os seus produtos. Nunca se venderam, como agora, tantos tranquilizantes e antidepressivos!
Em vez disso, seria mais importante investir em medidas preventivas, em melhorar a educação, desenvolver a arte de pensar das crianças, educar a auto-estima, diminuir o stresse social e combater a miséria física e psíquica.
Mas isso não rende dinheiro, e é à volta dele que tudo gira nos dias que correm!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Estratégias para andar de carro
Nunca pensei que, algum dia, teria que encontrar algumas estratégias para conseguir andar de carro de forma minimamente descontraída.
Mas é isso que eu tenho feito.
Desde que comecei a andar de carro (sempre ao lado do condutor ou atrás) e até agora, nunca me preocupei com nada. Era algo perfeitamente normal e natural.
Depois do acidente, cada vez que vamos a algum lado de carro, sinto que vou entrar num campo de batalha - a estrada - da qual não sei se sairei ilesa ou não.
Estou sempre atenta, a olhar para todos os lados, a ver se alguma bala é disparada, e de que lado virá. E o pior é que, mesmo que não venha, às vezes parece que isso vai acontecer. Pura ilusão de óptica mas, ainda assim, assusta.
Por isso, uma das minhas estratégias é levar o GPS na mão - enquanto estou entretida a ver a rota, onde temos que virar e quantos quilómetros faltam, não olho para a estrada. A outra é, sempre que um carro vai ao nosso lado, ou a chegar-se para o nosso lado (normalmente em auto estradas), olhar em frente, para não me assustar com a tal ilusão óptica.
Umas vezes resulta, outras nem por isso. Porque, por mais que tente, e que em determinados momentos vá distraída, a apreciar a paisagem ou a música, há sempre outros em que o meu subconsciente me impele a olhar para a estrada.
Podia fazer como quem viaja de avião: tomar alguma coisa para dormir e só acordar à chegada ao destino. Mas, e se acontecesse alguma coisa enquanto eu dormia, e eu nem desse por nada? Não, quero estar de olhos bem abertos, para o bem ou para o mal.
E é a única forma de superar o medo, e esta paranoia que me anda a dominar. Até porque o perigo pode estar em qualquer lado e em qualquer lugar. É verdade!
Mas foi na estrada que eu me deparei com ele...
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Rendemo-nos a Augusto Cury!
Aqui por casa, quase toda a família se rendeu a Augusto Cury!
Tudo começou comigo quando, por acaso, "tropecei" no livro Armadilhas da Mente, que mais tarde li e adorei.
De tanto falar dele ao meu marido, ele entusiasmou-se e, numa ida às compras, comprou um livro deste autor para ler. Também ele adorou e até comprou mais um.
Já eu, comecei a tocar no assunto com o meu pai, que disse que o autor era bom e tinha bons livros. E foi assim que, também para ele, para lhe oferecer no aniversário, comprei um livro deste autor brasileiro mais lido na última década.
Os seus livros são para todos os gostos.
No meu caso, por exemplo, gosto das histórias em que ele transmite o seu conhecimento e ensinamentos através de histórias e dramas da actualidade, romances, e da personagem do psiquiatra Marco Polo, presente em livros como A Saga de Um Pensador, A Ditadura da Beleza ou Armadilhas da Mente, dos quais já anteriormente falei.
O meu marido prefere livros que juntam a vertente psicológica com a religiosa, como no livro O Mestre do Amor.
O meu pai, gosta de outro género, mais complexo, como O Código da Inteligência ou Inteligência Multifocal.
Mas variedade é o que não falta a este autor! Desde livros para pais e filhos, professores e alunos, mulheres ou casais, a livros sobre Jesus e Maria. Desde livros sobre a felicidade e amor, a livros sobre o nosso "Eu", há de tudo um pouco na extensa colecção de Augusto Cury!
E, para quem não o conhece ou nunca ouviu falar, Augusto Cury é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. É, também, diretor do Instituto Augusto Cury Cursos, através do qual promove o treinamento de psicólogos, educadores e outros profissionais. Desenvolveu o projecto Escola da Inteligência, que tem como principal objetivo a formação de pensadores através do ensino das funções intelectuais e emocionais mais importantes para crianças e adolescentes, tais como, o pensar antes de reagir, a proteção de sua emoção, o colocar-se no lugar dos outros, expôr e não impôr as suas ideias. Também elaborou o Programa Freemind para contribuir, em conjunto com as casas de acolhimento ao usuário de drogas, clínicas, ambulatórios e escolas, no desenvolvimento de uma emoção saudável para a prevenção e tratamento da dependência de drogas.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Amar é como andar de bicicleta - nunca se esquece!
O que é que nadar e andar de bicicleta têm em comum?
Uma vez que se aprende, nunca mais se esquece!
O amor também é assim: uma vez que aprendemos a amar, dificilmente deixamos de o fazer!
E mesmo que, por vezes, não sintamos a sua presença, haverá sempre algo para nos relembrar porque amamos, e porque continuaremos a amar.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
A saga de um pensador
É o primeiro romance de Augusto Cury e narra a história de Marco Polo, um estudante de Medicina, com um espírito livre cheio de sonhos e expectativas que, ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões.
Indignado, Marco Polo vai desafiar profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com perturbações psíquicas precisam de mais do que remédios e diálogo - precisam de ser tratados como pessoas, como iguais. Numa luta constante contra a discriminação, Marco Polo vai provocar uma verdadeira revolução de mentalidades.
Entre as várias polémicas que instalou, destaco a rivalidade entre a psiquiatria e a psicologia (que deviam caminhar lado a lado), o poder e os interesses da indústria farmacêutica e de quem a domina, e a definição de loucura.
Destaco ainda a forma como é retratado o mundo dos sem abrigo e dos pacientes internados em clínicas psiquiátricas, e as suas histórias por detrás daquilo em que se tornaram. E a forma como muitos médicos olham e tratam os seus pacientes. Também fica bem patente neste livro a discriminação pelas diferenças sociais, por parte de uns, e a eliminação de tudo isso por parte de outros.
Mas a história de Marco Polo não faria sentido se dela não fizesse parte o seu amigo Falcão, um mendigo que encontrou nas ruas e que guarda alguns mistérios, revelados ao longo do livro. E, claro, a sua esposa Anna, que ele também conheceu nesta jornada e que é narrada lá mais para o fim do livro, e que prova que o amor, quando verdadeiro, não se compra nem se vende, e vence todos os obstáculos!
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Lado a lado
A vida nem sempre é justa.
Todos os dias somos postos à prova e, por vezes, não temos vontade de seguir adiante com a corrida.
Por vezes, limitamo-nos a caminhar ou, simplesmente, paramos quando nos confrontamos com as dificuldades.
Mas, se tivermos alguém que nos dê a mão, que nos dê força, que nos apoie, que corra ao nosso lado, tudo se torna mais fácil!
Diz-se que a solidão que sentimos quando nos abandonamos a nós próprios é bem maior do que aquela que se sente quando os outros nos abandonam. É verdade.
E se nós próprios nos abandonarmos, quem nos irá querer acompanhar?
Mas não somos ilhas isoladas neste mundo. Precisamos uns dos outros, precisamos de partilhar, dar e receber, ajudar e ser ajudados, amar e ser amados. Que prazer haveria se não tivessemos com quem dividir as coisas boas? E como seria terrível se não tivessemos alguém com quem superar as coisas más?
É bom ter alguém para nos puxar, quando pensamos que não temos mais forças para continuar a corrida. E é bom poder abrandar para ajudar alguém que está a ficar para trás.
domingo, 17 de agosto de 2014
A mulher silenciosa
Pelo menos uma lição os homens podem tirar deste livro: nunca substimem uma mulher!
Principalmente, aquelas que se calam, que fingem que está tudo bem e que parecem aceitar tudo sem reclamar. Essas podem, por vezes, ser as piores, e revelar a outra face da sua personalidade, que os companheiros nunca conheceram.
Muitas vezes, os homens devem ficar gratos quando as parceiras gritam, discutem, reclamam e deitam tudo cá para fora. Pelo menos ficam a saber exactamente o que elas pensam. Não têm surpresas!
São mulheres que fervem rapidamente, deitam para fora e voltam ao normal. Já as silenciosas, vão cozinhando lentamente, mas quando fervem, nem dão tempo aos homens de perceberem o estrago.
Um dos comentários a este livro dizia que os fãs de Em Parte Incerta, da Gillian Flynn, iriam gostar deste livro. Eu tive essa esperança...
Mas a Amy de Em Parte Incerta é mil vezes superior à Jody de A Mulher Silenciosa, no plano que arquitecta para se vingar do marido.
Digamos que a Jody tem a teoria, tem a bagagem, tem o conhecimento, tem melhores armas. Mas não é nem de perto nem de longe tão maquiavélica, tão meticulosa, tão fria, tão calculista como a Amy.
Jody é uma mulher que tenta manter o seu casamento ainda que para isso tenha que ignorar as aventuras e traições do marido. Tem a sua maneira própria de se vingar, mas sem grandes estragos. Parecem mais pequenas partidas de menina travessa, e que acabam por ser bem merecidas pelo seu marido. Mesmo quando ele sai de casa, ela age como se ainda tivesse tudo sob controlo, como se fosse algo temporário. Só quando se apercebe que vai ficar sem nada, e mais por sugestão da amiga do que por ideia própria, é que ela resolve contratar alguém para matar o marido. O plano é tão primário, tão básico, tão óbvio, que não entusiasma. Já depois do crime cometido, e ao ver outra pessoa ser acusada, ela decide confessar.
A Amy nunca admitiria nem para a própria sombra aquilo que fez. A Amy é doentia. Ela interpreta na perfeição as personagens que criou para a sua pessoa. Uma mulher ardilosa, astuta, diabólica, cruel, e faz uso das armas que tem de forma surpreendente.
Por tudo isso, A Mulher Silenciosa ficou, infelizmente, muito aquém das minhas expectativas.
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Já, em tempos, por cá tinha andado. Depois, mudei de casa. Fixei residência numa "aldeia", onde tive o apoio de uma comunidade peq...
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Não sei se estarei num elevado nível de insensibilidade, ou se me transformei, ao longo dos anos, numa pedra. Mas, se tivesse de descr...