sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

À Conversa com Cambraia

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O projeto Cambraia nasceu no início de 2007, pela mão de Ricardo Daniel e Tiago Barbosa, mas só agora estão a apresentar o seu primeiro trabalho “Concordar Com Gente Grande”, que ficou disponível para venda no passado dia 23 de outubro, e já pode ser ouvido em quase todas as plataformas digitais.


 


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Em Novembro, fizeram um ensaio/concerto na Sociedade Recreativa Sobredense (Sobreda da Caparica),com entrada livre. No entanto, a apresentação oficial está marcada para amanhã, na sala do Cine Incrível, em Almada.


Pode não ser ainda uma banda muito conhecida do público português mas, além da aposta da Vodafone, ao adquirir o tema-single de apresentação “Apenas Um Sorriso” e da MEO, através da venda do tema como waiting ring, também a Farol Música incluiu este mesmo single na compilação digital H1T2016.


São eles os convidados desta semana da rubrica “À Conversa com…” a quem, desde já, agradeço a disponibilidade.


 


 


 


Marta: Quem são os Cambraia? Que elementos compõem a banda?


Tiago: O projecto nasce em 2007 comigo (voz e piano) a compor a música e com o Ricardo (bateria) a escrever os poemas. A nós juntaram-se em estúdio e em palco o Luís Pinto (baixo), o António Soares (guitarra eléctrica), o Pedro Soares (guitarra acústica) e a Catarina Anacleto (violoncelo).


 


Marta: Como é que nasceu este projeto?


Tiago: Eu e o Ricardo partilhámos casa entre 2007 e 2009 num período particularmente difícil das nossas vidas e durante esse tempo encontrámos em Cambraia a cura para as nossas feridas emocionais e quando demos por nós tínhamos um conjunto de canções muito diferentes e interessantes nas mãos.


 


Marta: Como caracterizam a vossa música?


Tiago: Tudo começa com as palavras do Ricardo e com a nossa magnífica língua portuguesa. As palavras da nossa língua contêm em si uma musicalidade muito própria que, uma vez apuradas e respeitadas, levam-me com alguma facilidade e naturalidade às canções. É música para toda a gente ouvir. É universal.


 


Marta: O vosso primeiro disco intitula-se “Concordar Com Gente Grande”. Como é que chegaram a este nome?


Tiago: o Ricardo diz que chegou a esse título (que também o é de uma das canções do disco) quando pensava em vários significados possíveis em vários contextos sociais. Gente grande pode ser gente boa ou gente poderosa e influente e não tão boa. Fica sempre no ar um tom irónico e jocoso que caracteriza os Cambraia como proposta artística.


 


Marta: Cantar em português é uma escolha a manter em próximos trabalhos?


Tiago: Sim. Cambraia só nos faz sentido se for em português, até porque ambicionamos transmitir a nossa identidade como nação através das nossas canções. Esse é o nosso principal objectivo: a busca da portugalidade.


 


Marta: Como é que o público tem reagido à vossa música?


Tiago: Até agora temos tido reacções muito boas, calorosas, orgulhosas. Toda a gente reconhece já nos Cambraia uma identidade artística bem vincada, o que, para um primeiro disco, é para mim algo surpreendente.


 


Marta: Os Cambraia caracterizam-se pelo recurso ao acústico. Consideram que é uma forma de melhor transmitir aquilo que sentem e a mensagem que querem passar?


Tiago: eu diria que a base é toda acústica mas quisemos juntar uma espécie de uma nódoa (não em sentido prejorativo) através da guitarra eléctrica por vezes ambiental e até psicadélica do António. Não gostamos das coisas sempre muito bonitinhas e brilhantes. Mas uma vez que queremos fazer música moderna recorrendo também a sonoridades tradicionais de Portugal, isso leva-nos a preservar os instrumentos acústicos e assim ficarmos mais perto dessa portugalidade que desejamos transmitir cá dentro e lá fora.


 


Marta: Utilizando alguns dos vossos temas, o que esperam vir a alcançar com este trabalho? “Apenas um Sorriso”, que seja “Bom de se Lembrar”, ou que o público passe a “Concordar Com Gente Grande” que os Cambraia são uma boa aposta, e não apenas “Fingir Só Que Sim”?


Tiago: Queremos descobrir o vosso “Terno Olhar” ao ouvirem a nossa música e que ela vos leve ao céu ou mesmo “Rente Ao Chão” numa viagem pela vida que tem sempre altos e baixos e só assim é interessante de se viver.


 


Marta: Parece que o Tiago entrou no espírito desta brincadeira com as palavras! Mais uma vez, obrigada por esta vossa participação!


Tiago: Nós é que agradecemos o teu interesse e saudamos efusivamente o teu trabalho de divulgação da arte em geral e da música em particular!


 


Aqui ficam os links para poderem seguir de perto os Cambraia:


https://www.facebook.com/bandacambraia/?fref=ts 


http://ricardoalexdaniel.wix.com/cambraia


 


E o single "Apenas um sorriso"



 


Esta conversa teve o apoio da Farol Música, que estabeleceu o contacto com os Cambraia e cedeu todas as imagens. 


 


 


 

À Conversa com Ricardo Morais

 


 


Ricardo Morais, também conhecido por RM, está, desde tenra idade, ligado à música, tendo começado a cantar aos 5 anos.


Para além do seu talento vocal para, Ricardo aprendeu também a tocar piano sozinho e, mais tarde, na escola, guitarra.


Graças à sua participação num concurso Europeu em Bruxelas do Jovem Consumidor, em 1996, deixou a sua escola nos quadros de finalistas.


Foi também com a sua banda, Euterpe, formada por colegas de escola que gravou um EP.


Sem nunca deixar o mundo da música, Ricardo começou então a fazer a sua produção musical, e a compor novas músicas.


Em 2006, Ricardo participou no regresso do Festival da Canção, com o tema "Nunca mais te digo adeus". 


Destes anos de experiência na música surge agora um novo trabalho, cujo single de estreia é o tema Dark Angel.


As últimas composições começaram a ser preparadas no início de 2015, e a 25 de Junho foi lançado o videoclip do single Dark Angel.


Quem já o ouviu sabe que Ricardo Morais é um daqueles artistas que passa as suas emoções e momentos de vida através da sua música.


O Ricardo é o convidado de hoje da rubrica “À Conversa com…”.


 


 


 


Marta: Para quem ainda não o conhece, quem é o Ricardo?


RM: Ricardo Morais é um jovem rapaz que não tem papas na língua, é teimoso, sincero, adora andar de bicicleta, jogar à bola, não se fica por um não, passa por cima das adversidades à sua maneira.


 


Marta: De onde surgiu o seu gosto pela música?


RM: O gosto pela musica surgiu aos meus 5 anos de idade, onde comecei a cantar fado, no entanto daí para a frente começei de forma mais detalhada a fazer as minhas escolhas musicais.


 


Marta: Em 2006, o Ricardo levou o tema “Nunca Mais Te Digo Adeus” ao Festival da Canção. Considera que ainda se faz boa música em Portugal para este tipo de concursos, ou estamos a perder qualidade relativamente a umas décadas atrás?


RM: Infelizmente estamos a perder qualidade. Não houve evolução e nos dias que correm para se fazer algo deste genero, temos de tirar a pala dos olhos.


 


Marta: Como define o seu estilo musical?


RM: Ao contrário do que a maioria costuma responder, eu não vou dizer que é rock ou pop, etc. na verdade são uns quantos estilos num só. Vou aproveitar para criar um estilo para responder a esta entrevista, vou chamar-lhe o estilo RM.


 


Marta: Para além de “Dark Angel”, o single de estreia, este seu trabalho conta com temas como “Burn It”, “Don’t Give Up”, ou “Show Them Your Blood” Porquê a escolha do inglês?


RM: Tal como em tudo o que faço, tenho de sentir o que faço e a questão de cantar em inglês é algo que me fascina, sonoridade, expressão e consigo contar as minhas histórias para mais pessoas cantando em inglês.


 


Marta: Quais são as expectativas para este primeiro álbum que está a ser preparado?


RM: Não crio expectativas, criar expectativas é um erro! Crio um trabalho em que acredito e deixo que a energia que se forma à volta do mesmo me dê algumas cordenadas para eu poder navegar e me organizar de forma a obter o sucesso do mesmo.


 


Marta: Quais são os seus planos para 2016?


RM: Ter um ano pouco sossegado, com alguns concertos mas especialmente preparar bem as coisas para 2017, pois 2017 vai ser o ano de uma surpresa agradável.


 


E nós vamos, certamente, ficar à espera dessa surpresa!


 


Aproveito para vos dizer que o Ricardo Morais vai estar hoje à noite, a partir das 23.30h, no Bruxa Bar, em Lisboa, para uma noite de música descontraída e num ambiente intimista. Vão até lá ouvi-lo!


Podem também segui-lo nas redes sociais, onde Ricardo tem por hábito publicar algum material feito ao vivo em estúdio e, como o próprio afirmou, "ao estilo de concerto especial para os que gostam de me ouvir e me pedem sempre por mais".


 


Enquanto isso, deixo-vos aqui o single Dark Angel:


 



 


E os links onde poderão acompanhar Ricardo Morais.


https://www.facebook.com/RicardoMoraisOfficial/?fref=ts


http://www.ricardomorais.pt


 


 


Esta conversa foi proporcionada pela On Tour Eventos, que cedeu também a imagem e o vídeo.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conversa envolta em Cambraia

Por motivos imprevistos, não será possível apresentar amanhã a conversa que tinha anunciado.


No entanto, conversa é o que não vai faltar à mesma hora de sempre, e com uma banda que vai fazer a sua apresentação oficial já este sábado: os Cambraia!


 


A culpa é da máquina!

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Não satisfeita com o golpe no dedo, agora lesiono o joelho.


A minha máquina de secar é de exaustão e, por isso mesmo, tenho que a ter perto da janela, para que o vapor saia pelo tubo, para a rua. Ora, como o tubo está muito curto, o espaço entre a máquina e a janela é mínimo.


Mas eu esqueci-me desse pormenor quando tive que passar pela máquina para ir à dispensa e, quando dei por isso, ao levantar a perna para passar por cima do tubo, já tinha dado uma valente joelhada no bico do tampo desta.


Na altura doeu-me, mas continuei na minha vidinha. Só à noite é que vi que, para além de uma nódoa bem negra, também tinha feito ferida!


 


 

As casas Ronald McDonald


 


“Naquela noite, ninguém poderia imaginar o que estaria para acontecer. Era só mais uma consulta, após a da semana anterior, para saber ao certo o que se passava com a sua filha, cujos sintomas, ao invés de melhorar, agravaram. A médica examinou-a, e disse para a mãe “pois, é o que eu suspeitava, vai cá ficar internada”.


Foi uma semana, dividida entre casa e hospital, a almoçar e jantar no refeitório, e a dormir naquele desconfortável sofá azul, da sala onde a menina estava internada. Felizmente, apesar de invulgar, a doença não era grave, e a menina acabou por ter alta uma semana depois.”


 


Agora, imaginem casos mais complicados, crianças com doenças graves ou prolongadas, que têm que se deslocar constantemente a hospitais, que muitas vezes ficam longe das suas casas, para receberem tratamentos, ou que se encontram hospitalizadas. Podem ali permanecer dias, meses e até anos.


Imaginem o impacto que uma situação dessas pode causar na vida familiar dessas crianças, e o estado psicológico dos familiares que passam a “viver” no hospital, a observar todo o tipo de situações que ali decorrem, muitas vezes dormindo em cadeiras, mal se alimentando, só para ficarem perto dos filhos.


Nem sempre esses pais têm condições financeiras que lhes permitam suportar os custos de um alojamento que, muitas vezes, se localiza longe do hospital.


Foi com o intuito de ajudar estas pessoas que surgiu o conceito de “casa longe de casa”.


Existem actualmente algumas instituições que o aplicam e criaram instalações para esse fim, tanto em Portugal como no resto do mundo. Uma dessas instituições é a Fundação Infantil Ronald McDonald.


Para saberem mais sobre estas casas, leiam o artigo completo na edição deste mês da BLOGAZINE (págs. 6 e 7).


 


 

A falta que me faz o polegar!


 


É o que dá ir lavar loiça antes da 7 da manhã, ainda meio a dormir!


Estava eu a lavar a loiça, pego na faca e, logo por azar, pelo lado da lâmina que corta. Quando dei por isso, já o corte estava feito, e o dedo a sangrar. Depois, foi desinfectar, pôr um penso, e fazer o resto do serviço a evitar tocar no dedo e molhá-lo.


Pode parecer incrível, porque é apenas um dedo, mas nem imaginam a falta que faz a utilização deste dedo nas tarefas mais básicas.


 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Encontro às cegas com um livro?






 


Acho que só aceitaria este encontro se o livro escolhido fosse oferecido, ou então se funcionasse apenas como empréstimo, como um livro que se requisita numa biblioteca, e depois de o ler se devolve.


Comprar um livro sem saber o que estaria a levar, sem saber se iria gostar ou não, e correr o risco de ter gasto dinheiro precioso que poderia ter utilizado na compra de um livro que realmente quisesse, não é algo que me tente!


Mas é isso mesmo que a Elizabeth's Bookshop,uma livraria em Sidney, decidiu fazer, para incentivar os leitores a experimentar novos estilos literários, testar os mais aventureiros e, de alguma forma, facilitar a escolha a leitores mais indecisos.


A única coisa a que os leitores terão acesso são algumas palavras, escritas num papel de cor parda que envolve todo o livro,. Uma espécie de descrição que poderá ou não levá-los a descobrir de que livro ou autor se trata, ou simplesmente despertar curiosidade. E com um bilhetinho pendurado: "blind date with a book".


 


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A compra de livros nesta modalidade pode ser feita na própria loja, ou online, através do site


http://www.elizabethsbookshop.com.au/


 


Por aí, alguém aceitaria este "encontro às cegas com um livro"?  Quem se arriscaria neste "blind date"?


 


 

 



 


À Conversa com Deolinda Kinzimba - Especial The Voice Portugal


 


A primeira vez que ouvi a Deolinda cantar, nas provas cegas do The Voice Portugal, disse logo “esta é uma forte candidata à vitória”!


Com apenas 20 anos, tem uma voz poderosa e chegou a fazer uma interpretação da música “I Will Always Love You”, da Whitney Houston que, atrevo-me a dizer, esteve tão ou ainda melhor que o original!


Ela bem diz que, quando chega ao palco, se transforma, e a garra e emoção com que canta comprovam isso mesmo.


A Deolinda é natural de Angola mas foi em Portugal que decidiu investir na sua formação, tendo vindo para cá completamente sozinha. O que mais lhe custa são, sem dúvida, as saudades da família.


 


 



 


Tem em Mariah Carey e Whitney Houston, algumas das suas maiores referências, e no R&B, Soul, e Kizomba os géneros musicais que mais aprecia.


Considera que o grande obstáculo à realização do seu sonho de ter uma grande carreira musical é o facto de não haver ninguém a apostar no seu talento. No entanto, com a vitória do concurso que lhe deu o título de “Voz de Portugal”, isso poderá estar prestes a mudar!


 


 



 


E, como minha candidata favorita à vitória, por quem torci até ao momento em que foi anunciado o seu nome, não poderia deixar de a ter aqui nesta rubrica especialmente dedicada aos concorrentes do The Voice Portugal!


 


 



Deolinda, como é que nasceu o teu gosto pela música?


Posso dizer que o gosto pela nasceu pelas diversas influências musicais que sempre tive em casa por parte dos meus irmãos. Ouvia diversos estilos musicais e creio que isso contribuiu bastante para engrandecer este gosto pela música.


 


Antes da tua participação no programa The Voice Portugal, que lugar é que ocupava a música na tua vida? Costumavas cantar em público?


Sempre gostei de cantar e a música sempre fez parte da minha vida, sempre esteve no topo. Costumava cantar em público sim.


 


Vieste sozinha para Portugal para investir na tua formação e nos teus estudos. É difícil estar num país desconhecido, rodeada de estranhos?


É difícil, mas não impossível, e só quem já passou ou passa por isso sabe o quão difícil é, pois temos que lidar com muita coisa, uma delas é a saudade da família.


 


A participação no programa The Voice Portugal ajudou, de alguma forma, a colmatar as saudades da família e a fazer novas amizades?


As saudades não têm fim, mas ajudou imenso, pois tive a oportunidade de ser acarinhada pelos meus pais como antes. Posso dizer também que conheci muita gente boa e humilde no programa que pretendo levar p’ra vida toda.


 


Que lugar é que o Direito irá ocupar na tua vida?   


Considero o Direito como um plano B, posso dizer que ocupa um segundo lugar na minha vida. Não vou deixar a minha formação de lado.


 


Um dos géneros musicais de que gostas é o Soul. Nunca pensaste levar uma música da “rainha do soul” Aretha Franklin a uma das etapas do programa The Voice Portugal?


Pensei sim, mas é sempre complicado escolher a musica certa dela, visto que gosto de quase todas. (hahah)


 


A vitória no The Voice Portugal valeu-te um contrato com a editora Universal Music. O que é que podemos esperar da Deolinda daqui em diante?


Podem esperar uma Deolinda com muitas surpresas e boa música.


 


As tuas referências musicais são algumas das grandes divas já bem conhecidas de todos nós, como Whitney Houston ou Mariah Carey, e isso foi bem visível ao longo do programa. No entanto, quando cantaste com o David Carreira, num outro registo e em português, conseguiste surpreender pela positiva. Num primeiro trabalho que venhas a lançar, pretendes seguir um registo dentro daquilo que nos mostraste no The Voice, tendo como inspiração aquela que consideras o teu ídolo – Mariah Carey, ou vais arriscar e apostar em algo de diferente?


Apenas serei eu mesma. Tenho como referências estas grandes divas, mas quero mostrar quem realmente eu sou e deixar a minha marca sem imitações, e sim usar as influências para fazer algo bonito.


 


Para além de cantar, gostas de compor músicas. Sobre o que nos falam essas músicas?


Essas músicas falam de amor, saudade, desilusão, diversão. Resumindo essas músicas falam de coisas que acontecem a qualquer pessoa.


 


Tens algumas músicas escritas que gostasses de incluir no teu primeiro álbum?


Com certeza!


 


Iremos ouvir a Deolinda cantar em português?


SIM!


 


Desde o início que eras uma das grandes favoritas à vitória do The Voice Portugal. Também sentias essa preferência do público?


Senti sim, e foi o grande impulso que recebi para que em cada etapa fizesse melhor.


 


Como é que te sentiste quando a Catarina anunciou o teu nome como vencedora?


Não conseguia acreditar, explodia de alegria e só apetecia-me dar gargalhadas. (hahahaha)


 


Agora que foste consagrada vencedora e tens um contrato com a editora Universal Music, quais são os teus planos para o futuro?


São muitos os planos, como ter uma grande carreira na música, mas uma batalha de cada vez e deixar Deus no comando.


 


Deolinda, muito obrigada pela tua disponibilidade para aceitares este convite.


Desejo-te muito sucesso na tua vida!


 


Para saberem por onde anda a Deolinda e mais novidades sobre a sua carreira é só acederem ao respectivo link:


https://www.facebook.com/Dkinzimba/


 


Imagens media.rtp.pt

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Porquê Eu?, de Hugo Pena


 


Sinopse:


"Maria Nóbrega, é uma arquiteta de sucesso. Sempre tivera um desejo enorme de ter filhos e o seu casamento parecia inabalável. Até que, após alguns exames médicos realizados, fica a saber que o seu marido é estéril e o mesmo reage mal e não aceita essa situação. Posteriormente, começa a desconfiar de uma relação extra conjugal entre ele e Carla, a sua melhor amiga, jornalista de profissão. A partir daí, a sua vida muda completamente!
E sem perceber como nem porquê, recebe um dom que lhe permite ajudar a descobrir uma série de homicídios, de padrão bem definido, que iam ocorrendo na cidade de Lisboa.
Porquê eu? Interrogava-se constantemente.
Tudo se complica, quando as provas obtidas, indiciavam haver uma grande relação entre os suspeitos e os crimes, e parecia não haver dúvidas quanto à culpa de Jaime Nóbrega, seu marido, e Pedro Neves, jovem agente estagiário da Polícia Judiciária, incumbido dessas mesmas investigações, que se vêm inesperadamente a braços com sucessivas tentativas para provarem a sua inocência.
Mas será que o dom que Maria havia recebido, traduzido em várias visões que conseguia ter, e numa voz que se fazia ouvir nos momentos mais delicados da sua vida, iriam ajudá-la a perceber se… tudo é o que parece?"


 


Como tudo acontece  


Maria Nóbrega é uma arquitecta bem sucedida que tem em mãos um ambicioso projecto - a construção do futuro Hotel da Serra da Estrela.


Com um casamento feliz ao lado do seu marido, Jaime Nóbrega, a única coisa que lhe falta para se sentir plenamente realizada é ser mãe.


Mas esse sonho depressa se torna um pesadelo, no dia em que ambos são informados pelo médico que Jaime tem um problema, e pode nunca conseguir engravidar Maria, pelo menos de forma natural.


A partir desse momento, Jaime irá cair numa espiral de desgraças, refugiando-se no álcool e provocando desacatos em locais públicos. É também por culpa do álcool que Jaime falha os seus compromissos de trabalho, colocando a empresa do seu patrão em maus lençóis, o que leva ao seu despedimento imediato. E, como se não bastasse, é multado por ir a falar ao telemóvel enquanto conduz. E não, não era com a mulher que ele falava. nem tão pouco com um amigo, colega ou mesmo com o patrão. Era com a sua amante Carla que, só por acaso (ou talvez não), é a melhor amiga da sua mulher!


Carla é uma jornalista conhecida por não olhar a meios para atingir os seus fins, obtendo muitas vezes informações de forma duvidosa ou mesmo ilegal, ou através de acordos vantajosos para ambas as partes, como será o caso do agente da Polícia Judiciária Pedro Neves. Uma mulher que desde cedo se mostrou demasiado competitiva, querendo sempre ser a melhor em tudo o que faz, nem que para isso tenha que "atropelar" quem se atravesse no seu caminho, até mesmo as suas amigas. E com a sua amiga de infância, Maria, ao que parece, não é diferente.


Devido a todos estes acontecimentos, o casamento de Maria e Jaime já viu melhores dias, com ele a revelar-se uma pessoa problemática e agressiva, com atitudes muito estranhas, e com Maria a tentar que ele se volte a erguer, sem grande sucesso e, ao mesmo tempo, com a quase certeza de que é traída pelas duas pessoas em quem mais confia.


Mas não é esse o único problema de Maria. Desde o dia em que lhe ligaram do clínica, a marcar a fatídica consulta, que lhe andam a acontecer coisas estranhas. Primeiro, foram as dores de cabeça, as náuseas e os suores, sem qualquer explicação plausível. Depois, os flashes e luzes intermitentes, e os sonhos com episódios do seu passado. Foi então que vieram as visões repentinas relacionadas com crimes, a sensação de presença de uma força estranha perto de si, e a voz! Uma voz que lhe diz para ser forte, para fazer o que tem de ser feito, para não confiar em ninguém. Uma voz que lhe diz que ela será uma peça fundamental naquele jogo de xadrez. 


Tudo começa a fazer mais sentido quando Maria constata que as visões que tem são de crimes que já ocorreram ou vão ocorrer, e que só ela pode evitar. Assim, o que começou por lhe provocar algum receio e desorientação, começa então a ser encarado como um dom. No entanto, uma dúvida persiste na mente de Maria: "Porquê Eu?".


Será porque, curiosamente, é o seu marido o principal suspeito de ter cometido esses crimes que ela previu? A verdade é que todas as provas apontam nesse sentido. Ele não esteve em casa nas noites dos crimes, é encontrado sangue seu perto do local de um dos crimes, e há ainda um facto curioso - as mulheres assassinadas estavam grávidas!


Ou será Maria, pelo contrário, a peça fundamental para, apesar de todas as evidências, provar a inocência do marido? 


E qual será o envolvimento do agente Pedro Neves nos crimes que continuam a ocorrer, e cuja arma do crime é precisamente a sua?


Quando todas as provas parecem apontar para estes dois homens e, inclusive, para a conivência da própria Maria, conseguirá ela, com as suas visões, perceber quem é o verdadeiro culpado? Ou não passarão, essas visões, de uma mera distracção, para esconder algum segredo que não deve ser revelado?


Posso dizer-vos que será muito fácil aos leitores descobrir quem está por trás de todos estes assassinatos. Basta estarem atentos alguns pormenores a que o autor vai fazendo referência, e que são a chave para deslindar tudo.


Quanto à questão que dá nome ao livro, e que Maria colocou vezes sem conta, relativamente ao seu suposto dom, pergunto também - Porquê Maria?


A resposta é bem simples: Porque tinha que ser ela! Só poderia ser ela!


 


Opinião 


Gostei muito da forma como a trama se foi desenrolando, e do surpreendente final! Apesar de ter percebido antes quem era o verdadeiro culpado, é no final que se fazem as grandes descobertas, os motivos, as explicações. E é no final que ficamos a saber a quem pertence a voz que Maria afirma ouvir.


 


Este livro marcou a estreia de Hugo Pena, o seu autor, na escrita de romances policiais, em 2013, com a chancela da Chiado Editora. Em 2014, lançou "Justiça Cega", que lhe valeu o prémio "Escritor do Ano de 2015", atribuído pela ARTE, associação sem fins lucrativos do Algarve que premeia a nível nacional quem se distingue na música, rádio, televisão, teatro ou escrita.


Brevemente, poderão saber mais sobre este segundo romance policial e sobre o autor, com quem irei estar à conversa na rubrica semanal deste cantinho.


Só vos posso dizer que gostei tanto destes dois livros, e da forma como a história nos é apresentada pelo autor, que já anseio pelo próximo!


 


 

Tenho muito orgulho do meu sobrinho!


 


Tenho uma grande admiração e um enorme orgulho do meu sobrinho!


Desde pequeno que sempre foi muito protegido pelos pais, principalmente, pela mãe. E, talvez por isso, nunca tenha tido aquela necessidade de se desenrascar sozinho, de "sair da sua casca" e da "protecção das asas da mãe".


Era daquelas pessoas que, se o deixassem, passava os dias em casa, agarrado a um computador ou a uma consola.


Quando passou para o 10º ano, veio aqui para Mafra estudar, e começou a fazer novas amizades e a viver a vida de qualquer adolescente, com mais alguma liberdade do que até então.


Findo o 12º ano, e sem possibilidades financeiras de ir para a faculdade e médias que dessem para tal, começou a ponderar as suas hipóteses - o que é que poderia fazer da sua vida?


Tentar subir as médias de algumas disciplinas, para voltar a tentar uma candidatura com bolsa, encontrar um emprego (e tentar tirar a carta de condução para ter mais oportunidades) ou enveredar pelo serviço militar.


Depois de muito ponderar, e dado que era a solução mais viável, optou por voluntariar-se ao serviço militar. Esteve alguns meses a treinar para as provas fisicas, e o meu marido chegou a ir ter com ele para lhe dar apoio e treinar com ele, puxando assim pelo melhor que ele podia dar.


A verdade é que o meu sobrinho acabou mesmo por passar nos testes, e foi colocado em Abrantes par a recruta. Ora, dado a vida que até então tinha levado, sabíamos que ia ser duro para ele, não só a nível psicológico (saudades de casa, da família, lidar com a pressão e bullying a que por vezes submetem os recrutas), mas também a nível físico.


Tínhamos algum receio que ele não aguentasse e desistisse pouco depois de lá estar mas, contra todas as expectativas, felizmente ele gostou e manteve-se firme, sem desistir!


Apesar das mazelas físicas, das árduas provas, das condições a que foi submetido, e da terrível semana de campo, à chuva e com o temporal que se fez sentir, e que lhe valeu um pé torcido, uma inflamação no olho, uma otite e umas quantas manchas negras do corpo, seguiu caminho até à sua nova morada.


E, mais uma vez, o desânimo inicial foi superado.


Para quem já passou por tudo o que passou até aqui, o caminho só pode ser para a frente, com a mesma coragem e, determinação que demonstrou até aqui, e a confiança de que tomou a decisão certa e terá um futuro sorridente à sua frente!


Está mesmo de parabéns, o meu sobrinho!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Estão a ver aquelas pessoas...


 


...que começam por dizer uma coisa e tentam impôr, justificando a sua ideia, mas que de cada vez que falam dizem uma coisa diferente e ainda afirmam que nós é que não percebemos bem?


 


...que deixaram a educação sabe-se lá onde, que acham que estamos cá para as servir e estar em qualquer momento à sua disposição e que, quando falam, só sabem dizer asneiras, ou nos deixam sem razão a falar para as paredes?


 


...com quem começamos uma conversa perfeitamente banal, uma troca de opiniões ou ideias, e quando damos por isso a conversa já se está a transformar em discussão, em ataque pessoal?


 


...que têm sempre uma resposta na ponta da língua, que teimam em contradizer tudo e mais alguma coisa só para ser do contra, e parecem não perceber que há limites?


 


Pois...


A melhor forma de lidar com todas elas é só uma: ignorar!


Passar à frente, não dar importância e não alimentar o que não vai dar em nada e só nos trará dissabores.  

À Conversa com Milene Sofia - Especial The Voice Portugal


 


Milene Sofia tem 19 anos e é de Bucelas.


Começou, ainda em criança, a dar os primeiros passos no mundo da música, ao participar num Festival da Canção Infantil, no Algarve.


Apesar de não ter formação musical, algo que gostaria, toca piano e guitarra.


 


 



 


Vimo-la participar nas provas cegas, no programa The Voice Portugal, com uma interpretação poderosa e cheia de garra, da música “Highway To Hell”, dos AC/DC, o que nos poderia levar a crer que era este o género musical a que estava habituada.


No entanto, surpreendeu-nos a todos quando revelou que costumava cantar fado!


Pode parecer incrível mas a Milene já cantou na Casa de Fados Luso e na Casa de Fados Faia e participou, por duas vezes, no Grande Prémio do Fado.


Tirou o curso de Línguas e Humanidades e, como tal, quer ser uma excelente jornalista mas, a par com este sonho, vem também o de singrar no mundo da música.


Foi com esse objectivo que se propôs mais este desafio de concorrer ao The Voice Portugal.


 


 



Para além de tudo isto, Milene faz também diversos trabalhos na indústria da moda, representando a marca Novotrapo, uma marca que, segundo a própria, a faz sorrir!


É ela a minha convidada de hoje, a quem agradeço desde já por ter aceitado o convite, e por ter deixado as perguntas de jornalista para outra pessoa!


 


 



Milene, como é que surgiu o gosto pelo fado?


O gosto pelo fado surgiu muito por acaso. Por brincadeira. Tinha 13 anos. Ouvi "O Fado Mora Em Lisboa" uma e duas vezes e, sem dar conta, já o sabia de cor. A partir daí fui procurando mais fados, fui explorando... Apaixonei-me pelo Fado e por tudo aquilo que me ia fazendo sentir. Muita gente achava o fado sinónimo de tristeza, como a música "da desgraca". E eu quis provar o contrário, porque sabia que não era triste. Não podia ser triste, porque afinal de contas fazia-me feliz. Felizmente essa ideia de associar o Fado a tristeza já não existe, não tanto, pelo menos. E ganhei um amor pelo Fado como não ganhei por mais nada até hoje. Ainda há muito a explorar. Há sempre. Mas é o estilo que me faz mesmo cantar com tudo o que tenho. Se estiver nos meus dias (como a minha avó me diz), o fado sai-me mesmo pelos poros, dou-lhe o meu coração. Mas o Fado precisa de sentir sentido. É daquelas coisas que acho que não podem ser programadas. Já viu como me pergunta como comecei a gostar de Fado e eu acabo a dizer tudo o que acho sobre ele? É mesmo amor. Ahahah. 


 


Sentes-te mais à vontade a cantar fado ou outros estilos musicais?


Depende. Considero-me uma cantora versátil. E gosto de tudo o que canto. O Fado tem a minha alma, assim como tem o Rock e o Pop Rock. Diria que talvez me sinta mais à vontade no Fado porque é algo português. Eu adoro a nossa língua. E gosto mais de cantar em português. Sei que entendo tudo o que canto e que o significado é maior para mim. A complexidade da nossa língua, os vários sentidos e significados, tudo isso me faz sentir mais viva. E desafia-me mais. 


 


No programa The Voice, mostraste-nos uma Milene mais roqueira. E terão sido essas as actuações mais aplaudidas pelo público, talvez pela tua garra em palco. No entanto, quiseste também mostrar uma outra faceta, com a música “Read All About It” da Emeli Sandé. Achas que essa missão foi bem-sucedida?


Não foi tão bem-sucedida quanto gostaria. Estava bastante nervosa. Era uma fase bastante complicada e aquela música diz-me muito. Acho que me deixei envolver demasiado, com toda a pressão, com toda a importância daquela letra. Porém, acho que consegui mostrar bem que não sou só rockeira, o sentimento estava lá, a suavidade também. E apesar de não ter corrido tão bem... Sinto que as pessoas ficaram a conhecer o meu coração. Nesse sentido sim, missão cumprida. 


 


Ser jornalista é um dos teus sonhos. Se pudesses entrevistar uma figura pública, quem escolherias?


Ai, que pergunta complicada! Fora do nosso país, talvez o John Legend. Adoro-o. Considero-o não só um artista fantástico, como alguém bastante humano. Admiro-o por isso. Acho que se o entrevistasse, desatava a chorar. Ele dá mesmo sentido às palavras, não só quando canta. Tenho a certeza que iria ser um bom trabalho de ambas as partes. Em Portugal... Talvez o Luis Borges. Tem uma personalidade que me atrai. Vai contra todos os julgamentos que lhe possam fazer, vai contra a descriminação. É muito humano também. E aprecio quem luta por viver a sua vida conforme sonha. Porque é assim que tem de ser! 


 


Como é que vês actualmente o jornalismo em Portugal? Ainda se faz bom jornalismo no nosso país?


Neste momento, confesso que até me abstraio de ler notícias, tanto em papel como em forma digital. Não sinto que esteja a ser feito um bom trabalho. Falta qualquer coisa. Talvez amor pelo que se faz. Não gosto de notícias só para "encher" colunas ou "hipnotizar" os leitores. É algo que me revolta. Especialmente pelos erros que muitas vezes surgem. Com isto refiro-me não só aos erros ortográficos como aos de informação. 


 


Pretendes conciliar o jornalismo com uma carreira artística ou optar por uma destas opções? Pode-se dizer que ser jornalista é o teu “plano B”?


Não sei bem. Se der para conciliar, sim, mas não acho que seja possível. Sim, ser jornalista é o meu "plano B". A música é o que quero para a minha vida. Sem hesitar. 


 


Enquanto concorrente do The Voice Portugal, qual foi o teu melhor e o teu pior momento no programa?


O meu melhor momento... Não sei. Talvez a 1ª gala. Foi mesmo o que queria fazer. E estava doente. No dia anterior tinha estado com febre e estava mesmo com medo, porque me não sabia se conseguia cantar. No dia da gala dei tudo, pensei que era um "agora ou nunca", e mesmo não tendo passado à 2ª gala, saí de coração cheio. Sabia que não era uma música muito conhecida, não era nada comercial. O público não ia responder tão bem... Mas eu gosto de correr riscos, gosto de fazer o que acho que tem de ser feito. Mas saí feliz porque era mesmo a Milene. Era a energia, o power. Era mesmo o que mais gosto, o meu objectivo de palco. Senti mesmo boas energias. Era eu. E que melhor coisa posso dar ao público, senão eu mesma? O pior... Talvez o do Tira-Teimas. Foi muito difícil, como referi numa das perguntas anteriores. 


 


Como é trabalhar com o Mickael Carreira, que escolheste para teu mentor?


Foi muito bom. Gostei bastante de ter o Mickael Carreira como mentor. Não conhecia muito do seu trabalho e muito menos a sua pessoa. No dia das Provas Cegas quis escolher com o coração. E foi isso que fiz. Acredito que a minha estrelinha (o meu avô), me indicou o melhor caminho. E de facto o Mickael é um grande artista, com muita visão, com muita sabedoria, sempre preocupado em ver-nos bem. Revelou-se muito humano, muito boa pessoa. Foi um gosto trabalhar com ele e agradeço por ter confiado em mim e no meu trabalho. 


 


Sabemos que tiveste alguns problemas relativamente à tua imagem, à forma como te vias, e que isso te levou a uma situação mais grave. Se tivesses que deixar um conselho para evitar que alguém venha a passar por situações semelhantes, qual seria?


É verdade, foi uma fase que destruiu parte de mim. Felizmente já consegui reconstruir essa parte. É muito difícil não gostarmos de nós, não nos sentirmos bem na nossa pele. Ainda para mais quando não temos outra. Eu revelei essa má fase, precisamente para poder ajudar quem eventualmente passa pelo mesmo. Confesso que pensei e repensei, não me queria expor, não dessa maneira, mas depois, quando me dei a conhecer, percebi que tinha de mostrar o que me tornou na Milene que sou hoje. Não me arrependo disso. Tive de ganhar estômago para todos os comentários, para todas as conversas feitas à minha volta. Mas sei que ajudei muitas pessoas, recebi muitas mensagens de pessoas que precisavam de diálogo, e falei e ajudei como consegui. Porque sei o quão é difícil passar por isto e não ter alguém que nos perceba mesmo. Os conselhos que posso dar são dois e são simples: Amem-se muito. A vocês mesmos. Façam exercícios pessoais, como eu fiz. Por exemplo, cinco minutos diários em frente ao espelho a apreciar cada detalhe nosso. Por muito que custe, que magoe, vale a pena. Os primeiros dias foram complicados, porque eu detestava olhar para mim mesma, mas depois passei a adorar. Aprendi a valorizar-me. O segundo conselho, que não é bem um conselho, mas sim um pedido: não deixem que ninguém vos destrua. Não deixem ninguém ditar o que são, não deixem que ninguém vos faça perder o amor por vocês próprios. Porque o amor dos outros nem sempre compensa ou vale mais que o nosso. Tenham as pessoas certas na vossa vida. Pessoas que vos façam felizes. E saiam à rua, espalhem sorrisos e gargalhadas, porque alegria atrai alegria. E as boas energias cultivam-se! Aprendam a gostar de vocês e a serem felizes, para que nada vos derrube. E se um dia tiverem maus pensamentos, não os ignorem. Falem sobre eles com alguém, expulsem-nos, para que não vivam mais na vossa cabeça. E nós somos capazes de tudo, lembrem-se. 


 


Quais são os teus planos para o futuro?


Sinceramente? Pode parecer muito ridículo é clichê, mas, acima de tudo, tenho o plano de ser feliz. De pôr o coração em tudo o que digo ou faço. Porque de resto, acredito que tudo virá consoante as minhas atitudes. Quero muito ter trabalho tanto na música como na moda e quero estar em constante desafio. Sei que assim sou feliz. E espero que estes planos possam ser cumpridos. 


 


Muito obrigada, Milene! Desejo-te muita sorte e que todos os teus sonhos se concretizem!


Obrigada! Coração preto grosso


 


 


Podem saber todas as novidades sobre a Milene na sua página do facebook:


https://www.facebook.com/Milene-Sofia-108643132590107/?fref=ts


 


 


Imagens Milene Sofia e media.rtp.pt


 

domingo, 24 de janeiro de 2016

Conversas a triplicar na semana que vai começar!

Esta semana vão haver não uma nem duas, mas sim 3 conversas aqui no cantinho!


Os convidados? 


Que melhor forma de começar a semana com uma das concorrentes do The Voice Portugal?


 


 


A primeira convidada, que vai estar aqui já amanhã, é a Milene Padeiro! Não percam!



 


Na quarta-feira, voltamos ao The Voice Portugal com a grande vencedora - Deolinda!



 


E sexta-feira, recordamos um concorrente que já passou por este concurso, e que está agora a lançar a sua carreira a solo - Ricardo Morais!



 


Como vêem, surpresas não irão faltar aqui no Marta - O meu canto!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

À Conversa com Mafranimal


 


A MafrAnimal é uma associação de protecção animal que foi criada com o objectivo de ajudar e proteger os animais, na sua diversidade.
O seu campo de intervenção é, sobretudo, no concelho de Mafra, mas esperam ter um papel interventivo mais vasto na comunidade, ao nível da formação cívica e sensibilização para a causa animal, através de acções nas escolas, de informação facultada nas diversas campanhas, e até nas redes sociais.
São um pequeno grupo, com uma grande vontade de ajudar mas que, para isso, necessita também da ajuda de todos aqueles que se preocupam com os animais e querem protegê-los.
Para isso, é necessário que as pessoas se envolvam com a causa, e acreditem que, juntos, podem fazer a diferença.
Aqui fica a entrevista que a MafrAnimal concedeu à rubrica deste cantinho, “À Conversa Com”, agradecendo desde já a disponibilidade que mostraram para responder a algumas perguntas sobre a associação:


 


 



 


Como é que surgiu a MafrAnimal?


A MafrAnimal foi criada por um grupo de cidadãos e cidadãs preocupados com os animais, e com a forma como são tratados. Pessoas que, no seu dia a dia, já resgatavam animais errantes, alimentavam animais de rua, e que perceberam que, em conjunto e tendo uma organização, poderiam ajudar um maior número de animais e ter um papel de influência positiva na sociedade.


 


Quais são as principais linhas de actuação da MafrAnimal?


A primeira é a de resgate de animais errantes.Como não temos um abrigo a nossa capacidade de retirar animais da rua depende do numero de famílias de acolhimento temporário (FAT) que temos. Essas famílias são muito importantes. Os animais ficam a viver como membros da família até que uma família definitiva adote este animal. A MafrAnimal apoia as FATs responsabilizando-se pelas despesas veterinárias, alimentação. Quer a FATs como as famílias de adoção definitivas são avaliadas de forma a garantirmos, com algum grau de fiabilidade, que o animal será bem tratado, amado e respeitado. Queremos encontrar famílias para a vida e que tenham consciência da responsabilidade que é adotar um animal. Desta forma reduzimos a probabilidade de maus tratos, negligência e abandono, que hoje já constitui crime em Portugal.


Temos também alguns animais, pelo facto de as nossas FATs estarem lotadas em regime de hotel, o que não se pode constituir como regra, pelos elevados custos que acarretam. É usado como alternativa e em casos urgentes.


Outra linha de atuação é formativa. Realizamos ações de sensibilização nas escolas (nos seus vários níveis de ensino). É uma população alvo importantíssima de consciencializar sobre a proteção animal, sobre as inúmeras formas de maus tratos que existem (e que por vezes não temos consciência de sermos cúmplices), sobre a atual legislação em vigor, sobre as formas de ajudar os animais e a natureza e participarmos na construção de uma sociedade mais evoluída e um mundo melhor. É uma área muito gratificante.


Também desenvolvemos a vertente de apoio na alimentação animal, ajudando famílias que por vezes não conseguem por razões financeiras comprar a alimentação dos seus animais. A maioria dos alimentos que a associação consegue é via campanhas de angariação que ocorrem nos supermercados. Serve para alimentar os nossos animais e apoiar quem mais precisa.


As redes sociais permitem também que possamos partilhar pedidos de ajuda que nos chegam diariamente, quer apelos de adoção, quer ajuda na procura de animais que desapareceram, etc.


 


Muitas vezes deparamo-nos com um animal abandonado na rua, e não sabemos a quem recorrer. Sendo um dos objectivos da MafrAnimal proteger os animais do abandono e dos maus tratos, costumam proceder, quando alertados pelos cidadãos para essas situações, à recolha e acolhimento temporário desses animais?


Muitas vezes os cidadãos acham que é nossa obrigação recolher um animal que foi avistado por um cidadão. Não é. Todos temos essa obrigação. Basta decidirmos tomar essa decisão. Como referi, a nossa actuação depende de termos um local onde acolher um animal, e se não tivermos, infelizmente não o podemos fazer. Quando podemos, e de facto conseguimos encontrar o animal avistado, fazemos o resgate. Muitas vezes acontece, mas nem sempre é possível, por mais que nos parta o coração. Por isso orientamos as pessoas sobre os passos a tomar. Nomeadamente levar o animal ao veterinário para ver se tem chip, de forma a encontrar o detentor legal. Tirar fotos e fazer apelos, para ver se alguém pode recolher o animal. Alimentar o animal e tentar fixá-lo numa zona segura, quer para a pessoa quer para o animal, de forma a se ganhar tempo para encontrar um local para o animal. Pagar as despesas de um hotel, ou mesmo recolher um animal em casa e salvar uma vida.



Na vila de Mafra, temos conhecimento de algumas colónias de gatos de rua. Essas colónias estão sinalizadas? Existe alguma intervenção a nível de esterilização e acompanhamento para despiste de doenças relativamente a esses animais?


Há uma colónia no centro da vila de Mafra sinalizada e foi esterilizada pela associação “Animais de Rua”. 


Nós já esterilizámos várias colónias, nomeadamente na zona da Malveira e Venda do Pinheiro. Mas há mais e ciclicamente vão surgindo novas colónias em novas localizações. Haja mais grupos organizados a fazer este trabalho, os movimentos associativos são importantes, mas não podem substituir quem tem responsabilidade de facto. Era sobretudo importante políticas de controlo animal promovidas pela autarquia com programas RED (resgate, esterilização e devolução). Acreditamos que um dia essa será a realidade.


 


Consideram que, de uma forma geral, deveria haver mais responsabilidade e informação por parte daqueles que adoptam animais de estimação?


Sem duvida. Adotar um animal deve ser um acto de puro altruísmo. É por um animal que o estamos a fazer e não para o animal nos servir. Os animais são seres sencientes, capazes de sentir. A adoção é uma grande responsabilidade. As pessoas devem ser informadas e ter consciência das necessidades do animal em questão, do seu tempo de vida, dos cuidados que devem ter, etc. toda esta preparação e consciencialização conduz a adoções para a vida, logo, uma diminuição dos abandonos.


 


Como funciona o vosso programa de adopção responsável? Os animais que têm para adopção encontram-se já desparasitados e esterilizados?


Sim, todos os animais são entregues vacinados, chipados e esterilizados. Fazemos um questionário de candidatura para perceber se a família tem condições e a motivação necessária para receber na sua família e em sua casa um animal. Depois é assinada a cedência desse animal e um termo de responsabilidade e tentamos ir fazendo um follow up nos primeiros meses para saber como as coisas estão a correr. Vamos a casa dos adotantes quando consideramos necessário. É um processo que pode ser falível, mas tentamos cada vez mais que seja o menos possível. E tem corrido bem. Quanto mais picuinhas formos, melhor para os nossos animais.



A MafrAnimal tem alguma intervenção a nível de ajuda a famílias carenciadas com animais de estimação, de forma a que possam continuar com eles e não os abandonar?


Sim, como referi à pouco, às famílias que nos pedem ajuda apoiamos com ração e, por vezes, ajudamos nos cuidados veterinários quando possível, fazendo apelos para angariação de donativos. Fazemos o que podemos com os recursos que temos.



Costumam efectuar algumas campanhas de angariação ao longo do ano. Neste momento, o que faz mais falta à MafrAnimal?
Para quem nos está a ler neste momento, de que forma é que podem ajudar a MafrAnimal?


No inverno as mantas e caminhas quentes são sempre importantes. 


A ração faz sempre falta, mas neste momento o que é mais vital é a angariação de dinheiro para fazermos face as despesas veterinárias com os nossos patudos. Maioria dos animais que resgatamos vêm doentes ou com traumas de acidentes e que necessitam de tratamentos, ao que se adiciona os custos com esterilizações, vacinação, desparasitantes, etc.


Podem ajudar a MafrAnimal de varias formas:


Adotando um animal. Estarão a ganhar um amigo para a vida e a permitir-nos ajudar outros. Sendo voluntário(a).


Sendo Família de Acolhimento Temporário (FAT), o que para nós é crucial.


Tornando-se nosso(a) Sócio(a). Qualquer pessoa pode se tornar sócio da nossa Associação, por apenas 10 euros anos. Para fazê-lo, envie-nos um e-email (mafranimal@gmail.com ) solicitando a Ficha de Sócio.
Apadrinhando um cão ou gato, ou seja, contribuindo financeiramente com o valor que pretender e pelo tempo que desejar nos cuidados de um animal à sua escolha. O seu contributo será utilizado em cuidados médicos, esterilização/ castração, alojamento, alimentação, etc. Solicite-nos a "Ficha de Apadrinhamento".
Utilizando os nossos Pontos de Recolha! Poderá ajudar o Mafranimal com a fundamental alimentação (*ração, comida em lata para gato/cão*) e a também sempre necessária desparasitação interna e externa dos animais. Poderá ainda doar o que em casa já não lhe faça falta (cobertores, casotas, toalhas, trelas, coleiras, medicamentos, etc.).
Ter um Mealheiro MafrAnimal! Queremos envolver a população nesta nossa caminhada, e também por isso, temos solicitado a quem tem pontos de comércio um espaço no seu balcão para pormos um Mealheiro Mafranimal e os nossos flyers de apresentação.


Fazendo um donativo para:
NIB: 5200 5204 00401605001 90
IBAN: PT50 5200 5204 0040 1605 0019 0
BIC: CDOTPTP1XXX
BANCO: Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Mafra

Ajude também divulgando as nossas boas causas! Uma sociedade informada e sensível à causa animal é uma sociedade mais justa, compassiva e ecológica!


 


Muito obrigada pelo tempo que dispensaram, e que continuem a fazer o excelente trabalho que têm feito até aqui!


Nós é que agradecemos Marta. Obrigada por dar uma visibilidade a esta causa!


 



 


http://www.mafranimal.org/


https://www.facebook.com/MafrAnimal.org/?fref=ts

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Atenção à verificação e validação de facturas


 


Para quem ainda não sabe, e segundo informação transmitida pelos funcionários do serviço de Finanças, à excepção de pessoas com deficiência, todas são obrigadas a verificar e validar as suas facturas no portal e-fatura.


Então e no caso de pessoas idosas, sem acesso à internet, e que costumam entregar a sua declaração em papel? Como o caso dos meus pais, por exemplo?


Podem continuar a entregar a declaração em papel, mas têm que pedir uma senha para cada um, e fazer a validação das facturas de despesas no referido portal até porque, ao que parece, vão mesmo deixar de vender o Anexo H e, se não efectuarem a validação, não entram como despesas dedutíveis nem darão direiro a qualquer benefício.


 



Quanto às facturas constantes em cada um dos sectores, e também de acordo com informação disponibilizada pelos funcionários do Serviço de Finanças, apenas serão consideradas as facturas participadas pelas respectivas entidades. 


No caso da saúde, por exemplo, já devem ter reparado que tem a informação de que ainda não foram contabilizadas as taxas moderadoras. Isto porque terão que ser os serviços hospitalares a entregar uma declaração própria, anual, durante o mês de janeiro, com todas as despesas dos contribuintes.


O mesmo acontece no caso das despesas efectuadas nos estabelecimentos de ensino, que terão igualmente de enviar uma declaração com os montantes gastos por cada aluno.


Se formos nós a inserir estas facturas, mas não vier essa informação da respectiva entidade, o sistema apaga automaticamente as facturas inseridas pelo contribuinte.


Já quanto às rendas de imóveis, e caso os senhorios não estejam obrigados à emissão de recibo electrónico, estes terão que entregar uma declaração anual com o valor de todas as rendas pagas pelo inquilino.


Os inquilinos não conseguem, à partida, registar os seus recibos no portal, ou podem ir parar a outro sector que não o da habitação.


 



Por isso mesmo, e para ajudar aqueles contribuintes que têm mais dificuldades em efectuar estes procedimentos, idosos, ou sem acesso à internet, os diversos Espaços do Cidadão espalhados por todo o país vão disponibilizar, a partir de hoje, a ajuda necessária para que tudo se processe sem complicações e erros, esclarecendo e ajudando os contribuintes e entidades (senhorios,por exemplo) em todas as etapas desta nova forma de declarar as despesas anuais, para obter benefícios em sede de IRS.  


Ao todo vão estar disponíveis 343 Espaços do Cidadão, e nesses locais os cidadãos podem agora, com a sua senha de acesso e através do Portal das Finanças, consultar as faturas onde indicaram o seu número de identificação fiscal e complementar a informação das faturas que se encontrem pendentes.


Convém não esquecer que estamos já a 21 de janeiro e que, com estas novas regras,  os contribuintes têm até 15 de fevereiro para verificar se todas as faturas foram devidamente comunicadas às Finanças e se estão bem catalogadas.


Contudo, este ano e a título excecional, as Finanças poderão ainda permitir que uma parte das deduções à coleta seja registada como até aqui, podendo os contribuintes também corrigir eventuais erros ou adicionar facturas aquando da entrega da Declaração de IRS.


Não se esqueçam que os prazos para entrega da declaração de IRS também são diferentes:



  • De 15 de março a 15 de abril de 2016 - Prazo de entrega para todos os contribuintes que tenham rendimentos da categoria A e da H (trabalho dependente e pensões).

  • De 16 de abril a 16 de maio de 2016 - Prazo de entrega para todos os restantes rendimentos (todas as outras categorias).


Estes prazos dizem respeito tanto à entrega via internet, como em papel.


Todos os contribuintes que tenham auferido durante 2015 rendimentos até 8.500 euros,não precisam entregar a declaração de IRS em 2016. 


 


 

Crash - o primeiro single da Maria já tem videoclip!

 



 


 

Amanhã a conversa é sobre animais


 


Com a associação MafrAnimal! 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

À Conversa com Inês Côrte-Real - especial The Voice Portugal


Inês Côrte-Real tem 21 anos e frequenta o 4º ano de Psicologia. Participou recentemente no programa The Voice Portugal mas, à semelhança de alguns dos seus colegas do programa, o seu percurso no mundo da música começou cedo, primeiro com o canto, e mais tarde com aulas de guitarra, que lhe permitiriam, posteriormente, dedicar-se à composição dos seus próprios temas, dando origem ao seu primeiro álbum, intitulado “Heartbeat”, que ficou disponível no mercado em Maio de 2014.


 



Com arranjos e direcção musical de Armindo Neves, este álbum contou com a colaboração de um conjunto de músicos de qualidade, tendo a edição, management e distribuição ficado a cargo da Primetime Records. O ano passado, entrou no The Voice Portugal para promover o seu trabalho e darse a conhecer.


 



 


No entanto, e terminada a sua participação no programa, podemos encontrar uma Inês mais experiente, e com uma vontade ainda maior de conquistar o seu lugar ao sol! É ela a minha convidada de hoje da rubrica “À Conversa com…” dedicada aos concorrentes do The Voice Portugal.


 


 


 


Inês, para além de cantar, também tocas guitarra e compões. O que é que te dá mais prazer fazer?


A música é algo que me desperta muito interesse, pelo que é difícil igualar algo que me dê tanto gosto! Neste momento estou também a aprender a tocar bateria e a voltar às aulas de piano, para nunca perder essa ligação. Quando não estou “rodeada” de música, gosto imenso de ler, principalmente policiais. Também adoro estar rodeada pelos meus amigos, pelo que, sempre que posso, combino alguma coisa com eles, nem que seja só um cafezinho rápido! Adoro viajar, conhecer novos Países, novas culturas! E adoro tudo o que envolva a Natureza! Foi um gosto que começou a crescer em mim há alguns anos, consequência das aulas de Biologia que tive no secundário! Mas claro, a música é o meu grande amor, por isso, sempre que posso, estou a fazer, a ouvir, a viver música!


 


Estás no 4º ano do curso de Psicologia. É difícil conciliar a música com os estudos?


Já foi mais complicado! Quando estava a escrever algumas das músicas para o Heartbeat, estava em época de exames ao mesmo tempo, na faculdade, por isso tornou-se um período bastante caótico! Mas felizmente consegui conciliar tudo, e com sucesso! Quando queremos muito alguma coisa, arranjamos força e energia para fazer tudo ao mesmo tempo. Agora com o The Voice Portugal, também se tornou um bocadinho difícil de conciliar, principalmente porque os ensaios eram muito longos, pelo que às vezes tinha mesmo que faltar às aulas, mas os professores foram compreensivos e nunca houve nenhum problema! Acabar o meu curso é um objectivo muito específico que tenho na vida, e por isso vou fazer todos os esforços para o atingir! Claro que a música, na minha vida, nunca será colocada de parte, daí que tenha mesmo que conciliar as duas coisas, não há outra hipótese.


 


A psicologia e a música podem, de alguma forma, complementar-se?


Claro que sim! No meu caso, a psicologia ajuda-me a ter outra sensibilidade ao interpretar as músicas e ajuda-me a reparar em certos aspectos da história que a canção fala, que se calhar não repararia se não tivesse esta área na minha vida. Além disso, é pelo gosto que tenho na psicologia que adoro observar tudo o que se passa à minha volta, adoro entender as pessoas e os seus comportamentos. Graças a isso, surgiu o meu Heartbeat! Aprendi a escrever sobre temas que sei que são comuns a todos e que vão, de certa forma, tocar no coração das pessoas quando os ouvem. Uma outra vantagem gigante, é que a psicologia ajuda-me a entender-me a mim mesma, e com isso, percebi que quando tenho uma situação que me traz tristeza ou que me deita um pouco mais abaixo, se escrever sobre ela, acabo por me libertar dessa angústia, o que deu origem a muitas das músicas que fazem parte do meu álbum!


 


O teu primeiro álbum conta com 10 temas originais, escritos por ti. Existe um pouco dessa complementaridade nos temas das músicas? Sobre o que nos fala “Heartbeat”?


O Heartbeat é um álbum de histórias… Histórias que vivi, histórias que observei, simplesmente histórias de vida pelas quais toda a gente passa. Por vezes há certas situações que nos custam mais a ultrapassar, e com a música acaba por se tornar mais fácil. Daí que eu refira muitas vezes que a música é a minha maneira de me libertar, de me sentir livre! Contudo, não queria deixar essa liberdade só para mim… Se as pessoas se identificarem com as músicas e isso as ajudar, de algum modo, a serem mais felizes, então sinto que o meu objetivo foi cumprido! E, mais uma vez aqui, observa-se a complementaridade que referi acima. Não fui para psicologia por acaso, pensei muito sobre o facto de poder, de alguma maneira, ter um impacto positivo nas pessoas. A psicologia ajuda-me a olhar para a música de um modo diferente, que chega a todas as pessoas… E é isso que eu quero! Passar as minhas mensagens, e que elas sejam recebidas por todos!


 


No The Voice Portugal, escolheste a Aurea como mentora. Como foi trabalhar com ela?


Para mim a Aurea sempre foi uma inspiração! Adoro ver a maneira como ela consegue cativar as pessoas e admiro bastante o percurso dela até agora. Trabalhar com ela sempre foi um sonho! Quando me inscrevi no programa ainda não tinha conhecimento que ela seria mentora… Mas quando soube, pensei logo que era uma oportunidade única na vida! Trabalhar com a Aurea foi muito bom! Ela consegue perceber quais os aspetos que eu tenho que melhorar em palco para poder ter uma melhor prestação, aspetos esses que eu não tinha noção se estava a fazer bem, porque não me conseguia observar de fora. Foi muito bom ter tido a ajuda dela, senti que melhorei bastante a minha atitude em palco! Fez-me crescer profissionalmente.


 


Consideras que uma boa formação a nível musical é fundamental para se ser um bom artista?


Na minha opinião, acho que quanto mais conhecimentos se tiver sobre a área em que trabalhamos, melhor, por isso sim, penso que é importante para se ser um bom artista. Contudo, a formação musical que tenho é apenas a básica, que se ensina na escola, e não é por isso que deixo de cantar ou de compor os meus próprios temas… É uma mais valia, logicamente, mas não considero algo super fundamental ou imprescindível.


 


O que é que de melhor guardas da tua participação no programa?


A minha participação no programa fez-me crescer bastante, a nível profissional principalmente. Aprendi imenso, desde cuidar da minha voz até à minha atitude em palco! Foi uma experiência incrível, conheci imensas pessoas, recebi um apoio incrível do público e claro, pude trabalhar com excelentes profissionais! Este tipo de experiências fazem-nos crescer de maneiras que provavelmente, nem estamos à espera, pelo que foi o melhor que fiz!


 


Embora vencer seja o objectivo principal de quem concorre, consideras que a vitória é imprescindível para se vir a ter uma carreira musical bem-sucedida ou é, por vezes, uma ilusão?


Vencer é sempre o principal objectivo, penso eu. Mas não considero de maneira alguma imprescindível para se ter uma carreira musical… Se assim fosse, quase não teríamos cantores em Portugal! As pessoas têm é que saber lutar pelo que querem e nunca desistirem por não terem chegado ao fim ou por alguém ter fechado uma porta! Quando se quer algo, luta-se por isso mesmo… Desistir nunca deve ser uma opção, mesmo que não se ganhe o programa, é sempre uma óptima experiência e aprendese imenso! Uma das coisas que me lembro bem de me terem dito, foi num dia de ensaios para a Batalha contra a Mariana, em que o mentor convidado (Rui Ribeiro) afirmou que as aprendizagens que estamos a ter agora não são só para este momento, provavelmente, em tão pouco tempo nem as vamos conseguir aplicar da melhor maneira… Mas sim para o futuro! Por isso, ganhar é bom, mas não dá uma carreira musical! Assim como perder também não deve parar ninguém!


 


Qual foi o tema que mais gostaste de interpretar no The Voice Portugal, e em que sentiste que te entregaste por completo?


Sem dúvida alguma, “Gravity" da Sara Bareilles! Era um tema que me dizia tanto e, agora, ainda me diz mais! Adoro esta música pela história que existe por trás dela e sinto que cantá-la naquele palco, ainda por cima logo na primeira fase, foi a melhor coisa que fiz! Quando a estava a cantar, consegui abstrair-me de tudo, dos mentores, das câmaras, das pessoas, de tudo… era só eu e a música e soube tão bem! Foi uma música que teve 100% de mim e eu recebi 100% da música!


 


Qual tem sido o feedback que tens recebido do público, relativamente ao teu trabalho e ao teu percurso no programa?


Felizmente tenho recebido muito bom feedback! Inscrevi-me no programa com o intuito de ganhar mais visibilidade para as pessoas ficarem a conhecer o meu trabalho e correu muito bem! Não podia estar mais feliz com as mensagens que tenho recebido!


 


Neste momento, estás a compor alguns temas novos?


Claro! Quando escrevo é por mim e para mim, não é logo com o intuito de gravar mais álbuns… Por isso nunca vou parar de compor, faz-me bem :)


 


Quais são os teus projectos para o futuro? Vamos poder contar uma Inês psicóloga, uma Inês artista, ou uma psicóloga artista?!


Não sei o que o futuro me reserva, em relação a qual das “Inês” serei… Aquilo que posso garantir é que já estou a preparar novos projetos e muitas novidades!! Se conseguir conciliar todas essas áreas ficarei muito feliz, mas penso que se tiver oportunidade, vou apostar a 100% numa Inês mais artista!


 


Inês, muito obrigada pela tua participação e disponibilidade! Que tenhas muito sucesso na tua vida!


Obrigada eu pela entrevista, tocou em pontos muito interessantes e relevantes sobre mim e todo o meu percurso! Obrigada, também, a todos os que me têm apoiado constantemente!


Aguardem novidades! Beijinhos a todos!!


 


 


Para ficarem a saber tudo sobre a Inês, aqui ficam os links:


www.facebook.com/inescrmusic


www.youtube.com/inescorterealmusic/


 


 


 


 

Os "gostos" do facebook


 


Cheguei a uma simples conclusão: muitas pessoas clicam no botão "gosto" só porque sim, sem ser necessariamente por gostar do que estão a ver ou a ler.


Ora porque foi publicado por amigos, ora porque é uma publicação de alguém famoso, ou por qualquer outro motivo menos o que deveria ser.


Tenho a impressão de que, em certos casos, mesmo que se pusesse lá a publicação de algo insignificante as pessoas punham um "gosto"! 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Amanhã a conversa é outra!

Amanhã é dia de "À Conversa com..." especial, com convidados que foram concorrentes do The Voice Portugal.


A primeira é a Inês Côrte-Real!


 


O Caso Michael Cross


 


Sinopse


"Quando dois agentes do MI6 são assassinados em poucas horas, Edward White tem poucas dúvidas sobre quem foi o autor moral dos assassinatos. Após uma reunião entre membros da CIA e do MI6, uma caça ao homem tem início. Esse homem é Michael Cross. Edward White parte para uma perseguição alucinante que o vai levar da Itália até à Suíça, onde é obrigado a enfrentar vários perigos e é forçado a tomar decisões a que não estava habituado. Para esta caça ao homem, Edward vai contar com a ajuda dos seus mais diretos colaboradores, de uma assassina profissional e da sua namorada. Uma missão cheia de ação e com um final de alta voltagem."


 


Opinião


Como tiveram oportunidade de ler, por ocasião da entrevista ao autor Pedro Macedo, que aqui publiquei na rubrica "À Conversa com...", este autor estreou-se na escrita com o seu primeiro policial "Crime na Universidade", seguindo-se "O Espião Americano".


Em Dezembro de 2015, lançou o terceiro policial, de que vos vou falar hoje "O Caso Michael Cross". Estes três livros, embora com histórias diferentes para contar, interligam-se entre si, já que os protagonistas são os mesmos, tal como muitas das personagens secundárias.


Em primeiro lugar, e ao contrário do que eu fiz, aconselho-vos a lê-los pela sua ordem, para que possam acompanhar passo a passo as aventuras de Edward White e da sua namorada Cameron, assim como dos colegas de Edward, desde o dia em que resolveram aquele primeiro crime na universidade, até à actual caça ao homem, que já tanto mal causou a tanta gente, inclusive ao próprio agente White e a Cameron.


Como eu passei do primeiro para o terceiro, agora vou ter de comprar o segundo porque quero mesmo saber o que se passou na Operação Lisboa!


Mas, voltando ao caso Michael Cross, posso-vos dizer que, à semelhança de "Crime na Universidade", apesar de este ter quase o dobro das páginas, é um livro que, para quem gosta do género, se lê em poucas horas, e prende do início ao fim.


Noto uma grande evolução na escrita, e na forma mais completa como esta terceira história é contada, e que em nada fica a dever a muitos romances escritos por autores estrangeiros, que costumo ler.


Mas, afinal, sobre o que fala "O Caso Michael Cross"?


Michael Cross é um homem perigoso, com ligações a terroristas, com quem Edward e Cameron já tiveram a infelicidade de se cruzar num passado ainda muito recente (em "O Espião Americano"), e que parece ter voltado a atacar, com uma missão bem delineada: eliminar todos os agentes envolvidos na Operação Lisboa, e que o impediram de levar a bom porto os seus planos.


Pelo caminho, vai aumentando a sua já extraordinária fortuna, com negócios rentáveis com terroristas, ao lhes fornecer o material necessário para os ataques e, em seguida, àqueles que querem acabar com o terrorismo e responder a esses mesmos ataques.


Tudo começa quando um desses agentes que participou na referida Operação Lisboa é eliminado no Cairo. Logo em seguida, outro agente é assassinado em Nicósia. Segue-se um atentado terrorista em Londres, que provoca várias mortes e feridos. E até Cameron recebe um aviso, para que o seu namorado não se intrometa no seu caminho, ao ver o seu carro explodir à sua frente.


Edward White não tem dúvidas de quem está por detrás de todos estes acontecimentos - Michael Cross. E, para o ajudar a caçar este homem e fazer aquilo que não conseguiu no passado, vai precisar de toda a ajuda que conseguir.


A primeira pessoa que tentam encontrar é a assassina profissional Ruta, muitas vezes contratada por Cross para lhe prestar serviços desse género, e às mãos de quem Cameron quase ia ficando desfigurada. É ela que vai colaborar numa armadilha montada pelos agentes, mas à qual Cross consegue escapar ileso.


Por duas vezes, a tentativa de o apanhar falha, e o agente White quase perde a vida. 


É que Michael Cross é um homem extremamente inteligente, com bastante treino, e tem ainda uma grande vantagem sobre White e os seus companheiros: graças ao trabalho de um conceituado cirurgião plástico, ninguém lhe conhece agora o rosto, ao contrário de Cross, que já conhece quase todos os agentes envolvidos nesta missão.


Por outro lado, Michael Cross conta ainda com a preciosa ajuda e lealdade de Hamilton, que em boa hora decide ir no lugar de Cross à emboscada que lhe estaria destinada, permitindo a Cross escapar mais uma vez.


No entanto, e quando já parecia que lhe tinham perdido o rastro, surgem rumores de que ele terá atracado em Albufeira seguindo, mais tarde, para Lisboa.


É a última oportunidade para Edward White de apanhar o seu inimigo, e não lhe será permitida qualquer falha.


E a verdade é que, inesperadamente, os dois acabam sentados numa mesa de um café, a uns escassos 60 cm de distância, cara a cara, cada um com a sua arma preparada para disparar.


Conseguirá o agente White dar conta desta missão, sair ileso, vingar a morte dos seus colegas, e gozar as merecidas férias, que têm vindo a ser adiadas, ao lado de Cameron?


Ou será que, mais uma vez, Cross vai levar a melhor? 


Têm mesmo que ler este policial, para saber como tudo termina!


 


 


 

Amizades estranhas


 


As amizades podem, por vezes, ser muito estranhas.


E desvanecer-se, da mesma forma que um dia surgiram.


Desde o verão de há uns anos atrás que a minha filha se tornou amiga de uma outra menina que conheceu na praia.


Nessas férias, todos os dias brincavam na praia. Depois disso, iam falando esporadicamente por telemóvel, a Inês chegou a ir algumas vezes a casa dela para brincarem, incluindo duas festas de aniversário, a última em 2015.


A miúda também chegou a ir connosco ao cinema e ao circo.


Nas épocas festivas, trocavam sempre presentes. E também eu e o meu marido falávamos bastante com a mãe e chegámos a conhecer os avós da menina.


Este ano, e como era a primeira festa de aniversário que a minha filha ia fazer para os amigos, claro que a convidou. Ou, pelo menos, tentou.


Ligámos para o telemóvel da filha - ia sempre para o gravador. Ligámos para o da mãe - dá mensagem de que, no momento, não está disponível. Enviámos o convite pelo correio - não veio devolvido mas também ninguém disse nada.


O meu primeiro pensamento, e dado que no Natal tinha enviado uma mensagem com relatório de falha, foi que talvez ainda estejam na Escócia (onde costumam ir passar o Natal), mas faz-me confusão porque a miúda estudava cá e as aulas já começaram há duas semanas.


Ou então, talvez se tenham mudado. Mas, nesse caso, podiam ter dito alguma coisa. Tinham os nossos contactos. E se mudaram de telemóveis a mesma coisa.


Não querendo acreditar que algo de mal lhes tenha acontecido (espero que não seja esse o motivo), e que as impeça de contactar connosco, resta-me estranhar esta ausência de contacto ou notícias, e uma amizade assente em escassos momentos juntas, e pouca vontade de comunicar...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Ontem foi dia de festa!

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A minha filha fez anos e a festa foi no McDonald's!


Com direito a pinturas faciais, karaoke e um happy meal para cada um dos convidados, para além da oferta do bolo de aniversário.


Eles divertiram-se, ela estava animada e muito feliz, e até eu e o meu marido nos atrevemos a cantar!


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O que eu gostei:



  • o karaoke é, sem dúvida, o melhor do entretenimento

  • a hospedeira era extremamente simpática e atenciosa, e lidava bem com os miúdos

  • o baixo preço por criança, e o número mínimo de crianças - € 8,00/ 8 crianças

  • temos uma parte da sala por nossa conta

  • o espaço é agradável, e os miúdos ainda têm os tablets do próprio McDonalds para se entreterem a jogar


O que eu penso que poderia melhorar:



  • investirem em mais divertimentos, adequados às idades das crianças - tirando o karaoke, pouco mais há

  • o bolo de aniversário - apesar de ser oferta, poderia ser um pouco mais personalizado (assim, dá ideia que foi comprado ali no supermercado) e com as velas com a idade

  • o tempo de duração - 1h 30m parece muito, até porque não se pode perder a restante clientela, mas tendo em conta que já passava das 16h e ainda estavam a preparar tudo, e às 17.30h já estavam a querer arrumar tudo, limpar as mesas e com a conta feita à espera do pagamento, achei pouco tempo


 


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Depois da festa com os amigos, foi a vez de celebrar com os avós! Mais um bolo, 12 velas e espumante para crianças, que acho que vou começar a comprar para todas as festas, afinal, têm o mesmo sabor que o espumante normal, e não tem álcool!


 


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Atitudes menos correctas e que caem mal


 


Na sexta-feira, como a minha filha estava com o pai e era a única noite livre que o meu marido tinha, lá me convenceu, apesar da minha dor de cabeça e vontade de ir para a cama dormir, a irmos até à Ericeira, ao bar que costumamos frequentar.


Chegámos e, curiosamente, estava mais cheio que na noite da passagem de ano! O meu marido pediu um café e sentámo-nos numa das poucas mesas disponíveis.


Ao fim de uns 5 minutos, chega um grupo de 5 ou 6 pessoas, e a dona do bar vem ter connosco e pergunta-nos se podemos mudar para uma outra mesa. A conversa fica por aqui porque duas mulheres, amigas da dona do bar e que já lá estavam antes de nós chegarmos, a ocupar uma mesa ainda maior que a nossa, se levantaram de imediato e deram lugar ao tal grupo.


A dona do bar, em jeito de justificação para o pedido, explicou que tentam sempre arranjar lugar para todos.


O meu marido não disse nada na altura mas eu, que conheço bem o bar, fiquei a pensar no que ela tinha dito. A verdade é que não haviam mesas livres e, mesmo que houvessem, seriam iguais ou maiores que a nossa, logo não tinha lógica o que ela nos pediu. A não ser que nos quisesse sentar numa mesa onde já estavam outras pessoas também.


E foi aí que também o meu marido se manifestou, ao ver o meu desagrado, porque também ele não gostou muito desta atitude.


Com tantos clientes que lá estavam, porque é que veio logo ter connosco? Porque é que não fez esse mesmo pedido às amigas, que até estavam lá há mais tempo, e numa mesa maior?


Para o meu marido, a explicação é simples! Nós vamos lá e pedimos um café, uma água e pouco mais. Já o grupinho que entretanto chegou, deveria dar mais lucro, fazer mais consumo, e há que ser atencioso para com o mesmo.


Ou seja, tratamento diferenciado consoante o que se lá gasta e consome.


Não estava à espera de uma atitude destas da parte da dona, quando já há tantos anos nos conhecemos e frequentamos o bar. Foi uma atitude não muito correcta, e que caiu mal. 


Resultado: levantámo-nos passado pouco tempo e saímos! 


 


 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

À Conversa com Ricardo de Sá

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Ricardo de Sá é já um nome, e uma cara bem conhecida entre nós. Por isso, quase dispensa apresentações!


Como actor, estreou-se na série T2 para 3 (RTP), seguindo-se Morangos com Açúcar, cujas temporadas acompanhei. Participou também nas telenovelas Doce Tentação (TVI), Mundo ao Contrário (TVI), Água de Mar (RTP) e, actualmente, A Única Mulher (TVI).


Pudemos vê-lo no programa A Tua Cara Não Me é Estranha, e ainda em filmes como O Inferno ou Morangos com Açúcar – O Filme, tendo a sua estreia em cinema acontecido em 2010, na curta-metragem Carne, de Carlos Conceição.


Vencedor de diversos prémios, como o de Melhor Actor na Categoria de Séries (pelas temporadas 7 e 8 de Morangos com Açúcar), Ricardo de Sá tem-se dedicado, também, à música.


 


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Ricardo de Sá traz-nos o álbum “Histórias”, que nada mais é que uma viagem musical pelo seu mundo e pelos episódios mais marcantes da sua vida. Depois do primeiro single, R.E.A.L., chega agora Despertar sem Pressa, com a colaboração de Sensi, músico e produtor português.


Ricardo, muito obrigada por teres aceitado o convite deste cantinho!


 


 



Começo por perguntar, o que te dá mais prazer fazer, como actor: televisão ou cinema? 


- Desde já agradeço imenso o convite. Como ator o que me dá mais prazer é criar personagens e pensar nos pontos de vista que o personagem pode ou não ter de acordo com a história/guião. Neste momento tenho a possibilidade de estar a fazer televisão (A Única Mulher) e teatro (Plaza Suite - Teatro Tivoli BBVA) em simultâneo e em breve irei começar em rodagens com uma nova longa metragem. O que me dá realmente prazer é ter trabalho e sentir que os realizadores/encenadores acreditam e confiam na minha capacidade para criar diversos personagens. Não gosto nem mais nem menos de uma ou outra coisa. Gosto de representar, no palco ou à frente das câmeras.  


 


Houve algum papel que te marcasse de uma forma especial?


- Claro que sim! O papel que fiz nos Morangos com Açúcar (Leo) onde ganhei uma grande notoriedade e carinho pelo público e o papel que me foi atribuído logo de seguida na Doce Tentaçao (Tomé) por ser tão diferente de mim e por ter tido a oportunidade de demonstrar a toda a gente a minha versatilidade. 


 


No programa “A Tua Cara Não Me É Estranha”, pudemos ver um pouco dos teus dotes como cantor. Que artista gostaste mais de imitar? 


- Gostei de tentar imitar todos... Imitar na perfeição acaba por ser impossível. Adorei o desafio de interpretar o PSY, pelo facto de ele cantar em coreano e de ter um coreografia muito complicada, deu me mais trabalho do que os outros e valeu a pena o esforço. Adorei interpretar também Kings of Leon, R Kelly e Expensive Soul pelo facto de me identificar com a música e de conseguir demostrar o meu real valor enquanto cantor. 


 


E qual foi o mais difícil de imitar? 


- A Anastácia e o Usher... O primeiro pelos motivos óbvios de ser uma mulher e por ter uma voz realmente única e distinta e o segundo por ser uma música muito difícil de cantar com um tom muito alto e falsetes enquanto dançava, penso que estes foram os mais difíceis e os que acabaram por me correr um pouco pior. 


 


Quando é que decidiste investir na tua carreira musical? Foi um “Despertar sem Pressas”?! 


- Eu gosto de fazer tudo bem feito e com calma. Sou muito perfeccionista e penso em tudo ao pormenor. As pessoas não sabem mas eu decidi começar a investir na minha carreira musical logo após o final das gravações da série juvenil McA. Tive um processo de aprendizagem e de desenvolvimento de várias áreas. Tirei um curso de produção e criação musical, desenvolvi muito mais as minhas capacidades a tocar guitarra ao ter aulas privadas, etc... Só depois de ter a certeza de te tinha capacidades para levar avante um dos meus sonhos, que era criar um álbum de originais, conseguir apresentá-lo ao grande público e percorrer as salas do nosso país com muitos concertos é que decidi investir nisso. Portanto acabou por sem um "Despertar sem nenhuma Pressa"... Sou muito novo, tenho 26 anos e não tenho pressa de chegar onde quero chegar. O que penso todos os dias é em criar uma carreira longa e consistente. Não me iludo com a fama nem com momentos áureos. Apenas acredito de que sou capaz e é isso que me dá força pra lutar todos os dias pelos meus sonhos. 


 


Em 2012, gravaste um videoclip para o single “Viagem”. Esse tema fazia parte de algum álbum, ou foi apenas uma primeira experiência?


- Esse tema foi o meu primeiro tema de originais e faz parte do meu álbum "Histórias". Ao fim ao cabo acabou por ser a minha primeira "história". Decidi gravar o Videoclip e partilhá-lo com o público em 2012 porque queria deixar uma primeira mensagem. Queria dizer que estou aqui e em breve vão existir mais coisas. Não foi uma experiência, foi o início das minhas "Histórias". 


 


Como é que caracterizas o teu novo álbum “Histórias”? Qual é o estilo predominante?


- É o meu estilo, uma mistura de vários estilos. Tudo numa onda muito cool e POP! Fiz o álbum a pensar na criação do espectáculo e o que mais quero é conseguir entreter o público com uma "História" que percorre vários universos musicais e várias cenas da minha vida, várias perspectivas, vários personagens, vários estados de espírito. 


 


Vai haver alguma tour do Ricardo de Sá em 2016?


 Claro que sim! Ando a preparar o espectáculo com ensaios com a banda e já tenho alguns concertos marcados. Estou muito feliz de tudo estar a correr conforme imaginei. Se quiserem saber as datas de concertos, sessões de autógrafos, etc... É só estar atentos às minhas páginas oficiais nas redes sociais. Garanto-vos que vão existir muitas novidades! Um grande obrigado! 


 


Aqui fica o vídeoclip:


 



 


E o link da página oficial:


www.facebook.com/Oficial.Ricardo.de.Sa 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!