quinta-feira, 31 de março de 2016

À Conversa com os Piece of Cake


 


Os meus convidados de hoje afirmam que criar e trabalhar com música, é o que mais gostam e sabem fazer!


O projeto iniciou em 2014, altura em que passaram para o papel as ideias pensadas ao longo dos anos anteriores, e reuniram os ingredientes necessários para dar vida ao mesmo.


É nesta altura que se juntam a Lito Pedreira, baterista profissional e produtor, João Guerreiro (Voz), Ivan Pedreira (Baixo Elétrico), e Rodrigo Almeida (Guitarra Elétrica).


 



Depois de vários meses de muito trabalho, e com novos elementos na banda, nomeadamente, Pedro Henriques (voz) e Tiago Pais Dias (Synt), chega-nos agora o primeiro single, “Fears on Fire”, que também dá nome ao primeiro álbum da banda.


São os Piece of Cake!


 


 


 


 


 


Começo por perguntar de onde surgiu este nome “Piece of Cake” para a banda?


Piece of Cake surge de algum tempo de pesquisa, mas simplesmente, porque eu respiro musica, a musica está presente na minha vida já desde muito pequeno, desde que me recordo de ser gente que ela faz parte, não sei se por essa razão mas , compor , criar, ter inspiração é Piece of Cake.


  


É, de alguma forma, a expressão do vosso objetivo enquanto músicos – dar a provar ao público um pedaço daquilo que de melhor sabem fazer, e que “cozinharam” com prazer?


Para o público nós queremos dar tudo o que temos e não temos.


 


Quais foram as principais dificuldades que encontraram no mundo da música, nomeadamente, com o lançamento do vosso primeiro trabalho?


Foi realmente o processo burocrático após o disco estar pronto, a parte de composição foi muito rápida, agora, conseguir por a musica “cá fora” ai é que as coisas custam um bocadinho mais, depois a questão financeira também dificulta o processo. Mas valeu a pena porque acredito nos POC.


 


Como é que surgiu a vossa parceria com a On Tour Eventos?


A parceria surgiu de um contacto que fizemos para a On Tour Eventos, eu já conhecia o trabalho deles e achei que realmente faria sentido e poderia ser proveitoso trabalharmos juntos.


Enviei umas musicas ainda em fase de maquete e eles adoraram. 


 


Qual é a vossa opinião relativamente ao panorama musical português na actualidade, em termos de qualidade e oportunidades?


A qualidade é muita, nós temos bandas novas e músicos com uma qualidade muito grande, em questões técnicas como de criatividade. As oportunidades é que são mais escassas, na minha opinião ainda existem muitos lobys que fazem com que projetos novos tenham mais dificuldade em se mostrar, a juntar com a falta de investimento, torna tudo um pouco mais complicado.


 


Como é que definem o vosso estilo musical?


Os Piece of Cake navegam dentro do Rock, Electronica e World Music. São canções alternativas.


 


Do que nos fala a vossa música?


Fala de muita coisa, do nossos interior como ser humano, de amor, Esperança, Partilha, de não desistir e muita Energia positiva.


 


Um nome inglês para a banda, e também para o primeiro álbum e single de apresentação? É mais fácil passar a vossa mensagem nesta língua do que em português?


Sim, quando o projeto foi idealizado, foi pensado, composto e escrito em Inglês, para mim fazia todo o sentido pela mensagem simples e direta que queria passar, também a pensar que este é um projeto do Mundo e não só de Portugal.


Com isto não quero dizer que o próximo disco não tenha algum tema em Português ou mesmo todos os temas, veremos…


 


Que feedback têm recebido por parte do público?


Na realidade o disco ainda está “cá fora” a relativamente pouco tempo, mas o Feedback tem sido muito positivo e estamos a vender bem os discos. J


 


Quais são os planos dos Piece of Cake para 2016?


Dar a conhecer o projeto ao vivo, tocar muito. Conseguir ir tocar principalmente aos Festivais. E começarmos já a apostar na internacionalização.


 


Muito obrigada!


 


 


Saibam mais sobre os Piece of Cake em:


https://www.facebook.com/pieceofcake.artist/


 


*Esta conversa foi proporcionada pela ON TOUR EVENTOS.


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Se não sei de quem é uma música...


...só pode ser da SIA!


 


Claro que isto é generalizar muito, mas a verdade é que as últimas músicas que tenho ouvido por aí, e que não faço a mínima ideia de quem as canta, são mesmo da SIA, como acabo mais tarde por descobrir!


Aconteceu isso com uma música, que até tinha perguntado aqui se alguém me saberia dizer quem cantava, há uns tempos atrás - Fire Meet Gasoline.


No outro dia, ao responder a um inquérito da RFM, ouvi outra que não conhecia, mas que me parecia a voz dela. Pesquisei, e confirmou-se - Cheap Thrills.


Ainda nesse inquérito, uma outra música com o mesmo tom de voz e estilo semelhante. Fartei-me de procurar, ouvi todas as músicas que me apareciam dela, e nada.


Aquilo estava-me mesmo a fazer confusão, porque não gosto de ficar sem saber quem canta e tinha quase a certeza que era ela, mas nenhuma das músicas era a que eu queria. Andei a ver as músicas que passaram nos últimos dias na RFM. Sem sucesso. Por esse dia, desisti.


No dia seguinte, e depois de ter estado a ver com a minha filha quem teria uma voz parecida, ou poderia cantar aquela música, voltei ao site da RFM, e lá estava: Bang My Head!


Verdade seja dita, a música é do David Guetta feat SIA & Fetty Wap. Mas que lá estava a SIA, lá isso estava!


E sabem que mais, estou a ficar cada vez mais fã desta mulher, e apreciadora das suas músicas.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Desperta Para um Bom Dia Com...Palavras


 


 


Ao longo de 52 Semanas, Kiko Lopez vai despertar-nos para um bom dia, durante 365 dias, com as suas palavras, naquele a que podemos apelidar de "Serviço Despertar"


Despertar, não só para um novo dia, mas também para uma nova vida.


Em cada semana, um tema diferente, e exercícios para fazer e refletir, ajudando-nos a melhorar determinados aspectos da nossa vida, e a focarmo-nos naquilo que é, realmente, importante.


 


Se tivesse que resumir este livro numa única palavra, num único objetivo, numa única missão, essa palavra seria "Agora". Porque é o "Agora" que estamos a viver!


 


É o presente que importa, é nele que podemos traçar o nosso caminho e fazer as nossas escolhas. É no presente que temos oportunidade de mudar as nossas atitudes, ajustar os nossos comportamentos, delinear as nossas metas e lutar pelos nossos sonhos! 


Kiko Lopez promete ser duro nas suas palavras, e exigente nas nossas ações, mas tudo por uma boa causa - um reencontro com o nosso "eu", uma renovação interior que se traduzirá em resultados positivos exteriomente!


 


 


Partilha, Vida, Mudança, Prioridade, Saúde, Educação, Dinheiro, Humor, Família, Humildade, Gratidão, Responsabilidade, Sonho, Amor, Ego, Dependência/ Apego, Liberdade, Dádiva, Coração, Valorização, Esperança/ Expectativa, Inspiração, Verdade, Diferença, Inocência, Amizade, Confiança, Respeito, Incondicionalismo, Dor, Perdão, Diálogo, Sorriso, Sinceridade, Elogio, Cumplicidade, Inveja, Objectivo, Intuição, Disciplina, Paixão, Atitude, Mente, Medo, Bloqueio, Determinação, Persistência, Ansiedade, Perfeccionismo, Tranquilidade, Conquista, e O Agora, são os temas que vos vão acompanhar ao longo desta obra.


 


 


Se concordo com tudo o que é dito neste livro? Obviamente que não!


Também muitos leitores poderão, ao ler alguns capítulos, pensar que tudo o que é dito é muito bonito, mas na prática não é assim tão simples.


Poderão considerar que está aqui presente, nestas 400 páginas, muita "conversa fiada" da qual ninguém quer saber, muitos conselhos que ninguém quererá aceitar, muitos exercícios que ficarão em branco porque não lhes apetece, não estão para aí virados, ou têm mais que fazer.


 


Mas existem também muitas verdades presentes nestas linhas, que muitas vezes não conseguimos ver, ou fingimos não ver. Muitos conselhos que, de facto, nos ajudam a viver cada dia da nossa vida de uma forma melhor, a pensar naquilo que queremos para nós próprios, naquilo que temos de mais valioso, e naquilo em que, por vezes, teimamos em desperdiçar tempo e energia, que seria melhor utilizada em algo de mais positivo. 


O autor incentiva-nos a todos a lutar por aquilo que queremos e acreditamos, a fazer uma seleção que nos permita manter aquilo que nos faz bem, e rejeitar o que nos é nocivo, a guiarmo-nos a nós, e por nós, próprios, e não por vontades ou determinações de terceiros.


À nascença é-nos dado um determinado "terreno" que servirá de base ou suporte à nossa vida. Cabe-nos a nós cultivá-lo, cuidá-lo e tentar colher dele os melhores frutos, porque ninguém o fará por nós, nem melhor do que nós!


 


Deixo-vos aqui alguns excertos, para ficarem com uma ideia do que poderão encontrar:


 



"...és tu e só tu, que poderás escolher as cores com que desejas pintar o cenário da tua vida. Essa responsabilidade, como te disse, antes é apenas tua. Não há mais margem para desculpas, para atirares o boomerang da responsabilidade. Porque esse, quando menos esperares, fará ricochete na tua própria consciência. E aí sim, sentirás as consequências dessa desresponsabilização."



 



"Para mim, a minha verdadeira Família, são todas as pessoas que eu escolho para partilhar a minha essência, com quem sinto a liberdade de confrontar com a minha verdade e às quais, dedico o melhor de mim e escolho para celebrar a minha felicidade."



 



"O facto de ser longo,não quer dizer que não te encontres mais perto, por isso, NÃO DESISTAS!"


 



 


Autor: Kiko Lopez


Data de publicação: Julho de 2015


Número de páginas: 400


ISBN: 978-989-51-4090-9


Colecção: Viagem Filosófica


Género: Desenvolvimento Pessoal


 



 


 

terça-feira, 29 de março de 2016

Que resposta se dá a isto?!


 


"Creio que não percebeste como funcionamos. Não te vamos enviar as respostas, se nos queres entrevistar passa por cá, uma 3a ou uma 5a, ninguém quer perder tempo a responder assim." 


 


Como sabem (ou talvez não), todas as entrevistas que fazem parte da rubrica "À Conversa Com..." foram/ são feitas via email - eu envio o artigo e as questões, os entrevistados reenviam as respostas e/ou alterações que considerem por bem fazer.


Tem sido assim com todas elas. Das solicitações para entrevistas que fiz, a maior parte teve feedback positivo!


Alguns convites têm sido educadamente recusados, o que aceito sem problema. Qualquer pessoa é livre e está no seu direito de não conceder as entrevistas a quem as pede. Outros convidados, nem respondem.


E depois, há respostas assim como esta (foi a primeira ao longo destes meses), recebida após o envio das questões por email, na sequência de um primeiro contacto para possível entrevista, que foi aceite, tendo inclusive o grupo em causa retribuído com um convite para assistir a um dos seus ensaios.


 


Mais uma vez, friso que não tenho qualquer problema na recusa dos convites, seja por falta de disponibilidade, de vontade, por acharem que não vale a pena conceder entrevistas a bloggers com pouca visibilidade, ou por outro motivo qualquer.


Até mesmo nesta situação específica, teria aceitado que me tivessem dito o que disseram, mas de uma outra forma. Assim, que resposta se dá a isto?!


No entanto, sempre me ensinaram que não devemos responder aos outros, na mesma medida com que nos respondem, porque isso não leva a nada, e não retiramos daí nada de bom.


Por isso, limitei-me a responder desta forma:


 


"Olá boa tarde,


Como expliquei no primeiro email enviado, e porque tudo isto se destina a um formato digital, as entrevistas que costumo fazer para o blog são sempre via email, até por uma questão de localização, e disponibilidade por parte dos entrevistados, que assim respondem quando puderem, e onde quer que estejam.

 

Por outro lado, e uma vez que as entrevistas não são a minha actividade principal, mas algo que faço em pequenos momentos que tenho livres, é-me difícil ter disponibilidade para me deslocar até aos entrevistados.

 

A entrevista via email é um método que tem tido uma boa aderência, e me tem permitido entrevistar bandas, artistas, escritores, e outros convidados, de norte a sul do país.

 

Lamento que não tenham disponibilidade mas, de qualquer forma, agradeço o contacto e desejo-vos a continuação de um bom trabalho.

 

Cumprimentos,

Marta Segão"

 


 


 


* E nestes últimos dias, em diversas situações, arrogância tem sido o prato do dia. É preciso respirar fundo, pôr em prática aquilo que me ensinaram, e muuuuuuuuuita paciência!  


 

À Conversa com João Gago da Câmara

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João Gago da Câmara é natural de São Miguel, Açores.


Estudou Engenharia Técnica Agrária no Instituto Superior de Ciências Agrárias, mas a sua carreira profissional passou, contudo, pelo Departamento de Relações Públicas da Presidência do Governo Regional dos Açores, e pela RDP, onde, durante trinta e quatro anos, foi realizador, apresentador e repórter de rádio.


Na televisão, apresentou na RTP – Rádio e Televisão de Portugal - um programa de informação.


Foi também jornalista da imprensa escrita no jornal açoriano “Correio dos Açores” e correspondente nos Açores de “O século” tendo, simultaneamente, fundado o seu próprio jornal, o “Correio do Norte”.


Mais tarde, entrou no mundo da publicidade dirigindo, no arquipélago açoriano, o maior grupo empresarial do mundo na publicidade exterior - a JC Decaux,.


Atualmente, conjuga a atividade publicitária, da sua própria empresa, com a escrita e a aviação de recreio.


 


 



 


“Fragmentos Entre Dois Continentes”, um livro lançado com a chancela da Chiado Editora, reúne diversas crónicas que o autor foi escrevendo ao longo dos anos.


Para nos falar um pouco mais sobre esta obra, e sobre si tenho hoje, como convidado, João Gago da Câmara, a quem desde já agradeço pela disponibilidade.


 


 


 



 


“Fragmentos Entre Dois Continentes” é a sua mais recente obra. Como é que surgiu a ideia de juntar todos os “fragmentos” escritos ao longo dos anos, e editar este livro?


Acontece que não consegui deixar de escrever após a minha aposentação da RTP – Rádio e Televisão de Portugal – onde, nos Açores, trabalhei ao longo de 34 anos.


Para um jornalista que gosta do que faz torna-se difícil, ou quase impossível, cortar em definitivo com a escrita com que lidamos no dia a dia e que nos enriquece do ponto de vista intelectual. Não consegui! Assim e porque era abordado para colaborações por diversos órgãos de comunicação social, mais precisamente rádios e jornais, decidi continuar, escrevendo semanalmente uma crónica que enviava para todos. Foi daí que nasceu “Fragmentos entre dois Continentes”, uma seleção de textos/crónicas que, também por sugestão de amigos e colegas, acabei por publicar com a chancela amiga da Chiado Editora.


 


Que histórias podem os leitores encontrar nesta obra?


“Fragmentos entre dois Continentes” aglomera dissertações díspares que foram nascendo ao sabor da criatividade e com o navegar próprio do pensamento, na observação contínua e o mais intimista possível das gentes e das coisas.



E como criança que compõe peças do lego, achamo-nos a brincar com as palavras, que nos deleitam, mas também que nos consomem, e, como num jogo inquieto entre dois amigos, o escritor e as ideias que se transformam em palavras e depois em frases, acabamos por construir textos que vamos fazendo por serem o mais entendíveis possível, dentro da musicalidade que fazemos por encontrar e sempre na preocupação de manter a simplicidade e a objetividade.



Em “Fragmentos entre dois Continentes”, o leitor encontra constatações, do ponto de vista social, político, cultural, religioso, até por vezes recreativo, dentro e fora da ilha (sou um ilhéu açoriano dos quatro costados) e críticas, quando necessárias, às políticas dos Estados e dos homens que vão detendo parte significativa da vida de todos nós. Mas, como não podia deixar de ser, há mergulhos nas coisas belas da infância, no fascínio do nascer de um neto, no recordar da juventude da mãe maravilhosa e do pai forte e protetor, no brincar à beira da lagoa, no lembrar a velhinha que viveu no vale toda uma vida e nunca viu mar, ou o pescador que trabalhava de sol a sol e deitava-se sem comer porque as sopas de pão com leite só davam para o alimento dos filhos.


 


Conseguiria eleger uma, das várias crónicas presentes neste livro, que mais prazer lhe tenha dado escrever?


Definitivamente não. Cada crónica tem o seu sabor, fruto do lugar onde é escrita, do som ambiente, da cor do céu ou do mar, do cheiro da floresta da ilha, que nos vão envolvendo quando vamos pondo palavras ao papel. No estado de espírito com que nos achamos ao saber que se aliena quase gratuitamente o património da mãe Pátria, ou que se é preso por falar e morto por defender ideais. Não consigo deixar de vivenciar cada crónica como se fosse única, porque aquele momento da escrita, do ponto de vista emocional, não volta a acontecer. Cada momento de escrever é único e irrepetível.


 


Apesar de o João ter estudado Engenharia Técnica Agrária, no Instituto Superior de Ciências Agrárias, a sua carreira profissional acabou por seguir um outro rumo. O que o levou a “trocar” a engenharia agrária pela rádio e televisão?


Embora ainda muito jovem enveredasse pelas artes da terra, das lavouras, do gado, do verde e do trator, que na minha geração era a onda do momento, a minha paixão sempre se chamou comunicação. Familiares e colegas não entenderam que tivesse partido para outros terrenos, para os das redações e dos estúdios, mas eu compreendi. Comunicar é preciso porque só assim conseguimos mudar mentalidades e modificar o mundo.


A profissão de comunicador não foi fácil. Estarmos a ser ouvidos por milhares de ouvintes ou telespetadores, embora demais acompanhados, sentimos momentos de solidão só entendidos por quem passa por estas andanças. E é a responsabilidade que a provoca. É preciso que tudo saia bem, ser convincente de forma a atirarmos a bola para lá do microfone e ela ser sempre apanhada pela maioria de quem nos está a ouvir. Não é fácil. Maria Guinot cantou um dia “Silêncio e tanta gente”. É isso mesmo que nos acontece na vida de comunicadores, a contradição entre solidão e os tantos que nos rodeiam. Mas não houve volta a dar. Entre comunicação e lavoura, definitivamente comunicação.


 


E a publicidade, como entrou na sua vida?


Foi novamente a comunicação a bater forte. Publicitar é comunicar. Tive convites irrecusáveis por parte dos maiores empresários da publicidade exterior de Portugal e do mundo, mais precisamente da RED Portuguesa, a maior empresa de publicidade nacional, e da JC Decaux, o maior grupo empresarial do mundo com sede em França, e não resisti. A expressão artística da imagem como veículo de comunicação, o estar na rua tocando a sensibilidade de quem vai passando e observando ou consumindo os anúncios gigantescos nas praças e avenidas das nossas cidades tornou-se incontornável na minha existência de comunicador.


 


A par com a actividade publicitária, a que atualmente se dedica, o João vai conjugando a escrita. Que papel é que esta ocupa na sua vida?


A escrita, poderei afirmar, é o pão que me consegue matar a fome e a água que me mata a sede. Sinto que tenho que escrever em permanência pois percebi que só esses momentos de intimidade completam os meus dias. Escrever é enriquecermo-nos e valorizarmos esta preciosidade que é existir. Não consigo estar sem escrever.


 


Um dos seus hobbies é a aviação de recreio. O que sente quando está a pilotar uma aeronave?


Obtive dois brevets de piloto de aviões, o primeiro em Espanha, o último em Portugal, pois voar a terceira dimensão, tocar os céus, olhar de cima e de longe este mundo cá em baixo, cheio de virtudes mas também repleto de defeitos, é ausentarmo-nos, mesmo que por horas, da constatação de fazermos parte dele que, embora tantas vezes nos alegre, outras tantas nos consome.



É navegar o território das aves e das nuvens e ao mesmo tempo beber o azul da atmosfera e testemunhar de perto esse amarelo sempre diferente dos raios de sol. É estar dentro do planeta e fora dele. Voar, tal como escrever, é, no meu caso, condição indispensável para ser feliz.



 


Se tivesse que escolher um destes dois continentes de que nos fala o seu livro para aterrar definitivamente, qual seria?


Escolheria o continente do intelecto e dos sentimentos, do ser-se solidário e estar para os outros, da perseverança, da lucidez, da equidade e do respeito pelas diferenças, da coragem, da paz em fraternidade, da elevação e seriedade dos agentes políticos, do cultivo da inteligência emocional, da denegação dos opressores e dos abraços à liberdade. Esse seria o meu continente.


 


Estando neste momento na fase de divulgação do livro “Fragmentos Entre Dois Continentes”, podemos contar com uma próxima obra para breve?


Sim, sairei brevemente com um trabalho de pesquisa que tenta retratar a grandiosa epopeia que foi a emigração açoriana para Santa Catarina, no sul do Brasil, ocorrida a partir de 1748, tempo de D. João V.


Estive por duas vezes no Brasil para recolher matéria que me permitisse trazer as velhas gerações de emigrantes aos nossos dias. Com efeito, quase três séculos são passados desde que o primeiro barco de emigrantes açorianos afrontou três meses de mar rumo a essa terra prometida, de leite e mel, mas que acabou por ser muitas vezes de desilusão e de morte. Mesmo assim, fundámos ali uma comunidade de povoadores que influenciou sobremaneira os tempos que se lhe seguiram, sobretudo nos usos, costumes e tradições que de cá levaram e que por lá ficaram, até hoje. A Chiado prevê a saída da obra em meados de maio, princípios de junho do corrente ano de 2016.


Depois, conto passar para o romance e por lá ficar. A ver vamos.


 


Muito obrigada!


 


 


*Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre o autor e este cantinho.


 


segunda-feira, 28 de março de 2016

Sobre a mudança da hora


 


Tenho por hábito acertar todos os relógios durante a tarde, no sábado em que muda a hora (tecnicamente só muda na madrugada de domingo), e até já tinha posto um daqueles meus famosos lembretes para não me esquecer.


Chegou o fim-de-semana e, mesmo sem lembrete, avisei a minha filha e acertei tudo. À noite, deitámo-nos tarde e o meu marido até comentou que, ainda por cima, íamos dormir menos uma hora.


No dia seguinte, o meu marido acorda assustado porque já passava das 06.30h e o despertador não tinha tocado, nem o colega ligado. Provavelmente, tinha-se esquecido da mudança da hora. Mandou mensagem ao amigo e levantou-se, mas aquilo estava a fazer-lhe muita confusão.


Perguntou-me várias vezes "Mas tens a certeza que é este fim-de-semana que a hora muda?", ao que eu lhe respondia "Tenho. Mas vê aí na box da Meo, que actualiza automaticamente."


Ele assim fez e, de facto, ainda tinha 5.30h. Pergunta-me mais uma vez se tenho a certeza e, só então, me lembro que a hora muda de sábado para domingo, e ainda era sábado de manhã!


Ou seja, por conta do feriado, fiquei toda baralhada e quis à força mudar a hora antes do tempo, de sexta para sábado!


E quem pagou foi o meu marido, que podia ter dormido mais uma hora e não o fez! 

A Mariza disse tudo

Contraponto


A gala de ontem do Got Talent Portugal não prometia grandes actuações, e estava na expectactiva para ver como ia correr e quem seria escolhido para a final.


A primeira actuação - dos Contraponto - desiludiu-me. Não sei se foi a escolha das músicas ou as próprias vozes que não favoreceram em nada a actuação. Estiveram, sem dúvida, melhores na audição.


 


 


André Kosasih


O meu primeiro voto da noite (em pensamento) foi para o André Kosasih. Gostei muito de o ver contracenar consigo próprio! Tem talento e revelou originalidade (embora haja actuações semelhantes a estas noutros países).


Mais uma vez, e relativamente à Mafalda, a actuação de ontem deixou muito a desejar. Gostei mais da simplicidade e emotividade que mostrou na audição. 


 


Francisco Mousinho


O truque do Francisco conseguiu cativar-me e roubar um segundo voto. Pode ser um truque bastante básico e ter sido mal executado. Ao que parece, os mais atentos perceberam que ele tinha o papel com a identificação da carta na mão, e não utilizou o que estava dentro do envelope. Eu, confesso, não estava assim tão atenta e fiquei espantada com o truque. Hoje vou rever e tentar perceber se realmente foi assim tão óbvio.


 


 


Carolina Vasconcelos


E o meu terceiro voto da noite, ou seja, a minha terceira concorrente mais votada foi a Carolina! Foi uma actuação muito bonita, mais arriscada que a da audição, que teve ali muito trabalho investido e correu lindamente. E a escolha da música foi perfeita!


Sobre o duo Cantando os Azuis nem me vou pronunciar. Sem comentários!


Quanto ao Gao, voltamos ao mesmo: melhor na audição do que ontem. Não gostei muito.


 


Posto isto, e na hora das votações, fiquei com a mesma cara que os jurados fizeram quando a luz do André se apagou, indicando que ele era um dos menos votados.


Ainda mais indignada fiquei quando aconteceu o mesmo à Carolina.


Não se percebe como é que duas das melhores actuações da noite ficam entre as menos votadas e vão para casa, enquanto outros continuam em competição.


A Mariza, quando lhe foi dada a palavra na recta final do programa, disse tudo!


 


 



Em relação aos convidados da noite tenho a dizer que fiquei muito desiludida com o Dengaz! Porquê? Então andava eu a gostar tanto da música "Dizer que Não" convencida que era o Dengaz que cantava, e não é que fico a saber que a parte mais bonita da música é cantada pelo Matay! Não fazia mesmo ideia. Assim é caso para dizer que não gosto de ouvir o Dengaz, gosto é de ouvir o Matay!


 


 



E que dizer do Agir? Já tinha ouvido um pouquinho da música no noticiário e gostei. Ontem, ouvi na íntegra, a adorei! 


Não percebo as críticas que estão a ser feitas a este movimento nem à letra da música. Como o próprio disse, não se trata de ser contra a maquilhagem, ou de dizer que ela não é útil ou necessária, mas sim de mostrar a todos que devemos gostar de nós da forma que somos e que, mesmo sem maquilhagem, já somos bonitas. Não quer dizer que não possamos ficar mais, mas a verdadeira beleza é a natural.


 


Imagens 


Got Talent Portugal


Got Talent Portugal | RTP


 

Zootrópolis - o filme!

 



 


Amizades improváveis, sonhos de que nunca se deve desistir, o direito à diferença e às oportunidades para todos, valores por que nos deveríamos reger, e o terminar de muitos conceitos préconcebidos e, muitas vezes, errados, são alguns dos ingredientes que podem encontrar neste filme da Disney - Zootrópolis!


 


 



 


Judy Hopps é uma coelha destinada a ser agricultora, mas que desde pequena tem o sonho de ser polícia.


Os pais desde sempre a tentaram dissuadir de seguir os seus sonhos, e convencê-la que ficar é muito mais cómodo. Mas Judy não se vai deixar convencer, nem desistir, mesmo quando tudo aponta para que venha a ser um fracasso total.


Assim, entra para a academia e acaba por se formar como a melhor aluna da turma, indo então cumprir o seu sonho de ser polícia em Zootrópolis, onde todos podem ser aquilo que quiserem!


Mas vai perceber que não é bem assim.


Com vários casos de mamíferos desaparecidos por desvendar, Judy fica encarregada dos parquímetros. Uma desilusão. Ela queria ajudar os colegas nos casos mais complicados, e pôem-na a passar multas.


 


 



 


É assim que conhece Nick Wilde, uma raposa matreira que faz dos negócios menos lícitos e trapaças a sua vida. Os dois não vão começar da melhor forma, mas serão "obrigados" a trabalhar como parceiros por uma causa mais nobre. Depois de humilhada, em criança, por uma raposa, e tendo em conta o medo que ainda possa ter delas, será que as coisas ainda vão terminar da melhor forma para estes dois?


 


 



 


O momento mais cómico e que, só por ele, já vale a pena ver o filme, é a cena das preguiças!


Nick diz a Judy que sabe de uma forma rápida de descobrir a quem pertence uma matrícula. Essa forma rápida, é a preguiça, que de rápida não tem nada. E se à Judy lhe estava a pôr os nervos em franja, estar uma tarde inteira à espera de uma informação, imaginem nós!


Ainda por cima, quando está mesmo, mesmo, quase, Nick lembra-se de contar uma anedota, só para atrasar mais um bocadinho. E, depois, a preguiça conta à colega essa mesma anedota. Foi uma cena mesmo hilariante!


 


 



 


Até conseguiram fazer com que a própria cara das preguiças lhes desse um ar mesmo parvo!


 


 



A música ficou a cargo da Shakira, com "Try Everything", que no filme cabe à personagem Gazelle interpetar!


 


Um filme onde aqueles que, à partida, seriam os maus, até podem ser amigos, e onde aqueles, de quem ninguém desconfiava, podem ter algo a esconder.


A missão de Judy e Nick será descobrir o que anda a tornar os mamíferos de Zootrópolis agressivos e selvagens, por que razão desaparecem, e quem está por trás de tudo isso, numa luta contra o tempo, para que Judy não tenha que cumprir a sua promessa de se despedir da polícia, por não ter conseguido resolver o caso.


 


Se puderem ver, não percam esta aventura da coelha pateta e da raposa matreira, que no final será mais coelha matreira e raposa pateta, com uma grande lição e mensagem para todos nós!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Um mês sem a Tica

Hoje, sexta-feira santa, relembramos a crucificação de Jesus e a sua morte.


Hoje, dia 25 de Março, faz um mês que a Tica nos deixou...


 


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Foi aqui, por baixo desta janela, que a encontrei sem vida. Foi há um mês, e ainda me custa aceitar que não a terei de volta.


Que não a irei encontrar escondida debaixo da cama, enfiada dentro de alguma caixa à qual, entretanto, já conseguiu tirar a tampa.


Que não irá tentar tirar-nos mais garrafas das mãos, ou tentar beber água da torneira enquanto enchemos a garrafa, fazendo com que metade da água fosse para fora!


Já não tenho aquela vontade de me despachar e sentar-me no sofá, à noite, a ver a telenovela enquanto a Tica dormia no meu colo.


Já não se põe em cima da tábua de passar a ferro só para me contrariar, nem se deita lá a apanhar banhos de sol, como tantas vezes o fez.


Temos estado a juntar todas as suas coisas, mas de vez em quando lá aparece um ou outro brinquedo que andava por lá escondido.


Ainda penso muitas vezes se tudo poderia ter sido diferente. Tento atribuir aos últimos acontecimentos, que antecederam a sua morte, possíveis sinais de que algo não estava bem, e que possamos ter ignorado:



  • o facto de andar a perder muito pelo

  • o facto de andar a miar mais e andar um pouco estranha

  • o facto de, volta e meia, vomitar

  • o facto de andar ainda mais carente e apática

  • o facto de eu andar a sonhar com ela várias vezes

  • o episódio com a orelha no fim de semana anterior, que parecia que não estava normal e que isso a incomodava, mas que passado uns minutos passou


 


Por outro lado, ela continuava a comer bem, a brincar, a correr pela casa, e não parecia nada um animal doente ou com problemas. 


Penso nas mil e uma doenças que ela poderia ter, nos cuidados e visitas adicionais ao veterinário que deveríamos ter feito e não fizemos.


Mas, depois, vem aquela voz dizer "Marta, ela teve morte súbita, não estava doente, aconteceu".


 


 


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Aqui, no local onde a encontrei, estão hoje os dois vasos com ervas que semeámos, e que ela nunca chegou a comer. A Tica partiu de rompante. As ervas, vão murchando e envelhecendo aos poucos.


Faz hoje um mês, e possivelmente terá sido cremada esta semana, ou sê-lo-á na próxima.


Quem me dera que, à semelhança de Jesus, que resuscitou no Domingo de Páscoa, também a Tica voltasse para nós.


E pensar que há um ano estava a cozer-lhe um lombinho de pescada para celebrar a época. Mal sabia eu que seria a última Páscoa juntas... 


Hoje, devo sentir-me feliz porque temos duas meninas, afilhadas da Tica, para cuidar. Mas sinto-me triste pela Tica.


Ainda no outro dia estava a entrar em casa e ouvi miar dentro de casa, como ela costumava fazer. Involuntariamente, dei por mim a responder "é só um momento, Tiquinha", para só então me aperceber que não era a Tica, mas a Becas.


Como diz a veterinária que nos atendeu na última consulta "os bons são sempre os primeiros a partir"! Nada mais certo.


Foi assim com a Tica, foi assim com o Mimo (da Mula), terá sido assim com muitos outros animais, e será assim com a Amora. É também assim com as pessoas.


Será que é por já terem cumprido a sua missão neste mundo? Por serem tão bons e generosos que merecem partir para um sítio melhor?


Seria bom acreditar nisso, mas o meu cepticismo não me permite encarar essa possibilidade.


Um mês sem ti, minha Tica, e ainda dói muito...


 


Saudades dos beijinhos que te dava neste pelo fofinho, das turrinhas com que nos cumprimentávamos, de ter fazer cócegas na barriguita, dos teus dedinhos rosa e pretos, da tua cauda a fazer-me cócegas nos braços, do teu despertar com festinhas, das tuas saudações depois de um dia fora de casa, de ficar simplesmente a admirar-te, a apreciar a tua bondade e simplicidade.


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Que esta seja uma Páscoa ainda mais santa para ti, Tica, onde quer que estejas!


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quinta-feira, 24 de março de 2016

Mais uma vez ninguém fez nada


 


Não sei como ainda me surpreendo com a falta de meios, e de vontade, das entidades locais para fazer algo por um animal ferido. 


Já tinha tido, no ano passado, a experiência da gaivota. Hoje, foi com um gato atropelado.


Ia eu a caminho do trabalho, tinha estado a fazer festinhas à gata que costumo encontrar pelo caminho, e não me apercebi de nada. Um pouco mais acima, encontro um gato atropelado no meio da estrada. Ainda estava vivo.


Uma senhora que vinha de carro, de uma travessa perpendicular, e que trabalha ali na rua, também parou para socorrer o animal. Tirou uma toalha que tinha no carro e embrulhou o gato, retirando-o da estrada, antes que algum outro carro passasse por cima e o matasse de vez.


Liguei para o Hospital veterinário, que me disse que o poderíamos levar para lá, mas que tínhamos que assumir a responsabilidade pelo mesmo e custos inerentes. Deram-nos o contacto da GNR (SEPNA), entidade mais competente para a resolução do caso.


Esta, por sua vez, dá o contacto da protecção civil, que normalmente faz recolha de animais. Ligo, e começam imediatamente com desculpas:


 


 


"Ah e tal, vamos ver se conseguimos mandar aí alguém, porque hoje os serviços da Câmara estão fechados, vai ser difícil, não temos pessoal disponível e blá blá blá.".


Pergunto eu: "Mas fazem a recolha para tratar o animal, certo?"


"Mas o gato está vivo?"


Respondo-lhe que sim.


"Ah, nós não recolhemos animais vivos. Nesses casos, não podemos fazer nada."


 


E assim ficámos nós, sem saber a quem mais recorrer, divididas entre deixar o animal ali sozinho entregue à sua sorte, e levá-lo ao veterinário, à nossa conta. O gato deve ter dono, aparenta estar bem tratado. Mas não fazemos ideia de quem seja.


Como já estava atrasada para o trabalho, e não podia fazer muito já que estava a pé, e a outra senhora de carro, deixei-lhe o meu contacto e disse-lhe que, caso entendesse levá-lo a um veterinário, para me dizer, que dividíamos a despesa.


Custou-me vir embora  e deixá-lo ali. Mas espero que tudo se tenha resolvido pelo melhor. Agora resta-me esperar por notícias da tal senhora.


É incrível como, mais uma vez, empurraram as pessoas de um lado para o outro, de um serviço para outro, sem que nenhum tenha capacidade para resolver uma situação destas.


Cada vez mais valorizo as associações e particulares que prontamente ajudam estes animais feridos porque, se dependessem de serviços públicos, morriam!


É triste... 


 

quarta-feira, 23 de março de 2016

Onde está a magia?


 


"A MAGIA NÃO ESTÁ NAQUILO QUE SIMPLESMENTE TE ACONTECE MAS SIM, NO QUE REALMENTE FAZES ACONTECER!"


 


Quem é que por aí concorda?


 


 


 


Frase de Kiko Lopes, autor do livro Desperta para um Bom Dia... Com Palavras, que estará brevemente à conversa aqui neste cantinho, bem como a minha opinião sobre o livro.


 


 

À Conversa com KKBB


 


A banda convidada de hoje vem de Amarante. Foi fundada em 2014, mas tem-se tornado mais conhecida do público português de há uns meses para cá, com temas como “Eu Não Vou Esquecer”, “Fazes-me Sofrer”, e “Cara ou Coroa”, cujo videoclip já devem, por certo, tal como eu, ter visto na televisão.


 


 



 


Num estilo pop/rock, a banda formada por Diogo Amorim, Filipe Patrício, João Cravo, Pedro Noé e Pedro Santos, promete ser um sucesso a nível nacional e, quem sabe, além-fronteiras.


Falo-vos dos KKBB, que aceitaram o convite para participar na rubrica “À Conversa com…”, e a quem desde já agradeço a disponibilidade.


 


 



Começo por perguntar o que significa KKBB, nome que escolheram para a banda?


KKBB é a abreviatura de KissKiss&BangBang.


O nome surgiu em tom de brincadeira num dos ensaios da banda, e como é um nome intuitivo e que fica no ouvido, decidimos dar esse nome á banda usando a abreviatura uma vez que é mais curto e simplificado.


 


Como é que surgiu a vontade de formarem uma banda?


Éramos e somos amigos à alguns anos , tocamos juntos em projetos anteriores, seja em projetos de banda de originais/cover’s ou como músicos freelancer’s de outros artistas nacionais. Foi no seguimento da partilha de experiencias/ideias e com o incentivo de 2 desses artistas, que decidimos criar o projeto KKBB, onde os 5 elementos da banda criaram os temas ,tanto a nível de letra como de instrumental, e juntos consolidamos o caminho até chegarmos ao dia de hoje.


 


Os KKBB formaram-se em 2014, tendo afirmado, nesse mesmo ano, que queriam numa primeira fase, dar a conhecer a vossa música nas rádios e televisão e, numa segunda fase, apostar em alguns espetáculos. Quais são as vossas metas para 2016?


Os KKBB crescem a cada dia que passa. Editamos o nosso 1º disco de originais, e estamos a fazer promoção com alguns singles em televisão, assim como showcases ao vivo de Norte a Sul do país. Se tudo correr como previsto, o disco “Tudo ainda é pouco” terá a sua data de lançamento nas lojas já no próximo mês ,onde será apresentado ao publico ao vivo em formato de concerto e de showcase, seguindo para as rádios nacionais de maior evidência. Estamos 100% focados no projeto, sentimo-nos muito realizados, com a sensação de que fazemos tudo para agradar ao público, e que as nossas músicas “marcam” as pessoas. Isso é muito motivador para continuarmos a fazer músicas novas e a dar o nosso melhor todos os dias.


 


Que feedback têm recebido do público após as vossas atuações?


O público tem sido fantástico. Somos muito acarinhados e tentamos sempre retribuir todo o carinho. É realmente especial ter as pessoas a cantar e a desfrutar as músicas. A cada dia que passa sentimos um maior apoio e felizmente o feedback é maior a cada dia que passa. A nossa página oficial no facebook soma mais e mais seguidores, comentários e mensagens, assim como o nosso primeiro videoclip, que tem superado as espectativas. Já soma mais de 100mil visualizações em cerca de 5 meses. Vamos começar dentro de dias a gravar o videoclip do segundo single e esperámos surpreender ainda mais os nossos fãs e seguidores.


 


Para além de “Eu Não Vou Esquecer” e “Fazes-me Sofrer”, o tema “Cara ou Coroa” será, talvez, o mais conhecido entre nós. Esta música representa, de alguma forma, a vossa forma de estar na vida?


Sem duvida. “A vida é muito mais bela, quando se sabe viver”; “como é bom sentir aqueles sorrisos” ; “são esses os momentos que despertam os nossos 5 sentidos”. Estas frases resumem o que temos vindo a falar até aqui. Vivemos um dia de cada vez, damos o nosso melhor e nunca deixamos de acreditar em nós. Sentimos o lema “Carpe Diem” e com os pés bem assentes na terra, trabalhamos muito para sonhar, e claro que esperamos um dia atingir um patamar ainda maior.


 


“Tudo Ainda é Pouco” é o nome do vosso primeiro álbum. Podem contar-nos como correu toda a produção do mesmo?


Toda a produção do disco foi um processo muito demorado, pensado e repensado ao mais pequeno pormenor. Estivemos em estúdio cerca de 6 meses a gravar. Desde as letras, ás melodias, aos arranjos, aos músicos convidados, ás gravações com o grande amigo e produtor Ménito Ramos, à criação da capa do disco e concepção em termos de imagem, tudo foi pensado ao pormenor e realizado com as ideias dos 5 elementos da banda. Fizemos questão de contribuir ao máximo com a nossa criatividade, talento e imaginação para que o disco mostrasse o que somos a nível pessoal.


Este álbum é jovem, fresco, tem toques que viajam do pop ao rock, e falam de temas como encontros, desencontros, desejos e paixões. A música é fluída, as letras são “clean” cativando quem ouve o disco. Todo ele é uma viagem, onde seguem ritmos fortes e temas que lembram bandas sonoras de novelas tanto juvenis como adultas.


 


Onde é que o álbum pode ser adquirido?


Neste momento aguardamos o lançamento do disco em loja, mas certamente que no mês de Abril , se forem ás Worten’s ou Fnac’s encontram o álbum á venda. Após o seu lançamento, também podem adquirir o CD nos espetáculos ao vivo.


 


Os KKBB são uma banda totalmente formada por rapazes. Alguma vez colocaram a hipótese de vir a ter uma voz feminina, ou foi algo em que nunca pensaram?


Sinceramente nunca pensamos nisso e nunca pensamos ter outro elemento fosse masculino ou feminino na constituição da banda. Uma vez que a banda surgiu no seguimento de sermos músicos amigos, que tocavam juntos antes e que formaram o conceito KKBB, colocar alguém que não tivesse vivido esses dias desde a nossa origem não faria sentido.


 


Onde é que vamos poder ouvir os KKBB nos próximos meses?


As datas surgem a um bom ritmo. Felizmente já temos datas a serem negociadas para a primavera e verão deste ano. Estamos neste momento a fazer showcases ao vivo, onde a próxima data é já no próximo dia 23 de Março em Aveiro, no IceClub. Contamos com todos vocês para ouvirem os KKBB e desfrutarem dos nossos temas ao vivo, assim como conhecerem um a um os elementos da banda. Um obrigado pela oportunidade de darmos esta entrevista e disponham sempre. KKBB


 


Muito obrigada!


 


Podem saber mais sobre os KKBB em:


https://www.facebook.com/kkbbmusicoficial/

terça-feira, 22 de março de 2016

Quero este livro!


 


Sinopse

 

"Com uma vida de sonho que é a inveja de todas as mulheres, Whitney MacAllister um dia é surpreendida quando um homem misterioso se apodera do seu Mercedes, pouco antes das balas começarem a voar. Mas esta não é uma tentativa de sequestro nem o homem ferido é um criminoso comum. Inesperadamente, Whitney é arrastada para uma parceria com um estranho para conseguir escapar à morte iminente. Diante deles está uma série de documentos roubados que levam a uma fabulosa fortuna escondida. Atrás, um grupo de assassinos implacáveis que eliminam quem se atravessa no seu caminho. A perseguição acaba por levá-los à exótica ilha de Madagáscar, onde o jogo terá um aterrador desfecho, que poderá não ter vencedores, nem perdedores… nem sobreviventes."

Fragmentos Entre Dois Continentes


 


"Fragmentos entre dois Continentes" reune várias crónicas escritas pelo autor ao longo dos anos, e foca as mais diversas temáticas, desde histórias, hábitos e costumes dos açorianos, às de outras gentes, de outros continentes.


 


Fala-nos do mar, das ilhas que nele se encontram, daqueles que o utilizam para partir da sua terra natal, em busca de uma vida melhor, daqueles que nele perdem a vida, daqueles que regressam às ilhas, e daqueles que nunca de lá saíram.


 


Esta obra traz-nos crónicas de outros tempos, e outras bem atuais. 


São histórias de famílias, de aventuras, de peripécias de infância, de tradições que se mantêm, e outras que se vão perdendo.


São reflexões sobre a sociedade actual, sobre a solidão na velhice, sobre os jovens, sobre o admirável mas perigoso mundo da internet e das novas tecnologias.


 


São várias as crónicas que poderia aqui destacar, como "O Vício Azul", que reflete sobre as vantagens e desvantagens do facebook, ou "Ciberespaço, Para Nunca Mais a Liberdade", que nos alerta para a forma ilegal como as agências de segurança e vigilância controlam e vigiam tudo aquilo que dizemos, escrevemos ou falamos.


"Não Entre os Seus, Mas Só Com Deus", traz-nos uma realidade dos nossos dias - a forma como lidamos com os idosos, nossos pais, tios, avós, quando estes começam a envelhecer, e a tornar-se "um peso" para os mais novos, que se esquecem que, um dia, também eles estarão naquela mesma situação.


Uma das crónicas, "A Ti, Pai", é uma sentida homenagem ao pai do autor, também ele João Gago da Câmara, antigo Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, que dedicou a sua vida ao povo da sua terra, e outra, "A Ti, Mãe", à sua mãe, numa recordação da mulher que foi, da mãe que foi, e da forma como a doença que a afectou a levou para junto do pai.


 


Deixo-vos também aqui um pequeno excerto da crónica "Voto no Povo":



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Mas há muito mais para descobrir ao longo destas 171 páginas: temas como as praxes, hipocrisia, liberdade de expressão e de imprensa, emigração, histórias da América, do Brasil, de Lisboa, de Marrocos e da Hungria, voltando sempre aos Açores, e tantos outros podem ser encontrados nesta obra.


 


Eu recomendo!


 


Autor: João Gago da Câmara


Data de publicação: Dezembro de 2014


Número de páginas: 176


ISBN: 978-989-51-3290-4


Colecção: Viagens na Ficção


Género: Ficção


 



 


 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Estava tudo a correr tão bem...

 



...mas o Manuel Moura dos Santos tinha, mais uma vez, que abrir a boca e estragar tudo!


Na hora da decisão final, entre os candidatos mais votados - os bailarinos Pedro e Inês, e o cantor Jonathan - este senhor usou o pior e mais incoerente argumento para justificar a sua decisão de votar no par da dança "o meu critério é que o Got Talent é um programa de talentos, e cantar não é talento!".


 


Desculpe?


Cantar não é talento?


Concordo plenamente, como já disse várias vezes, que neste programa se procurem talentos que não se possam mostrar noutros concursos, mas isso tem que fazer parte das regras. Não fazendo, podendo lá ir qualquer um, não haver qualquer tipo de discriminação. 


Por outro lado, se cantar não é um talento, por que razão carregou no botão dourado quando a Micaela actuou?


Cantar bem e interpretar a letra da música é tão talentoso como dançar. E se existem outros programas para cantores, também o existem para bailarinos.


Mais valia ter votado, sem se alongar em justificações.


 


Quanto à gala e às actuações, gostei muito dos LTCTFG, mas os meus preferidos para a final eram a Luísa e o Jonathan. Parece-me que foi uma gala com mais talentos que a anterior, e tornou ainda mais difícil de escolher apenas dois concorrentes.


A Luísa acabou por ser votada pelo público. Já o Jonathan, ficou por aqui. Espero que a Sofia o possa ajudar e que ainda venha a ter um futuro brilhante.


Não achei justa a escolha do Pedro e Inês. Dança por dança, preferia os LTCTFG.


 


 



 


Quanto aos convidados especiais da noite, fiquei a conhecer o famoso single que juntou Carminho aos HMB. Até não desgosto da música, mas há ali qualquer coisa na voz da Carminho que não gostei muito, quando interpretou a parte dela. Prefiro a junção das duas vozes.


A música dos D.A.M.A. também não é má. Espero que os concertos deste ano sejam bem melhores que os do ano passado.


 


Imagens Got Talent Portugal

 

sexta-feira, 18 de março de 2016

Mafra recebe o Presidente da República



Imagem jornaldemafra.pt


 


 


O Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, vem a Mafra na próxima segunda-feira, 21 de Março, para presidir à cerimónia militar pública de receção ao Comandante Supremo das Forças Armadas, mas esta semana já anda tudo em alvoroço.


A decorrer no Terreiro D. João V, em frente ao Palácio Nacional de Mafra, os preparativos para a cerimónia já começaram. O cenário está praticamente montado, e o aparato em frente ao Convento não deixa ninguém indiferente. 




 


Pérolas que tenho ouvido nos últimos dias...


 


...a propósito da adopção da Amora, depois de já ter a Becas:


 


"Então, agora arranjas também um cachorrinho, ou uma raposa!"


 


"Com tantos gatos por aí, tinhas logo que ir buscar uma aleijada?"


 


E se a primeira ainda se tolera, a segunda revoltou-me, ainda mais por ter vindo de alguém que não esperava.


Então os gatos com deficiências são menos que os outros? E se estivessemos a falar de pessoas, também seria este o pensamento?

À Conversa com Mário Silva - APCOI


 


Já aqui falei algumas vezes sobre a obesidade infantil e os perigos para a saúde que daí advêm, mas nunca é demais relembrar que, no mundo, cerca de 155 milhões de crianças têm excesso de peso ou são obesas, dos quais 43 milhões em idade pré-escolar. São números alarmantes, para os quais contribui também o nosso país, que está entre os países europeus com maior número de crianças com excesso de peso ou obesas.


Para combater a obesidade infantil, nem sempre a intervenção dos pais, em casa, é suficiente. Os pais têm um papel fundamental, no sentido de educar para uma alimentação mais saudável e incutir aos filhos, desde cedo, a prática de bons hábitos alimentares dando, eles próprios, o exemplo.


 



Mas esta intervenção deve ser complementada pelas diversas entidades que lidam com as crianças, e que fazem parte do meio em que a mesma se desenvolve como, por exemplo, a escola que frequentam.


Para ajudar nesta missão nasceu, em Dezembro de 2010, a APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, uma organização sem fins lucrativos cujo objectivo passa por promover a saúde das crianças e combater o sedentarismo, a má nutrição, a obesidade infantil, e as doenças associadas, através da organização de diversas campanhas e eventos, alertando para a problemática da obesidade infantil em Portugal.


 



Tomei conhecimento desta associação através da nossa participação na última Corrida da Criança, no Estoril, que todos os anos reúne a família (miúdos e graúdos), para uma corrida solidária que, para além de ajudar as crianças abrangidas pela associação, visa também o combate ao sedentarismo e promoção da prática de exercício físico, num ambiente de festa e convívio.


Para nos falar um pouco mais sobre a APCOI, tenho hoje como convidado o seu Presidente e Fundador, Mário Silva, que gentilmente aceitou o convite para esta entrevista, e a quem desde já agradeço a disponibilidade.


 


 



 


Começo por perguntar, como nasceu a APCOI?


Um dia, depois do trabalho, algures durante o ano de 2009, estava na fila do supermercado. À minha frente estava um menino, que devia ter menos de 10 anos. Era claramente obeso e tentava convencer a mãe a comprar-lhe uma embalagem de um snack que prometia oferecer um cromo no seu interior, recorrendo a todos os argumentos possíveis. A mãe dizia-lhe que não ia fazer-lhe bem, que não podia comer aquelas guloseimas. Mas não resistiu à pressão do filho e comprou-lhe o snack. O produto tinha elevado teor de açúcar, gordura e sal, pelo que iria sem dúvida contribuir para agravar o estado de saúde já debilitado daquela criança. E quem seria um dos principais culpados? Eu. Na altura, trabalhava na agência de marketing infantil que tinha desenvolvido aquela promoção, tal como tantas outras que tinham como única finalidade aumentar as vendas destes produtos nocivos. Foi uma chamada de atenção que despertou para a dura realidade da obesidade infantil que é considerada atualmente a maior epidemia não contagiosa do mundo e em Portugal não é diferente, uma em cada três crianças tem excesso de peso! Depois de me deparar com esta realidade, foi impossível continuar a trabalhar para vender produtos que danificam a saúde das crianças... daí até fundar a APCOI foi apenas um pequeno passo.


 


Que projectos tem a APCOI, neste momento, a decorrer?


Este ano de 2016 vai ser muito marcante, porque é um ano de muitas surpresas. Continuamos a crescer com o projeto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» que já conseguiu melhorar os hábitos alimentares de mais de 200 mil alunos em todas as regiões do país e é atualmente considerada a maior iniciativa escolar gratuita de educação para a saúde a nível nacional. Para celebrar este sucesso, queremos levar a marca «Heróis da Fruta» para outros públicos, através de eventos especiais e até de edições limitadas de produtos em parceria com diversas entidades selecionadas. Vamos ter muitas novidades em breve, uma delas acabou de ser lançada e chama-se «Missão 1 Quilo de Ajuda». É a vertente mais solidária do nosso projeto escolar e consiste na oferta semanal de cabazes de fruta nas escolas para apoiar o reforço alimentar e a inclusão social dos alunos mais carenciados do país.


 


Em 2012 a associação inaugurou o 1º Centro de Prevenção da Obesidade Infantil em Portugal. A quem é que se destina este centro, e que actividades costuma desenvolver?


É o nosso centro de operações, onde trabalham os nossos especialistas em saúde infantil, cientistas e investigadores e a restante equipa que apoia cada um dos projetos da APCOI. Quando foi inaugurado em 2012, nasceu também com ele um projeto-piloto de acompanhamento de famílias com crianças com excesso de peso que ultrapassou todas as expectativas, tendo uma lista de espera de muitos meses, e por isso mesmo, já este ano, o modelo vai ser estendido a todo o país, através de uma parceria que nos permitirá dar esta resposta às famílias em 18 locais em todo o território nacional.


 


Considera que ainda há um longo caminho a percorrer na prevenção e combate à obesidade infantil?


Sim, é um trabalho contínuo. Utilizando a linguagem dos «Heróis da Fruta», a nossa missão nunca acaba, temos de continuar a espalhar a magia da saúde, todos os dias para que esta chegue ao maior número de crianças! Na verdade, a única forma de garantir que este problema de saúde pública está controlado é manter um elevado nível de prevenção, através da realização sistemática e consistente de programas de educação para a saúde, como no caso do projeto «Heróis da Fruta».


 


Esse caminho passa, essencialmente, por uma mudança de mentalidades?


Sem dúvida! Para lhe responder a esta pergunta, vou contar-lhe uma pequena história: Os primeiros «Heróis da Fruta» do mundo, a Sushi e o Yago, são dois irmãos que decidiram iniciar uma empolgante missão: devolver ao mundo o conhecimento sobre a alimentação saudável que a Madame Ganância fez desaparecer. Nos últimos anos, têm percorrido o país à procura de outras crianças que queiram aprender como se podem transformar em verdadeiros super heróis a defender a sua saúde e a saúde de todos à sua volta. Ao longo da sua aventura, os "Heróis da Fruta" vão saborear todos os dias alimentos saudáveis nas suas refeições, vencer desafios e jogos incríveis, receber prémios fantásticos e aprender a usar a magia da música para fazer chegar mais longe a sua missão: ensinar tudo isto aos adultos, mesmo àqueles que dizem já não ter idade para mudar os seus velhos hábitos.


 


Devido ao estilo de vida que a sociedade actual leva, existe hoje um maior número de crianças com excesso de peso ou obesas, em relação há uns anos ou até décadas atrás? Ou esse número já existia, mas só agora, devido a uma maior preocupação e um estudo mais aprofundado, é possível chegarmos a ele?


É um facto houve um aumento de excesso de peso na população, não só infantil, devido ao estilo de vida atual que se instalou na nossa sociedade nos últimos 30 anos. Aliás, sabemos hoje que nos últimos 33 anos, a taxa de obesidade infantil aumentou 47% em todo o mundo. Esta é a conclusão muito recente de uma das maiores revisões de todos os estudos sobre este problema em todo o mundo. No entanto, acho que também se tem vindo a falar mais de excesso de peso nos últimos anos, porque há uma maior preocupação da população em geral em relação a este assunto. Na minha opinião, o facto de a ainda primeira-dama dos EUA ter abraçado e defendido esta causa com todas as suas forças, colocou o mundo a olhar para este problema com maior frequência. Em Portugal, desde a criação da APCOI em 2010, todas as semanas se fala de obesidade e excesso de peso nos meios de comunicação social. Só para lhe dar um exemplo, desde o ínicio de janeiro já foram publicadas mais de 200 notícias em Portugal sobre a APCOI ou sobre os nossos projetos. Penso que é muito positivo falar-se do problema para acabar com mitos e preconceitos que contribuiem para o sofrimento de tantas crianças. É importante informar. Só com informação e conhecimento proveniente de fontes fidedignas é que conseguimos melhorar a vida e a saúde das crianças.


 


É um facto que, hoje em dia, existe uma maior preocupação por parte da sociedade em geral, das diversas entidades às quais estamos directa ou indirectamente ligados, e dos pais em particular, no que respeita à promoção de uma alimentação mais saudável e prática de exercício físico. No entanto, continuamos a ter números alarmantes de crianças com obesidade infantil. Como é que se explica essa contradição?


A taxa de obesidade infantil aumentou 47% em todo o mundo nos últimos 33 anos, mas apenas nos últimos 5 ou 6 anos se tem vindo a assistir a essa maior preocupação da população em geral em relação aos seus hábitos diários. No entanto, a realidade mostra-nos que será necessário algum tempo e uma boa dose de persistência para passarmos da consciência à prática para conseguirmos controlar este problema. Em 2009, por exemplo, antes de fundar a APCOI, procurei por uma instituição na qual pudesse fazer voluntariado com crianças na área da promoção de alimentação saudável e exercício físico e não existia nada assim em Portugal. As organizações ligadas à obesidade estavam sobretudo vocacionadas para o estudo científico do problema ou para o tratamento cirurgico e direccionados principalmente para a obesidade na fase adulta. A APCOI foi de facto a primeira associação sem fins lucrativos a dedicar-se totalmente à prevenção da obesidade infantil em portugal. Hoje chegam-nos muitos pais que nos dizem que já fazem uma alimentação saudável lá em casa e que os filhos praticam desporto e que realmente não percebem porque é que as crianças continuam a aumentar de peso. Quando em conjunto com os nossos especialistas analisam a alimentação diária da família, na maioria das vezes percebem quais os erros que estão a cometer e que estão a contribuir para o aumento de peso.


 


Considera que a correria em que as famílias vivem e a falta de tempo são argumentos válidos, ou são apenas uma desculpa para justificar os erros alimentares que se cometem regularmente, bem como o sedentarismo?


Num dia de semana habitual, trabalho cerca de 10 horas, tenho que cozinhar pelo menos duas refeições em casa e ainda ter tempo para as deslocações. Há três meses obrigo-me a praticar uma atividade física duas horas por semana. Agora chego a casa todos os dias exausto e não tenho crianças pequenas. Por isso, compreendo perfeitamente que não são apenas desculpas, é de facto o ritmo atual das famílias que lhes deixa muito pouco tempo livre e que as leva a procurar com frequência soluções rápidas e práticas para as tarefas diárias, nomeadamente para a alimentação. Realmente, não é possível ter tempo para tudo, mas por isso mesmo temos de dar prioridade ao mais importante. Em vez de ficarmos no sofá durante uma ou duas horas antes de ir para a cama, podemos perfeitamente ir dar uma caminhada a pé em família ou preparar as refeições do dia seguinte para que possamos ganhar tempo que nos permita praticar uma atividade física depois do trabalho ou para levar as crianças ao parque infantil depois da escola. A nossa força de vontade é capaz de superar todas as dificuldades, sobretudo se for a saúde das crianças que está em risco. Mas é claro que até os melhores pais do mundo por vezes precisam de ajuda para tornar a sua família mais saudável e a APCOI está cá para apoiá-los no que for preciso.


 


Em Outubro de 2015 arrancou a 5ª edição do projecto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” desenhado especialmente para jardins-de-infância e escolas básicas do 1º ciclo. Como é que as escolas encaram este programa? Têm tido uma boa aderência por parte das mesmas?


Depois do sucesso das edições anteriores que envolveram no total 183.395 alunos, no ano letivo 2015/2016 participam no projeto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável», 52.832 alunos de 2.607 turmas, de 875 jardins de infância e escolas básicas do 1º ciclo de todos os distritos do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» é atualmente o maior programa gratuito de educação para a saúde de âmbito nacional, com uma das maiores taxas de sucesso de sempre em reeducação alimentar infantil em Portugal: está estatísticamente comprovado que a aplicação do modelo pedagógico dos «Heróis da Fruta» aumenta em pelo menos 42% o consumo de fruta diário das crianças que nele participam. Além do incentivo ao consumo de fruta nas quantidades recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o projeto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» leva também às crianças lições importantes sobre alimentação saudável, higiene oral, atividade física, economia e poupança, respeito pelo ambiente e bem-estar emocional, que as ajudam a crescer saudáveis, ativas e felizes. As escolas adoram este projeto e pedem-nos todos os anos para visitarmos cada vez mais escolas, algo que só podemos concretizar graças aos nossos parceiros. Aliás, o apoio de empresas preocupadas com a saúde das crianças em Portugal como o Clube Pelicas da Associação Mutualista Montepio, Fábrica de Óculos do Cacém, Aquafresh, Fruut, Vitacress, Holmes Place, Jumbo, Maçãs de Alcobaça, Águas do Vimeiro, Konica Minolta e a Portugal Telecom, é fundamental para conseguirmos oferecer gratuitamente esta experiência mágica e tão necessária a cada vez mais crianças.


 


Podemos contar com uma nova edição da Corrida da Criança em 2016?


A Corrida da Criança é um projeto muito querido por todos os públicos: as crianças, as famílias, a nossa equipa, todos os voluntários e as empresas que com ele colaboram. Mas é uma ação de sensibilização que acontece apenas uma vez por ano. Sentimos que precisamos de dar prioridade às ações que cheguem ao maior número de pessoas e que tenham âmbito nacional. Por essas razões não teremos uma nova edição da Corrida da Criança em 2016, mas este projeto vai ter continuidade noutros formatos, já este ano vamos ter novidadades em várias cidades do país. Fiquem atentos!


 


Que tipo de ajuda mais precisa a APCOI neste momento, e de que forma pode, quem nos está a ler, contribuir?


O nosso maior desafio diariamente é a escassez de recursos financeiros. Por sermos uma organização não governamental, independente e totalmente financiada por empresas e particulares necessitamos de toda a ajuda possível. Quem nos está a ler poderá ajudar-nos de várias maneiras: tornando-se voluntário, contribuindo assim com o seu tempo livre para esta causa; tornando-se associado, apoiando o trabalho da APCOI com uma quota anual; ou ainda oferecendo um donativo pontual de qualquer valor que será canalizado diretamente para um dos nossos projetos. Neste momento, queremos expandir a entrega semanal dos cabazes de fruta da «Missão 1 Quilo de Ajuda» a mais crianças carenciadas, temos mais de 100 candidaturas e só conseguimos dar resposta a 10 escolas neste momento, pelo que precisamos de muitos apoios. Uma forma simples de contribuir para este projeto é fazer uma chamada para o número de telefone 760 450 060 (custo 0,60€ + IVA) que reverte na totalidade para a entrega de cabazes nas escolas, o nosso lema é: 1 telefonema solidário = 1 lanche saudável.


 


Mário, mais uma vez, muito obrigada por nos ter proporcionado esta “conversa”. Que a APCOI continue a lutar pela saúde das nossas crianças e a desenvolver o extraordinário trabalho como têm vindo a fazer até aqui!


 


Podem saber mais sobre a APCOI e os seus projectos em:


www.apcoi.pt


www.heroisdafruta.com


www.corridadacrianca.com


 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Coisas que só me acontecem a mim IX

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Sair do trabalho, à hora do almoço, com a bota a começar a descolar, e quase chegar a casa sem a sola!


 


Fui o caminho todo a andar conforme podia, com a bota tipo chinelo, e a ver se conseguia chegar a casa sem perder a sola pelo caminho.


 


 

Mas alguém pediu alguma coisa?!


 


É por situações destas que prefiro que não dêem nada.


Uma tia da minha mãe, sempre que nos via na rua, cumprimentava-nos, e vice-versa, e tinha o hábito de dar uma moeda à minha filha. Ora, é óbvio que ela dava porque queria. Nunca lhe pedimos nada nem estávamos á espera de nada.


Há uns tempos atrás, voltámo-nos a cruzar. Como sempre, cumprimentámo-nos. E vira-se ela para a minha filha, com uma grande lata: "olha que hoje não tenho moeda nenhuma para te dar, se era isso que estavas à espera...".


E eu, sem jeito perante tal conversa sem sentido, não disse nada mas pensei cá com os meus botões: "Desculpe? Então, mas alguém pediu alguma coisa?" 


Quem a ouvisse falar, pensaria que só a cumprimentamos para ganhar a moeda em troca.


Enfim...há que dar um desconto atendendo à idade da senhora.

Sugestões para o mês de Março


 


O Panda do Kung Fu 3 - estreia hoje


 


Depois de muito tempo desaparecido, o pai de Po reaparece, e juntos vão viajar para um paraíso secreto de pandas onde conhecem vários e hilariantes novos pandas. No entanto, Po vai ter uma missão muito importante, e treinar os seus desajeitados amigos para que se tornem um poderoso grupo de Pandas Kung Fu capaz de derrotar o demoníaco vilão Kai.


 


 

quarta-feira, 16 de março de 2016

Kiss Me - o novo single dos Fingertips


 

 

O novo single dos Fingertips intitula-se "Kiss Me", e é, segundo eles, "a agitação da juventude reconciliada com a música".

 

A música fala-nos do amor à primeira vista e da rebelião que os corações acelerados provocam.

 

"Kiss Me" é a sucessão da linha melódica alternativa sob a qual os Fingertips se inspiram, e que promete encontrar os corpos enérgicos já a partir de Março de 2016.

 

O videoclip oficial da música será gravado brevemente, na Califórnia. Enquanto isso, deixo-vos este vídeo, que faz parte de uma série documental que a banda criou, o Hit The Road, e que compilará as experiências internacionais da banda. Em Paris, a sonorização foi feita com este novo single, "Kiss Me".

 

 


 



 



 

Links para o streaming da música:

 



 

À Conversa com Diana Martins

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Filha de músicos e, por isso, ligada à música desde cedo, Diana Martins pisou pela primeira vez um palco com apenas 4 anos.


Mais tarde participou, por duas vezes, no Festival Barcelos para a Música, tendo-se sagrado vencedora aquando da segunda participação.


Aos 10 anos, entrou para o Conservatório de Música de Barcelos, que ainda hoje frequenta.


Em 2014, decidiu tentar a sua sorte e concorrer ao programa da TVI “A Tua Cara Não Me É Estranha Kids”, onde teve como mentor Ricardo Soler, tendo alcançado a vitória na grande final.


O prémio foi a gravação de um disco, composto por 9 temas originais, que chegou às lojas no passado dia 26 de Fevereiro, tendo como tema de apresentação o single “Façam Barulho”.


Para nos falar um pouco mais sobre si, a Diana aceitou o convite para participar nesta rubrica, e responder a algumas perguntas.


 


 



Para quem não te conhece, quem é a Diana Martins?


Bem, a Diana é uma miúda feliz, bem-disposta e está sempre bem com tudo e todos. Adora a liberdade e ama a música. Não gosta de se sentir pressionada e que tomem decisões por ela. O seu forte não é ser uma menina como todas as outras. Não se maquilha, não gosta de usar saias, vestidos, acessórios... enfim, nada que uma rapariga normal use. Apesar de tudo, tem pessoas que lidam muito bem com ela e que a apoiam incondicionalmente.


 


No programa “A Tua Cara Não Me É Estranha Kids” formaste equipa com o Ricardo Soler. Como foi essa experiência? O que aprendeste com ele?


De facto, o Ricardo foi e continua a ser uma pessoa bastante importante para mim. Ensinou-me muito, não só no mundo da música, mas também a ser uma pessoa melhor. Partilhamos momentos excecionais. Foi uma experiência inesquecível e que a recordo todos os dias. Infelizmente, não é fácil estar com ele várias vezes, visto que moramos bastante longe um do outro. Mas, mesmo assim, continuamos em contacto.


 


O que é que sentiste quando anunciaram o teu nome como vencedora do programa?


Fiquei muito feliz, obviamente. Quando eu inscrevi-me nesse programa não ia com o objetivo de sair vencedora. Fui porque sabia que era uma boa oportunidade para aprender mais, evoluir mais e poder “matar a curiosidade” no que diz respeito ao “mundo atrás das câmaras”. Sem dúvida que foi um momento bastante importante para mim, pois foi a realização de mais um objetivo. Ainda por cima, o prémio que me foi atribuído era algo que eu gostava de fazer um dia e que já tive a oportunidade de o fazer.


 


Que diferenças existem entre a Diana que participou em “A Tua Cara Não Me É Estranha Kids” e a Diana de hoje?


Penso que a Diana de hoje é mais confiante, mais crescida, tanto a nível físico como a nível psicológico, e mais evoluída e com novos sonhos por realizar.


 


Lançaste no passado dia 26 de fevereiro o teu álbum de estreia. Do que nos fala este primeiro álbum?


Este álbum, para começar, é um álbum muito especial, visto que é o primeiro. É um disco de estilo Pop e direcionado, principalmente, aos jovens e adolescentes. As mensagens que maior parte dos temas tentam transmitir é de nunca desistir, não ter pressa de crescer e viver sem ter medo de se ser como é. Penso que está um trabalho muito bem conseguido. A verdade é que tive uma equipa maravilhosa a trabalhar comigo.


 


Qual é a sensação de lançar um álbum com apenas 14 anos, e ver o sonho realizado?


Confesso que é um pouco assustador, não deixando de ter graça. Como já referi, a gravação de um disco era algo que eu gostava de um dia fazer. Não sabia que seria tão cedo! Contudo, vou me esforçar para que tudo corra bem e para que continue a ter tempo para mim e para os outros. É muito bom realizar os nossos sonhos, principalmente quando são bem realizados!


 


Qual tem sido a recetividade do público a este teu primeiro trabalho?


Baseando-me nos comentários que já recebi, posso daí tirar uma conclusão: o público gosta deste meu trabalho. Eu gosto sempre de guardar todas as críticas, positivas ou negativas, que me fazem, pois sei que um dia vou com elas aprender. Resumindo, penso que as pessoas que compraram este álbum estão felizes com o resultado.


 


Quais são os teus objetivos para este ano?


Para este ano queria, sobretudo, ser muito feliz! Gostava de fazer concertos para poder divulgar o meu trabalho, sendo agora mais simples, pois tenho uma banda que me poderá acompanhar nos espetáculos. Vou continuar a aplicar-.me na escola para poder ser alguém no futuro e gozar a vida que tenho: divertir-me com os meus amigos e conviver com a minha família, que é sempre importante, nunca esquecendo esta grande responsabilidade que agora tenho!


 


Muito obrigada!


 


Deixo aqui o link do áudio oficial https://youtu.be/3lVnFniZ4zc


e do facebook https://www.facebook.com/DianaMartinsOficial/


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e link do áudio. 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!