quinta-feira, 30 de junho de 2016

"E Às Vezes Dou Por Mim"


 


“E Ás Vezes Dou Por Mim”, que podem ver e ouvir a partir de hoje, é o primeiro avanço para o novo disco de Cristina Branco, intitulado “Menina”, que será editado a 16 de setembro.


Este tema tem composição de Filho da Mãe (instrumental) e André Henriques (letra), dos Linda Martini. Já o vídeo, foi realizado por João Pedro Moreira (Buraka Som Sistema, Regula, 5-30, entre outros).


 


 



 


O álbum apresenta várias novas colaborações na carreira da fadista, como é o caso deste single.


Falamos também de nomes como Cachupa Psicadélica, Peixe, Nuno Prata, Ana Bacalhau, Kalaf (Buraka Som Sistema), Jorge Cruz (Diabo na Cruz), Luis Severo (Cão da Morte), entre outras parcerias já repetentes como o caso de Mário Laginha, Pedro da Silva Martins e António Lobo Antunes.


“Menina” será editado a 16 de Setembro, tem produção de Ricardo Cruz, e conta com o trio de músicos composto por Bernardo Moreira (contrabaixo), Luis Figueiredo (piano) e Bernardo Couto (guitarra portuguesa).  


O Festival Bons Sons (Cem Soldos) e a Festa do Avante servem de antecipação a uma digressão em teatros nacionais e internacionais que se inicia em Outubro.


 


À Conversa com Rosana Antonio - 2ª parte

 


E aqui estamos de novo, a Rosana e eu, para a segunda parte da entrevista:


 



 


 


 



 


Marta: Até ao momento, são quatro as obras editadas pela Rosana: “Quem tem boca vai a Roma”, “Filhos da Mãe”, “Aposta” e, recentemente, “Terror na Maternidade”, baseadas em histórias reais. O que a levou a escrever cada um destes livros?
Rosana: Fiz cerca de 15 livros, porque trabalhando como ghostwriter, é mais rentável e sinceramente mais prazeroso. Além de muitos outros trabalhos apresentados em festivais e concursos, mas livros publicados por mim são estes 4. O que me leva a tratar assuntos do nosso quotidiano é que dessa forma eu consigo atingir leitores que leem pouco, ou que nunca leram um livro.



Tem leitor que me escreve dizendo que o primeiro livro que leram, foi um dos meus. Isso é muito prazeroso. O leitor consegue se identificar com as histórias porque a minha escrita na verdade, é uma conversa com o leitor.


 



Marta: Que feedback tem recebido relativamente a cada um deles? Houve algum que as pessoas tenham gostado mais de ler, ou com o qual se identifiquem mais?
Rosana: O primeiro livro já nasceu vendido. Antes de lançar o Quem tem boca vai a Roma, em 2007, eu soube de uma campanha de marketing do Banco Espírito Santo. “Novos residentes!” se chamava. O banco precisava captar clientes no ramo de envio de dinheiro para o exterior. Eu sabia muito do assunto, pois já tinha dirigido duas empresas da área. Então enviei um e-mail para o diretor do projeto e pedi que ele lesse o meu livro que ainda não estava pronto e me dissesse se tinha possibilidade de entrar na campanha deles, uma vez que eu tratava argumentos sobre imigrantes. Tivemos uma primeira reunião e ele levou o PDF pra casa. No dia seguinte me ligou e disse: “compramos 3.000 cópias do seu livro para inserir na campanha! Pode mandar imprimir.” Bem, este foi outro momento de ouro pra mim. E em Portugal! Como pode ver eu tenho muitos motivos para amar este país, se de um lado sofro discriminação e preconceitos por parte de pessoas ignorantes, as inteligentes valorizam o meu trabalho e apoiam. Desde então este, e todos os outros livros foram apresentados nas livrarias fnac, e mesmo sendo uma autora independente não fui proibida de entrar no mercado português. É claro que é muito mais difícil, mas isso já é tão comum. Nunca tive nada fácil.


 


Marta: Cada um destes livros apresenta-se num formato bilingue. Como lhe surgiu esta ideia tão original?


Rosana: As histórias foram ambientadas em Roma, mas eu já vivia em Lisboa na altura que escrevi o primeiro livro. Achei que seria muito importante tê-lo também em italiano. E considerando que atingiria públicos de duas línguas, seria uma mais-valia na venda do livro. Qualquer coisa do marketing também foi fonte de inspiração. Desde então, tomei gosto por fazer assim. O último fiz somente em português por tratar de casos somente em hospitais e maternidades portuguesas.


 


 


 



 


 


Marta: Para além da associação M.E.L.E.C.A., e da escrita, a Rosana dedica-se também à criação de peças e acessórios para a sua marca Donna Trappo. Foi algo que sempre desejou, ou este projeto nasceu de forma inesperada?


A Donna Trappo nasceu junto com a Letícia. Comecei pelas colchas de retalho para cama, tapetes, estofado. Mas não é somente mérito meu. É algo que adquiri da minha mãe, que fazia tudo isso quando eu era criança. Depois fui tomando gosto em experimentar os trapos em acessórios femininos e gostei muito mais.



O bracelete que é original, não existe em lado nenhum esta técnica. Procurei em todo lado antes de começar a fazer e como faço não existe, é a peça consagrada, a que mais vendo e a mais desejada pelas mulheres.



 


Marta: A Rosana desempenha ainda um outro papel, talvez o mais gratificante e desafiante de todos – o papel de mãe. Como tem sido, para si, ser mãe?


Rosana:



Considero a maternidade o melhor e maior projeto da minha vida!



Sou mãe galinha, sou chata e continuo igual com o Matteo. Meu bebê de 5 meses. Que já come desde os 4. A alimentação dele, como a nossa aqui em casa é baseada numa mistura mediterrânea, mas amamos também os pratos exóticos. Não faz sentido nenhum viver em tantos lados e não aproveitar o que têm de bom pra comer. O momento das refeições aqui em casa é um momento sagrado.


Tenho a minha maneira de ser e experimento nos meus filhos o que eu considero seguro e saudável. Não sou a favor de leites de origem animal, pra ser sincera não amamentei e nem fiz por isso. Os dois tomaram leite biológico nos primeiros meses.


A Letícia até um ano e meio, em seguida sempre preparei uma alimentação completa sem necessidade de lactoses. Com o Matteo é igual. Meus filhos comem coisas estranhas tipo talo de agrião, folhas de beterraba, flor de gourgete… Gosto de cores nos pratos, e todo o tipo de erva aromática… Não sou a favor de assassinar os vegetais tão lindos, coloridos e saborosos, numa sopa! Bem, isso é tema para um outro livro.


A educação deles e o inserimento na sociedade também é fundamental pra mim. A Leticia cresceu bilingue (italiano-português do Brasil) e na escola aqui desde que chegamos da Itália, ela aprendeu o português de Portugal. É das alunas mais aplicadas da sala. Tenho utilizado o mesmo programa linguístico com o Matteo e tem funcionado muito bem. Também vai crescer bilíngue e vai aprender o Português de Portugal na escola.


 


 


 



 


Marta: Ainda existem sonhos, desejos ou objetivos que a Rosana gostaria de concretizar num futuro próximo ou já tem, neste momento, tudo aquilo que sempre desejou?


Rosana: Eu já tenho tudo que eu preciso ou que tudo que mereço, mas como todo ser humano, desejamos sempre algo mais…



Quero acompanhar o crescimento dos meus filhos, mesmo que isso me custe muitas renúncias e esforço. Quero ser mãe a tempo inteiro sem arrependimentos e por isso tento aproveitar bem a vivência com eles.



É como fazer um upgrate! Eles me ensinam e me ajudam muito no trabalho.


O último livro escrevi junto com o Matteo, que ainda estava na pança. Quando você ler, e sabendo da sua capacidade crítica e sensibilidade, vai perceber melhor.


Quando eles crescerem quero voltar a viajar com o Fernando como fazíamos antes de tê-los. Concordo com o Quintanilha: “viajar é trocar a roupa da alma!”



Quero escrever até o último dia da minha vida! É lá onde eu escrevo que eu me sinto 100% eu! Sem proibições e sem interrupções.



E se não for pedir muito, ainda quero uma casa com terreno pra fazer um jardim e uma horta. Adoro plantar e mesmo vivendo num apartamento, tenho plantas que me acompanham há anos. Tenho as ervas aromáticas que mais gosto e falo sim com as plantas. Admito! Quero transmitir isso aos meus filhos, quero que eles tenham mais contato com a terra.


 


Rosana, muito obrigada pela sua disponibilidade e por este momento que proporcionou, não só a mim, como entrevistadora, como a todos os visitantes do blog!


 


Eu é que agradeço!


 


Para saber mais sobre Rosana Antonio, deixo-vos aqui os vários links:


 


Rosana


http://www.rosanaantonio.com


rosanaantonioescritora@facebook.com


 


Donna Trappo


http://www.donnatrappo.com


https://www.facebook.com/donnatrappo/


 


Associação M.E.L.E.C.A.


http://www.ameleca.com/


https://www.facebook.com/assmeleca/


 


Imagens: https://www.facebook.com/donnatrappo/http://www.rosanaantonio.com

Coragem ou determinação?


 


Por vezes ouvimos as pessoas dizerem "ah e tal, é preciso coragem" ou "gostava de ter a tua coragem", quando nos vêem lutar por aquilo que queremos, quando nos vêem arriscar, sair da nossa zona de conforto, quando nos vêem tomar decisões que também elas gostariam de tomar, mas não conseguem, ou não podem. 


Mas eu pergunto: será que estamos aqui a falar de coragem, ou antes de determinação? Será que as duas são aliadas e complementam-se?


Vejamos, por exemplo, uma pessoa de 50 anos que vai à procura de trabalho. É verdade que ela foi corajosa em querer encontrar um trabalho com essa idade, uma idade em que consideram as pessoas velhas demais para trabalhar, mas novas demais para se reformarem. Mas foi apenas a coragem que a levou a encontrar esse emprego?


E aquelas pessoas que, por circunstâncias da vida, não puderam estudar quando deveriam, e fazem-no mais tarde? Foi apenas a coragem que as moveu e lhes garantiu o diploma?


Ou alguém que vai tentar a sua sorte noutro país, noutro continente, ou que se envolve em acções humanitárias ou voluntariado?


E aquelas que, contra todas as expectactivas, decidem concretizar os seus desejos, como o de ser mãe, publicar um livro, tirar um determinado curso, dedicar-se a uma determinada actividade ou outro qualquer?


É preciso coragem, sim! Para dar o primeiro passo.


Para todos os outros, tem que haver muita determinação, porque só ela levará cada um de nós à meta que traçámos e querermos alcançar. A coragem, tem tendência a esmorecer, ou até abandonar-nos pelo caminho.


Mas se estivermos determinados, será muito mais fácil chegarmos ao fim da viagem realizados, e com os nossos objectivos concretizados!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Fingertips em Portugal


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Depois de viajar pelos quatro cantos do mundo e conquistarem novos públicos no Canadá, Reino Unido, Singapura, Austrália, França, Holanda, Japão, Brasil, China e Estados Unidos, os Fingertips preparam-se para voltar a casa com a bagagem cheia de novas culturas e de novas aventuras!

 

Com a produção de Mark Needham (que já produziu bandas como The Killers, Imagine Dragons, entre outros), os Fingertips vão apresentar ao vivo em Portugal “Out of Control” e “Kiss Me”, dois temas cheios de personalidade e boas energias, bem como outras canções que a banda compôs e gravou nesta verdadeira “volta ao mundo” nos últimos 2 anos.

 

Ainda faltam alguns meses, mas aqui ficam as datas dos concertos de apresentação dos Fingertips em Portugal, para anotarem já na agenda, e garantirem a vossa presença:

 

5 de Novembro, 21h30. Lisboa – Estúdio Time Out


 

20 de Novembro, 21h00. Porto – Casa da Música


 

Os bilhetes estão também disponíveis na FNAC, Worten, El Corte Inglês e outros locais habituais.

Será muito mau...


 


...em pleno verão, querer vestir um casaco de inverno, e calçar meias e botas?!


É que a esta hora até nem está mau, mas de manhã, ainda encoberto e com vento tipo nortada, só apetecia vestir bastante roupa, ou ficar em casa no quentinho!

Wall of Love - o novo lyric video!


 


Saiu hoje o novo lyric video da música “Wall of Love” dos Karetus com o Diogo Piçarra, um video que é mais focado no processo criativo do Grafitty.


O que acham?

À Conversa com Rosana Antonio - 1ª parte


 


 


Hoje tenho comigo uma convidada que já vos dei a conhecer através dos seus diversos livros, cujas críticas aos mesmos têm vindo a ser publicadas aqui no blog.


Mas nada como conhecer a própria autora!


A Rosana Antonio aceitou o meu convite, e proporciou uma conversa bastante intimista, em que abriu o seu coração e falou sobre os seus livros, os países por onde passou, a sua experiência como mãe e até como, depois de ter trabalhado e vivido em lugares tão distintos, acabou por escolher o nosso país para se fixar definitivamente.


Foi uma das entrevistas que mais prazer me deu fazer, e que partilho agora convosco. Espero que gostem tanto de lê-la, como eu!


Como aqui a menina Marta não se coibiu de fazer imensas perguntas, achei melhor dividir a entrevista em duas partes. Aqui fica a primeira:


 


 


 



 


Marta: A Rosana nasceu no Brasil, mas já viveu em vários países como Itália, Inglaterra ou Suíça. O que de melhor guarda de cada um deles?


Rosana: Exatamente isso! O melhor de cada um deles!


Do Brasil, o fato de ser feliz sem motivos! Quando nascemos em meio a tantos problemas e dificuldades, temos poucas desculpas para não ser feliz! Esta é a ideia que eu tenho do Brasil. Embora não concorde com quase nada do que acontece no país, sou eternamente grata ao universo por ter-me feito nascer lá.


 


A Itália é a minha casa. Aprendi tudo que precisava pra viver bem lá. Senti cada vibração! Provavelmente deixada pelos meus antepassados. A minha bisavó era italiana, casou-se com um francês e foram viver pra o Brasil. Lá esqueceram tudo, deixaram tudo pra trás  e começaram de novo. Na Itália senti uma reencarnação precoce, antes mesmo de morrer! 


Nossa alimentação diária é italiana, apesar de gostarmos de tudo, é a nossa base. Gosto da arte, da moda, da música. É o meu país por excelência, apesar de todos os problemas e ignorâncias incutidas na sociedade.


 


A Suíça nos deixa vulneráveis. Fiquei com a sensação que merecia mais e mais. Porque o país oferece muito. Me senti valorizada e merecedora de mais. Me tornei mais exigente.


 


E Portugal é a casa que escolhi pra viver. Inconscientemente, acredito sofrer da síndrome de estar vivendo num “Brasil tranquilo”. Gosto do jeito pacato dos portugueses e graça a esse jeito, aprendi a abrandar. A fazer uma coisa de cada vez e a compreender o verdadeiro significado da expressão “vai se andando”.


 


A Inglaterra é o país da liberdade. Não existe julgamentos nem restrições sobre quem você é ou quer ser! É o país das misturas. Pelo fato de não terem uma culinária atrativa, promovem a mistura de tudo que existe de bom no mundo. Foi lá que aprendi a fazer pratos indianos e onde me tornei dependente do chá inglês, que por sua vez, é produzido com ervas açorianas.


 



Costumo dizer que na vida é importante ser feliz como os brasileiros, artistas como os italianos, exigentes como os suíços, humanos como os portugueses e ousados como os ingleses. Esta é a minha definição dos países que representam muito pra mim.


 


 


 



 



 


Marta: O que a levou a querer conhecer o mundo?


Rosana: Eu tinha a certeza de que tinha muito pra viver, pra degustar. Cada vez que chego num país é como se eu tivesse de começar tudo de novo. Eu encaro como se eu pudesse escolher maneiras diferentes de viver e acabo utilizando isso para fazer certo, o que algumas vezes fiz de errado em outro lado.


 


Marta: É difícil chegar num país distante e diferente, e começar do zero?


Rosana: Quando se respeita um país sim, é difícil! É voltar a primária e ter de ser alfabetizado novamente, e digo isso em muitos âmbitos. No linguístico, no cultural, no emotivo, no civil… é como todas as fases da vida, é necessário observar para extrair o bom e o mal de um início.


 


Marta: Em Itália, a Rosana formou-se em Ciências da Comunicação. Considera que a comunicação é algo essencial, e uma ferramenta que lhe foi útil nos diversos trabalhos que desempenhou?


Rosana: Sou muito determinada! Muitas vezes pensei nisso. Se teria conseguido o que consegui sem ter estudado Comunicação Social. Sem ter provado os jornais, a Tv e o rádio, a minha grande paixão. Sou até capaz de me responder: sim, eu teria conseguido sem ela, mas não era a mesma coisa. Foi muito importante. A faculdade e o mestrado em Comunicação Social, a seguir a todas as experiências profissionais que tive, são fundamentais para a evolução do meu trabalho.


 


 


 



 


Marta: E o Marketing, como surgiu na sua vida?


Rosana: Eu adoro Marketing! Juntar a comunicação com o meu estilo persuasivo me trouxe muita segurança em tudo que faço, me refiro ao profissional e ao pessoal.


Quando emigrei para Inglaterra, e já era o terceiro país onde vivia… tive de “começar na primária” no âmbito linguístico, mas já estava mais preparada, então resolvi procurar empresas brasileiras e italianas para trabalhar. Escrevi uma carta para o diretor duma empresa de envio de dinheiro para o exterior. Ele me chamou pra entrevista. Me deu o trabalho! Eu era caixa como muitos outros. Passavam por mim cerca de 60 mil libras por dia… eu nem sei como nem o porque, mas tenho alergia a dinheiro. E mesmo gostando de trabalhar numa empresa alegre e com muito movimento de gente de todo lado, não estava suportando estar no caixa. Tinha as mãos empoladas da alergia. Então disse ao diretor, ao fim de um mês, que eu queria ir para o marketing. Ele me disse que tinha uma responsável do departamento que não fazia bem o trabalho. O departamento era composto por uma equipe de 6 pessoas. Um filipino, dois russos, uma espanhola e dois brasileiros. Ele foi claro: “Você vai para o departamento de marketing. Tem um mês para mostrar que sabe fazer o trabalho. Se o fizer bem, dou a supervisão pra você. Vai ser a diretora de marketing responsável pelo material de todo o grupo. Se não, te mando embora!” Eu aceitei imediatamente. Durante um mês eu levei material para casa pra estudar a noite. Eu tinha seis promotores de marketing na minha responsabilidade, incluindo a atual responsável que passou a ser promotora desde a minha chegada. Ela também era russa.


Não só consegui mudar o departamento de marketing pra melhor, como fui diretora do grupo por quase dois anos. Meses depois a equipe já gostava e muito da minha gestão. A ex-responsável veio ter comigo em Portugal em 2005, quando a empresa me mandou pra cá para abrir filiais do grupo. Veio aprender comigo e foi muito bonito ouvir dela própria pedidos de desculpas por sabotagens forjadas pela equipe, com o seu consentimento, contra o meu trabalho no início da minha gestão.


 


Marta: Mais recentemente, a Rosana e a sua família passaram a residir em Portugal, mais precisamente, na Ericeira. O que vos levou a escolher o nosso país, e esta vila piscatória em particular, para se fixarem?


Rosana: Como eu disse acima, vim abrir filiais duma empresa em Portugal em 2005, mas conheço Portugal desde 1998 quando, já vivia em Roma e vim como turista. Visitei Ericeira porque tinha uma amiga que tinha vindo também do Brasil há pouco tempo. Me apaixonei pela vila. Sabia que não podia viver aqui porque não tinha recursos, eu tinha de trabalhar e tinha ainda tanto para conhecer e explorar. Mesmo assim, eu disse ao vento ventoso da vila: um dia eu venho viver aqui. Os anos passaram e o mesmo vento tratou de ir me buscar. Vivi em Lisboa de 2005 a 2010. Voltei a viver na Itália, onde já tinha vivido quase 10 anos, e somente em 2013 vim pra Ericeira.



Aqui prometi a mim mesma que não trabalho mais pra ninguém. Sou “dona do meu nariz” e apesar de ter muito trabalho na escrita e em tudo que faço, a minha prioridade são os meus filhos! Se hoje alguém perguntar: “Qual é a sua profissão?” Sou capaz de responder na cara dura: Mãe! Sou mãe a tempo inteiro!



 


Marta: Como, e quando, é que a escrita entrou na sua vida?


Rosana: Muito cedo! Eu sempre gostei de escrever redação/composição, desde a escola primária. Participava sempre das festas importantes. Quase sempre eu era a oradora da turma. Aos 13 anos comecei a participar dos festivais. Consegui uns tantos troféus em áreas literárias, onde participava com contos, crônicas e poesia. Mas o prêmio mais significativo foi uma coleção de livros do Eça de Queirós e um ordenado mínimo que aos 14 anos me deu muita motivação pra continuar a escrever.


 


 


 


 


Marta: Um dos seus livros, “Filhos da Mãe”, fala das relações entre o povo brasileiro e o português, de uma certa disputa entre ambos, e de uma imagem estereotipada que cada um tem sobre o outro. Sendo a Rosana e o seu marido brasileiros, de que forma foram acolhidos no nosso país? Sente que ainda há algum preconceito e dificuldades a nível de aceitação e integração?


Rosana: Somos vítimas de discriminação e xenofobia até hoje. Mas é claro que vivendo num sítio pequeno, estamos muito expostos e isso ajuda a aliviar o preconceito. Costumamos dizer que a forma mais sutil de nos tratarem é quando dizem: “Vocês são diferentes, nem parecem brasileiros!”


 


 


Não percam amanhã a segunda parte desta entrevista!


 


 


Imagens: assmeleca.wordpress.commyspace.comrosanaantonio.wordpress.com


 


Para saberem mais sobre a Rosana:


 


Rosana


http://www.rosanaantonio.com


rosanaantonioescritora@facebook.com


 


Donna Trappo


http://www.donnatrappo.com


https://www.facebook.com/donnatrappo/


 


Associação M.E.L.E.C.A.


http://www.ameleca.com/


https://www.facebook.com/assmeleca/


 


 

terça-feira, 28 de junho de 2016

É ou não é?


 


 


Quem me conhece sabe que eu sou péssima para fixar a cara das pessoas,e muitas vezes as confundo. 


Já foram várias as vezes em que teimei, por exemplo, com a minha filha que uma determinada pessoa não era a mesma que outra que ela dizia, e estava sempre enganada!


Assim, é normal que a minha credibilidade ande muito por baixo. Mas, desta vez, ia jurar que tinha razão!


Foi na noite das marchas populares aqui em Mafra. Tínhamos ido lá um bocadinho, e ficámos atrás de algumas pessoas, porque àquela hora já todos se tinham posicionado para o evento nos lugares da frente.


Como não sou grande apreciadora das marchas, e não tinha com que me entreter enquanto o meu marido assistia ao desfile, pus-me a observar as pessoas à volta. Depois de umas terem saído da nossa frente, fomo-nos chegando, e concentro-me na mulher que estava mesmo à minha frente.


Ia jurar que era a professora da minha filha! Comento com o meu marido, que também começa a olhar, e me diz "não é nada". 


Ao que eu lhe respondo "mas parece mesmo".


- Não é, não tem nada a ver.


- Não tem nada a ver? É igual!


- Então, mas se dizes que é cumprimenta-a!


- Achas, não tenho a certeza se é ou não.


 


E nisto continuámos o resto da noite. 


A verdade é que tinha a ideia que a professora dela era mais alta, mas podia ser por estar de ténis. Também não a vi num ambiente mais descontraído e informal, fora da escola, muitas vezes. E também é verdade que o cabelo estava um pouco mais curto.


Mas era mesmo muito parecida. E estava com uma menina que também parecia mesmo a filha da professora. 


Enquanto lá estivemos, em nenhum momento a mulher se virou para trás, nem nos viu, e acabou por ir embora pouco depois. E eu, continuei na dúvida!


 


Como sou teimosa que nem uma mula, não descansei enquanto não tentei descobrir o mistério. No dia seguinte vou ao facebook da professora, e procuro nas imagens. Vejo uma com o marido, que também era igual ao homem que estava com ela naquela noite.


 


Mostro ao meu marido "então, é ou não é?!"


Ao que ele responde "não sei se é...se calhar é."

segunda-feira, 27 de junho de 2016

RX - Sofia Margarida


 

 

 

Considera-se mulher mas, por outro lado, muito menina. E mimada.

Tem como paixões os números, ou não fosse ela formada em contabilidade e gestão financeira, e os trabalhos manuais em feltro como, certamente, já tiveram oportunidade de ver no seu blog!

Adora animais, principalmente cães, e afirma que, se não tivesse escolhido Contabilidade, poderia ter ido para Medicina Veterinária.

É a Sofia Margarida que vai hoje passar pelo RX:

 

 

 

 

 

Culinária - Aprendi tarde a cozinhar, mas gosto muito do prazer de cozinhar e descobrir! Gosto de ir petiscando tudo antes de estar pronto, gosto de arriscar, gosto de cozinhar com calma, gosto de cozinhar para amigos e familiares, não gosto de cozinhar só para mim...


Sonhos - Sou muito familiar, sonho em constituir família, em ter a minha casa de sonho, o meu atelier, uma casa cheia, cheia de animais.. Mas adorava ter possibilidades de conhecer o mundo, viajar é um sonho que me faz suspirar!

 

Mãos - trabalhadoras! É assim que me costumam chamar... São fundamentais para realizar a minha paixão, a costura em feltro.

 

Contabilidade - a minha área. Adoro tanto números como adoro as linhas e os feltros. Áreas distintas mas que me dão imenso prazer e me equilibram, de um lado a lógica do outro lado a criatividade.

 

Cães - O meu "ponto fraco". Não posso ver um e não correr atrás para lhe fazer festas, ou para me derreter por completo. Sou mesmo doente por cães. A situação mais engraçada que já tive foi enquanto estudava e vivia numa casa alugada e trouxe da rua três cães abandonados por caçadores, a minha senhoria ameaçou expulsar-me quando lá foi e viu a quantidade de "inquilinos" novos que tinha  em casa. Eu avisei-a que assim íamos ficar os quatro desalojados e ela teve pena (não sei se de nós, se da renda que recebia por mês) e lá continuámos graças ao apoio dos meus colegas de universidade que me ajudavam a alimentá-los e a tratar deles. Eu tive de sair de casa, mas não tive possibilidades de os trazer comigo, mas com tanta insistência, a minha senhoria deixou-os ficar e eles ficaram a cargo dos próximos estudantes que lá ficaram, e pelo que sei até agora sempre foram bem tratados!

 

Fadas - São os seres sobrenaturais que mais adoro, carregam uma energia boa, amável, brincalhona...

 

União - Algo que prezo muito. Não encontro algo mais bonito. União, companheirismo, cumplicidade entre todos. Acho que é um dos factores mais importantes e que tanto nos falta.

 

Chocolate - (já me estou a babar) Não posso ouvir falar em chocolate. Sou perdida de amores, seja preto, castanho, branco, com frutas, sem frutas...  aiiii!!

 

Livros - uma paixão descoberta recentemente. Graças às minhas queridas do Clube das Pistosgas que Lêem, aprendi o que era o prazer da leitura. e a elas agradeço isso. Gosto de ler um pouco de tudo, pois ainda me estou a descobrir no meio dos livros.


 

Criança - Algo que quero continuar a ser - uma criança por dentro. Também é a pensar nelas e para elas que faço a maioria dos meus trabalhos.

 

 

 

Muito obrigada, Sofia!

 

Masterchef Júnior - o episódio mais esperado de sempre!

 


 


Como estava prometido, ontem pudemos assistir à prova de repescagem, que permitiria a entrada a dois ex concorrentes. Tive pena de a Carolina e o Pedro Jorge ficarem em pares diferentes, o que significava que, entrando novamente o Pedro Jorge, a Carolina ficaria de fora. E talvez merecesse mais que a Gabriela. Mas isto é apenas a minha opinião pessoal, claro.


 


 



 


Tudo começou com um belo passeio até Alcobaça, e uma visita guiada ao Mosteiro de Alcobaça. Naquele dia, os mini chefs estavam de folga!


 


 



 


Acho espectacular a forma como o Manuel Luís Goucha lida com estes miúdos, e o conhecimento que lhes transmite em cada episódio. Foi, sem dúvida, o melhor guia que poderiam ter!


 


 


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Vestidos a rigor, pareciam pequenos príncipes e princesas, mas o meu destaque vai mesmo para a pequena Leonor, que estava linda e parecia mesmo da realeza. É uma miúda mesmo querida, linda e muito talentosa, pelo que disse o tio Manuel, no final, sobre ela. 


 


 



 


A prova de repescagem consistia em cada par cozinhar um determinado prato, e o par que cozinhasse o melhor voltava a entrar. O menu seria servido aos mini chefs, aos jurados, e a 4 convidados especiais, entre eles Ana Sofia, Diogo Amaral, Sílvia Rizzo, e o Presidente da Câmara de Alcobaça.


E, terá sido impressão minha, ou os convidados estavam ali demasiado sisudos e sérios no meio daquelas crianças, como se preferise estarnoutro sítio qualquer menos ali?


 


 



 


Terminado o banquete, e escolhido o prato vencedor - a sobremesa - confeccionada pelo Pedro Jorge e Gabriela, estava de volta ao programa aquele que tanta tinta, e lágrimas, fez correr ao longo da semana, com a sua saída inesperada.


 


 



 


Mas, enquanto o Pedro Jorge estava feliz pelo regresso, o Gonçalo disse adeus ao programa e à tão desejada vitória, juntamente com a Leonor.


Tive pena que a Leonor tivesse saído, mas penso que foi justo, uma vez que existem concorrentes mais fortes. Já em relação ao Gonçalo, lamento mas gostei que tenha ficado por aqui. Por muito conhecimento que tenha, e use termos pomposos, falta-lhe colocar isso na prática, falta-lhe humildade, espírito de equipa, camaradagem. Como disseram os jurados, ele acha-se (ou fizeram com que ele se achasse) tão bom, e tem tanta ânsia de o provar e fazer pratos tão elaborados, que acaba por se esbarrar.


Nem sei como é que ele ontem conseguiu elogiar um prato de um colega - a lasanha do João Mata - e parece-me que também a entrada do banquete. Até fiquei parva! Querem ver que o miúdo está a mudar?


Não está. E a prova disso veio no final quando, depois de os jurados criticarem o seu prato, diz que espera que os pratos dos colegas estejam ruins, e quando afirma que tem pena de sair porque gostava de chegar à final com o Tomás, mas ser ele a ganhar, claro!


 


Hoje, a opinião é unânime e quase todos os espectadores estam duplamente felizes: pela tão aguardada saída do Gonçalo, e pelo tão aguardado regresso do Pedro Jorge. 


E o episódio de ontem terá sido, provavelmente, o melhor e mais esperado de sempre!


 


Imagens http://www.tvi.iol.pt/masterchef/

Quem tem boca vai a Roma, de Rosana Antonio

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"Quem tem boca vai a Roma", costuma-se dizer. Que é como quem diz, quem quer uma determinada coisa, deve ir à luta para consegui-la, e não ficar à espera que ela aconteça por obra do destino.


No caso deste livro, este ditado pode quase ser aplicado à letra, já que todas as histórias falam de alguém que, num determinado momento da sua vida, quiseram deixar os seus países de origem, rumo a Itália, e acabaram por ir para a Roma!


Os motivos que levaram nove personagens diferentes até esta cidade, são os mais variados, mas todos têm um ponto comum: mudar de vida.


Algumas histórias acabam bem. Outras, nem por isso.


Em algumas, Roma acaba por ser apenas um ponto de passagem durante alguns anos, findos os quais o regresso à terra natal, ou a partida para outro destino, se torna inevitável.  


Ao longo deste livro, o leitor ficará a conhecer um pouco das histórias de Raquel, uma brasileira do interior de Minas; Catarina e Manuel, ela oriunda da Guiné Bissau e ele de Portugal; Natali, venezuelana, e Olivier, da Eslováquia; Alice, uma jovem brasileira do Paraná; Sofia; Denise; Ruth, uma colombiana; Edna, de Lençóis; e Rosana, a autora do livro.


E, independentemente do desfecho de cada história, e do possível arrependimento pela decisão tomada, nenhuma destas pessoas seria a mesma, e saberia o que o destino lhes havia guardado, se não tivessem tentado.


Afinal, quem não arrisca e se mantém na sua zona de conforto pode estar mais seguro, mas também nunca saberá o que haveria além daquilo que tem e vive.


 


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Também esta obra mantém a característica de ser bilingue, contendo as histórias contadas em italiano! 

Filhos da Mãe, de Rosana Antonio

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Mais um livro acabadinho de ler - Filhos da Mãe, de Rosana Antonio.


infelizmente,existem muitos "filhos da mãe" por este mundo fora, não só entre portugueses e brasileiros, mas mesmo entre povos de outras nacionalidades e, até mesmo, no mesmo povo. 


Como se costuma dizer, "anda meio mundo a tramar outro meio".


No entanto, é especificamente sobre estes dois povos - português e brasileiro - que a autora se focou, em mais um livro dividido em duas partes.


De um lado, 5 histórias de portugueses que viveram na pele o preconceito do povo brasileiro, a discriminação, as dificuldades de integração e aceitação.


Desde uma situação grave de bullying que vitimou uma jovem estudante portuguesa, a uma cilada armada pelo futuro cunhado a um português, com consequências graves, só para evitar o casamento dele com a irmã, ou ainda a um preconceito de parte a parte, que consegue ser ainda mais forte que a eventual homofobia que os dois apaixonados da história pudessem sofrer, podemos encontrar um pouco de tudo nestas primeiras histórias.


 


 


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Virando o livro ao contrário, encontramos então 5 histórias sobre o preconceito sofrido pelos brasileiros em terras lusas, sobretudo contra as mulheres brasileiras.


É sabido que os homens conseguem, por vezes, ter atitudes machistas para com as mulheres, e que as próprias mulheres, muitas vezes, se tentam tramar umas às outras por inveja ou qualquer outro motivo. Aqui neste livro, podemos ver como isso se aplica também às mulheres brasileiras, que são muitas vezes tratadas como prostitutas ao serviço de qualquer um. 


Desde histórias de terror com taxistas portugueses, a um episódio que levou mesmo a uma acusação por homicídio e pena de prisão, podem encontrar nesta obra um pouco de tudo.


 


Em todas estas histórias existem personagens que se fingem amigas ou que até, num determinado momento, o são, mas que aproveitam a primeira oportunidade para rebaixar e hostilizar, fazer mal, tramar, incriminar e sabe-se lá que mais, simplesmente porque não gostam dos outros devido às suas origens.


São mentalidades nem sempre fáceis de mudar, principalmente, quando essa discriminação lhes foi incutida pelos pais e gerações anteriores, estando já demasiado enraizada.


Aqui em portugal, por exemplo, é muito frequente termos este tipo de atitudes não só contra os brasileiros, mas também com outros povos que nos chegam, como ucranianos, moldavos, africanos e chineses. É também já bem conhecida a aversão dos portugueses pela etnia cigana.


Há uns tempos atrás escrevi um artigo sobre o multiculturalismo em Portugal, que mostra como ainda é difícil para um povo aceitar alguém de fora no seu país - multiculturalismo em Portugal


Este livro é mais uma prova disso.


 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

The Girl on The Train - o filme


 


Vai estrear este ano o filme baseado neste thriller de Paula Hawkins, que foi um verdadeiro êxito de vendas!


A estreia está prevista para Outubro, e o filme, realizado por Tate Taylor, conta com interpretações de Rebecca Ferguson, Luke Evans, Justin Theroux, Emily Blunt, Haley Bennett e Égdar Ramírez.


 



 

Ainda dizem que gatos não são filhos


 


Pois, por vezes, são mesmo iguais ou piores ainda!


Sempre a pedir atenção, a fazer disparates, a queixar-se, a lembrar-nos que temos que estar ali à sua disposição.


Ainda hoje a manhã foi agitada. Ora vejam:


 


Vou lavar a loiça, e a Amora começa a pedir colo. Agarra-se às minhas pernas mas desprende-se, bate com o focinho no chão e começa a chorar com dores. Interrompo o que estava a fazer, para lhe pegar e acalmar. Volto a pô-la no chão.


Sobe a Becas para a bancada a querer enfiar-se no lava loiças, e tenho que fazer uma ginástica para impedi-la, sem lhe tocar com as mãos.


Ao mesmo tempo, volta a Amora a reclamar que quer colo, porque vê a Becas lá em cima e ela não consegue subir.


Lavo a loiça à pressa, seco a bancada mesmo a tempo de a Becas ir para lá, e pego na Amora para lhe dar mais uns mimos.


Entretanto, a minha filha já se levantou e fica a tomar conta da Amora. Fui pôr esparguete a fazer. Quando volto à cozinha, vejo a Becas em cima do fogão! A passar mesmo ao lado do bico aceso.


Passado o perigo, desligo o lume e vou tomar banho, que se revela outra tarefa complicada, porque tenho que segurar com uma mão o chuveiro, e com outra impedir a Becas de entrar dentro da banheira, e molhar-se toda.


Não parece mesmo que estou a cuidar de duas crianças pequenas?! Até nos ciúmes e picardias se parecem com elas!


 


Com tudo isto, acho que vou ter que me levantar algumas horas mais cedo,se não me quiser atrasar para o trabalho!


 

À Conversa com os Patinho Feio

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António Justiça, que já tinha feito parte de vários projetos musicais, surgiu em 2013 com a ideia de um novo projeto.


A ele, juntaram-se André Imaginário (guitarra), Rui Valentim (teclas), Filipe Pires (baixo) e João Malaquias (bateria), formando a banda Patinho Feio.


 


 


 


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Com um ano de 2015 pleno de concertos, surge agora o primeiro disco “Para Não Se Estar Calado”, lançado hoje em formato digital.


Patinho Feio são uma banda que vem provar que o rock em português está vivo, de boa saúde, e recomenda-se!


Hoje estão aqui no cantinho para falar sobre o seu projeto, e o álbum de estreia.


 


 


 



 


Patinho Feio, porquê este nome?


Digamos que talvez haja um patinho feio em cada um de nós, em cada pessoa :)


Um pouco à semelhança do imaginário proporcionado pelo conto de Anderson isso foi determinante na escolha do nome.


 


Quais são as vossas referências musicais a nível de rock, tanto em Portugal como a nível internacional?


Todos temos gostos diferentes e variados no que toca a rock e isso acaba por se refletir na nossa música, em Portugal temos como referência uma grande banda os Mão Morta, no geral e a nível internacional Smashing, Queens of the Stone Age…mas aqui alarga-se um pouco o horizonte e cada um de nós terá um leque mais vasto de gostos e referências.


 


2015 foi um ano pleno de concertos. Conseguem destacar algum que vos tenha marcado mais?


Em 2015 um concerto que nos marcou muito foi no Popular de Alvalade, é um espaço onde gostamos muito de tocar, respira-se rock e sempre rodeados de boa gente. Já lá passámos também este ano com a apresentação do disco.


 


Os Patinho Feio cantam apenas “Para Não Se Estar Calado”, ou a vossa motivação vai muito além disso?


Obviamente que muito mais além, o nome do álbum tem uma ligação directa com um tema em particular, o “Porém Onde Se Pode Ouvir “...porém vá-se lá saber, às vezes fala-se para não se estar calado...” é uma vontade de nos fazermos ouvir / exprimir, se não estamos calados não estamos parados é um pouco por aí…tocar o mais possível para levar o Patinho Feio a um maior número de pessoas.


 


Muitas bandas apostam em álbuns totalmente cantados em inglês, sobretudo quando falamos de rock. Porque é que os Patinho Feio optaram pela nossa língua? Consideram que foi uma boa aposta?


É um facto que há muitas bandas a cantar em inglês, mas também parece começar a haver outra tendência e a música em português parece querer reaparecer e até reinventar-se. No nosso caso desde cedo que definimos que seria na nossa língua, nunca quisemos que o Patinho Feio se chamasse “Ugly Duck” se bem que a título de brincadeira costumamos dizer que podíamos ter uma música chamada “bad poetry” ou um “porém” que podia ser “however” :)


 


O vosso álbum de estreia é lançado hoje em formato digital. O que pode o público esperar deste primeiro trabalho, para além de “Poesia Má”, o single de apresentação?


O disco conta com sete temas: mentira, ilusório, porém, espera, poesia má, vicio, resignação.


Digamos que os sete falam de medos, angustias, incoerências, incertezas, amor, etc... Há uma carga emocional que gostamos de transmitir e que cada pessoa sinta um pouquinho daquelas palavras dentro de si mesma.


Quanto à musica, digamos que é um rock honesto e de entrega total, por vezes cru, outras vezes mais rebuscado, faz parte da nossa forma de estar dar tudo o que temos quando tocamos ao vivo.


 


Quais são as expectativas para este álbum de estreia?


Estamos otimistas com a saída do disco, também por isso optámos em conjunto com o digital fazer edição física do disco.


Encaramos o futuro com alguma expectativa, mas sem ilusões e com os pés no chão.


 


Por onde vão andar os Patinho Feio nos próximos meses?


Temos gerido a nossa agenda por nós mesmos o que faz com que os concertos vão aparecendo e não havendo por isso uma agenda muito alargada.


Mas andaremos por aí porque o principal objetivo é continuar a tocar e a fazer música, até “para não se estar calado”.


 


Muito obrigada pela disponibilidade!


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 


 


 

Professores que marcam e deixam saudades


 


Ao longo destes últimos dois anos lectivos, a minha filha teve os mesmos professores, embora tenha havido, em algum período de cada ano, algumas substituições temporárias.


A única excepção foi o professor de educação física e ética e cidadania, e director de turma, que se reformou no final do 5º ano e deu lugar a outro professor.


As disciplinas foram 10, mas havia professores que leccionavam mais que uma disciplina.


Foram dois anos que deram para os professores conhecerem bem os alunos, e vice-versa. E, deu também para eleger aqueles que deixarão mais saudades e que, de alguma forma, marcaram os alunos.


No outro dia perguntei à minha filha quem, de entre todos os professores, tinha gostado mais de ter.


 


A resposta recaiu no professor de português e história! Sim, o professor exigente que descontava cada erro e cada falta de um ponto ou uma vírgula, que fazia testes muito complicados que, de vez em quando, os tramavam. Mas o professor Jorge Martins era muito mais que isso. Era um professor divertido também, que sabia chegar aos alunos e impôr respeito, sem com isso deixar de brincar com eles quando a ocasião assim o proporcionava. Por vários episódios que a minha filha me ia contando, e pelo que pude ver numa das reuniões de turma, faz sentido que ele tenha sido elegido como um dos melhores professores que ela teve!


 


Outro professor que a marcou, e a nós como pais, foi o director de turma do 5º ano - o professor Leonel Martins!


Todos tiveram pena que ele não estivesse lá este ano como professor. É uma pessoa muito humana, que tenta sempre incentivar os alunos, e extrair deles o melhor que têm para dar. Como já aqui contei, na noite de final de ano, a minha filha vi-o e foi a correr cumprimentá-lo. E o professor Leonel, sempre que nos vê, pergunta pela Inês. Sim, apesar de só ter estado com eles um ano, conhece bem cada um dos seus antigos alunos e pais!


 


Não poderia também deixar de destacar a professora de educação tecnológica - Alice Roma - que só este ano viemos a descobrir, é a fundadora do grupo Mafra a Correr, do qual o meu marido faz parte! Aliás, foi ela que disse ao meu marido que era professora da Inês. Há cada coincidência :)


 


Por último, a professora de inglês - Isabel Lula - de quem ela sempre me disse que gostava muito.


 


A todos eles, agradeço por terem feito parte deste percurso na vida da minha filha!


 


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Do lado oposto, uma professora que não deixa saudades é, sem dúvida, a professora deles de matemática e ciências naturais que, felizmente para os alunos, foi substituída no terceiro período deste ano.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Bastille - Good Grief


 


O vídeo do single de avanço do segundo álbum da banda inglesa, “Wild World", já está disponível. Inspirado em temáticas dos filme “Inland Empire” e nos sonhos psicóticos da personagem Sara Goldfarb de “Requiem For a Dream”, o novo vídeo de Bastille é uma verdadeira viagem pelo bizarro, mas sem nunca perder o humor.


 


“Estávamos muito entusiasmados por trabalhar com NYSU (Wild Beasts, New Order, Philip Selway) no vídeo, que foi filmado durante cerca de 6 dias em Madrid. É um misto de cenários e narrativas surrealistas que se cruzam e colidem. Queríamos fazer algo divertido, caótico, mas que resultasse como um complemento estranhamente perfeito ao tema.”, explica Dan Smith.


 


 



 


O single tem dado cartas no Reino Unido. Na passada quinta-feira, “Good Grief” foi Hottest Record no programa de Annie Mac na Radio 1, tendo sido ainda a faixa do dia na mesma rádio, no dia seguinte. Desde aí que a canção tem subido nos tops do iTunes ao alcançar a 10ª posição e está agora nos lugares cimeiros do Shazam.


O tão aguardado “Wild World”, sucessor do aclamado disco de estreia “Bad Blood”, mantem a riqueza das letras, mas é um passo em frente na maturidade e som da banda. O álbum é sobre “tentar entender o mundo, tanto como é visto através dos nossos olhos, como através do que nos é apresentado pelos media. É também sobre ter a capacidade de questionar o que se passa à nossa volta., acrescenta o vocalista.


Como forma de anunciar o lançamento deste registo, os Bastille publicaram um trailer cinematográfico na sua página no Facebook. O vídeo chegou às 500.000 visualizações em apenas 48 horas e de momento, já se registam 1.2 milhões.


 


A Festa vem aí!

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Como tiveram oportunidade de ler na entrevista de segunda-feira, é já este fim-de-semana que estreia, aqui em Mafra, a peça "A Festa" do grupo de teatro comunitário A Tribo.


Apareçam por cá, e divirtam-se nesta festa que o grupo preparou para todos os espectadores!

RX - Belarmino

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Já aqui esteve como convidado, na rubrica À Conversa Com, por ocasião do lançamento do seu single Diva.

 

 


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Agora, depois do lançamento do seu EP Guetto Zouk nas plataformas digitais, na passada sexta-feira, Belarmino regressa novamente a este cantinho, para se submeter a si, e ao seu EP, ao já vosso conhecido RX!

Louco Maluco é um dos singles deste álbum, com colaboração de LG Afro. Para saberem mais, confiram tudo aqui:

 


 



 


 


Guetto Zouk -  Trata-se de uma um estilo que aos poucos vai se autonomizando mas na sua base está a fusão entre o kizomba angolano, o zouk cabo verdiano e fragmentos do R&B e Hip-Hop. Emergiu nos anos 2000 com o grupo cabo-verdiano Os Quatro.


 


LG Afro - Leonel Grinaldo, meu puto, meu tropa, alguém que aceitou o meu convite de partir para uma aventura em estilos musicais que ele sempre achou não ser capaz de fazer. Um louco maluco que promove a pura drena, uma pessoa a quem desejo tudo de bom nesta caminhada que não é fácil mas que, com persistência e trabalho rompem-se barreiras.


 


Singles - Um, editado pela Farol, e outros que não chegaram a ser editados mas que ajudaram-me a dar alguns passos, através dos quais conheci uma pessoa especial que tem impulsionado a criação de uma estrutura na minha vida artística.


 


Influências - Tenho influências familiares muito fortes, mãe, pai e irmã. Mas estilo Hip-Hop acabou por ser a maior influência, isto porque vivi não só o estilo mas a cultura em si e foram alguns dos grandes nomes do Hip-Hop e do Rap que me serviram também de influência.


 


Escrita - Uma paixão! adoro a liberdade de escrever, sinto-me bastaste feliz só por ter a liberdade de poder fazê-lo sem entraves.


  


Ritmo - Até a nossa vida é comandada por ritmos, o próprio batimento do nosso coração é um ritmo, sendo um elemento essencial da música e a música faz parte da vida de qualquer ser humano, independentemente do estado em que nos encontramos e das circunstancias, o ritmo é vida.


  


Versatilidade - Venho de um país onde as pessoas ouvem e dançam tudo, desde que mereça créditos pra tal. Manterei uma base e respeitando sempre as minhas limitações, porém, tenho também de valorizar tudo o que fez e faz parte de mim em termos de vivênciaS, daí a versatilidade. Hoje em dia, entendo eu, existem mais razões para se ser versátil afinal de contas estamos num mundo onde ouvimos a mesma música ao mesmo tempo, se não ouvimos porque gostamos ouvimos pela força da promoção aliada aos meios de difusão massiva.


 


Actuações - Estávamos a espera da divulgação do EP para começarmos a levar o trabalho ao público, já temos datas marcadas posso já adiantar a do dia 31 de julho, estarei no festival urbano de Viseu com os HMB.


 


Fãs - Acho ser uma palavra muito pesada, não sei se tenho mesmo fãs, os poucos que já apareceram a dizer que eram meus fãs eu agradeci mas lembrei que podiam simplesmente considerar-me um amigo e agradeço ainda pelo facto de gostarem do meu trabalho.


 


Desejo - Desejo sempre saúde e felicidade para mim, para os que acompanham as minhas cenas e para todo o ser humano!


 


Muito obrigada, Belarmino! 


 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

David Fonseca - Ela Gosta de Mim Assim


 


David Fonseca estreou, ontem à noite, o vídeo da sua nova canção: “Ela Gosta de Mim Assim”. Com a participação especial de Bruno Nogueira, o vídeo presta tributo à parceria de Paul Simon feita com o actor Chevy Chase no videoclip do tema “ You Can Call Me Al ”. O resultado é, no mínimo, inesperado.  


 


“Em tom claro de homenagem ao vídeo original, entrámos por 1986 adentro e deixámos a câmara a correr, tudo pode acontecer quando se dá carta branca ao Bruno em pleno ambiente anos 80. Espero que se divirtam tanto a vê-lo como nos divertimos a fazê-lo e que o espalhem pelas redes de forma a combater os gatinhos fofos e os dilemas fracturantes do dia dessa coisa chamada internet.”


 


O tema, “Ela Gosta de Mim Assim”, encabeça o EP digital com o título “Futuro Eu – Outtakes” que, tal como o título prenuncia, reúne temas compostos para “Futuro Eu”, o CD de originais editado no ano passado , e que ficaram de fora do alinhamento inicial do disco , guardados para o Verão de 2016.


A par desta viagem por territórios ritmados e veraneantes com “Ela Gosta de Mim Assim”, o EP “Outtakes” inclui ainda “Diz-lhe que não”, “Déjà Vu” e “Um dia maior” – quatro canções que fecham o ciclo de composições a que David Fonseca se dedicou nos últimos tempos.


 

À Conversa com os OWAN

 


 


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OWAN (Out With A New) é um projeto musical criado e liderado por Danniel Boone, que irá lançar no próximo dia 24 de Junho, em formato digital, o seu álbum “And Now You”.


 


 


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Este álbum pop/ rock conta com produção de Quico Serrano, e inclui singles como “Pretend” e “It’s Like Broken Glass”.


 


 


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Para nos falar um pouco mais sobre este projeto e o álbum, tenho hoje aqui como convidado Danniel Boone, a quem desde já agradeço a disponibilidade!


 


 



 


Quem são os Owan?


OWAN (Out With A New) é uma banda Rock composta por três elementos; Danniel Boone na voz e guitarra, Miguel Peixoto na bateria e o Joel Maia no baixo. 


 


Como é que surgiu este nome para o vosso projeto?


O nome surgiu no meio de alguns outros nomes, acabamos por escolher Out With "A" New por ter algum significado poético... afinal eramos nós a "coisa" nova a ser lançada... 


 


O Danniel é autor, compositor, vocalista e multi-instrumentalista. Neste projeto e, nomeadamente, no álbum, experimentou todas estas vertentes?


Sim é verdade fazemos um pouco de tudo (risos). Curiosamente no álbum experimentei todas as vertentes, estávamos com alguns problemas numa música... de a conseguir balançar... acabei por tocar bateria e baixo nessa música, para além de umas teclas num outro tema. 


 


O que vos levou a querer deixar “mensagens intemporais” cantadas em inglês, e não em português?


Isso foi uma opção desde início... para mim a escolha do idioma tem a ver com opções... assim como quando decidimos se vamos utilizar guitarra elétrica ou guitarra portuguesa, se vamos utilizar bateria ou um tambor tradicional... tem tudo a ver com os ditongos e fonéticas, para além da musicalidade exigida pelo rock que praticamos. Há que escolher os sons para conseguires obter a musicalidade e cor que ambicionas. 


 


“And Now You” é o nome do vosso álbum. É também, de alguma forma, uma alusão ao facto de ter chegado agora a vez dos Owan se darem a conhecer?


Por exemplo … essa é uma das muitas interpretações que podemos fazer... pode ser uma mensagem para terceiros.... uma introspeção.... etc. 


 


Como decorreu todo o processo de produção do álbum? Qual foi a maior dificuldade com que se depararam?


Foi um processo de grande aprendizagem e um grande privilégio ter trabalhado com um produtor como o Quico Serrano. As dificuldades foram muitas.. Das maiores foi mesmo trabalhar a parte da dicção (O que ainda continua a ser trabalhado) e da qual eu não tinha consciência nenhuma (risos).


 


Como surgiu a vossa parceria com a Farol Música?


Foi uma oportunidade que se criou em conversa, e que felizmente, ambas as partes decidiram avançar.


 


Na vossa opinião, na atualidade, é mais fácil divulgar um álbum nas plataformas digitais, ou nas lojas físicas?


Eu ainda continuo a acreditar que ambos os formatos são importantes, mas sem dúvida, que nas plataformas digitais é muito mais fácil divulgar. 


 


Onde vamos poder ouvir os Owan nos próximos meses?


Estamos a trabalhar (sempre) todas os aspetos dos OWAN e claro que os concertos são parte fundamental, mas de momento só posso adiantar duas datas. Vamos estar no próximo dia 15 de Julho na FAN ZONE de Oliveira de Azeméis e no dia 22 de julho vamos estar no Largo da Ajuda, nas festas da cidade de Penafiel.


 


Muito obrigada, Danniel!


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 


 

Sofia com Fibra de A a Z

 



 


A Sofia é uma mulher de fibra, e por isso não temeu participar nesta nova rubrica, em que se descreveu através de cada uma das letras do alfabeto.


Descubram mais sobre esta mulher que tenta "viver a vida da melhor forma que sabe, passando barreiras e quebrando regras", e autora do blog Sofia com fibra!


 


 


 



 



A - Amiga - São poucos os meus amigos, pois não sou de me entusiasmar por qualquer um, quando gosto, gosto.

 

B - Baralhada - Sou a coisinha mais confusa que Deus pode criar.

 

C - Complicada - Segundo o meu marido complico só um bocadinho. 

 

D - Dedicada - Sou muito dedicada à minha família (filhos e marido), faço tudo por eles.

 

E - Elegante - Mentira, isso gostava eu! hahaha

 

F - Família - Adoro esta palavra, adoro a família que construí. 

 

G - Galinha - Sou uma mãe muito galinha sem dúvida nenhuma. 

 

H - Homens - Adoro os meus três homens cá de casa.

 

I - Impaciente - Sou muito impaciente em certas situações,  detesto esperar, já noutras situações não sei o que me segura, é o efeito mãe, ficamos moles.

 

J - Justa - Detesto injustiças, fico fula. 

 

K - K.O. - Uma mãe anda sempre assim, certo?

 

L - Lenta - Hó pá, tem dias que não é fácil ser-se o contrário. 

 

M - Mãe - Adoro ser mãe, amo ser mãe. 

 

N - Não - Acho que é a palavra que mais uso, para travar as asneiras do meu filho mais velho e o mais novo já vai saindo da casca.

 

O - Obcecada - pois.... pelos meus filhos. hahaha

 

P - Preocupada - Consigo ver o perigo onde não há, faço filmes por tudo e por nada.

 

Q - Quilómetros - Adoro fazer quilómetros, quando tenho uma brecha largo os homens e vou correr.

 

R - Refilona - Toda a vida fui refilona e levei muitas por não ter a língua no sitio. 

 

S - Sarcástica - Por vezes adoro, na hora certa aquela boca foleira é do melhor que há para alegrar o meu dia. hahaha

 

T - Teimosa - Já fui muito mais, mas a vida assim quis, apareceu um mais teimoso que eu, então tive de reajustar a coisas, a não ser que tenha as minhas certezas, ai ninguém me cala. E para ajudar, o mais velho sai ao pai então dou em louca. 

 

U - Uuumilde - Fogo isto é difícil! hahaha 

 

V - Vaca leiteira - Sim! É o que sinto de há sete meses para cá, tenho de ter a mama disponível á hora certa.

 

W - ....... ok deixa lá isso! 

 

X -  :X  - É o que tenho de fazer para não dizer asneiras em certas alturas. hahaha

 

Y - ........ Sim tá bem...

 

Z - Zen - Adorava ter os meus momentos de paz e experimentar aquelas cenas zen, com músicas e exercícios, massagens..... adorava. 

 

 

Muito obrigada, Sofia!


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!