quarta-feira, 31 de maio de 2017

Tenho duas gatas, ou duas crianças pequenas às turras?

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Primeira cena:


Logo pela manhã, na hora de tomar o pequeno-almoço, vão as duas para junto dos comedouros. Coloco ração num, e a Becas começa logo a comer. A Amora espera que eu coloque no outro. Mal acabo de o fazer e a Amora se aproxima, a Becas sai do seu e começa a comer do da Amora. A Amora, coitada, lá se vira para o outro, e eu coloco-lhe mais 3 ou 4 croquetes, para compensar. A Becas volta a deixar o comedouro onde estava, e vem para este. 


 


Resultado: a Amora desiste, e vai-se embora, à espera que a Becas saia de lá, para ir ela comer!


 


 


Segunda cena: 


Comprei um armário de plástico com gavetas, alto, e coloquei-lhe uma almofada em cima, para a Becas poder estar à janela da entrada. Ela não achou muita piada, até porque, como é leve, abana muito, e raramente lá ficava.


A Amora, que entretanto descobriu para o que é que aquilo servia, agora até pede para a pormos lá em cima, e ficar a ver os passarinhos. Ora, como a Becas vê lá a Amora, também quer ir. E, assim, ficam lá muitas vezes as duas ao lado uma da outra.


Hoje, a Amora saiu e a Becas deitou-se a ocupar o espaço todo. Como não podia voltar a pôr lá a Amora, levei-a para a janela da sala. Quando estava a voltar para trás, já a Becas vinha a caminho!


 


Resultado: desta vez, ganhou a Amora, que acabei por colocar onde ela queria, e a Becas ficou de castigo!


 


 


Terceira cena:


Quando comprámos o microondas novo, colocámos a caixa na sala para elas brincarem.


Muitas vezes, a caixa estava vazia, e não queriam saber dela. Mas bastava uma delas ir lá para dentro, para a outra também querer, e andarem à vez a expulsarem-se uma à outra, normalmente à dentada e à chapada, para ver quem ficava lá dentro. 


 


Resultado: acabou-se a caixa!


 


 


A sério que tem momentos em que mais parece que tenho duas filhas pequenas a embirrarem uma com a outra, do que duas gatas!


 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Quando precisamos de fazer um "reset"

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Muito se falou, a propósito da simplicidade da música, com a qual o Salvador Sobral venceu o festival Eurovisão da Canção, da necessidade de se olhar para esta vitória e perceber que algo deveria mudar na forma como se faz música actualmente.


 


E eu aplico esta analogia aos blogs!


 


No início, criamos blogs de imagem simples, preocupando-nos apenas com o conteúdo.


Com o tempo, vamos experimentando novos templates, cores, imagens; vamos inovando no conteúdo, criando rubricas novas, entrevistas, desafios; vamos adicionando patrocínios, publicidades, referências; e por aí fora.


E chegamos a um ponto em que não sabemos muito bem que rumo estamos a seguir, e o que resta, afinal, do blog inicial e da intenção com que o criámos.


 


Não é mau inovar, acompanhar as novas tendências, melhorar, alargar os horizontes, diversificar, ser criativo. Não é errado que um blog criado com uma determinada finalidade, tenha entretanto mudado e seja agora um novo blog, quase irreconhecível.


É assim com tudo na vida: não ficamos parados no tempo, não somos seres estáticos.


 


Mas, em determinados momentos, também nós próprios precisamos de fazer "reset". 


E os blogues também!


 


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Já alguma vez sentiram essa necessidade, em relação a vocês mesmos(as)? E ao vosso blog?


De voltar às origens, de recomeçar, de simplificar?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Para lá da ribalta - o filme

 


 


 


 


 


 


 


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Noni Jean é filha de mãe solteira. O seu pai não quis saber de nenhuma delas, a família não deu o apoio que seria de esperar e, quando Noni nasceu, passaram a estar por sua conta.


Quem vemos no início do filme é uma mãe desesperada, que parece querer o melhor para a filha. Noni irá participar num concurso de talentos no dia seguinte, e Macy precisa de ajuda para "domar" o cabelo da filha, para que ela cause boa impressão.


 


 


 


 


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Noni era apenas uma criança, que gostava de cantar, gostava de música, e tinha uma bonita voz. E ficou felicíssima com o 2º lugar alcançado no concurso, e com o seu primeiro prémio. Tudo poderia ter ficado por aqui. Mas não...


Macy queria mais para a sua filha. Macy não se contentou com o 2º lugar alcançado pela filha, e obrigou-a a deitar fora o prémio, e a lutar para ser uma vencedora.


 


 


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E é assim que, anos mais tarde, vemos uma Noni Jean completamente diferente, na entrega do seu primeiro prémio Billboard, pelo tema que partilhou com o mundialmente conhecido Kid Culprit (interpretado por Machine Gun Kelly).


Noni poderia ser uma Beyoncé, uma Rihanna, uma Miley Cyrus, ou tantas outras cantoras da actualidade, que aliam a beleza, muitas vezes "postiça", a uma boa voz, e a uma equipa por detrás, que diz o que deve e não deve fazer, o que deve e não deve vestir, o que deve e não deve cantar.


 


 


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É esta Noni Jean que existe na actualidade - a filha que a mãe "vendeu" e obrigou a "prostituir", pelo sucesso, pela fama, e pelo dinheiro.


Não sei se é o que se passa em muitos dos casos reais que conhecemos, e que levaram ao suicídio de grandes artistas, sem que encontrássemos uma explicação para tal. Mas foi o que levou Noni a tentar suicidar-se - uma tentativa de fuga à "prisão" que é a sua vida.


Nada em Noni é real - as roupas ousadas são uma questão de imagem, o namoro com Kid é marketing e aliança para sucesso, as músicas que canta não lhe dizem abolutamente nada, mas são aquelas que dão dinheiro e prémios. Tudo são aparências.


A própria tentativa de suicídio teve que ser camuflada, mascarada de deslize por ter bebido demais, por conta da comemoração pelo prémio recebido. E a polícia vê-se "obrigada" a corroborar a história, para não estragar a pintura. 


 


 


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A única pessoa que percebeu que Noni precisava de ajuda, foi o polícia que a salvou. Foi também o único a ver o que havia por baixo daquela imagem fabricada, da bonequinha sexy que todos os homens deveriam desejar.


Mas isso não chega. Noni terá que perceber por ela própria aquilo que quer, e decidir se quer libertar-se da mãe/agente e daquilo que espera dela, de uma vez por todas, fazendo a sua própria música, e tomando as rédeas da sua carreira, ou continuar naquele mundo em que é preciso vender o corpo para ser alguém.


 


 


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Será que ainda resta alguma coisa da Noni Jean que era em criança?


Quem é a Noni, para além das extensões, unhas postiças, e roupas vulgares e diminutas?


Será que a sua voz ainda vale por si, e mais que tudo o resto?


Poderá ela ainda ser um exemplo para todas as adolescentes, sendo ela própria?


Ou acabará engolida pelo mundo que a mãe lhe mostrou desde cedo, até ao dia em que a tentativa se converta em suicídio consumado, e a mãe perceba , então, que há muito a sua filha precisava de ajuda, de uma mãe que a defendesse e ajudasse, e não uma agente que a atirasse aos lobos?


 


Um filme que pode até ser exagerado ou meramente fictício, mas que eu acredito que mostra uma situação bem real, e que explica muita coisa... 


 

Sobre as festas do fim-de-semana

Foto de Banda Nova Onda.


 


Este fim-de-semana houve festa aqui perto de casa e, apesar de não termos lá ficado muito tempo, deu para perceber várias coisas.


 


Relativamente à banda de sexta-feira:


-  para "lavar as vistas" a muito boa gente, eis que surgem as bailarinas, basicamente em lingerie, numa abertura a remeter para os piratas, seguido de malabarismo com fogo - tudo muito bonito, sim senhor, mas pensei que fosse ouvir um conjunto a cantar, e não ao circo


 


- deveria ser proibido mostrar o corpo daquela maneira, mas mais ainda quando não se tem corpo para isso e, em vez de chamar a atenção, se cai no ridículo; por outro lado, em muitas músicas não passaram mesmo de meras figurantes


 


- percebi agora que as luzes intensas e som alto em demasia foram usados para disfarçar a falta de voz da vocalista


 


- quando não se sabe cantar em inglês, mais vale estar calado - para além da terrível pronúncia, em algumas partes a voz da vocalista falhou, e a tentativa de imitar uma Shania Twain sexy, saiu furada


 


* Safou-se o vocalista masculino, que tinha boa voz, e garra em palco


 


 


Relativamente à banda de sábado:


- provou que não é preciso virem quase nuas para o palco para cantarem bem


 


- provou que não é preciso um grande show de luzes, som e fogo, para entreter o público e que, muitas vezes, menos é mais


 


 


A festa:


Este arraial destina-se a angariar fundos para ajudar os Bombeiros Voluntários de Mafra. Até aí, tudo bem.


Também gostei muito das iluminações, que me parecem novas, ou diferentes das anteriores. Temos tenda de bebidas, carrinha de farturas e quermesse muito pobrezita, mas que ainda chama alguns para as rifas.


Mas tenho pena que, mais uma vez, por conta das festas, tenham cortado mais umas árvores no recinto, para poderem dispôr todos os apetrechos. Mais vale arrancarem-nas de vez!


Outra coisa que não faz sentido é o palco que montaram em sentido contrário ao existente. Sempre utilizaram aquele palco, que foi criado propositadamente, e que tem logo abaixo o terreno cimentado e liso, para que as pessoas possam dançar. Os membros das bandas costumavam jantar nas tendas do jantar, juntamente com as restantes pessoas.


Desta vez, utilizaram aquele palco para pôr o staff e convidados a jantar (foi o que me pareceu), para depois cantarem no palco montado em frente, e fazer as pessoas dançarem no meio da terra, em terreno torto. Enfim...


 


 


O barulho:


O cansaço do fim-de-semana e as dores de cabeça fizeram com que, apesar de a festa ser perto de casa, pouco mais ouvisse, uns minutos depois de aterrar na cama!


 


Agora temos pausa para descanso até quarta-feira. Quinta-feira recomeça a festa, com o Fernando Rocha, que se irá prolongar por mais um fim-de-semana.


 


 


Imagem (Banda Nova Onda)


 


 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Sugestões para o fim-de-semana


 


(cliquem na imagem)


 


As sugestões do Fantastic para os próximos dias já estão lançadas.


Cabe a vocês escolherem a que mais vos agrada.
Aqui por Mafra temos um Arraial Saloio, que começa hoje, revista à portuguesa na Casa do Povo de Mafra, e a estreia de "Ensaio Para Um Eu", do Colectivo A TRIBO.


Mais perto da praia, o Mercado D'Aqui. Na região norte, uma romaria.


Já na Caparica, vai ter lugar um festival intercultural. Em Alfragide, os Plan Ahead vão dar música.


Não percam ainda o Oriental Dance Weekend e o Animal Fest'17 by click, onde irá ser apresentado o novo livro do Clube de Gatos do Sapo!

À Conversa com Marta Dias

 


 



 


Vinte anos depois do lançamento de Y.U.É., o primeiro disco de Marta Dias, a Farol Música editou, a 28 de abril, a compilação digital “ESSE MEU AMOR – BEST OF”, que reúne os temas mais emblemáticos da cantora.

De “YUÉ” a “QUANTAS TRIBOS”, Marta Dias iniciou e concluiu um ciclo de pesquisa da sua identidade e raízes, que a levou desde sempre a criar canções em nome próprio que interrogam precisamente essa identidade, feita de múltiplas origens (Portugal, São Tomé e Príncipe e Goa).

A compilação abre com uma canção inédita, “Esse Meu Amor”, que marca o regresso à escrita de canções por Marta Dias, e é uma parceria da cantora e letrista e do músico Carlos Barreto Xavier.

Para ficar a conhecer melhor a Marta, deixo-vos aqui a entrevista que a artista concedeu a este cantinho, e a quem desde já agradeço!

 

 

 

 

 

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Quem é a Marta Dias?


Uma cantora de origem afro-goesa, que afirmou o seu lugar na música com uma pesquisa constante dessas origens.


 


 


Como é que nasceu a sua paixão pela música?


A minha mãe foi actriz amadora e sempre incentivou nos filhos o gosto pelas artes. Desde pequena que gosto de cantar, e fui sempre apoiada nesse interesse.


 


 


A Marta é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta área conjuga-se, de alguma forma, com a música, influenciando a forma como compõe os seus temas e como transmite a mensagem de cada um deles?


É claro que as nossas vivências não são estanques, e, portanto, é provável que tenha influenciado, sim. Não tenho propriamente presente uma influência direta do meu curso na escrita de canções, uma vez que estudei Inglês e Alemão, mas acredito que, no trabalho com as línguas, tenha aperfeiçoado a minha escrita também.


 


 


Embora já tivesse participado em alguns projetos musicais, Y.U.É. foi o seu primeiro trabalho a solo, lançado em 1997. Como recorda, hoje, essa experiência?


Foi muito interessante, a vários níveis. Foi a primeira vez que escrevi letras para canções (“Gritar” foi a primeira), foi a primeira vez que participei no processo total de gravação e produção de um disco, e foi muito especial, porque foi o início de uma viagem que continua até hoje.


 


 


 


 


 


A 28 de abril deste ano, foi lançada a compilação digital “Esse Meu Amor – Best Of”, que reúne alguns dos seus temas mais emblemáticos. Que balanço faz destes 20 anos de carreira?


Achei curioso, porque, ao refletir sobre estes vinte anos e sobre os temas que integram esta compilação digital, apercebi-me de que procurei sempre colocar os resultados desta busca identitária em primeiro plano, busca que se conclui em “Quantas Tribos”, lançado no ano passado. Foi um ciclo interessante, em termos pessoais, que se cumpriu este ano com o lançamento desta compilação.


 


 


É possível, ao ouvirmos esta compilação, perceber a sua evolução a nível musical, nomeadamente, na pesquisa de identidade e raízes, nos géneros musicais que foi percorrendo, e no encontro de uma expressão própria?


Acho que sim. Desde as influências de trip-hop e acid jazz de “Yué” até às sonoridades afro-jazzísticas de “Quantas Tribos”, passando por abordagens ao fado em “Aqui”, creio que consolidei métodos e processos de composição, que se reflectem nas canções escolhidas para esta compilação. Algumas são mais marcadas pelo tempo do que outras, mas todas incluem essa pesquisa e esse interesse.


 


 


“Esse Meu Amor”, canção inédita que marca o seu regresso à escrita de canções, é uma parceria com o músico Carlos Barreto Xavier, que tem acompanhado o seu percurso desde o seu início. Como é trabalhar com este compositor, intérprete e produtor?


É extraordinário. O Carlos é um excelente compositor, que entende as minhas letras e as melodias que lhe trago com sensibilidade, mas com bom senso! Isto quer dizer que procura o melhor registo para a minha voz e para a canção, e compõe adaptando-se a esse mesmo registo.


 


 


Ao longo da sua carreira, a Marta teve ainda oportunidade de colaborar com músicos como Fernando Alvim, António Chainho ou Ney Matogrosso. No futuro, com que artista mais gostaria de colaborar?


Foi muito bom ter cantado com estes artistas todos, mas realço o Fernando Alvim, pela gentileza e pelo cavalheirismo, além da incrível sensibilidade musical. Não tenho propriamente artistas com quem gostaria de cantar, embora haja muitas pessoas que aprecie. O futuro dirá.


 


 


O objetivo do lançamento desta antologia é apenas fechar um ciclo, celebrando os 20 anos de carreira, e a forma como tudo começou, ou também dar início a um novo ciclo, onde haverá uma outra Marta Dias a descobrir, e novos trabalhos a conhecer?


Sem dúvida, dar início a um novo ciclo. Agora interessa-me aperfeiçoar a escrita de letras e canções, continuar e melhorar o processo de criação musical.


 


 


Para além das plataformas digitais, e das rádios, de que forma poderá o público ouvir a Marta Dias?


Planeamos alguns concertos para o final deste ano, e pretendemos dar a ouvir novidades muito em breve.


 


 


Muito obrigada!


 


Obrigada eu, Marta! 


Marta Dias


 



 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeo.


 


 


 


 


 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

RX - OWAN

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Depois do álbum “And Now You”, os OWAN regressam em 2017 com novo trabalho.


“The Colour of Dreams” é o single de apresentação do novo álbum "Sweet Symphony" editado a 5 de Maio em formato digital.


Fiquem a saber mais sobre este trabalho, e sobre os Owan, neste RX a que Danniel Boone, em representação da banda, se submeteu!


 


 


 


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Pegando no novo álbum dos OWAN, e no título e temas que o compõem, de que forma completariam as seguintes expressões:


 


 


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“Sweet Symphony” - Para os OWAN, uma doce sinfonia é...
(Danniel Boone): Para os OWAN "Sweet Symphony" é mesmo este álbum... embora haja várias doces sinfonias nas nossas vidas...
Decidimos chamar o álbum de "Sweet Symphony", não só pelo facto de a banda regressar à formação origina,l mas também pelo facto de os temas serem mais alegres e com mais musicalidade, e por último mas não menos importante, o facto de continuar a ter temas escritos para os meus filhos... e há lá mais doce sinfonia que os nosso filhos.


 



“You Say (Hello)” – O contato com o público deve ir além de um simples “Olá”? Há alguma história engraçada que tenham acontecido numa interpelação por parte do público aos OWAN, e que queiram partilhar?
(Danniel Boone): Deve ir muito mais além, e é isso que tentamos fazer em cada concerto, porque temos a consciência que a maior parte das pessoas, que nos estão a ver ao vivo neste momento, fazem-no pela primeira vez. Infelizmente ainda não temos histórias engraçadas... O que tem sido engraçado é a nossa reação ao ver o público a cantar e a aplaudir os nosso temas.


 


 




“The Colour Of Dreams” - De que cor são os sonhos dos OWAN?
(Danniel Boone): Os sonhos dos OWAN são de muitas cores, muitos palcos, muitas canções. Mas também trabalhamos para isso... independentemente de ainda não estarmos no circuito "mainstream" ...
Vamos ver que cor nos está reservada para os nossos futuros sonhos com uma certeza: de fazermos aquilo que gostamos.


 


 


“Did You Call for Me” – Quem gostariam de “chamar” a partilhar o palco convosco?


(Danniel Boone): O "Did You Call For Me" foi escrito a pensar noutras vivências com pessoas que me são chegadas... não estava necessariamente a pensar em vivências em cima de um palco.
Os meus ídolos musicais infelizmente agora já não estão neste mundo e já que era a "sonhar" (esta seria mais uma cor de um sonho... (risos) gostaria de partilhar o palco com o Chris Cornell.


 



“To You My Son (Lullaby)” - A melhor mensagem a transmitir a um filho?
(Danniel Boone): Se é a melhor mensagem não sei... mas é certamente de coração...
Escrevi este tema quando o meu filho nasceu e sei que, mesmo depois de eu partir, ele poderá encontrar as palavras do pai nesta e noutras musicas... Será uma maneira de eu sempre poder comunicar e de me expressar com os meus filhos.


 



“On Your Own” – Em determinados momentos da vida, nomeadamente, no percurso musical, é importante e positivo ficar apenas por vossa conta, ou mais produtivo e enriquecedor trabalhar em equipa?
(Danniel Boone): Ora aqui está uma pergunta impertinente. Mas eu respondo (risos).
É assim mesmo que estamos ... por nossa conta. Mas somos uma boa equipa...
OWAN (Danniel Boone, Miguel Peixoto e Joel Maia), produtor Quico Serrano, lyrics advisor & voice coach Inês Vicente e o Alberto Almeida na imagem.
A questão é que assim ainda é metade de uma equipa... A outra metade é um agente, um manager e, claro, conseguires passar a tua música nas rádio nacionais... que tão impossível parece ser... Falta essa "metade" da equipa... e essa metade faz sempre muita diferença...mas nós chegamos lá! 


 


 


Este álbum caracteriza-se por uma maior maturidade, mais musicalidade, e mais “happy”. São essas as principais diferenças relativamente ao seu antecessor?
(Danniel Boone): É natural haver diferenças, mau seria se não houvessem... não vamos ter os álbuns todos iguais... gosto de diferenças... Muita coisa mudou desde o lançamento do "And Now You"...
Já lá vão 3 anos desde o primeiro álbum .... são mais 3 anos de vivências musicais, os quais pude ir trabalhando com o Quico, com o Miguel e o Joel. É natural chegarmos a outros resultados e explorarmos outros ambientes.


 



“Scream Your Name” – Para que o público possa “gritar” muito por vocês, e acompanhar-vos ao vivo, onde estarão os OWAN nos próximos meses?
(Danniel Boone): Já fizemos alguns concertos e claro já estamos a tocar o Sweet Symphony... Entre os quais estivemos na Semana Europeia da Juventude em Ermesinde, no Festival Fica na Cidade no Funchal e no Festival MaioÀbrir em Abgragão.
Agora a 17 de Junho estamos em Portimão pela Rádio Alvor FM e a 20 de Agosto estamos na Agrival em Penafiel e estamos a tratar de confirmar algumas datas que ainda estão pendentes.


 


Muito obrigada, Danniel!


 


 



 


 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.

Quando estamos habituados às pessoas

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É tão bom quando precisamos de algum serviço, e somos bem atendidos;


Quando quem nos atende é atencioso, prestável, e nos explica tudo de forma a compreendermos bem as coisas;


Quando esses profissionais se mostram atentos e preocupados, mas também felizes quando tudo corre bem;


É tão bom ter um desses profissionais que conheça bem a história, e siga todo o percurso ao longo das várias etapas;


 


Quando assim é, ficamos habituados e não queremos outra coisa! Neste caso, e sempre que possível, era sempre para este veterinário - Dr. Daniel - que marcávamos as consultas das nossas meninas. A última vez que falámos com ele, foi para lhe dar a notícia de que a Amora tinha melhorado da incontinência.


 


Agora que tínhamos as vacinas para marcar, liguei para o hospital e, quando me perguntaram se tinha preferência por algum médico, pedi para marcarem para esse médico.


E foi com supresa que, do outro lado, me informam que este médico veterinário tirou uma licença sem vencimento e, como tal, sem previsão de quando, ou se, voltará a trabalhar no hospital.


Habituarmo-nos às pessoas tem destas coisas. Não é que não haja outros bons profissionais no hospital, que os há. Aliás, poucos foram os médicos que não trataram, em alguma ocasião, as nossas bichanas. Mas como toda a gente, também nós tínhamos uma preferência.


 


Assim, tivemos que marcar para outro médico, um novo que está a substituir o Dr. Daniel. E, apesar de tudo, tivemos sorte porque nos pareceu também um excelente médico, com uma forma de lidar com os animais e com os donos muito semelhante ao seu antecessor.


Sendo assim, embora espere não precisar tão cedo, a haver necessidade, está eleito o próximo "doutor" da Becas e da Amora!


 


 


 


 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Era uma vez um episódio de infância...


 


...que contei à MISS UNICORN, e que ela partilhou com todos na sua rubrica, só para que vejam que eu, em tempos, fui amiga dos animais, nomeadamente dos peixinhos!


 


(Claro que omiti a parte em que matei um peixe de aquário por excesso de comida, e que me entretinha muitas vezes a observar o sofrimento das formigas a morrerem afogadas, depois de as colocar dentro de água!)


 


Vão lá espreitar!


 


 

Regras estranhas do facebook

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No passado domingo, a minha filha teve uma apresentação de dança na Casa do Povo de Mafra, no âmbito da celebração do aniversário desta.


O meu marido gravou o vídeo da apresentação, claro!


A turma é composta por várias crianças, entre os 6 e os 12 anos, que se inscreveram nas aulas do Criactiv Dance.


Na apresentação, foram utilizadas diversas músicas, de artistas como Diogo Piçarra, Calvin Harris e Rihanna, Anselmo Ralph e Bruno Mars.


 


No momento em que vamos publicar o vídeo no facebook, recebemos uma mensagem de alerta, de que o vídeo não tinha sido publicado, porque um único e simples motivo. Conseguem adivinhar?


 


 


a) O vídeo tem menores que podem não querer ser identificados, ou não devem ser identificados sem autorização dos pais


 


b) O vídeo contém uma coreografia, propriedade de um estúdio de dança, que não deve ser reproduzida


 


c) O vídeo contém uma música "24K Magic" de Bruno Mars da qual não detém os direitos de autor


 


 


O que é que vos parece mais lógico?


 


 


Pois foi mesmo a última opção! 


Ou seja, nenhuma das outras músicas nem artistas detém, ao que parece, direitos de autor. O único entrave era a música do Bruno Mars. Logo daquele que até já foi, ele próprio, acusado de plágio.


 


Mas, mais grave que isso, é não ter sido sequer um alerta para preservação dos menores que participaram no vídeo.


Realmente, o facebook tem regras um pouco estranhas no que respeita ao que permite ou não que se publique na sua rede.


Estivessem quem de direito mais atento a tudo o que lá se publica, e todos ganharíamos mais com isso.

Reflexão do dia

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O avançar da idade torna-nos mais emotivos ou mais insensíveis?

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O drama da roupa no estendal

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Não é tão bom sentir o cheiro da roupa acabadinha de lavar?


Não é tão bom ter a sorte de estarem dias lindos de sol, que permitem estender a roupa na rua, em vez de a secar na máquina, e assim poupar electricidade?


Não é tão bom apanhar a roupa, já seca, e continuar a sentir o cheirinho a lavado?


 


É perfeito!


 


O que não é perfeito, é que todos os dias há alguém que se lembra de fazer queimadas, ou de fazer churrasco, ali por perto.


E a roupa lavada e bem cheirosa depressa se transforma em roupa a cheirar a fumo, que dá vontade de pôr a lavar novamente, só para tirar aquele cheiro. Não fosse o facto de não adiantar de nada, porque a seguir teria o mesmo triste destino!


 


Que nervos!


É que tanto faz ser dia de semana,como fim-de-semana, ser meio dia, ou duas da tarde. Há sempre fumeiro por perto.


Acham que é caso para pedir indemnização por danos materiais e psicológicos?!

Em Mafra também existem pinturas magníficas!

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O autor desta obra pode continuar a fazer trabalhos como este, em muitos mais prédios!


Está de parabéns!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Hoje, sem reticências...


 


...estou no blog "reticências" da DANIELA, para colocar todos os pontos na respostas às perguntas que ela me fez!


Vão lá espreitar!


 


Obrigada, Daniela!

À Conversa com BSkilla

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O meu convidado de hoje é o rapper e MC da Margem Sul - BSkilla - que nos apresenta o seu segundo álbum "Abre a Caixa e Sai", produzido por Maf, SP, J-Cool, Zimous e Condutor, e que apresenta uma forte diversidade sonora.


Aqui fica a entrevista:


 


 


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Quem é o BSkilla?


B Skilla é, antes de tudo, um ser humano preocupado com as questões sociais, e que utiliza a vertente rap para expressar o que vai na alma. Um MCEE e representante da cultura hiphop, ex B Boy da crew 12 macacos.


 


 


“Abre a caixa e Sai” é o teu segundo álbum. O que traz de diferente este trabalho, relativamente ao seu antecessor?


O Abre a Caixa e Sai acaba por ser um álbum conceptual, mais “refinado”, mais maduro, coerente e pessoal que o antecessor (R)Evolução. Traz uma sonoridade diferente, diferentes conteúdos e todo um trabalho técnico mais detalhado.


 


 


Este novo trabalho é caracterizado pela diversidade sonora. Em que se traduz essa diversidade?


A diversidade vem naturalmente com os estilos musicais que me influenciaram, desde o reggae ou soul... ao escutarem podem notar que, de música para música, os universos são diferentes (apesar de ter uma linha coerente onde os temas acasalam uns com os outros). O gosto musical por outros estilos sempre esteve presente, depois foi só “imprimir”.


  


 


“Margem School feat. Chullage & Juh Combs” é o single de apresentação. O álbum conta ainda com muitas outras colaborações. Como foi trabalhar com esses artistas?


Foi uma experiência inesquecível e indescritível que surgiu a partir de um sonho, e que aconteceu naturalmente.



Cada artista colaborou comigo deixando um pouco da história da sua vida neste álbum, apoiaram-me incondicionalmente e acreditaram no meu trabalho.



É um sonho tornado realidade ter participações de artistas que me influenciaram a fazer rap desde o início. Foi gratificante ter trabalhado com estes artistas que antes de tudo são GRANDES seres Humanos.


 


 


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Este álbum desafia todos aqueles que o ouvem a pensar por si mesmos, sem influência das opiniões de outros. Consideras que “pensar por si mesmo” é algo que todos deveriam pôr mais em prática nas suas vidas, e que ainda existem muitas pessoas que se deixam influenciar por opiniões de terceiros?


Considero que todos deviam pôr mais em prática.


Ainda existem muitas pessoas que se deixam influenciar pela opinião de terceiros assim como pelos meios de comunicação social. Hoje em dia na era da informação, facilmente se pesquisa aprofundadamente acerca dos mais diversos temas.



O meu alerta é no sentido das pessoas não se deixarem ficar pela primeira informação transmitida, tentem entender o que está por trás, triar a informação e entender de todos os lados... assim conseguiremos formar uma opinião mais concisa, pessoal e pensar “fora da caixa”.



Os Skits (interlúdios) do álbum são mensagens “fora da caixa” para cada ouvinte entrar no seu próprio pensamento e tirar as suas próprias conclusões, creio ser um bom exercício para pensarem por vocês mesmos.


 


 


Do que falam as músicas deste álbum, e que mensagens pretendes transmitir, para além da que falámos acima?


O Principal foco do álbum é para não nos deixarmos ficar dentro da caixa... sair dela e pensarmos de maneira livre sobre os assuntos.


Pretendo também transmitir os meus pontos de vista em relação aos diversos temas, consoante a minha opinião, vivência e experiência de vida.


Podem encontrar temas muito variados, desde a reeducação do pensamento, a importância da disciplina no nosso quotidiano, a influência do hiphop nas gerações vindouras, formas de manipulação das elites que governam o mundo e o desencadear do processo, o trabalho e a prevenção de acidentes, a família ser a nossa base para tudo... São alguns assuntos que considero muito importantes para nós. Mas nada melhor que escutarem para descodificarem o seu conteúdo!


 


 


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“Abre A Caixa e Sai” foi lançado no dia 5 de maio, nas plataformas digitais. Quais são as tuas expectativas relativamente a este novo álbum, e à aceitação do público?


As minhas expectativas são que o álbum toque no coração e na consciência de quem o escutar. A estrada vai-se construindo aos poucos com humildade e respeito. O feedback tem sido grande e extremamente positivo, pelo qual agradeço do fundo do coração a todos os ouvintes. “One Love” para todos os que seguem a minha arte, já somos alguns e espero que sejamos mais ainda, porque juntos vamos mais longe!


 


 


Já tens concertos agendados para apresentação do álbum, e dos temas que dele fazem parte?


Ainda não tenho concertos agendados, mas estamos a preparar a agenda para poder partilhar com o público as minhas ideias, pontos de vista e música. Será um prazer e acontecerá brevemente.


 


Muito obrigada!


Marta Segão


 


Obrigado,


B Skilla.


 


 



 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 

Sugestões para o fim-de-semana


 


Já conhecem a Cleo, da autora Sandra Pestana? Então não percam a oportunidade!
E O Gnomo Elias, da autora Cátia Araújo? Vão querer perder as suas aventuras?
Fiquem já a conhecer estas e outras sugestões para miúdos e graúdos, na rubrica Fora de Casa, do Fantastic!


 


Para a semana de 18 a 27 de Maio, para além das sessões de apresentação dos livros atrás mencionados, haverá ainda:


 


Um festival islâmico e um festival do arroz


Dança, com uma tarde dançante de tango argentino 


Música, com Seu Jorge e André Viamonte


Uma caminhada da família


Lego, com um evento dedicado aos fãs de construções de legos


A festa do cinema, com bilhetes a preços reduzidos, para ver os filmes que mais desejam


 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Opinar ou ficar calado

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Uma opinião é apenas uma opinião, um ponto de vista. Não é, de todo, uma certeza ou verdade absoluta.


Uma opinião vale o que vale. Para alguns, muito. Para outros, pouco. E para muitos, nada.


E para quê exprimir a opinião sobre determinado assunto, quando nem sequer foi pedida?


E, ainda que tenha sido pedida, para quê perdermos tempo a opinar, se sabemos que nada do que dissermos vai servir para alguma coisa, ou sequer ser tido em conta?


Para quê opinar, se isso pode trazer mais dissabores do que resultados práticos? 


 


Assim, na maior parte das vezes, é preferível mantermo-nos calados, e guardar a nossa opinião para nós mesmos. Cada um sabe de si. E nós temos é que nos preocupar connosco e com a nossa vida. Os outros que se preocupem com a deles.


 


No entanto, por muito que tente manter esta postura, quando dou por mim, lá está mais uma opinião a sair sem ter sido convidada a tal.


É que, perante determinadas situações, é difícil controlar aquilo que pensamos, e evitar que saia cá para fora aquilo que achamos que não está correcto. Mas, depois, lá me apercebo de que é tempo perdido, e energia gasta desnecessariamente, e calo-me.


Para tempos depois voltar a distrair-me, e soltar mais uma opinião! É mais forte que eu!


 


E por aí, também são mais de opinar, ou de calar?


 


 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Documento Comprovativo do Programa Nacional de Vacinação

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Todos os anos há novidades no que respeita à renovação da matrícula e, este ano, calhou, por conta do surto de sarampo, ter que requerer no Centro de Saúde um documento comprovativo do programa Nacional de Vacinação actualizado, até à data, o qual não pode ser substituído pelo Boletim de Vacinas.


 


Será que a informação que vem num e noutro não é a mesma? Ou, simplesmente, não sabem ler um boletim, e assim fica mais fácil com uma declaração do centro de saúde? 


 


E, no fim, para que serve tudo isso se, de qualquer forma, as vacinas não são obrigatórias?


De que lhes vai servir essa informação?


Será que esperam, com a exigência deste documento, coagir, de alguma forma, os pais a vacinarem os filhos, com receio da não renovação da matrícula dos seus filhos, ou que venham a ser discriminados pela falta de vacinas?


Ou será que as escolas vão mesmo usar essa informação para diferenciar os alunos vacinados e não vacinados? Ou, eventualmente, responsabilizar estes últimos, ou os pais, pelo que possa acontecer na escola, relacionado com vacinas, ou falta delas?


 


É que se não se vão servir dessa informação para nada, e tendo em conta a não obrigatoriedade das vacinas, não percebo a necessidade de fazer os pais perder tempo com estas burocracias.


A mim já me valeu duas idas ao centro de saúde, uma falta ao trabalho para acompanhar a minha filha à primeira dose da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), que me disseram que estava em atraso (embora esteja anotado no boletim que poderia levar entre os 10 e os 13 inclusive), e sabe-se lá o que ainda virá. 


 


Foi nisto que resultou o surto de sarampo dos últimos meses. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Alguém se oferece para interpretar estes sonhos?

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No último mês, já são três sonhos muito semelhantes, que envolvem forças da natureza, e que me "atacam" quase da mesma forma:


 


1º - Estou a passear, ao que parece, perto de uma falésia. Não consigo perceber se mais abaixo ou no cimo. Vem uma onda enorme, que me bate, levanta-me no ar a vários metros e, claro, em seguida caio no chão de pedra.


 


2º - No segundo sonho, sei que estou numa praia, até porque estou presa em areias movediças e, quanto mais tento escavar e mandar a areia para fora, mais areia cai onde estou, e mais me enterro. Mais uma vez, vem uma onda grande que me atira, literalmente, contra a falésia. Lembro-me de, no sonho, pensar, enquanto voava: pelo menos a areia em que estou envolvida deve amortecer a pancada.


 


3º - Desta vez não mete água. Estou a caminhar na rua que faço todos os dias para o trabalho, e no mesmo sítio onde já apanhei um valente susto, à custa da trovoada. No sonho, vejo o clarão e oiço o relâmpago, ao mesmo tempo que sou projectada no ar, para trás, caindo a uns metros, no chão.


 


Algo assim: 


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Eu sei que se tivesse algum poder especial, gostaria de voar. Mas não propriamente desta forma!


Alguém perito em interpretação de sonhos se oferece para me explicar o significado destes?


 


 


 


 

Águas Perigosas

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Para desanuviar um bocadinho das emoções do fim-de-semana, decidimos ver este filme que tínhamos gravado.


Quando li sobre o mesmo, fiquei com a ideia que a protagonista ficaria presa numa ilha, e que haveriam vários tubarões. Só depois percebi que não era bem assim.


E desanuviar é só uma maneira de dizer, porque na verdade uma pessoa está sempre tensa a ver o filme, à espera do ataque, à espera que tudo dê certo, à espera que não haja mais incidentes.


 


 


 


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A ilha não é bem uma ilha, como nós imaginamos, mas apenas umas rochas no meio do mar que, a determinada altura, com a subida da maré, irão ficar submersas. E haverámais inimigos a enfrentar, além dos previsíveis.


Por outro lado, nem num filme destes uma pessoa deixa de se emocionar com os animais! E não falo do tubarão, mas de uma baleia que por ali anda, ferida e a servir de refeição.


E, sobretudo, de uma gaivota! Uma gaivota que será a grande companhia de Nancy, e que não pode voar porque tem a asa ferida. Nancy consegue tratar dela, e colocá-la no caminho de volta à praia, mas só no final saberemos se foi bem sucedida, ou apanhada pelo tubarão.


 


À semelhança de um outro filme que vi, em que a Sandra Bullock foi a única personagem na maior parte da duração do filme, também neste Blake Lively teve seu cargo essa missão. E a verdade é que não faz ali falta mais ninguém para nos manter presos ao ecrã.


 


Era suposto ser uma ida à praia. Não uma praia qualquer, mas uma especial, escondida, desconhecida da maior parte das pessoas. E uma tarde de surf, tal como tinha acontecido há muitos anos atrás. Só isso.


Mas o que torna esta praia tão especial e misteriosa, é também uma desvantagem, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte de quem lá vai.


 


Houve cenas que me fizeram imensa confusão, e não recomendo para quem é sensível a ver sangue, ou a alimentação alternativa, mas adorei o filme!

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sobre a final do Festival Eurovisão da Canção

Não vou falar novamente do Salvador, mas de todas as restantes músicas que participaram, e da gala final em si.


 


Começo, talvez, pelo momento mais hilariante: aquele em que Jamala começa a cantar, e alguém do público decide subir ao pequeno palco, passar à frente dela, despir-se e mostrar o rabo, antes de ser retirado pelos seguranças!


Confesso que não me agradou a música nova dela, nem tão pouco a voz dela na interpretação da mesma.


Já o novo tema da Ruslana, a vencedora ucraniana em 2004, adorei!


 


 


Relativamente às músicas a concurso:


 


Jury final 2017


- Hungria - não dei por ela na semifinal, mas confesso que gostei de ouvi-la no sábado, e de ver a bailarina, que acompanhava o cantor, dançar, reproduzindo quase um casal cigano num qualquer ritual característico do seu povo, embora não fosse uma das minhas favoritas.


 


 


Jury final 2017


- Croácia - o homem das duas vozes - a música é muito bonita, e trouxe aquele efeito de dueto, misturando uma voz pop com uma voz lírica. Contudo, confesso que não apreciei muito a parte lírica.


 


- Suécia - a sério que não compreendo como é que conseguiu ficar nos primeiros lugares da tabela, a música era mais uma igual a tantas outras, e a única coisa que sobressaía ali era o "Ken" e companhia, que mais pareciam bonecos formatados para fazer aquela coreografia sem falhas.


 


- Bielorússia - era uma música mais tradicional, alegre, que convidava à dança, mas fizeram barulho a mais. Cheguei a meio da música, e só pedia uma parte mais calma, ou que se calassem de vez.


 


- Espanha - meu deus, a sério que levaram aquela música?! Eu até gostei, mas para ouvir no verão, nas férias, numa esplanada na praia, ou numa viagem de carro, para animar. Mas era mesmo a mais fraquinha.


 


- França, Reino Unido e Alemanha - a par com a Espanha e a Itália, são os "5 grandes" que estão sempre automaticamente apurados para todos os festivais porque são eles que contribuem com o financiamento. Isso não é, no entanto, sinónimo de boas músicas. E acabam por tirar lugar a outras que talvez merecessem mais, e que tiveram que ficar pelo caminho. A do Reino Unido foi a que mais gostei, destas três.


 


- Itália - desde sempre a favorita à vitória, ouvi-a pela primeira vez no sábado. Gostei do ritmo, e da mensagem, mas não compreendi todo o favoritismo dado à música. E a verdade é que, somados os votos, ficou muito aquém do esperado.


 


Jury final 2017


- Holanda - lembraram-me mesmo as Wilson Phillips! Tanto na composição de três elementos como, em certas partes, no próprio timbre. Mas não era das minhas preferidas. 


 


- Polónia - pode não ter tido a melhor música, embora eu tenha gostado, mas o que é certo é que a cantora tem uma grande voz, e faz-me lembrar alguém, não sei se a Celine Dion ou outra artista do género.


 


- Ucrânia e Noruega - para mim, foram duas das piores músicas que ali se apresentaram.


 


 


Jury final 2017


- Áustria - não trouxeram uma mulher barbuda, mas um rapaz simples, com uma música simples e bonita, da qual destaco esta parte do refrão " if you push me down I’ll get up again, if you let me drown I’ll swim like a champion, I’m sure there’ll be good times, there’ll be bad times, But I don’t care..."


 


- Moldávia - com o seu tema "Hey Mamma" e aquela despedida de solteiros, consegue ficar no ouvido e dá vontade de dançar. Gostei especialmente da parte do saxofone, e da coreografia. No entanto, não lhe daria o lugar de destaque que obteve.


 


- Chipre - com o seu Gravity, foi mais uma música que ficou no ouvido, pelo menos a parte do refrão, e mais uma que exigia coreografia a rigor. É uma boa música comercial, para ser ouvida nas rádios, como muitas outras que por este festival passaram.


 


- Grécia - também gostei da música da Grécia, independentemente da pouca pontuação que obteve.


 


Aquelas que não me aqueceram nem arrefeceram:


Israel


Arménia


Dinamarca


Australia


 


Entre as minhas preferidas estavam:


 


Jury final 2017


Bélgica - por ser diferente, por não precisar de gritos para se destacar, gostei mesmo da voz da Blanche- uma voz pequenina, mas que pode crescer, tanto num tom mais grave como no mais agudo


Bulgária - adorei a música e ainda mais, a segurança da interpretação de um miúdo de 17 anos 


Roménia - que se há-de fazer, adorei aquela mistura de hip hop com yodelling


Azerbeijão - com o seu "Skeletons" que levou, do juri português, os 12 pontos


 


 


 


Winner on the stage


E, mais por uma questão de ser o nosso representante, e não tanto pela música: Portugal!


 


Não tinha ouvido o Salvador cantar com a irmã na final do Coliseu dos Recreios. Pude ouvi-los nesta final. E, ao contrário de muitas opiniões, que preferem ouvir a música portuguesa na voz da Luísa, eu acho que só poderia ser cantada pelo Salvador, e é cantada por ele que gosto de ouvir.


Curiosamente, fui ouvir o seu tema "Excuse Me" e um outro em português, porque não conhecia ainda, e não gostei de nenhum.


Talvez a dupla perfeita seja a Luísa como compositora, e o Salvador como intérprete!


 


 


Jury final 2017


Mas, voltando ao festival, foi muito divertido ver o treino militar que tiveram os apresentadores, e que proporcionaram, também eles, momentos únicos.  


 


Para terminar, uma constatação: por mais festivais que veja, ano após ano, nunca irei perceber o que faz com que uma determimada música seja eleita vencedora. 


 


Ah e tal, normalmente ganham músicas com uma mensagem inerente. Nem sempre! Já se fizeram músicas com mensagens fortes, que não ganharam.


Ah e tal, ganha a excentricidade. E depois, no ano seguinte, surgem músicas excêntricas, e não resulta.


Ah e tal, são questões políticas. A mesma razão que apontavam para Portugal nunca ter ganho. E, no entanto, vencemos este ano.


Ah e tal, ganham músicas cantadas na própria língua, tradicionais. Falso. Muitas vezes, essas ficam nos últimos lugares.


Ah e tal, o que está a dar é cantar em inglês, ou dividir fifty-fifty. E a teoria cai por terra, porque quase todos o fazem.


Ah e tal, o aparato também conta muito; o ser bizarro; o facto de dançar para além de cantar. Na prática, nem sempre dá certo.


Ah e tal, ganham músicas simples. Querem apostar que, para o ano, vão imitar o Salvador, e não terão sucesso?


 


Já ganharam tantas músicas diferentes, por motivos tão diferentes, que é difícil acertar na fórmula milagrosa da vitória.


Mas, em cada ano, há um cenário e uma conjuntura que torna tudo mais favorável, e um alinhamento do que quer que seja, que se traduz numa estrelinha que aponta à vencedora.


Este ano, felizmente, tudo se alinhou para o lado português! E ainda bem que assim foi. Se a receita se deve exclusivamente ao mérito dos manos Sobral, isso permanecerá um mistério...


 


 


Imagens: Andres Putting (https://eurovision.tv/)

sábado, 13 de maio de 2017

O que parecia impossível tornou-se possível!

Salvador Sobral venceu o Festival Eurovisão da Canção



 

 


Primeiro, veio a relutância na escolha da música "Amar Pelos Dois" pelo júri português, quando havia outras que pareciam fazer mais sentido.


Depois, a alegria por ver que tínhamos passado à final, mas ainda a descrença na vitória.


Esta noite, o nervoso miudinho começou logo no início da votação, e  fez-se sentir cada vez mais, à medida que nos iam atribuído 12 pontos, mantendo o primeiro lugar desde o início.


 



"A música não é fogo de artifício. A música é sentimento."


 


E foi essa a receita que nos fez, pela primeira vez em 53 anos, vencer o Festival Eurovisão da Canção!



 


Só tenho que dar a mão à palmatória, e reconhecer que o "júri retógrado", como foi muitas vezes apelidado, tomou a decisão mais acertada.


Não passei a gostar mais da música por se ter sagrado vencedora esta noite. Não acho que tenha sido a melhor música, e não seria, por certo, a minha escolha. 


 


Mas não deixo de me sentir feliz e orgulhosa por esta vitória!


Parabéns, Salvador! Parabéns, Portugal!


E obrigada por tornar o que parecia impossível, possível! 

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Hoje confessei os meus pecados...

foto do autor


 


...à Chicana


 


Em dia de matança, quer dizer, de "One Smile a Day", a Chicana convidou-me para contar uma história engraçada.


 


E eu disse-lhe "Oh Chicana, comigo é tudo tragédias; para rir só mesmo as minhas aventuras com bichos"!


 


Ela não se deixou intimidar pelas minhas aptidões de assassina em part-time, e assim ali estou eu no blog da Chicana, na rubrica de hoje, para animar as leituras de uns, e escandalizar os defensores destes pobres bichinhos, que eu trato com tanto carinho e consideração!


 


Vão lá ver! 


 


Obrigada pelo convite Chicana, e espero que não tenhas pesadelos :)

Sugestões para o fim-de-semana


 


O que traz na manga o Fora de Casa desta semana?


Muita cor, com a Festa da Flor, na Ribeira Grande
Um concerto a não perder, em Viseu, a cargo dos Fingertips
Muito teatro, com diversas peças em vários pontos do país
Um Festival que o vai agarrar à mesa, ou não tivesse o protagonista vários tentáculos - o polvo



E muito mais!


Yodel it! - Yodelei… yodele, yodele, yodeleio…

Imagem relacionada


 


Yodelei… yodele, yodele, yodeleio…


Yodelei… yodele, yodele, yodeleio….


 


E pronto, agora que tudo voltei ao normal, não pense que fui eu que endoideci!


É que depois de ter ouvido a música da Roménia ontem à noite, não consegui mais tirá-la da cabeça :)


Foi a minha preferida de ontem, sem dúvida, e passou à final. Aliás, de entre as minhas favoritas da segunda semifinal - Áustria, Roménia, Croácia, Suiça, Bulgária e Israel, apenas a Suiça ficou pelo caminho.


 


  



E o casalinho complementava-se: a bonequinha irrequieta, que mais parecia uma barbie, com o guerreiro.


 


 



Para além da música da Roménia, que adorei, embora me pareça que tem alguns "yodele" a mais e, no fim, a vocalista parecia ter sofrido um problema técnico-vocal que misturou os "yodele" todos ao mesmo tempo, também destaco o concorrente da Bulgária, que me fez lembrar o nosso Pedro Gonçalves, mas num nível superior, e com apenas 17 anos.


 


 


 

Afinal, o Sapo Blogs não teve tolerância de ponto!

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Por momentos, pensei que hoje tinha tudo entrado em blackout, com a vinda do Papa Francisco a Portugal, e as celebrações dos 100 anos das aparições em Fátima.


De manhã, tento ver as canções apuradas para a final do Festival, e nada. Simplesmente, não conseguia ver, nem nas gravações manuais, nem nas automáticas.


 


E, depois, chego aqui ao Sapo Blogs e não consigo iniciar sessão. Cheguei a pensar que o sapo Blogs tinha tido tolerância de ponto, e fechado a loja mais cedo!


 


 


Afinal, foi apenas um problema técnico, e parece estar de volta à normalidade. Sem tolerância, até porque nem é da função pública!


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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Caímos de pé - a versão de Dário Guerreiro de Amar Pelos Dois


 

Um Pedacinho de Céu, de Julia Quinn

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Série Quarteto Smythe-Smith - Volume I


 


Antigamente, na sociedade e cortes londrinas, as mulheres casavam-se muito cedo, ou assim era esperado delas. Haviam as chamadas "temporadas", que se realizavam todos os anos, para que as jovens fossem apresentadas, conhecessem bons partidos e arranjassem casamento. Uma jovem que já estivesse na sua segunda ou terceira temporada, já começava a ser vista como "solteirona", e começava a ser um problema para as mães.


Naquele tempo, as mães queriam tanto arranjar marido para as filhas, que quase perseguiam os jovens rapazes, para que dessem atenção a elas. Sim, devia ser de loucos!


Honoria também pretendia encontrar marido na nova temporada que aí vinha, e até já tinha escolhido um possível candidato. Mas quis o destino trocar-lhe as voltas.


 


Antigamente, nenhuma mulher solteira poderia frequentar a casa de um homem solteiro sozinha. Tinha sempre que ir acompanhada de uma mulher mais velha, ou de alguma criada. Caso contrário, seria um escândalo, daria azo a todo o tipo de comentários maldosos e, em último caso, seriam obrigados a casar.


Ainda assim, Honoria fê-lo, para cuidar do seu amigo de infância. Neste caso, até tinha desculpa. O homem estava sozinho, sem família, e à beira da morte.


 


 


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Antigamente, nos bailes, as jovens tinham uns cartões que eram preeenchidos pelos cavalheiros que lhes prometiam uma dança. Era um sucesso ter o cartão cheio, significava que era uma jovem apreciada e solicitada. Cada rapaz/ homem só deveria dançar uma vez com cada jovem mulher. Também determinadas danças, como a valsa, não eram vistas com bons olhos (ver mais sobre as regras aqui).


No entanto, Honoria e Marcus dançaram a valsa, e foi um momento mágico.


 


 


Mas, afinal, quem são Honoria e Marcus?


Honoria e Daniel eram dois irmãos, com alguma diferença de idade entre eles. Marcus era um jovem solitário, que encontrou em Daniel o amigo e irmão que nunca teve, e na família deste, a família que nunca teve.


Honoria, mais nova que ambos, só queria participar nas brincadeiras, ser incluída, ter um pouco de atenção para si. Mas eles viam nela uma criança birrenta, ardilosa, e muito chata, de quem só queriam distância.


Uns anos mais tarde, Daniel vê-se obrigado a fugir, e faz o seu amigo Marcus prometer que cuidará de Honoria, e evitará que algum rapaz/ homem mal intencionado, vigarista ou imaturo se aproveite dela. Marcus assim faz.


Isto levará a uma bola de neve de acontecimentos, pelos quais Honoria será responsável, e que poderão terminar na morte de Marcus. Pelo meio, teremos momentos muito divertidos, inusitados, tensos, e de grande coragem.


 


A principal mensagem que retiro desta história, é o valor de uma família, o sentimento de pertença a uma família, a algo, a alguém...E a forma como isso pode ser mais forte que todas as adversidades que tenham que enfrentar.


 


Outro motivo porque gosto de ler estes livros da Julia Quinn, é o facto de ela juntar todas as suas histórias, embora não tenham nada a ver umas com as outras. Neste livro, pude reencontrar a temida Lady Danbury, que parece ter em cada homem da corte um afilhado, sobrinho, primo! Esta mulher é o máximo!


E também aqui voltei a ouvir falar de Colin Bridgerton, da série "Os Bridgertons" que, aqui, ainda não tinha casado com a sua amada, e do seu irmão Gregory, o mais novo dos Bridgertons.


De certa forma, é quase como se tivessemos a viver naquela época, e a conviver com as várias famílias que existiam nesse tempo, cruzando-nos frequentemente com os seus membros.


 


Venha o resto da colecção!


 


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!