Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Terão os homens menos problemas em aceitar-se como são?
Serão os homens menos duros e exigentes consigo próprios, e menos susceptíveis à influência de críticas e comentários depreciativos, do que as mulheres?
Homens que seguem este blogue, digam de vossa justiça!
Lesley Pearse escreve sobre mulheres, isso já não é segredo!
E esta história não poderia deixar de ter a sua protagonista feminina - Hope.
Confesso que começo a ficar um bocadinho farta das mesmas temáticas nas histórias desta autora. Gostava que ela apresentasse uma história diferente, e que surpreendesse.
Estava a ler este livro e a pensar: ainda há pouco tempo li um livro em que a mulher tinha trabalhado como enfermeira, ajudado a lutar contra doenças e a melhorar as condições dos doentes. E, depois, lembrei-me - foi noutro livro da Lesley Pearse!
Da mesma forma, as guerras, os feridos, e a assistência a estes, estão quase sempre presentes. Admito que se torna maçador, em cada livro que lemos, estarmos a levar com o mesmo assunto.
Em quase todas as obras da autora se poderia aplicar o ditado "Deus escreve certo por linhas tortas" porque, se não fosse todo um passado de tormento, não haveria agora um presente e futuro tão feliz.
O que torna, então, esta história interessante, e uma boa leitura?
Hope é filha de Lady Harvey e do seu amante, o capitão Pettigrew. Como tal, não é desejada pela mãe, porque provocaria um escândalo saber-se que tinha traído o seu marido, e tido uma filha fora do matrimónio. O destino era matá-la, mal nascesse.
Mas Nell levou a menina para ser criada pela sua família, como se fosse sua irmã. Apenas Bridie e Nell sabiam a verdade.
Enquanto Hope cresceu junto de uma família pobre, mas que lhe deu todo o amor que podia, Rufus, o herdeiro dos Harvey, foi criado com tudo a que tinha direito, mas sem amigos, e com pais ausentes, sempre em discussões. Da infância até ao presente, ficou a amizade entre Hope e Rufus, mesmo sem sequer desconfiarem que eram irmãos.
Esta história aborda a forma como a homossexualidade era encarada naquela altura; a obediência e dever de permanecer casada com o marido, independentemente de ser um homem autoritário e violento, mesmo que isso implique o afastamento da restante família; o egoísmo e egocentrismo da alta sociedade,que só pensa em futilidades e no seu próprio sofrimento, sem se preocupar com quem esteve sempre ao seu lado.
E mostra como, apesar de tudo, por vezes, os valores e a preocupação com uma sociedade mais justa se sobrepõem, em algumas das pessoas nascidas em berço de ouro, à forma como foram educados para desprezar a criadagem e classes mais pobres.
Podemos também ver aqui uma abordagem à depressão pós parto, à depressão, e de certa forma, à loucura.
E como, para salvar aqueles que mais amamos, vamos buscar forças e coragem que nem sabíamos que as tínhamos.
Hope diz, mais para o fim, em resposta ao comentário do seu pai, que afirmou que tudo poderia ter sido diferente, se tivesse sabido que ela existia "se tivesses sabido, eu teria sido criada por uma ama, porque tu estarias sempre fora, nas guerras, e não teria tido todo o amor de uma família, como tive, e não seria a mulher que hoje sou".
De Amor e Sangue acompanha Hope, desde o seu nascimento, até à idade adulta, e todo o percurso que teve que fazer, até se voltar a juntar à família que a criou, e à que apenas mais tarde descobriu que tinha.
O que é que se passou nestas batalhas, em que aqueles que nem deveriam estar nesta fase superaram algumas das melhores vozes que foram escolhidas?
Catalina x Mariana - tal como a mentora Aurea, ficava a Catalina. Ao contrário do Anselmo, não virava a cadeira para a Mariana.
Laura x Mauro - tal como já se suspeitava, depois da foto da semana passada, a escolhida de Anselmo foi a Laura. Eu escolheria o Mauro. Felizmente, ambos ficaram. Naquele momento...
Tiago x Inês - a Inês era daquelas concorrentes que eu não teria passado nas provas cegas, enquanto o Tiago era um dos favoritos. Nesta batalha, o Tiago foi medíocre, e a Inês teve todo o mérito. Mas, claro, a Marisa iria sempre escolher o Tiago. A Inês acabou por ser salva, mas por pouco tempo.
Rosa x Jessica - uma das batalhas mais fraquinhas da noite. Curiosamente, achei a Rosa mais segura que a Jessica. Para mim, por esta batalha, nenhuma delas seguiria em frente. Não tendo nada a ver com os dotes vocais achei, em termos de forma de estar, esta Rosa muito diferente da que vi na prova cega, para pior, mais convencida e trombuda. Com a Jessica, nunca fui com a cara dela.
Paulo x Bruna - confesso que, só pela atitude da Bruna durante os ensaios, merecia ter sido eliminada. O Paulo tem o timbre, tem o feeling (que nesta música não conseguiu passar) e sabe cantar. A Bruna, que nos ensaios estava fraquinha, conseguiu uma excelente prestação na batalha, surpreendendo-me. O Paulo, não conseguiu passar a mensagem, e foi justa a decisão de ficar com a Bruna. Vamos ver se o Paulo se aguenta na cadeira, e não vai para casa.
Maria x Kaio - outra das batalhas mais fraquinhas na noite, com mérito para o Kaio, que era daqueles que eu não escolheria para esta fase, mas que acabou por ter melhor prestação que a Maria, que era outra das candidatas favoritas. Nesta batalha, a Maria não esteve nada bem. A escolha foi justa, embora saibamos (ou assim pensamos) que a Maria, em outras circunstâncias, dará 10 a 0 ao Kaio.
Inês x Laura - a melhor batalha da noite! Esteve tudo lá, em termos de postura, vocais, garra, presença em palco, cumplicidade. Pessoalmente, penso que a Inês sobressaiu um pouco mais, e achei justa a escolha da mentora.
O que não compreendi, foi o facto de ninguém ter virado a cadeira para salvar a Laura, que merecia mais ocupar a cadeira onde está a Mariana. Terá sido pelo facto de não precisar deste programa para nada, e quererem dar lugar a quem está agora a começar?
Inês e Jorge x Fábio - a terceira batalha mais fraca da noite. Dispenso o beatbox. A Inês esteve bem em termos de postura, e soa bem nos graves. No refrão, e voz mais aguda, é para esquecer. O Fábio acabou por pouco sobressair no meio daquela confusão. Apesar de o duo não virar costas e ignorar o seu adversário, como chegámos a ver em outras batalhas, também não houve grande interação entre eles.
Diana L. x Diana M. - as Dianas portaram-se bem e foi, talvez, a segunda melhor batalha da noite. É óbvio que a Aurea iria escolher a Diana Lucas, e irá fazê-lo sempre, enquanto puder. A Diana M. foi salva. Vamos ver se consegue manter o seu posto.
Não sei se gosto muito destas cadeiras do "Tudo ou Nada". Mas sempre é mais uma oportunidade (por vezes mascarada - ficas aí até salvar outro(a) melhor que tu) para os concorrentes. É a benesse, antes do golpe final!
Conheci a Marta Romero no início deste ano, e foi um prazer.
A Marta é a mentora deste movimento, que pretende revolucionar a forma como vemos o nosso corpo, e realçar a beleza que existe dentro, e fora, de cada um de nós.
"Body Revolution Movement nasce na perspetiva criar uma mudança de paradigmas e redefinir conceitos de Beleza. A Beleza existe em todos os corpos, tamanhos, formas e medidas. Aceitar um corpo que é rejeitado pelos demais ou que não se enquadra nos parâmetros definidos pela sociedade atual passa pela confiança. Uma confiança que não nasce quando outros nos aceitam, mas sim quando nos sentimos bem com o nosso corpo, mesmo quando os outros não o vêm da mesma forma."
Os principais objectivos do movimento são:
Incentivar a Aceitação
Trabalhar o Positivismo
Ressaltar a Sensualidade
Ter confiança
Obter uma linguagem positiva
Potenciar a capacidade de sentir amor
E, ao mesmo tempo, ensinar:
A viver sem juízos sobre a nossa imagem
A amar o nosso corpo
Habilidades que irão tornar as pessoas resistentes e inabaláveis em qualquer um dos objetivos
A não comparar-nos com os outros constantemente
Que p corpo não é um ornamento
A ser saudável em cada peso fomentando o emagrecimento como algo meramente relacionado com a saúde e não com a estética.
Ontem à tarde, e no seguimento deste Body Revolution Body, a Marta apresentou o Calendário Body Revolution 2018, que considera "uma das ações mais reivindicatórias e altruístas do movimento", composto por mulheres corajosas que posam completamente nuas, transmitindo uma mensagem clara de positivismo do seu físico, ressaltando as suas diferenças individuais.
Ao mesmo tempo, o calendário pretende ensinar e inspirar as mulheres a aceitar o seu corpo, durante os 365 dias do ano.
O calendário tem o valor de 8 euros. O valor angariado será revertido na totalidade para ajudar a causa do Movimento Body Revolution.
Quando prestei atenção ao anúncio desta série, pensei "parece ser boa".
Mas, de tanto ver anunciá-la, pensei que já tivesse começado há mais tempo e, como já estou na seguir outra, paciência, já estava mentalizada que não iria ver.
No entanto, descobri aqui que, afinal, só estreou esta semana. E, ao ler uma crítica positiva, e outra negativa, tive curiosidade em assistir ao primeiro episódio.
Talvez deva começar com o que menos gostei:
- O facto de, agora, achar que vou ver, nos próximos episódios, mais do mesmo - um cirurgião fenomenal a salvar vidas de forma que nenhum outro consegue, o que não traz nada de novo à série e, para isso, bastaria um só episódio, ou um filme em substituição. Espero que assim não seja, e que haja muito mais conteúdo ao longo da série.
- O facto de, de certa forma, o seu passado ter ficado explicado neste primeiro episódio, não havendo necessidade de recurso a mais flashbacks, ainda que eles venham a acontecer e revelem um pouco mais do que o agora visto.
- As "legendas" dos mapas do corpo humano, que Shaun visualiza e nos são dados a conhecer através da imagem - exceptuando algumas pessoas que estejam a estudar medicina, ou se interessem pela área, é algo que era desnecessário, sendo preferível ouvir a explicação dada por ele.
O que mais gostei, e mexeu com as emoções (mas receio que era mesmo esse o objectivo):
- a abordagem do bullying - embora não seja necessário um motivo específico para alguém o exercer sobre outra pessoa, aqui será pelo facto de Shaun ser diferente
- a abordagem do espectro do autismo, e como os outros lidam com alguém com essa característica, nomeadamente, a aceitação na escola, no local de trabalho, e até entre a própria família
- a amizade com o irmão, que foi pouco "explorada" - teria gostado de ver mais da sua união, cumplicidade, vida a dois
- a importância dos animais na vida das pessoas - primeiro o coelho, depois o gato (lindo, por sinal)
- da sinceridade, autenticidade, pureza e forma directa como encara as pessoas, e lhes diz exactamente aquilo que pensa, sem rodeios, nem medos
O que espero da série, e do protagonista:
- que não seja perfeito, que cometa também os seus erros, que nem sempre tenha razão, apesar da sua inteligência fora do normal
- que mostrem, não só o lado profissional de Shaun, mas também a sua luta diária no campo pessoal
- que transmita uma mensagem positiva e inspiradora, sem cair no habitual "cliché"
E, sim, vou acompanhar a série, que já programei para gravar!
Vem aí mais um fim-de-semana. Temperaturas de verão, mudança da hora e halloween são boas razões para aproveitá-lo!
O Fantastic, dá-vos mais algumas:
- A Lenda do Convento, com VanBach - Arte & Teatro - Diogo Piçarra, ao vivo, nos Coliseus do Porto e Lisboa - Pedro Chagas Freitas, com o lançamento de "A Repartição" - Mimicat, em Sintra
E muito mais, a consultar na rubrica Fora de Casa desta semana!
Pedro Vicente é psicomotricista, mas desde sempre teve a música na sua vida.
Encontrou, no contacto com crianças, jovens e adultos com necessidades e capacidades especiais, a chave para aceder ao mecanismo que transforma emoções em canções. Tem, assim, na música, um poderoso aliado terapêutico.
Para ficarem a conhecer um pouco melhor este artista, e o trabalho que desenvolve, deixo-vos com a entrevista que Pedro Vicente concedeu a este cantinho, que muito prazer me deu fazer, e a quem desde já agradeço pela disponiblilidade!
Quem é o Pedro Vicente?
Um lisboeta de 27 anos, muito grato pelo privilégio de viver, e que o procura retribuir vestindo-se sempre de um sorriso sincero e brincalhão.
O Pedro é psicomotricista de profissão. Pode explicar-nos um pouco em que consiste esse trabalho?
Com uma ação centrada no corpo em movimento, mediado pela relação entre a emoção e a cognição, o psicomotricista tem como missão garantir que cada ser humano, independentemente das suas potencialidades ou dificuldades, adquire as competências necessárias para se adaptar da melhor forma ao contexto em que pretende viver, sentindo-se plenamente realizado, na perceção de si mesmo e na relação com os outros.
O que é que surgiu, em primeiro lugar, na sua vida: a psicomotricidade, ou a música?
A música! Com os primeiros passos, vieram as primeiras gravações, num gravador a pilhas oferecido pelo avô. A psicomotricidade chegou mais tarde, mas foi determinante para a afirmação do papel da música na minha vida.
Hoje em dia, estas duas paixões estão aliadas, tendo o Pedro desenvolvido um programa de aprendizagem de piano e canto destinado a crianças com perturbações do Espectro do Autismo e outras perturbações do desenvolvimento. Que impacto tem este programa no desenvolvimento e vida destas crianças?
O meu programa, adaptado especificamente a cada aluno, tem como objetivo final o domínio do instrumento e da voz o que, por si só, constitui uma resposta à procura dos pais, que não encontram este tipo de solução no ensino tradicional.
Para os meus alunos, a música tem funcionado como um facilitador de todas as aprendizagens, com resultados na melhoria da atenção, comunicação, socialização e comportamento.
As emoções que sente ao trabalhar com crianças, jovens e adultos com necessidades e capacidades especiais são facilmente transpostas na composição de uma música?
Acredito que todas as pessoas e ligações que criamos são especiais e é na diversidade de contextos e contactos que se encontram os ingredientes necessários à espontaneidade que inspira as (minhas) canções.
Apesar de ainda estar a dar os primeiros passos na música, é já extenso o seu reportório de canções, com letra e música originais. Considera que faz cada vez mais sentido um artista ser, em simultâneo, compositor, autor e cantor?
Do ponto de vista prático é muito mais imediato quando se pode criar e reproduzir no mesmo movimento. É um privilégio poder interpretar palavras e melodias que saem do próprio coração e ter a liberdade de modificar a composição ao sabor do estado de espírito.
Nunca planeei ser compositor ou cantor, tudo surgiu quando as canções naturalmente me começaram a encontrar.
O caminho a que agora me proponho é o de mostrar esta música que quer falar através de mim, mas seria um gosto escrever para outros intérpretes e não excluo a possibilidade de poder vir a dar voz aos temas de outros compositores.
O seu primeiro álbum “Espera”, foi gravado em 2016. No entanto, o lançamento em formato digital ocorrerá apenas este ano, a 27 de outubro. A que se deveu esta “espera”?
O fator espontaneidade que marca, não só as canções que o integram, mas a própria gravação do álbum, impôs um período de maturação profissional, pessoal e artística necessário para que o lançamento pudesse ter a máxima entrega. Um outro motivo revela-se no caminho que foi necessário percorrer, por alguém 100% dedicado a uma vida profissional fora do meio artístico e que, agora, finalmente, se sente a chegar à casa de partida.
Mais do que uma “Espera” minha, é uma espera destas canções que têm ganho intensidade, enquanto aguardam a sua oportunidade de correr o mundo e chegar aos corações que mais precisam de as acolher.
Em palco, no âmbito da promoção do seu trabalho, tem a acompanhá-lo a banda “Os Vértice”. Como aconteceu essa junção?
Amigos, que se deixaram encantar por estas canções e se juntaram para as levar a palco por uma causa solidária.
"Mais um Segundo” é o single de apresentação deste primeiro trabalho. Do que nos fala este tema?
De amor…de um amor que é intenso e descontrolado, visceral e espiritual, que tem tanto de impossível como de inevitável, de um amor que faz parar o tempo e nos faz cometer as maiores loucuras, que nos leva a dar a volta ao mundo num só abraço…ou seja, um amor comum como só o amor sabe ser.
Tanto o nome do álbum como o single de estreia remetem-nos para a ideia de tempo. De que forma é que encara o tempo na sua vida e na sua profissão?
No mundo cada vez mais apressado em que vivemos, torna-se imprescindível alertar para a importância de “Esperar” e encontrar tempo para ver, ouvir, sentir, tocar, amar…tempo para fazer e “Ser Feliz”.
Quais são as expectativas relativamente ao lançamento deste trabalho?
Espero que este primeiro álbum funcione como um cartão de embarque, que me leve junto das pessoas, com quem quero partilhar, pessoalmente, a sinceridade destes onze temas, e de muitos outros que me deixam sempre com um sorriso rasgado, que pretendo espelhar nos rostos de quem me ouvir.
Onde é que o público poderá encontrar, e ouvir, o Pedro Vicente?
A partir de 27 de outubro em todas as plataformas digitais!
Por agora, podem acompanhar o meu canal de YouTube ou a minha página de Facebook (Pedro Vicente Music) onde, em breve, anunciarei o meu concerto de apresentação!
Muito obrigada, Pedro!
Muito obrigado!!!
Pedro Vicente
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o lyric vídeo.
No outro dia estávamos - eu e o meu marido - a falar sobre esta questão.
Para mim, são coisas distintas.
E até dei alguns exemplos:
Um patrão pode precisar de um determinado empregado porque este lhe faz o serviço que é preciso, e seria um transtorno colocar outro no seu lugar. Ainda assim, pode não lhe dar o devido valor, enquanto funcionário. E, depois, se o funcionário se for embora, continuará a não dar valor, mas sim a sentir falta do serviço feito.
Um presidente de um clube de futebol pode precisar que o treinador da sua equipa se mantenha, por ser difícil encontrar quem o substitua, por vários motivos. Mas, independentemente disso, pode dar-lhe valor, sabendo que o empenho e trabalho que leva a cabo, dificilmente aguém o fará da mesma forma.
Pode-se precisar muito de algo/ alguém. Pode-se até sentir falta. Mas dar valor, nem sempre acontece.
E é por isso que devemos estar gratos quando sentimos que é isso que, efectivamente acontece connosco - que nos valorizam por aquilo que somos e fazemos, e não por uma mera questão de necessidade e logística.
Da infância à velhice, caminhamos para um mundo cada vez mais dependente das drogas.
Na infância, temos crianças hiperactivas, que são obrigadas a tomar medicação para acalmar e conseguir concentrar-se. Na adolescência, os nervos que antecedem os exames e provas, obrigam à toma de calmantes. Na idade adulta, a pressão de uma carreira bem sucedida e a competição obrigam, muitas vezes, a tomar comprimidos para dormir, ou antidepressivos, ou ainda suplementos disto e daquilo, porque a alimentação não é a melhor. Ah, e os comprimidos para a memória, que já começa a falhar. Mais tarde, com a idade a avançar e possíveis doenças, os mais velhos começam a ter uma pequena farmácia em casa, com medicamentos de todas as cores e feitios para tomar.
Longe vão os tempos em que tudo se resolvia à base de chás, xaropes naturais, mezinhas e afins ou tínhamos, simplesmente, que aguentar e ultrapassar o melhor que podíamos. Felizmente, a medicina evolui à medida que a nossa sociedade se vai transformando, acompanhando-a nas mudanças, e oferecendo melhores respostas aos problemas que vão surgindo.
Mas, será que não estamos a cair no exagero, ao tentar solucionar tudo aquilo que nos afecta à base de drogas?
É este o mundo que nos espera, e aos nossos descendentes, no futuro - um mundo totalmente dependente das drogas?
O Sapo informa que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, um em cada cinco portugueses de baixa estava em condições de trabalhar.
E pergunta: "Já meteu baixa apenas por precisar de uns dias de descanso?"
Respondo-lhe eu: "Relativamente à minha saúde, já pedi à médica para me passar baixa, por dois dias, porque não conseguia mesmo estar de pé, nem sentada, com cólicas. Isto foi a seguir ao almoço, e fui para casa. Depois de não conseguir estar também em casa, deitada, e de as cólicas terem aliviado um pouco, peguei em mim e voltei para o trabalho, tendo utilizado duas horas de uma baixa de dois dias!"
Sou maluca, só pode
Hoje em dia, teria aproveitado pelo menos aquele primeiro dia!
Há muito que queria ver este filme, e sábado foi o dia!
Confesso que a ideia de haver 23 personalidades diferentes, a viver num mesmo corpo, era bastante interessante. Infelizmente, as cenas centraram-se em pouco mais de 4 dessas personalidades, colocando as restantes de parte. Este foi, quanto a mim, o primeiro erro. Haveria muito mais a explorar, em todas essas "pessoas" que cohabitavam numa só, o que não foi feito.
O mote para o filme foi o rapto, por uma dessas personalidades, de três jovens adolescentes que, quando acordam, se vêem num quarto, fechadas, temendo o pior. Embora o óbvio não tenha acontecido numa primeira fase, saindo um pouco da história habitual, e fazendo-nos ficar a pensar qual será, afinal, o objectivo, o final acabou por não surpreender.
Por falar em final, achei-o demasiado fantasioso e irreal. A forma como caracterizaram a "besta", 24ª personalidade acabada de surgir, não foi a melhor. Poderiam ter, também aqui, escolhido um caminho mais credível, dentro da história e do tema que queriam apresentar ao público.
Desde o início que se percebeu que, das três jovens, Casey era a que tinha mais hipóteses de conseguir escapar, muito por conta de todos os ensinamentos que pai lhe passou na infância. Embora não lhe tenham servido de muito, ao longo da sua vida, até àquele momento. Mas, enquanto as suas colegas agiam sem pensar, lutando pela sobrevivência como os comuns mortais, Casey tentava chegar às personalidades que lhe eram dadas a conhecer, e daí tirar vantagem, algo que acabou por se revelar inútil.
Só havia uma forma de as adolescentes se salvarem, do que quer que lhes fosse acontecer - serem puras! Sendo que a "pureza", no caso deste homem, e das personalidades que nele vivem, tem um conceito diferente, fruto do seu passado, e de tudo o que vivenciou durante o seu crescimento.
Nem a psiquiatra que o acompanhava, apesar de o tentar ajudar e impedir uma tragédia maior, o conseguiu impedir. No fim, ficamos com uma sensação estranha...A de que, o que tanto nos feriu no passado, foi o que acabou por nos salvar no presente. Devemos, então, ficar agradecidos por isso?
“Fénix” é o título do quarto álbum do baixista Ciro Cruz que conta, mais uma vez, com convidados ilustres, como o grande acordeonista João Barradas, o génio do Hip Hop brasileiro MC Big Papo Reto e o super talentoso Raphael Lopes, com a sua voz inconfundível.
O tema que dá nome ao álbum “Fénix”, expressa a força do renascer para a vida, interpretado pela força do baixo elétrico de Ciro Cruz.
"Wyza" será o single de apresentação do álbum, e é um tema tributo ao músico Angolano Wyza Kendy.
"One minute" tema produzido a partir de uma gravação solo autorizada pelo lendário baterista americano Bernard Purdie, dá um toque de jazz ao álbum.
Ciro cruz é o convidado deste RX!
Ciro, de que forma se definiria, através das seguintes palavras?
Fénix – Renascer
Vida – Tudo
Tributo – Homenagem
Jazz – Liberdade
Wyza – Amigo
Tempo – Voa
Partilha – Amizade
Festa – Concerto
Amigos – Poucos
Música – Vida
“Fénix” é o seu quarto álbum que conta, à semelhança dos antecessores, com convidados especiais - João Barradas, MC Big Papo Reto e Raphael Lopes. Como surgiram estas colaborações?
Quando componho os temas para o álbum tento ouvir e perceber se está a faltar algo em termos sonoros e que completariam a ideia inicial. É aí que surgem os músicos que vão somar a música detalhes que eu consigo imaginar mas não consigo executar. São músicos e pessoas especiais
Do que nos falam as músicas deste novo trabalho?
Os temas contam histórias mesmo quando não têm letra. São homenagens a pessoas, lugares, acontecimentos vividos por mim transformados em som
Em que é que este trabalho se diferencia dos anteriores álbuns editados?
A diferença é que neste álbum há mais colaborações e foge ao formato quarteto. Há muito mais músicos envolvidos nas gravações
Enquanto músico, considera que, cada novo álbum de um artista, acaba por ser um “renascer” desse mesmo artista? É isso que acontece consigo?
Não, é mais uma página do livro da vida a ser contada.
“Fénix”, “Wiza”, “One Minute”, “Rio de Janeiro” e o Meu Maracatú” são temas deste novo álbum, editado em formato digital no dia 13 de outubro. Embora seja muito recente, já conseguiu ter algum feedback por parte do público?
Acho que quem já ouviu gostou muito. Tenho recebido muitas mensagens pelas redes sociais com óptimos comentários.
Onde é que vamos poder ouvir, ao vivo, estes e outros temas deste trabalho, nos próximos meses?
O show de lançamento “Fénix” será no dia 2 de dezembro no armazém 8 em Évora, Mas em breve anunciarei novas datas.
Muito obrigada!
Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos/audios.
Há muito que as mulheres deixaram de ser educadas para casar cedo, ter filhos e cuidar do lar. Há muito que deixaram de ter o seu destino traçado pelos pais ou família, sem hipótese de reclamar ou rejeitar.
Felizmente, hoje em dia, a maioria das mulheres pode decidir o seu futuro, a sua vida, fazer as suas escolhas, ter acesso a cargos que antes pertenciam exclusivamente aos homens, planear como bem entendem o rumo que querem tomar enquanto por cá andam, sem dar satisfações a ninguém.
E quando as pessoas estão bem com a vida que levam, e sentem-se bem sabendo com o que contam, para quê mudar? Se se dão bem com as rotinas, para quê quebrá-las?
Porque é que os outros tentam sempre mudar a forma como nós vivemos, como se a vida que eles levam fosse também a melhor para nós? Como se a vida que levam fosse a melhor para eles próprios. Claro que é mais fácil aconselhar os outros, do que seguir esses conselhos quando é a nossa vez.
O que é bom e agrada a um, pode não ser e não agradar a outro. Mal de nós se fossemos todos iguais.
Mas, será que o amor é o elo comum a todos nós, e que faz falta a todos nós? Poderemos viver sem amor?
E, quando ele chega, é possível adaptá-lo às nossas rotinas, forma de pensar e modo de vida? Ou será ele uma espécie de furacão que vem para virar do avesso as nossas vidas, e mostrar-nos o outro lado da vida?
Poderá o amor vencer preconceitos e obstáculos, sobretudo aqueles que apenas existem na nossa cabeça? Ou será mais difícil, por não sabermos contra o que estamos a lutar?
De tudo isto nos fala o livro “Para além do Impossível”, de C. Gonçalves.
De Sara, uma mulher a chegar aos 40 anos, que tem a sua vida organizada, e vive realizada e feliz com aquilo que tem, e conquistou até agora, não havendo motivos para não o estar, afinal, não se pode sentir falta de algo que nunca se teve ou experimentou.
E de Santiago, um rapaz 11 anos mais novo que vai trabalhar com Sara, tendo-a como chefe, e que irá desafiá-la a todos os níveis.
É possível um homem tão novo amar uma mulher mais velha, sem outros interesses?
É possível duas pessoas, que trabalham juntas, desenvolverem uma relação amorosa, sem saírem prejudicados a nível profissional? Será ético?
Deixará Sara entrar este homem na sua vida, e transformá-la em algo ainda melhor? Ou será ela imune ao amor?
São vários os entraves que se colocam entre estas duas personagens. Alguns, bem reais. Outros, apenas resultam de uma falta de autoestima e conflitos interiores.
Se serão todos ultrapassados, chegando além do impossível, ou se esta relação esteve desde o início condenada ao fracasso, é o que irão descobrir ao ler este romance!
Sinopse
"Sara é uma mulher livre, independente e igualmente solitária. Com a aproximação dos quarenta anos, agarra-se à sua profissão para atingir a sua realização pessoal e faz da sua casa o seu refúgio, da sua vida um enigma. E é essa a sua forma de viver, onde usa as suas rotinas para se sentir segura.
Quando Santiago entra na sua perfeita existência e lhe vira a vida do avesso, ela irá perceber que, por vezes, o avesso é o lado certo. Mas quando tudo parece perfeito, os acontecimentos irão mostrar-lhes que a realidade pode mudar num instante e que juntos, terão que ultrapassar as dificuldades impostas pela própria vida.
Conseguirão fintar o destino e reescrever a história à sua maneira?
Um romance que aborda as relações pessoais no emprego, a diferença de idade e a descoberta do amor sem limites."
O grupo de VanBach tinha como objetivo, no ano de 2017, assinalar as comemorações dos 300 Anos do Lançamento da Primeira Pedra do Convento de Mafra. E assim nasceu a peça “A Lenda do Convento – Acreditar torna possível”.
No próximo fim de semana, não percam esta oportunidade única de conhecer a verdadeira história que esteve por detrás da construção deste monumento, através de uma viagem onde o presente e o passado se fundem, dando origem a uma comédia imperdível.
Garantam já o vosso lugar e reservem através dos seguintes números: - 937 487 665 - 964 246 910
Alguém me diga, por favor, por que raio virou, o Anselmo, a cadeira para o Kaio e para o José?
Já estou como muitos, o Anselmo é o defensor dos mais fraquinhos.
Talvez não por escolha sua, mas porque tendo virado nos outros concorrentes, não o escolheram, e agora precisa ocupar as suas vagas com o que sobra.
E porque é que ninguém virou a cadeira para a Carminho?
Será porque já existem tão poucas vagas que estão à espera da "tal" voz para completar a equipa, e acham que pode ainda vir melhor?
As minhas favoritas da noite - as Marias:
Uma mais segura que a outra, mas ambas com belíssimas vozes e timbres!
O Carlos levou um estilo diferente, e saiu-se bem. A dúvida é: como se saíria ele noutros registos?
Os que estou curiosa para ouvir novamente:
O Simão e o Fábio - o Simão virou mais cadeiras, e já não é um estreante. O Fábio vai ter que mostrar o que vale, e que tem muito mais para dar.
A Sara é terapeuta da fala, e estudou música desde cedo. Ainda assim, não achei que tenha feito uma actuação brilhante. Já vi por lá, dentro deste género, melhor.
A Maria Beatriz cantou e tocou bem, mas talvez de tão concentrada no piano e na voz, não transmitiu o sentimento.
E encerram-se assim as provas cegas, dando lugar às temíveis batalhas! Fica por saber quem será o 14º elemento da equipa da Aurea, e quem será o 14º elemento da equipa do Mickael, após a desistência de um dos concorrentes.
Alguém que diga à Marisa que este look lhe fica horrivelmente mal? E, já agora, ao Anselmo também?
A primeira batalha pertenceu à equipa do Anselmo e, para já, foram bem escolhidos estes protagonistas.
Nas provas cegas, a Laura convenceu-me mais. Na batalha, o Mauro levou a melhor, e penso que deveria ser ele o escolhido.
A decisão ficou em aberto, só a saberemos no próximo domingo.
Sabem aquelas alturas em que andamos com relógio no pulso e, quando vamos ver, tem os minutos adiantados, ou atrasados? E mesmo depois de acertarmos, volta a fazer o mesmo?
Pois...
Eu não uso relógio, utilizo sempre o telemóvel para ver as horas. E não é que o raio do telemóvel me anda a fazer o mesmo?!
Eu a achar que estava adiantada, e a guiar-me por esse suposto adiantamento para chegar a horas, e afinal já estava atrasada.
Só dei por isso hoje de manhã. Acertei as horas, colocando os tais minutos de adiantamento e, adivinhem...
Cheguei ao trabalho, e já tinha atrasado novamente!
Tantos telemóveis que já tive, e é o primeiro que me faz isto. Aliás, nunca eu imaginei que um telemóvel pudesse fazer tal coisa. Só a mim, mesmo...
Vamos ver quanto tempo dura agora, mais uma vez acertado.
Os Suspeitos do Costume são uma banda, constituída por um grupo de 7amigos que, como os próprios afirmam "se juntaram para exorcizar a falta de paciência para aturar certa gente e certos jeitos e extravagantes comportamentos, que têm tornado esta terra numa coisa às vezes quase risível. Ediraram, a 22 de Setembro, em formato digital, o seu primeiro álbum - "Vol. 1", cujo single de apresentação se intitula “A Culpa Morre Solteira”.
E estão aqui hoje na rubrica "À Conversa com..." para se darem a conhecer um pouco melhor!
Quem são os “Suspeitos do Costume”? Os Suspeitos do Costume são Luis Oliveira, Pedro Malaquias, Simon Wadsworth, Nanã Sousa Dias, Nuno Oliveira, Alexandre Alves e Joaquim Monte.
Como é que surgiu a ideia de formarem uma banda? Este projecto foi idealizado por mim (Luis Oliveira) e pelo Pedro Malaquias no ínicio da década e à medida que foi evoluindo sentimos necessidade de convidar outros músicos para o materializar .
Porquê a escolha deste nome para a banda? Porque somos fãs do filme, e porque nos fica bem.
Este é o primeiro projeto em que se envolvem, ou já tiveram outras experiências, em conjunto ou a solo? Eu (Luis Oliveira) e o Pedro, como autores, temos colaborado em vários projectos. Os restantes membros da banda, todos tocam com artistas de topo do panorama nacional, além de alguns continuarem a sua carreira a solo.
Vol. 1, o primeiro álbum, chegou no passado dia 22 às plataformas digitais. O que pode o público encontrar neste trabalho? Nada como comprarem, ouvirem e dizerem-nos o que encontraram, e se correspondeu ao expectável.
Em que é que se inspiram para criar as vossas músicas? No País, na vida, e acho que é isso.
Hoje em dia, são cada vez mais os artistas/ bandas que escrevem e compõem os seus próprios temas. É algo que, na vossa opinião, faz todo o sentido? Ou não se importariam de cantar temas criados por outras pessoas? Claro que faz todo o sentido, e os Suspeitos só cantam Suspeitos.
“A Culpa Morre Solteira” é o single de apresentação deste Vol. 1. Consideram que é uma frase que se aplica na perfeição em muitas situações, tanto a nível nacional e mundial, e que nos fazem duvidar da justiça? Faz-nos duvidar de tudo. Enquanto a culpa morrer solteira, a impunidade continua livre e à solta.
Para os Suspeitos do Costume, é mais complicado o processo de produção do álbum, ou a promoção e divulgação do mesmo, antes e após o lançamento? Para nós, complicado mesmo é a miséria cultural e social em que vivemos.,Quanto ao resto já temos experiência suficiente para não complicar nada.
Qual é a vossa banda preferida portuguesa? E internacional? Seria injusto para outras bandas que também gostamos nomear uma como tal passamos esta resposta.
Já têm atuações agendadas para os próximos tempos? Sobre isso brevemente daremos notícias.
Se pudessem dividir o palco com outro artista/ banda, quem convidariam? Quando formos convidados para tal logo avaliamos com quem em função da hora e do local .
Que objetivos gostariam de ver concretizados num futuro próximo? A pergunta é um pouco vaga , Objectivos Musicais? de Vida? .É melhor não dizer nada ou vai soar aquele chavão tipo Miss Mundo: " A paz no Mundo, e acabar com a fome"
Muito obrigada, e votos de muito sucesso!
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.
Jorge Courela é músico, educador musical e autor de vários livros e álbuns, entre os quais “As Canções do Professor Jorge - Volume 1”, o último trabalho editado, que reune canções que acompanham as principais datas festivas e que serão comemoradas pelas escolas.
Este ano, lançou em formato digital dois novos temas, que não fazem parte do álbum mas que poderão, quem sabe, ser o ponto de partida para o Volume 2: “Sementes de Outono”, editado a 22 de Setembro, e “Valsa dos Alimentos”, editado esta segunda-feira.
Hoje, Jorge Courela, mais conhecido como Professor Jorge, submeteu-se ao RX deste cantinho, e deu a conhecer os projectos que aí vêm. Espero que gostem!
1 - Jorge, de que forma se definiria, através das seguintes palavras:
Música – A Musa, tudo o que é, tudo o que existe. No Universo tudo é vibração, somos vibração condensada, vinda das estrelas. A física quântica já provou o que todos os grandes mestres nos tentam transmitir há centenas, milhares de anos.
O meu próximo livro musical falará sobre essa história, entre outros maravilhosos mistérios.
Crianças – São elas que me têm permitido fazer as pazes com a criança que fui, o homem que sou. Estamos todos unidos pelo amor à música.
Aprendizagem – Um processo fácil quando não projetamos nele os nossos quereres, as nossas ambições, e o que esta sociedade insiste em dizer que é melhor para nós. A verdadeira aprendizagem não é quando aprendemos, é quando recordamos.
Arte – Uma das formas que o Divino tem de se manifestar através de nós.
Esboço – É a primeira água que jorra da Fonte, precisa de ser filtrada, com a calma e maturidade que só o conhecimento e a experiência da vida dá.
Escola – O local onde a criança deveria lembrar o que já sabe em perfeita harmonia. Ainda não é um espaço perfeito, mas é da nossa responsabilidade fazer com que seja, todos os dias, com pequenas atitudes, palavras, com amor. Só nós o podemos fazer.
Celebrar – É procurar no meu coração a alegria, segurá-la gentilmente e distribui-la por todos os que me rodeiam, mesmo nos dias em que por dentro choro.
Personagem – Uma máscara que coloco nos muitos que sou, e que cantam histórias das vidas que vivi.
Inocência – Um dos diamantes que depois de reencontrado e polido, ajuda a fazer as pazes com o mundo.
Criatividade – A atividade do Creador em nós. Sou instrumento. Um instrumento não toca sozinho.
2 - Para celebrar o “Dia da Alimentação”, o professor Jorge apresentou no dia 16 de Outubro, aos mais pequenos, o tema “Valsa dos Alimentos”. Considera que as crianças portuguesas têm, de uma forma geral, uma alimentação equilibrada, ou é preciso uma reeducação alimentar, para uma vida mais saudável?
Penso que é preciso uma reeducação a todos os níveis, e sei que muitos pais estão muito interessados nessa mudança. Penso que é gradual, levará o seu tempo. Estamos a mudar mentalidades, é um processo longo.
3 - No final de 2016, o Jorge afirmou que, este ano, queria lançar algumas canções em formato digital, que não couberam n`As canções do professor Jorge Volume 1. É o caso desta “Valsa dos Alimentos”?
Sim, faz parte do meu plano. É um privilégio estar a conseguir concretizá-lo. A Valsa dos Alimentos sou eu a brincar de Maestro. Tenho um grande respeito pela música, não sou Maestro, mas acho que escrevi uma pequena sinfonia. Dirigi a orquestra virtual da melhor maneira que consegui, foi uma aventura, tão depressa não me meto noutra. Quem sabe noutra vida?
4 - Para quando o Volume 2 d’As Canções do Professor Jorge?
O Volume 2 terá de esperar, pois o meu novo livro musical estará pronto no final deste ano letivo e tem prioridade. É muito importante que saia o quanto antes, é uma história lindíssima e escrevi as melhores canções de sempre. Fiz os esboços a carvão de todos os cenários, de todas as personagens. Será o último musical, o fim da trilogia iniciada com o Capitão Miau Miau.
5 – Por onde vai andar o Professor Jorge nos próximos meses?
Estarei na FIL, num evento para toda a família, em Vieira de Leiria onde levarei alegria para as crianças que tanto precisam neste momento, farei uma pequena tour nas escolas do Algarve em março, estarei em todos os locais onde me queira receber, além das sessões de música semanais no Externato João XXIII, Aldeia dos Sonhos e Saber Crescer onde tenho sido residente. Tenho um espetáculo novo, com luz, som, um músico convidado e muitas surpresas. Uma vida na estrada.
Muito obrigada!
Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.