quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Paisagens de 2017

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Mafra


 


Haverá melhor paisagem, do que aquela que podemos ver da nossa própria casa, quando chegamos ao final do dia?!


Claro que sim! Mas esta, é especial. É só nossa! Mesmo que seja de todos...


 


 


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Carcavelos


 


O horizonte, em dois tons de azul. O limite entre céu e mar - o universo inalcançável e uma imensa força da natureza, unidas.


 


 


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 Carcavelos


 


Em tons de cinza, com o sol a despedir-se por entre as nuvens, antes se ser totalmente coberto


 


 


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Ericeira


 


As gaivotas, por entre um céu pincelado a branco e os raios de sol da tarde, num voo rumo à luz.


 


 


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Sintra


 


Em tons de verde, um mundo de reflexos...


 


 


 

Sabem aquele momento...

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...em que, depois de passar cinquenta mil vezes por uma montra e "namorar" aquela peça, finalmente ganhamos coragem e nos decidimos a comprá-la e, quando lá chegamos, já não está exposta, e a funcionária da loja nos diz que já não tem porque foi, entretanto, vendida ?


Pois, acontece-me muito!

Reflexão do dia

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Os pais sabem sempre o que é melhor para os seus filhos, independentemente da idade que tenham?

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Os últimos Tira Teimas

Foto de The Voice Portugal.


O problema de se ter grandes vozes numa só equipa é que, na hora de escolher, algumas delas têm, obrigatoriamente, que ficar de fora.


 


 


Foto de The Voice Portugal.


Foi o caso deste grupo da equipa da Aurea que, de todos os Tira Teimas da noite, foi o melhor, e do qual deveriam poder passar todos às galas, pela qualidade que mostraram. Qualquer decisão que a mentora tomasse seria injusta para os restantes.


Passaram a Cláudia e o Joaquim. Tive pena de o Frederico ficar de fora. Da Bruna não tanto, mais pela atitude que sempre mostra nos ensaios, do que por não ter estado bem. 


Talentos à parte, ora vejam se a tática da Aurea não pode resultar: Joaquim, primo do Salvador Sobral, pode ter bastante gente a votar nele; Cláudia, também youtuber, pode chamar uma legião de seguidores a votar nela numa possível final; Diana Lucas, a artista que já foi muito adorada pelo público português, e que procura uma nova oportunidade. Ou muito me engano ou, se dependesse da Aurea, a próxima eliminada da sua equipa seria a Ana Paula, mas a verdade é que o público parece gostar muito dela. Talvez o melhor seja recorrer a uma casa de apostas, a mesma que deu como favorito à vitória o Salvador Sobral, na Eurovisão, para não falhar o tiro!


 


 


Foto de The Voice Portugal.


Ora bem, aqui da equipa do Mickael, a escolha óbvia seria a Inês, que estou a gostar cada vez mais de ouvir, por contraste com a Vanessa, da equipa do Anselmo.


De entre os três restantes, o que é que o Mickael terá pensado? Que elimina o Diogo porque já não precisa disto ou está velho demais, e a Carolina, porque é nova demais e não tem estaleca para as galas?


Confesso que, por muita técnica que a Salomé tenha, não me aquece nem arrefece ouvi-la. 


Mas, também, verdade seja dita, passei quase todas as actuações, à excepção das da equipa da Aurea, esta da Inês, e a do Ricardo, da equipa da Marisa, a andar para a frente, porque nenhuma me estava a cativar.


 


 


Foto de The Voice Portugal.


E da equipa da Marisa? 


O Afonso era o mais fraco dos quatro. O Ricardo Neiva escolheu mal a música, e a prestação não foi das melhores. Penso que a Marisa o salvou pela versatilidade, pela audácia, e pelo talento já mostrado, e não tanto pela atuação desta noite. Estava convencida que ela ia escolher a Sofia, embora não tenha gostado particularmente desta versão, e a Sofia tenha mostrado mais do mesmo. Ouvir a Sofia, no meio de muitos gritos, é refrescante e sabe bem. Ouvir a Sofia várias vezes, dá vontade de dormir, e de ver surgir por ali um grito que seja!


O Ricardo Barroso escolheu mal a primeira música, mas a Marisa propôs-lhe um desafio à altura, e ele passou com distinção! Tem sido um dos meus favoritos desta equipa.


 


 


Foto de The Voice Portugal.


Da equipa do Anselmo, o que se pode dizer? À excepção da Kátia, tem concorrentes muito equilibrados, naquele limite entre o razoável/bom, mas não suficiente.


Passou a Telma e a Kátia, mas arrisca-se a não chegar muito longe nesta edição.


 


 


Imagens The Voice Portugal

Constatações

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É com os erros que se aprende, é com as dificuldades que o nosso melhor vem à tona, e é com a experiência que adquirimos maturidade.


 


Ainda que, por vezes, o contrário também aconteça!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Do Outro Lado, de Maria Oliveira

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Quem está do outro lado? O que está do outro lado? O que nos espera, do outro lado?


Quem trabalha, sobretudo em contacto directo com outras pessoas, sabe que, na teoria, uma das regras fundamentais é separar a vida pessoal, da vida profissional. Na prática, nem sempre é possível.


 


É verdade que, independemente dos problemas que nos afectem a nível pessoal, não podemos deixar que os mesmos interfiram no nosso trabalho, e prejudiquem a forma como nos relacionamos com aqueles que nos procuram a nível profissional.


Mas, acima de tudo, somos humanos. Há situações que não conseguimos, de todo, camuflar, esconder, empurrar para debaixo do tapete até nos ser permitido tirá-las de lá. Por outro lado, é difícil não nos envolvermos nas situações profissionais que encontramos pela frente, agindo unica e exclusivamente como profissionais, desligando-nos delas no fim do turno.


 


Se é verdade que existe, do outro lado do profissional, um ser humano com as suas qualidades e defeitos, forças e fraquezas, momentos altos e baixos, também é verdade que, do outro lado do cliente/ paciente, existe alguém que precisa de ajuda, e cuja vida pode estar nas nossas mãos.


 


 


Não podemos, simplesmente, descarregar neles as nossas frustrações, nem tão pouco agir de forma mecanizada e estritamente profissional, quando, aquilo que dissermos, fizer a diferença entre a fé e a descrença, entre a desilusão e a esperança, entre a morte e a vida. E isso, quer queiramos, quer não, mexe connosco. É impossível ficarmos indiferentes.


 


Helena é uma médica psiquiatra que tenta ajudar os seus pacientes o melhor que pode mas sente, muitas vezes, que falhou, que poderia ter feito mais, agido de outra forma. Existem muitas vitórias, sim, e são de valorizar. Mas as derrotas...essas marcam-na mais, sobretudo naquele momento, em que se encontra emocionalmente fragilizada.


 


Porque, do outro lado da Helena, profissional, está uma mulher cujo marido e pai das suas duas filhas, desapareceu sem deixar rasto há cerca de dois anos, deixando-a sem saber o que pensar, sem saber o que aconteceu, e com muitos problemas para resolver.


 


Do outro lado, está uma Helena que se apoia no ex namorado de há muitos anos, que nunca deixou de amar, e que agora quer reconquistá-la, surpreendendo-a até com uma proposta de trabalho e negócios, que deixa as suas filhas como herdeiras de metade dos seus bens, o que a leva a crer que ele estará doente, ou até a morrer.


 


Do outro lado desta Helena, de marido desaparecido, e mãe galinha das suas duas filhas, está uma mulher que escondeu um segredo por 20 anos, e que lhe poderá custar tudo o que ainda lhe resta: o amor das filhas, e o amor de Luis.


 


É com tudo isto que Helena terá que lidar, do outro lado da sua vida. Com as descobertas em relação ao marido, com o revelar do seu segredo e as consequências que daí advêm, com a verdade, por mais terrível que ela seja.


E com quem está do outro lado da sua secretária, paciente ou familiar, que a procura em busca de uma solução, absolvição, consentimento, uma luz ao fundo do túnel, uma orientação, ou uma desculpa.


 


O que acontece quando uma médica psiquiatra acha que está a enlouquecer, no seu limite, e a precisar de ajuda médica ou baixa? Como pode ela salvar a vida de alguém, quando o seu próprio mundo está a ruir, e ela não sabe o que fazer com os seus próprios problemas? 


Com que moral poderá ela acusar o seu marido de ser uma fraude, e de ter enganado todos, ao longo dos anos que estiveram juntos, quando ela própria fez o mesmo, toda a sua vida?


 


Eu confesso, compreendo o lado da Helena, tal como compreendo o lado do Luís. Mas, como ela própria diz, o que está feito, está feito, é passado e ela não pode mudar. E ele, ou aceita, ou não, e deixa-a seguir o seu caminho. Porque estar com alguém que nos atira a cada instante, à cara, os erros que cometemos, não é vida, nem tão pouco amor. É rancor, é ressentimento, é não conseguir esquecer e seguir em frente, nem permitir que os outros o façam.


Fugir é sempre mais fácil do que enfrentar o que nos afecta mas, por vezes, é necessário. Muitas vezes, tomamos determinadas decisões achando que é o melhor para todos, mesmo que na realidade não seja. E por muito que não tenhamos como adivinhar o que, quem está do outro lado, pensa ou como irá reagir, a verdade é que o fazemos, e agimos muitas vezes com base em pensamentos que são apenas nossos, não dessas pessoas.


Resta-nos admitir os erros, pedir perdão, e esperar que um dia compreendam o nosso lado...


 


Um livro a não perder, de uma autora que já me conquistou com a sua escrita!


 


 


Sinopse



"Do outro lado da bata branca, do outro lado da secretária, do outro lado do clinico, está um ser humano como eu, como tu. Um ser humano para nos servir, que tem uma vida, uma história própria e que muitas vezes é mais sofrida e dolorosa do que a nossa. 


Batemos-lhe à porta, pedimos-lhe socorro.


Alguma vez pensamos, que ele também poderá estar a sofrer, e a ele quem o socorre?


“…


- Helena Vasconcelos de Andrade?


- Sim, e o senhor é quem? – Pergunto.


- Inspetor Pedro Pina, polícia judiciária. – Responde-me.


- Policia Judiciária?


…”


Com esta visita inesperada, Helena, vê a sua vida desmoronar.Médica psiquiátrica, mãe, mulher e amante apaixonada, perde o controlo da sua vida e a ética profissional.No dia em que um doente ameaça abandonar uma consulta a meio, atinge o seu limite e pede ao colega que a dispense, pedindo atestado. Descobrir que partilhou a cama, durante 20 anos com um desconhecido, não seria tão grave, secom a sua ausência, o passado, que queria deixar eternamente adormecido,não se fosse revelando a cada dia.


Afinal quem enganou quem? –



- Não penses assim. A vida às vezes é tão cruel que não conseguimos discernir qual a lição que está iminente.


- Perder um filho, não tem nenhum ensinamento, porque não há a possibilidade de emenda.



Uma história de amor, mistura perfeita entre ficção e realidade, diálogos reais transcritos letra por letra, e personagens também reais e algumas, infelizmente, já não estão connosco …"



 


Autor: Maria Oliveira


Data de publicação: Novembro de 2017


Número de páginas: 378


ISBN: 978-989-52-1060-2


Colecção: Viagens na Ficção


Género: Ficção


Idioma: Pt


 



 


 

Alguém me sabe dizer?

Foto de Cristiana Santos.


 


Se a Cristiana Santos, que participou no The Voice Portugal, é a mesma pessoa que protagoniza o videoclip do single "Somebody New", dos Fingertips?


 



 


 

Do valor da amizade

Foto de Marta E André Ferreira.


 


A verdadeira amizade supera tudo!


E deve ser preservada, acima de qualquer outra coisa.


Por isso, lutem por ela. Não fiquem, simplesmente, a vê-la desmoronar-se, como se tudo o que construíram não tivesse qualquer significado.


Esqueçam o futuro, e vivam o presente, porque é a única coisa certa que têm!


Sejam sinceros, honestos, verdadeiros. E tudo se resolverá, se ambos quiserem lutar, se acharem que vale a pena lutar!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Reflexão do dia

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Os pais sentem tanto, ou mais, as "dores" dos filhos, que eles próprios?

É legítimo ocultar um erro médico?

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Para salvar a reputação de um membro da equipa médica, quando esse erro, ainda que, de certa forma, desculpável, dadas as condições em que a vítima se encontrava e a grande probabilidade de aquele pormenor escapar aos olhos da maioria, resultou na morte da vítima?


 


Como se sente um médico que tentou tudo para salvar um paciente e fez uma manobra perfeita e complicada de emergência que lhe salvou a vida temporariamente, para depois saber que essa mesma pessoa faleceu porque, embora aquele procedimento tenham sido essencial, houve outro que falhou, por sua culpa? 


 


Como se sentem os familiares da vítima mortal, ao tomar conhecimento de que a mesma faleceu, sem sequer imaginar que, talvez, pudesse ter resistido se não fosse um erro médico? Não terão eles o direito de saber? Ainda que isso não devolva a vida de quem partiu?


 


E quem pode julgar se o médico que cometeu o erro tem desculpa ou não? Terão os responsáveis pelo hospital o direito de esconder/ omitir os erros, para savar a pele e a reputação? Ou o dever de denunciar e apurar responsabilidades, quando existam, para manter a credibilidade e confiança?

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Sugestões para o fim-de-semana


 


 


Está aí mais uma edição da rubrica Fora de Casa, que esta semana destaca os seguintes eventos:


Apresentação do primeiro romance da autora C. Gonçalves 
A estreia a solo de Ana Bacalhau
Super Circo
Lisbon & Sintra Film Festival 2017



E ainda muitos musicais infantis, teatro, revista à portuguesa, festivais e a exposição de Xana Abreu, a não perder!


Histórias soltas #12



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"Já todos partiram.
Estamos sós, tu e eu.
Não me quis aproximar quando estavam aqui todos, porque não saberia que lugar ocupar, o que dizer, explicar quem sou, ou como nos conhecemos.
Por isso, mantive-me à distância.
Não o suficiente para me impedir de ver o teu corpo ser baixado, e de correrem lágrimas sem fim pela minha face, nesta despedida que nunca esperei que acontecesse novamente sem termos, pelo menos desta vez, esclarecido tudo entre nós, e te ter revelado os meus verdadeiros sentimentos.
Se ao menos uma destas lágrimas te trouxesse de volta à vida… Mas não… Tu estás cada vez mais longe, não podes voltar. Ou não queres voltar… Não te condeno…
Quem me dera que tudo isto não passasse de um pesadelo. Como nos filmes, em que nos levam a ver como será o nosso futuro, se não mudarmos as nossas ações no presente, e nos dão uma nova oportunidade para mudar o curso da história, e sermos felizes.
Mas isto não é uma história, não é um filme. É a vida real. E nada poderá fazer-me voltar atrás no tempo, e dizer-te tudo o que queria ter dito há muitos anos atrás, e até mesmo agora, que te tinha reencontrado.
Posso dizer-te, mas já não estarás cá para me ouvir. E de nada adiantará, para nenhum de nós. A não ser para tentar aliviar a dor que sinto dentro do peito, por ter perdido a única pessoa que amei em toda a minha vida, sem que ela nunca tivesse sabido disso.
O que será de mim agora? O que ainda sobra de mim? São tantos os pedaços quebrados em que me transformei, que não sei se algum dia poderão voltar a ser colados.
Deixei que tudo aquilo que tínhamos construído fosse morrendo dia após dia, mês após mês, ano após ano, sem nunca fazer o que quer que fosse para o salvar. Agora é tarde demais…
Hoje é véspera de Natal… E este, o presente que me foi destinado…"



 

 

Mais um excerto que será incluído no livro "Nas Tuas Mãos"

À Conversa com Pedro Teixeira Silva

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Da sua carreira como compositor, constam sete álbuns editados com os “Corvos” e “Secret Lie”, várias bandas sonoras para cinema, inúmeros temas que fazem parte do universo das telenovelas, e obras eruditas estreadas por diversas orquestras e solistas.

 

Agora, apresenta o seu primeiro trabalho em nome individual - "Primeiro Ato" - em que cruza a música clássica e o pop rock, e para o qual reuniu amigos músicos, cantores e letristas nacionais, que deram vida às suas composições, entre os quais, Jorge Palma, José Cid, Pedro Chagas Freitas, Mundo Segundo, e elementos da orquestra sinfónica portuguesa.

Um trabalho aguardado com expectativa, do músico oriundo da música clássica que aposta, assim, numa forma diferente de ver, ouvir e sentir a música.

 

Pedro Teixeira Silva é o convidado desta semana da rubrica "À Conversa com...", a quem desde já agradeço pela disponibilidade em participar. Fiquem a conhecê-lo melhor, nesta entrevista!

 

 

 


 


 


 


Quem é o Pedro Teixeira Silva?


PTS é um amante da vida, uma pessoa positiva, extremamente trabalhadora, que luta pelos seus ideais e crenças, é amigo do seu amigo mas também algo solitário devido ao seu foco na composição, onde passa a maior parte da sua vida (6 a 9 horas por dia), entre pautas e notas musicais, sem dúvida um apóstolo da Música.


 


 


Em que momento da sua vida surgiu a paixão pela música?


Nasci numa família, toda ela, ligada à música e desde que me conheço ouvia sons de vários instrumentos tocados por eles, como dizem filho de peixe sabe nadar…


 


 


A sua formação musical dividiu-se por vários países. Considera que as melhores escolas/ conservatórios para se estudar, estão fora de Portugal?


Em tempos assim o foi, quem queria atingir um grau evolutivo de maior destaque tinha que conseguir bolsas de estudo a fim de se valorizar no estrangeiro.



Hoje em dia, o ensino musical em Portugal é muito bom, houve uma forte aposta nesse sentido e temos neste momento já os frutos disso, jovens de grande valor a despoletar na área da música clássica.



 


 


O Pedro participou, como ator, no filme “Os Canibais”, de Manoel de Oliveira. Como descreve essa experiência?


Uma experiencia única de trabalhar, de perto, com um dos grandes mestres do cinema Português e Europeu. Não esqueço, com a sua idade avançada, a energia, método e empenho que colocava em cada cena. Sem dúvida um exemplo de rigor e detalhe que apreendi e tento seguir na minha carreira.


 


 


Esta participação foi uma aventura única ou ficou com o gosto pela representação, e vontade de aceitar novos desafios nessa área?


Fui escolhido através dum casting para assumir a personagem do melhor violinista de todos os tempos “Paganini”, que depois do filme acabou por virar o meu alcunha na altura!



Não é algo que procure na minha vida mas se o destino para essa oportunidade me guiar novamente, quem sabe.



Acabei a escrever diversas bandas sonoras para cinema e, assim, contribuir para dar cor musical e emoção as cenas.


 


 


Enquanto músico, já fundou e participou em vários projetos. O que de melhor guarda dessas colaborações, e de que forma o prepararam para o atual desafio, em nome individual?


Considero-me, sem a menor dúvida, um homem de grupo e não um artista solo, a prova disso são as inúmeras colaborações que participam neste “Primeiro Ato”.



Contínuo com ligações fortes a todos os projetos que fundei e colaborei. A amizade e partilha musical tanto em palco como estúdio, estrada ou ensaios são o que melhor me lembro e recordo.



A forma como me prepararam para futuras aventuras foi o aprender a ouvir cada opinião, cada sugestão de grandes músicos e produtores com quem trabalhei


 


 


 


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“Primeiro Ato” é o nome do seu primeiro trabalho a solo, editado no passado dia 17 de novembro. Em que consiste este álbum, e o que traz de diferente, relativamente ao que tem feito até aqui?


Pela primeira vez, apresento-me somente na qualidade de compositor, e não como vinha sendo habitual, de igualmente intérprete.


Tento cruzar dois universos musicais que me são muito familiares, a música clássica e a pop/rock, num estilo característico próprio que fui personalizando e aperfeiçoando ao longo dos anos.



Gosto de fazer música a pensar nas pessoas que a vão ouvir e nas emoções que lhes posso causar.



Ainda uso instrumentos realmente tocados por humanos, sem querer com isto depreciar quem só usa a “maquinaria”, mas a música é uma arte feita por humanos para humanos, e podem inclusive chamar-me “tradicional”, mas uma máquina nunca conseguirá transmitir, emocionalmente, o que nós conseguimos. Pode não ser tão perfeito tecnicamente, mas a beleza musical é inconfundível.


 


 


Que mensagem está presente nas músicas que compõem este trabalho?


Tal como tenho convidados intérpretes instrumentistas e vocais, convidei igualmente escritores e poetas para escreverem letras sobre o que a música os inspirava. A alguns dei o mote, a outros pura liberdade criativa. De resto sou uma pessoa positiva e alegre por natureza e creio que a música que escrevo transmite isso um pouco também.


 


 


 


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Em “Primeiro Ato”, o Pedro conta com vários convidados, que dão vida às suas composições. Como surgiram esses convites? Soube logo com quem queria trabalhar, ou foi algo que foi surgindo?


Escrevi os temas a pensar nos convidados que gostaria que lhes dessem alma. Felizmente, tive a sorte dos mesmos terem gostado dos temas que lhes apresentei, e aceitarem o desafio.


 


 


É mais fácil, para si enquanto músico, adaptar o estilo musical ao intérprete, ou vice-versa?


A música é uma partilha constante e nunca a tomo pelo lado mais fácil.



Todos nós, músicos, temos diferentes formas e métodos de trabalhar, mas o bonito deste projeto foi precisamente a constante busca de todos participantes em deixar os temas no seu melhor formato.



Pela minha parte gosto sempre de ouvir o que o intérprete tem para me dizer e aconselhar. Gostando sou, obviamente, o primeiro a concordar com qualquer alteração, desde que seja sempre em prol da música e do ouvinte final.


 


 


Partindo de alguns dos temas que compõem o álbum, de que forma responderia ao seguinte desafio:


- “O Nome do Mundo” - que nome daria o Pedro ao mundo?


- “Três Cores” - se só pudesse ver o mundo a três cores, quais seriam?


- “Vislumbres” – um vislumbre do futuro?


Terra, o planeta que habitamos, mas com mais amor e entendimento entre os seus habitantes, sem tanta crueldade, invejas e desumanidade.



Adoro ver todo o enorme colorido que o mundo nos proporciona mas, escolhendo 3, a cor da amizade, do amor e da sabedoria.



Gostaria de continuar a escrever um tema para cada um dos músicos que respeito, admiro e aprecio, e um “Segundo Ato” já esta no horizonte.


 


 


De que forma é que o público poderá acompanhar o Pedro, e assistir ao vivo a este “Primeiro Ato”?


Através do meu facebook https://www.facebook.com/ptspedroteixeirasilva/


Do meu site http://www.pedroteixeirasilva.pt/


 


Muito obrigada, Pedro, e que ainda possamos contar com muitos atos nesta vida dedicada à música!


 


Marta obrigado pela entrevista, sem dúvida perguntas interessantes, sábias, bem pensadas e estruturadas.


Pedro Teixeira Silva


 


 




 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.


 


 


 


 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

E não é que já chove!

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E bem, aqui por Mafra!


A acompanhar a chuva, como não poderia deixar de ser, o seu amigo inseparável - o vento. 


Depois de uns agradáveis dias de primavera em pleno outono, temos agora uma tarde de verdadeiro temporal, em que nem vale a pena abrir o guarda-chuva, porque de nada adiantará nem protegerá.


 


Assim sendo, e por uma questão de poupança, o melhor é aproveitar já esta chuva abençoada para tomar banho.


E já agora, coloquem todos os baldes e recipientes que tiverem na rua, porque essa água que eles acumularem pode vir a dar imenso jeito!


 


 

És o Meu Destino, de Lesley Pearse

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Este livro faz parte de uma espécie de trilogia, que começou com Sonhos Proibidos e continuou em A Promessa, pelo que deveria ser lido logo em seguida.


Não foi o meu caso, que já li os dois primeiros há alguns anos e, embora me recorde do essencial da história de Belle e Étienne, senti que houve muitos pormenores de que já não me recordava.


Neste livro, Belle cede o protagonismo à sua filha Mariette (pequena rebelde), que faz juz ao nome que lhe escolheram, e ao seu significado!


 


Mariette é uma miúda, quando a vemos pela primeira vez. Nesse dia, quase se afoga, por conta da sua teimosia, e vontade de mostrar que sabia velejar sozinha, como o pai lhe tinha ensinado.


Anos mais tarde, em plena adolescência, consegue desenvencilhar-se de uma situação que poderia ter outras consequências mais graves, igualmente por conta da sua mania de achar que sabia tudo da vida, e que tudo correria como ela esperava.


Embora lhe tenha saído um peso de cima, não conseguiu evitar os comentários que começaram a circular sobre ela.Temendo que a sua filha ficasse marcada naquele lugar, e sabendo que ela não teria por ali grandes oportunidades quanto ao seu futuro, os pais decidiram enviá-la da Nova Zelândia para Inglaterra, onde moravam os seus padrinhos, de forma a impedi-la de se meter em mais sarilhos e, ao mesmo tempo, dar-lhe a oportunidade de poder ter uma vida melhor, que ela tanto ambiciona.


 


O que se vai passar daí em diante será uma sucessão de acontecimentos capazes de derrubar a maior parte das pessoas, tanto a nível físico, como psicológico, mas que vão levar Mariette a encarar, de outra forma, a vida e as pessoas que a rodeiam, e a mostrar que a herança de garra e fibra de que os seus pais eram feitos, está-lhe no sangue.


Quando não se tem nada, tudo o que vier é bem vindo. Quando se chega ao fundo, o único caminho é subir. Se é verdade que só damos valor ao que é importante, depois de o perdermos, Mariette é a prova disso. Toda a sua vida ela quis sair daquela terra que nada tinha para lhe oferecer, e deu por si a desejar poder voltar para lá, ou nunca ter de lá saído.


Mas é com os erros que aprendemos, é com as provações que o nosso melhor desperta, e é com a experiência que adquirimos maturidade.


 


Em plena guerra, Mariette teve a sorte de escapar com vida, quando todos à sua volta morreram por conta dos bombardeamentos.


E, felizmente, a autora não colocou esta personagem a fazer de enfermeira para cuidar dos feridos, como tem feito com outras personagens, em outras histórias. 


Gostei da surpresa do destino que ela traçou para Mariette, e da sua missão ao longo dos anos que duraram a guerra.


Só achei desnecessário ter puxado o assunto do passado dos pais, sem que depois tenhamos visto Mariette conhecer toda a verdade, tendo o assunto sido adiado para um dia...


 


No regresso a casa, à sua terra, às suas origens, algo que ela nunca pensou ser mais possível, como receberão os pais esta nova Mariette, e as terríveis marcas que a guerra lhe deixou?


Poderá Mariette ainda ser feliz, mesmo que tudo esteja diferente, que todos tenham mudado, e que ela nunca mais possa fazer as coisas que mais gostava, e que a faziam amar aquela terra?

Sobre o final de Absentia

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Alguém por aí viu? Gostaram?


 


Eu confesso que estava bastante entusiasmada para o ver, até porque os últimos episódios estavam ao rubro, mas fiquei com a ideia de que a série começou bem, piorou, recuperou, e acabou por não ter um final à altura. Num todo, apesar de a ideia ser boa, a história perdeu-se um pouco - acabamos por não perceber bem o papel de determinadas personagens, e qual a ligação a tudo aquilo. 


Faltavam algumas cenas mais explicativas ao longo de toda a série, e algo que fizesse com que as personagens se interligassem melhor umas com as outras, e com os acontecimentos em si.


Não me parece que tenha sido uma aposta bem sucedida e, no meu caso, a expectativa foi defraudada.


A destacar, no entanto, está a última cena, em que percebemos que a Emily não era assim tão inocente, e nem sempre foi totalmente sincera. 


 


 


Confirma-se o que li há tempos, no site http://cinemametropolis.com/:


"Contra si, Absentia tem-se a si própria. Com uma ideia tão ambiciosa, a maior ameaça ao sucesso da série é não ser capaz de responder às exigências que cria logo no primeiro episódio. Além disso, o facto de o elenco ser genericamente "esquecível", à excepção de Stana e do vilão anunciado Conrad Harlow (Richard Brake) – e de alguma surpresa que surja entretanto –, enfraquece o argumento e as interações entre as personagens."

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

RX - Embaixador

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Os Embaixador, um trio que promete dar cartas no rock português, e cujo álbum de estreia - "Sombra" - foi lançado há cerca de um ano, apresentam o novo single "Acolhe-Me Em Ti".


Para quem ainda não os conhece, aqui fica o RX à banda, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!


 


 


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De que forma se definiriam os Embaixador, através das seguintes palavras:


 


Rock – É o nosso ADN.


 


Evolução – Cada vez que lanças algo, evoluis. Ganhas confiança, conheces melhor as tuas fraquezas e pontos fortes e tiras maior partido disso.


 


Sombra – Está nos intervalos da luz. É como os silêncios, fazem mais parte da música do que a maioria das pessoas julga.


 


Digital – É o presente e não podemos virar as costas a essa vertente.


 


Palco – A razão pela qual gravamos, para termos uma “desculpa” para ir para o palco!


 


Canção – Enquanto compositor, gosto do formato “tradicional” da canção (verso, pré-refrão, refrão…).


 


Público – Essencial. O primeiro passo é fazer música para nós, mas o processo não se esgota na criação, mas sim na partilha.


 


Relações – A temática preferencial para as letras dos nossos temas.


 


Aceitação – Um processo por vezes violento, é mais fácil passar pela negação. Mas depois liberta-te e torna-te mais forte.


 


Partilha – É por isso que estás numa banda, caso contrário tocas em casa ou no quarto.


 


 


Há cerca de um ano atrás, lançaram o álbum “Sombra”. De que forma descreveriam os meses que se seguiram à edição digital, em termos de promoção do álbum, e contacto com o público?


Aconteceu muito e ao mesmo tempo não aconteceu assim tanta coisa quanto isso. Fizemos meia dúzia de datas de promoção (gostaríamos de ter feito mais, obviamente). Integrámos um 4º elemento na banda – Pedro Costa, na guitarra – e lançámos 3 singles.



Em todas as datas, o contacto com o público foi sempre bom. Aliás, enquanto banda, sempre tivemos boas reações por parte do público nos nossos concertos.



Só temos pena pelo facto de ainda não termos conseguido por um lado, angariar mais datas/oportunidades, e por outro lado que essas datas façam parte de eventos de maior dimensão, em que o público presente não dependa exclusivamente da tua presença. O que é um “fardo” bastante pesado para uma banda que ainda não tem uma exposição nacional relevante.


 


 


Numa entrevista anterior, referiram que um dos vossos objetivos era afirmarem-se no panorama nacional, como banda de referência do rock cantado em português, E para os Embaixador, qual é a banda de referência do rock português?


Não há muitas. Há muita banda a tocar, muito boa música, mas rock Rock, cantado em português, nem tanto. Nem tudo o que é tocado com guitarra, baixo e bateria é rock (na minha quase humilde opinião). Está tudo muito uniformizado, tudo muito flat! Não há espaço de antena para quem sai da “norma”.


Quando os Xutos ou os UHF acabarem, qual vai ser a grande banda de rock cantado em português? Não sei…



Embaixador está no limbo, daí a dificuldade acrescida. Não somos “pop” suficientes nem somos hipsters/”fora”/pseudo-esquisitos o suficiente para sermos considerados cool para o panorama atual.



Alguém nos quer fazer crer (a nós – público) que o rock já não tem lugar no mainstream. O que vai contra a própria história da música popular dos últimos quase 100 anos. De repente, parece que nós malta do rock, é que somos o underground. São fases, espero eu. Resta-nos resistir ou sucumbir…


 


 


“Acolhe-me em Ti” é o mais recente single a ser apresentado, com direito a lyric vídeo. Em termos de produção, é mais difícil gravar um lyric vídeo, ou um videoclip?


É mais difícil gravar um videoclip, porque ninguém te paga um videoclip, ou até mesmo um lyricvídeo ou uma gravação de estúdio. Só pela questão do orçamento.


Aliás, tínhamos um conceito porreiro, algo cinematográfico para gravar um clip para este tema, que é um tema com uma mensagem forte. Infelizmente não conseguimos orçamento para fazê-lo. Mas isso é o quotidiano de 90% das bandas em Portugal, é o que é.


 


 


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“Sombra” é composto por 7 temas. Notaram, até agora, alguma preferência do público por um ou mais desses temas, em particular?


Acabam por ser 8 temas, porque o tema Revolta divide-se em 2 partes distintas. Mas como acabámos por nunca fazer o lançamento da edição física (mais uma vez, por falta de orçamento), a edição digital agregou as 2 partes numa só faixa.


Do que me apercebo, o tema Sufoca a Meus Pés ou o Acolhe-me em Ti, recebem um carinho extra por parte do público. Mas o tema Quem És Tu, resulta muito bem na abertura dos concertos. A malta fica logo em sentido.


 


 


Em 2018, em que palco mais gostariam de atuar?


Neste momento não podemos ser demasiado (um bocadinho vá) esquisitos. Mas preferimos tocar menos vezes, mas em palcos que realmente nos permitam tocar com dignidade e com boas condições logísticas (a nível de som, etc) e que ao mesmo tempo, nos permitam mostrar a nossa música para uns milhares de pessoas à nossa frente, e não para umas dezenas (com sorte) numa sala pequena.



Queremos tentar fazer mais festivais, palcos secundários, abrir para artistas mais conhecidos, pois só assim vamos conseguir aumentar significativamente a nossa base de seguidores.



E a nossa música merece um palco generoso, pois tanto eu como o Pedro Costa não somos muito meiguinhos a nível de volume…


 


 


Que artista/ banda convidariam para partilhar o palco convosco?


Hum… nunca pensei muito sobre isso. Mas um dia curtia tocar com o André Indiana. Um gajo porreiro, muito talentoso e com algo que já se pode chamar de carreira, o que é difícil por cá… Um bom compositor e intérprete. Quiçá se houver uma data porreira no Porto, o consiga convencer a vir tocar um tema com a malta, lol


 


 


O próximo ano vai trazer novidades? Podem levantar um pouco o véu?


Bem, tal como anunciado no mês passado na nossa página de facebook – www.facebook.com/embaixador.rock - vai obrigatoriamente haver alterações na formação da banda. Logo por aí, vai mudar meia banda, o que não é pera-doce. Inevitavelmente, o som da banda altera com a entrada de novos elementos, mesmo relativamente aos temas existentes.



Cada músico tem uma expressão própria de interpretar a mesmíssima música, por isso vai ser interessante perceber em que tipo de “animal”, Embaixador se vai tornar.



Eu e o Pedro Costa, gostávamos também de regravar todo o nosso catálogo, em take direto, ao vivo, sem overdubs, com o objetivo de editar quiçá em vinil! Vamos ver se conseguimos levar essa ideia para a frente.


Neste momento, pelo menos até ao final do ano, o nosso foco é em fechar a nova formação da banda. Depois logo se vê como corre o início do ano e a que velocidade conseguimos concretizar esses objetivos.


 


Muito obrigada!


 


 



 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e lyric vídeo.


 

A não perder, no próximo domingo!

Foto de Marta E André Ferreira.


 


Não percam, no próximo domingo, a apresentação do livro "Para Além do Impossível", da autora C. Gonçalves.
Uma excelente oportunidade para adquirir esta magnífica obra, e conhecer pessoalmente a autora que lhe deu vida!


Será no CHIADo Café Literário, em Lisboa, pelas 14.30 horas.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Como é que uma mãe se prepara...

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...para uma possível retenção escolar de um filho?


 


Quando os nossos filhos vão para a escola, e começam a tirar boas notas, ficamos felizes da vida, achando que está tudo encaminhado, e vai sempre correr tudo bem.


Nessa altura, só nos preocupa o facto de uma ou outra nota baixar um pouco em relação ao habitual, mas temos esperança que tenha sido uma vez sem exemplo.


 


Quando a responsabilidade começa a ser maior, e o número de disciplinas também, aumenta o receio de que as coisas possam mudar. Mas, quando chega o primeiro teste com nota negativa, é sempre um choque! Porque não estamos habituadas a isso, estamos acostumadas às boas notas, e apanha-nos totalmente desprevenidas.


 


Passado o choque inicial, o impacto provocado pelos próximos testes negativos causa menos estragos. Até porque vão alternando com positivas, e os professores são generosos e até dão boas notas no final.


 


Entrei neste ano lectivo da minha filha, com a noção de que seria um ano difícil, e que ela poderia não estar preparada para algumas disciplinas, nomeadamente, História. Iniciámos, cientes de que a possibilidade de vir a ter negativa a esta disciplina poderia ser real. 


A verdade, por muito que nos custe, e apesar de ser este o "trabalho" deles, é que as crianças não têm obrigação de ser boas a tudo. Há disciplinas para as quais terão mais aptidão que outras, e isso não é caso para desespero. E uma negativa não impede a passagem de ano.


Claro que também entrámos com o espírito - vamos lá dar tudo o que temos, e conseguir o melhor possível. Assim, depois de umas notas bem melhores que no ano anterior, nos primeiros testes, surge a primeira negativa - a História, como já esperávamos. Não custou tanto, porque já era algo para o qual estava preparada.


E, aí, surge a segunda negativa, a Físico-Química. Mais uma bofetada, mas vamos lá encher-mo-nos de positivismo, para contrariar e dar a volta a estes resultados.


 


Até que chega a avaliação intercalar e...três negativas - aquela a que ela tem-se safado sempre, e que eu não condeno, porque também para mim era sempre o meu calcanhar de Aquiles - Educação Física.


De um momento para o outro, percebemos que um filho está em risco de retenção. Claro que ainda estamos no primeiro período, que ainda foram só os primeiros testes e tudo pode mudar, e que os professores não iriam, provavelmente, reter um aluno assim, sem ponderar onde poderiam puxar uns cordelinhos.


Mas eu não gosto do incerto.


 


Tentámos perceber em qual destas disciplinas haveria mais hipóteses de recuperar. A História, dificilmente. Educação Física, tendo em conta o professor deste ano, idem. Se até aos rapazes que sempre tiveram boas notas, foi parco na avaliação. Resta-nos a Físico-Química. E tentar não baixar nas restantes, o que também já começa a ser complicado de gerir.


Os próprios professores já avisaram que eles podem contar com cada vez mais dificuldades, e que os testes não serão mais fáceis, pelo contrário. 


 


Os segundos testes já estão aí, e já houve baixas, embora dentro da positiva, que me deixaram em alerta máximo.


É estranho, porque a minha filha não é daquelas crianças que segue o modelo da estabilidade, dentro do que é pedido. Ora tira grandes notas, ora tira notas fraquíssimas. É capaz de tirar 80/90 a determinadas disciplinas, e 20/30 a outras! Anda sempre em picos, em altos e baixos, o que só prova, mais uma vez, que não é uma questão de dificuldade geral, é falta de aptidão, motivação ou interesse, por algumas das disciplinas que lhe são impostas.


 


Sim, é só o primeiro período. Mas dou por mim, consciente ou inconscientemente, a preparar-me para uma possível retenção escolar. E de que forma é que isso me afecta? De que forma é que encaro essa possibilidade?


E, mais importante, em que é que isso a afectará?


 


Vai perder os colegas que seguirem em frente, e começar de novo no que respeita a integração numa nova turma.


Vai perder um ano de estudos, mas há tanta gente que os perde em determinadas fases da vida - seja em anos sabáticos, a fazer disciplinas que ficaram para trás, à procura de emprego. 


Vai ouvir tudo de novo, e talvez consiga perceber melhor e adquirir os conhecimentos que faltaram no ano anterior. É para isso que serve, afinal, a retenção, e não para andar lá mais um ano a passear, como muitos fazem.


 


Se isto significa que estou resignada? Nem por isso. Nem quero, porque senão daqui a pouco dou por mim a achar normal duas ou três retenções!


Continuo a insistir com ela para que dê o máximo que consiga, para que safar-se, nem que seja com duas negativas mas, de preferência, sem elas.


Mas que já vi essa hipótese mais remota, não posso negar...


 

Não suporto o frio

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O tempo frio obriga-me a vestir imensa roupa, para poder sentir-me minimamente quente. Mesmo assim, muitas vezes não é suficiente. E quando isso acontece, é assim que eu fico:


- as mãos ficam quase paralisadas, os dedos mal se mexem


- contraio tanto as costas com o frio que, ao final do dia, fico cheia de dores e mal me consigo mexer


- não sinto os pés, e tenho dificuldade em caminhar, nos primeiros minutos


- tenho tendência a encolher as pernas e enrolar-me toda, na cama, tipo caracol, e depois fico ainda com mais dores nas pernas, por causa da posição, e acordo como se tivesse sido atropelada por um camião


 


A única forma de me manter aquecida, é estar a fazer alguma coisa que implique mexer-me, ter um aquecedor no máximo (que me vai dar outros problemas, como constipações, gripes e dores de garganta), caminhar para aquecer os pés (quando posso) ou enfiar-me debaixo de uma tonelada de cobertores e edredãos, e com bastante roupa vestida.


 


Se acham que umas boas luvas me aquecem as mãos, ou as meias os pés, desenganem-se! É apenas para proteger, e para evitar que não gelem ainda mais. Raramente consigo passar de uma temperatura a rondar o "morno".


 


Para terem uma ideia do quanto sofro com o frio, digo-vos que, quando morava com os meus pais, o meu quarto era virado para norte, ou seja, o mais frio da casa. E nessa altura não usávamos aquecedor. Então, numa daquelas noites de frio, dormi com 7 cobertores, 2 edredãos, pijama, meias, luvas, um casaco com carapuço e o mesmo enfiado na cabeça, e eu totalmente coberta, cabeça incluída!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A primeira etapa dos Tira Teimas

Foto de The Voice Portugal.


 


Serviu para tirar as teimas de que nem sempre passam os melhores, e que há muita coisa por detrás daquilo que querem passar cá para fora, incluindo interesses que vão além do propósito do programa, e outros que, satisfazendo as prioridades a nível de audiências, acabam por deixar para segundo plano o objectivo principal que devia ser tido em conta.


 


Equipa da Aurea


Foto de The Voice Portugal.


O Pedro provou que é no fado que se sente melhor e consegue dar o máximo. Seria o concorrente que eu escolheria, a par com a Ana Paula. Confesso que são dois estilos que não me agradam, sobretudo o lírico, tenho dificuldade em suportar. Mas foram os melhores concorrentes desta equipa neste Tira Teimas.


A Catalina cantou bem, mas posso ouvir outras concorrentes a cantar o mesmo, sem distinguir.


A Diana Lucas não esteve, de todo, no seu melhor. Mas já sabíamos que a Aurea não ia deixar a sua amiga para trás na competição. Má escolha da mentora.  


Ana Paula 


Diana Lucas 


 


 


Equipa do Mickael


Foto de The Voice Portugal.


O que é que se passou com estes rapazes?


O Simão que, claramente, eu não teria passado para esta fase, conseguiu ser o melhor dos 4! 


Já o Tiago e o Fábio, marcaram pela negativa. Ou a escolha não foi a mais acertada, ou não souberam dar tudo o que as músicas pediam.


A Jessica, que eu nunca teria trazido para os Tira Teimas, surpreendeu pela positiva e seria ela, a par com o Simão, que eu passaria para as galas.


Simão 


Fábio 


 


 


Equipa do Anselmo


Foto de The Voice Portugal.


O José era "o elo mais fraco", pelo que estava, à partida, condenado. A Vanessa é vista como uma diva, mas não me convence.


A Marta está a mostrar que deve apostar numa carreira a solo, e esquecer o trio, porque foi uma das melhores do grupo, a par com a Beatriz. Mais uma vez, fado não é um estilo que eu aprecie, e talvez ela não se adapte a outros estilos, mas se não é isso que se pede, tal como a Marisa referiu em relação a outro concorrente, então seria justo ela passar.


Marta 


Vanessa 


 


 


Equipa da Marisa


Foto de The Voice Portugal.


Nesta equipa, os dois concorrentes que eu escolheriam seriam a Inês e o Tomás. A Cristiana não me convenceu, Já o Tiago, parece estar a "ser levado ao colo". Parece haver uma "ordem" para mantê-lo no programa, pelo bem das audiências e dos corações apaixonados que se derretem a ouvi-lo cantar. O discurso da Marisa, seria esplêndido noutro contexto. Aqui, pareceu um pouco ridículo. E nem é por eu ter alguma coisa contra o Tiago. Achei a prova dele fantástica, e voltou a encantar neste Tira Teimas. Mas viu-se pelos ensaios que nem neste estilo, ele consegue sempre estar no ponto. Tanto que teve de mudar o tema.


Tomás 


Tiago 


 


Ou seja, de acordo com as minhas preferências apenas passou, de forma justa, um concorrente de cada equipa!


Esperemos pelo próximo Tira Teimas!


 


 


Imagens The Voice Portugal 


 


 

Constatações

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Por muito que queiramos, nem sempre é possível salvar a vida daqueles que mais amamos...

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Os médicos podem/ devem mentir aos pacientes?

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Deve um paciente saber a verdade sobre a sua situação clínica, ainda que esse paciente seja apenas uma criança?


É legítimo os familiares de um paciente, pedirem a um médico que omita/ minta a esse mesmo paciente?


Quanto de altruísmo ou de egoísmo está presente nesse pedido?


 


Por vezes, tentamos proteger tanto, que não percebemos que aqueles que queremos proteger não vivem dentro de uma bolha, que não são parvos e sabem pensar por si, e perceber quando nos dizem a verdade ou nos mentem.


Por vezes, as nossas acções visam aquilo que achamos que é o melhor para os outros mas, no fundo, é aquilo que é o melhor para nós próprios.


 


"Ah e tal, não vai aguentar!", "Vai ser pior saber", "Se não souber, não sofre.".


 


Mas, quem somos nós para dizer o que os outros querem, o que vão pensar ou como vão reagir, decidindo por eles em algo que diz, acima de tudo, respeito a eles?


 


Coloco-me no lugar do paciente e, por mais que me custasse, iria querer sempre que me dissessem a verdade, nua e crua, do que fingirem que estava tudo bem, quando tudo e todos à minha volta agiam em sentido contrário às palavras, denunciando-os. 


Até porque o facto de omitirem só leva a que seja mais fácil, para eles próprios, lidar com o sofrimento deles. Se não virem o sofrimento dos outros, não sofrem ainda mais.


Estando eu doente, não tenho o direito de saber? Correndo riscos, não tenho o direito de ser informada? Estando com os dias contados, e a vida por um fio, não tenho direito a fazer a minha própria despedida, à minha maneira?


É eticamente correcto os médicos, a pedido de alguém ou por sua própria autoria, ocultarem a real situação clínica do paciente?


E quando transpomos isto para uma criança? Mudará alguma coisa? Ou continuará a ter os mesmos direitos?


 


Colocando-me no lugar de familiar, nomeadamente, mãe, quereria eu que a minha filha soubesse a verdade? Estaria ela preparada para isso? Saberia eu própria lidar com essa verdade, e com os eventuais estragos que ela pudesse fazer à minha filha? Ou pediria ao médico que lhe mentisse, tal como eu, para que ela continue a ter uma vida normal, sendo que nunca o será?


Lá está, mais uma vez, percebo que, não querendo que a verdade seja dita, estaria a aliviar-lhe os últimos momentos da sua vida mas, sobretudo, a aliviar-me a mim, enquanto mãe, de lidar com as frustrações, negações, conformismo, depressão da minha filha, a somar às minhas. Nesse sentido, é altruísmo para com a minha filha, ou egoísmo da minha parte?


 


Conseguiria eu levar a farsa até ao fim, sem me denunciar? É pouco provável e, como já referi, as crianças não são parvas. Acho que, em qualquer caso optaria, por mais difícil que fosse, pela verdade.


 


E enquanto médica? Posso eu mentir a um paciente, seja ele qual for, sobre o seu estado de saúde? Que os pais não tenham coragem, ou queiram esconder/ proteger, é com eles. Mas como profissional de saúde, como devo agir?


Com uma verdade esmagadora, ou com uma mentira piedosa?


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!