segunda-feira, 30 de abril de 2018

Amar-te à Meia Noite, de Trish Cook

Foto de Marta E André Ferreira.


 


Estava à espera de uma história mais emocionante, e o livro acabou por me desapontar.


Juntemos as histórias de A Culpa É das Estrelas, Agora Fico Bem e Amor Acima de Tudo, e temos como resultado final este Amar-te à Meia Noite, que estreia esta semana nos cinemas portugueses e que, espero, seja melhor que o livro.


 


Katie Price é uma adolescente que acaba de concluir o secundário, e se prepara para ir para a universidade. Escreve músicas que depois toca na sua guitarra. Costuma diverte-se com a sua melhor amiga, e com o pai. Filha única, a mãe morreu quando ela era pequena. Tem uma paixão platónica pelo vizinho Charlie, com quem nunca teve a coragem de falar.


 


Poderia ser o dia a dia de qualquer adolescente normal, mas não é o caso. Katie tem um problema de pele - XP (Xeroderma Pigmentoso), que a impede de sair de casa durante o dia, e passar essas horas encerrada em casa, com medidas especiais de protecção para que não entre omais pequeno raio de sol.


Como uma vampira, Katie acaba por dormir de dia, e aproveitar a vida à noite.


 


E é numa dessas noites em que sai para tocar na estação, que Charlie a interpela, deixando-a atrapalhada e com vontade de fugir dali, com a primeira desculpa que lhe vier à cabeça.


No entanto, com uma pequena ajuda da sua amiga, Katie e Charlie vão reencontra-se e passar bons momentos juntos, fazendo-a sentir-se uma adolescente normal. Para ter a aprovação do pai e da amiga, e não a chatearem mais, ela mente, dizendo que Charlie sabe tudo sobre o seu estado de saude.


 


Como é óbvio, a mentira tem perna curta e, num dos momentos em que Katie pediu ao pai que confiasse nela, ela deita tudo a perder, ao perceber, tarde demais, que não conseguirá voltar para casa antes do nascer do sol. Charlie fica sem saber o que fazer ou o que pensar, limitando-se a acelerar a carrinha e assistir ao pânico de Katie, que nada lhe explica.


 


O resultado desta imprudência será aquele que, toda a vida, tentaram evitar.


Terá esta relação algum futuro, sendo que o futuro está, agora, reduzido a poucos meses?


 


 


Deste livro, e outros do género, há uma questão que me surge:


Vale a pena antecipar conscientemente a morte, sabendo que aproveitámos melhor meia dúzia de dias, que todos os restantes da nossa vida? Ou é preferível adiar esse momento, limitando-nos a cumprir as regras, sem viver verdadeiramente?

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Aqueles dias que sabemos que não vão correr bem

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Depois de um feriado a meio da semana, que soube bem mas acabou por quebrar o ritmo habitual, veio uma quinta-feira que se veio a adivinhar, ao longo do dia, não terminar da melhor forma.


E, como seria de esperar, foi isso mesmo que aconteceu.


Chegar a casa, ter as coisas habituais para fazer, e ainda ter que acudir a quem me chamava constantemente, por, e para, isto ou aquilo, como se fosse uma tarefa demasiado complicada para duas mãos e um bom "lombo", como eu costumo dizer.


E terminou tarde, por conta de um trabalho de grupo da minha filha, que estive a rever com ela, com o computador a bloquear e a não me permitir gravar, imprimir ou copiar para outro lado.


Eu já nem estava a ver bem o que tinha no monitor à minha frente, já me doía a vista.


Estávamos os três cheios de sono, rabujentos e, apesar dos motivos válidos para reclamar, sem paciência.


 


 


Hoje, era dia de acordar ainda mais cedo, por isso, pouco descansámos.


E, não sendo sexta-feira 13, são más as notícias que recebo logo pela manhã: a minha sobrinha teve um acidente em casa, rasgou tendões no joelho, sofreu rotura de ligamentos na zona e deslocou a rótula.


Resultado: várias semanas em casa, em recuperação, podendo ficar com sequelas para o resto da vida.


Estava a dançar, tal como a minha filha às vezes o faz lá por casa, quando aconteceu.


 


 


Para compensar, cá deste lado e após receber o resultado das análises da minha filha, verificámos que não há qualquer problema que justifique as dores de barriga e cabeça constantes. Agora falta os exames, que vai fazer no próximo mês.


A verdade é que as dores continuam, dia sim, dia sim. 


 

Sugestões para o fim de semana


(clicar na imagem)


 


O que têm, em comum, António Zambujo e Nilton?
Estão ambos entre as sugestões desta edição do Fora de Casa, onde não faltam feiras, festivais, livros e a comemoração do Dia Mundial da Dança!
Espreitem já :)

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Se não lutarmos por aquilo que queremos, quem o fará?

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Se temos um objectivo, temos que ir à luta, para o concretizar.


Se nos deparamos com obstáculos pelo caminho, há que os contornar.


Se nem sempre as coisas acontecem quando queremos, temos que ser pacientes, saber esperar. Um adiamento é apenas isso, um adiamento. É uma vírgula numa frase, para uma pausa, e não um ponto final.


E se, pelo caminho, começamos a perder a determinação, a força, a coragem e a vontade, temos que contrariar o nosso pensamento, e encontrar a motivação necessária, nas mais pequenas coisas a que nos pudermos agarrar, para continuarmos a avançar.


As coisas não nos caem nos braços por obra do acaso. Nada nos é oferecido de bandeja. Nada se consegue sem esforço.


Por isso, não basta ficar parados à espera que a vida passe por nós. É preciso fazermo-nos ao caminho, e passarmos nós pela vida, aproveitando tudo o que pudermos ao longo dessa passagem.


 


 


 

Passeio até às Azenhas do Mar

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Com sol, mas muito vento. Ali ao pé do mar estava mesmo desagradável, mas ainda deu para tirar estas fotografias!


 


 


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  Foto de Marta E André Ferreira.  IMG_5597.JPG


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  Foto de Marta E André Ferreira.


 


  Foto de Marta E André Ferreira.


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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A Cada Dia, de David Levithan


 


Realidade? Ficção?


A questão é apenas uma: conseguiríamos amar alguém que surge, a cada dia, num corpo diferente?


Até que ponto está o amor separado da parte física, e concentrado apenas no interior de cada um? 


 


E se até fosse possível ignorar a "forma" que o ser que amamos adota a cada dia, seria possível levar a bom porto uma relação em que, tanto podemos estar a quinze minutos de distância, como a vários quilómetros?


Conseguiria o amor resistir a tudo isto?


 


Por outro lado, se o ser que amamos pudesse ficar para sempre num único corpo, e com uma única vida, seria justo para com a pessoa a quem esse corpo e vida pertencem? O que aconteceria, nesse caso, a essa mesma pessoa? Passaria ela a saltar de corpo em corpo, perdendo tudo o que tinha tido até ali?


 


Eu confesso: para mim, seria praticamente impossível embarcar em algo do género! Tal como a Rhiannon, seria menos constrangedor sempre que me deparasse com um rapaz, e mais complicado quando a pessoa que amo estivesse num corpo de rapariga. Mas muito difícil, em qualquer dos casos, dissociar a personalidade do corpo físico.


 


Relativamente a A., pergunto-me, mais do que o que aconteceu para que ele seja assim, qual é propriamente o propósito, objectivo ou missão de acordar, a cada dia, num corpo diferente?


Houve apenas uma situação em que, de facto, ele fez a diferença. Em todas as outras, mais não fez que mentir, prejudicar, enganar, sem qualquer benefício para as pessoas cujo corpo habitou por 24 horas.


 


Este foi um daqueles livros que esteve muitos meses na minha lista de livros a comprar. Depois, acabei por tirar de lá, até que soube que iria estrear este ano o filme baseado na história, que acabou por me levar a comprá-lo.


Gostei do final. Mas ficou aquém das minhas expectactivas, tendo em conta tudo o que já ouvi sobre o livro.


Irei, com certeza, ver o filme, e espero que esse me desperte mais emoções que o livro que, nesse aspecto, no que me diz respeito, falhou.


 


 


Sinopse


"A cada dia um novo corpo.


A cada dia uma nova vida.


A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.


A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:


Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.


Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias."

terça-feira, 24 de abril de 2018

À Conversa com os Coral Tattoo

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João Pedreira, juntaram-se Sérgio Martins (dos Dona Elvira), Zé Vilão, Mário Peniche, Rodrigo Domingues e Lee An, formando os Coral Tattoo, uma nova banda portuguesa que acaba de lançar o seu primeiro single "Longe de Mim Parar".


 


E, certamente, os Coral Tattoo não vão querer parar!


Parar de trabalhar neste projeto, de vos mostrar a sua música, de vos ter presentes nos concertos, de ouvir as vossas opiniões e sugestões, de vos convidar a interagir e fazer parte da legião Coral Tattoo!  


 


Já eu, convido-vos a ler a entrevista aos Coral Tattoo, a quem agradeço desde já pela iniciativa e disponibilidade! 


 


 



 


Como é que nasceram o Coral Tattoo?


O João Pedreira e eu andávamos há uns tempos a trocar ideias sobre música e o mercado actual.



Fomos intensificando as conversas e, um dia, ao telefone, decidimos começar uma banda do zero. Em minutos, estabelecemos um plano e começámos a trabalhar.



Ligámos ao Mário Peniche para ser nosso produtor. Explicámos o que tínhamos em mente e aceitou com uma frase que nunca mais esqueceremos: “até que enfim um bom plano!” Já éramos três!


Encontrámo-nos com o Zé Vilão, que nem nos deu tempo para grandes explicações, aceitou com um sorriso enorme. Telefonámos ao Rodrigo e explicámos como queríamos organizar o projecto. Mais uma frase inesquecível: “opá, assim sim!. Bora lá!”.


Já só faltava um guitarrista. E aqui a história fica mais gira! Tínhamos uma data de nomes em mente, tudo guitarristas consagrados, mas o João e eu tínhamos idealizado algo especial, um pouco diferente, queríamos alguém que garantisse um som mesmo pesado, alguém que, tal como o Rodrigo, viesse do metal.



Nessa noite, só para relaxar um pouco, comecei a ver o Facebook e, do nada, aparece-me uma sugestão de amizade de uma rapariga que não conhecia mas que tinha uma pinta danada e a segurar uma guitarra em V, a Lee An.



Pesquisei e vi que tocava com uma banda de metal, comecei a ver vídeos dela a tocar e fiquei convencido. Toca imenso e tem mesmo aquele som que queríamos. Era ela! Abordei-a, expliquei tudo, e sem me conhecer de lado nenhum excepto das redes sociais, responde que sim.


Liguei ao João e disse-lhe que estávamos completos. Pensámos nós… Passado pouco tempo, já em fase de composição, o Mário achou que deveríamos incluir mais um guitarrista. E que deveria ser ele!


 


 


 


Sendo, cada um de vós, já conhecido no panorama musical português, de outros projetos, o que vos levou a querer juntar-se nesta nova formação?



Acreditas no destino, e em como tudo o que tem que acontecer, acaba mesmo por acontecer, Marta? É que parece mesmo isso. Nasceu uma vontade, umas quantas ideias, um plano de trabalho, uma organização de tarefas, e tudo começou a soar.



E, mesmo vindos de outras bandas e já com bastante experiência, quando nos juntamos, é uma festa. Há nos Coral Tattoo uma mística muito engraçada, tudo está no sítio certo. E, brevemente, vamos poder passar essa energia para o público.


 


 


 


 


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O que trazem de novo à música portuguesa os Coral Tattoo, e de que forma é que pretendem fazer a diferença? 


A banda é composta por músicos muito experientes, já com muita estrada feita. E apesar disso ninguém encara a banda como mais um projecto.


Estamos nos Coral Tattoo cheios de vontade, e parece-nos que isso está bem presente nos nossos temas. E tocamos Rock. Na verdade, achamos que Portugal quer mais Rock, e Rock é o que fazemos.


Com elementos de modernidade, alguns temas a puxar para o pesado, mas gostamos de distorção. Por experiência, sabemos que o público quer, está sedento de bom Rock.



Acreditamos que é isso mesmo que estamos a fazer, a dar aos Rockers portugueses Rock a sério. E é desta forma honesta que pretendemos fazer a diferença, manter a nossa linha e dos muitos que já nos seguem. Não vamos ao encontro “do que está a dar”, vamos ao encontro do que o nosso público quer e do que queremos tocar.



 


 


 


De que forma é que as vossas influências musicais pessoais se conjugam nesta formação?


Em tudo!


Cada detalhe das nossas músicas tem as nossas influências. Todos temos total liberdade de dar um cunho pessoal aos temas, sem limites ou barreiras que destruam o gosto pessoal de cada um.


E faço um convite: depois de ouvir mais um single, que lançaremos muito brevemente, entrem em contacto connosco e digam-nos se notam os estilos que definem cada membro dos Coral Tattoo.


Estamos muito abertos a este tipo de interacção com as pessoas nas redes sociais, procuramos este contacto directo com os nossos seguidores.


 


 


 


 


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Longe de Mim Parar” é o primeiro single apresentado pela banda, que já pode ser ouvido nas plataformas digitais. Que mensagem transmite esta música?


Que podemos cair muitas vezes, mas nunca podemos ficar no chão. Caímos, levantamo-nos, e continuamos até chegar onde queremos. Seja na música, seja no que for!



Quando temos um sonho não podemos desistir nunca, nem ficar com medo de o alcançar ou deixar que outros nos convençam a ficar num sítio calmo, quentinho e seguro. Não!



As derrotas acontecem, mas só somos verdadeiramente derrotados quando paramos de perseguir o que queremos.


 


 


 


Apesar de já terem o EP de estreia totalmente gravado, decidiram lançar um single de cada vez. O que vos levou a optar por esse caminho?


No mundo digital actual essa estratégia pareceu-nos a mais certa. Há outros caminhos que podem ser seguidos, mas apostámos neste e, até prova em contrário, por aqui continuaremos.


Mas estamos sempre abertos a experimentar e a testar novas oportunidades, não ficamos fechados num só caminho, nem pensar. Quanto a lançar um single de cada vez, estamos contentes com isso.



Queremos surpreender, e sabemos que conseguiremos um certo factor surpresa com cada tema. Agora já temos boa resposta ao LONGE DE MIM PARAR, e até já há quem tenha concluído que este é o tema que nos define.E é precisamente isso que vamos contrariar sistematicamente.



Coral Tattoo com toda a irreverência! Vai ser difícil alguém acertar no que aí vem a seguir. Mais uma vez, convite aos nossos seguidores - enviem opiniões pelas redes.


 


 


 


Como foi todo o processo de criação dos temas, e de gravação do EP?


Rápido, foi tudo muito rápido, surpreendentemente rápido. Os temas quase que saltaram cá para fora, os arranjos a mesma coisa!



Quando estamos a fazer o que queremos, o que gostamos, com pessoas que são como nós e querem o mesmo que nós, tudo parece que surge com naturalidade.



É, literalmente, estarmos a fazer qualquer coisa do dia-a-dia e surgir um riff ou uma letra. Começamos a achar que isto tem mesmo a ver com o alinhamento entre o desejo e a acção!


E a gravação também foi tipo trovão. Só que aí a história é outra. Quando cada um chegou ao estúdio para gravar tudo estava milimetricamente estudado, tudo aperfeiçoado. Aqui o mérito é mesmo de cada músico. Não houve um único minuto extra.


 


 


 


 



 


 


Trabalhar em conjunto proporciona momentos sérios e tensos, mas também alguns bastante divertidos. Há algum desses momentos, em especial, de que se lembrem, e que vos tenha marcado?


Muitos! No contacto inicial com cada membro dos Coral Tattoo ficámos a saber que o Zé e o Rodrigo eram amigos de escola. O reencontro foi um estoiro.


A forma como a Lee An integrou a banda também foi um momento marcante, sinais dos tempos modernos e como as pessoas cada vez mais se relacionam nas redes sociais e que estas não trazem só coisas más!


O Mário que entra como produtor e fica também a cargo da guitarra ritmo.


E o João, que insistiu em que eu fizesse segundas vozes, apesar de eu lhe dizer que isso não iria correr bem. Lá cedi mas notei, em silêncio e sem nunca mais tocar no assunto que, depois do primeiro ensaio, nunca mais voltei a ver o meu microfone. E nenhum membro da banda voltou a tocar nesse assunto. O micro, simplesmente, desapareceu.


 


 


 


Os Coral Tattoo sentem-se mais à vontade num estúdio de gravação ou num palco?


O estúdio é bom, sentimos um grande controle sobre tudo o que nos rodeia, temos pessoas que estão lá para nos apoiar, bons técnicos, boa gente.



Mas ao vivo é que é mesmo muito bom!



Nada está totalmente controlado, há imensas variáveis e todas comportam riscos consideráveis. Isso é bom, faz aumentar a adrenalina, a cumplicidade e a cooperação entre os músicos, e entre estes e as equipas técnicas. São momentos inesquecíveis.



Mas acima de tudo, o público faz toda a diferença. Saber que estamos a dar o nosso melhor e que o público reage é uma sensação quase indescritível.



 


 


 


Do que falam as vossas músicas?


Tanto pelas letras, como pela composição musical, as nossas músicas não pretendem ser neutras e bonitinhas, tudo muito perfeitinho, mas que dizem pouco ou que são lamechices poéticas.



Assumimos alguma queda para o choque frontal, para o despertar da consciência, dos valores humanos, por vezes com algum humor, outras com uma frontalidade total, crua.



Nessa perspectiva o single LONGE DE MIM PARAR abre o caminho para o que aí vem. É que tal como a letra do João diz, também nós, os Coral Tattoo, não desistimos de tentar fazer uma diferença e despertar a mente dos nossos seguidores para outras realidades, algumas que estão longe e mal sabemos o que se passa na realidade, outras tão perto de nós, mas que tantas vezes preferimos bloqueá-las da nossa mente.



As nossas músicas, sem serem agressivas ou insultuosas, procuram de facto despertar alguns temas mais incómodos. E sim, algumas terão que ter o aviso de letras explícitas e muitas são disruptivas. 



 


 



 


Quais são os objetivos da banda para 2018?


O primeiro objectivo está cumprido. Quisemos gravar o EP em Fevereiro e está gravado.


O segundo também. Quisemos lançar o primeiro single em Março e foi lançado.


Agora estamos a preparar os vídeos, e tudo indica que também vamos conseguir cumprir o objectivo. E, em paralelo, estamos a preparar o espectáculo ao vivo, e isto dá um grande gozo. Estamos a preparar um bom espectáculo, desculpa-nos a falta de humildade, mas está a ficar mesmo bom. E ainda para mais os gigs estão aí bem próximos, por isso queremos tudo a correr bem!


 


 


 


Onde poderá o público encontrar e ouvir os Coral Tattoo?


Para já podem-nos conhecer subscrevendo o nosso canal do Youtube, está lá mais do que música, mesmo pensado para as pessoas nos conhecerem.



Podem ouvir-nos em todas as plataformas digitais, iTunes, Spotify, Deezer, Google music, Amazon Music, Tidal, e tantas e tantas outras. E no dia 1 de Junho já nos poderão ver e ouvir ao vivo. Para já não vamos adiantar mais pormenores, mas vamos começar a tour de uma forma que ninguém está à espera!



E se me permites Marta, deixo aqui um apelo ao público que tanto serve aos Coral Tattoo como a qualquer pessoa que gosta da nossa música. Se nos querem ouvir e ver ao vivo, sejam activos! Os promotores só saberão que as pessoas nos querem ouvir e ver se as próprias pessoas telefonarem às suas rádios favoritas e pedirem para passarem os nossos temas, partilhem os nossos posts do Fb, subscrevam o nosso canal do Youtube, sigam-nos no Instagram.


Contactem os jornais da vossa região e digam que querem saber mais sobre os Coral Tattoo, falem com os vossos bloggers preferidos, proponham entrevistas nos sites que gostam. Falem com as organizações das festas locais e peçam para contratarem os Coral Tattoo. Só assim é que os promotores e agentes chegarão a nós. Fazemos tudo isto por vocês, juntos vamos criar uma legião! Façam isto e poderemos encontrar-nos por este país fora muitas mais vezes!


 


 


 


Muito obrigada! Foi um prazer!


Marta, nós é que te agradecemos! É sempre bom conversar contigo. Obrigado e… Rock On com os Coral Tattoo.


 


 


Página de facebook: https://www.facebook.com/CoralTattooRock/


 

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Eliza Graves: A Experiência

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Todos temos um pouco de loucos dentro de nós. Alguns, têm mais do que seria de esperar.


Existem pessoas, aparentemente lúcidas, que são completamente loucos. E loucos que ainda conservam a sua lucidez, muitas vezes maior que os supostas pessoas lúcidas. 


Nem tudo é o que parece neste filme, e esse é o grande trunfo - o factor surpresa.


 


Sobre o tema em si, já não me era estranho, por conta de alguns livros que já li, que retratavam a vida nos manicómios, no passado, e a forma como os supostos loucos, ali internados, eram tratados. 


Naquela época, qualquer pessoa que fosse um pouco diferente, ou que tivesse determinadas atitudes mais condenáveis aos olhos da sociedade, era considerada louca, e enviada para hospícios.


Hoje em dia, nunca ali estariam. Naquele tempo, juntavam-se pessoas realmente doentes e loucas, com outras cujo problema nada tinha a ver com loucura.


Alguns médicos até poderiam fazê-lo por mera crença de que aquele "tratamento", de facto, seria o mais adequado, mas também havia nesses manicómios muitos médicos abusadores e repulsivos, que retiravam prazer da tortura que inflingiam aos doentes, que se valiam da posição para agir a seu bel prazer, sem que ninguém ousasse denunciá-los, muitos profissionais que tratavam aquelas pessoas como coisas, que não mereciam nada mais que aquilo que lhes davam que, parece-me a mim, era mais o que tiravam: a dignidade.


Violações, privação de comida ou má qualidade da mesma, choques eléctricos, banhos de água gelada, brutalidade nas tarefas mais simples, o tratamento como animais ou mesmo monstros, muitas vezes acorrentados ou enfiados nas solitárias.


Como é óbvio, quanto mais os tratam assim, mais revoltados ficam, e têm tendência a se defender ou agredir quem lhes faz mal mostrando, a quem está de fora, que são, realmente, "animais perigosos" ou, pelo contrário, a resignar-se e permitir os abusos, dando a entender que os tratamentos resultam.


 


"Tratem-me como um monstro, e monstro serei. Tratem-me com humanidade, e verão o humano que vive dentro de mim."


 


Quando o filme começa, conhecemos Eliza Graves, uma paciente do manicómio Stonehearst, que se percebe que tem sido vítima de abusos mas, ainda assim, está longe de ser louca, pedindo ajuda a todos aqueles estudantes que um dia virão a ser psiquiatras, que a salvem. O psiquiatra, que está a dar a palestra e a exemplificar com base nestes doentes, faz o seu papel, e todos tomam notas, partindo do princípio que a mulher é louca, e os métodos são válidos e eficazes.


Entretanto, uns tempos mais tarde, o Dr. Edward Newgate, recém formado, chega ao Hospício Stonehearst para uma espécie de curso de especialização pós graduação, sendo recebido pelo superintendente Dr. Silas Lamb.


Edward fica um pouco estupefacto com a forma como o hospício é gerido, e os doentes tratados, incluídos nas tarefas diárias, nas refeições, juntamente com os médicos e funcionários, e tratados como humanos que são.


Até que se apercebe que quem está ao comando do hospício são os loucos, e que os verdadeiros profissionais estão aprisionados.


 


Edward tudo fará para reverter a situação, até perceber que não há motivos para ajudar quem nunca soube ajudar. No entanto, também não está disposto a colaborar e pactuar com as acções que vai vendo por parte de Lamb, cuja situação lhes está a fugir ao controlo.


 


Apaixonado por Eliza, que desde o início quer levar consigo dali para fora, vai acabar por ajudá-la, e a todos os que precisam, naquele hospício.


 


O final, esse terão mesmo que ver, para ficarem, ou não, tão surpreendidos como eu!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Coisas que me irritam

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Porque raio é que as pessoas, sabendo que a porta estava fechada quando entraram, insistem em deixá-la aberta, depois de entrarem?


 

Chega hoje "Casa" - o novo álbum de Carolina Deslandes

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“Casa”, o novo álbum de Carolina Deslandes, chega hoje, e a artista irá passar o dia a ir ao encontro de quem a segue. 

 

Num único dia, Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto recebem 4 showcases acústicos, nos quais os fãs, que acolheram o desafio com entusiasmo, poderão ouvir algumas das músicas novas.

 

Literalmente “Com a Casa às Costas”, Carolina Deslandes estará às 11.30 horas, na Praça Luís de Camões, em Lisboa; às 16.30 horas, na Praça da República, em Coimbra; às 18.45 horas, na Praça Joaquim de Melo, em Aveiro; e às 20.30 horas, na Avenida dos Aliados, no Porto.

 

 

 

 


 


Carolina Deslandes está também em destaque na Inominável!


 


 

Sugestões para o fim de semana


 


(clicar na imagem)


 


Que tal aproveitar o fim de semana para fazer algo diferente?


Podem sempre reservar a "Suite 647" para um "Jantar Só Para Dois", e inspirarem-se no Festival de Letras de Santarém, para dedicar umas palavras especiais a quem mais amam!


E porque não oferecer também uma flor, ou duas, ou as que quiserem? Afinal, a Festa da Flor está a chegar!


Na música, concertos de Sérgio Godinho e Asaf Avidan.


E não faltará a comédia, e um festival dedicado ao mar.


 


Confiram tudo, na edição desta semana do Fora de Casa!


 


 


 


 


 


 


Commedia A La Carte


 

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Do outro lado do telefone...

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(Para aquelas pessoas que ligam para os outros, e pensam que podem dizer tudo o que lhes apetece, sem pensar em quem está do outro lado)


 


...Antes de dizerem o que quer que seja, pensem nisto:


 



  • do outro lado do telefone está um ser humano, não uma máquina (por enquanto)

  • essa pessoa pode não estar a ter um bom dia, por isso, não liguem para, simplesmente, despejar o vosso mau humor em cima dela

  • a não ser que estejam a ligar para um profissional da área, lembrem-se de que, quem está do outro lado, não é psicólogo, para vos estar a ouvir falar da vossa vida

  • quem está do outro lado também terá os seus próprios problemas, não precisa de lidar também com os vossos problemas pessoais

  • se ligam em horário de expediente, devem saber que a pessoa não tem todo o tempo do mundo para estar ao telefone, pelo que devem limitar-se ao essencial, e não prolongar por tempo infinito a conversa

  • evitem a falta de educação e de respeito, a arrogância e a impertinência, com quem não vos faltou ao respeito

  • quem está do outro lado pode ser um mero intermediário, sem qualquer papel ou responsabilidade na resolução de eventuais problemas, pelo que não é justo que despejem o vosso rol de reclamações para, em seguida, pedir desculpa pelo desabafo

  • Há pessoas que ligam só para ocupar o seu tempo, e fintar a solidão, mas lembrem-se que, do outro lado, pode não haver vontade, ou sequer disponibilidade, para vos ajudar nesse sentido

  • se ninguém atendeu, foi porque não podia, e nesse caso, experimentem mais tarde, se virem que não foi retribuída a chamada, ou porque não quis - não vale a pena ligarem cinquenta mil vezes seguidas para a pessoa, não é por isso que ela irá atender

  • do outro lado pode estar uma pessoa cuja paciência, simpatia e amabilidade são características habituais, mas a quem talbém falta a paciência, atingidos so limites


 


Uma coisa é ajudar um familiar ou um amigo que precise, outra, é levar com um pouco de tudo isto, de pessoas que mal se conhece.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Não É Tarde Para Amar, de Monica Murphy

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Os opostos atraem-se e complementam-se, dizem os entendidos.


Owen e Chelsea são totalmente diferentes.


Ele é um jovem promissor no desporto e inteligente, que está prestes a deitar tudo a perder por conta das drogas, da vida boémia e promíscua que leva.


Ela é a rapariga tímida, metódica e estudiosa, que tem toda a sua vida organizada e pouco aproveita a vida, para além do trabalho e dos estudos.


 


Em comum, têm o facto de se sentirem sós no mundo. De não terem os pais que desejariam, e que lhes trazem mais problemas e vergonha que alegrias. De não saberem como mudar a sua vida. 


Ambos estudam e trabalham para pagar as contas, e por vezes o tempo que sobra não é muito.


 


 


Ela foi contratada para lhe dar explicações. Ele, está mais interessado noutras coisas, mas sabe que não pode estragar tudo desta vez.


Chelsea pode ser a motivação para ele mudar. Owen pode ser a pessoa certa para "desarrumar" a vida certinha de Chelsea. 


 


 


Apaixonados um pelo outro, será que conseguirão dar a volta a todos os problemas e segredos que escondem, e ser felizes? Ou será uma missão demasiado difícil para dois adolescentes?


 


 


Sobre o livro


Esta é o terceiro livro da autora, de uma espécie de trilogia em que, no primeiro livro, a história se centra em Fable, irmã de Owen, e no segundo livro em Drew, cunhado de Owen. Não sendo, de todo, necessário ler os livros anteriores para se perceber este, pelo que pude ver, o tema acaba por se repetir em todos eles. 


 


Já li vários livros de romance. E não consigo perceber porque é que alguns autores consideram a vulgaridade algo que vende e capta mais a atenção dos leitores.


Uma mesma cena pode ser descrita de variadas formas. Eu prefiro a subtileza à vulgaridade. E não é o que encontro neste livro.


 


Embora acredite que as pessoas possam atravessar fases complicadas, nas quais se perdem e, mais tarde, voltar a encontrar o rumo, mudando a sua vida, não me parece que as coisas sejam assim tão simples e rápidas como a história dá a entender.


 


 


SINOPSE


"Sem rumo. Isso resume tudo na minha vida. Suspenso da minha equipa de futebol da faculdade e forçado a diminuir o número de horas que trabalho num bar por causa das minhas más notas, não posso continuar a correr para o colo da minha irmã, Fable, e do seu marido, Drew, à procura de ajuda. Parece que não consigo encontrar o meu próprio caminho. Droga e sexo são tentações irresistíveis. Um tutor é a última coisa que eu quero agora, até vê-la.
Chelsea não é de todo o meu tipo. Ela é inteligente e muito tímida. Eu tenho certeza que ela é ainda uma virgem. Mas quando ela me olha de alto a baixo com aqueles penetrantes olhos azuis, eu fico completamente perdido. Mas de uma maneira diferente. Eu não vou negar que o corpo dela é de morrer, mas é a sua cabeça e o modo como ela parece desejar o amor - como se nunca tivesse sido amada - que me faz deseja-la mais do que a qualquer rapariga já conheci. Mas o que é que alguém aparentemente tão composta como ela pode ver num tipo sem rumo como eu?"


terça-feira, 17 de abril de 2018

Tipos de pais numa reunião escolar

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- Os que entram mudos e saem calados (basicamente o meu caso) - as minhas dúvidas acabam por ser esclarecidas através das questões dos outros pais, por isso, digo boa tarde, passo e assino o que há para anotar e assinar, peço a declaração de presença e despeço-me.


 


- Os colocam questões pertinentes e úteis - são poucos, mas existem


 


- Os que fazem aquele ar surpreendido quando ficam a saber que os filhos não são tão santos como pensam - uma vez uma mãe perguntou à professora se o filho era um dos alunos que tinha ROND (registo ocorrência natureza disciplinar) e a professora disse que o filho era dos que tinha mais


 


- Os que criticam os filhos e os deitam ainda mais abaixo


 


- Os que, pelo contrário, gabam os filhos o mais que podem - uma vez uma mãe andava à procura do trabalho do filho, para se sentar na cadeira respectiva, e a professora indicou-lhe o lugar errado. A mãe virou-se para mim e disse logo, naquele tom depreciativo "eu vi logo, a minha filha não faz estes desenhos". A mesma mãe, a propósito de um livro que saiu, e do qual outra mãe falou, fez questão de informar os presentes que a capa era da autoria da filha.


 


- Os que aproveitam para fazer queixinhas dos colegas dos filhos


 


- Os que quase contam a vida toda na reunião, com direito a drama e muitas lágrimas para reforçar a ideia - já aconteceu numa das reuniões


 


- Os que vão à reunião mas aproveitam para falar de tudo menos do que ali se está a discutir


 


- Os pais que também são professores, e acabam por dar umas quantas sentenças e meter-se no trabalho e na reunião da colega


 


- Os que entram tarde e saem cedo


 


- Os que nem sequer aparecem


 


 


Querem acrescentar mais algum? Estejam à vontade!

Fui a um workshop sobre animais e não gostei

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O facto de termos chegado depois da hora, e estarmos com alguma pressa, dado que havia ainda coisas para fazer, e o tempo não estica, não terá ajudado. 


No entanto, tendo por única experiência a participação em seminários em que, realmente, aprendi várias coisas sobre os animais, estranhei bastante este workshop.


 


O espaço


Sabia que era numa loja de animais, mas esperava que fosse em alguma divisão ou espaço mais sossegado, e não no meio da loja, com as pessoas em pleno shopping a passar por nós, e dentro da própria loja, com todo o ruído de fundo que dificultava a audição da veterinária.


Meia dúzia de bancos a rodear uma mesa, onde a veterinária tinha um portátil, com os pontos a focar e debater.


 


A discriminação implícita


Nessa mesa, tinham colocado uma espécie de decoração alusiva aos animais, exclusiva para cães - uns ossos azuis que, lá dentro, continham os saquinhos para os cocós.


Todos os presentes, excepto nós, tinham cães. Fomos os únicos representantes dos felinos.


 


O sentido de oportunidade


Sabendo o quanto sai dispendioso levar um animal ao veterinário, as pessoas acabam por aproveitar estes workshops para tirar todas as dúvidas acerca dos seus animais, fazendo aquelas perguntas que faríamos numa consulta normal. Às tantas, em vez de falarmos da qualidade de uma ração, e daquilo que devemos procurar numa boa ração, estava-se a discutir sobre a marca A, X ou Y, e ainda a H, a D, e a K. Estão a imaginar?  


Num seminário também interagimos, também tiramos dúvidas, mas de carácter mais abrangente, e não ao caso de cada um em específico, pelo menos desta forma.  


 


A falta de respeito


Estava um dos participantes a falar com a veterinária, quando uma das restantes pessoas presentes decidiu interromper para mostrar à médica a fotografia dos seus cães. Nos seminários a que fomos, ninguém andou lá a mostrar os seus animais.  


 


O exibicionismo


Às tantas, chegámos à fase em que estava tudo a sacar os telemóveis para mostrar as suas beldades. Pois muito bem que, se foi para isso que lá fomos, também nós temos fotos das nossas bichanas para mostrar.


 


Não aprendi nada


O workshop intitulava-se "12 Dicas para Animais Felizes e Saudáveis". 


Do que ali foi falado, e no que a mim diz respeito, senti mais o workshop como uma troca de opiniões e conhecimentos, do que como uma aprendizagem. Não foi ali dito nada que já não soubesse, nomeadamente, acerca da escovagem, unhas, alimentação, higiene e por aí fora.


 


 


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A destacar de positivo:


A médica veterinária era simpática.


Havia uma pessoa presente que mostrou saber estar, e que tinha, realmente, algum conhecimento sobre animais e estava ali para aprender mais, e não para sacar o máximo de informações possível, a custo zero.


 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Não É Bem Namorar, de Catherine Bybee

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Quando eu era pequena, havia duas coisas que sempre dizia - "nunca vou ter filhos" e "quero casar com um homem rico"!


Escusado será dizer que nenhuma das duas aconteceu :)


 


 


No caso de Jessie, depois de algumas relações fracassadas, e um filho para cuidar e sustentar sozinha, o que ela precisa é de um homem rico, que lhe possa dar uma vida estável, em que não tenha que trabalhar horas e horas sem poder estar com o filho para poder ganhar dinheiro suficiente para as despesas, e possa realizar os desejos do filho.


 


Jack é herdeiro de uma cadeia de hotéis de luxo. Apesar de não dar muita importância ao dinheiro e ao estatuto, dedicando-se aos seus projectos e trabalho, é constantemente perseguido pelas mulheres que vêem nele a garantia de uma vida luxuosa.


 


Poder-se-ia, assim, dizer, que Jessie é o tipo de mulher de quem Jack desejaria fugir - mais uma caça fortunas! Uma caça fortunas que, apesar de tudo, tira dinheiro das suas gorjetas para pagar o que falta da dívida de um cliente idoso, que nunca acerta no valor a pagar.


 


Mas Jessie não faz a mínima ideia de quem é Jack e ele, vendo nela uma mulher que vale a pena conquistar, faz-se passar por um mero empregado do hotel. Sabendo que ela não quer nada com ele, visto não ser o tal homem rico que ela procura, oferece-se para a ajudar a encontrá-lo e assim se tornam amigos, fazendo confidências que nunca fariam se a situação fosse outra.


 


No entanto, é inegável que Jessie sente algo por Jack. E o seu filho adora-o. Ele ajudou-a em diversas ocasiões e está sempre disponível. Ela sente falta dele quando ele não está. E ele não vê a hora de lhe pedir namoro, enquanto vai aguentando os ciúmes pelos encontros amorosos de Jessie.


 


No entanto, quando tudo parecia estar encaminhado, Jack precipita-se, e os planos saem gorados. E, como se isso não bastasse, Jessie fica a saber, através de uma notícia que vê na televisão, que Jack é milionário, e estás prestes a casar vendo-o, inclusive, com uma bela mulher agarrada a si.


 


Será Jack capaz de justificar, perante Jessie, os motivos que o levaram a mentir acerca de quem era, e provar que a ama, e não existe qualquer outra mulher com quem ele queira estar?


 


 


De realçar que é dos poucos livros que leio em que o pai do rapaz não mostra qualquer preconceito relativamente à escolha amorosa do filho, no que respeita à diferença de classes ou dinheiro.


 


 


 


SINOPSE


"Jessica, empregada de mesa e mãe solteira, é uma mulher prática e cautelosa. O seu foco é o filho e não quer namorados. A menos que fosse um homem rico, que pudesse dar estabilidade e conforto à família. 
Quando lhe aparece Jack Morrison, um bonitão de cair para o lado mas que parece andar sempre falido, Jessica resiste. 
Na verdade, herdeiro de um hotel de luxo, Morrison está habituado a que se aproveitem de si. Por isso esconde a sua identidade e oferece-se para ajudar Jessie a encontrar um namorado rico.
Mas será que esta brincadeira parva o vai fazer perder a mulher que ama?"



 


 

Pergunta parva (ou talvez não)

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Porque é que o caminho da ida nos parece sempre mais longo, e mais demorado, que o da volta?

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Reflexão do dia

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Que peso tem a família, nomeadamente a mais próxima (pais, avós, irmãos), no que respeita às decisões amorosas do familiar?


 


Será que, no momento em que avaliamos se a pessoa por quem estamos apaixonados e amamos, é a aquela com quem queremos partilhar a nossa vida, temos em conta o que a nossa família acha dessa pessoa?


 


A opinião da nossa família terá alguma influência na decisão que eventualmente tomarmos?


 


É possível uma união, seja ela qual for, sobreviver no meio de guerras entre familiares de ambos os lados, e desaprovação da relação por parte das famílias?


 


Devemos abdicar do amor, em prol da união da família, ou devemos lutar por este, ainda que se percam, pelo caminho, pessoas que julgámos que estariam sempre ao nosso lado, a apoiar a nossa felicidade? 

Sugestões para o fim de semana


 


(clicar na imagem)


 


Nesta edição desta semana, a rubrica Fora de Casa traz sugestões doces e calóricas. Mas valem a pena!


 


Para abrir o apetite, o Festival Gastronómico Sabores da Aldeia. Para sobremesa, Vila Doce 2018 ou a Feira de Doçaria Conventual.


A música fica a cargo de Chrysta Bell e Rhys Lewis. Já a comédia, vem pela mão, e pela boca de Joel Ricardo Santos.


Para os apaixonados por cães e gatos, também há um programa a não perder.


Confiram tudo!


 


 


 

Deixa-Me Odiar-Te

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"Porque estou muito mais habituada a isso, e é bem mais seguro, do que amar-te, percebendo que estou completamente apaixonada e rendida, e não sei minimamente como lidar com isso!"acrescentaria eu! 


 


Tenho muitos thrillers na minha lista de livros a comprar e ler, mas estou numa fase em que preciso de histórias mais leves, descontraídas, românticas. Daí, andar a dar prioridade aos romances que também fazem parte da lista.


Mas, depois de ler tantos romances, fica a dúvida se, a esta altura, não serão quase todos a repetição do mesmo: amores proibidos, relações complicadas, menina pobre com principe encantado, princesa com plebeu, alguém a partir e sofrer, ou a morrer, e por aí fora.


 


Deixa-me Odiar-te, de Anna Premoli, dá a resposta: NÃO!


Ainda há romances que podem surpreender!


 


Foi dos melhores livros de romance que li até agora, não pela intensidade dos sentimentos que estão presentes, ou pelo drama em si, mas pela forma diferente como ocorre a história, com muito humor, que deixa qualquer leitor com um sorriso nos lábios e bem disposto, só de imaginar as cenas que estão a ler!


 


Revi-me na teimosia e casmurrice da Jenny, bem como na parte em que as coisas lhe correm sempre da pior maneira, proporcionando as cenas mais caricatas e divertidas (não muito para ela, mas para quem assiste) que se possam imaginar, sem querer dar o braço a torcer, ainda que todas as evidências à sua frente lhe mostrem que não tem razão.


Gostei da postura do Ian, e da sua forma de lidar com a Jenny, até mesmo a parte em que atiram farpas um ao outro sem parar provocando, ao mesmo tempo, mal estar no local de trabalho, mas também aguçando a curiosidade dos colegas, tornando esses dias mais animados.


 


E tudo começou com a escolha de um deles para um cargo na empresa, e um soco no nariz. A partir daí, cada um trabalhou em casos separados, para se manterem na linha e não se arriscarem a perder o trabalho no qual são os melhores.


Até ao dia em que um cliente os volta a juntar enquanto parceiros, para um trabalho comum, o que lhes vai custar a sanidade mental, e dar que falar a todos os que com eles convivem.


 


Dizem que há uma linha muito ténue entre o ódio e o amor, e que são sentimentos que, apesar de opostos, estão muito próximos um do outro.


Acabará este romance com um amor assumido, ou com alguém numa cama de hospital?!


 


É um romance que fala muito em diferenças, de formas de estar na vida, de atitudes, de classes, de posturas, de pensamentos, mas que mostra que, por vezes, não somos assim tão diferentes quanto acreditamos ser, e temos mais um comum do que pensamos, mesmo que isso pareça impossível. 


 


E que nos mostra que, o facto de a família se preocupar e querer a felicidade, não lhe dá o direito de se intrometer, de decidir, de escolher, de se achar dona da verdade. 


 


 


SINOPSE



"Jennifer e Ian conhecem-se há sete anos e nos últimos cinco só têm discutido. Chefes de duas equipas no mesmo banco, entre eles sempre houve um confronto aberto e declarado. Detestam-se e dificultam a vida uma ao outro. Até que um dia são obrigados a cooperar na gestão da conta de um cliente aristocrata e abastado.

Na vida e no amor há sempre uma segunda oportunidade?

Um romance moderno, divertido e terno, uma história atual e muito cinamatográfica com todos os ingredientes de uma bela comédia romântica."


 


Ler excerto AQUI


 



 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

À Conversa com João Luzio

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Esta semana, o convidado da rubrica "À Conversa com..." é João Luzio que nos fala um pouco mais sobre si o o seu percurso musical na entrevista que aqui vos deixo! 


 


 


 



 


Quem é o João Luzio?


João Luzio... Nasci em França, onde passei alguns anos antes de vir para Portugal, onde estive em Chaves e, agora, Oeiras.


Dou neste momento aulas na Academia de Guitarra em Algés e tenho tido o privilégio de poder desenvolver a minha própria Música de Guitarra Eléctrica e Guitarra Portuguesa. Conto neste momento com 5 discos, de música quase exclusivamente instrumental, gravados.


 


 


A música esteve muito presente na sua família. Foi ela que o levou a descobrir este mundo, e despertar em si a paixão pela música?


Penso que sim, mesmo que de uma forma subconsciente, pois parecia relativamente natural haver bastante música em casa, ouvir alguém a cantar algum refrão de uma música.



E as memórias que se criam quando somos mais novos afectam sem dúvida o nosso estilo de vida ao longo do tempo. É muito provavelmente também fruto do reflexo do valor da música que me foi transmitido no sentido da importância que ela carrega para o bem estar.



Ainda hoje dou por mim a ouvir música que me marcou muito nessa época: a minha irmã partilha música comigo, e os meus pais têm música a dar em casa deles, mesmo que já bem conhecida de todos, faz parte do ambiente. Não tem a ver com a parte que racionaliza a música e tenta entendê-la e estudá-la mais obejctivamente, mas sim a parte que faz sonhar e leva para aquele lugar em que a música simplesmente toca e nos faz viajar.


 


 


O João cresceu em Paris. Foi uma cidade que, de alguma forma, o influenciou a nível musical?


Sim, de forma indirecta. Não era propriamente exposto a música ao vivo, concertos ou apresentações de uma forma assumida, mas ouvi por consequência muita música em casa, ou através de televisão ou filmes.


Essa música sim, era o reflexo de uma parte da cultura que os meus pais absorviam em França, mas também parte da cultura Portuguesa. Igual com a minha irmã. Mas penso que teria acontecido noutro lugar, mesmo se noutro contexto.


Depois com a idade ganha-se uma vontade e consciência que nos leva a querer investigar e conhecer mais por nossa própria conta, e sem dúvida que a cultura associada às nossas raízes nos atrai. Na verdade, tudo o que está à nossa volta consegue gerar algum tipo de influência musical, e não só.


 


 


A guitarra foi um instrumento que sempre o fascinou, ou acabou por ser uma escolha aleatória, sem nenhuma razão em particular?


A guitarra era o instrumento mais óbvio, pois era o que estava em casa "à mão" e era o que auditivamente me era destacado em temas que ouvisse. O meu pai tocava umas melodias e isso gerou a vontade de entender o que ele estava a fazer e querer replicar. Divertíamo-nos com outros instrumentos mas a guitarra puxava sempre de volta.


Penso que se gerou uma ligação emocional pessoal com o instrumento guitarra que remete para experiências sensorias ligadas à audição, à sensação de tocar nas cordas ou até o cheiro das "velhas" cordas que estavam postas na guitarra.


Depois evoluiu naturalmente e proporcionalmente ao meu interesse pessoal.


 


 


O que o levou a seguir a área da engenharia civil, e em que momento percebeu que nunca se dedicaria à mesma?


Desde que tenho memória, tenho a noção de ser muito atraído por números e gostar de matemática. Acho fascinante como a matemática desafia a parte cognitiva e nos leva, através de um raciocínio concreto, a chegar a uma solução. Tem um aspecto disciplinar (do ponto de vista de visualização e entendimento) muito interessante. E isso não se reflecte apenas no entendimento de problemas ligados a numeros mas sim no entendimento de outros raciocínios.


Penso que de certa forma estive à procura de algo que me ligasse à matemática e, depois de alguma análise e aconselhamento, acabei por enveredar pela engenharia.



Com o passar do tempo, apercebi-me que havia conceitos que não me atraíam tanto nessa área mas o verdadeiro apelo aconteceu quando, numa entrevista de trabalho, percebi a fatia de tempo do meu dia que iria ser entregue à engenharia.


Achei que se realmente queria fazer algo ligado à música esse seria o momento de mudar de direcção.



Mas sou muito grato por isso pois tive a ajuda das pessoas à minha volta que me incentivaram sempre incondicionalmente a seguir o que me faria sentir bem.


 


 


Enquanto músico, o João destaca-se como compositor e como guitarrista, tanto em guitarra elétrica, como na guitarra portuguesa. Como é a sua relação com cada uma destas guitarras?



O elo comum é que os dois intrumentos servem para isso, são instrumentos. Servem para descobrir qual o meu lugar, o que tenho a dizer e de que forma vou fazê-lo usando as ferramentas disponíveis. Essa é de certa forma o meu grande relacionamento com estas guitarras.



Ter a destreza de ser consciente da música e músicos que admiro mas também conhecer qual o meu lugar. Todos nós temos histórias para contar e formas diferentes de as contar. A honestidade é um elementos que liga estes factores para encontrar o nosso lugar. Mas é um processo constante que sinto que está diariamente em andamento.


A guitarra eléctrica é o instrumento que aparece pela influência consequente da música que ouvi/ouço, dos amigos que tocavam e da envolvência musical. Faz sentir em casa. Ouvi muita música ligada a guitarristas que me incentivam ainda hoje a querer aprender mais. Aliás, a inspiração pode vir de qualquer lado ou pessoa à nossa volta. E no meio do processo, passei sem dúvida muitas horas a tocar e a absorver música.


A guitarra Portuguesa surge depois do meu primeiro disco e penso que por razões culturais e de raízes quis colocar música ligada a ela. É um instrumento que respeito muito e gostaria de desenvolver na sua técnica mais tradicional no futuro.


No meu caso fui adaptando o instrumento ao que me era mais natural (tecnicamente e musicalmente). É um processo que ainda está em desenvolvimento na minha cabeça, sem dúvida, e ainda vai levar o seu tempo.


 


 


Foram vários os álbuns que editou até ao momento, nomeadamente, “Moods & Colors” (2012), “Genuine & Odd Distractions” (2014), “Raízes & Instropecção” (2015), “Rêves d'un Duo Improbable” (2016) e “Quero Saber Mais de Ti” (2017). Quais são as principais diferenças entre cada um deles?


Objectivamente, cada um destes discos tem uma abordagem diferente, seja por influência da música e das alturas em que foram feitos, ou pelo desejo de experiênciação musical. Ou abordam mais o rock/fusão, ou a parte acústica, ou a fusão entre a guitarra eléctrica e Portuguesa.



Cada disco serviu um propósito musical no ponto de vista racional de composição e execução, mas também emocional no sentido que o que pretendia gravar representa alguma ideia ou experiência pela qual se passa.



Mas a verdade é que isto se torna secundário face ao resultado que deve ser servir a música.


Basicamente, a diferença é a mesma que olharmos para fotos nossas tiradas ao longo nos anos. Mudámos, mas éramos sempre a mesma pessoa. Seguimos um caminho, tentamos ser o mais fiéis possíveis e vamos atrás disso. Às vezes erramos, mas continuamos.



Vamos encontrar diferenças e, esperançosamente, evolução. E apesar de tudo, penso que se houver honestidade, poderá reconhecer-se a essência da pessoa ao longo do tempo e de forma transversal ao trabalho dela.



É algo que temos todos.


 


 


O João foi convidado para integrar as produções de Office Film Store, com o intuito de criar bandas sonoras de documentários. Foi mais um desafio a superar?


Na altura em que foi feito o convite e fui levado nessa produção com o Rafael Chiotti (pois foi um projecto em que me envolvi graças a ele e com ele).


A parte mais interessante nessa área é termos um contexto visual que nos é exterior, temos a visão de quem criou o documentário/vídeo e temos, de acordo com as ferramentas que conhecemos, de ir de encontro com o que nos é pedido, geralmente associado a um sentimento que quer ser transmitido. Acho isso muito interessante. Olhando para trás acho sempre que se teria feito algo diferente mas esse sentimento parece ser natural e transversal a muitas situações.


 


 


 



 


 


O seu percurso conta também com colaborações com outros músicos, como Yuri Daniel, John Fletcher, Yami Aloelela ou Vicky Marques. O que de melhor guarda desses momentos?


Provavelmente a ideia de pintar uma tela musical em conjunto. Desde que comecei a registar música em discos tem sido uma experiência de apredizagem constante com todos os envolvidos e tento guardar comigo os momentos que me levam a aprender.


E ao estar com pessoas como estas (e outras com quem já trabalhei) que servem a música, é muito interessante entender como cada pessoa desenvolve o seu processo criativo e encara a forma como vai ficar representada, neste caso, musicalmente. Consegue-se também conhecer mais as pessoas, que é algo que me fascina.


Pois servimos o mesmo propósito mas cada um com as suas próprias experiências e ferramentas, e isso é muito interessante.


 


 


Que objetivos gostaria de concretizar, a nível musical, em 2018


Tenho vários projectos em mente, confesso, mas existem elos comuns a eles. Escrever mais música e tocar estão na minha prioridade, sem dúvida, neste momento. Continuar a aprender, é algo em que invisto. Escrever a minha música e tentar tornar-me melhor no que faço.


Tenho estado envolvido na ideia de me encontrar e escrever música pontualmente com vários músicos de várias culturas/países e que toquem variados instrumentos (tal como surgiu o tema Kuwelela, que foi o primeiro tema neste conceito).



No fundo interessa-me muito entender como se pode juntar instrumentos que provenham de diversas culturas e resultem juntos. Ver de que forma a conversa pode funcionar. Há um pouco o sentimento de quebrar barreiras mas sem ter o sentimento de desrespeitar a Música em algum momento.



Tenho alguns trabalhos reservados concretos já em andamento para este ano nesses sentidos e irei dar o meu melhor para concretizá-los.


 


Muito obrigada!


Obrigado.


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o video.

Porque deixamos que os outros condicionem o nosso comportamento?

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A propósito deste post, e de uma questão que foi abordada num seminário sobre parentalidade positiva, a que assisti há pouco tempo:


 


Porque condicionamos o nosso comportamento em relação aos nossos filhos, na presença ou perante o olhar de terceiros?


Porque nos preocupamos tanto com o que os outros possam pensar ou dizer?


 


No que respeita à minha filha, sempre tentei agir de acordo com aquilo que eu penso ser o melhor, e não segundo o que os outros achariam que deveria fazer. Como eu costumo dizer, da minha filha cuido eu. É muito fácil dar conselhos ou sugestões, quando não se está por dentro das situações, quando se analisa à distância, de fora. É muito fácil criticar a forma como agimos, enquanto pais. E a única coisa que eu respondo é: quando estiverem na mesma situação, voltamos a falar!


 


E sempre tentei não dar importância àquilo que os outros pensam ou possam dizer da forma como educo a minha filha, principalmente aquelas pessoas que se metem só porque sim, sem qualquer verdadeira intenção de ajudar, mas apenas de se meterem na vida dos outros, à falta de vida própria e melhor coisa para fazer.


 


Mas a verdade é que, hoje em dia, somos obrigados a condicionar o nosso comportamento, somos obrigados a pensar duas vezes, porque esses terceiros podem, de facto, prejudicar-nos.


 


E dou-vos um exemplo muito simples: a minha filha, quando era pequena, ficava com a minha mãe. Volta e meia, fazia birras e desafiava-a, e a minha mãe gritava com ela. Soube mais tarde, já não me lembro como, que uma vizinha esteve para fazer queixa da minha mãe, por suspeitar de maus tratos! 


 


Dizia uma mãe, nesse seminário, e eu confirmo, que hoje em dia, os pais preferem fazer a vontade aos filhos, para eles pararem a birra e deixarem de ter cem olhos postos neles, à espera de os ver arrastar a pobre criança, do primeiro grito, ou da primeira palmada, para os recriminar ou denunciar. 


E sei de casos em que essas queixas resultaram em sinalização, e visitas de assistentes sociais (pena que não actuem em situações onde realmente fazia falta).


 


Ninguém nasce ensinado, os filhos não vêem com manual de instruções, os pais não são sábios que detêm toda a arte da educação. Acaba por ser uma constante aprendizagem, em que temos que ir experimentando várias formas, para perceber aquela que mais resulta, para o bem de todos.


 


Sim, já houve momentos em que simplesmente me rendi e fiz as vontades, para não me chatear e não ter um hipermercado inteiro a olhar para nós. E momentos em que não me importei minimamente com os outros, e fiz o que tinha que fazer. E sim,também já houve momentos em que dei umas boas palmadas, em que gritei, em que conversei, em que agi da forma correcta, e em que agi de forma errada. De qualquer forma, acabamos sempre por ser "presos por ter cão e por não ter". 


 


Também já assisti a uma cena em que uma mãe deu umas estaladas à filha num café, e não gostei da atitude dela.


Mas caberá a mim intrometer-me nessas situações, que não me dizem respeito?


 


Caberá a nós intrometer-mo-nos ou interferir na forma como os outros pais educam os seus filhos, por muito que tenhamos vontade e, muitas vezes, razão?


 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Estará Portugal preparado para as intempéries?

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Ontem de manhã estava a chover por aqui. Enquanto ia para o trabalho, reparei que, de entre as 4 ou 5 valetas que encontrei pelo caminho, a maioria delas estava entupida, com a água a acumular-se mesmo em cima delas, sem escoar.


Essa situação, na zona em que vivo, é um mal menor, porque é uma zona que não é plana e, por isso, pouco propícia a eventuais cheias. Mas numa outra zona mais plana, sem ter por onde escoar e com as valetas tapadas, provavelmente de lixo e folhas levadas pelo vento, poderia provocar estragos.


 


E, assim, dei por mim a divagar se Portugal é um país minimamente preparado para as intempéries, que cada vez mais parecem querer visitar o nosso país.


Não me parece.


 


Temos uns meses de seca, em algumas regiões de seca extrema, e o país fica em alerta vermelho. Os rios secam, as barragens ficam abaixo dos níveis. Depois, quando chove, já há água a mais, e é preciso abrir as barragens, que podem levar a cheias.


 


Constroem-se moradias e empreendimentos turísticos à beira mar (só não o fazem em plena praia porque não dá mesmo), porque é o que atrai os turistas, os veraneantes. É chique ter uma casa de praia para passar os fins-de-semana. E penso que todos nós, algum dia, sonhámos com isso – ter uma casa ali tão perto da praia. Ou dos rios. Mas, cada vez mais, o nível das águas do mar sobe, a extensão de areia diminui, os rios enchem e saltam as margens. Cada vez mais a costa portuguesa é ameaçada. E tudo o que nela existe também.


 


E se as construções antigas eram, de certa forma, mais resistentes, com paredes grossas de pedra, por exemplo, hoje em dia, optam-se por outros materiais, tanto por uma questão estética, como financeira. Por outro lado, constrói-se em quantidade, e nem sempre em qualidade, o que faz com que, em casos de fenómenos extremos de vento, ou outros, as construções não resistam.


 


Também a questão dos incêndios tem muito que se lhe diga, como ficou provado em 2017, e em anos anteriores.


Tal como a iminência de um grande sismo ocorrer, mais cedo ou mais tarde.


 


Podemos ser um paraíso à beira mar plantado, com tudo o que de bom temos por cá, e que atrai tanta gente ao nosso país.


Podemos ser um país relativamente calmo em termos de guerras ou conflitos.


Podemos ser um país, até ao momento, pouco dado a tsunamis, tornados, furacões e outros fenómenos do género, ao contrário de outros que são fustigados por eles.


Podemos ser um país em que, apesar de tudo, ainda não conheceu a pobreza, a fome e a miséria no seu pior estado, como outros países.


 


Mas não significa que não venhamos a sofrer com tudo isso, e muito mais.


Já vi muitos "paraísos" ficarem completamente destruídos num curto espaço de tempo.


E sempre ouvi dizer que mais vale prevenir, que remediar.


No entanto, não me parece que Portugal seja um país dado à prevenção. Parece-me mais aquele popular ditado “depois da casa roubada, trancas a porta”.


 


Portugal aposta em tentar remediar os erros que cometeu pela não prevenção, ao invés de se prevenir e preparar para os perigos que podem um dia, quem sabe mais cedo do que imagina, cá chegar, e entrar sem pedir licença.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Para onde vai a nossa disposição...

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...quando somos "engolidos" por uma rotina diária que insiste em nos sugar, até não sobrar mais que um autómato, que sistematicamente repete as mesmas acções, nos mesmos horários, nos mesmos dias, e cuja eventual fuga a essa rotina seja apenas sinónimo de adiamento, e não de isenção de tarefas?


 


É um facto que não gosto de surpresas. Não gosto que me alterem a rotina sem pré aviso, nem gosto de agir consoante o momento. Gosto das coisas previamente organizadas, planeadas, ainda que nem sempre as consiga concretizar com a exactidão que esperava. Por exemplo, sempre que planeamos uma saída, por um motivo ou outro, atrasamo-nos sempre.


 


Se fizer algo que não estava nos planos já sei que, quando voltar à realidade, tenho o mesmo de sempre à minha espera, com a agravante de ter menos tempo para o fazer, ou ter de adiar, e fazê-lo noutro dia, em que já tinha planos feitos, que acabam por se ver também eles alterados.


 


Por outro lado, vejo que os meus dias começam e acabam exactamente da mesma forma. Começo os dias a fazer as mesmíssimas tarefas. Com sorte, apenas se altera a ordem pela qual as faço. O tempo está mais ou menos controlado para cada uma delas. E quando saio do trabalho, já sei que me esperam as mesmas coisas por fazer, por arrumar. E já sei como vai terminar o dia. Sem novidades, sem surpresas.


 


A essa hora, e tendo agido como um robot programado o dia todo, cansada da rotina do costume, é difícil encontrar a boa disposição, achar piada a algo que nos dizem, encontrar alguma paciência para parvoíces, ser contagiada pelo bom humor dos restantes, que tiveram certamente um dia melhor. O máximo que nos sai, é aquele sorriso forçado, e também ele programado, a fazer lembrar a robot Sophia.


 


É difícil voltar a ser humana, e a agir como humana, quando temos cada vez mais que nos tornar verdadeiras máquinas no dia a dia. 


 

Anatomia de um leitor

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Mais alguém se revê nestas características?!


 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Coisas que me irritam

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Pessoas que corrigem palavras ditas/ escritas por outras pessoas, mas elas próprias corrigem de forma errada!


 


No outro dia, vi um comentário de um senhor que falava acerca de "reenscrever a história".


Veio logo uma senhora corrigir "Reinscrever s.f.f.".


 


Oh minha senhora, não é que me importe muito, porque percebe-se perfeitamente o comentário mas, caso não saiba, a palavra correcta é rescrever, ou reescrever!


 

Reflexão do dia

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Quem vive toda a vida em constante inconstância, dificilmente encontrará a constante da sua vida.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

A Inominável de Abril, vale por mil!

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  (clicar na imagem)


 


Abril é mês de Inominável, e o número 13 já está disponível para todos aqueles que a quiserem ler!


 


Como sempre, há de tudo um pouco a descobrir a cada nova edição, mas aqui ficam alguns destaques:


 


- dicas para dormir mais e melhor


- a valorização de detritos, através da compostagem


- regras de etiqueta dos convidados de um casamento


- conhecer os Kew Gardens, em Londres


 


Da minha parte, já sabem que podem contar com a Agenda Inominável, e Carolina Deslandes, na rubrica Musicalizando.


 


 


Espreitem AQUI


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!