Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
Mais uma edição da rubrica Fora de Casa, e o destaque vai para a Feira de São Pedro, em Torres Vedras, e para o Workshop da Associação Meleca "Bolas de Malabarismo".
Não percam também o concerto de Lenny Kravitz, na Altice Arena, e as Festas de São Pedro, com Nelson Freitas, HMB e Fernando Daniel.
Vejam todas as sugestões, e escolham as que mais gostam!
Teresa Caetano nasceu em 1981, na cidade de Lamego e, desde pequena, sempre teve paixão pela escrita.
Licenciou-se no ramo educacional e tem exercido a função de professora, há 15 anos, em diferentes escolas do país.
Assume-se como uma contadora de histórias pois, de uma forma simples, escreve sobre grandes emoções.
Fiquem a conhecê-la melhor nesta entrevista!
Quem é a Teresa Caetano?
Sou uma mulher sonhadora que desde pequena sempre teve paixão pela escrita. Quando terminei os estudos no Liceu, licenciei-me- no curso de Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico e tenho exercido a função de professora, há 15 anos, em diferentes escolas do país. Iniciei a minha carreira profissional em Lisboa, onde vivi durante 10 anos. Passsei ainda por Póvoa de Varzim, Braga e atualmente encontro-me a lecionar na Escola Básica n.º 1 de Lamego, pois sempre tive o desejo de regressar à minha terra.
Assumo-me como uma contadora de histórias pois, de uma forma simples, escreve sobre grandes emoções.
A paixão pela escrita surgiu cedo na sua vida. O que começou por escrever na sua infância e adolescência?
Comecei a escrever desde a adolescência e nesta fase escrevia o meu diário, ou seja, a minha história de vida. Ainda hoje guardo vários cadernos onde descrevia o meu dia-a-dia e onde desabafava sobre as emoções que determinados acontecimentos me provocavam.
Depois de começar a trabalhar com crianças escrevi várias histórias destinadas ao público infantojuvenil, embora não estejam publicadas.
A Teresa é professora. O que a levou a enveredar por essa área?
Porquê escolher ser professora? Não tive alternativa? Sim, tive, pois felizmente a média dava para entrar em variados cursos. Fui obrigada? Não, sempre pude escolher o caminho que queria seguir. Fui influenciada? Isso talvez um pouco, pois a maioria das minhas vizinhas eram professoras e desde pequena comecei a “dar aulas” aos meus bonecos. Fechava a porta do meu quarto e tentava imitar a minha professora do 1º ciclo, achava interessante o ato de ensinar, idolatrava-a, porque a via como uma guia e uma fonte de conhecimento.
Confesso que ainda vacilei entre jornalismo e a licenciatura em professora de 1º ciclo, mas o bichinho de infância ficou e sonhava, um dia, ter na minha frente crianças/seres humanos, em vez de bonecos. Sonhava ensinar, não só transmitir conhecimentos, mas também emoções, pois acredito verdadeiramente que os professores influenciam muito a nossa vida.
Na sua opinião, existe um incentivo à escrita, em termos criativos, nas escolas portuguesas, ou está, de certa forma, condicionado pelos programas escolares impostos?
O incentivo à escrita está muito limitado devido à enorme extensão dos currículos que não deixam muita margem para a criatividade.
“Não Desistas do Amor” é o seu primeiro romance editado?
Sim, é o meu primeiro romance publicado. O desejo de publicar um livro sempre me acompanhou, mas fui adiando pelas circunstâncias da vida. Dediquei-me à minha profissão e depois de ser mãe senti que o meu horário estava totalmente completo. Agora, que a minha filha está com 8 anos, consegui organizar-me melhor e escrever diariamente.
Em que se inspirou para o escrever?
Inspirei-me nas histórias de vida de várias pessoas que fui conhecendo, pois sou bastante observadora. Conheci histórias de vida fascinantes, de superação de dificuldades que acabaram por dar mais força às minhas personagens. A ficção inspira-se na realidade e acredito que as pessoas se podem identificar com os temas abordados neste livro que são muito atuais e intemporais, como o amor, a amizade, a traição, a desilusão, a violência doméstica, a infertilidade, a adoção, a síndrome de pânico, a homossexualidade e a perseguição de um sonho no mundo da música.
É um livro que fala essencialmente de amor, mas num sentido muito abrangente: o amor por um companheiro ou companheira, o amor pelos pais, pelos filhos, pelos amigos, pela profissão, pelos sonhos, ou seja, o amor pela vida.
“Tudo tem um momento certo para acontecer”, algo que se aplicou às personagens deste livro. Este é, também, um dos seus lemas de vida?
Sim, passei a perceber isso com a vida e com o passar do tempo. Por vezes, ansiamos muito que algo aconteça naquele exato momento, mas que depois até se vem a realizar mais tarde, porque fez mais sentido assim.
Esta história gira muito em torno do amor, do perdão e da aceitação. Na vida real, considera que algumas das situações poderiam ter um final semelhante, ou as pessoas, hoje em dia, são pouco dadas a estes sentimentos?
Eu acho que as pessoas, hoje em dia, continuam a sonhar em encontrar o verdadeiro amor. Acho que é isso que as move. No entanto, têm menos paciência em saber esperar, em desenvolver relações sólidas, pois têm tanta pressa de viver, de ser felizes que acabam por não conseguir perceber que os pequenos momentos são a própria felicidade.
Por vezes, as maiores emoções vêm das histórias mais simples?
Sem dúvida. Considero que a simplicidade é uma das maiores grandezas. As histórias mais simples são aquelas que prendem mais a nossa atenção, pois conseguimos identificar-nos com elas e sentir verdadeiramente as emoções.
Que feedback tem recebido por parte dos leitores relativamente a este romance?
Tem superado muito as minhas expectativas. Tenho tido críticas muito positivas, dizem que realmente este livro é uma montanha-russa de emoções, que riram e choraram, que se indignaram, que refletiram, que não conseguiram parar de ler, pois queriam sempre saber o que vinha a seguir e têm-me pedido bastante para dar continuação à história.
“Não Desistas do Amor” fala de algumas temáticas atuais, como a violência doméstica, a homossexualidade, a infertilidade. Que temas gostaria de abordar numa próxima obra?
Já estou a escrever uma próxima obra e, como o segredo é a alma do negócio, só posso dizer que vou tratar temas igualmente intensos, cativantes, polémicos, atuais, mas onde estará sempre presente o amor como o motor de todos os acontecimentos.
Partindo do título do livro, de que forma completaria a frase: Não desistas do amor porque…o afeto é o melhor que nos acompanha nesta vida.
Muito obrigada, Teresa!
Nota: Esta conversa teve o apoio da Chiado Editora, que estabeleceu a ponte entre a autora e este cantinho.
Diogo Divagações entregou-se às palavras aos 14 anos, e desde cedo se apercebeu que havia ali - naquele emaranhado de formas e num aliterar de imagens em linhas – uma segurança e um conforto sem igual. Foi acolhido pela comunidade de hip-hop que existia não só na sua escola secundária, mas na sua cidade de origem (Santa Maria da Feira) e desde logo se empenhou em não descurar de se superar como artista enquanto se conhecia como pessoa.
Em 2018 reune-se de pormenor, num ato de confissão pessoal, ao viver-se em “FILIGRANA”, um curto grito à eternidade onde se funde cada vez mais no que é a mensagem de crença divagante. “Capricho” é o single de apresentação.
Conheçam melhor Diogo Divagações, nesta entrevista:
Quem é o Diogo Divagações?
É o terceiro apresentado nesta jornada de criação que se iniciou com 14 anos. "Já fui Dig, Diogo Dias, sempre puro nas criações, nomes dados, mesma vida, as eternas divagações".
Em que momento é que a música entrou na tua vida?
A música sempre esteve presente na minha família.
Da parte do meu pai sempre houve uma ligação a bandas filarmónicas, na organização das festas da freguesia tratavam de contratar os artistas que vinham ao arraial, um tio meu é músico...
Mas eu fazer música, ou entregar-me a ela para compor, surge quando decidi aprender percussão.
Daí para a frente tudo foi muito natural, o ouvir, o pesquisar, o identificar-me. Crescer com música e aprender através dela.
O que te levou a enveredar pelo Hip Hop?
Foi uma natural travessia. As pessoas com quem me dava eram assumidamente hip-hop.
Foi uma altura que o hip-hop estava a respirar muito bem com muita coisa a surgir e a emergir.
Havia uma liberdade de comunicação muito boa neste estilo e sempre quis dizer muita coisa e sempre quis poder agarrar a atenção das pessoas e entretê-las. Acho que tudo se complementou muito bem na altura.
Fizeste parte da crew TriboZoo. Como foi essa experiência?
Foi uma experiência bonita. O grupo da segunda vaga, que é quando entro - porque houve uma primeira fase só com os mais velhos: o Kappah Oh aka Kevin Oakes, o Bel… - era tão completo e versátil que sempre tudo era aprendizagem e crescimento.
Toda a gente se transportou para dentro daquele projecto. Toda a gente queria que aquilo desse em algo produtivo. Foi uma escola bonita, quer humana quer artistica.
O teatro também faz parte da tua vida. Como é que o teatro e a música se conjugam?
Nada é indissociável. O teatro surge na minha vida mais directamente com o workshop de La Fura del Baús, a música em mim já existia nesta altura.
Como tudo o que acrescenta completa e transforma, acabei a transportar linguagens do teatro para as minhas performances musicais.
Acho que é sempre objectivo quebrar a distância de artista para com o público, o teatro deu-me isso.
As tuas músicas refletem, de alguma forma, as tuas divagações?
Claramente.
No fundo a minha escrita começou assim: a divagar.
Gradualmente vem-se instalando o ser mais concreto. Eu quero dizer coisas e sinto que estou no caminho de fazê-lo e como sempre e em tudo o querer é de fazê-lo melhor. Mas sim, eu viajo muito.
Adoro desbravar florestas mentais. E converso muito com a música esperando que quem me ouça possa pegar nisso como referência para conversas… já aconteceu e é belíssimo.
“Filigrana” é o teu mais recente trabalho. O que o diferencia dos anteriores? Existe, neste, uma maior atenção aos pormenores?
Acho sobretudo que este EP é uma forma de anunciar o que virei fazer com o álbum, que já está gravado e praticamente pronto.
É um ponto de viragem na minha exposição. As minhas músicas têm-se tornado mais musicais, eu arrisco a cantar e acima de tudo estou num formato muito mais pessoal no que toca a fazer refrões e a trabalhar melodias.
Antes convidava muita gente para vozes principais, agora simplesmente tenho harmonias… Este projecto serve exactamente esse propósito: ser curto mas claro na intenção.
Do que nos falam as músicas que compõem este EP?
Falam de muita coisa. Às vezes falam de tantas coisas quantos os ouvidos que as recebam.
Eu escrevo sempre por causa de algo mas desejo sempre que me digam que um verso em particular refere-se a alguma coisa que nem sequer havia pensado.
Enfim, as músicas deste trabalho abordam sobretudo a minha ânsia de futuro artístico, a eterna dúvida do que é a realidade, o que é a existência, o que é ser humano e ser sendo tudo isto há o que basta para a felicidade e a compreensão bela da vida(?).
“Capricho” é o single de apresentação. Qual é o teu maior capricho?
Boa pergunta. Fiquei a pensar um tanto nesta. Acho que é mesmo a forma como penso em executar e levar a cabo projectos. Sou muito crente na minha loucura e convicto da mesma. Arrasto muita gente para dentro da minha caminhada porque sei e sinto que isto fará sentido e vale a pena (sendo que a pena há-de ser leve).
De que forma te definirias através destas palavras:
Palavras – (sou) uno com elas para unir com elas.
Observação – absorção do que sou parte neste todo.
Renovação – ouvir um tema meu saber que consegui melhorar-me
Espelho – é sempre gentil quando sorris num tom de olá
Busca – pela elevação mental. a superação do meu ego. o atingir do meu propósito celeste.
Existência - um quadro vivo em tons de magia.
Por onde vai andar o Diogo Divagações nos próximos meses?
A trabalhar. Muito, e em muitas frentes. Continuarei sempre dedicado de alma à música mas, à parte disso, tenho um trabalho hoteleiro, que me faz também ter uma constante capacidade de renovação... assim essencialmente espero acima de tudo conseguir conciliar, conjugar e conviver de perto com a realização pessoal.
Que objetivos queres concretizar ainda este ano?
Lançar o disco e poder esquematizar uma tour para o próximo ano.
Muito obrigada, Diogo!
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens.
Carolina Cardetas ficou conhecida do grande público quando, aos 9 anos, participou no programa “Uma Canção Para Ti”, sendo finalista, tendo ainda participado no programa “A Tua Cara Não Me é Estranha Kids”. A música é a sua paixão e, para além de estudar Jazz no Conservatório de Música de Coimbra integra, desde 2012, os concertos da Orquestra Smooth.
A preparar o seu primeiro álbum, que será editado ainda este ano, Carolina Cardetas apresentou, no dia 15 deste mês, o single “Amor de Verão” em formato digital. O álbum, será um trabalho cujas raízes remontam ao estilo swing dos anos 20 e que é trazido para a atualidade através do uso de uma linguagem pop contemporânea.
A Carolina é a convidada de hoje, a quem desde já agradeço pela disponibilidade!
Quem é a Carolina Cardetas?
Por onde começar? Há tanta coisa que posso dizer. Sou uma miúda que gosta muito de musica, desde muito pequena, gosto de estar com os meus amigos, sou um bocado teimosa, acho que sou divertida, gosto de dormir, prefiro o frio do que o calor, só gosto de manga se for verde…
Como é que a música surgiu na tua vida?
A música surgiu na minha vida muito graças ao meu pai, porque ele é musico e desde muito pequena que fui cantando, primeiro em casa e depois também para público, muito por influência dele.
Quais são as tuas principais referências a nível musical?
Esta é uma pergunta difícil.
Talvez a Camila, Ed Sheeran, Shawn… mas há imensos.
Com apenas 9 anos, participaste nos programas “Uma Canção Para Ti” e “A Tua Cara Não Me É Estranha Kids”. Como foram essas experiências?
Adorei participar em ambos os programas porque tive conhecimento de como é o mundo do espectáculo e o mundo por detrás das câmaras e aprendi desde pequena a lidar com o facto de as pessoas me reconhecerem, ou com o facto de fazerem comentários negativos, mas faz tudo parte e gostei bastante de participar.
Nessa altura, costumavas cantar com o teu pai em bailes e festas de casamento. Ainda o acompanhas?
Acho que hoje em dia é mais ele que me acompanha a mim, acompanhamo-nos um ao outro, digamos assim.
Desde há alguns anos, tens sido convidada para integrar os concertos da Orquestra Smooth. Há algum momento em especial que te recordes e que te tenha marcado em particular?
Uma das coisas que marcou foi ter a possibilidade de tocar no salão Preto E Prata do Casino do Estoril, não só pela beleza do espaço, mas também pelas condições e por tudo o que o este representa.
“Amor de Verão” é o teu single de apresentação. Quais são os teus “amores de verão”?
Os meus amores de verão… bem, a praia, piscina, festas de verão, a fruta, porque eu adoro frutas de verão, o facto de estar de férias e a minha irmã, porque como passamos o verão todo juntas é quando estamos mais próximas.
Como defines o teu estilo musical?
Este estilo musical é eletro-swing, que é uma junção do swing dos anos 20 com pop contemporâneo.
Estás neste momento a trabalhar no teu primeiro álbum. Já tens alguma data prevista para a edição do mesmo?
Ainda não há data prevista, não. Mas talvez lá para setembro/outubro, se tudo correr bem.
Se pudesses fazê-lo, que artista/banda escolherias para partilhar uma música, ou até o palco, contigo?
Tenho muita dificuldade em responder a estas perguntas porque há tantas pessoas com quem eu adorava partilhar o palco ou de ter uma musica com, de várias gerações ou estilos musicais. Mas vou dizer talvez o Ed Sheeran.
Que objetivos gostarias de ver concretizados, no futuro, a nível musical?
Gostava de poder pisar palcos em todo o país, e adorava fazer festivais, mas claro que o sonho era mesmo pisar palcos do mundo.
De que forma é que o público te poderá acompanhar e ouvir-te?
Para o público me acompanhar e me ouvir basta seguir-me nas minhas redes sociais, facebook, twitter e Instagram, onde vou pondo novidades e podem estar a par do que se vai passando!
Muito obrigada, Carolina!
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.
A maternidade mexe com cada mãe de uma forma diferente. Umas de forma mais suave, sem grandes complicações. Outras de forma intensa, e com consequências mais graves, dependendo da forma como esse estado as afecta psicologicamente, para além de toda a pressão existente ao seu redor.
A pressão para se ser mãe exemplar, para não falhar, para ser um exemplo, para não desapontar, para ser capaz de dar conta do recado como se fosse tudo muito simples, para se ser, ao mesmo tempo, mãe, mulher e trabalhadora, para estar sempre apresentável e impecável, e por aí fora.
Ser mãe pode ser simples, mas também pode ser difícil. E não é vergonha pedir ajuda, seja ela do pai, dos avós, de familiares, ou optar por amas ou creches a partir do momento em que termina a licença de maternidade.
Há quem dê tudo para ser mãe. Há quem o seja de forma inesperada, mas dê o melhor de si. Há quem tenha mais dificuldades em aceitar essa nova etapa da vida.
Há quem queira muito ser mãe, e lhe seja negado esse privilégio. E há quem o tenha, e faça tudo para dar cabo dele.
Este thriller mostra um pouco de tudo isto.
E somos, de tal forma, enredados pela narrativa, que a autora nos direcciona num sentido, numa espécie de ilusão de ótica quando, desde o início, esse sentido estava errado, e o acertado estava mesmo ali ao lado!
Nem tudo é o que parece, e nem sempre as mães que aparentam lidar com a maternidade na perfeição, são as mais inofensivas. Da mesma forma, nem sempre aquelas mães, e pais, com segredos escondidos e pedras no sapato são culpadas.
"Uma Mãe Perfeita" mostra como é fácil condenar os comportamentos de uma mãe em praça pública, quando é óbvio que uma mulher, por ser mãe, não deixa de ser mulher e de ter direitos. A maternidade é um estado a ser vivido por cada mãe, e não pelo que dita a sociedade em que está inserida.
Sinopse:
"Quatro amigas encontram-se num jardim em Brooklyn, Nova Iorque. São mães há pouco tempo e debatem-se com as exigências das suas novas vidas. Colette é escritora e sonha em dedicar mais tempo à família. Nell é especialista em cibersegurança e quer fugir a um passado sombrio. Francie pretende ser mãe a tempo inteiro e, assim, expiar segredos antigos. E Winnie, atriz famosa…
Winnie quer apenas o filho de volta.
É que alguém aproveitou a única noite em que as amigas saíram sem as crianças para raptar o pequeno Midas. E agora que a investigação policial parece ter chegado a um impasse, Nell, Colette e Francie unem-se, determinadas a encontrá-lo… mesmo que tenham de agir a coberto das sombras.
Colette está a escrever um livro que lhe dá acesso a ficheiros policiais confidenciais. Nell utiliza os seus dons de hacker para invadir sites privados. Francie assiste a um talk-show sensacionalista que ninguém admite ver mas que segue obsessivamente o caso e transforma o rumo das vidas de todas. E há ainda um pai. Um enigmático e afetuoso pai…"
Miguel Rivotti celebra os seus 25 anos de carreira em 2018, com o lançamento, em novembro, de um novo álbum "(Con)Tradição". Contradição, porque contraria o “género musical” ao qual Miguel habituou o público que ainda hoje o segue, sem os querer contrariar. Com tradição, porque traz a este seu novo projeto de sonoridade contemporânea, a fusão de sons tradicionais que identificam a cultura musical portuguesa no mundo, com os sons de outras culturas.
Antes, brinda o público com o EP "Sempre Que O Fadista Canta", composto por três temas que farão parte do álbum.
Para conhecerem melhor Miguel Rivotti, aqui fica a entrevista:
Quem é o Miguel Rivotti?
O Miguel Rivotti é um músico português que faz questão de entoar sempre com alma e coração cada palavra que canta.
Busco na arte sublime da música o meu conforto, o meu amparo e felicidade, e procuro através da mesma via, a música, proporcionar esse mesmo conforto, amparo e felicidade aos outros.
No fundo, tento que a minha música e a forma como abordo esta arte, seja um canal forte de comunicação entre as pessoas e que proporcione a todos quantos a ouvem momentos de felicidade e prazer. Se através da minha arte eu conseguir fazer alguém sentir-se melhor nem que seja por uns instantes, aí o meu objetivo é alcançado.
Como surgiu a música na sua vida?
Inicialmente, a música surgiu na minha vida de modo espontâneo, mas rapidamente passou a ter uma forma estruturada. Aos 4 anos de idade ingressei na classe infantil do Conservatório Regional Caloust Gulbenkian em Aveiro e nesse espaço, desde muito cedo tive uma educação privilegiada com acesso às diferentes áreas de expressão artística tais como Educação Musical, Piano, Canto, Dança Clássica, Expressão Plástica e Expressão Dramática.
Com regularidade assistia a concertos e pequenas audições que se realizavam no auditório do conservatório, visitava as diferentes exposições que se exibiam naquele mesmo espaço onde se valorizavam e apresentavam permanentemente as demais formas de expressão performativa.
Ou seja, o conservatório desde cedo foi muito importante para mim e cumpriu a sua função. Estimulou e educou!
Uma boa formação de base é muito importante numa criança e hoje sinto-me grato aos meus pais por me terem proporcionado essa oportunidade. Cedo percebi o poder comunicativo da arte e em particular da música e desde então fiquei apaixonado por essa forma de linguagem que nunca mais deixei.
Dedicar-se ao Fado foi algo que sempre teve em mente, ou acabou por enveredar por esse caminho de forma inesperada?
Não foi inesperado, mas também não foi programado. O Fado surgiu na minha vida muito cedo como um conjunto de músicas “muito interessantes” e cantado por figuras que enchiam um palco com a sua energia, carisma e imagem marcante.
Com o passar dos anos, o fado passou a falar diretamente para o meu íntimo, com melodias contundentes e letras que me surpreendiam a todo o momento, pois pareciam saber exatamente o que eu estava a sentir.
Aí, os fadistas deixaram de ser “só” figuras intensas e carismáticas e passaram a ser, para mim, almas cantantes, senhores de uma sabedoria imensa e capazes de acalmar as nossas mágoas e falar às nossas alegrias com um abraço ternurento transportado pelas guitarras.
É assim o meu fado! É de onde venho, onde estou e para onde quero ir. Reinventando-o com todo o respeito pela tradição, mas levando esta mágica longe e com força no mundo atual, “até que a voz me doa!”.
O Miguel celebra, este ano, 25 anos de carreira. Quais são as principais diferenças que nota entre as suas primeiras músicas, e os temas mais recentes?
Diferenças bastante significativas, quer a nível do conteúdo textual e poético, quer em termos da estética e orquestração musical.
Sinto que no início da minha carreira eu cantava amores eufóricos e apaixonados, próprios da idade, e falava dos nossos primeiros desgostos de amor. Hoje canto o amor vivido, o verdadeiro sentido do amor, o desamor, a paixão, a alegria e o sofrimento, com experiência e saudade.
Acredito que o público que me ouviu ao início e me ouve agora compreenderá exatamente o que quero dizer e que reconhece o meu crescimento e maturação artística.
Para celebrar este aniversário, irá lançar em novembro um novo álbum “(Con)tradição”. Em que aspetos é que o público pode notar a (com)tradição que caracteriza o álbum?
“Contradição” porque contraria o género musical ao qual habituei o público que ainda hoje me segue, sem os querer contrariar. “Com tradição” porque apresento neste novo projeto de sonoridade contemporânea, a fusão dos sons tradicionais portugueses, tais como guitarra portuguesa, os bombos e os adufes, que identificam a nossa cultura, com outros sons do mundo, como a guitarra flamenca e a percussão afro e ibérica. Sinto que o (Con)Tradição é um roteiro perfeito para uma viagem aos “sons do mundo” encimado pela Alma Portuguesa.
Previamente ao lançamento do álbum, foi apresentado, a 1 de junho, um EP com 3 temas, que farão parte do mesmo. Pegando nesses temas, de que forma os completaria:
“Sempre que o fadista canta” com alma o verdadeiro sentido do Amor, o Homem conclui que é importante fazer “Renascer” todos os dias a vontade de sermos felizes. Para tal, importa acreditar, não perder a esperança num futuro melhor e alimentarmos diariamente a vontade de presentear quem nos ama com o melhor de nós, segredando-lhes em jeito de serenata, “Teu amor é flor” que deixaste em meu lugar, “Teu amor é a flor” que eu vou colher para te dar. Na sociedade consumista em que vivemos, a troca de afetos sinceros entre as pessoas começa a ser “coisa rara” pelo que importa apelar aos bons costumes como manda a tradição para que não vivamos contrários aos bons valores😊 (risos).
“Sempre que o fadista canta” é o nome deste EP. Pela sua experiência, que sentimentos pode despoletar no público um fadista, sempre que canta?
Acima de tudo deve despoletar no público um sentimento da “verdade das palavras” que o seu fado pretende transmitir.
Se eu canto um texto que não sinto, a verdade não acontece, e eu não consigo vestir a camisola na perfeição. Nesse preciso momento, o público será o primeiro a perceber que essa “verdade” está comprometida pela forma como nos entregamos aos temas que interpretamos.
Então eu sinto que, sempre que canto, devo colocar verdade e intensidade nas palavras e na forma como quero expressar a mensagem que tenho em vista. Quanto mais eu der de mim, maior e melhor será a comunicação com o meu público e eles serão os primeiros a reagir à minha entrega.
Sinto muito isso nos meus concertos. Vejo pessoas que vibram de alegria, mas também já vi pessoas que interiorizam de tal maneira as palavras e as melodias que canto, que choram de emoção, simplesmente porque aquela “estória” é a “história” deles também. Em cada concerto, sinto que tenho como missão proporcionar ao público uma viagem. Uma boa viagem! No final, levam um pouco de mim nas suas memórias. Levam de mim aquilo que para mim já não volta, mas que lhes ofereci com amor. A minha música, a minha energia, a minha entrega. Esse é o meu Fado!
De que forma contribuíram ou influenciaram, o contacto com músicos de diferentes culturas e em contextos diversos, a sua forma de ver a música, e criar a sua música?
Nós não vivemos num mundo isolado, muito menos os artistas, ao contrário do que as pessoas por vezes dizem que “vivemos num mundo à parte”.
Quando viajo, tenho a preocupação de estar atento às culturas locais. Gosto de conversar com as pessoas, procuro integrar-me o mais possível nos meios mais genuínos que me mostrem as culturas por onde passo, evitando que me mostrem somente o que é mostrado aos turistas. Gosto muito de participar em intercâmbios culturais que não estejam unicamente confinados à música e isto permite-me recolher mais informação que depois serve de inspiração ao que escrevo e canto.
A música local de cada cultura é de uma riqueza incrível e reflete a alma e o que há de mais genuíno de cada cultura. Confesso que sou um apaixonado pela etnomusicologia e sempre que posso faço investigação na área. Ao longo das minhas viagens e ao longo destes meus 25 anos de carreira, tive o privilégio de trabalhar com diferentes músicos, de diferentes países e todos eles trouxeram uma musicalidade e contributo artístico distinto, quer aos meus concertos, quer às gravações em estúdio.
Sinto muito orgulho nos músicos que me acompanham. São excelentes performers, compreendem muito bem a mensagem que pretendo transmitir na Tour (Con)Tradição e isso facilita muito o meu trabalho.
A par dos meus músicos, o meu manager é um excelente defensor da qualidade dos meus concertos e de toda a produção que é feita quer em estúdio quer ao vivo. Isso dá-me muita segurança quanto à qualidade do que apresentamos.
Somos, profissionalmente, muito perfecionistas e não descoramos os pormenores. O meu público merece o melhor de mim. Sinto que tenho a Team certa nesta nova fase da minha vida artística e estou-lhes muito grato por tudo.
Neste novo álbum, conta com a colaboração de autores e compositores, que assinam alguns dos poemas. Como é que surgiram estas colaborações, e como descreveria essa experiência?
Foi uma das melhores experiências que vivi até hoje em termos artísticos e um grande orgulho poder reunir pessoas de quem gosto e admiro muito, quer enquanto pessoas, quer enquanto profissionais.
Ter à minha frente pessoas genuínas, com um brilho fantástico nos olhos quando se falava sobre os poemas ou melodias certas para o “Miguel Rivotti”, fez-me sentir muito especial e acarinhado por todos eles.
Ao longo de um ano e meio que demorou a conceção global do álbum, o ambiente entre autores, compositor, músicos e técnicos, foi fantástico e facilitou muito todo o processo criativo. Formámos uma bonita família. O Ernesto Leite enquanto autor/compositor, o Mário Rui Pereira, enquanto autor, Cristina Caras Lindas e Dora Reis, autoras, tiveram uma capacidade fantástica para me radiografar e passarem para a escrita as palavras certas que combinam com a minha maneira de ser e de estar na vida. Este disco é autobiográfico. Sou eu!
Onde é que o público poderá ver e ouvir o Miguel Rivotti?
Para já iniciei a promoção do primeiro EP “Sempre que o fadista canta” na televisão, rádios, jornais, revistas, blogues da especialidade e outros, que tão simpaticamente têm apadrinhado este meu trabalho com a sua divulgação. Sinto-me muito grato! Confesso que não sei como agradecer tantas manifestações de apreço que tenho recebido da parte de tanta gente desde o dia 1 de junho a partir das redes sociais, através da página do facebook Miguel Rivotti Oficial, site oficial e até mesmo pelo Instagram.
O EP está disponível em todas as lojas e plataformas digitais e presente em 284 países. O segundo EP será lançado no 5 de outubro e traz aí uma surpresa 😊 à qual o público não ficará, de certo, indiferente ao som contagiante que irei apresentar.
Desejo muito colocar o nosso país a cantar melodias que se tornem viciantes. “Sempre Que o Fadista Canta” e o “Renascer” já são exemplo disso e o que aí vem será com toda a certeza melhor.
No dia 9 de novembro acontecerá a distribuição digital e física do álbum (Con)Tradição. Seguir-se-ão um conjunto de show-cases de apresentação do álbum em diferentes pontos do país durante os meses de novembro, dezembro e janeiro que também serão atempadamente anunciados nas redes sociais para conhecimento do público em geral.
Para já, conto com a ajuda do público que me segue e que gosta da minha música, na divulgação do videoclip do primeiro EP “Sempre Que o Fadista Canta”, esperando que este vos anime em grande no verão que se avizinha.
Boa sorte para todos!
Muito obrigada, Miguel!
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o vídeo.
Future Stranger é o nome artístico do moldavo Gheorghe Nastas, um artista que compõe e produz os próprios temas, e que lançou, no passado dia 15 de junho o seu segundo single “Don’t You”. Neste tema, que fala sobre o amor e a traição, Future Stanger demonstra mais uma vez a sua assinatura sonora focando-se, desta vez, na voz como um instrumental leve e simples.
Fiquem a conhecê-lo melhor nesta entrevista!
Future Stranger é o nome artístico que adotaste. O que te levou a escolher este nome?
Este nome surgiu há muitos anos, e por alguma razão ficou. Já tentei perceber o porquê deste nome, mas sem sucesso. Talvez seja a fusão entre a minha obsessão pela ficção científica e pelo drama, ou talvez isso apenas seja uma interpretação que me satisfaça? Não sei.
Nasceste na Moldávia, mas resides desde muito cedo em Portugal. O que mais te deixa saudades da Moldávia, e o que mais gostas em Portugal?
A saudade acaba por ser um conceito estranho, pois desde miúdo que vivo em Portugal. A nostalgia que a geração anterior sente não se manifesta em mim.
A cultura nunca foi algo que me interessasse, e eu diria que a única marca que a Moldávia deixou em mim foram os valores que me foram passados através dos meus pais.
Naturalmente que a família importa, mas a nível pessoal, eu segui numa direção completamente diferente. Quanto a Portugal, foi aí que vivi a maior parte da minha vida e tive as oportunidades que tive.
Estudaste produção musical na Universidade Solent de Southampton, em Inglaterra. Na tua opinião, o talento natural para a música deve ser complementado com formação na área?
Excelente pergunta!
Há quem diga que a formação acaba por tornar o processo mecânico e elimina a emoção não filtrada, mas eu acho que, especialmente para os aprendizes de produtor é vital ter formação.
O mesmo se aplica a um guitarrista e um cantor, o treino refina a arte e elimina as impurezas, metaforicamente falando. Dito isto, eu penso que concretizar algo que parece impossível e para além das minhas capacidades parece-me ser uma boa razão para viver.
Na música, és cantor, compositor e produtor. Em qual das facetas te sentes mais à vontade?
Certamente que me sinto mais à vontade a produzir do que a cantar, não só por falta de experiência mas também por causa da obsessão que tenho com sintetizadores e com a tecnologia. Quanto à composição, gosto imenso de me aventurar com bandas sonoras, mas isso é uma história para muito mais tarde…
Como caracterizas o teu estilo musical?
É muito difícil caracterizar o meu próprio som pois estou demasiado envolvido nele. Demasiadas opiniões e justificações internas das quais não consigo escapar.
Mas se tivesse que dar uma resposta minimamente coerente, diria que o meu som talvez seja uma fusão entre música eletrónica, drama, ficção científica de Hollywood e um toque da agressividade do metal que tanto amo (James Hetfield forever).
Sempre senti a necessidade de dar muita energia à minha música, talvez um toque de drama ( um grandessíssimo toque de drama…) e tentar ser o mais versátil possível. Nunca produzi duas músicas iguais pois a rotina aborrece-me imenso.
“You’re My Religion” foi o teu single de apresentação. Que mensagem está implícita neste tema?
Apenas tentei capturar aquilo que o amor significa para mim, coberto por uma camada de pop e música eletrónica agressiva, camada essa que de certa forma demonstra como sou no amor…
“Don’t You” é o segundo single a ser apresentado, um tema que fala sobre amor e traição, duas palavras que andam sempre próximas uma da outra. Na tua opinião, quem ama não trai?
A traição é apenas a manifestação de fraqueza do ser humano, nada mais. Nunca estamos satisfeitos com nada e por isso queremos mais, mas o amor é uma tempestade de incertezas, mas ele está lá, para quem o quer.
Que feedback tens recebido por parte do público relativamente à tua música?
O feedback tem sido muito positivo, só espero conseguir chegar a mais ouvidos e talvez começar a receber criticas. Sonho ter o meu primeiro “hater” pois parece um conceito engraçado… e nas palavras de Cliff Blezsinski, “any press is good press”.
Quando sairá o álbum de Future Stranger?
A tarefa impossível… de momento, mas acho que em breve as estrelas irão alinhar-se e talvez consiga canalizar a minha visão criativa de forma a que possa ter orgulho no resultado. Mas o que é certo é que o desafio não me assusta.
Quais são as tuas metas para 2018, a nível musical?
Pretendo mergulhar no trabalho e continuar a lançar música, tentar desafiar-me para produzir coisas que nunca antes fiz, surpreender o público e a mim próprio também. Estes dois singles foram apenas o início pois há muito mais que quero mostrar ao mundo, mas tudo a seu tempo.
De que forma é que o público te pode ouvir e acompanhar?
A minha música está disponível nas grandes plataformas como o YouTube, iTunes, Google Play, Spotify, Tidal e em breve também no Soundcloud. Podem seguir-me no Instagram (@futurestranger), no Facebook (@futurestrangerofficial) e no Soundcloud (@futurestranger). Fique atento a música nova em breve!
Muito obrigada!
Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e o official audio.
Presa Branca foi, sem dúviva, o melhor filme que vi este ano!
E que recomendo, a todos aqueles que gostam de animais.
É um filme que nos faz enternecer, sorrir, chorar, enervar, e despertar o nosso lado mais agressivo para dar uma lição a uns quantos personagens que por ali andam.
Tenho tanto para dizer sobre este filme, mas não poderia fazê-lo sem vos dar a conhecer a história deste lobo, e tudo o que ele passou. Mas digo-vos que o trailer não faz jus ao filme. Nem de longe.
O filme começa logo com uma cena intensa e trágica, que mexe logo connosco.
Depois, ao longo da história, são vários os momentos marcantes, que coincidem com as mudanças na vida de Presa Branca, um lobo que depressa aprende quais são os seus deveres, o que deve fazer para que o respeitem, como sobreviver. Mas também um lobo que não esquece quem é seu amigo e quem lhe fez mal, quais são as suas origens, e onde vive a sua única familia.
É aquele animal que todos gostaríamos de ter mas que, a determinado momento, teríamos que deixar seguir o seu caminho, para que pudesse ser feliz!
Se puderem, vejam!
Sinopse:
"Baseado no conto de Jack London, o filme reinventa este clássico para os mais pequenos, num emocionante conto de bondade, sobrevivência, humanidade e maravilhas do mundo natural. Depois de ser separado da sua mãe ainda filhote, Presa Branca passará pelas mãos de vários donos, experimentando e aprendendo lições essenciais de vida ao longo do caminho. É levado pela primeira vez por Castor Cinzento, um líder da tribo Gwich'in de Nativos Americanos no Yukon. Lá, Presa Branca é tratado com respeito e reverência, e aprende a ser um líder e amar a humanidade pelos seus melhores exemplos. Mas tudo muda quando Presa Branca é levado pelo malvado Beauty Smith, que o atira para o mundo cruel das lutas de cães. O Xerife Weedon Scott intervém e com a ajuda da sua esposa Maggie, cuidam de Presa Branca devolvendo-lhe a saúde física e espiritual, restaurando nele a ternura e o amor que Beauty Smith roubara. Depois de um emocionante confronto entre Scott e Beauty Smith - numa batalha pela vida de Presa Branca - Weedon e Maggie decidem deixar o Yukon para trás. Mas Presa Branca, agora um herói crescido, curioso e autossuficiente, toma a decisão de ficar, e volta para seu lugar de direito na vida selvagem para prosperar e para criar a sua própria família."
Ana Bacalhau, Rael e Carlos Vidal são alguns dos artistas sugeridos nesta edição do Fora de Casa. Para os mais novos, o Festival Panda e o Catrapim prometem muita diversão. No cinema, a não perder, o filme "Com Amor Simon". Confiram já todas as nossas apostas para este fim de semana!
"Nós fazemos o que fazemos e, por vezes, há consequências."
A terceira temporada tem 13 episódios.
Ontem assisti ao sexto e, confesso, até agora, foi o que mais me chocou e mexeu com as emoções.
"Consequências" é o título do episódio e, como diz Jocelyn, sobre o trabalho dos agentes do FBI "Nós fazemos o que fazemos e, por vezes, há consequências".
Ela, mais que ninguém, sofreu na pele algumas dessas consequências quando, na sequência da explosão de uma bomba, ficou surda.
Agora, volta a reencontrar-se com um passado não muito distante, e haverá novas consequências.
Até que ponto as suas limitações serão responsáveis por essas consequências?
Poderia ter sido de outra forma? Poderia ela ter evitado este desfecho?
E quem fica, como carrega uma culpa que, sendo sua, não é, de todo, sua?
Frank Adler é um homem solteiro, que vive numa cidade costeira na Florida, com a sobrinha, Mary, de sete anos, de quem cuida desde a morte da sua irmã, quando Mary tinha apenas poucos meses de vida.
Era esse o desejo da mãe de Mary, para que a sua filha, ao contrário dela, pudesse ter uma vida e uma infância normal, como uma criança normal.
Durante esses sete anos, tudo correu bem.
Mas Mary é uma criança prodígio, com incríveis habilidades matemáticas que começam a diferenciá-la na escola, e a chamar a atenção dos professores e, consequentemente, da sua avó que vê na neta a oportunidade de dar seguimento e concluir aquilo que a sua filha não foi capaz.
O que mais choca neste filme, embora já estejamos habituados, é ver do que são capazes as pessoas para levar os seus objectivos adiante, sem pensar na pessoa que está a ser objecto de disputa, nas suas necessidades, no seu bem estar, na sua felicidade.
Por um lado temos o bondoso tio Frank, que proporciona à sobrinha uma vida simples, descomplicada, transmitindo-lhe os valores que considera mais importantes.
Um professor que abandonou tudo, e que agora conserta barcos por conta própria, para pagar as suas contas, e que nunca teve qualquer reconhecimento ao contrário da irmã sendo, a certo ponto, acusado de limitar a sobrinha por inveja.
Por outro lado, temos uma avó que não quer desperdiçar o talento da neta, e acha que ela está reservada para grandes feitos, e por isso quer a sua guarda, para lhe proporcionar tudo aquilo que o tio não pode.
No entanto, esta atitude é desprovida de altruísmo, e significa ocupar Mary, a tempo inteiro, com problemas matemáticos, sem infância, sem vida própria, tal como o fez com a filha, levando-a ao suicídio.
Frank vai ter, assim, pela frente uma dura batalha judicial com a mãe, para ficar com a custódia da sua talentosa sobrinha. Ambos com receio de perder a batalha, chegam a um acordo tão absurdo, que passa por Mary ser adoptada por um casal estranho, podendo ambos visitá-la e passar algum tempo com ela.
Um erro que pode sair muito caro para Mary, que se revolta contra o tio, quando este a deixa naquela casa.
Mais tarde, enquanto Frank é impedido de ver Mary, por esta não querer estar com ele, percebe-se que Evelyn está a controlar a neta, rodeando-a de professores, e privando-a daquilo que mais gosta, incluindo o seu companheiro felino, Freddy.
E esta foi uma das cenas mais emotivas para mim: o momento em que a antiga professora de Mary vê uma foto de Freddy, que foi dado para adopção, e avisa Frank. Quando este chega ao canil, o prazo da adopção já terminou, e Freddy está, juntamente com outros gatos, na fila para o abate.
Conseguirá Frank salvá-lo, e recuperar a sobrinha?
Conseguirá Evelyn perceber o que está a fazer de errado, e emendar os seus erros a tempo?
Ou estará Mary condenada a viver a mesma vida que a mãe, com todas as consequências que isso possa trazer para a sua vida?
“Nem sempre as prioridades que escolhemos para a nossa vida são as melhores, mas nem sempre ela nos permite escolher. Somos empurrados pela vida a tomar decisões que não queremos. Somos reféns do nosso trabalho, das nossas escolhas falhadas, das nossas obrigações impostas por terceiros sem que tenhamos uma palavra a dizer, das nossas rotinas que nos esmagam a criatividade e o impulso, dos nossos passados marcados por desilusões, ou por aqueles medos que nos minam por dentro e tantas vezes nos impedem de mudar.”
Um romance sem grandes surpresas, em que Santiago percebe, a partir do momento em que Beatriz o deixa para seguir os seus sonhos, que a ama e não pode viver sem ela, e que tudo aquilo que sempre colocou à frente da relação, não tem agora a mínima importância.
E, de um momento para o outro, como nunca antes fez, decide ir atrás de quem ama e recomeçar a sua vida.
Já sabemos que só damos valor ao que tínhamos depois de o perdermos e que, muitas vezes, é preciso levarmos uns “abanões” para acordar, e dar uma volta à nossa vida.
No caso de Santiago, e de muitas pessoas, quando já se perdeu tudo, não se perde mais nada em mudar e tentar recuperar, de uma forma ou de outra. Mas, se ele não tivesse ficado desempregado, será que agiria da mesma forma? Teria a mesma coragem?
O livro começa por contar como Santiago toma as rédeas da sua vida, e decide recuperar o tempo e o amor perdido,esperando que não seja tarde de mais, mas toda a história, desde as próprias frases introdutórias de cada parte, à história em si, está cheia de "frases feitas" e mais que batidas sobre o amor, de tal forma que torna tudo um pouco maçador, artificial, sem um sentimento profundo muito próprio.
Chegado a Bissau, onde se encontra Beatriz, a dúvida sobre a forma como ela reagirá à sua presença, e se o quererá por perto, aumenta. Terá ela refeito a sua vida. Teria ela, realmente, colocado um ponto final na relação quando partiu?
Todas as respostas chegam logo de seguida, sem grandes surpresas, num desenrolar também já mais que visto, que só na recta final conseguiu deixar de ser enfadonho.
No meio desta história, haveria uma, para mim, bem mais interessante, para contar, que seria a do sem abrigo António, que um dia tinha tudo para ter uma vida feliz, e no outro perdeu tudo o que tinha conquistado, incluindo a mulher e a sua filha, que só volta a reencontrar muitos anos mais tarde, sem no entanto se mostrar, por vergonha daquilo em que se tornou, e da vida que agora leva.
Nessa história, sim, se aplica perfeitamente o título do livro "Quem Ama Não Esquece"!
Fui só eu que não achei este filme nada de especial?
Depois de tanto ouvir falar dele, e como estava a dar na televisão, pedi ao meu marido para gravar.
Vi-o mais tarde, a andar uns bons momentos para a frente, tal a seca que estava a apanhar com o filme.
Cenas mais chocantes: aquela em que percebemos o que se passou, e que destruiu a vida de Lee, e aquela em que Patrick tem um ataque em frente ao congelador.
O mais irritante e, ao mesmo tempo, hilariante: aquela espécie de "bloqueio, ausência, apatia" de Lee, que parece "acordar" sempre uns minutos depois dos acontecimentos.
O mais divertido: a relação dupla de Patrick com as colegas.
O filme trata de situações trágicas, como a perda dos filhos por algo que consideramos culpa nossa, a morte precoce de um pai devido a doença, uma mãe alcoólica, a tentativa de sobrevivência após a tragédia, o enfrentar dos fantasmas do passado, perante um presente que não se desejou.
Tinha tudo para ser um filme que marca, que toca, que mexe com o público.
A mim, não conseguiu, infelizmente, nem chegar perto.
Este livro conta a história de Annetta, uma miúda que sempre quis usar calças, numa época em que asmeninas e mulheres só estavam autorizadas a usar saia, estando as calças guardadas para o sexo masculino, ou para aquelas raparigas que ousavam desafiar a sociedade
No início, Annetta queria tornar-se freira, convencida de que as freiras usariam calças por baixo do hábito mas, quando essa teoria caiu por terra, desistiu.
Ainda pensou tornar-se rapaz, imitando em tudo o seu primo, até que percebeu que havia algo que diferenciava rapazes e raparigas, pelo que também essa ideia foi colocada de parte.
Só restava uma última hipótese. Quando formulou o seu pedido à mãe esta respondeu-lhe "os homens e as putas* é que usam calças". E foi uma dessas mulheres que Annetta tentou ser.
Até ao dia em que um tio a apanhou aos beijos com o namorado, e a levou ao pai, que lhe deu uma valente tareia. Sem conseguirem esquecer a vergonha, acabam por enviá-la uns dias para casa de uma tia, onde vai descobrir terríveis segredos, e perceber que nem tudo é o que parece.
Anos mais tarde, Annetta está casada. Os tempos são outros, e as regras não são tão rígidas.
No entanto, Annetta nunca usou calças.
Quando questionada pela tia sobre o que a levou a casar-se, Annetta responde:
"Posso mudar uma cabeça, todas não!"
Um livro que fala de violência infantil, pedofilia, da vida em meios pequenos onde todos se conhecem, de direitos, de mentalidades, da mudança, de sonhos proibidos e desfeitos.
*mulheres que, pelo modo de vestir e atitudes, possa ser considerada libertina
José Manuel Macedo nasceu em 1953, nas Cortes do Meio, no concelho da Covilhã. Embora desde jovem gostasse de escrever, só publicou o seu primeiro livro, o romance “VIDAS CRUZADAS”, em 2014.
Em 2015 participou com um poema na Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho” Volume VI, organizada pela Chiado Editora, com três poemas na Coletânea Poética “Namorar é Preciso” Volume 5, organizada por Maria Melo, e com dois poemas na “XIX Antologia de Poesia” da Associação Portuguesa de Poetas.
Já nos anos de 2016 e 2017, para além da participação em diversas Antologias de Poesia, colaborou ainda no “Volume I do Mosto à Palavra”, uma coletânea de Prosa e Poesia, sobre o tema viagens no Alentejo, organizada pela Chiado Editora.
Este ano lança o romance "Uma Paixão Inesperada". Fiquem a conhecê-lo melhor nesta entrevista:
Quem é o José Manuel Macedo?
JMM – Nasci em 1953, numa aldeia encravada na serra da estrela, bem perto da Covilhã. Sempre bem inserido na natureza, vivi a minha infância em ambiente rural, conhecendo bem as atividades relacionadas com a agricultura.
Fiz os primeiros anos de escolaridade em Castelo Novo, e quatro anos depois, já a trabalhar de forma oficial, frequentei em aulas noturnas a Escola Comercial e Industrial Campos Melo na Covilhã.
Marido, pai e avô, foi na área comercial que sempre trabalhei, até me reformar antecipadamente em 2011.
Como surgiu a sua paixão pela escrita?
JMM – O gosto pela escrita nasceu logo que na escola primária iniciei o conhecimento das letras e das palavras. Recordo que as redações que a professora me pedia para fazer, eram sempre classificadas por ela, de muito bom, e eu era o que se chama o “menino barra”, pois atribuíam-me a tarefa de revisar os trabalhos dos outros meninos.
Lia muito. Lia todos os livros que apanhava, e naquele tempo, não havia muitos. Uma biblioteca itinerante passava uma vez por mês pela aldeia e onde podia escolher alguns livros que levava para casa.
Quando adolescente e já depois jovem adulto, a poesia surgiu para equilibrar as tensões emocionais, resultantes do despertar da paixão. Nessa altura, comecei a escrever num caderno as primeiras páginas de uma história de amor, que muitos anos mais tarde viria a transformar-se num belo romance.
Embora esse gosto por escrever tenha surgido cedo na sua vida, só em 2014 publicou o seu primeiro romance “Vidas Cruzadas”. O que o levou a esperar tanto tempo, ou a perceber que aquele momento era o certo?
JMM – Tinha uma atividade profissional muito intensa e territorialmente distante, e enquanto estive no ativo, não tinha tempo para dedicar a isso. Foi só quando deixei de exercer a minha atividade, que rebusquei nas gavetas e encontrei o caderno com quarenta páginas manuscritas, e me despertou para dar continuidade àquela história, dando origem ao meu primeiro romance “Vidas Cruzadas”.
Para além da prosa, o José também se dedica à poesia, tendo participado em várias antologias e coletâneas. É mais fácil criar um poema ou uma história?
JMM – É muito fácil escrever um poema a partir de um simples pensamento. Se diariamente produzisse um poema, poderia num ano publicar dois ou três livros. Uma história romanceada é algo em que há a necessidade de desenvolver os temas com alguma profundidade, e a investigação dos mesmos é necessária e normalmente demorada. Depois, uma boa história tem tanto de simples como de complexo. É preciso tempo para criar toda a teia onde os personagens se movem, vivendo as suas angústias e alegrias, com uma trama rigorosa e muito bem elaborada, para entusiasmar o leitor.
Que temas costuma abordar nos poemas que escreve?
JMM – O tema principal é o amor, revelado em descrições metafóricas baseadas na natureza, no universo, na beleza das cores e das flores, nos sons e acordes musicais. Raramente a política e questões sociais, entram na minha poesia. A mulher é a principal musa inspiradora dos devaneios a que as palavras me conduzem.
“Uma Paixão Inesperada”, editado em março, é o seu segundo romance, inspirado em factos reais. Considera que o facto de escrever sobre algo que se passa na vida, e no dia-a-dia, de muitas pessoas, é uma forma de as ajudar e, ao mesmo tempo, denunciar e expor essa realidade?
JMM – A minha experiência de vida, nos seus aspetos sociais, familiares e de relacionamento humano, levam-me a debruçar sobre sentimentos de paixão, cobardia, ganancia, vaidade, orgulho. Uma paixão inesperada é uma história de amor. No entanto, o amor é algo tão mal vivido e compreendido por tanta gente, que muitas vezes o mesmo se transforma em ódio.
Escrever sobre temas tão preocupantes nos dias que correm, provoca o alerta para essas realidades e sugere as soluções que só se encontram na amizade, na humildade, generosidade, e principalmente no amor.
Quais são as suas maiores fontes de inspiração?
JMM - Inspiro-me na vida e nos seus aspetos comportamentais, analisando o conflito em todas as vertentes da relação humana, com temas sempre atuais de violência doméstica, chantagem, violação, e depois intercalando nas soluções a amizade, a tolerância e o amor. No entanto, a paixão entre um homem e uma mulher é a minha fonte privilegiada de inspiração.
O José acredita em coincidências? E no destino?
JMM – Sim, em coincidências, acredito. No destino, não! Só poeticamente uso o destino com o objetivo de apontar o futuro incerto, porque dá jeito culpá-lo das injustiças e maldades dos homens! O universo e os próprios elementos da natureza, na sua ação natural, entram em convulsão e causam sofrimento e dor.
O destino não é mais do que o fim das coisas finitas, resultante das várias coincidências que nos vão acontecendo. Se pudéssemos viajar no tempo, veríamos à frente de nós o que provoca o descarrilamento da carruagem onde viaja a nossa vida.
Muitas vezes, os acontecimentos do passado podem condicionar a vida presente das pessoas, o que acabou por acontecer com o personagem Eduardo. No entanto, a atitude dele para com Isabel, é diferente. Na sua opinião, existem marcas que ficam para sempre vincadas nas pessoas, ou que até podem desvanecer-se quando têm ao seu lado as pessoas certas?
JMM – As pessoas são marcadas pelos acontecimentos, e mais vincadamente, pelos negativos e dolorosos. Criam então defesas, para se auto protegerem de novas situações que lhe possam causar sofrimento.
A Isabel surgiu perante os olhos de Eduardo, como alguém puro, numa atitude preocupada com a sua honestidade, movida apenas pelo impulso de procurar ajuda no ombro de alguém que a acarinhasse. O Eduardo, despertou para o amor pela paixão que sentiu ao ver Isabel,
Esse sentimento percebido pelo coração de Eduardo, fez desvanecer o trauma que o acompanhava, e rapidamente esqueceu as marcas do passado ao ver ali a mulher que procurava.
Que feedback tem recebido por parte dos leitores, relativamente a “Uma Paixão Inesperada”? Há leitores que se identificam, de alguma forma, com as personagens?
JMM – Ainda recebi poucas opiniões acerca do livro, porque só o lancei no dia 9 de junho. Em pré lançamento foi lido por uma jornalista da RCB-Radio Cova da Beira, que na altura em que me entrevistou se pronunciou sobre a história que leu, a qual, disse, a impressionou positivamente, ao ponto de ter lido todo o romance, num só dia. “Foi impossível parar”, disse ela on-line. Certamente que para a leitura despertar tanto interesse no leitor, é porque a forma como a trama se desenrola é tão intensa que não dá mesmo para parar.
O amor, a violência doméstica e as contrafações de arte, são temas sempre fortes e onde os leitores, em maior ou menor escala, se reveem e vivem aqueles acontecimentos através dos personagens desta fabulosa história.
Para quando uma nova obra de José Manuel Macedo?
JMM – Tenho um projeto em fase adiantada, que espero vir a apresentá-lo ao publico no decorrer do próximo ano. Não se trata de um romance, mas da junção de vários estilos literários: a poesia, a crónica, o conto, e eventualmente ensaio, em modelo informal sobre temas diversos que me preocupam. Poderá ainda conter algum material autobiográfico.
Será um livro de fácil leitura, com os temas intercalados, para permitir uma leitura diferenciada e de rápida conclusão em qualquer ambiente. Uma escrita leve, com temas agradáveis, para ser lida como quem passeia por um parque de diversões e é atraído pelas várias ofertas de lazer.