quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Sobre o Casados à Primeira Vista

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Isto do "à primeira vista" tem muito que se lhe diga.


Uma coisa é certa: digam o que disserem, a imagem conta muito à primeira vista. Não é algo premeditado, é inato. 


Seja em que situação for, é na imagem que reparamos sempre primeiro e a reacção é, quase sempre a mesma: interesse se nos agradar, desinteresse, se não for aquilo que esperávamos.


A partir daqui, existem várias hipóteses. A imagem agrada e as pessoas têm interesse em conhecer-se melhor, ainda que possa não resultar. A imagem não agrada, e não há um mínimo esforço para conhecer melhor as pessoas. A imagem não é bem aquilo que esperávamos, mas até pode ter qualquer coisa, e dão uma oportunidade.


 


 


A minha primeira relação, surgiu da premissa "não nos conhecemos minimamente mas, vamos lá experimentar". Durou quase 6 anos.


A minha segunda relação, foi construída nesta base "conhecemo-nos há pouquíssimo tempo mas, porque não?". Dois anos de namoro levaram a um casamento de quase 6 anos, e uma filha.


Com o meu actual marido, havia afinidade, havia atracção. Pouco mais de um mês depois de nos termos conhecido já namorávamos. Estamos juntos há quase 9 anos.


O que levou duas pessoas que, em cada um dos casos, pouco se conheciam, e foram conhecendo ao longo da relação, a estarem juntas tanto tempo, mesmo quando surgiram as diferenças?


Tentativas. Esforço. Compreensão. Dedicação. Vontade.


Depois disso, se não der, não dá. Mas, pelo menos, tentámos que desse certo.


 


 


Relativamente ao programa "Casados à Primeira Vista", não seria algo muito diferente, à excepção de se começar logo pelo casamento.


Mas, o que leva, realmente, os concorrentes a participarem neste formato? Estão mesmo à procura de encontrar alguém para uma relação séria, e tentam aqui, como tentariam em redes sociais ou apps amorosas? Ou existem muitos outros motivos para os levar a concorrer, que pouco têm a ver com a finalidade do programa?


Sejam quais forem as razões, tudo o que vão viver será passado na televisão, acompanhado ao pormenor, pelo que, logo aí, pode causar constrangimentos, porque querem privacidade, tempo, espaço, e há um programa que tem que ir para o ar com alguma coisa que capte as audiências, seja romance, sejam discussões, sejam momentos mais picantes, seja polémica.


É difícil haver naturalidade ou espontaneidade sob pressão.


Aliás, se analisarmos bem, mal começou o programa, começámos a ver surgir notícias de que concorrente "x" esconde segredo, concorrente "y" já foi isto, concorrente "z" não sei que mais. Muito ao género "Casa dos Segredos" e afins.


A escolha dos concorrentes não foi ao acaso. Escolheram quem poderia dar que falar.


 


Por outro lado, o amor é algo tão abstracto e incompreensível, que nem os melhores profissionais têm o condão de, com a sua experiência, considerar quem é melhor para quem, quem se dará bem com quem, quem melhor funcionará com quem.


E sim, pode até, no meio de todo este show, haver algum casal que, de facto, siga o seu caminho junto mas, a maioria, sabemos de antemão, mal acabe o programa e o seu tempo de antena, seguirá caminhos separados, dando a experiência por fracassada. 


Já houve, noutros países, houve algum casal que tivesse funcionado, e que ainda esteja junto?


 


 


Quanto aos casais da edição portuguesa, e pelo que tenho visto sobre eles, é esta a minha opinião:


 


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Lídia e Francisco - Até agora, o Francisco pareceu-me mostrar-se como realmente é. E não tem nada a ver com a Lídia! É daqueles casos que, ou os opostos se atraem, ou se repelem sem volta a dar. Parece que aconteceu a segunda hipótese, segundo consta.


Sobre a Lídia, tinha lido que era uma bruxa, psicopata, fria. Não sei até que ponto o será. Mas não me identifiquei com as opiniões que li. Eu vi uma Lídia que, apesar de gostar de riscos e aventura, e de se apelidar de louca, no fundo até poderou, no momento da verdade, se era mesmo aquilo que queria. Vi uma Lídia que já passou por muito na vida. Uma Lídia que foi condenada por deixar o primeiro marido, só porque ele estava doente, mas muitas dessas pessoas que condenam esta atitude, teriam provavelmente, feito o mesmo. Não é fácil cuidar de uma pessoa que, de um momento para o outro, fica naquele estado em que o marido ficou. Não é fácil ver o antes, e o depois. Não é fácil, nem mesmo para o marido, saber que a relação nunca será igual, que não poderá fazer feliz a mulher. Por vezes, as pessoas deixam mesmo de viver, anulam-se, para cuidar dos seus. Até chegar a um ponto em que não dá mais, porque nem se etão a ajudar a si, nem a quem cuidam.


A Lídia traz uma grande bagagem consigo, e obstáculos que serão difíceis de ultrapassar. Por baixo de toda aquela independência, força, determinação que tem em termos profissionais, pode estar uma pessoa carente, cautelosa e insegura no que respeita ao amor. Mas isso só quem a conhece saberá.


E sim, tens uns olhos intimidantes mas, olhando para o filho e para a irmã, com olhos semelhantes, pareceram-me bem mais sinistros que ela própria!


 


 


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Daniela e Daniel - que originalidade! Tinha lido que eram o casal mais sincero, que seria o que mais hipóteses teria de resultar. Pelo que vi, o Daniel parece estar a interpretar um papel de cavalheiro romântico, que não é na realidade. As atitudes dele não convencem, não parecem sinceras. Já a Daniela, parece-me uma falsa sonsinha. Há qualquer coisa que não me inspira neste casal.


 


 


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Ana e Hugo - parecem-me o casal que mais se está a divertir com esta experiência, sem se preocupar muito com o que irá dali resultar. Que seja bom enquanto durar, nem que seja meia dúzia de dias. O que se pode pedir mais? Luxo, férias, boa vida à conta de um programa de televisão, e em boa companhia, o que se pode pedir mais?!


 


 


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Sónia e João - Ela é demasiado impulsiva, demasiado vingadora, demasiado frontal, demasiado dramática, demasiado senhora do seu nariz, demasiado dominadora, demasiado apaixonada por outro, para dar qualquer atenção que seja ao João. E este casamento à primeira vista foi demasiado para ela. Já ele parece-me alguém que, de facto, estava empenhado em que algo resultasse desta experiência. Parece ser ele mesmo, apesar de estar num programa em que é suposto actuar.


 


 


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Eliana e Dave - a princesinha que pode, ou não, virar bruxa a qualquer momento. E um príncipe escondido em pele de sapo. Ele quer mesmo que isto resulte. Ela, mais animada no início, embora não tenha gostado especialmente do "pacote", está agora a dar algumas dores de cabeça ao homem.


 


 


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Graça e José - talvez o casal mais velho do programa, mas igualmente com direito ao amor. Tirava a barba ao José, fá-lo ainda mais velho. Já têm idade e maturidade para ter juízo, para formarem um casal companheiro e cúmplice, e estão a fazer por isso. No entanto, apesar de a maioria o considerar um dos casais favoritos, não me inspira muito. Não vou muito com a Graça, por nenhum motivo em especial, apenas primeiras impressões de quem não a conhece para além daquilo que é mostrado.


 


 


E por aí? Vêem? 


Têm algum casal favorito? 


Qual é a vossa opinião sobre o programa?


 


Imagens Casados À Primeira Vista


 

Quando a possessividade e o despotismo dos pais estragam a vida dos filhos

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Quando vejo, actualmente, situações destas, vem-me sempre à memória o caso de uma antiga vizinha minha, e da sua filha, alguns anos mais velha que eu.


Estava eu na pré adolescência, quando esta rapariga começou a namorar.


Antes, andava sempre com a mãe para todo o lado, tal como hoje a minha filha anda comigo e, até aí, nada de mais.


Como dizia, ela começou a namorar e o rapaz foi aparentemente bem aceite pela futura sogra. 


Aparentemente porque, se pela frente, era toda sorrisos e amabilidade, pelas costas, envenenava a filha contra ele, provocava intrigas, arranjava forma de se chatearem até que, um dia, conseguiu o seu propósito, e a relação acabou.


Tinha a filha para si, novamente. E esta situação repetiu-se até a rapariga se tornar uma mulher de quase 40 anos, solteira e sem qualquer namorado, porque a mãe se encarregava de estragar qualquer relação que ela tivesse.


Felizmente, a filha teve coragem de, a determinada latura da sua vida, se impôr. Hoje, tem um companheiro, e dá-se bem com a mãe mas houve alguns anos em que a relação entre mãe e filha ficou tremida ou mesmo cortada.


Dá a ideia de que a mãe queria a filha só para ela, o tempo todo ao seu lado, sem a deixar viver a sua própria vida.


 


Existem pais que conseguem, de tal forma, fazer uso do autoritarismo que exercem, e da manipulação que fazem com os filhos, que os sufocam, não os deixando ter vida, amigos, relações amorosas.


São pessoas que pensam apenas em si próprias e naquilo que lhes faz falta, sem se importarem com o que os filhos querem e precisam. Na verdade, os filhos não têm direito a qualquer opinião ou escolha.


E se há os que se vão deixando manipular, os que vão aceitando, os que se vão sujeitando porque não têm outra hipótese, também há os que, mal possam, fogem destas relações destrutivas, deixando aqueles que, nem por um momento, pensaram na sua felicidade.


 


Não percebo como é que estes pais não vêem isso, que quanto mais prendem e sufocam os filhos, mais depressa se arriscam a perdê-los.


Não percebo como é que existem pais para quem a única vontade, os únicos desejos, os únicos interesses, os únicos amigos, as únicas actividades e os únicos passeios que contam, são unica e exclusivamente aqueles que os pais querem e gostam. Não pensam nem um único momento nos filhos?!


 


E depois, no meio de todo este autoritarismo, egoísmo e possessão, acabam por, muitas vezes, negligenciar e deixar por sua conta esses filhos, se eles não fizerem a sua vontade. 


Acabam por não se preocupar com o mais importante. Acabam por ser pais frios, desligados.


Acabam por criar filhos desestruturados, problemáticos, infelizes, tímidos, vulneráveis, estragando-lhes, a longo prazo, a vida, se eles não se conseguirem impôr e dar a volta.


 


 


 


 

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Vale para a amizade...vale para o amor

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Quando é forte, resiste...
Quando é verdadeiro, é inabalável...
Quando é sincero, torna-se imune...
Quando é sentido, não desvanece...



Não importa o quê, ou quem, se atravesse no caminho para derrubar, quebrar ou enfraquecer, dificilmente conseguirá atingir o seu objectivo.
Nem o tempo, nem a distância, nem aqueles que estão contra nós, e não nos querem ver felizes.


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Pão de abóbora e nozes

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Ontem fomos ao Continente.


Queria comprar croissants integrais, mas não tinham.


O meu marido foi à padaria, e deparei-me com esta novidade: pão de abóbora com nozes.


Levámos um, para eu experimentar.


 


Gostei!


É diferente.


E enche!


Comi, simples, e fiquei satisfeita, e sem vontade de comer mais nada!


 


Já experimentaram?

RX - Banho Maria


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"Mais Um Fado no Fado" é o mais recente single apresentado pelos Banho Maria, e representa uma saudosa gratidão a uma voz do fado vadio, a quem devem a inspiração do rearranjo deste tema.



O sentimento de perda está bem patente na expressão musical deste fado, de tal forma que se confunde o sentimento original de amor profundo, com a imensa saudade de quem parte muito antes do tempo.



O contributo do quarteto feminino de cordas, Pizzicato, é a base da tonalidade desta versão produzida por Nuno Roque.


 


Querem conhecer melhor a banda?




 


 


Aqui fica o RX aos Banho Maria: 


 


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De que forma se descreveriam através das seguintes palavras? 

 

Fado -  Um dos estilos que influencia a nossa música e caracteriza em parte o som dos Banho Maria. 

 

Amor – Temática predileta da escrita dos Banho Maria. 

 

Música – Algo que adoramos fazer, é o nosso pretexto para nos reunirmos e passar bons momentos entre amigos mas igualmente aquilo que criamos para chegar ao maior número de pessoas. 

 

Palco – Arrepio bom na barriga e o nervoso miudinho antes de começarmos a atuar. Adoramos, sem dúvida, estar em cima do palco e mostrar o que fazemos. 

 

Público – É o que nos move, sem eles não cresceríamos, nem seriamos desafiados e fazer mais e melhor. 

 

Gratidão – Podemos dizer que a gratidão é um sentimento unânime no grupo, somos muito gratos pelas oportunidades que nos são dadas, pelo carinho das pessoas, e pela força que nos dão para continuarmos. 

 

Saudade -  Falamos muito desta palavra tão portuguesa. É um sentimento que todos nos conhecemos de alguma maneira. E sendo um sentimento nada melhor que a música para expressarmos a nossa saudade a alguém ou algo. 

 

Escrita – É um dos nossos meios de comunicação, sem ela não teríamos forma de nos expressar tão claramente. 

 

Emoções – São a nossa principal inspiração para a composição e criação artística As emoções fazem parte da nossa individualidade mas também de um coletivo que vivemos nos Banho Maria 

 

Inspiração – Procuramo-la a cada momento mas não está sempre “ali à mão”. 

 

 

 

Como surgiu a colaboração do Quarteto Pizzicato, no single “Mais Um Fado no Fado”? 

As Quarteto Pizzicato já tinham colaborado anteriormente em concertos, com os seu magníficos arranjos e acabou por ser natural a sua participação neste tema. Deram profundidade e sentimento à canção. 

 

 

 

 


capa mais um fado no fado.jpg


 



 

Este novo single foi lançado a 12 de outubro. Já tiveram algum feedback a esta nova versão do tema? 

Tivemos a oportunidade de o apresentar no dia 13 de Outubro ao vivo, com o Quarteto, e foi muito positiva a reação do público, extremamente gratificante. 

 

 

 

Quem gostariam de convidar, no futuro, para colaborar noutro tema vosso? 

Passam-nos vários nomes na cabeça ao longo do tempo mas para já vamos manter segredo. 

 

 

 

O que têm feito os Banho Maria, desde o lançamento do primeiro álbum “Casa do Castelo”? 

Fizemos alguns espetáculos, showcases e ensaios abertos, a apresentar este primeiro trabalho. Participamos em programas de tv e fomos divulgados em rádios locais e nacionais. 




 

Quais são os objetivos, a nível musical, para os próximos meses? 

Estamos a trabalhar em novos temas tendo em vista a edição de um novo trabalho em 2019 e mantemos o nosso espetáculo preparado pois tocar ao vivo é uma das nossas vocações e um enorme prazer. 

 

 

Muito obrigada!

 

 


Nota: Este RX teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens. 


domingo, 28 de outubro de 2018

Como arruinar totalmente uma surpresa...

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... e mostrar uma completa falta de consideração e de respeito por quem a quis fazer com a melhor das intenções.


 


Chego à conclusão que as boas intenções não chegam, e que a bondade não compensa, porque ninguém dá valor a isso.


 


Desde o início do mês que tivemos a ideia de fazer uma surpresa a um amigo da Inês. Há bastante tempo que não estavam juntos e, como os convites que fizemos aos pais para cá virem ter connosco, ou foram recusados com desculpas esfarrapadas ou, simplesmente, ignorados, sem direito a qualquer resposta, achámos que o rapaz iria gostar da surpresa.


Era o único fim de semana de folga do meu marido, a Inês não tinha que estudar para testes, e o rapaz tinha feito anos esta semana, pelo que, para além da prenda, levámos um bolo e espumante das crianças.


A ideia era aparecermos lá de surpresa, pelo que averiguámos, disfarçadamente, se iria estar por casa.


Tinha tudo para dar certo, para proporcionar um momento feliz e uma tarde divertida.


 


Mas foi um completo fiasco.


Chegámos, ligámos para o amigo dela, e não atendeu. Ligámos duas, três, quatro vezes. Nada. Ligámos para o pai dele. Várias vezes. Não atendeu.


A Inês enviou então mensagem para o rapaz para ele atender o telemóvel. Respondeu-lhe que não podia, que não conseguia falar por estar doente. 


Dissemos para o pai ligar, então. O pai manda uma mensagem a dizer que já liga, para esperarmos um pouco, que está a fazer uma coisa.


A "coisa", disse-nos depois, era esperar que o telemóvel carregasse, porque não gosta de falar com o telemóvel em carga. 


E nós, no carro, à espera.


A Inês enviou nova mensagem para o amigo a dizer que estávamos à porta, para lhe fazer uma surpresa. Nunca mais lhe respondeu.


Entretanto, o pai lá nos liga, e explicamos o que se passa.


Pergunta, com aquele tom de quem não queria muito, ou mesmo nada "mas querem subir?".


Respondi-lhe que não queríamos estar a ir lá a casa sem mais nem menos, a incomodar, e que tínhamos pensado ir até ao shopping lá perto, por ser abrigado, mas que ele visse como lhes dava mais jeito. Disse que ia falar com o filho, e já dizia alguma coisa, porque o filho estava deitado, doente. Desde que chegámos, já tinha passado quase meia hora.


 

Dali a pouco liga de novo, a dizer que era melhor ficar para o próximo fim de semana!

Aí, passei-me mesmo.

A sério?! Pego no bolo que comprámos, e guardo-o até ao próximo fim de semana? 

Parece que estão a gozar connosco.
 

Fomos ali de propósito, gastámos dinheiro em gasolina e nas coisas, e estavam-nos a mandar para trás, e voltar no fim

de semana seguinte. Isso tem algum cabimento?

Disse-lhe que não fazia sentido nenhum e que, se ele pudesse pelo menos ir à porta, que lhe entregávamos a prenda e com o resto haveríamos de fazer alguma coisa.

 

Recebeu-nos do lado de fora do prédio. Em nenhum momento nos sugeriu que, pelo menos, subissemos, ou sequer entrassemos no prédio, para não estarmos a falar ali na rua ao frio. 

Desculpou-se que também não tínhamos dito nada. Se era surpresa, não era para dizer nada.

E que era melhor ficar para o próximo sábado. Respondi-lhe que no próximo sábado não podíamos, porque o André ia trabalhar. Mas nem sequer disseram "vamos lá nós". Não. Nós é que tínhamos que ir lá novamente.

 

Somos sempre nós que temos que ir. É preciso muita lata! 

A Inês entregou a prenda do amigo e virou costas ao pai.

 

E ele, mais uma vez com a maior lata, perguntou "ela está chateada?".

"O que é que acha? Ponha-se lá no lugar dela e no nosso lugar."

O meu marido ainda disse: ele queixava-se que a Inês não lhe falava muito, agora não se admire se ela nem sequer lhe falar.

 

Sinceramente, não percebemos se são os pais que não nos querem lá, e não deixaram o filho dizer nada.

O rapaz depois por mensagem disse que queria ver a Inês, mas estava mesmo mal, que nem se conseguia levantar.

 

Mas, por muito doente que estivesse, querendo estar com a Inês, como dizia que queria, e não a vendo há tanto tempo, não quereria vê-la nem que fosse 5 minutos? Não gostaria que ela estivesse com ele mesmo estando doente? E porque é que estava a enviar mensagens e deixou de lhe responder?

Mas a atitude do pai é que ainda me está aqui atravessada, que falta de consideração e de respeito. Qualquer outra pessoa no lugar deles teria dito para entrarmos, nem que fosse só por uns instantes, para não termos ido em vão.

Comigo, nunca mais.

Se tiverem interesse, que se mexam e venham até cá.

Nós é que não pomos lá mais os pés, para ser tratados assim e fazer figura de parvos.

 

Somos nós que estamos a exagerar, e isto foi uma atitude normal, ou temos razões de sobra para estarmos chateados?

 

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Perfumes "low cost" que mais gosto

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Comprei este perfume no Intermarché, para a minha filha, há uns anos.


O ano passado, comprei também uma embalagem para oferecer.


É um perfume de baixo custo (menos de 10 euros), de longa duração, e com um odor tão característico que, quando passa por nós alguém que o está a usar, identificamos logo.


E há muitas pessoas a usá-lo!


 


 


 


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Foi-me oferecido há uns anos, mas ainda dura.


Tem um odor muito parecido com o "Amor Amor" da Cacharel.


É o único da marca que gosto. Houve uma altura em que deixei de usar, para experimentar outros, e foi sendo ignorado.


O meu marido, entretanto, ofereceu-me uma nova embalagem, que ficou por estrear.


Agora, para poupar os que uso mais, e que estão em vias de extinção, voltei a usá-lo diariamente, e a gostar dele outra vez, até porque combina com esta época do ano!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Sem livros novos para ler!

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E agora?


Já sinto falta de andar com um livrinho na mala, ou na mão, e saudades de ler uma história nova.


Há semanas que li os últimos livros que restavam em casa, e ainda não comprei mais nenhum.


 


 


Poderia recorrer à biblioteca, mas não acredito que tenha lá algo que me inspire, nem tenho tempo ou disponibilidade para isso.


Poderia recorrer aos livros do marido, mas do único que poderia gostar, já conheço a história.


Os livros da minha filha já foram atacados há uns tempos, não são opção.


Posso sempre procurar livros online, ou escolher um ebook para ler, mas o que eu queria mesmo era um livro físico.


 


Então, e porque não compras? - perguntam vocês.


Bem, porque a lista já ultrapassa os 30 livros, e é difícil escolher apenas um, de entre eles, sem ficar com vontade de comprar mais este, e aquele, e o outro!


 


Livromaníaca sofre!

Em homenagem à Britney Spears...

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...e aos 20 anos do seu grande hit "Baby One More Time", aqui fica uma versão caseira do refrão, inventada pela minha filha e por mim:


 


Filha: Oh mãezinha, és tão chatinha (chatinha)


Mãe: Mas faz-te bem comer frutinha (frutinha)


Filha: Eu prefiria comer o pão, e só o pão


          Não quero comer mais nada!


 


Na correria do dia a dia, é ao final do dia que normalmente estamos juntas.


Isto surgiu quando preparei para a minha filha uma sandes mista e uma taça com uvas, estas últimas comidas a grande custo!


Eu dizia: Inês, come as uvas.


E ela, no espírito da música, respondeu-me com o primeiro verso, que levou a tudo o resto!


 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Constatações

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Nasci para ser mãe de gatos!


Sempre que sonho com bebés, eles acabam sempre, a meio do sonho, por se transformar em gatos que, de tão queridos e meigos, é impossível não adotar :)


Vejo-me mais vezes feliz rodeada de gatos, do que por bebés ou crianças pequenas!


 


E vantagens? São tantas:


Não ficamos com uma enorme barriga durante 9 meses, nem tão pouco passamos pela experiência aterradora do parto


Não temos que dar de mamar, dar biberon, mudar fraldas, dar banho


Não precisamos de comprar todo um novo guarda roupa, para nós e para eles


Não temos que gastar dinheiro em infantários, creches e afins, para os deixar enquanto trabalhamos


Não temos que gastar dinheiro em livros e material escolar, nem perder tempo com a escola, porque eles não precisam de a frequentar


Não fazem birras


Não temos stress nem cabelos brancos por conta de preocupações com a adolescência


Não corremos o risco de não gostarmos da vida que eles escolhem, ou das relações amorosas e de amizade que têm


E muito mais...


 


Ou seja - menos trabalho, menos despesas, menos preocupações, mais tempo, mais disposição, mais felicidade!


 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Quando o nosso foco de interesse muda a meio de uma série

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Comecei a ver a série Zoo pela questão dos animais.


O mote era bom: uma possível revolta dos animais contra o Homem, sobretudo contra aqueles que lhes fazem e querem mal.


Os animais em todo o mundo estavam a mudar o seu comportamento, a atacar inexplicavelmente, e era urgente descobrir a razão e evitar uma catástrofe mundial.


 


Até que chegamos ao início da segunda temporada, e percebemos que esta temática está a ir por caminhos demasiado mirabolantes e fantasistas, que nos levam a perder o interesse e a pôr de lado a questão dos animais.


Mas, a esta altura, já estamos presos às personagens, e são elas que nos fazem continuar a acompanhar os episódios seguintes, pelas personalidades, mistérios e relações que desenvolvem com os restantes.


 


Jamie 


Confesso que, no início, a achava irritante, com a mania da perseguição, a lutar por causas que não o eram, e a envolver outras pessoas nas suas paranoias. Mas ela não estava assim tão errada. No fundo, uma das grandes responsáveis por tudo era aquela que ela sempre acusara, e que lhe tinha, no passado, tirado a sua família.


Jamie é apenas uma jornalista, com um blog onde vai dando a sua opinião sem censuras ou receios, e tentando desmascarar os poderosos que se envolvem em negócios menos lícitos.


Mas ela vai evoluindo, e transformar-se-á, ao longo das temporadas, numa das minhas personagens favoritas.


Se tivesse que defini-la numa palavra, seria "a sobrevivente", porque ela é das que mais perigos corre ao longo de toda a série, e a que mais se desenrasca, luta e faz por continuar viva e derrotar os vilões.


Num determinado momento, a Jamie que nós conhecíamos no início, começa a dar lugar a outra que, embora esteja naquele limiar entre perseguir os monstros, e arriscar-se a transformar num deles, devido aos seus actos, não se pode, contudo condenar. Tudo o que ela faz é tentar sobreviver nesta "selva" que é o mundo, ajudando como pode, mesmo que os métodos não sejam os mais recomendáveis e que, por vezes, cometa erros.


No final da primeira temporada, penso que todos torcemos pelo romance entre a Jamie e o Mitch, que foi abruptamente interrompido pela queda do avião, e desaparecimento dela.


Neste espaço de tempo, muita coisa acontece e, quando se voltam a reencontrar, fica um clima constrangedor entre eles, como se fossem dois estranhos. Apesar de gostarem um do outro, acabam a discutir e a afastar-se, mais ainda quando uma ex namorada de Mitch entra em acção.


Mas, quando se pensava que iam finalmente ficar juntos, Mitch morre, ficando muita coisa por dizer, por viver.


Jamie tenta refazer a sua vida ao lado de Logan e a filha de Mitch, que fica orfã. No entanto, quando perde a guarda de Clementine, o romance depressa rui, e ela transforma-se numa espiã implacável, sem nada a perder, uma mulher capaz de tudo para atingir os seus objectivos que, ainda que sejam por boas causas, podem fazê-la perder os amigos que lhe restam, dos quais se afastou por anos.


 


Mitch


O personagem mais carismático de toda a série!


Ele é antissocial, gosta de estar sossegadinho no seu laboratório, a estudar os animais. 


Ainda assim, tem um humor muito próprio, as piadas certas nos momentos certos.


É, no fundo, um homem que, desde cedo, teve uma relação conturbada com o pai, algum azar ao amor, e um casamento desfeito, do qual resultou uma filha com uma doença crónica à beira da morte, que ele não vê há anos, até que Jamie o faz mudar e retomar o contacto, tentando recuperar o tempo perdido e o amor da sua filha, ao mesmo tempo que tenta salvá-la.


Apaixona-se por Jamie e vai ficar completamente perdido, primeiro quando acha que ela morreu e, mais tarde, quando não a consegue resgatar e a deixa entregue a si própria, culpando os colegas pelo abandono.


Com a sua morte, todo o grupo se desmorona e separa durante anos, até que se voltam a juntar, para uma derradeira tentativa de salvar o mundo, embora nunca voltem a ter aquela união de outrora.


Na última temporada, vamos descobrir muito mais sobre o Mitch, que o tornará, sem dúvida, a personagem principal e favorita de toda a história.


 


Chloe


Era uma das personagens principais da primeira temporada, mas "mataram-na" na segunda. Foi um dos episódios marcantes. Ninguém esperava. Todos achávamos que o romance entre ela e Jackson iria durar até ao final. Era ela que liderava o grupo. E tudo levava a crer que iria fazer falta, e que tinha sido uma má opção. Tudo levava a crer que as pessoas iam deixar de acompanhar a série. Mas com tudo o que acontece daí em diante devo dizer que nem damos pela falta dela.


 


Dariela


A entrada de Dariela para a equipa é controversa. À excepção de Abe, que a faz sentir bem vinda, todos os outros estão renitentes. 


Quando Dariela acaba por ser, indirectamente, responsável pela morte de Chloe, Jackson e Jamie não vão olhar para ela da mesma forma porque, a presença dela, significa a morte de alguém que lhes era muito querido.


Esta é uma mulher de armas, literalmente!


Quem a quer ver contente, é com uma arma na mão e é por isso que Jackson, ao saber que poderá a qualquer momento transformar-se num monstro, a escolhe a ela para pôr fim à sua vida, caso seja necessário.


Mas Dariela vai querer mais do que carregar sangue nas mãos, e a sua vida vai mudar bastante ao longo da série.


Nunca fui muito à bola com ela mas, no fundo, acho que é por ela representar as fraquezas a que todos podemos estar sujeitos, e que não podemos, simplesmente, dizer que nunca as teríamos. Ela é apenas humana e, como todos os humanos, erra. Todos a criticamos, mas a verdade é que, talvez, no lugar dela, fizéssemos o mesmo. Ela é, por vezes, uma cabra, estúpida, traidora. Mas, apesar disso, gosta mesmo do Abe, e fará tudo para salvar o filho e dar-lhe uma vida o mais normal possível.


 


Abe


Abe é aquele amigo do peito, que tem sempre uma palavra amiga para confortar, vê sempre algo de positivo, tem sempre uma história para contar, um ombro para chorar, a disponibilidade para ouvir. Tem uma lealdade à prova de bala para com Jackson, que considera um irmão. 


Mas este homem tem os seus segredos. E alguns desses segredos poderão pôr em causa a sua amizade com Jackson.


Afinal, o homem bondoso pode não ser assim tão santo. Pode até nem ser o que aparenta.


Dariela é a mulher com quem casou e teve um filho mas, em vários momentos, esse casamento estará em risco, sobretudo pelas decisões de Dariela, a quem ele culpa. Mas será que não tem, também ele, a sua dose de responsabilidade?


Confesso que, em vários episódios, se tornou uma personagem aborrecida e sem grande relevo.


 


Jackson


O impulsivo. 


Em certos momentos, irrita, dá vontade de o tirar da série, embora seja um dos elementos chave.


Depois da Jamie escrever o seu livro sobre a aventura da equipa, que a tornou rica e famosa, e o ter obrigado, com isso, mesmo não o tendo feito propositadamente, a esconder-se no fim do mundo, com uma identidade falsa, para não ser caçado por quem anda atrás dele, nunca mais conseguiu voltar a dar-se bem com ela. À excepção de Abe, com quem ainda tem contacto, mais ninguém soube dele, até que o grupo se volta a reunir.


Como já disse anteriormente, perde protagonismo para Mitch e Jamie, embora venhamos a descobrir muito sobre o passado dele nas duas últimas temporadas.


 


Logan


O vira casacas.


Quem é Logan, e o que faz ele na história?


Começa por ser o perseguidor de Jamie, que depois foge com ela dos perigos que os cercam e acaba por fazer parte da equipa, para depois se descobrir que é um traidor.


Pensa-se que morreu quando foi atirado por Jamie do avião, mas ele volta, desta vez como ladrão que quer uma oportunidade para ganhar dinheiro, nem que para isso tenha que trair quem antes servia.


Mas algum dia há-de ganhar juízo, e tentar meter algum na cabeça da Jamie, antes que as coisas corram mal para ela, e tornar-se um homem do bem.


No fundo, sempre gostou da Jamie, mas sabe que o que a une a Mitch é mais forte, e não poderá nunca lutar contra isso. 


 


Max/ Robert Oz


Os pais de Mitch e Jackson, respectivamente.


É interessante ver a vida que ambos escolheram, afastados dos filhos, mas como ambos, à sua maneira, ainda assim e apesar de tudo, os amam, estando dispostos a dar a sua vida por eles.


 


Clementine/ Isaac


Os filhos dos protagonistas.


Se salvar um, implicasse entregar o outro, o que fariam os respectivos pais?


Clementine, em especial, terá um papel importante na terceira temporada. Não sendo filha da Jamie, eu diria que são muito parecidas!


 


 


Para além disso, cada episódio tem reviravoltas que dão ritmo à série, e terminam em tamanho suspense, que não queremos sair dali sem ver, pelo menos, mais um... e mais um...  


 


Como li numa crítica à série, no site Cubo Geek:


"Tem acção, um enredo que envolve o Apocalipse mundial, um elenco diverso de atores que deverão agradar a todos os públicos e muitas reviravoltas para manter o espectador sempre surpreendido com os eventos do episódio. Será uma pena se esta for mesmo a temporada final. É de qualidade? Não. Entretém para caraças? Podes crer que sim."

As sopas do Intermarché

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Aquela do dia, que eles têm na panela (agora já embalam nas caixas de plástico e colocam à venda já etiquetadas, para quem não quiser estar a perder tempo na fila), têm todas a mesma base, só mudando o ingrediente extra, que dará o nome à sopa!


Chego à conclusão que, ou quem cozinha estas sopas não percebe nada de culinária, ou então é uma forma inovadora de apresentar as tradicionais sopas.


 


Por exemplo:


Sopa de feijão verde - base de creme de cenoura, com feijão verde


Creme de cenoura - base de creme de cenoura com quadradinhos de cenoura e batata


Caldo verde, Sopa de agrião, Sopa de espinafres, Sopa de nabiças - base de creme de cenoura com as respectivas hortaliças


Sopa de feijão encarnado - base de creme de cenoura com feijão encarnado


 


Perceberam a ideia? 


Será só aqui na zona, ou será geral?


 


Já agora, uma sopa bem recheada não significa que tenham que colocar os legumes quase inteiros para ocupar espaço, mais fazendo parecer "ração para porcos" (sem ofensa aos ditos animais) do que para humanos.


 


Mas desenganem-se se isto só acontece nestas superfícies comerciais.


Num dos restaurantes mais procurados da zona, para capitalistas, também há algumas pérolas, neste caso, à base de tomate.


Comprei lá algumas vezes canja para a minha filha, e foi a primeira vez que encontrei na mesma pedaços de tomate e cenoura. 


Já o meu marido, num dia em que comprou sopa de peixe, encontrou uma sopa de tomate com peixe lá dentro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mantra para pôr em prática logo à noite

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Pelo menos a primeira parte!


 


 


Esta noite eu vou estudar


para a Ciências passar


E uma boa nota tirar


 


Olha só para isto


É tanta matéria


Para decorar


Acho que não vai dar


 


Já não estudo mais nada


Já não estudo mais nada!

A feira já não é o que era!


 


Longe vão os tempos em que, quem não tinha dinheiro para comprar roupa e calçado nas lojas, ia à feira tentar encontrar produtos mais baratos.


Hoje em dia, arriscamo-nos a ir à feira, e pagar o mesmo ou até mais que numa loja.


Por exemplo, na sexta-feira vi umas botas numa sapataria aqui da vila, que custavam 45 euros.


Ontem, estavam umas semelhantes (mas mais feias para o meu gosto) na feira, ao mesmo preço!


Comprei na sapataria umas botas a 20 euros, numa promoção de fim de colecção do ano passado. 


Na feira, as botas do género rondavam todas os 32/ 35 euros.


 


Penso que até as pantufas de pelo saíram-me mais baratas na Serra da Estrela, do que aqui.


Mas como não vou à Serra...


Chego à conclusão que, na maior parte das vezes, não compensa comprar na feira.


 


É quase como aquela ideia de que ir às lojas dos chineses sai mais barato. Nem sempre.


Uns collants de lycra no chinês, custam € 1,50. Numa loja aqui do centro, € 1,30.


 


Mas depois, temos aqueles achados que valem a pena!


Um conjunto de lençóis de flanela por 10 euros, quando noutra banca me tinham pedido quase 30. Se são de boa qualidade, não sei, mas entre as duas hipóteses, não variava muito.


 


E, depois, há a facilidade com que hoje se compra, até mesmo aquilo que não faz falta.


Quando eu era pequena, tinha que esperar que os meus pais recebessem o abono de família, trimestral ou quadrimestral, penso eu, para poder comprar alguma coisa para mim. E, como não era muito, tinha que escolher aquilo que precisava mesmo, e barato, para dar para mais alguma coisita.


Hoje, chegamos ali, vemos alguma coisa, gostamos, e acabamos por comprar. Mesmo sendo algo que dá jeito, mas que não era mesmo necessário. Há sempre dinheiro.


 


Antes, tínhamos que ir munidos com dinheiro para a feira. Hoje, já há muitas bancas que têm multibanco.


Antes, a feira era maioritariamente dos ciganos. Hoje, vemos proprietários de lojas que vendem nas feiras.


Antes, havia sempre GNR a controlar o que por lá se vendia, e ainda me lembro de alguns feirantes, a vender contrafação, andaram a arrumar tudo à pressa e a fugir. Hoje, nem sinal da polícia.


 


Antigamente, os feirantes não gostavam que andássemos por ali a mexer em tudo, e ficavam irritados se não levávamos nada. Hoje, dizem-nos para ver, experimentar e pegar à vontade!


 


Há uma banca em especial, em que acabamos por parar sempre, para azar da minha carteira. Já em várias ocasiões comprei lá casacos e camisolas para a minha filha. E ontem não foi excepção!


 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Super Chefs Gang dos Frescos - uma aposta de sucesso!

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Há campanhas que chegam, conquistam e fazem sucesso, voltando a cada ano, com novidades e mais fortes que nunca.


É o caso desta campanha do Lidl, do Gang dos Frescos.


 


Este ano, os peluches estão de volta ao Lidl, e vêm com muitas receitas para cozinhar com toda a família.


São 6 peluches e 120 cartas, onde cada Super Chef tem a sua especialidade: pequenos-almoços (João Ameixão), entradas (Marie Fleur), almoços (Simão Lima), lanches (Ana Naz), jantares (Lady Pumpkin) e sobremesas (Pedro Melancia). Cada carta traz uma receita saudável e fácil de fazer, para que toda a família se divirta a cozinhar com a ajuda dos Super Chefs.


 


No entanto, a euforia dos mais pequenos é, por vezes, a dor de cabeça dos adultos.


Para quem tem crianças, é difícil não lhes fazer a vontade e tentar conseguir nem que seja um peluche. Se elas acompanham os pais às compras, é ainda pior.


Há quem até nem faça muitas compras no Lidl, mas vá de propósito nestas alturas, só para tentar a sua sorte.


Há quem leve mais qualquer coisita que até nem precisava, só para dar para levar mais um ponto.


Há quem tente pedir aos clientes que não querem, se podem ficar com esses pontos.


Há quem fique triste porque não vai conseguir.


 


Se virmos bem, para cada peluche é preciso juntar 15 pontos. Dão um ponto por cada 10 euros, o que significa que é preciso gastar 150 euros em compras. A esse valor acresce 2,99 euros, que tem que ser pago adicionalmente. Ou seja, um único peluche custa, a cada família, 152,99 euros. Para se conseguir a colecção completa - 6 peluches e 120 cartas de receitas - será preciso gastar cerca de 918 euros!


 


É muito dinheiro?! Sem dúvida!


Mas há quem esteja disposto a gastá-lo só para ver os filhos, os sobrinhos ou os netos felizes.


E o Lidl agradece!


 


 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Sobre as declarações do professor Daniel Cardoso...

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...de obrigar as crianças a dar beijinhos aos avós ser um acto de violência:


 


"Daniel Cardoso defendeu que ao obrigar pela força uma criança a tomar uma atitude como dar um beijo aos avós, contra a vontade absoluta delas era ensinar, na prática, que dizer que não, não interessa, desde que haja alguém com mais poder para as obrigar a dizer que sim."


 


 


Só tenho a dizer o seguinte, quer sejam avós, tios, primos, conhecidos ou amigos:


Deve-se respeitar a vontade e liberdade de cada um. 


 


 


O meu irmão nunca foi rapaz de gostar de beijinhos, nem de dar, nem de receber. E foi respeitada a sua vontade.


A minha sobrinha saiu ao pai. Não dá beijos a ninguém, a não ser à mãe. E não quer beijos de ninguém.


Quando nos juntamos todos, cumprimentamo-nos com beijinhos, menos a ela.


De vez em quando, brincamos ou metemo-nos com ela, mas respeitamos. Se ela não quer, não a vamos obrigar.


 


Não é por isso que gostam menos dos familiares, ou estão a desrespeitá-los. 


 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Séries que terminam sem final

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Se há coisa que me irrita é andar a seguir uma determinada série, por vezes, por mais do que uma temporada, e chegar ao fim como se a série tivesse apenas feito uma pausa temporaria e, por isso, sem final, para depois nunca mais voltar.


Sabemos que o que dita a continuação ou cancelamento de uma série são as audiências e, quando elas baixam, não há quem a salve, mas cabe a quem produz as séries fazer as coisas de forma a que, caso não haja renovação, faça sentido a história acabar ali mas, ao mesmo tempo, deixando algo que faça sentido e que nos deixe curiosos, para o caso de virem novas temporadas.


 


É que até podemos ter uma imaginação muito fértil, e criar nós mesmos o final de acordo com o que gostavamos que acontecesse, mas fica sempre aquela sensação de que gostaríamos de ver como os autores nos surpreenderiam, e de que forma terminariam eles a sua série.


Assim, parece que andámos a perder tempo em vão, e deixa-nos de pé atrás quanto a seguir novas séries. 

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Ter filhos em Portugal...

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...não é justo, não compensa, faz cada vez menos sentido, e é cada vez mais impensável.


Portugal é um país com população, maioritariamente envelhecida, e a tendência é para continuar.


Cada vez mais, por incrível ou absurdo que possa parecer, as pessoas optam por ter animais de estimação, em substituição dos filhos que um dia desejaram, ou não, ter.


 


Porquê?


 


Vivemos num país em que a maioria de nós não tem o seu emprego de sonho, nem tão pouco um emprego razoável, com horas decentes de trabalho, e um ordenado que lhes permita grande coisa, além da sobrevivência. Trabalhamos horas a mais, num único trabalho ou na soma de vários para conseguir ganhar um salário mediano, na esperança de que, depois de assegurado o essencial, ainda sobrem uns tostões para alguma eventualidade que surja.


Ora, se passamos o dia todo (ou a noite, para os que trabalham nesse horário) fora de casa e, quando chegamos, só queremos é descanso, paz e sossego, que tempo sobra para dedicar a um filho? 


 


Criam-se creches, apoios ao estudo, centros de actividades de tempos livres, actividades extra curriculares, prolongamentos, e horários escolares que ocupem o maior número de horas possível durante o dia, para que os pais possam trabalhar descansados, entrar cedo e sair tarde, sem preocupações. 


Quando se deveria, isso sim, criar condições para que os pais pudessem passar parte desse tempo com os filhos.


Se os pais não têm tempo para estar com os seus filhos, para quê trazê-los ao mundo? 


Para descartá-los em casa dos avós para que cuidem deles? Para deixá-los entregues a amas ou outros que tomam conta deles no nosso lugar? Unicamente para alimentá-los, dar banho e pô-los a dormir? Para os ver uns minutos por dia? Não faz sentido.


 


Esta semana, a minha filha trouxe trabalhos de casa na terça-feira, de 3 disciplinas. Um dos trabalhos era para a próxima semana mas, como no fim de semana tem que estudar para os testes da semana seguinte, fê-lo naquele dia, juntamente com outro. Deitámo-nos cerca das 23 horas, já sem paciência e cheios de sono, para no outro dia acordar cedo.


Quarta-feira, trouxe novamente trabalhos mas, como tinha teste no dia seguinte, dedicou-se ao estudo, e deixou os trabalhos para quinta. Novamente, deitámo-nos por volta das 23 horas.


Quinta-feira, tinha obrigatoriamente que fazer os trabalhos de duas disciplinas, para hoje. Entre tentar perceber o que era pedido, cálculos, pesquisas, e responder a tudo, porque levar uma resposta por fazer pode equivaler a ter falta como se não tivesse feito nada, já eram quase 23.30 horas quando fomos dormir.


Para hoje ter que acordar cedo novamente.


Ora, no meio de jantares, banhos e TPC's sem fim, onde fica o tempo para estarmos juntos enquanto família? Para desanuviar de um dia de trabalho e de aulas?


Porque é que, em vez de sobrecarregarem os horários dos alunos com mais de 10 disciplinas, não criam um tempo em que eles façam os TPC's na escola, e esclareçam as dúvidas na hora, com quem mais os pode ajudar, tirando essa carga dos pais?


Se não há tempo para convívio e actividades divertidas com os filhos, muitas vezes nem aos fins de semana, para quê trazê-los ao mundo?


 


Basicamente, temos filhos para os entregar, desde cedo, a outras pessoas que irão cuidar deles enquanto passamos a maior parte do dia fora de casa, e que depois os avós irão buscar e cuidar até que os pais cheguem a casa, para dali a 5 minutos estarem na cama e, no dia seguinte, e no seguinte, repetir toda a rotina. 


É justo para nós, pais? Será justo, acima de tudo, para estas crianças crescerem desta forma?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Já estreou a 2ª temporada de The Good Doctor

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Shaun continua igual a si próprio, com dificuldades em comunicar com as pessoas em geral, mas com a incrível habilidade de dizer, em determinadss ocasiões, aquilo que é preciso e chegar às pessoas de uma forma que nenhum outro médico consegue.


 


Andrews é agora o presidente do hospital. Continua arrogante, a só pensar em si próprio, em promover-se e ganhar prestígio, ainda que tenha dado alguns conselhos úteis na avaliação aos médicos do hospital.


 


Jared despede-se da série, com o seu último dia de trabalho no hospital, ao lado de Shaun, numa acção com os sem abrigo, que se vai revelar fundamental.


 


Claire mostra arrependimento ao perceber que Jared vai mesmo embora, e diz-lhe que gostava que ele ficasse, e que tudo fosse diferente, que pudesse ter uma segunda oportunidade. Mas Jared não está disposto a dar-lhe essa oportunidade, depois da forma como ela agiu com ele, e vai mesmo embora.


 


Enquanto a vida segue o seu rumo no hospital, o Dr. Glassman trava a sua luta contra o cancro, vendo-se agora dependente dos outros profissionais como, outrora, os seus pacientes dependiam de si. 


 


E Lea volta, quem sabe para retomar o romance com Shaun que, agora, mais do que nunca, tem que aprender a desenvencilhar-se sozinho, sem a ajuda de Glassman.


 


Acredito que esta temporada não terá as mesmas audiências que a primeira até porque, ao contrário da primeira, que foi publicitada em grande, só fiquei (e provavelmente outras pessoas como eu) a saber dela por mero acaso.


Mas será, sem dúvida, uma nova temporada a acompanhar, agora às terças-feiras.

Acordar com a chuva a cair lá fora

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Foi assim hoje de manhã...


Acordei, ainda não eram 7 horas, e ouvi a chuva a cair lá fora.


A primeira chuva de outono!


 


Não apetecia levantar da cama, mas tinha que ser.


Ainda era de noite. As luzes acesas permitiam ver as pingas a cair no chão.


As gatas, que já não estavam habituadas ao som das gotas a bater nos telhados e beirais, estavam assustadas.


 


As luzes desligaram. Ficou escuro mas, aos poucos, começou a clarear. 


O céu estava todo cinzento, e a chuva continuava.


Não apetecia sair de casa. Era tão melhor ficar no nosso abrigo!


 


Mas é preciso ir trabalhar. É preciso ir para a escola.


Casaco da chuva e sapatos a substituir as sandálias que ainda ontem calçava, saí de casa já com sol, e um cheirinho bom no ar, deixado pela chuva que entretanto parou.


 


Temporariamente...


O sol é enganador, e já se veem mais nuvens negras no céu, a prometer mais chuva ao longo do dia.


Parece que, agora sim, stá oficialmente aberta a época do outono!


 


 

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Matéria da universidade no 9º ano?!

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Há cerca de um ano ouvi falar, pela primeira vez, em termos como sistema nervoso central, sistema nervoso periférico, sistema simpático, sistema parassimpático e afins.


Estava o meu marido no primeiro semestre da licenciatura em Ciências do Desporto, a estudar esta matéria na cadeira de Anatomofisiologia. Ele bem me queria explicar todos estes conceitos, mas eu já não o podia nem ouvir falar deles!


 


Este ano, quando deu uma olhadela nos conteúdos das várias disciplinas que a minha filha iria dar, torci logo o nariz às ciências: a maior parte da matéria era sobre o corpo humano - a matéria em que sempre teve mais dificuldades. Mal sabia eu o que estava por vir.


 


Ontem, trouxe uma ficha de ciências para fazer. Pediu-nos ajuda. Era sobre o sistema nervoso.


Eu estava a olhar para aquilo pela primeira vez, o livro não é muito explícito e fiquei um pouco à nora. O meu marido ajudou, e ficou extremamente surpreendido porque a matéria que ela está a estudar, foi aquela que ele teve na universidade!


 


Será impressão minha, ou os programas cada vez exigem mais dos alunos, e cada vez mais cedo?


Ou serão os alunos de hoje muito mais capacitados para apreender uma quantidade infinita e complexa de conhecimentos, do que éramos nós, no nosso tempo?


 


O que eu sei é que tanto a minha filha, que está a aprender esta matéria, como o meu marido, que já a estudou, como eu, que a vi pela primeira vez, de tanto olhar para os livros e imagens dos neurónios, ficámos com os nossos próprios neurónios todos avariados! 


Quando terminámos o último exercício, foi uma festa!


 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Ter ambição, ou falta dela, é uma coisa má?

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A ambição (não confundir com ganância) nunca fez mal a ninguém e é, na maioria das vezes, a mola que faz as pessoas saltarem, não se acomodarem, dar aquele passo em frente, arriscar.


As pessoas ambiciosas tendem a procurar sempre o melhor para si e para a sua vida, ainda que aquilo que já conquistaram não seja mau. Mas, se podem ter melhor, porque não? Desde que lutem para lá chegar, qualquer vitória é um mérito que não deve ser desvalorizado.


 


Da mesma forma, o facto de uma pessoa ser pouco ambiciosa, não significa que seja menos corajosa, menos feliz, que tenha menos mérito.


Se essa pessoa se sente prefeitamente bem com o que tem, se está adaptada e não precisa de muito mais do que o que já tem para ser feliz, para quê querer mais? Para quê mudar?


 


Cada um sabe de si. Cada um saberá aquilo que o satisfaz, aquilo de que precisa, aquilo que o faz sentir realizado na sua vida pessoal e profissional. E, quer queiramos, quer não, essa medida não tem que ser, nem é, igual para todos!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

3 anos de Inominável - o meu contributo

Entrei para o projecto Inominável na terceira edição da revista. Não estive lá no início da viagem, mas apanhei relativamente cedo o comboio. 


Encarregada da rubrica "Musicalizando", foram 16 os artigos/ entrevistas que partilhei, de artistas/ bandas portuguesas, em 15 edições da revista. Alguns mais conhecidos, outros nem tanto. 


A partir da Inominável n.º 7, passei a assumir também a Agenda Inominável. E assim nasceram 10 agendas!


 


Agradeço à Maria Alfacinha e à Magda, por me terem permitido fazer parte desta equipa, e à Ana, que tinha a ingrata missão de rever todos os textos e entrevistas!


 


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A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!