sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Porque damos tanta importância a coisas que não a têm?

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E porque perdemos tanto tempo a discutir e reclamar por coisas sem importância, a repisar nelas uma e outra vez, quando isso já nada resolve o que foi feito de errado, mas cuja mudança de atitude  da nossa parte, pode fazer a diferença entre ficar bem connosco e com os outros, ou continuar mal?


 


 


Não quero, com isto, dizer que não se deva chamar a atenção, para o que foi feito de errado mas, a partir daí, mais vale pôr para trás das costas, tentar salvar o que ainda pode ser salvo, e viver o que ainda pode ser vivido, do que ficar a lamentar-se pelos erros que já não podem ser apagados, por aquilo que já não se pode coltar atrás e desfazer, sobretudo quando são coisas mínimas, sem importância.


 


 


Muitas vezes, é por estarmos tão focados nessas insignificâncias, que deixamos de aproveitar, prestar atenção, dar valor ao que de importante temos na nossa vida.


E isso, mais do que afectar os que nos rodeiam, só nos torna, a nós mesmos, mais infelizes...


 

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Quando um parvo se mete com outro, só pode dar confusão!

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Era para ser uma viagem de autocarro como outra qualquer, da praia até casa, mas acabou por se tornar uma viagem atribulada, com direito a GNR e tudo!


 


Um homem entrou no autocarro, no terminal, e sentou-se nuns bancos atrás de nós.


Estava a falar ao telemóvel, pelo que percebi depois, com uma mulher. No início da conversa, parecia uma daquelas pessoas calmas, de bem com a vida, tudo "na paz".


Dizia ele que só o facto de estar vivo já era razão para estar bem. Depois, continuou a dizer que a outra pessoa confiava demais nos outros, e não o devia fazer, que ninguém tem que saber tudo dela, porque podem servir-se disso, enfim, uma conversa normal.


 


 


Até que, do nada, começa a gritar bem alto que ela não devia confiar em ninguém, com direito a uns quantos palavrões pelo meio.


Um homem que estava um pouco mais à nossa frente, sentiu-se incomodado, virou-se para o outro e disse-lhe para ter cuidado com a língua, que estava toda a gente a ouvir.


O dito, ou não ouviu, ou fez orelhas moucas.


Continuou a falar, a dizer que todas as mulheres são umas p*****, menos a mãe dele, e que ela era uma vagabunda, e que a mulher que estivesse ao lado dele tinha que ser discreta.  Tudo, com palavrões pelo meio.


 


 


O tal homem que estava à nossa frente estava a passar-se. Abanava a perna, movia as mãos como se as estivesse a aquecer para o combate.


Às tantas, fez aquilo que se calhar todos nós estávamos a pensar, mas não quisemos fazer: levantou-se, foi até ao outro, e voltou a chamar-lhe a atenção. Mas, talvez a forma como o fez, não tenha sido muito feliz. Mandou o homem calar-se.


O homem passou-se, começou a discutir com o outro. O primeiro disse que depois já conversavam, voltou ao seu lugar e ligou para a GNR.


O resto do caminho foi passado com o atrasado do telemóvel a reclamar, que já tinha pedido desculpa pelos palavrões, mas que o outro não era ninguém para o mandar calar, etc, etc., continuando a dizer asneiras, pelo que o arrependimento não se notou.


 


 


Estávamos a chegar ao terminal de Mafra, quando o parvo 1 pergunta se já estava ali a espera dele, ainda a provocar.


Olhei pela janela, e vi o carro da GNR, com dois agentes do lado de fora. O parvo 2 sai nessa paragem, e pede ao motorista para esperar um pouco.


O motorista, entretanto, depois de deixar entrar os passageiros, levanta-se, vira-se para trás, e pergunta se está tudo bem.


O parvo 1 vai ter com ele e, entretanto, entram os agentes no autocarro, que lhe dão uma descasca pelo comportamento pouco adequado e falta de respeito para com os outros passageiros. Depois de tomarem nota dos dados do homem, avisam-no de que, se tiverem mais alguma queixa dele, irá seguir viagem, mas noutro carro!


 


Não sei se o homem se aguentou calado até ao final da viagem, porque saímos na paragem seguinte, mas por aqui se vê que até aquelas pessoas que parecem mais calmas e tranquilas, podem virar bestas, e arranjar confusão desnecessariamente.


 


Neste caso, um parvo que não tem educação nenhuma e não sabe estar nem falar com as pessoas, com outro parvo que parecia cheio de vontade de dar umas boas peras mas que, depois, parece ter ficado com medo, ou querer evitar uma confusão maior que aquela que arranjou quando lá foi tirar satisfações.


 

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Finalmente vi "Assim Nasce Uma Estrela"!

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E não achei o filme nada de especial.


 


 



Uma estrela é um corpo celeste que tem luz própria, que se pode manter viva (sem explodir) por trilhões de anos. No entanto, morrerá um dia, após gastar o seu combustível...



 


 


Também assim são as "estrelas" que surgem neste mundo, nas mais variadas áreas como, neste caso, na música.


Tal como Ally, podem nascer de forma inesperada, surpreendente, avassaladora. Podem ter os seus anos de estrelato, glória, fama, sucesso. Se tiverem bem acompanhadas, apoiadas, e com a cabeça no lugar, podem perdurar no tempo.


Caso contrário, depressa estas "estrelas" queimam todo o seu combustível, começam a decair, e morrem, literal ou metaforicamente.


 


 


Ally é o exemplo de que, muitas vezes, é no talento que está a chave para se ser notado por alguém mas, para que possa ser uma "verdadeira estrela", a pessoa é "obrigada" a perder a sua essência, a mascarar-se, a criar uma personagem, a mudar, a tornar-se num produto que vende. Por vezes, isso acontece de forma subtil. Outras, de tal forma vincado que acaba por funcionar contra a pessoa, uma vez que não foi por aquilo que as pessoas gostaram dela.


 


 


Jack, por sua vez, é o exemplo do que a fama, a pressão, a concorrência, a falta de inspiração ou até, problemas de saúde, podem fazer a uma estrela, que se passa a refugiar no álcool e nas drogas, para se aguentar, no palco, e na vida. 


E nem o amor poderá ser suficiente para impedir que o pior aconteça, quando a pessoa que amam representa aquilo que um dia foram, e não voltarão jamais a ser. Quando um deles está a ascender, enquanto o outro está em queda livre.


Quando a vontade de deixar a pessoa que amam, livre, é mais forte que a mão que tenta segurar o outro, para impedi-lo de cair.


 


 


À excepção das músicas, que fazem valer a pena ver o filme, e da oportunidade de ver a Lady Gaga como actriz, sem aquele aspecto a que estamos habituados, diria até, em algumas cenas "de cara lavada", mostrando-nos o quanto ser natural pode torná-la mais bonita (tem uns olhos lindos), a história em si é mais uma, igual a tantas outras que já vimos em filmes e, até, na vida real. 


 


 

terça-feira, 27 de agosto de 2019

13 Reasons Why - chegou a terceira temporada

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E trouxe com ela um novo mistério para desvendar - quem matou Bryce Walker?


 


Todos tinham motivos...


Todos tinham as suas razões...


Até nós, deste lado, tínhamos vontade de ver alguma justiça ser feita, depois de tudo o que ele fez a tanta gente, sem qualquer punição a sério a ser levada a cabo por quem tinha esse direito, esse dever.


Mas será que a morte de Bryce Walker vai significar o fim dos problemas ou, pelo contrário, o agravar dos já existentes?


 


 


Nesta terceira temporada, é-nos apresentada uma nova personagem - Ani - que parece ser o fio condutor, que nos dará todas as respostas. Ela parece, apesar de recém chegada, ter-se tornado próxima de todos, e saber mais do que poderíamos imaginar.


Foi uma personagem em quem nunca confiei, apesar de o primeiro episódio ser propício a fazer-nos desconfiar dela. E os seguintes não ajudarem muito a mudar de opinião.


Mas será que poderia ser ela a autora do crime? Teria ela também a sua própria história e contas a ajustar com o Bryce? Será isso que os 12 episódios seguintes irão desvendar?


 


 


Se, no início, Bryce estava apenas desaparecido, a sua morte vem mais tarde a confirmar-se.


Terá sido, realmente, um assassinato? Ou um suicídio? Ou um mero acidente?


 


 


Nesta nova temporada, vemos um Bryce, em retrospectiva, a tentar ser uma melhor pessoa, a tentar redimir-se e, ao mesmo tempo a ser, ele próprio, uma vítima. 


Poderá alguém que fez tanto mal, e que nunca sentiu qualquer remorso, mudar assim, de um momento para o outro? Será este um Bryce diferente?


Sinceramente, apesar de nunca se vir a descobrir, não acredito na sua mudança. Penso que seria apenas uma questão de tempo, até ele voltar a ser o que era. Mas, naquele momento, ele precisava de alguém que acreditasse nele, que voltasse a confiar nele, para recuperar aquilo que tinha perdido: o seu poder.


 


 


Outra das personagens que marca pela positiva é Tyler, e a forma como tenta recuperar-se de tudo o que lhe aconteceu no passado. O acompanhamento psicológico, a sua própria autoterapia, a forma como mostra o quão difícil é o regresso às aulas, ao local onde foi agredido, e onde terá que lidar com os seus agressores, sempre com o apoio dos seus colegas, que nunca o deixam sozinho, fazendo dessa uma da suas missões, enquanto tentam lidar com os seus segredos, que podem agora vir à tona, face aos últimos acontecimentos.


 


 


De resto, nada de novo.


Um final sem graça, que mostra que nada é o que parece, e que não abonou muito a favor desta terceira temporada.


Fala-se de uma quarta temporada. Não sei se valerá a pena, ou se não irão acabar por destruir a série.


Desta, que agora chegou à Netflix, uma coisa se pode perceber: os verdadeiros amigos, ou até mesmo aqueles que não o são, mas que partilham os mesmos segredos, mantêm-se sempre unidos, ainda que isso implique ocultar quem realmente fez o quê, e encontrarem a pessoa certa para arcar com as culpas. 


Por vezes, uma mentira que não prejudicará ninguém, justifica-se para salvar as vidas que de quem ainda tem tudo a perder, com a revelação da verdade...


 


 


 

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

E se, de repente, vos disserem que têm zona?

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Nunca menosprezem ou substimem determinados sintomas que o vosso corpo possa apresentar.


Nunca se limitem a ir até à farmácia e esperar que vos digam aquilo que supostamente têm, comprando um qualquer medicamento para ver se faz efeito.


Por vezes, até os próprios médicos só acertam no diagnóstico à segunda, ou à terceira, quando acertam...


 


 


Há uns anos, a minha filha começou com umas manchas vermelhas na pele. Achámos que era alguma alergia, uma picada de insecto, alguma doença tipo varicela ou sarampo. Fomos com ela ao médico. Andámos a empatar, a pôr pomadas que não fizeram qualquer efeito, porque o problema era outro. Quando foi novamente ao médico, o problema tinha alastrado e agravado, e ela ficou internada, já com o diagnóstico correcto: Púrpura de Henoch Schonlein.


 


 


Há umas semanas, o meu pai começou a ter umas manchas vermelhas no pescoço, que lhe davam comichão.


Foi à farmácia. Disseram-lhe que deveria ter sido alguma picada de insecto. Trouxe uma pomada para casa, para aplicar.


As manchas deram lugar a feridas, e a dores.


Disse-lhe para ir à médica, porque podia estar a fazer tratamentos em vão.


Ele assim fez. Foi-lhe diagnosticada Zona, que entretanto já tinha alastrado para os braços e peito.


O que ele andava a pôr não servia para nada.


Se não tivesse ido ao médico, não teria começado a tratar o prblema correctamente, e poderia haver consequências mais graves.


 


 


Mas o que é, afinal, Zona?


Herpes zoster ou zona é uma doença transmissível e viral provocada pelo mesmo vírus da varicela. 


Os sintomas começam com dor intensa e alguns dias depois aparecem manchas vermelhas, que evoluem para vesículas e, posteriormente, crostas.


Surge geralmente devido à reativação do mesmo vírus que causa a varicela e que, mesmo depois de curada esta doença, pode permanecer inativo nas células nervosas.


A reativação deste vírus tende a ocorrer em pessoas de idade mais avançada ou nas quais o sistema imunitário esteja de alguma forma debilitado.


 


 


A Zona é contagiosa?


Uma pessoa afetada com zona não a pode transmitir a outras pessoas através do mero contacto. Poderá, isso sim, contagiá-las com varicela no caso de estas nunca a terem contraído.


 


 


As pessoas afectadas ficam com sequelas?


Há quem tenha tido, e passados anos continue a sentir dores nos locais que foram afectados pela zona.


No caso do meu pai, ele diz que está totalmente bom. Mas apanhou um valente susto!


 


 

domingo, 25 de agosto de 2019

A primeira derrota do Benfica da era Bruno Lage

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Era inevitável...


Mais cedo ou mais tarde, a derrota num qualquer jogo acabaria por acontecer. Até mesmo para um clube como o Benfica, com os jogadores de qualidade que tem, e com o treinador que mudou a história do clube nos últimos meses.


 


 


Acontece a todas as equipas, mesmo às grandes.


Umas vezes ganham, outras empatam, outras perdem.


Umas vezes pensam que será difícil, e surpreendem. Outras, acham que será fácil, e acabam por encontrar pedras pelo caminho.


E outras, são o que são. Um clássico, é um clássico. Tudo poderia acontecer. Tudo estava em aberto.


 


 


O que torna esta derrota mais difícil para o Benfica?


Talvez o facto de ser a primeira derrota com Bruno Lage ao comando, depois de 22 jogos.


O facto de ser o primeiro jogo em que não marcam um único golo. E o primeiro jogo em que sofrem golos.


O facto de perderem o jogo em casa.


E, obviamente, o facto de o perderem contra o Porto, principal rival.


 


 


Mas o futebol é mesmo assim!


Nem mesmo os Super Wings são invencíveis, sobretudo quando se deixam intimidar pela outra equipa, e não se esforçam o suficiente para vencer.


O Porto foi um justo vencedor. 


Cabe ao Benfica, agora, tirar daqui o que for preciso para melhorar nos próximos jogos, sem se deixar afectar por uma derrota, quando no passado sofreram tantas e, nem por isso, deixaram de ganhar o campeonato.


 


 


Do jogo de ontem, ainda que não tenha influenciado o resultado, confesso que não gostei da postura do Pepe, e de algumas decisões do árbitro, que parecia ter uma certa dualidade de critérios.


Pelo lado positivo, foi bonito ver os adeptos do Benfica puxarem pela equipa até ao último minuto.


 


 


Imagem: https://www.dnoticias.pt/

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

8 Anos de Marta - O meu canto

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Há 8 anos nascia o Marta - O meu canto aqui no Sapo, com algumas expectativas mas, sobretudo, com imensa vontade de partilhar com os outros um pouco de mim, das minhas ideias, dos meus pensamentos, daquilo que escrevia quando a inspiração me batia à porta.


 


Da minha experiência, enquanto blogger, ao longo destes oito anos, guardo de positivo:



  • os vizinhos que fui conhecendo aqui no bairro, alguns dos quais acompanho e me acompanham até hoje

  • a partilha de experiências e como essa mesma partilha, de alguma forma, me ajudou ou ajudou os outros em diversas situações

  • a troca saudável de ideias e opiniões

  • os momentos divertidos que nos são proporcionados, e que nos ajudam a alienar do dia a dia

  • a solidariedade, o companheirismo, o apoio, ainda que virtual, nos momentos mais complicados

  • o reconhecimento e surpresas do Sapo Blogs 


 


Penso que esta é a primeira vez que me lembro do aniversário do blog, num dia que me marca especialmente por fazer, hoje, 17 anos que partiu a nossa gata Fofinha, que deu o mote para o primeiro texto do blog.


 


Obrigada a todos os que estão desse lado, e despendem um pouco do vosso tempo a vir até aqui a este cantinho, fazendo-me voltar, dia após dia, com algo de novo - 3378 posts no total!


Obrigada à equipa Sapo, pela forma como me recebeu e me tem apoiado ao longo dos anos, surpreendendo-me, muitas vezes, naqueles momentos em que começo a ter dúvidas sobre se fará sentido continuar com o blog.


 


E que venham muitos mais anos de Marta - O meu canto!

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Porque não perguntam aos estudantes se acham que têm férias a mais?

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A propósito deste texto da Pipoca - http://apipocamaisdoce.sapo.pt/2019/08/ferias-em-calhando-tres-meses-sao-demais.html - porque não se pergunta aos estudantes se acham que têm férias a mais, já que são eles os principais visados com a questão?


 


Na minha opinião, o problema não é a quantidade de férias que os estudantes têm, mas sim a falta de iniciativas que lhes são oferecidas, a falta de apoio aos pais para estar com eles nesta altura, e a própria era em que estamos, em que os jovens se aborrecem por tudo e por nada, e acabam por dar primazia às tecnologias, do que a qualquer outro entretimento.


 


 


Mas, se as férias de verão são demais?


Não me parece.


Para mim, pessoalmente, as férias da minha filha são uma espécie de férias para mim também. Estou, tal como ela, ansiosa para que cheguem, e triste, quando se aproximam do fim, porque já sei que nos espera um longo ano de estudos.


 


 


Se eles sofrem um desgaste assim tão grande durante o ano lectivo?


Sim, sofrem!


A nós também nos custava, quando estávamos no lugar deles, mas acreditem que agora ainda é pior.


E eles precisam de tempo para desanuviar de todo o stress, para não fazer nada, para se divertirem, para dormir, para estar com os amigos, para aproveitar o verão.


As férias que vão tendo ao longo do ano ajudam, mas não chegam.


E, por muito aborrecidos que possam estar em casa, de férias, não estariam ainda mais, se tivessem que estar fechados numa sala de aula em pleno verão?


 


 


É, realmente, nos filhos que os pais pensam, quando se queixam de férias a mais? Ou é no facto de não poderem, também os pais, estar de férias para acompanhar os filhos? No facto de não terem com quem os deixar? De não terem dinheiro para os colocar em actividades de férias?


Porque isso são questões completamente diferentes.


 


 


Pela minha experiência, de ano para ano as férias parecem passar mais depressa e, este ano, com a fase final a teminar no final de junho, só sobrou mesmo o julho e o agosto, que está quase a chegar ao fim (já!). E depois aquela meia dúzia de dias e setembro passa num instante, e lá estará ela de volta às aulas. 


Não soube a muito, pelo contrário, soube a muito pouco. 


E acredito que, à maioria dos estudantes, também!

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A perseguição continua

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No seguimento deste post a-confusao-de-uma-informacao-mal-dada, e depois de achar que o assunto já tinha ficado esclarecido, uma vez que não havia muito a fazer e a EDP não viria pôr um contador novo só porque sim, eis que senhorio e electricista voltam ao ataque, com aquilo que mais parece uma perseguição ao domicílio.


 


Final de tarde, andava eu em limpezas aqui por casa, batem-me à porta.


Quando vi que era o electricista, tive vontade de não abrir, parecia que já estava a adivinhar o que por aí vinha, mas lá abri.


O senhorio vinha também, mas disfarçou a sua presença e nunca se manifestou, deixando a missão para o electricista.


Veio então este, com uma declaração de autorização a terceiros, da EDP, para eu preencher, assinar e entregar cópia do meu cartão de cidadão, para ele poder tratar das coisas em meu nome, em Torres Vedras, porque aqui em Mafra não fazem nada.


 


 


Expliquei-lhe o que me tinham dito.


"Ah e tal, se o contador estiver avariado têm que cá vir."


Voltei a explicar que não é o caso, e não vou dizer que está, quando não está. E que já tinha falado e combinado com o senhorio esparar que a iniciativa de mudar os contadores partisse da EDP.


"Ah e tal, a EDP não vai trocar nada tão cedo, e os contadores têm que ir todos para a rua, o seu é o único que ainda não está."


Expliquei-lhe novamente que, quando for o caso, a EDP trata disso, e que aquilo que ele ia fazer, também eu posso fazer.


 


 


Foi então que, para variar, lá veio com a sua arrogância, falta de respeito e educação, reclamar que eu não faço nada, que só quero dificultar as coisas, que eu é que sei tudo e ele não sabe nada, rasgou a folha e continuou a barafustar que comigo não vale a pena falar mais, e que já teve tantos clientes e nunca viu nada assim.


Eles seguiram viagem, e eu fechei a porta, ainda parva com a lata deste homem.


 


 


Em primeiro lugar, não sou cliente dele, não o contratei nem lhe pedi nada, e não o conheço de lado nenhum para lhe dar poderes para tratar do que quer que seja.


Em segundo lugar, ele nem sequer tem que vir bate à minha porta, nem falar comigo, menos ainda para arranjar discussão.


Quem o contratou foi o senhorio, é com ele que tem que resolver as coisas. A mim, quem tem que me dizer alguma coisa, é o senhorio, sem mandar recado por intemediários.


E quando digo falar, é falar, não é mandar, impôr a sua vontade.


 


 


Esta obra foi feita por iniciativa do senhorio, que em momento algum me perguntou se eu tinha interesse, se queria, se concordava.


Se foi tudo feito legalmente e em condições, só tinha que me informar de que, para eu poder ter um contador novo, teria que ser eu a pedi-lo, e ponto final. Se eu o pedia ou não, era problema meu.


Porque é que estão tão preocupados com multas, com infracções, com o facto de a EDP pensar que estamos a roubar energia?


 


 


Começo a ficar cansada desta perseguição, desta insistência absurda.


Eu não chateio ninguém, porque raios têm que me vir chatear a mim?

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Ainda vale a pena ajudar alguém nos dias que correm?

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Apesar de continuar a fazê-lo sinto que é, cada vez mais, necessário ter cuidado com as pessoas a quem ajudamos, porque podem servir-se da nossa ajuda para seu próprio benefício.


Quem ajuda, fá-lo porque é a sua natureza, porque acha que é o correcto, aquilo que deve fazer, ou até aquilo que gostava que, algum dia, fizessem por si.


Mas, se há quem reconheça, quem agradeça, quem saiba guardar para si essa ajuda, sem qualquer outra intenção, também há quem se sirva de palavras de apoio, de compreensão, de gestos, para deturpar tudo da forma que lhe é mais conveniente, pensando apenas em si mesmo, utilizando essa ajuda como arma de luta contra outros, ou como forma de atingir terceiros.


E, quando damos por isso, estamos no meio de um fogo cruzado que nada tem a ver connosco directamente, mas em que acabámos envolvidos e do qual, com sorte, ainda saímos atingidos como dano colateral.


Ou tornamo-nos um meio para as pessoas atingirem os seus fins, atirando-nos depois aos "lobos", como alguém a quem damos a mão para depois no-la pisar, quando já não precisar, ou alguém a quem ajudamos a escalar para, depois, nos atirar lá para baixo.


Se ainda assim, vale a pena ajudar alguém nos dias que correm?


Penso que e algo tão natural e inato que, quem sempre o fez, continuará a fazer, mas talvez com mais precaução. Just in case...


 

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Balanço de um fim de semana prolongado

E lá se foi um fim de semana prolongado, em que pouco se fez, e ainda menos se aproveitou.


Por entre compras de material escolar, arrumações e uma celebração do aniversário do meu pai diferente do habitual, com o meu sobrinho a recuperar de uma cirurgia, com o tempo a não ajudar à praia nem a grandes passeios, lá houve tempo para ver um filme, e para uma saída imprevista, que deu para desanuviar.


 


 


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Na quinta-feira, comprámos o material escolar para o novo ano lectivo, como sempre, sujeito à aprovação da D. Becas.


O resto do tempo foi aproveitado para descansar e estar com as bichanas.


 


Sexta-feira, dia de férias com o qual não estava a contar, fomos comprar as coisas que faltavam e, à tarde, tirar tudo o que era do ano passado, para colocar a jeito o que vai ser para este ano.


O mais difícil é tentar arranjar mais espaço de um lado, sem ocupar do outro, trocando o sítio das coisas, mas mantendo-as todas na mesma!


 


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Foi por entre arrumações, ao tocar sem querer na placa alisadora da minha filha, que ganhei de presente esta queimadura!


 


 


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No sábado, vimos o filme "Juntos Para Sempre 2", a continuação da história do cão Bailey, que agora terá como missão tomar conta da pequena CJ, privada de estar com os avós, por uma mãe que pouco ou nada quer saber da filha.


Até ao dia em que o destino o juntar definitivamente ao seu companheiro Ethan.


E, depois de uma cena ao género "E Se Fosse Consigo", demos um saltinho à Ericeira, onde esperámos em vão, por um fogo de artifício que chegou tarde, e acabámos por não ver.


Para finalizar, um domingo entre televisão e lides domésticas, com a promessa de uma semana de férias não muito melhor.


 

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

E volta e meia, lá vêm os burlões tentar enganar mais alguém!

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Há umas semanas, tinha acabado de almoçar, em casa da minha mãe, quando fui à minha casa levar umas coisas. Na volta, vi dois homens, de pastinha na mão, a bater à porta das vizinhas. 


Avisei a minha mãe, para que esta não abrisse a porta, se lá fosse alguém bater. Voltei à minha casa para levar uma encomenda.


Ainda por ali andavam e, um deles, ao ver-me dirigir a uma casa, aproveitou e veio logo falar comigo.


 


 


Com muita (demasiada) simpatia, lá disse o nome, perguntou-me como estava, e explicou que andavam ali a falar com os moradores, para saber se estavam a pagar uma taxa qualquer (não fixei) que se aplica ao gás natural e à electricidade.


Perguntou-me se eu pagava essa taxa, e disse-lhe que não fazia a mínima ideia.


Perguntou-me se eu tinha gás natural. Respondi-lhe que não.


"Ah pois, então assim só deve pagar na conta da electricidade."


Voltei a responder que não fazia ideia.


E foi aí que ele se saiu com a frase mágica "ah e tal, se tiver aí uma factura, podemos ver já isso"


"Pois, neste momento não posso ver isso, estou com pressa, só vim deixar aqui isto e tenho que voltar ao trabalho."


"Ah e tal, mas não demora mais do que 5 minutos!"


"É como lhe disse, agora não posso. Depois vejo isso e, se for o caso, logo se vê."


E lá se foi embora, agradecendo, e dirigindo-se à próxima porta.


 


 


Em primeiro lugar,  apenas disse o nome, e nem sequer referiu de que empresa era, ou sequer explicou o que era a tal taxa de que estava a falar.


Suponho que fosse da Iberdrola, ou da Endesa, que são as que costumam actuar por aqui embora, na maioria das vezes, omitam essa informação e apenas façam menção à EDP.


Em segundo lugar,  já se sabe o que eles pretendem fazer com a nossa factura na mão. E não é boa coisa! Normalmente, retiram os nossos dados e, quando menos esperamos, passamos a ter um qualquer contrato com outra empresa, sem sabermos.


 


 


À porta de uma vizinha, foram os dois. Enquanto ela mostrava a factura e ia respondendo às perguntas, o outro tomava notas. Quando se apercebeu disso, e como já tinha sido enganada uma vez, mandou-os embora. Não se sabe se a tempo de evital males maiores.


À minha mãe, também foram, mas ela nem sequer abriu, escaldada que está, e de sobreaviso.


 


 


A forma de actuar é quase sempre a mesma.


Pedem a factura, com a desculpa de que querem ajudar as pessoas a poupar, a pagar menos, com a oferta de descontos ou outra do género, e preenchem formulários de adesão com os dados da pessoa.


Por norma, costumam dizer que fica tudo igual, mas passam a pagar menos no final do mês. Não explicam que a pessoa deixa de ter contrato com determinada empresa, e passa a ter com outra.


No fim, pedem à pessoa para assinar o formulário para ter direito à ofertas/ promoções ou, por vezes, com a desculpa de que é só para os superiores saberem que a pessoa tomou conhecimento e que eles fizeram o seu trabalho.


 


 


Dias depois, a pessoa, através de carta ou outro contacto, fica a saber que o seu contrato mudou para outra empresa, quando nunca fora isso o pretendido. 


E são problemas e chatices a dobrar, a partir daí, para reparar os erros e voltar a repôr tudo como estava antes.


 


 


Por isso, nunca é demais relembrar (até mesmo para os mais novos e melhor informados):


- se vos baterem à porta e virem pessoas a pares, ou uma sozinha com uma pasta na mão, e desconfiarem, optem por não abrir a porta, sobretudo se estiverem sozinhos


- se por acaso abrirem, e estiverem acompanhados, peçam ajuda a alguém que esteja convosco, em caso de dúvidas; se estiverem sozinhos, apenas oiçam, fiquem com o contacto e digam que ligarão mais tarde


- nunca, mas mesmo nunca (a não ser que estejam bem informados e cientes do que querem), dêem qualquer factura para a mão dessas pessoas, ou forneçam informações vossas, que possam vir a ser usadas indevidamente


- nunca, mas mesmo nunca (a não ser que estejam bem informados e cientes do que querem), assinem qualquer documento que vos peçam para assinar


 


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terça-feira, 13 de agosto de 2019

A Caminho de Casa (A Dog's Way Home)

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Quem gosta de animais sabe que se cria sempre, entre o animal e o dono, uma relação especial e, quase sempre, essa relação de amizade/ amor incondicional é explorada nos filmes sobre animais.


Em "A Caminho de Casa", essa fórmula também está presente mas, atrevo-me a dizer, a relação entre a cadela Bella e o seu dono, Lucas, foi pouco explorada, trabalhada ou aprofundada, tornando os animais presentes ao longo do filme: a mãe gata, a puma (gatona), e até alguns amigos caninos que ela vai fazendo na sua jornada, as verdadeiras estrelas do filme.


 


 


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"A Caminho de Casa", conhecido em inglês por "A Dog's Way Home", foi inspirado no livro do autor W. Bruce Cameron, que também escreveu "Juntos para Sempre", o que já prometia um filme cheio de emoções, e boas expectativas, tendo em conta o antecessor.


O trailer, bem como a sugestão da Anabela, ajudou à decisão de "próximo filme a ver sem falta"!


 


 


 


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Uma cadela vive com os seus filhotes, juntamente com uma gata e as suas crias, numa casa em ruínas, prestes a ser deitada abaixo e o terreno limpo.


Lucas é um estudante de medicina veterinária, que trabalha como voluntário num hospital local. É ele que leva comida para alimentar estes animais, que ele sabe que lá estão mas que, tanto o dono como o Controle de Animais, afirmam já não existir.


É lá que, após ver a sua mãe ser capturada, e ter sido protegida pela mãe gata, Bella arrisca a sua sorte e dá-se a conhecer a Lucas, sendo adoptada por ele.


E assim vive os dias mais felizes da sua vida, enquanto vai crescendo. 


Mas sabemos que os cães costumam ser mais dependentes dos donos e, quando eles não estão, torna-se mais difícil entreter-se sozinhos, acabando por fazer algumas asneiras que lhes podem sair caras.


É o que acontece, um dia, a Bella.


 


 


 


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Depois de alguns dias mais complicados, em que Bella se viu obrigada a estar separada de Lucas, sem perceber bem porquê, ela decide fugir e voltar para a casa do seu dono. Só que ela está muito longe, e muita coisa irá acontecer pelo caminho.


Uma delas é a relação que desenvolve com uma puma bebé, de quem ela se torna "mãe", após a mãe puma ser morta por caçadores. Uma bebé que vai crescendo e que, às tantas, fica maior que Bella!


Até ao dia em que se vêem obrigadas a separar-se...


 


 


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Aliás, quase todo o percurso de Bela é feito de separações daqueles que lhe são mais queridos.


Primeiro da sua mãe, depois da mãe gata, Lucas, a puma, o seu amigo canino Dutch...


Se são de lágrima fácil, aconselho a munirem-se de pacotes de lenços porque o filme vai, quase do início ao fim, mexer com as emoções e puxar pelas lágrimas.


 


 


A Caminho de Casa mostra como, tão ou mais forte que a amizade e a relação entre animais e humanos, podem as mesmas ser entre animais de diferentes espécies.


Mostra também como podem os animais ser tão leais aos seus donos, ainda que estes apenas mostrem desprezo.


Para além disso, dá-nos a conhecer a forma como os animais podem ajudar as pessoas, nomeadamente, na depressão, ou em outras patologias.


 


 


Não gostei, no entanto, da forma como foi abordada a relação que um sem abrigo criou com Bella. É certo que muitos se aproveitam dos animais para chegarem ao coração e carteira das pessoas e obter maior solidariedade. Mas também é verdade que muitos tratam bem os animais de rua, abandonados, por vezes atér mesmo partilhando o pouco que têm com eles, e protegendo-os.


Foi assim que começou esta relação, mas depressa se percebeu que havia muito mais ali. Bella era a única companhia deste sem abrigo, mas também a sua forma de sustento. A obcessão por Bella, e por não morrer sozinho era tal que, mesmo à beira da morte, em vez de a soltar da corda que a prendia, a acorrentou a si próprio, privando-a de tudo e deixando-a, igualmente, entregue à morte...


 


 


Daqui até ao final, lamechas como sou, fui tudo visto por entre soluços, lágrimas e assoadelas, à espera que o filme chegasse logo ao fim!


Se valeu a pena? Totalmente!


Só tenho pena de ainda não estar à venda o livro em Portugal.


 


 


Aqui fica o trailer:



 

Ver filmes em DVD é algo ultrapassado?

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Talvez...


Mas, para mim, continua a ser intemporal, e diferente, sobretudo, quando falamos de filmes de animação.


Eu ainda tenho aquela espécie, cada vez mais rara, que é um leitor de DVD/CD, comprado há uns bons anos, quando o meu anterior avariou. Ainda funciona, apesar da porta partida.


Passam-se dias e até meses, em que ninguém lhe dá uso. Mas, quando nos apetece, lá pegamos num dos DVD's da colecção que a minha filha tem. E vêmo-lo!


 


 


Hoje em dia, tudo se saca da net, tudo está disponível num qualquer canal de tv ou plataforma de streaming. Mas não é a mesma coisa!


Falta a interactividade, os jogos, os quizz's, as músicas, que vêm com o DVD, de bónus.


Ainda me lembro das montagens que dava para fazer com as várias personagens, no DVD do Shrek, por exemplo. 


 


 


 


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Ontem, a minha filha foi recordar os momentos de infância com um DVD da Barbie. Já nem me lembrava de como as músicas desses filmes eram tão bonitas. E das mensagens que cada um deles transmitia. No final, lá estava o menu, com as várias opções à escolha: um botão para pentear o unicórnio, outro para ouvir a música principal, cantada pela artista, e por aí fora.


 


 


Por isso, enquanto durar, lá vai ficar o leitor, e a colecção de DVD's!


E por aí, ainda costumam ver filmes em DVD, ou já se deixaram disso?


 

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Bite Club

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Um casal surfa numa praia da Austrália, enquanto decide qual o melhor destino para a sua lua de mel. 


Ele sugere saírem da água. Ela desafia-o para uma última onda.


Zoe é a primeira a ser atacada pelo tubarão. Dan tenta socorrê-la mas é, também ele, atacado.


Ambos conseguem chegar à praia, onde se percebe que estão feridos com alguma gravidade, sobretudo Dan, que ficou sem parte de uma perna.


É ainda na praia que o casal se separa, para só se voltar a reencontrar dois anos depois.


 


 


Tanto Zoe como Dan são detectives, foi lá que se conheceram e é lá que terão de aprender a lidar, novamente, um com o outro, agora apenas como colegas de trabalho, já que Zoe namora com Kristof, o psicólogo que a acompanhou após o acidente e o desaparecimento do noivo.


É óbvio que Dan ainda ama Zoe e ela, provavelmente, sente o mesmo por ele, embora esteja magoada pelo abandono e ausência de notícias durante os dois anos após o acidente, quando era suposto terem casado e ido de lua de mel.


Dan não soube lidar com o acidente, com a sua deficiência e optou por afastar-se, voltando agora ao serviço, e com o propósito de ajudar outras pessoas que tenham sido mordidas por tubarões, naquele a que se poderá apelidar de Bite Club.


 


 


Mas Bite Club vai além da tragédia dos tubarões.


Para além de desvendarem vários casos, ao longo dos episódios, Dan e Zoe terão também que descobrir quem é o serial killer que deixa sempre nas suas vítimas a marca de uma dentada, e lhes retira um dente.


Um serial killer que está a chegar cada vez mais perto deles, e de quem nunca se sabe o que esperar.


 


 


Bite Club tinha tudo para ser uma excelente série de suspense, se não nos tivesse mostrado, logo no primeiro episódio, quem era este serial killer, deixando apenas por descobrir quem será a sua próxima vítima, e como o irão conseguir desmascarar.


É uma série de 8 episódios, soft, descontraída (apesar dos crimes), com a bela praia Curl Curl Beach como cenário, que se vê bem, mas que acaba por ser mediana.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Saídos do baú

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Já lá vão mais de 20 anos, e não me recordo bem, mas penso que tinha duas capas, uma rosa e uma azul, com estes cadernos lá dentro. Eram os meus livros de Português do 10º ano. 


Ainda guardo alguns manuais de quando eu estudava, e estes cadernos de literatura fui buscá-los, no outro dia, ao baú, para mostrar à minha filha. 


Alguém por aí também teve estes cadernos?


 

Vis a Vis

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Não vi esta série do início, nem acompanhei todos os episódios.


O meu marido foi-me fazendo o resumo dos primeiros episódios, eu fui acompanhando outros com ele, quando calhava, e só mesmo os episódios finais é que vi, do início ao fim.


Pelo que o meu marido me ia contando, parece que perdi (felizmente) os episódios mais violentos e que poderiam, eventualmente, causar-me insónias ou pesadelos.


 


 


Macarena é uma jovem apaixonada pelo seu chefe e, como tal, acaba por se envolver nos seus crimes, sendo detida e enviada para a prisão espanhola Cruz Del Sur, em prisão preventiva, um estabelecimento prisional para mulheres que se quer distinguir pela sua política de reintegração.


Macarena era uma mulher simples e ingénua, mas vai-se transformar completamente dentro daquele estabelecimento prisional, onde, como é habitual, prevalece a lei do mais forte.


É lá que ela vai conhecer Estefânia , mais conhecida por Caracóis, de quem se vai tornar amiga e, mais tarde, namorada.


 


 


Do lado das “boas” estão ainda Sol e Antónia, duas das mais velhas, e Teresa, a drogada do grupo.


Já do lado das “más”, há duas inimigas com quem Maca terá de lidar:


Zulema, a árabe, que tem uma personalidade muito forte e peculiar, com uma enorme inteligência, e tudo fará para sair daquela prisão, nem que para isso tenha que sacrificar as suas companheiras, ou aliar-se, estrategicamente, às suas inimigas, por um bem maior. É a detida que mais dores de cabeça dá aos vigilantes e, até mesmo, à directora e aos inspectores.


Zulema e Saray andam sempre juntas, são uma espécie de amigas, mas Saray consegue ter a condescendência e discernimento, apesar de em muitas ocasiões agir por impulso, que falta a Zulema.


 


Anabel, a psicopata, sem qualquer tipo de sentimento por quem quer que seja., e capaz das maiores atrocidades que possam imaginar, desde mutilar as reclusas, até usá-las como escravas sexuais, alugando-as a quem lhes pagar para tal.


É a reclusa que mais dinheiro tem lá dentro, graças ao negócio da droga e, por isso, com muitas aliadas compradas para a servir e fazer o trabalho sujo.


 


 


Em Cruz del Sur, existe um médico, que se aproveita das reclusas que precisam para lhes dar o que querem, a troco de favores sexuais. E um vigilante violador. Uma directora influenciável e pouco profissional.


A acção, que se complementa e relaciona, vai-se passando, alternadamente, dentro da prisão, onde Macarena tem que enfrentar toda esta nova realidade e adaptar-se ás regras do jogo, e fora da prisão, onde o pai e o irmão tentam descobrir onde está o dinheiro desviado, que poderá comprar a liberdade de Maca, ao mesmo tempo que o namorado egípcio de Zulema também anda à caça do dinheiro, para livrar a namorada da prisão.


 


 


Quem chegará primeiro ao dinheiro, como escaparão elas daquele inferno, e quem sairá ileso ou vivo desta história, é aquilo que vamos descobrindo, à medida que Macarena se começa a afirmar dentro da prisão, e a tornar-se líder.


A que preço o conseguirá, e se continuará assim por muito tempo, só vendo as duas temporadas que faltam, e que ainda não chegaram à Netflix.


 


 


Para quem acompanhou La Casa de Papel, vai lá encontrar duas caras conhecidas, sendo que a segunda, se não me dissessem, apesar de agora encontrar diversas semelhanças entre personagens, nunca lá chegaria!


Não aconselhável a pessoas sensíveis a imagens e cenas chocantescom tendência a enervar-se.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Reflexão do dia

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"Por vezes, as pessoas estão tão focadas ou obcecadas em querer fugir, que nem se apercebem que não sabem, sequer, para onde ou para quê fugir..."

Portugal é um país onde tudo é permitido?

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Dizem que Portugal é um país de brandos costumes, onde as regras e as leis pouco se cumprem, onde os infractores, na maioria das vezes, ficam impunes.


Também dizem que somos um povo acolhedor, que sabe receber bem, quem vem de fora.


 


 


Não sei se será por isso que alguns estrangeiros deduzem que podem chegar cá e fazer tudo o que lhes apetecer, porque nós aceitamos na boa, sem stress.


Sabendo nós como são rígidos outros países, no que respeita ao cumprimento de determinadas regras de convivência em sociedade, na exigência de determinados comportamentos, para com os outros, para com os espaços públicos, para com o ambiente, não se percebe como, chegando a Portugal, não agem de igual forma.


Talvez, para eles, o seu próprio país seja uma espécie de "escola", onde todos têm que ser bem comportados, e Portugal o "recreio", onde podem descontrair e descompensar.


 


 


Por vezes, até me pergunto se, por exemplo, os sinais e regras de trânsito em Portugal serão diferentes dos outros países? E, já agora, as boas maneiras?


Ainda ontem vinha uma família de estrangeiros numa rua em sentido proíbido, como se nada fosse.


No outro dia, na fila para o autocarro, puseram-se à frente de quem já lá estava, como se fosse algo absolutamente normal, até que lhes chamaram a atenção de que aquilo era uma fila por ordem de chegada, e tinham que ir para trás.


Nas esplanadas, é vê-los à vontade, com os pés em cima das cadeiras, como se estivessem no sofá, nas suas casas.


 


 


Será, Portugal, um país onde tudo é permitido?

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Provei e gostei!

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Já conhecem os novos iogurtes da Mimosa - Cremoso Zero?


No fim de semana fui às compras sozinha. O meu marido ficou de ir lá ter mais tarde. 


Como já tinha as compras todas no carrinho, e ele ainda demorava, fiquei por ali a fazer tempo, e calhei ver estes iogurtes.


 


 


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Trouxe estas duas veriedades para experimentar: morango/ melancia e maçã/ ananás.


São bons, frescos, ideais para o verão, e diferentes dos sabores a que estamos habituados.


Gostei!


 

Ritual de praia, de geração em geração

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Começou quando eu ainda era pequena, e tem-se mantido, com algumas interrupções pelo meio, até hoje, o ritual das nossas idas à praia, durante todos os dias das férias!


 


Em casa, pela manhã, a preparação das mochilas com as toalhas, brinquedos (quando era o caso), raquetes, protector solar, e o lanche.


A seguir ao almoço, a caminhada até à paragem do autocarro, onde esperávamos ansiosos pela sua chegada, juntamente com as outras pessoas, muitas delas vizinhos ou conhecidos, que iam para o mesmo destino. 


Chegávamos cedo à praia, pelo que ainda não se podia ir ao banho. Assim, depois das toalhas estendidas e do protector colocado, jogávamos raquetes, para passar o tempo até à hora abençoada em que nos diziam "já podes ir à água".


A partir desse momento, era água, toalha, raquetes, água, toalha, lanche e assim, sucessivamente, até ao momento em que olhávamos para o relógio, e estava na hora de começar a arrumar tudo, para irmos apanhar o autocarro de volta para casa.


Por vezes, quando nos esticávamos mais do que devíamos, lá tirávamos o biquini molhado. À saída da praia, limpar os pés para tirar a areia, sentados num banquinho ou no próprio muro da praia.


 


Praia não era praia sem um gelado e, assim, na caminhada para o autocarro, era feita a paragem obrigatória na barraquinha dos gelados ou, mais tarde, no bar da praia. Quase sempre, gelados baratos: Mini Milk, Epá, Perna de Pau, Pé (que eu quase sempre deixava cair metade no chão) ou Calipos, no caso da minha filha.


 


A própria caminhada faz parte do ritual. Com algumas mudanças de local, ao longo dos anos, ou tínhamos uma subida íngreme, mas muito mais perto da praia, à nossa espera, ou uma caminhada de cerca de meia hora, até ao terminal. 


Numa ou noutra, enquanto saboreamos o gelado, vamos observando os veraneantes, o mar com o sol a pôr-se, as gaivotas e os gatos que por ali andam, aqueles que estão a chegar a essa hora, e os que partem ao mesmo tempo que nós.


 


E, já no autocarro, um último adeus à praia, até ao dia seguinte, e por aí em diante, até ao último dia das férias, em que a despedida é até ao ano seguinte.


 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

O Farol Em Cada Um de Nós, de Gabriela Gonçalves Ferreira

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Por vezes, na vida, sentimos necessidade de nos aventurarmos, de sair da nossa zona de conforto, de ir em busca de coisas novas, de algo que sentimos falta e não encontramos na vida que levamos diariamente.


É aquela eterna insatisfação, aliada à vontade de querer sempre mais, de querer ir mais além, de querer saber o que há do outro lado, de rumar ao desconhecido, de nos desafiarmos.


 


 


Sejam elas acertadas ou não, são as escolhas que fazemos, o caminho que seguimos, as decisões que tomamos.


Nesses momentos, é importante saber que, independentemente de tudo, contamos com o apoio daqueles que amamos, da família, dos amigos.


Afinal, eles são o nosso farol, aquele que, mesmo à distância, nos guiará nessa aventura a que nos propusemos. Connosco, levamos tudo o que nos transmitiram, os valores, a educação, o carácter...


Sem esse apoio, iríamo-nos sentir perdidos, sem rumo, não só sem saber para onde ir mas, sobretudo, para onde voltar.


 


 


Sim porque, mais cedo ou mais tarde, vai chegar a hora em que iremos querer voltar às nossas raízes, ao nosso porto de abrigo, ao berço de onde partimos, no fundo, ao nosso lar.


E se, por vezes, a experiência não corre bem, outras há em que absorvemos, aprendemos, disfrutamos, usufruímos, assimilamos tudo aquilo que nos foi dado a conhecer.


Quando lá estamos, acabamos por deixar um pouco de nós e, quando voltamos, trazemos um pouco daquilo que experienciámos em cada parte do caminho e da aventura.


Voltamos mais ricos, não só pelas novas descobertas, mas porque passamos a ver com novos olhos aquilo que deixámos para trás, como se também aquele mundo, que sempre conhecemos fosse, agora, um novo mundo.


Então, percebemos que, por vezes, aquilo que procuramos está bem mais perto do que imaginamos. Por vezes, até mesmo dentro de nós. Mas, só nos afastando, conseguimos ver...


 


 


Adorei esta história da Gabriela, e penso mesmo que deveria ser uma história partilhada em sala de aula, com os alunos porque é uma história simples mas, ao mesmo tempo, com uma importante mensagem. E, de certa forma, fala de sonhos, de imaginação, de aventuras, algo que falta cada vez mais às crianças e jovens de hoje.


 


 


Sinopse



PT:


Um dia, alguém mostrou à menininha até onde viajar poderia levá-la.


Ela aprendeu o quão longe ela poderia chegar se ela simplesmente se deixasse ir.


 


EN:


One day someone showed to the little girl where travelling could take her. She learn ed how far she could go if she just went.


 


 


Autor: Gabriela Gonçalves Ferreira


Data de publicação: Abril de 2019


Número de páginas: 116


ISBN: 978-989-52-5311-1


Colecção: Palavras Soltas


Idioma: Pt/En


 


 



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Sistema Color ADD - para praias inclusivas

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No fim de semana fomos dar uma voltinha até à praia.


Não estava bom para banhos de sol, mas aproveitámos para estar na esplanada do bar, passear ao longo da praia e usufruir do ambiente que por ali se vivia, com música brasileira ao vivo, transportando-nos para uma qualquer praia no Brasil!


 


 


Descemos a rampa que dá para a praia e, às tantas, deparo-me com este cartaz.


Desconhecia este sistema, nem tão pouco tinha visto antes nas praias que frequentamos.


Mas gostei da iniciativa!


 


 


 


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ColorAdd é um sistema de identificação de cores para daltónicos, desenvolvido por Miguel Neiva, designer gráfico português e professor da Universidade do Minho, que se apoia nas cores primárias como ponto de partida (ciano, magenta e amarelo), às quais foram acrescentadas o preto e o branco.


Para cada uma destas cinco cores foi criado uma forma geométrica básica. A conjugação destes símbolos básicos permite representar simbolicamente todas as cores existentes.


 


 


Desde a sua criação, o sistema ColorADD tem sido aplicado em várias situações, principalmente em Portugal:



  • Hospitais: em pulseiras de pacientes, embalagens de comprimidos e linhas de percurso pintadas no chão

  • Escolas: lápis de cor Viarco, blocos de notas de estudantes

  • Transportes: mapas de redes de metro, semáforos e parques de estacionamento

  • Acessibilidade: sinalética, embalagens, serviços postais

  • Vestuário, etiquetas de roup


E, agora, ao que parece, chegou também às praias!

Os "lobos solitários" deste mundo

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Existe muitos por este mundo fora:


 


Os antissociais, que preferem não ter que lidar com pessoas no seu dia a dia, a não ser o estritamente necessário e, por isso, preferem viver isolados.


 


Aqueles que têm um grande número de amigos, que conhecem muita gente e que se inserem e adaptam facilmente em qualquer ambiente mas, depois, , quando chegam a casa, vivem de forma solitária. Por vezes, acabam por dedicar o seu tempo e compensar essa "solidão" com os animais, ou outras causas sociais.


 


Os que têm dinheiro para tudo o que se possa imaginar, mas que não podem comprar aquilo que mais gostariam de ter.


 


Os que têm capacidades extraordinárias, mas que acabam por dificultar mais do que ajudar a vida de quem as têm.


 


Os que, pelas mais variadas circunstâncias da vida, por sua culpa ou não, perderam aqueles que mais amavam na vida, sem retorno.


 


E por aí, conhecem alguns "lobos solitários"?

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Quando os novos manuais escolares chegam a casa!

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É uma alegria!


Um momento mágico!


 


 


Abrir a caixa e tirá-los lá de dentro, novos, brilhantes, impecáveis.


Retirar o plástico dos que vêm embalados, cheirá-los, manuseá-los pela primeira vez.


Abri-los e descobrir aquilo que se irá aprender no próximo ano lectivo, e criar logo ali, consoante as matérias, uma empatia ou antipatia pelas mesmas.


 


 


Plastificá-los, se for o caso, identificá-los com etiquetas, e colocá-los no lugar dos antigos, que agora se arrumam noutra secção, até ver.


 


 


E ali ficam eles, a postos, até setembro. 


Daí em diante, podemos passar a querer vê-los à distância, e tudo pode acontecer com eles, chegando ao final num estado pouco recomendável.


Mas, até lá, vamo-los admirando...


 


Se uma determinada gata não se armar em guardiã, e não nos deixar sequer tocar neles!

À Conversa com Paulo Cordeiro

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Paulo Cordeiro apresenta o Vol. 1 do projeto Sementinha Musical, que tem como objetivo motivar as crianças à comunicação e à socialização, com a ajuda daqueles que mais gostam delas, brincando com a música.
Canções como: Tic Tac, Cai Cai Balão, O Comboio, O Brinquedo e muitas outras vão encher de alegria as atividades de todas as crianças.


Para saber mais sobre este projecto e o seu mentor, aqui fica a entrevista a Paulo Cordeiro:


 


 


 


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Quem é o Paulo Cordeiro?


O Paulo Cordeiro é um rapaz que nasceu numa pequena aldeia do concelho de Alcobaça.


Aos 13 anos começa a aprender música na Sociedade Vestiarense, inicia os seus estudos com um instrumento um pouco invulgar no panorama musical, chamado Bombardino (eufónio).


Mais tarde começa os seus estudos no trombone de vara, instrumento de eleição, até aos dias de hoje. Faz a formação superior, via ensino da música (trombone) e começa a dar as suas primeiras aulas de trombone no Conservatório do Baixo Alentejo (Beja).


Em paralelo e para equilibrar o seu orçamento mensal, inicia o ensino da música a idades precoces.


Deparando-se com alguns obstáculos de obtenção de material didático, começa por construir o seu próprio material para as suas aulas, fazendo adaptações, arranjos musicais e originais para os mais pequenos.


Segue a paixão de compor canções infantis interativas, para crianças à medida da sua necessidade.


 


 


Em que momento surgiu a sua paixão pela música?


Desde muito pequeno, o Paulo Cordeiro gostava de aprender a tocar um instrumento musical, mas não tinha possibilidades económicas para o fazer.


 


 


O Paulo é, para além de músico, professor. De que forma é que a música e o ensino se podem complementar?


Na minha opinião, o músico precisa de tocar, mas nem sempre é possível fazer vida a tempo inteiro, só como instrumentista e precisa de ensinar para completar o seu equilíbrio financeiro e familiar. No meu caso, não será só por questões financeiras, mas também a paixão pelo ensino.


 


 


Pode-se dizer que o trombone é o seu instrumento de eleição?


Sim, é o meu instrumento de eleição. Sendo um instrumento pouco usual, gosto mostrar aos alunos e aos mais “preconceituosos”, que este instrumento tem muitas potencialidades que muitas das vezes não sobressaem à primeira vista e para isso tento usar outras estratégias, usando como por exemplo, uma loop station com o trombone, na execução de temas que marcaram gerações, como por exemplo "Viva la vida", dos Coldplay, "Girls Like You", de Maroon 5, "Havana", de Camila Cabello, "Say you won’t go", de James Artur, entre outros.


 


 


 


 



 


Como é que nasceu o projeto “Sementinha Musical”?


O projeto “Sementinha Musical” nasce no momento que inicio as aulas a crianças com idades precoces. Ao iniciar estas aulas, sinto que não sei passar a mensagem musical aos alunos.


Tento arranjar estratégias novas, como por exemplo, jogos musicais, arranjos de temas conhecidos, adaptações musicais, etc.


A procura exaustiva de material novo, leva-me a perceber que existe uma grande lacuna de material didático, para estas idades, pelo menos no nosso país.


Existiam cd’s infantis, mas recorrendo na sua maioria das vezes às canções tradicionais, já muito usadas. Com todo o respeito que tenho pelas mesmas, pensei que seria útil para mim, fazer o meu próprio repertório, usando novas músicas e instrumentais e assim, podendo também partilhar com os professores, os pais, avós ou qualquer outra pessoa que tivesse com a criança.


 


 


Qual é o principal objetivo do “Sementinha Musical ”?


É partilhar as músicas e a minha paixão por construir novas estratégias de ensino, que complemente o ensino escolar no crescimento de todas as crianças.


 


 


Este projeto destina-se a bebés e crianças até aos 5 anos. Existem diferenças significativas na forma como os mais novos absorvem a música que lhes chega, consoante as idades de cada um?


Sim, existe!


Eu posso usar a mesma música em idades diferentes, mas para isso devo usar também diferentes estratégias de ensino. As crianças têm formas diferentes de escutar, de criar e explorar os sons que as rodeiam, dependendo da sua vivência quotidiana e do seu nível de desenvolvimento.


 


 


Para além do “público-alvo” – bebés e crianças – este projeto didático dirige-se também aos pais e/ou educadores?


Sim!


Este é um projeto que só está completo, quando a criança está com um adulto. As músicas, são construídas, por forma, a que exista sempre interação entre a criança e o adulto.


 


 


Na sua opinião, o que faz falta às crianças, na aprendizagem, nos dias que correm, e o que têm hoje de benéfico, que antes faltava?


Na minha opinião, hoje em dia a criança tem falta de liberdade para criar autonomamente. É demasiadamente protegida, com muitas limitações, muitas vezes não existindo espaço para crescer, brincar e aprender ao seu próprio ritmo.


Por outro lado, existe mais informação, mas que muitas das vezes são os adultos a fazerem as escolhas pelas crianças e a não deixarem que estas, aprendam pela descoberta e pelo erro.


No passado, a grande dificuldade, era o acesso ao conhecimento, levando os próprios pais a construírem para os seus filhos os materiais didáticos, recorrendo ao que lhe era mais próximo.


Exemplo disso era, a aprendizagem de canções aprendidas oralmente por gerações e gerações, construção de cavalinhos com cabos de vassoura, carro de rolamentos, etc. A criança crescia de uma forma mais natural e mais autónoma.


 


 


“Sementinha Musical 1” foi editado a 5 de julho em formato digital. Qual é o próximo objetivo a cumprir?


O próximo objetivo é o de continuar a “semear” este projeto, levando-o, o mais longe que conseguir, partilhando e desfrutando do gosto de criar estratégias de ensino que vá complementar o crescimento e desenvolvimento da criança.


 


 


De que forma é que o público poderá acompanhar o Paulo Cordeiro?


Neste momento, o público poderá acompanhar o Paulo Cordeiro, nas sessões para bebés que vão acontecendo por este pais, oficinas musicais para escolas e colégios, nas redes sociais, nas plataformas digitais e também em concertos.


Neste momento leciona, trombone e música para bebés no Conservatório de Música de Sintra.


 


Muito obrigada!


 


 


 


Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também a imagem e o audio.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Problemas com a configuração das redes sociais

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De há uns tempos para cá, acontece-me ter que revalidar a configuração das redes sociais, para que os posts do blog sejam automaticamente partilhados no facebook respectivo, várias vezes por semana quando, antigamente, a mesma era pedida uma vez por mês, se tanto.


 


Também vos acontece, ou é mesmo um problema exclusivo dos meus blogues?


 


É que não faz muito sentido estar a fazê-lo quase diariamente, para que os posts sejam partilhados, quando nem sempre estamos por cá para actualizar as configurações.

Primeiro dia de Agosto e eu...

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... ainda só consegui apanhar duas tardes razoáveis de praia


... ainda não consegui largar o casaco durante o dia (por vezes até dois)


... ainda durmo com a mesma roupa de cama que tinha no inverno, e tapada até ao pescoço 


 


 


Estamos em Agosto, meados do verão, e nem parece que ele chegou.


Longe vão os tempos em que vínhamos da praia quase às 20h, e havia apenas aquele ventinho fresco. E os dias pareciam maiores.


Este ano, parece que ainda estou algures entre o outono e a primavera envergonhada, às 18h já quase não se pode andar na rua e os dias parecem mais pequenos.


 


E se, há uns anos, nesta altura, as nossas gatas andavam por todos os cantos da casa à procura de um sítio fresco para se deitar, ainda na noite passada, uma delas quis ir para dentro da cama dormir!

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!