sexta-feira, 29 de novembro de 2019

O que é isso do espaço nas relações?

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Muito se fala, hoje em dia, do espaço nas relações.


Mas, afinal, o que é isso do espaço nas relações?


O que significa e em que consiste, na prática, esse espaço?


 


É muito simples.


Seja em que relação for, amorosa, de amizade, ou familiar, essas relações envolvem sempre duas pessoas que, antes de constituírem, em conjunto com a outra, essa mesma relação, têm a sua própria individualidade.


E é essa individualidade que deve ser mantida, ainda que apenas em parte.


Tal como no diagrama, nenhuma das pessoas se anula, nem anula totalmente a outra. Passam sim, a coexistir também, na nova relação formada.


Esse espaço, que não foi fundido, é o espaço que todas as relações necessitam, para permanecerem saudáveis.


Caso contrário, quando uma anula a outra, ou se deixa anular, é como se deixasse de existir enquanto pessoa, com a sua personalidade própria, e passasse a viver apenas para aquela relação, ou para o outro.


E isso, a longo prazo, torna-se sufocante, desgastante. Como um vírus que irá acabar por destruir a relação, e deixar mazelas na pessoa que deixou de existir.


 


 


De acordo com a psicóloga Cláudia Morais, a forma como cada uma das pessoas cresceu e viveu até ali, num ambiente de caos e ansiedade, ou num ambiente de segurança e liberdade, pode influenciar a forma como a pessoa depois age na relação, exigindo muitas vezes, do outro, aquilo que mais lhe faltou ou, da outra parte, aquilo que sempre teve e quer manter.


Cabe a cada membro da relação perceber que, ao mesmo tempo que mantém a sua individualidade e características só suas, tem agora também que pensar no outro, e na relação que está a construir, de forma equilibrada.


 


Cada um de nós tem a sua cor de origem, e a cor que resulta das várias relações que vamos estabelecendo ao longo da vida. Podem, e devem coexistir ambas, em simultâneo.


 


Artigo completo AQUI


 


 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Os homens também trabalham nas limpezas?!

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Já tenho visto homens a limpar janelas de prédios ou montras de estabelecimentos, mas foi a primeira vez que vi um homem a fazer limpezas num serviço público onde, até então, sempre tinha visto mulheres.


E porque não?


É um trabalho digno, como qualquer outro, e os homens podem limpar tão bem ou mais que as mulheres, sem medo de deitar mãos a um balde, uma vassoura ou uma esfregona.


Fiquei positivamente surpreendida embora, a situação em si, talvez indique que, hoje em dia, quer sejam homens ou mulheres, as pessoas têm que se agarrar a qualquer trabalho que as faça ganhar dinheiro suficiente para sobreviverem, mesmo que sejam limpezas, algo do qual quase todas fogem.


 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Quando as pessoas só olham para o seu próprio umbigo...

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... e a consideração só funciona num sentido.


 


Não se passou comigo, mas com alguém muito próximo, e fico parva com tamanho descaramento, falta de noção e atrevimento de certas pessoas que, mesmo não sendo chefes, julgam que podem mandar e, não sendo deuses, julgam que tudo deve girar à sua volta e de acordo com os seus interesses, e que todos têm a obrigação de estar ali sempre à sua disposição.


 


Mas quem tem culpa, nem são essas ditas pessoas. São aqueles que, podendo, nada fazem para impedir ou travar situações como estas. São aqueles que lhes permitem ter as costas quentes, fazer a vida negra aos colegas, e ficar sempre bem na fotografia e a rir-se, no final.


Porque, como é óbvio, enquanto essas pessoas puderem fazer o que fazem e continuarem a sair impunes, enquanto os outros se vêem "obrigados" a sair, quer pelo mau ambiente, quer porque foram ameaçados, quer porque conseguiram correr com eles, de forma desleal, continuarão a agir da mesma forma, sabendo que nada lhes acontecerá.


 


Deve haver consideração pelos colegas, sim. Sobretudo, se a necessidade se justificar por motivos de força maior. Mas sempre com a noção de que é um favor que se faz, e não uma obrigação. Com a noção de que também as outras pessoas têm a sua vida, e nem sempre é possível alterar.


 


Na situação em questão, existe um funcionário, mais antigo no posto, cuja mulher está a fazer tratamentos contra o cancro e, como tal, de forma a acompanhá-la, tem muitas vezes que sair mais cedo, necessitando que os restantes colegas assegurem o trabalho.


Até aí, tudo bem. Desde que não haja inconveniente da outra parte, nem cause transtorno, uma pessoa compreende.


Que esse mesmo funcionário tenha que faltar de manhã, para ir tratar de assuntos pessoais e, ainda assim, tenha que sair mais cedo à tarde, para acompanhamento ao cônjuge, já começa a parecer abuso.


Que o dito funcionário exija que o colega, que fez o favor de o ir substituir de manhã, ainda assim tenha que o render mais cedo, à tarde, já é uma total falta de respeito e de consideração, de alguém que só olha para o seu próprio umbigo, sem se preocupar minimamente com os outros.


 


O meu marido, que trabalhou ali naquele posto das 17 às 21h, e que depois foi entrar noutro serviço, das 0 às 9 da manhã, em vez de vir para casa dormir, teve que ir substituir o dito colega, das 10 às 12h, a pedido do supervisor, tendo ficado acordado com este que, nesse dia, em vez de entrar às 17h, como habitual, entraria às 19h.


 


Mas o colega que, além de ter entrado mais tarde, também teve que sair mais cedo, queria que o meu marido entrasse à mesma hora de sempre. E ficou furioso quando isso não aconteceu. 


Para além de não perceber que as pessoas têm que descansar, que o meu marido ainda teria que apanhar transportes para casa, almoçar, dormir um pouco, e voltar a apanhar transportes, para mais uma noite de trabalho, nem sequer deu o braço a torcer, admitindo que o meu marido lhe tinha feito um favor ao substituí-lo de manhã. Para ele, o favor foi ao supervisor, não a ele!


E, como o meu marido não foi à hora que ele queria, mas àquela que tinha combinado com o supervisor, ligou-lhe umas 10 vezes, aos gritos, a reclamar, a dizer que o meu marido não tinha consideração nenhuma por ele, reclamações que voltou a repetir pessoalmente, quando o meu marido o foi render.


Para além disso, ainda veio com ameaças ao género "ou fazes aquilo que eu quero ou, se te armas em esperto, faço-te a folha".


 


Já não é a primeira vez que esse colega tem este tipo de comportamento.


Quem trabalha no local, diz que já outros colegas dele saíram daquele posto, por conta do mau ambiente, perseguição, implicância ou porque arranjou forma de o cliente não os querer lá.


Agora, parece que está a fazer o mesmo tanto ao meu marido, como à outra colega.


A chica-espertice vai ao ponto de, apesar de estar a sair mais cedo constantemente, pôr na folha de horas o horário completo como trabalhado, e nem o supervisor estar a par dessas saídas.


 


Neste momento, o supervisor já está informado mas, como já aconteceu antes, apesar de tudo, se alguém tiver que sair dali, não será ele. Sabemos para quem sobra porque, infelizmente, mesmo sem poderes para tal, ele age como se mandasse naquilo tudo, sem ninguém dizer ou fazer nada.


 


É triste quando as pessoas não conseguem ver mais do que o seu próprio umbigo, e reclamam de uma consideração que, elas próprias, não têm com os outros, nem parecem conhecer o seu significado.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Destinos, de Jorge Manuel Lucas Alves

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“Destinos”, como o próprio nome indica, é uma história sobre destinos.


Destinos que se cruzam, que se alinham…


Destinos inesperados, trágicos…


Destinos surpreendentes, que tanto afastam, como unem as pessoas…


 


“Destinos”, é uma história de perseverança, de luta, de resiliência, de ideais…


De descoberta, de paixões, de aventura, de bravura…


De amores e desamores, que tanto desabrocham, como murcham…


 


É uma história de traições, de poder… E também de perigos, sempre eminentes.


De guerras, batalhas e mortes… De entreajuda, espírito de equipa…


 


“Destinos” é uma história sobre inocência, liberdade, natureza…


Sobre sonhos que, com o tempo, se desvanecem, face à realidade que têm que enfrentar.


 


De desgraça, miséria, e de como, muitas vezes, as pessoas são obrigadas a crescer antes do tempo, e a passar por situações que nunca deveriam viver.


 


"Destinos" é uma história de mudanças, de adaptação, de sobrevivência. De apoio, de confiança...


É uma história sobre o significado da família, e a sua força, em todos os momentos.


 


 


No início, o autor apresenta-nos várias personagens, em momentos e situações distintas, que não aparentam ter, ou vir a ter, qualquer ligação entre elas.


No entanto, à medida que a história se vai desenrolando, estas começam a cruzar-se e, tendo como pano de fundo a guerra peninsular, entre 1807 e 1814, o leitor assiste à forma como cada uma destas personagens enfrenta, não só a guerra, como todas as consequências que dela advêm, e ainda as suas próprias batalhas pessoais, os seus receios, os seus fantasmas, as suas perdas.


No meio de tudo isto, a única coisa que os faz seguir em frente é o desejo de voltar a ver a família, a esperança de que a guerra acabe depressa, e o amor, que lhes dará forças para lutar, mesmo quando pensarem que já não têm mais onde as ir buscar.


 


 


Porque "Destinos", para além de um romance, também aborda um pouco daquela que foi a história dos nossos antepassados, é um livro que recomendo!


 


 


Sinopse



“Desde que o Augusto deixara Lisboa nunca mais tivera noticias dele. Apenas a promessa do soldado em casar com ela, logo que a guerra acabasse, lhe mantinha a esperança. Amava o filho mais velho do Fernando e da Lurdes e este amava-a com loucura. Podia não ter dinheiro, podia não ter propriedades e podia ser um simples soldado, mas, a bela normanda amava aquele homem. Amava aquele homem mas o seu coração não a deixava dormir pela noite. Sabia que o homem que adorava estava de armas na mão e a guerra a qualquer momento podia afastá-lo dela para sempre. A morte aguardava cada soldado em cada esquina.Rara era a noite em que o seu coração dormia descansado. O facto de nada saber dele e, a sempre presente dúvida de que se estaria vivo ou morto, consumiam-na por dentro. E agora, de novo com uma invasão nas mãos, a terceira tentativa francesa, os medos da bonita normanda aumentavam de dia para dia.”


Um romance histórico que nos transporta para os inícios do século XIX e cujas personagens nos vão ajudar a entender melhor aquela época brutal e cruel onde a guerra estava sempre presente nas vidas das pessoas. Nesta obra vai surgir uma história de amor entre um soldado português e uma linda francesa e ambos vão conhecer a crueldade e a violência de uma guerra que nunca antes Portugal enfrentara, a Guerra Peninsular. Entre as páginas o leitor irá encontrar a amizade, a felicidade, o amor, o sexo, a paixão e os sonhos, mas, também surgirá a crueldade extrema, a violência e a morte. Uma guerra que arrasou todo o reino e marcou a História de Portugal, e de Espanha, para sempre.


 


 


 Autor: Jorge Manuel Lucas Alves


Data de publicação: Outubro de 2019


Número de páginas: 406


ISBN: 978-989-52-6766-8


Colecção: Viagens na Ficção


Idioma: PT


 


 


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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Passatempo de Natal - ganha o livro "O Caminho da Felicidade"

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Sinopse:


"Alice, Madalena e Luís conhecem-se num lar da terceira idade e decidem contar as suas histórias de vida.


Cada um deles defende que o caminho para a felicidade tem um objectivo diferente. Alice vive para o amor; Madalena tem como prioridade a saúde; Luís dá mais importância ao dinheiro.


Ao recordarem as suas experiências, entre os vinte e os oitenta anos, acabam por compreender qual o verdadeiro caminho para ser feliz.


Mais do que um turbilhão de emoções, este romance permite uma reflexão sobre as escolhas que fazemos durante a vida.


Qual será o caminho certo para a felicidade?"


 


 


Teresa Caetano tem 38 anos e é natural de Lamego.


Há cerca de um ano, esteve aqui neste cantinho, à conversa (a-conversa-com-teresa-caetano), a propósito do seu primeiro livro "Não desistas do amor".


 


Este ano está a lançar o seu terceiro livro - "O Caminho da Felicidade".


E, para tornar o vosso Natal mais feliz, a Teresa está a oferecer um exemplar deste romance. 


O caminho para o ganhar, é simples:


 


Facebook:


1 - Entrar nesta publicação - Passatempo de Natal - e comentar a mesma, com uma frase sobre o que é, para vocês, a felicidade, ou o caminho para a felicidade.


2 - Partilhar a publicação nas vossas cronologias/ páginas.


3 - Apelar ao voto para a respectiva frase.


 


Blog:


1 - Partilhar este passatempo nos vossos blogs.


2 - Deixar neste post, em comentário, uma frase sobre o que é, para vocês, a felicidade, ou o caminho para a felicidade.


3 - Apelar ao voto para a respectiva frase (quem quiser votar numa frase só tem que comentar - voto nesta frase).


 


Têm até ao dia 15 de Dezembro para o fazer.


A frase que tiver um maior número de "gostos" e "votos" (para efeito de votação conta a soma dos dois), recebe este livro de presente.


Participem!


 


 


Cada pessoa tem uma perspectiva diferente do que é, para si, a felicidade, e o melhor caminho para alcançá-la, de acordo com essa perspectiva.


O que leva a que, nem sempre, seja o verdadeiro caminho para conquistá-la até porque, muitas vezes, ela está mesmo ali ao nosso lado, sem a vermos.


Mas uma coisa é certa: cabe-nos a nós descobri-la e lutar por ela!


 

O Karma é tramado!

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Quanto mais tentam livrar-se de mim, mais têm que levar comigo!


 


(Por vezes, o contrário também acontece!)


 


 


 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Da minha janela...

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É este o cenário com que me deparo: o sol que ainda não foi ocultado, a contrastar com as nuvens negras e o semblante pesado, de um céu cada vez mais cinzento.


 

O Culpado

Cartaz do Filme


 


O "Culpado" é um filme dinamarquês, que utiliza reduzidos recursos, para criar e mostrar uma história que nos prende ao ecrã, sem sair de uma sala de atendimento de chamadas, e apenas com a personagem principal e mais duas ou três secundárias, alguns telefones e um computador.


 


Asger é um polícia que, afastado das ruas enquanto está a ser investigado por um suposto crime de legítima defesa, cumpre serviço como operador de uma central de emergências, um trabalho que se nota que ele faz por obrigação, e que o deixa entediado.


Por sorte, aquele será o último dia ali, e o seu turno está quase, quase a terminar.


 


Depois das chamadas da praxe, que até nem são assim tão urgentes, Asger atende uma chamada misteriosa de uma mulher que diz ter sido raptada.


A partir deste momento, e fazendo jus ao seu trabalho como polícia, Asger irá fazer de tudo para ajudar aquela mulher, numa corrida contra o tempo, em que só se poderá fazer valer dos telefones que tem ali, dos seus conhecimentos, de uma aparente calma e perfil para lidar com a situação, embora, por vezes, piorando as coisas, e de um amigo que está nas ruas.


 


 


Tendo por única base as conversas telefónicas que vamos ouvindo, entre os vários intervenientes, e Asger, tudo o resto fica por conta da nossa imaginação.


E a verdade é que conseguimos "visualizar" na nossa mente, cada uma das cenas que o filme não mostra.


 


Conseguimos ver a mulher, ao lado do suposto raptor, a ligar para a emergência como se estivesse a falar com a sua filha, e sempre com o risco de o homem lhe tirar o telemóvel das mãos, ou perceber com quem ela, realmente, está a falar.


 


Conseguimos perceber a frustração de uma pessoa que quer ajudar e não o consegue fazer sozinho, com tão pouca informação, as chamadas a serem constamente cortadas, e os meios exteriores a não se mostrarem muito mais eficientes, com o pouco que têm a que se agarrar.


 


Conseguimos visualizar a filha menor, que ficou sozinha em casa com o irmão bebé, depois de o pai ter arrastado a mãe pelos cabelos, e com uma faca na mão, para fora de casa, dizendo apenas que em breve voltaria, e que a menina não deveria entrar no quarto do irmão.


Conseguimos sentir o pânico, o medo da miúda.


Conseguimos vê-la em choque, com as mãos cheias de sangue, mas ainda com o discernimento de ligar para a central, a informar que estão a tocar à campainha, e saber se deve ou pode abrir a porta.


 


O suposto raptor, ex-marido e pai dos miúdos, tem cadastro, tendo sido condenado por violação. Agora, estás prestes a cometer, quem sabe, outra loucura, e nem Asger parece conseguir demovê-lo, mesmo quando o acusa de ter matado o próprio filho, e de querer agora fazer o mesmo à ex-mulher, Iben.


É fácil para nós, estarmos solidários com aquela mulher, e condenar aquele homem. Também o foi para Asger.


 


Mas nem tudo é o que parece...


E, mais uma vez, Asger vai ter que se vestir de toda a sua experiência, incluindo pessoal, para evitar uma tragédia que, ao longo de todo o filme, apontou para um sentido quando, na verdade, toda a história estava a ser vista pelo ângulo errado.


Quem é, afinal, o verdadeiro culpado?


 



 

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Paisagens de Portugal

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Serra de Montejunto - Alenquer


 


 


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Rio Alcabrichel - Vimeiro


 


 


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Lagoa de Óbidos


 


 


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Foz do Lizandro - Ericeira


 


 


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Praia do Ribeiro do Cavalo - Sesimbra


 


 


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Praia de S. Julião - Ericeira


 


 


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Foz do Arelho - Caldas da Rainha


 


 


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Azenhas do Mar - Sintra


 


 


 


 


 

Porque é tão difícil dar o primeiro passo?

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Muitas vezes, até queremos dar o primeiro passo, em diversas situações, mas algo dentro de nós, nos trava. Algo nos faz ficar estáticos, petrificados, colados, imóveis, sem nos conseguirmos mover, em direcção ao que queremos.


É quase como se estivéssemos a carregar, ao mesmo tempo, no acelerador e no travão.


Como se estivéssemos num baile, com imensa vontade de dançar e, ainda assim, esperássemos que alguém abrisse a pista, para depois irmos nós.


Como se estivéssemos numa passadeira, à espera que a pessoa ao nosso lado comece a atravessar, para fazermos o mesmo.


Porque é que temos tendência a esperar que os primeiros passos sejam dados sempre pelos outros, e não temos a coragem, a confiância, a atitude, a audácia, a humildade, de darmos nós o primeiro passo?


 


Ou temos que ser sempre, de certa forma, "obrigados", empurrados, impulsionados por algo, nem sempre bom ou positivo, a dar o primeiro passo? 


 


E se mais ninguém der o primeiro passo?


Ficamos para sempre no mesmo sítio? Na mesma situação? Na mesma posição?


Deixamos de lutar por aquilo que queremos, e fazer aquilo que ambicionamos?


Desistimos de tudo, porque os nossos pés estão demasiado entorpecidos para se mover?


 

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Como passar a noite às voltas com um exercício de matemática!

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Há já muito tempo que não me calhava um serão, à volta dos TPC's que a minha filha traz para casa.


De português, tinha feito algumas coisas, faltava a resposta a uma pergunta, e encontrar um recurso estilístico.


Ora, confesso que a linguagem usada por Fernão Lopes não é fácil de perceber, o que torna ainda mais difícil compreender a mensagem que ele quer transmitir.


Ainda assim, expliquei por palavras minhas, aquilo que eu pensava ser o pedido.


Para além disso, nunca me dei bem com recursos expressivos. Aquilo, em linguagem normal, parecia-me uma personificação mas como, naquele tempo, as palavras tinham outros sentidos, fiquei na dúvida.


Pesquisei em alguns sites, e consegui confirmar as respostas. Estavam bem.


 


 


O pior, foi quando passámos a um exercício de Macs (matemática aplicada às ciências sociais), utilizando o Método do Ajuste na Partilha.


Eu não percebo nada daquilo. Se alguma vez dei, esqueci-me totalmente. 


Tinha 95% de hipóteses de não correr bem.


Ela tentou explicar-me e, ao mesmo tempo, guiar-se por um exemplo do livro. Fez os cálculos de acordo com a explicação dela, e por esse exemplo, mas não batia certo o resultado.


Eu, guiei-me pela explicação e exemplo, e fiquei encalhada no mesmo ponto. 


Os valores das soluções não batiam certo com os que nos davam.


Vi, revi, voltei a fazer, e nada.


 


No entanto, no manual, tinha uma informação, no "passo a passo" dos cálculos, que não batia certo com a explicação que ela me estava a dar.


Fui ver um exercício que ela tinha no caderno. Também era diferente, mais parecido com a informação do livro. 


Tentei fazer os cálculos, usando essa técnica e informação. Deu-me o resultado das soluções.


A primeira parte, estava feita.


Mas, para ficar completo, tinha que conferir, através de equações, se para as duas pessoas dava o mesmo valor, significando que o exercício tinha sido bem feito.


Só que, mais uma vez, não batia certo.


Já era tarde. Tinha tudo para fazer. Estava prestes a desistir. 


Voltava a tentar.


Dizia que já não tinha mais cabeça, mas lá experimentava mais uma vez.


Desisti.


Pensei em voltar a olhar para aquele exercício hoje, para ver se conseguia, com calma e tempo, perceber onde estava o erro.


 


O meu marido diz que o facto de continuar, de certa forma, a estudar, através da ajuda que dou à minha filha, me estimula o cérebro.


Mas isto também é demais!


Fui para a cama a pensar no raio do exercício, sonhei com ele, e ainda esta manhã, voltei a olhar para as contas.


Decidi experimentar novamente, trocando um valor que, hoje, percebi, poderia estar no sítio errado.


E, voilá! Consegui resolver o exercício!


 


Agora, só falta tentar explicar à minha filha porque é que não podíamos estar a seguir o exemplo do livro, porque a situação era diferente, e tentar que ela perceba como é que se faz num e noutro caso, porque ela é teimosa que nem uma mula (como a mãe, por sinal), e nem sempre aceita à primeira, que aquilo que lhe estou a dizer está certo.


 

Estou proibida de fazer maratonas da TV!

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Sabem aqueles dias em que gostamos de estar sentadinhos no sofá a fazer uma maratona de filmes, ou daquelas séries que adoramos e nem sempre temos tempo para ver, ou queremos mesmo vê-la toda, sem parar?


Pois, eu também gosto desses dias, e dessas maratonas.


Mas estou proibida de as fazer.


 


 


De há uns tempos para cá, fazia-o, por norma, aos domingos, ao final da tarde.


E todos os domingos acabava o dia com dores de cabeça, que se prolongavam ao longo da segunda-feira.


Ontem, por prevenção, e também porque tinha várias coisas para fazer que mke foram ocupando o dia todo, só me sentei no sofá por volta das 21 horas.


E nada de dor de cabeça.


Ou seja, a solução para a prevenção é trabalhar, em vez de me repimpar no sofá a fazer algo que gosto!


 


 


Claro que nem sempre esse é o único factor que influencia. O barulho, o acordar muito cedo ou muito tarde, o tempo (chuva ou sol), determinados odores, a sinusite, a luz intensa e outros tantos, também contribuem.


Mas, pelo menos este, posso controlar. 


 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Quantas pedras temos no sapato?

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Desta vez, depois do teste do balão, veio um outro, também muito importante em diversos aspectos da nossa vida, seja nas relações amorosas, familiares, laborais ou amizades.


A ideia era mostrar que tudo aquilo que nos incomoda, e que teimamos em guardar para nós, não desaparece com o tempo. Pelo contrário, vai acumulando, incomodando cada vez mais, até causar ferida. E, depois, será mais difícil sarar. 


 


Se, por cada coisa, assunto ou atitude, que nos incomoda, magoa, entristece ou com o qual não estamos satisfeitos ou agradados, e sobre o qual nunca falámos com quem o fez, colocássemos uma pedra no sapato, quantas pedras teríamos hoje, dentro do nosso sapato? 


Muitas? Poucas? Nenhumas?


 


 


No entanto, ainda antes de fazermos contas às pedras que fomos juntando ao longo do tempo, é importante perceber porque é que elas não foram deitadas fora mas, em vez disso, acumuladas.


 


 


Porque é que temos tendência a não falar daquilo que nos incomoda? Daquilo que não gostamos? 


Porque é que deixamos tanta coisa por dizer, quando a nossa vontade é pôr tudo cá para fora?


Será porque temos receio da reacção da outra pessoa? De como ela irá interpretar o que dissermos? E de acumularmos ainda mais pedras, além das que já tínhamos?


Ou por medo daquilo que, a menção de uma determinada situação, possa despoletar, à semelhança de um castelo de cartas, no qual temos medo de tocar, ou de tirar uma carta que está mal posta, não vá o castelo todo desmoronar-se?


Será por receio pelos outros, ou por nós mesmos?


 


 


Se acontece algo que não gostamos mas, de certa forma, é tão mínimo ou insignificante que pomos para trás das costas e não voltamos a pensar no assunto, então essa é uma pedra atirada fora.


Mas, se apenas fingimos que deixamos passar mas, à mínima oportunidade, essas situações vêm à superfície, então são pedras no nosso sapato, que nos irão acompanhar eternamente, se não nos livrarmos delas.


E a melhor forma de o fazer, é falar sobre elas com as pessoas que lhes deram origem.


Muitas vezes, uma conversa franca evita desconforto desnecessário, que pode levar ao rebentar do balão de forma explosiva, enquanto poderíamos estar a mantê-lo cheio e leve, com sopros de ar fresco, que o fizessem continuar a flutuar, sem medos. 

O problema de se falar por sinais...

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... é que nem sempre o receptor da mensagem compreende os sinais que o emissor lhe pretende transmitir.


Antes de se iniciar qualquer comunicação, com base num qualquer código, convém que ambos estejam sintonizados na mesma frequência, e familiarizados com esse código e sinais.


Senão, o que acontece é o mesmo que quando tentamos fazer mímica. Quem está do outro lado, poderá imaginar diversos significados para o mesmo gesto.


 


Se nos queremos fazer entender e passar a mensagem ao outro, e percebemos que os os sinais não estão a ser interpretados da forma como pretendíamos, ou nem sequer estão a ser visualizados, o melhor a fazer é comunicar numa linguagem que o outro entenda claramente, sem dúvidas, sem mal entendidos, sem falhas.


 


Nem sempre é fácil comunicar, e essa é mais uma razão para tentar simplificar ao máximo a comunicação, e não complicá-la a ponto de, só o emissor, a conseguir entender.


 

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Pássaros

A imagem pode conter: ave, planta, árvore, ar livre e natureza


Há que aproveirar o bom tempo para buscar alimento!


 


 


A imagem pode conter: céu, ave e nuvem


Para eles, não importa se chove, ou faz sol. A sua maior alegria, é a liberdade, e é essa liberdade que celebram dia após dia!

O detergente da loiça, um desejo e um rebuçado!

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Ontem, quando fui lavar a loiça do almoço, estreei o detergente com aroma a laranja. 


E veio-me, imediatamente, à memória, aqueles rebuçados "diamante", com sabor a laranja, que sempre adorei, pelo sabor ácido que têm!


Comentei com a minha filha e o com meu marido, que logo se fez ao caminho para me ir comprar os ditos rebuçados.


 


Passados uns minutos, lá chegou ele com uma embalagem de diamantes. 


Um de laranja para mim, um de tangerina para a minha filha e um de limão para o meu marido.


Soube-me mesmo bem! Deu para matar as saudades e o desejo. E ainda me atrevi com um segundo, de tangerina, que também é bastante ácido, como eu gosto.


Foi a conta certa. Já mestava a sentir o efeito do ácido na língua.


 


Dizia a minha filha:


"Oh mãe, agora cada vez que lavares a loiça, chupas um rebuçado!"


 


Respondi-lhe: 


"É melhor não, senão quando acabar a embalagem de detergente, já eu estou com diabetes!"


 


O que vale é que a embalagem é pequena e, dividindo por todos, não corro esse risco.


Mas não esperava que o meu marido fosse mesmo comprar os rebuçados.


Quem tem um marido assim, tem tudo!

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Do aumento do salário mínimo nacional

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O Governo aprovou ontem a subida do salário mínimo nacional para 635 euros, a partir de 1 de janeiro de 2020.


A subida do salário mínimo vai abranger 720 mil trabalhadores e dará, aos mesmos, mais 31,15 euros líquidos, por mês.


Parece, apesar de pequena, uma boa conquista. Mas não o é.


Esse mesmo aumento acabará por se ver nulo, ou quase, com todos os outros aumentos, em tudo aquilo que consumimos: água, luz, gás, alimentação e por aí fora. 


 


É certo que, a esse salário de 635 euros, ainda teremos que retirar os descontos para a segurança social mas, como depois acresce o subsídio de refeição, vamos admitir que esses mais de 700 mil trabalhadores ficarão, a partir de Janeiro de 2020, com um ordenado líquido de 700 euros.


 


 


Pergunta hoje o Sapo: Acha que conseguia viver com este valor?


Há uns anos atrás, seria um bom ordenado! Hoje em dia? Nem por isso. Ora vejamos:


 


Para uma pessoa só


Renda de casa - uma média de 350/400 euros, dependendo do local 


Água - uma média de 25 euros


Luz - uma média de 25 euros


Gás - uma média de 25 euros


Alimentação/ casa - uma média de 200 euros


Só nestas despesas, já lá vão cerca de 625/ 675 euros. E sobra muito pouco para qualquer despesa extra em saúde, vestuário, condomínios (se for o caso), telemóvel, televisão/net, desporto e outras que possam surgir.


É possível, mas não há grande margem de manobra, ou para poupanças.


E ainda temos o transporte - a maioria das pessoas precisa de se deslocar diariamente para o trabalho, seja em transportes públicos ou em carro próprio, pelo que ainda há mais essa despesa.


E fica esgotado ou mesmo negativo o saldo.


 


 


Agora, imaginemos um casal, com filhos, a viver com 2 salários mínimos.


Provavelmente, a renda da casa será maior, tendo em conta que precisam de mais espaço - uma média de 400/ 500 euros


Água - uma média de 50 euros


Luz - uma média de 50 euros


Gás - uma média de 40 euros


Alimentação/ casa - uma média de 400 euros


Transporte - vai depender muito do local, do número de viagens, de quem precisa do mesmo e se é feito em viatura própria ou transporte público


Despesas extras e despesas escolares, para os filhos.


Continua a não sobrar muito, seja para poupar, seja para alguma eventualidade que surja.


 


 


Ou seja, não é impossível viver com este valor. Resta saber é em que condições, com direito a quê, e o que terá de abdicar para o conseguir.


E isto, só por si, já indica que deveria ser mais elevado, para que todos pudessem satisfazer as necessidades mínimas, sem andarem sempre a fazer contas à vida.


Imagem: www.dnoticias.pt


 


 


 


 


 


 


 


 

Presente de Natal antecipado

Mesmo quando eu não quero, os livros parecem surgir à minha frente, como que a desafiar-me a comprá-los.


Já não bastava as newsletters da Wook e afins, até no facebook me deparo com as novidades literárias e, depois, fica difícil resistir à tentação.


Tenho uma lista de 48 livros a comprar. Há vários meses. 


 


De repente, vejo um anúncio a um livro novo, por mero acaso e percebo que é mesmo o meu estilo. E, por sorte, até descubro uma promoção que o coloca 4 euros mais barato. Junto-lhe outro que até está em conta mas, mesmo assim, ficava cerca de 1 euro mais barato, e pronto: está decidida a minha prenda de Natal antecipada, para mim própria!


 


O grande culpado foi este:



 


"Sobreviver a um acidente de avião é apenas o início para Allison. A vida que construiu para si - o noivo perfeito e o mundo luxuoso de ambos - desapareceu num ápice. Agora tem de correr, não só para fugir dos segredos sombrios do passado, mas também para despistar o homem que a persegue a cada passo. No outro lado do país, a mãe de Allison desespera por notícias da filha, que se encontra desaparecida, dada como morta.


Uma história de mistério, cativante e impossível de parar de ler."  


 


 


E este, veio por arrasto!


Bertrand.pt - Ganhei uma Vida Quando te Perdi


 


"Como é que se esquece alguém? Quando Alice decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado, procura Artur, um homem sábio e misterioso que tem o dom de apagar, temporariamente, as memórias associadas a uma pessoa.
No entanto, Alice estava longe de imaginar as consequências que essa decisão iria trazer para a sua vida, principalmente depois de se apaixonar por Rodrigo.
Agora tinha mais uma difícil decisão em mãos: enfrentar o passado, ou viver este novo amor que, depois de ter apagado parte das suas memórias, poderia não passar de uma mera ilusão…"


 


 


A lista? Essa, continua com os mesmos 48 livros, porque retirei de lá um, mas acabei por acrescentar outro!


Nada a fazer!

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

O único reality show em Portugal que conseguiu ser genuíno

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Ou, pelo menos, tentou sê-lo.


Falo, como não poderia deixar de ser, da primeira edição do Big Brother!


 


Era o primeiro em Portugal.


A produção não sabia se o formato funcionaria por cá, e a estação não fazia ideia da aceitação e audiências que poderia ter.


Os concorrentes não sabiam muito bem ao que iam, nem como seria estarem fechados tanto tempo numa casa.


E o resultado foi o que se viu: um sucesso, com concorrentes que marcaram, quer pela positiva, quer pela negativa, e dos quais ainda hoje nos lembramos.


De certa forma, também eles não tinham filtros. Pareciam mais genuínos. Com as emoções à flor da pele. A sentir cada momento, stress, diversão, pressão, saudade, inimizades, num único espaço.


 


Desde então, se repararmos, todos os seus sucessores, através desta primeira experiência, cujos concorrentes acabaram por servir de cobaia, começaram a parecer, cada vez mais, um produto pré fabricado.


Um produto que foi sendo limado aqui e ali, para ver como poderia aumentar as audiências, causar polémica, ser falado.


Um produto que vem com guiões, para personagens específicos que, quanto mais problemáticos, chocantes ou alucinados, melhor, para que encaixem na perfeição.


 


Hoje, olhamos para os actuais reality shows, e começamos a acreditar que aquelas pessoas que ali surgem, na sua vida privada, não serão as mesmas que nos entram pelo ecrã. Que, aquelas que nos chegam estão, simplesmente, a desempenhar um papel que lhes foi atribuído naquela história. 


 


A diferença dos reality shows, para uma qualquer telenovela ou série é que, enquanto os atores, mesmo desempenhando o papel de vilões, vêem as personagens diferenciadas da pessoa que são, e continuam a ter o carinho do público, os concorrentes, são vistos como um só, e ficam, muitas vezes, com a imagem denegrida, e sujeitos a todo o tipo de comentários indesejados.


Enquanto os atores são vistos como pessoas que estão ali a trabalhar, na profissão que escolheram, os concorrentes são vistos como "os parasitas", que não querem trabalhar e se sujeitam a tudo, para ganhar dinheiro e fama.


Ao género "não importa se falam bem ou mal, desde que falem".


 


E não me venham falar de experiências sociais, porque a única coisa que ali estar a ser testada é, até que ponto, vale toda a exposição, polémica, atrito, conflito, pressão, para garantir boas audiências.


E até que ponto os concorrentes se deixam "vender", sofrendo muitas vezes nas mãos das produtoras desses formatos, nomeadamente, com chantagens, obrigações, diria até, alguma violência psicológica, para aparecerem na televisão.


 


Experimentem, um dia destes, voltar às origens.


Deixar os concorrentes serem eles próprios, e agirem de acordo com a sua personalidade.


Perceber até que ponto querem participar em algo, que só lhes garantirá um salário equivalente ao que receberiam, se estivessem a trabalhar.


Deixar por conta da prestação destes, e do público, o nível das audiências.


Poderia até nem resultar. Mas, para quem está deste lado, seria muito mais credível e interessante. 


 


 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Natal em África

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Estreou há poucos dias, na Netflix, este filme, que poderia ser uma comédia romântica como tantas outras.


Uma mulher vê-se sozinha, numa viagem a África, que deveria ser uma suposta segunda lua-de-mel, para aproveitar o tempo a dois com o marido, agora que o seu filho foi para a universidade.


O motivo? O marido saiu de casa e quer o divórcio, porque já não a ama.


Durante a viagem, conhece alguém que vai muda a sua vida de forma surpreendente. Nada de novo, portanto.


 


Mas, ainda assim, vale a pena ver!


Para quem gosta de animais e vida selvagem, é impossível resistir àqueles elefantes, sobretudo os mais pequenos.


Mostra um pouco do trabalho de resgate e recuperação dos elefantes em perigo, na reserva, com outros elefantes, da evolução dos pequenos, e da devolução ao seu habitat natural, quando estiverem prontos.


Dá-nos a perspectiva de toda a logística, dedicação e meios que esse trabalho com os elefantes exige, e do quão gratificante mas, ao mesmo tempo, frustrante, pode ser.


Mas, como se sabe, eles têm “memória de elefante”, e não esquecem quem esteve lá para eles, quando mais precisavam.


 


 


 


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Infelizmente, existem pessoas que se movem à base de interesses pessoais, e acabam por manipular todo um trabalho, e colocar em risco a vida e segurança dos animais, recorrendo a chantagem, por pura vingança.


 


É um filme que mostra como, ainda hoje, muitas mulheres abdicam das suas profissões, de fazer aquilo que gostam, e lhes dá prazer, para se dedicarem á família, optando por apoiar as carreiras e sucesso dos maridos, em detrimento dos seus próprios desejos e sonhos.


E de como só mais tarde, quando se vêem sozinhas, voltam a pensar em si mesmas, percebendo a forma como se anularam até então, e como desperdiçaram tanto tempo e oportunidades.


Ainda assim, mostra-nos que nunca é tarde para tentar recuperar o tempo perdido, mudar, recomeçar uma nova vida, e ser feliz.


 


E que, se nós queremos realizar os nossos sonhos e ser felizes a fazer o que gostamos, não devemos impedir os nossos filhos de fazer o mesmo. Pelo contrário, devemos apoiá-los. O facto de percebermos como esperámos tanto tempo para o fazer, é mais um motivo para não deixar que os nossos filhos percam anos da sua vida a fazer algo que não gostam, só porque os pais acham que é o melhor para eles.


 


“Natal em África” mostra-nos ainda, como temos tendência a dar valor a coisas tão insignificantes e fúteis nesta época do anos, quando inseridos num determinado meio, e como tudo isso perde a importância, aos deparamos com o verdadeiro significado do Natal: a reunião da família, a companhia dos amigos, a solidariedade, e o amor incondicional.


 



 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Quando sabotamos a nossa própria felicidade

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Ainda a propósito do desafio do balão, de que falei há uns dias, fiquei a pensar na pessoa que acabou por rebentar o seu próprio balão.


 


Dizem que a felicidade dos outros incomoda muita gente.


Mas, e quando somos nós mesmos a impedir que a felicidade chegue até nós?


Quando somos nós a sabotar a nossa própria felicidade? Por achar que não a merecemos? Ou por não saber o que fazer com ela?


 


Uma pessoa que, logo à partida, desiste de si própria, nunca poderá investir noutra, nem tão pouco numa relação. 


Se ela se vira contra si própria, se se ataca a si mesma, se construiu um escudo tão forte que nem permite entrar aquilo que a poderá fazer feliz, nem a deixa sair para encontrar a felicidade fora dele, torna-se impossível alcançá-la.


 


E se o seu balão rebenta tão rapidamente, é normal que, na falta dele, ela tenha que começar a furar o balão dos outros.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Detesto chuva!

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Que belo Verão de S. Martinho aqui está. A chuva não dá tréguas.


E eu detesto chuva.


 


São as janelas que não se podem abrir. É o chão da entrada que está sempre molhado, por conta de guarda-chuvas e casacos a pingar.


É a roupa que não se pode estender, e tem que secar na máquina.


 


É não poder andar na rua à vontade, sem levar com chuva. É o calçado que não está preparado para grandes chuvadas. As calçadas estragadas que acumulam poças de água e não sabemos onde pôr os pés. E o vento, que vem sempre a acompanhar.


Detesto chuva.


 


Principalmente, quando chove mesmo nos momentos em que temos que ir à rua. Quando chove sem parar, e sem dar sinal de querer parar.  


Quando temos que andar de guarda-chuva, e ainda esperar que os carros passem, para depois passarmos nós, porque não há espaço, ou porque nos arriscamos a um banho extra.


 


Detesto chuva


Sobretudo, quando sentimos que quase não conseguimos respirar.


E quando vem o nevoeiro, que ainda torna o ambiente mais pesado.


Detesto chuva, quando me deixa de mau humor, e me leva as boas energias com ela.


 


Gosto de chuva... quando estou em casa, à noite.


Quando sei que não tenho que sair para a rua.


Quando sei que vem um aguaceiro mas, depois, dali a pouco, o sol volta a aparecer e a dar tréguas.


 


Mas hoje, agora, não.


Estou com a neura, por conta dela.


E só me apetece mandá-la a um sítio que eu cá sei!


 


Já vos disse que detesto chuva?!


Nem sempre, mas hoje sim!


 

Retribution, da Netflix

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Grace e Adam, um casal, recém casado e de regresso da lua de mel, é brutalmente assassinado na sua própria casa.
No sofá, o marido. No chão, a mulher grávida. E na outra ponta, o suspeito, com uma faca na mão.


Logo as respectivas famílias - Elliot e Douglas - vizinhas e conhecidas de longa data, são informadas do homicídio, e juntam-se na dor, pela perda dos seus filhos e neto.


 


Enquanto isso, o principal suspeito tenta, desesperadamente, arranjar dinheiro com a venda de objectos que roubou da casa das vítimas, para seguir viagem até um determinado local onde, diz, irá terminar o que começou.


E é perto da casa das famílias que, durante uma tempestade, à noite, ele acaba por sofrer um acidente, sendo socorrido por estas.


Até ao momento em que percebem que estão a acolher alguém que pode ser o assassino dos seus filhos e que, talvez, não mereça ajuda, mas também a morte. Até porque não sabem o que ele iria ali fazer, e porque razão teria o endereço dali, num envelope, dentro do bolso. O que é certo é que, na manhã seguinte, ele está morto.


 


Alguém, de entre cada uma daquelas pessoas que ali estiveram, foi o responsável. No entanto, ninguém se acusa. Por outro lado, com a polícia a investigar, a fazer perguntas e a andar por ali, e a imprensa à procura de algo para publicar, resta-lhes unir-se no encobrimento do crime, do cadáver, e de qualquer prova que os possa denunciar.


 


Que motivo teria este sem abrigo para matar o casal? Será que se conheciam?
Ao tentar descobrir mais sobre o que poderá ter levado ao assassinato do irmão, e enquanto tenta lidar com a perda, o luto, e a mentira, Claire acaba por puxar o fio de uma meada que, ao desenrolar, revelará toda a verdade sobre os segredos mais ocultos das respectivas famílias, o que levou o assassino a cometer o crime, e quem lhe pagou para o fazer.


 


Em paralelo, a investigadora do homicídio, que tenta apurar toda a verdade e critíca o seu colega por se mostrar tão pouco interessado estará, também ela, a determinado ponto, na mira de um traficante, a quem ela forneceu drogas a troco de dinheiro, e da própria justiça, se aquele abrir a boca e contar toda a verdade.


Ainda mais, porque essas mesmas drogas que ela vendeu, foram responsáveis pelo suicídio de uma jovem.


Deverá ela cometer outro crime, para esconder o primeiro?


Terá ela coragem de desafiar tudo, para lutar e salvar a única pessoa que ama, ainda que isso a torne uma criminosa e fugitiva?


Ainda que queira esconder aquilo que, na sua profissão, teria o dever de desvendar? 


 


 


 

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

À Conversa com: We Find You

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We Find You é um projeto teve início em 2015, em Braga, com David Dias e Miguel Faria.


Depois de terem lançado os singles "To Be With You" e "London", os We Find You apresentaram, este ano, o tema "Lembra-me", com a participação de Bárbara Tinoco.


Fiquem a conhecer melhor a banda bracarense, e o seu trabalho, nesta entrevista que a mesma concedeu a este cantinho, e a quem desde já agradeço pela disponibilidade.


 


 


 


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Para quem não vos conhece, quem são os We Find You, e o que vos levou a juntar-se neste projeto?


Ora bem, os We Find You são uma banda da zona de Braga composta pelo David Dias (vocalista) e pelo Miguel Faria (guitarrista). Começamos a falar por facebook em 2015, e eventualmente avançamos para ensaios de alguns covers. Depois em 2016, iniciamos o lançamento dos nossos primeiros temas originais no Youtube, em versões acústicas.


 


Porquê a escolha deste nome para a banda?


O nome We Find You, que a tradução mais direta seria, nós encontramos-te, vem de um grande desejo de levar a música ao público. De partilharmos a música ao vivo, e contarmos a nossas histórias, de viagens, desamores, esperança. Inclusive, esta vontade já nos levou a criar iniciativas muito bonitas como o Garden Sessions, onde criamos eventos secretos para um número limitado de pessoas em que íamos tocar em jardins da casa de amigos/ouvintes.


 


Quais são as vossas principais influências, a nível musical?


Apesar de termos gostos diferentes no que toca a música, temos algumas referências em comum. Enumerando algumas delas: Radiohead, Coldplay, Ásgeir, Matt Corby e Patrick Watson.


 


 


 


 



 


Após "To Be With You" e "London" os We Find You surpreendem, este ano,  com um tema em português, "Lembra-me". Cantar na nossa língua foi uma decisão pensada, ou algo espontâneo?


Um pouco dos dois. A ideia de escrevermos um tema em português já tinha surgido há algum tempo, mas nunca teríamos imaginado lança-la como um single. Acho que Portugal está a passar um momento muito interessante de consumo em massa de música em português. O que é maravilhoso! E apesar de nos apresentarmos como uma banda de temas em inglês, não podíamos deixar passar esta oportunidade.


 


O single conta com a participação de Bárbara Tinoco. Como surgiu esta colaboração?


Inicialmente este tema não era um dueto, mas depois de algum amadurecimento da ideia chegamos à conclusão que deveria ser cantado com a ajuda de uma voz feminina. E após um jantar de Natal da nossa atual agência (Primeira Linha) conhecemos a Bárbara pessoalmente, e começamos a nossa amizade que eventualmente levou a esta parceria.


 


Ao longo de 2019, foram várias as cidades onde atuaram e mostraram a vossa música. Como tem sido essa experiência?


Tem sido muito gratificante, como já falamos em relação ao nosso nome, o objetivo sempre foi ir conhecer o público. Achamos que é uma das metas que queriamos alcançar, e é sempre com um sentimento de dever cumprido que temos pisado esses palcos, de norte a sul.


 


We Find You foi a banda escolhida para fazer, em Dezembro, tanto em Lisboa, como no Porto, a primeira parte dos concertos de Raul Midón. Quais são as vossas expectativas para esse momento?


Ficamos muito felizes ao receber essa notícia. Especialmente o Miguel que já era um grande fã do trabalho dele!


Aguardamos ansiosamente o momento de abrir o seu concerto, e quiçá conhecê-lo pessoalmente!


 


Para quando o primeiro álbum de originais da banda?


Um álbum ainda não, mas já temos um Ep em vista para 2020. E de resto só temos a dizer, NO COMMENT.


 


 


 


 


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Como se descreveriam através das seguintes palavras:


Rotina - Trabalho! Ensaios, aulas ou concertos, estamos sempre ocupados!


Palavras - São muito importantes para nós, porque é através delas, nas nossas letras, que chegamos às pessoas. E as nossas palavras, costumam ser de alento, de amor, de esperança, tentamos sempre passar uma mensagem positiva.


Cidade - Braga!


Inspiração - Inspiramo-nos em tudo o que nos rodeia, seja uma pessoa, uma história, algo que vemos num determinado momento...


Despertar - todos os dias temos de o fazer, porque há pessoas que nos "seguem" e querem saber de nós, portanto temos de despertar com ideias novas para as redes sociais, em ideias novas para os concertos, em música nova, em letras novas, como chegar a mais pessoas, e obviamente despertar para o nosso objetivo final que é ser uma referência na música.


Ritmo - É o que tentamos por em cada tema nosso, é o que torna tudo mais interessante e dinâmico. Inclusive, usamos nos nossos concertos, uma stomp box, para criar ambientes diferentes nos temas, porque como só somos dois, sentimos essa necessidade de tentar fazer com que as pessoas, possam sentir os temas de outra forma, até podem dançar.


Palco - é a nossa "casa" onde nós nos sentimos bem, é o resultado final do nosso trabalho. Já pisamos bastantes palcos dos quais nos orgulhamos, mas esperamos poder pisar em muitos mais e que são um objetivo para nós


Interação - Nos nossos concertos adoramos (e precisamos) que haja interação com quem nos está a ver, é muito importante sentir que as pessoas estão lá CONNOSCO e não só a ver-nos, são parte fundamental do concerto.


Partilha - É o que nos move quando tocamos, porque partilhamos as nossas letras, as nossas melodias, e tentamos passar da melhor forma a mensagem a quem nos ouve. E ficamos muito contentes por sentir que o público partilha, muitas vezes, dos mesmos sentimentos e ideias que nós.


Realidade - Temos os pés bem assentes na terra, e sabemos como é complicado viver da música e para a música, mas também somos conscientes das nossas capacidades e do que queremos transmitir às pessoas com as nossas canções.


 


De que forma é que o público vos poderá acompanhar?


Nós estamos presentes em várias plataformas digitais: Facebook, Instagram, Spotify, e Youtube. É só pesquisarem o nosso nome, We Find You.


 


 


Muito obrigada!


 


 


 


Nota: Esta entrevista teve o apoio de Primeira Linha - Music Booking Agency, que estabeleceu a ponte entre a banda convidada e este cantinho, e facultou as imagens.

Histórias Soltas #13 : Invisível

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Sou invisível...


 


Estou aqui, mas ninguém me vê.


Deambulo qual fantasma, por esta vida, sem que dêem por mim.


 


Escrevo, mas as minhas palavras não têm força.


Falo mas, aquilo que digo, desvanece-se no ar.


 


Conhecem-me mas, com a mesma rapidez, me esquecem.


Não sou alguém que marque os outros, que permaneça na memória, ou na lembrança.


Se perguntarem a alguém por mim, ninguém me saberá identificar de imediato. Talvez com muito esforço, ou nem isso.


Sou alguém, mas não sou ninguém.


Sou indiferente, invisível...


 


Tudo o que faço é vulgar, banal, mediano, passa ao lado.


Na maioria das vezes, ignorado.


 


Estou cá, mas sou invisível.


Não tenho inimigos, mas também não desperto simpatias.


Tão pouco, empatia.


Sou um pouco de tudo em geral, e acabo por não ser nada, em particular.


 


Existo, e não desisto.


Sigo em frente, ou simplesmente paro, quando a desilusão e o cansaço me atingem. 


Para ganhar forças. E continuar.


Porque, quer faça uma ou outra coisa, continuarei invisível, mas sei que avançando, ainda poderá haver esperança. 


 


Gostava que um dia me vissem exactamente como sou.


Até lá, serei apenas, como até aqui, alguém invisível...


 

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Odores que vou sentindo no caminho para o trabalho

Quando vou de casa para o trabalho, são vários os odores que vou sentindo pelo caminho, e que me fazem lembrar coisas boas.


 


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Passo por umas lojas e, ainda não percebi bem de qual delas é, vem-me um cheirinho a waffles de baunilha.


 


 


 


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Mais acima, passo por um escritório, e só me cheira a água de rosas.


 


 


 


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Já ao passar por um centro de estética, dá-me o cheiro àqueles rebuçados "Flocos de Neve"!

Escape Room x Saw

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Gostei dos filmes da saga Saw e, quando vi que o Escape Room ia dar na televisão, pus logo a gravar.


Vimo-lo no domingo.


A ideia era boa, mas à medida que vamos vendo o filme e, sobretudo, no final, perde qualquer credibilidade, arruinando-o.


 


 


Um grupo de pessoas é convidado, de uma forma curiosa e inédita, a participar no jogo, cujo prémio monetário acaba por ser um excelente incentivo.


Seja porque a sua vida é um falhanço total, por curiosidade, por paixão por este tipo de jogos, pelo dinheiro ou, simplesmente, porque alguém aconselhou a, por um dia, fazer algo arriscado, todos eles estão ali, sem saber ao certo o que os espera.


Percebemos, à partida, que algumas pessoas convidadas para o jogo têm uma inteligência acima da média. Outras, algumas fobias.


Todas estão ali para ganhar e, esperavam elas, para se divertir.


Mas, quando menos esperam, percebem que já estão a jogar e entram numa corrida contra o tempo, e contra todos os obstáculos e adversidades, para passar à fase seguinte.


 


 


E se, nas primeiras provas, os jogadores ainda acreditam que é tudo uma ilusão e que nada de mal lhes acontecerá, mais adiante, vão compreender que estão mesmo ali a lutar pela vida, e que aquele é um jogo macabro organizado por alguém que conhece tudo sobre eles e a sua vida, nomeadamente, o facto de todos eles serem sobreviventes únicos de diversos acidentes.


 


 


Cada prova, cada desafio, cada obstáculo, é um enigma para os fazer pensar e trabalhar em equipa, tal como nos filmes SAW.


Para além de, neste filme, os jogadores terem ido pelo seu próprio pé, de livre vontade, ao contrário do que acontecia em SAW, a pequena (grande) diferença, é que em SAW, pelo menos nos filmes iniciais, o objectivo era fazer com que aquelas pessoas tivessem noção dos erros que tinham cometido, e tivessem uma hipótese de se redimir sendo que, se tal se verificasse, poderiam sobreviver.


Em ESCAPE ROOM, pelo contrário, o jogo está feito para ninguém sobreviver, não havendo nenhum objectivo em concreto, a não ser o divertimento de quem a ele assiste.


 


 


Mas...


E se os jogadores se virarem contra o jogo, e contra as regras do mesmo, e fizerem as duas próprias regras?


Seria interessante, não seria? 


Só que, mais uma vez, conseguiram estragar esta nova premissa que prometia uma reviravolta, com um final que mais valia nunca ter acontecido.


 


 


 

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Há uma grande diferença entre não querer ter filhos e não poder ter filhos

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Não querer ter filhos, implica uma escolha. Uma escolha feita livremente, que naquele momento é válida mas que, a qualquer momento, pode ser revertida.


Quantas mulheres não dizem, durante anos, que não querem ter filhos. Que ser mãe não faz parte dos planos. Que não estão reunidas condições para tal. Ou não sentem esse apelo da maternidade. Ou acham que não serão boas mães.


Ainda assim, de um momento para o outro, tudo pode mudar, e dar lugar ao desejo de ter um filho.


 


 


Não poder ter filhos, significa que essa liberdade e poder de escolha nos foi vetado. Que algo decidiu por nós, e só nos resta aceitar uma decisão que não temos qualquer forma de reverter.


 


 


Quando era mais nova, meti na cabeça que nunca iria ter filhos. Não era nada muito pensado. Era apenas aquela ideia de que não teria paciência para aturar bebés e crianças birrentas.


Depois, tive a minha filha, e jurei que nunca mais voltaria a ter filhos.


Primeiro, porque não queria passar novamente pela experiência do parto. Depois, porque à medida que a minha filha ia crescendo, achei que não queria passar por todos os receios, angústias e preocupações outra vez. Nem mudar fraldas, nem passar noites sem dormir e todas essas coisas que um bebé implica. Sobretudo agora, que a minha filha já vai para os 16 anos.


E, porque até hoje, não têm existido condições para voltar a ser mãe, tanto a nível financeiro, como psicológico.


Um filho implica disponibilidade, tempo, atenção, que estejamos lá para eles, e isso é, cada vez mais, algo difícil hoje em dia.


 


 


Por isso, não ter mais filhos tem sido, até à data, uma decisão minha.


Mas a idade vai avançando, os anos vão passando e sinto que, a qualquer momento, essa deixará de ser uma decisão minha, que posso mudar, se assim o desejar, e passará a ser uma realidade irreversível, de quem está a entrar na menopausa e, como tal, não poderá mais ter filhos, nem opção de escolha quanto a esse assunto.


Por muito que queiramos, ou não, ter filhos, é sempre difícil aceitar que estamos condenadas a um prazo de validade, que nunca sabemos quando chegará - para umas chega mais cedo que para outras - e que nos vai limitar em algo que deveria sempre ser uma hipótese a não descartar, até assim o entendermos.


 


 

terça-feira, 5 de novembro de 2019

O desafio do balão

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O desafio era simples.


Cada uma tinha que segurar o seu balão com as pernas, e aguentar o máximo de tempo com ele cheio. Numa das mãos, tinham um alfinete.


O balão representava, naquele caso, a sua paciência.


A única coisa que poderiam mexer, era a mão que segurava o alfinete no ar que, suponho, utilizariam para rebentar o balão quando já não aguentassem mais.


Quem chegasse ao final do desafio com o balão cheio, ganhava um prémio.


 


 


A moderadora deu início ao desafio e, o que é que aquelas mulheres fazem todos em menos de 2 segundos?


Rebentam os balões das outras! À excepção de uma, que nem teve tempo de agir e já tinha o seu balão rebentado, e de outra, que rebentou o seu próprio balão sem querer.


O que se retirou deste desafio?


Que, muitas vezes, as pessoas, em vez de tentarem manter a sua paciência e o seu balão cheio, preferem estoirar a dos outros!


É algo inato, impulsivo, que parece estar programado pelo nosso cérebro.


Nenhuma daquelas mulheres percebeu o que lhes foi explicado, e o que era suposto fazer. Todas elas poderiam ter ganhado! Bastava que permanecessem quietas. E, quando a moderadora lhes explicou isso mesmo, perceberam o quão parvas tinham sido.


 


 


É isto que acontece também na vida real, não só no que respeita às relações entre casais, mas às relações em geral.


Mais do que se preocuparem se o seu próprio balão está cheio ou rebenta, o que importa é que, de qualquer das formas, os baloes dos outros estejam rebentados.


É mais fácil dirigir as nossas forças contra os outros, do que virá-las para nós mesmos. 


Muitas vezes, as pessoas vivem mais felizes com o mal dos outros, do que com o seu bem. Apontam mais para os defeitos dos outros, do que para os seus. Criticam mais as acções dos outros, sem se perguntarem se fizeram diferente ou  sequer, fizeram algo?


Este é um bom retrato da sociedade em que vivemos, visível através de um simples desafio, e uma simples atitude.


 


 


No caso concreto desta experiência, a intenção era mostrar a estas mulheres que, numa relação, os balões devem estar mais ou menos ao mesmo nível e, sempre que um deles estiver a descer, cabe ao outro tentar fazê-lo subir. Não com críticas, com imposições, mas com atitudes e palavras positivas, de incentivo. E que devem pensar duas vezes e tentar ser mais pacientes, para que o balão do outro lado não estoire, e se acabe a "brincadeira" ainda esta mal começou.


 


 


Quanto à única que, no meio de todas, rebentou o seu próprio balão, só posso concluir que, na ânsia de querer rebentar o balão do outro, através das suas atitudes, não percebe que ela é quem sai mais prejudicada. Que é a ela que, efectivamente, está a fazer mal, ao não dar uma oportunidade, ao não se permitir ser feliz, preferindo afastar todos do seu caminho.

A série Living With Yourself, da Netflix


 

 

Um homem, completamente desanimado, submete-se a um estranho tratamento e, quando acorda, descobre que foi substituído por uma versão melhorada de si mesmo.

 

 

Tudo começa quando Miles, desanimado com a sua vida amorosa e falta de inspiração para o trabalho, segue os conselhos do seu amigo Dan, que lhe aconselha uma ida a um spa selectivo e secreto, de onde sairá renovado e muito mais confiante.

 

Ao ver o fracasso em que se tornou a sua vida, e o sucesso que o amigo está a conseguir a todos os níveis, Miles gasta parte do dinheiro que ele e a sua mulher pouparam, para pagar o spa, que lhe promete um verdadeiro milagre - um tratamento avançado e sofisticado, capaz de resolver todos os seus problemas.

 

Na realidade, o que acontece no spa é um processo de clonagem, que transforma os clientes numa versão melhorada de si mesmos. E, enquanto os clones ocupam os respectivos lugares na vida que, antes, pertencia aos clientes, estes são enterrados vivos, sob o efeito da anestesia, acabando por morrer.

 

 

 

O que nem ele, nem os donos do spa esperavam, era que as coisas não resultassem como habitualmente, e que Miles sobrevivesse.

 

Agora, o verdadeiro Miles, que continua sem grande vontade de mudar por si próprio, e o seu clone, que age de uma forma totalmente diferente, tornando-se um homem bem sucedido, respeitado, e que facilmente conquista todos à sua volta, terão que partilhar a mesma vida, o mesmo trabalho e, até, a mesma mulher.

 

 

 

Apesar de ser uma comédia, faz-nos pensar neste mundo em que vivemos, em que a competição no trabalho leva, cada vez mais, a frustrações e stress quando não se consegue dar o melhor, em que reina a lei do mais esperto.

Um mundo em que as pessoas têm preguiça de pensar por si, lutar por si mesmas. Preferem cruzar os braços e ignorar o que se passa, consigo e com os que o rodeiam, do que enfrentar as situações, e tentar resolver os problemas.

Um mundo em que as pessoas preferem afundar-se em autocomiseração, desvalorizar-se e fazer o papel de coitadinhos, do que dar a cara e tentar melhorar e mudar a sua vida, e a pessoa que é, ou na qual se transformou.

E este é meio caminho andado para perderem aquilo que tanto receiam perder.

Depois?

Depois poderá ser tarde demais...

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  Chuva, chuva, e mais chuva!