terça-feira, 31 de março de 2020

As mudanças que o coronavírus obrigou o mundo a implementar

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Ao longo da História, várias foram as situações pelas quais as pessoas desse tempo tiveram que passar, muitas delas catastróficas e mortíferas e que, hoje, todos nós estudamos na escola, ou ouvimos falar, noutros contextos.


Com esta pandemia do Coronavírus, quer queiramos, quer não, também nós vamos fazer parte da História que, um dia, os nossos descendentes irão estudar ou conhecer.


Acredito que, para a maioria de nós, isto é algo nunca antes vivido, e com um grande impacto não só em cada um de nós, como também na sociedade em que vivemos, e no mundo.


É algo que marca. Ainda que de forma negativa e assustadora, mas não deixa de ser um marco. 


 


Se este vírus "inteligente e agressivo", como diz Graça Freitas, foi criado por mão humana e o seu contágio foi intencional, ou se foi algo ocasional, ou a mãe Natureza a querer passar-nos alguma mensagem, não sabemos.


 


Mas cabe-nos a nós, humanos, tentar retirar de tudo isto, a nossa lição. 


Sobre aquilo que nunca pensámos fazer, de livre vontade, mas fazemos agora, obrigados.


Sobre aquilo que se poderia evitar, mas no qual nunca pensámos, e que agora temos que tentar combater ou resistir.


Sobre coisas que se poderiam há muito ter posto em prática, mas nunca houve vontade para isso e, agora, têm mesmo que ser.


Sobre novas formas de trabalhar, sobre novas formas de estudar.


Sobre facilitar o que pode ser facilitado, evitando burocracias desnecessárias. E sobre apertar aquilo em que havia demasiado facilitismo, quando deveria ser ao contrário.


Sobre apoiar mais, os que mais precisam, quando precisam (e que nem só agora precisam) porque, quando existe vontade, a ajuda consegue-se, e vem.


Sobre como temos tanto a ganhar, quando nos unimos, quando nos apoiamos uns aos outros. E não deveria acontecer apenas em situações de risco.


 


Infelizmente, quer queiramos, quer não, irá morrer muita gente por este mundo fora, por conta deste vírus.


Mas foi, também, assim, com outras maleitas, epidemias, pandemias, doenças, vírus e bactérias, que se foram descobrindo formas de as conter, curar, travar, evitar.


É assim que a ciência, apesar de estar, quase sempre, um passo ou mais atrás, vai evoluindo, não para os que já não podem dela usufruir, para para as gerações futuras.


 


Infelizmente, é assim que muitos de nós percebemos que a morte não escolhe raça, idade, estatuto social ou qualquer outra diferença. Aos olhos dela, somos todos iguais.


 


Infelizmente, foi preciso uma pandemia como esta, que está a matar seres humanos um pouco por todo o mundo, para que a natureza pudesse "respirar". 


 


Sim, apesar da situação dramática que vivemos, do perigo a que estamos sujeitos, e das consequências, a todos os níveis que iremos sofrer, acredito que, enquanto seres humanos, teríamos muito a aprender.


Mas também acredito que, quando tudo isto estiver mais contro lado, ou tiver passado, todos nós voltaremos a fazer o mesmo de sempre, como se nada tivesse acontecido porque, afinal, o que lá vai, lá vai.


A História só interessa a quem a estuda, e quem vive do passado, é museu. 


 


 


 

segunda-feira, 30 de março de 2020

A Fall From Grace, na Netflix

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Já tinha ouvido falar deste filme e, ontem, decidi vê-lo.


É um filme que recomendo, sem dúvida!


 


Grace está a ser acusada de matar o marido.


Pela opinião pública, já foi condenada.


A própria Grace quer confessar-se culpada, e aceitar o acordo que lhe evita a condenação à morte, tendo apenas, como único pedido, que fique num estabelecimento prisional onde o filho a possa visitar com frequência, perto deste.


 


Jasmine é uma advogada inexperiente, insegura, que está habituada a fazer os seus clientes assinarem acordos, ou seja, a resolver os processos da forma mais fácil.


Quando as coisas se complicam, foge, desiste.


O caso de Grace vai, no entanto, depertar alguma atitude em Jasmine, a quem acaba por convencer a não assinar o acordo, e seguir para o julgamento, com a promessa de tudo fazer para provar a sua inocência.


Só que Jasmine não está habituada aos tribunais e, em vez de ajudar, poderá mesmo deitar tudo a perder, condenando a sua cliente.


 


Mas, afinal, o que realmente aconteceu?


Será Grace, de facto, uma assassina? 


O que esconde esta declaração de culpa de Grace? O que a levou a resignar-se? A não querer lutar?


E que motivos teria ela para matar o marido?


 


Neste filme, nada é o que parece. As pessoas não são quem aparentam ser.


E não se pode confiar em ninguém.


Se todos merecemos uma segunda oportunidade de ser felizes? De dar uma chance ao amor? Sim.


Mas não existem príncipes encantados. 


E, se o nosso instinto nos diz que algo não está bem, podemos vir a pagar caro, ao ignorá-lo.


 


 



 


 

sexta-feira, 27 de março de 2020

Quando a persistência leva a melhor sobre o sono

Um desafio - o poder dentro de você. Aceita ou vai ficar na mesma?


 


Há muitas coisa que não sei, e não me preocupo, porque ninguém sabe de tudo, nem tem obrigação de o saber.


Existem coisas nas quais não posso ajudar a minha filha mas, ao mesmo tempo, não digo que não a um bom desafio.


E o de ontem foi tentar desencriptar uma mensagem através do "Código de César" e análise estatística.


 


Após várias tentativas, e duas quase desistências, lá conseguimos chegar à resolução do enigma, já perto da meia noite!


 


 


 


 


 


 


 


 


 

quinta-feira, 26 de março de 2020

Sabem aquelas pessoas...

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... que dizem que devemos manter a calma, quando elas próprias se mostram uma pilha de nervos?


... que dizem que parecemos estar aborrecidos ou chateados, quando basta olhar para a cara delas para ver que são elas que estão de "trombas", aborrecidas e chateadas?


... que querem à força descarregar o seu stress e não sabem como, e começam a moer quem têm ao lado, até a outra pessoa explodir, para depois dizerem que não havia necessidade?


... que arranjam forma de empurrar para nós, aquilo que elas próprias sentem e culpar-nos por aquilo a que deram origem?


... que resmungam baixinho mas, ainda assim, para nós ouvirmos mas, quando lhes perguntamos directamente o que querem dizer, se calam?


 


Pois...


Não é fácil lidar com pessoas assim.


Que vêm nos outros, o seu próprio reflexo, mas não o querem admitir.


 


É ter, muitas vezes, que ouvir e ignorar.


É ter, muitas vezes, que pensar duas vezes no que se vai dizer, ou se vale a pena falar.


É medir cada passo, cada gesto, cada palavra, para não pisar nenhuma mina que possa rebentar, sem querermos.


E esperar chegar ao outro lado do campo, sem activar nenhum explosivo!


 


Já alguma vez se depararam com pessoas assim na vossa vida?


 

terça-feira, 24 de março de 2020

"O fruto proibido é sempre o mais apetecido"

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Num dia, tínhamos tudo à nossa disposição.


Era algo adquirido. Estava sempre ali, ainda que não precisássemos.


 


De repente, tudo fecha. 


 


E nós?


Nós lembramo-nos, precisamente nesse momento, que até precisávamos de ir à loja "x" comprar alguma coisa, e agora está fechado.


E que dava jeito ter o estabelecimento "y" aberto, porque até tínhamos ideia de lá ir.


Ainda que, até então, não tivéssemos pensado nisso!


 


Porque será que, quando não temos ou não podemos, é quando mais precisamos, ou queremos algo?

sexta-feira, 20 de março de 2020

Somos como os passageiros do Titanic, num navio prestes a afundar

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Ontem, ao pensar na situação que estamos a viver, veio-me à cabeça a imagem da orquestra do Titanic, a tocar até ao último momento, mesmo quando sabia que nada mais havia a fazer.


E, se pensarmos bem, é quase como se todos nós fossemos passageiros desse navio inafundável, que é o Mundo.


Tal como aconteceu com o Titanic, que não estava à espera de chocar com um iceberg, também o Mundo não estava preparado para este vírus que nos atacou de surpresa.


Da mesma forma que o Titanic não tinha botes salva vidas para todos os passageiros que levava a bordo, também não existem, no Mundo, meios suficientes para salvar, a tempo, todos os infectados, vítimas do Covid-19.


Sabemos que, tal como muitos morreram à espera de ajuda, que os tirasse daquele oceano gelado, também agora haverá vítimas mortais, inevitáveis.


Se atingirmos uma fase mais grave, não estaremos preparados, nem munidos de equipamentos suficientes para todos.


Mas, tal como o capitão, que não abandonou o barco, tal como a banda, que continuou a animar as pessoas, tal como todos aqueles que tentaram até ao fim escapar com vida, há que continuar, não desistir, enfrentar o inimigo como pudermos.


Com a ajuda daqueles que, dia após dia, se arriscam mais, para o bem de todos.


A maior parte de nós, sobreviverá e, à semelhança da Rose, um dia, estaremos cá para contar a história da nossa resistência e sobrevivência a esta pandemia, da mesma forma que ela contou, a daquele naufrágio, que não era suposto ter acontecido, mas se tornou real.


E vamos, por certo, lembrar aqueles que partiram, para que nós cá continuássemos.


 

quinta-feira, 19 de março de 2020

Séries que nos chegam "aos bocados"

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Existem as séries "normais", aquelas a que sempre nos habituámos, em que temos um episódio novo a cada semana, para ir acompanhando e que, muitas vezes, nos mantêm na expectativa, até ao episódio seguinte.


Depois, com as plataformas de streaming, chegaram até nós as séries completas, que nos permitem ver todos os episódios quando quisermos, sem estar à espera que venha o seguinte.


Existem, ainda, as que se dividem em duas partes, passando metade dos episódios, fazendo uma pausa (que pode chegar a um mês ou mais) e voltando para a segunda parte.


E, agora, temos também as séries que nos chegam "aos bocados". Em que tanto passam um episódio por semana, como param durante semanas, como voltam de 15 em 15 dias, sem qualquer critério, sem qualquer explicação, que não seja, para mim, a de que vão passando, consoante vão gravando os episódios. E uns demoram mais a gravar que outros. Ou então, ainda estão a pensar que rumo dar à história, e se a terminam já, ou a prolongam.


Mas, para quem vê estas séries, às tantas, fica perdido, sem saber se acabou assim, ou se, e quando, vai continuar.


 

quarta-feira, 18 de março de 2020

O lado positivo do pós isolamento social e quarentena

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- os ginásios terão imensos clientes que, à falta de algo mais para fazer, vão enfardar os quilos de comida que armazenaram nestas semanas


 


- os psicólogos, psiquiatras e conselheiros matrimoniais terão a agenda cheia, efeito de tantos dias de clausura nas pessoas


 



- há um sério risco de os divórcios aumentarem, o que gera sempre lucro


 


- ou de se redescobrir o valor e importância da família que, no dia a dia nem nos apercebemos, e vivermos o "felizes para sempre"


 


- também pode acontecer o tão esperado baby boom, para rejuvenescer a população em Portugal


 


- vai haver uma maior poupança porque os portugueses terão as despensas cheias e não precisarão de ir às compras nos próximos meses


Uma Aventura... No Hipermercado!

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Tendo em conta a hipótese de este poder ser o nosso último dia de "liberdade", achei melhor precaver-me e ir ao hipermercado comprar algumas coisas que já tinha na lista.


Sei que, mesmo em estado de emergência, podemos ir às compras mas, na prática, não faço ideia se haverá algumas limitações de tempo ou outras, por isso...


 


E digo-vos: foi uma aventura!


Nunca mais olharei para uma simples ida às compras da mesma forma.


 


No Lidl, consegui entrar logo, peguei no puré de batata, que era apenas o que ia buscar e fui para a caixa, onde tinha duas pessoas à frente.


Um senhor, armado em esperto, estava a tentar chegar-se à frente na fila, para o deixarem passar, porque só tinha uma garrafa, e não queria ir para a fila que já chegava quase ao fundo do corredor.


Não teve sorte. Acabou por ir embora sem a garrafa.


 


Com confiança, dirijo-me ao Intermarché, que é logo abaixo, onde queria comprar o resto que precisava.


Tirei a senha. Tinha cerca de 50 pessoas à minha frente.


A entrada parece um acampamento!


Algumas cadeiras espalhadas pelo parque, para as pessoas se sentarem enquanto esperam, pacientemente, a sua vez.


E, apesar de tudo, ainda não se perdeu o sentido de convivência. As pessoas vão conversando umas com as outras, para passar o tempo.


Outras, aproveitam a temperatura amena e o sol para trabalhar para o bronze!


Algumas vão de máscara e luvas. Outras, com lenços a tapar a cara até ao nariz - só lhes faltava o chapéu para parecerem cowboys. Outras, sem nada.


 


Esperei, para ver como andava a fila, e se daria tempo ou não. Até estavam a chamar relativamente rápido. Fiquei.


Vi a maior parte das pessoas a levarem carrinho mas, como não ia comprar muita coisa, achei que um dos cestos lá dentro chegava.


Quando chegou a minha vez, chamada pelo número, por um segurança, através de um microfone, entrei. A senha é colocada no caixote do lixo mais à frente.


Consegui colocar as coisas no cacifo, enquanto estava lá dentro. Não havia cestos!


 


Fui comprar, pelo sim, pelo não, papel higiénico. Ainda havia algumas embalagens. Trouxe uma. E outra de guardanapos, que tinham em maior quantidade.


O amaciador da roupa que costumo usar, estava esgotado. Peguei noutro para desenrascar.   


Reparei, quando fui buscar atum, que a polpa de tomate estava a acabar. 


Peguei numas cebolas.


Vi que havia bastantes ovos, mas ficará para o fim de semana. Agarrei num gel de banho e fui para a caixa, porque havia mais gente lá fora para entrar.


 


A zona da padaria (balcão) e pesagem da fruta já tem fitas para manter o distanciamento. Parece que andamos num labirinto. Na primeira caixa, o operador tinha uma protecção em acrílico. Nas restantes, não.


Não sei bem como funcionará em caso de fila, porque não apanhei. Só tinha duas pessoas à frente, mas temos que esperar que o operador chame, para nos dirigirmos à caixa.


Enquanto colocamos as compras no tapete, a operadora afasta-se. Comigo, foi um funcionário que pôs, e tive que dar a volta pelo lado de fora e ir lá ter, mantendo-me afastada, de acordo com as marcas no chão.


Colocamos o dinheiro ou cartão no balcão, enquanto a funcionária se afasta. Afastamo-nos, e ela trata do pagamento. E isto repete-se, até podermos pegar nos sacos, e ir embora. 


 


Isto foi num dia de semana, em hora de almoço. Agora imaginem no fim de semana!


 


A propósito dos excessos de compras: Isto de as pessoas andarem a açabarcar à parva, só levou a que os produtos escasseassem. Dizem os entendidos que não faltarão bens, porque serão diariamente repostos. Não é isso que se vê, na prática. Na verdade, à medida que os dias vão passando, mais produtos vão faltando. E quanto mais nos apercebemos que estão a escassear, sem voltar a ser repostos, mais temos tendência a comprar, antes que esgote de vez. 


 

terça-feira, 17 de março de 2020

Lost Girls, na Netflix

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Baseado no livro "Lost Girls: An Unsolved American Mystery", de Robert Kolker, o filme conta a história real de Mari Gilbert e sua luta para resolver o caso do desaparecimento da sua filha mais velha, Shannan, uma prostituta que desapareceu em 2010, na região de Long Island, nos Estados Unidos, após uma visita a um cliente. 


 


Todos sabemos que, numa espécie de comunidade, sobretudo com algum poder, todos se protegem uns aos outros, e tudo se pode camuflar, esconder, ocultar, fazer desaparecer.


Mas será possível abafar o desaparecimento, ainda que de alguém que, aos olhos de todos, pareça alguém insignificante demais, para que se perca tempo e meios numa investigação?


Será possível calar ou travar a ira de uma mãe, que quer saber o que aconteceu à sua filha, e que nenhum apoio, colaboração ou empenho obtém da polícia, ou da justiça?


 


Se, no início, tudo é levado muito descontraidamente, por parte das autoridades, com a descoberta de vários cadáveres, de outras jovens, na zona, a polícia vê-se obrigada a mostrar algum serviço, mas pouco.


Até porque há provas que se perdem, outras que inocentemente se apagam, e algum interesse em que não se remexa muito no assunto.


O filme demonstra bem o comportamento das autoridades com os poderosos, por contraste com os comuns mortais.


 


Ainda que boa parte da revolta pela inacção da polícia, e da frustração por não conseguir descvobrir o que aconteceu à filha se devam à culpa que sente, por tudo o que fez e, sobretudo, o que não fez por ela, ao longo de toda a vida, pelo abandono, pelo aproveitar-se da vida da filha, não deixa de se mostrar uma mãe disposta a tudo, para saber a verdade, doa a quem doer.


 


Era um filme que prometia, até porque é baseado em factos reais mas, tal como na vida real, nem sempre as coisas correm como queremos, nem sempre há respostas, nem sempre há uma explicação para tudo, nem sempre se pode fazer mais.


 


Pessoalmente, achei que o filme deixou muito a desejar, para além de ser parado, sem grande contextualização, sem grande desenvolvimento das personagens que dele fazem parte, e que mereciam maior destaque.


 


 

segunda-feira, 16 de março de 2020

É urgente privilegiar a informação de qualidade e a sanidade mental



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Neste momento que estamos a viver, mais do que nunca, é urgente privilegiar a informação, e não a desinformação, e manter a sanidade mental.


Assim, deixo aqui alguns conselhos (que valem o que valem) para quem quiser levar e adotar:



  • não passem o dia inteiro a ver notícias sobre o mesmo - escolham um dos noticiários - tarde ou noite para ficar a par das actualizações

  • não passem o tempo todo a falar do mesmo, como se não houvesse outros assuntos para falar no dia a dia

  • não acreditem em todas as publicações, vídeos e audios que andam a circular nas redes sociais, e que só contribuem para mais alarmismo - pensem que, se nos quiserem mesmo esconder informação, ela nunca irá andar a passar de boca em boca

  • se virem/ lerem alguma publicação que considerem importante, e com informação relevante, partilhem

  • não alimentem/ gerem "guerras" nas redes sociais, ou outras, por causa do Covid, num momento em que temos que estar todos unidos, ainda que com opiniões diferentes

  • assistam às notícias com os vossos filhos, se acharem que têm idade para tal, e esclareçam dúvidas que eles tenham, dando-lhes a conhecer o momento que atravessamos, explicando o porquê das medidas, mas mostrando tranquilidade e positivismo - afinal, nós somos o seu exemplo

  • não se permitam ser contagiados pela paranóia que vos possa rodear, nem entrem em paranóia, só porque, por acaso, começaram a espirrar ou a tossir - lembrem-se que estamos numa época de constipações e gripes, e o tempo não está a ajudar

  • tentem, dentro dos limites, e do possível, tirar algo de positivo de toda esta situação, ou encará-la com humor, sem ferir susceptibilidades








 




domingo, 15 de março de 2020

Medidas de prevenção com que me deparei aqui em Mafra

A imagem pode conter: flor, texto que diz "NOVO CORONAVÍRUS (COVID-19) MEDIDAS MUNICIPAIS DE PREVENÇÃO A prevenção é uma missão de TODOS Proteja-se, conte connosco"


 


Sexta-feira foi o meu primeiro contacto com esta nova realidade das medidas de prevenção contra o Covid-19 aqui em Mafra.


Tive que ir à farmácia, e avisaram-me logo que tinha que esperar do lado de fora, até que alguém saísse. Só ficam na farmácia 5 pessoas ao mesmo tempo.


Já na pastelaria onde fui, apenas estavam a usar luvas.


 


No sábado, fui às compras à hora de almoço. Todos me diziam que ia na pior hora mas, afinal, até fui em boa hora. Estavam poucas pessoas no Intermarché. 


Não havia ninguém com protecção, nem qualquer restrição de entrada.


A mesma coisa no Continente.


Daquilo que ia comprar, tinham tudo. No entanto, reparei nas prateleiras vazias do papel higiénico. Carne e peixe, como não precisava, não vi se havia ou não.


Uma das funcionárias disse que, de manhã cedo, as pessoas faziam fila à porta, algo que o meu pai já tinha visto durante a semana.


 


Já no Lidl, estava o segurança à porta, a barrar as entradas. Só pude entrar depois de sair um cliente.


Notei que os funcionários andavam de luvas, e tinham frascos de gel junto às caixas.


 


Os meus pais foram almoçar a um restaurante que, apesar de aberto, tinha poucas pessoas. E já tinham o espaçamento entre mesas implementado.


Outro restaurante, aqui perto de nós, fez um comunicado no facebook, a pedir aos clientes habituais que optem por comprar as refeições e levar para casa, em vez de comerem lá.


 


As feiras, em espaço aberto, foram canceladas. Os ginásios estão encerrados, tal como outros espaços de lazer. As actividades desportivas e culturais foram suspensas.


 


Eu, vou trabalhar, mas o escritório estará encerrado a clientes. Só atendemos telefone. E fazemos o serviço que possa ser realizado, sem saídas para o exterior, até porque suponho que a maior parte dos serviços públicos estejam também a meio gás ou mesmo encerrados.


 


É possível que, daqui a uns tempos, tudo fique ainda mais restritivo.


Vamos esperar para ver, sempre com calma e pensamento positivo.


 


 


 

sexta-feira, 13 de março de 2020

Com as escolas encerradas, como fica agora o ano lectivo?

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Ficou ontem decidido o encerramento de todas as escolas do país, já a partir da próxima segunda-feira, e por tempo indeterminado.


Quero acreditar que, quando voltarem a avaliar a situação, no próximo dia 9 de Abril, já tudo estará mais calmo, o pior já terá passado, e será permitida a reabertura das escolas, com o regresso dos estudantes à normalidade da vida escolar.


 


No momento em que é tomada esta medida preventiva, o segundo período (para o pré-escolar, e 1º a 3.º ciclo) estava quase a terminar. 


Ainda assim, a minha filha teria testes na próxima semana, que ficarão, para já, sem efeito. E trabalhos para apresentar, que não terá oportunidade de o fazer.


Neste período de férias antecipadas, como irão agir os professores?


Irão pedir aos alunos para, em alternativa às formas de avaliação programadas, e que obrigavam à presença destes, executar trabalhos ou testes que possam ser feitos virtualmente?


Haverá avaliação neste segundo período? Ou ficarão sem avaliação, com todo o esforço e trabalho deitados ao lixo?


A haver, irá essa avaliação basear-se nas notas intercalares, e no percurso de cada aluno, durante estes dois primeiros períodos?


Penso que, a esta altura, os professores terão bases para essa avaliação, mas...


 


E se, no pior cenário, as escolas não puderem reabrir no 3º período?


Como é que fica a situação dos estudantes, e como fica o ano lectivo?


É leccionada a matéria por outras vias? É feita a avaliação de outras formas?


E como se preparam os estudantes para eventuais exames de final de ano?


 


Poderá o ano lectivo, na pior das hipóteses, ter que ser repetido?


Servirá a avaliação, obtida até agora, de base para a retenção ou progressão do aluno?


Ou, para não serem prejudicados os que não tiveram oportunidade de recuperar as notas, passarão todos para o ano seguinte?


E como irão estar preparados para o ano seguinte, se não tiverem dado a matéria que era suposto aprender no anterior?


 


Estamos todos numa situação nova, pela qual nunca passámos e, como é óbvio, o mais importante neste momento é a nossa saúde.


Tudo o resto acaba por perder importância, quando nos debatemos com uma pandemia.


É uma questão de adaptação às novas realidades, que uns estarão mais preparados para a levar a cabo, que outros.


Mas são dúvidas que, apesar de tudo, me surgem e que, provavelmente, mais pais e até os estudantes se colocarão, neste momento, ainda que a prioridade seja, obviamente,  a saude e bem estar de todos nós.


 


Já agora, com as escolas encerradas e os estudantes em casa, irá aplicar-se o mesmo aos funcionários e professores, ou continuarão estes a trabalhar, à porta fechada?


 


 

Entrevistas na SIC: Cristina Ferreira X Júlia Pinheiro

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Ultimamente, tenho assistido a algumas (poucas) entrevistas, tanto n' O Programa da Cristina, como no da tarde, "Júlia".


Ambas parecem ser apresentadoras sempre prontas para a brincadeira mas, também, para falar de temas mais sérios.


Existe uma diferença de idades e, talvez, uma forma diferente de olhar para as coisas, fruto dessa diferença.


 


Noto que, nas entrevistas da Cristina, as respostas às questões que ela coloca ficam, algumas vezes, por responder porque ela se lembra de mais alguma coisa, e corta a resposta a meio, ou vira a conversa para o tema seguinte, sem o anterior ter sido concluído.


Há espaço para lágrimas, palavras sentidas, conselhos e até uma espécie de solidariedade, mas sempre aligeiradas com umas belas gargalhadas à Cristina, e uma ou outra piada.


Nas entrevistas que tenho visto noto, talvez, um não aprofundar das questões, ficando ali a meio caminho.


 


No que respeita à Júlia, as entrevistas que tenho visto transmitem-me a ideia de que aquilo que fica por dizer na Cristina, é depois esmiuçado na Júlia!


A Júlia tem sempre aquela postura calma, ponderada, séria, compreensiva. Até a sua própria forma de falar é calma, pausada, suave. Mesmo quando brinca, é mais comedida.


Mas fico com a sensação que acaba por tornar o programa um pouco taciturno.


Talvez no programa da Júlia, as entrevistas tendam a dar mais destaque ao drama, às dificuldades, à tragédia, e não tanto às coisas positivas.


 


E, se há coisa que não gosto, é que, em certos momentos, ambas queiram, em vez de colocar a questão, deduzir as respostas dos convidados, ou fazer afirmações com base naquilo que acham, pelo pouco que sabem da história destes, quase que colocando palavras nas suas bocas.


 


De uma forma geral, penso que acabam por se complementar, não se distinguindo uma, mais que a outra. Ainda assim, talvez a minha balança pensa mais para a Júlia, apesar de tudo.


 


E por aí, costumam ver os programas destas duas apresentadoras?


Têm alguma preferência?


 


 

quinta-feira, 12 de março de 2020

Como lido diariamente com a ameaça do Covid-19?

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Há uns tempos, disse que não sabia se tinha mais receio de ser contagiada pelo vírus, ou pelo histerismo que me rodeava.


Mantenho a mesma ideia.


Se não me assusta o vírus? Claro que sim!


Mas assustam-me mais comportamentos extremos, tanto daqueles que se preocupam demais e pensam que o mundo está prestes a acabar, como daqueles que acham que o vírus só veio cá passar a Páscoa, e até é fixe conviver com ele.


Assusta-me quem, em nome das medidas preventivas, usa e abusa do álcool até ficar com as mãos em carne viva. Tal como me assusta quem nem sequer pensa em lavar as mãos.


Assusta-me quem se quer fechar e isolar de tudo e todos, ainda que não esteja em risco, tal como quem ignora os avisos para evitar espaços públicos e grandes aglomerados de pessoas.


Assusta-me quem deixe tudo para mais tarde e ignore as eventuais consequências de uma infecção pelo vírus, tal como quem associa, automaticamente, o vírus a morte certa.


Assusta-me quem peca por falta de prevenção, como pelo excesso, como aqueles que andam por aí a açabarcar e esvaziar os hipermercados, não vão ter que ficar vários meses em casa.


Assusta-me que, de um momento para o outro, se feche e pare tudo, tal como me assusta que se deixe andar tudo normalmente, como se nenhum vírus andasse por aqui.


Vejo muita gente preocupada em ser contagiada, mas poucas a tentar evitar o contágio.


Vejo as entidades competentes e responsáveis quererem evitar a propagação do vírus, com medidas que em nada contribuem para esse fim, agindo de acordo com aquele velho ditado "Depois da casa roubada, trancas a porta!".


Vejo exigir, a uns, quarentena profilática e, a outros, permitir o livre trânsito, sem qualquer rastreio.


 


No outro dia, perguntaram-me? Não tens receio pela tua filha?


Claro que sim. Mas não vou deixar esse receio a limite, enquanto ela puder viver com o mínimo de normalidade.


E, tal como referi, não considerava o fecho das escolas uma boa medida, neste momento, como acabou por se comprovar ontem quando vimos alunos, sem aulas, a aproveitar o dia de sol, nas praias portuguesas.


 


No meu dia a dia:


Não utilizo transportes públicos, pelo que, por aí, não há perigo.


Mas tenho, por vezes, que me deslocar a serviços públicos, a trabalho, seja correios, conservatórias, finanças, onde se desloca um grande número de pessoas, das mais diversas proveniências, e concentradas num pequeno espaço.


Por outro lado, também vem muita gente aqui onde trabalho, por vezes, regressada de outros países. Ou que trabalham, também elas, em espaços públicos, ou locais de risco de contágio, como hospitais.


E vivo numa vila que recebe, dirariamente, turistas de várias nacionalidades


Ainda assim, mantenho-me serena, dada a situação, e dentro dos possíveis.


Não vou deixar de trabalhar, enquanto isso me for permitido. Não vou deixar de andar na rua, enquanto não houver ordem em contrário.


 


Acredito que, o que tiver que ser, será.


Não facilito, mas também sei que, muitas vezes, protegemo-nos tanto, de todas as formas e mais alguma e, depois, sem saber como, acaba mesmo por nos calhar aquilo que tentámos evitar.


Porque nem sempre conseguimos proteger todas as frentes e, enquanto estamos focados numas, outras podem ser fintadas. 


 


Por isso, como em tudo na vida, haja precaução e prevenção, sim! Mas haja bom senso, também!


E, apesar de tudo o que nos é atirado para cima, seja das redes sociais, seja da comunicação social, alguma calma. 


Até porque o stress pode afectar o sistema imunitário, e elevar ainda mais o risco de infecção.


 

quarta-feira, 11 de março de 2020

Os psicopatas das chamadas

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Sabem quando precisamos mesmo de falar com alguém, e essa pessoa não nos atende as chamadas? 


O que fazemos, é ir ligando, uma e outra vez, até a pessoa atender, ou nós desistirmos!


Se soubermos que a pessoa pode estar com alguém, ou em algum local, do qual tenhamos o número, também pode acontecer ligarmos para o mesmo, para ver se apanhamos a pessoa com quem queremos falar.


Mas isto, é quando existe mesmo urgência em falar, em transmitir um recado, algo que não se pode adiar (ou não convém).


 


Não consigo perceber como é que algumas pessoas, que até nem têm nada de urgente para dizer, agem como "psicopatas das chamadas", ligando uma vez atrás da outra, sem dar espaço, como se o mundo fosse acabar dentro de instantes.


E se não atendem um telefone, ligam para outro e, se esse não dá e mais contactos tiverem, mais chamadas fazem.


 


Depois, há aqueles que, quando não se lhes atende as chamadas, enviam mensagens "chamativas", para ver se, ao lermos, nos aguçam a curiosidade e ligamos de volta!


 


O que acontece, mais cedo ou mais tarde, tal como aquele que tantas mentiras disse que, quando disse uma verdade, ninguém acreditou, é que, quando houver mesmo uma situação urgente, já ninguém vai ligar ou atender as chamadas dessas pessoas porque, até ali, não passaram de falso alarme.

terça-feira, 10 de março de 2020

O coronavírus e as férias da Páscoa

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Li hoje que se está a ponderar antecipar as férias da Páscoa nas escolas, para conter a propagação do vírus no meio escolar.


Assim, os estudantes, em vez de começarem as férias a 28 de Março, começariam a 14. Não sei se este antecipar corresponde, efectivamente, a gozar os mesmos 15 dias, mas mais cedo, voltando mais cedo à escola, ou se se traduziria em férias prolongadas.


 


De qualquer forma, à excepção de quem o fez a trabalho, e não o poderia, de forma alguma, evitar foi, maioritariamente, através de pessoas que passaram férias fora, sobretudo na época do Carnaval, e que regressaram ao nosso país, que o vírus cá entrou e se começou a espalhar.


 


Assim, creio que adiantar as férias da Páscoa, por si só, pode não deixar que o vírus contagie ninguém neste momento, e dê uma sensação momentânea de contenção do mesmo, mas não é uma medida eficaz, se não for acompanhada por outras que a complementem.


Sendo um adiantar das férias, e não uma quarentena, significa que os estudantes não têm que ficar presos em casa, pelo que podem sempre ir passar as férias noutros locais, incluindo, os que apresentam casos confirmados de coronavírus.


 


E, a não ser que se encerrem fronteiras, se proibam viagens, ou se impeça a entrada e permanência nesses locais, a hipótese de contágio é uma hipótese a ter em conta.


Depois, com o término das férias, voltam à escola, sem qualquer despiste, dando origem ao eventual cenário que antes evitaram.


Até porque, de acordo com o SNS24, são muitas as pessoas a que aconselham a fazer a vida normal, mantendo apenas a distância de segurança recomendável e meia dúzia de precauções básicas.


 


Para mim, teria muito mais lógica impôr um período de quarentena, após as férias da Páscoa, sobretudo, a todos aqueles que tivessem estado em zonas de risco, ou em eventual contacto, com casos suspeitos.


Até porque, como já vimos, apesar de todo o histerismo exagerado por conta do Covid-19, ainda há muita gente disposta a correr o risco, para passar uns dias de descanso diferentes, as merecidas férias, para realizar as viagens de sonho.


 


E trazer, com elas, como "souvenir", um belo presente envenenado, que pode não ter consequências graves para si mesmas, mas poderá colocar em risco quem as rodeia.

Porque não se deve deixar um trabalho para a última hora

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Em primeiro lugar, porque, quanto mais tempo deixamos passar, mais probabilidades há de que, o tema que queremos, já tenha sido escolhido, e nos tenhamos que contentar com os que restam, ou com sugestões dos professores.


A minha filha tinha que fazer um trabalho de análise de um poema de Camões, do manual, para este período. Não escolheu logo e, quando o fez, já todos estavam escolhidos.


É certo que os poemas do manual não chegavam para todos os alunos e, por isso, a professora disse que poderiam escolher outros.


Ela assim o fez mas, entretanto, quando marcou a sua apresentação e mostrou o poema, já estava escolhido também.


A apresentação estava marcada para ontem. Na sexta-feira à noite, ela enviou email à professora com o nome do novo poema escolhido e pediu, caso já estivesse a ser trabalhado, que a professora facultasse a lista dos poemas já escolhidos.


A professora respondeu-lhe no domingo, ao final da tarde, que o poema já estava escolhido também, e que veriam na aula outra opção.


Ou seja, já era o segundo trabalho feito, e "deitado ao lixo".


Tudo isto poderia ter sido evitado se, por um lado, ela tivesse pensado no trabalho mais cedo e, por outro, se a professora tivesse dado logo os poemas já escolhidos, para ela não andar a perder tempo em vão.


E foi assim que, às 19 horas da véspera da apresentação de um trabalho, ela teve que começá-lo e acabá-lo, sem qualquer preparação.


 


 


Ainda a propósito da escolha do tema, quanto mais cedo pensarmos nele, melhor e maior a pesquisa que podemos fazer, para nos ajudar à escolha, consoante a quantidade e qualidade de infornação existente para cada um dos temas, e que melhor poderá ser trabalhada e desenvolvida.


Se pesquisarmos, dentro do tema geral, ou do específico no qual tínhamos interesse, e percebermos que há muito para falar, podemos reservá-lo para nós com antecedência.


Já se deixarmos para o fim, e tivermos que ficar com "as sobras", arriscamo-nos a que, para o tema que nos calhou, não haja informação suficiente ou importante, e não consigamos fazer um trabalho tão bom.


 


 


Em terceiro lugar porque, caso tenha que haver alterações nas datas de entrega ou apresentação, e estas sejam adiantadas, não corremos o risco de o trabalho não estar pronto, adiantado ou sequer começado.


Por vezes, apesar de haver uma data específica para entrega/ apresentação dos trabalhos, os professores podem, por diversos motivos, adiar a mesma ou, como já chegou a acontecer, adiantá-la.


Nesses casos, se o trabalho já estiver feito ou quase, facilita-nos muito a vida. Já se estiver ainda no início, ou se ainda não tivermos, sequer, pegado nele, arriscamo-nos a fazê-lo à pressa, e a não ficar no seu melhor, prejudicando a nota.


 


 


Se for preciso escolhermos uma data para entrega/ apresentação da mesma, quanto mais cedo o fizermos, melhor garantimos a reserva desse tempo que iremos ocupar, não nos arriscando a que, por qualquer motivo, o tempo fique todo ocupado e não haja vaga para nós.


Quanto mais cedo escolhermos uma data, mais hipóteses temos de reservar o dia que nos dá mais jeito, e de nos organizarmos.


Caso deixemos para mais tarde, podemos não ter hipótese de escolha, e ter que ficar com a vaga que sobra, numa semana/ dia que já tenhamos também outras apresentações ou testes.


Por outro lado, embora os professores tenham que dar a mesma oportunidade a todos os alunos, e a contabilizar o tempo/ número de aulas que irão dispender com as apresentações de todos, pode acontecer, pelos mais variados motivos, o tempo disponível não chegar para todos e, quem chega por último, arrisca-se a não conseguir apresentar o seu trabalho, ficando penalizado.


 


 


Por último, quanto mais cedo o trabalho estiver feito, mais tempo nos sobra para preparar a apresentação ou, caso seja só para entrega, para nos dedicarmos a outros trabalhos ou, simplesmente, aproveitar o tempo livre, sem stress!


 

segunda-feira, 9 de março de 2020

Fala-me de Um Dia Perfeito

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Existem dias perfeitos?


Ou dias imperfeitos, vividos por pessoas imperfeitas, que resultam em momentos perfeitos para cada um de nós, ainda que possam ser imperfeitos aos olhos dos outros?


 


 


 


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Numa destas semanas, recebi um email da Wook a anunciar o livro "Fala-me de Um Dia Perfeito". Li a sinopse, gostei, e adicionei à minha (cada vez maior) lista de livros a comprar.


Uns dias depois, recebo um email da Netflix a informar sobre a estreia do filme "Fala-me de Um Dia Perfeito". Vi que era sobre adolescentes mas, pelo resumo, não dava para ver muito mais. No final do dia até sugeri o filme à minha filha.


E foi nessa altura, ao pesquisar mais sobre o filme, que percebi que era a história do livro que eu tinha na minha lista. Embora com ligeiras diferenças.


 


 


 


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Como o filme não me custava nada, acabei por vê-lo antes de ler o livro.


Tinha lido que, no fim de semana anterior, este tinha sido o filme mais visto na Netflix. Queria perceber se, realmente, valia a pena.


E, sinceramente, não correspondeu às expectativas. Foi um filme, para mim, muito imperfeito, apesar das intenções perfeitas que lhe terão dado origem.


 


Se a intenção era alertar para a dificuldade em lidar com a perda de alguém que amamos e perceber como é difícil utrapassar essa perda, tudo isso foi muito mal explorado, e pareceu demasiado simples.


Se a ideia era consciencializar para a dificuldade em lidar com traumas do passado, e ultrapassá-los, também esse aspecto foi pouco desenvolvido e aprofundado.


Se pretendiam mostrar um pouco da beleza do estado de Indiana, também não foi um objectivo muito bem conseguido.


Se este era para ser um filme romântico, não se viu por ali muito romance, nem uma grande história de amor.


Se era suposto tocar-nos, emocionar-nos, a mim, não conseguiu.


Em certas partes, estava a dar mais sono, que outra coisa.


Parece que estavam com alguma pressa, juntaram ali tudo o melhor que conseguiram para fazer o mínimo sentido e pronto.


Como um puzzle, em que algumas peças não são bem dali mas, com jeitinho, até cabem e, à distância, ninguém percebe que não estão no sítio certo.


 


 


 


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O meu destaque vai para a interpretação de Justice Smith, que conhecemos de outro filme do género (bem melhor que este) - A Cada Dia - na pele de Theodore Finch.


Um jovem de 17 anos, com um passado ainda por resolver, que ele não consegue esquecer nem lidar com, e que o faz parecer, aos que o rodeiam e não o conhecem verdadeiramente, o "anormal".


Será ele o responsável para voltar a fazer Violet sorrir, e ultrapassar os seus problemas, após a morte da sua irmã.


E é ele que me leva a uma questão: "Podemos ajudar os outros, ainda que não nos consigamos ajudar a nós próprios? Servirão os conselhos que damos aos outros, apenas para eles, e não para nós? E porque, apesar de fazermos tudo para ajudar os outros, não nos permitimos, de forma alguma, ser ajudados?"


 


 

sexta-feira, 6 de março de 2020

Primeiras impressões sobre o Amigos Improváveis Famosos

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Estreou, no passado domingo, a versão famosos do programa Amigos Improváveis.


E se, no que respeita ao anterior, acabava por ver jovens e séniores numa espécie de relação netos/ avós, aqui neste, penso que o nome do programa é, de facto, o que faz mais sentido porque vejo-os apenas como eventuais amigos.


Diz-se que não há amor como o primeiro, e a verdade é que os anteriores participantes vão ser sempre lembrados pela primeira experiência que vivenciaram que tende, por norma, a ser mais genuína e autêntica (apesar do "guião" da produtora que devem ter que seguir), do que as seguintes edições.


Ainda assim, estou a gostar de acompanhar esta versão com os ditos "famosos" e, ao fim da primeira semana, estas são as minhas primeiras impressões.


 


Graça Peralta e Rafael - "Grace House"


Sou um pouco leiga nestas coisas de Guest Houses mas, a primeira coisa que me saltou à vista foi:


- uma cozinha com muitas moscas, que não devem ser muito cómodas para os hóspedes


- uma guest house sem um quarto para o convidado, que tem de dormir numa sala contígua ao quarto da anfitriã, sem qualquer espaço para colocar os seus próprios objectos pessoais, roupas e afins


- uma apresentação da casa e das regras ao estilo hóspede, com a respectiva entrega das chaves da casa


Percebendo pouco de como funciona uma guest house, pergunto-me, se cada hóspede poderá comprar a sua própria comida e cozinhar para si? Colocando as coisas no frigorífico, como distinguem o que é de cada um?


Suponho, quando ela disse que tinha separado uma prateleira para ele colocar a comida que comprasse, que seja para algo que ele goste e queira comer, e que mais ninguém ali compre. E não para todas as suas refeições. E a ser pago por ele, como passou cá para fora.


Relativamente à experiência em si, não percebi ainda muito bem como é que a Graça, estando ocupada com a sua Grace House conseguirá, ao mesmo tempo, dedicar-se à experiência a 100%. Aguardo os próximos diários.


 


Fernando Póvoas e Gonçalo - "Mini zoo/ Maxi mansão"


Quando imaginamos esta experiência, imaginamo-la com alguém que já não trabalhe, que tenha tempo disponível, que se sinta sozinho.


O Dr. Fernando Póvoas é um homem activo. Com consultas no Porto e em Lisboa, pelo menos e, imagino, uma agenda preenchida, pergunto-me qual será a disponibilidade para se entregar a esta experiência, a 100%.


Embora o Gonçalo possa ficar a conhecer um pouco do trabalho do seu anfitrião, não será complicado passar o tempo entre consultas? Ou apenas a partilhar refeições?


Aguardo para ver como se vai desenrolar tudo mas, ainda assim, é uma das minhas duplas preferidas, até ao momento, pela simplicidade de ambos.


E acredito quando ele diz que a mansão é grande demais para tão poucas pessoas.


Espero vê-los no mini zoo e em actividades com os animais!


 


Manuela Marle e Diana - "Apartamento Santo António"


A Manuela parece ser uma pessoa simples, que sabe receber os seus convidados.


Parece-me que se irão dar muito bem.


Deixou a Diana à vontade para convidar uma amiga a ir lá a casa. Ou para sair à noite. Mas, pergunto-me, não é suposto a experiência ser vivida entre as duas? 


No lugar da Diana, aceitaria bem a regra da meia-noite. Já a das 8 da manhã... A não ser, claro, que haja todo um planeamento de actividades que obriguem a começar o dia cedo, para aproveitá-lo ao máximo.


 


Nel Monteiro, Júlia, Débora e Bruno - "Museu Nel Monteiro"


Não gosto da música do Nel Monteiro. 


Os primeiros diários também não abonaram muito a favor da sua pessoa, sempre a tagarelar, a gabar-se, a falar de si e da sua música.


Mas, quando ele deixa esse seu lado exibicionista, e mostra um lado mais simples e humilde consegue, juntamente com o Bruno, proporcionar os momentos mais divertidos do programa.


Estou curiosa para ver os dotes de bailarina do Bruno, em pleno desfile de Carnaval.


E desconfio que ainda poderá ganhar ali um genro, em vez de um amigo!


 


Io Appolloni e Carolina - "Mansão Oliveirinha de Palmela"


Ao contrário do que imaginava, estou positivamente surpreendida com a Io.


Com gosto em explicar, ensinar, transmitir o seu saber.


E com algum sentido de humor, mesmo naqueles momentos em que poderia sair outra coisa, menos simpática, pela boca fora.


 


De uma forma geral e, passada uma semana, está tudo ainda muito calmo, muito zen. À excepção da equipa Nel Monteiro, que já iniciou actividades, as restantes ainda pouco passaram das apresentações.


Pessoalmente, continuo a preferir a pequena casinha de Sacóias, o apartamento da D. Lina, ou a casa de praia da D. Fernanda, pequenas de espaço, mas grandes em afectos e acolhimento, e com boas lembranças, do que as mais espaçosas, cheias de tudo mas, muitas vezes, vazias do que mais fazia falta. 

Expectativas para a final do Festival da Canção 2020

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É impressão minha ou, de ano para ano, vão aparecendo, no Festival da Canção, cada vez mais, canções diferentes, fora da caixa, irreverentes, daquelas que estranhamos sempre à primeira, mas talvez até entranhemos depois?


Houve muito pouco “Movimento” naquele palco, com a escolha a recair, sobretudo, em músicas calmas.


Só tivemos uma “Gerbera Amarela do Sul”, quando poderíamos ter toda uma variedade de flores, que dessem mais vida a esta festa.


Este ano, das canções selecionadas para a grande final, posso dizer que apenas uma me ficou no ouvido e gostei.


Depois, porque um festival não se faz só de gostos pessoais, mas de boa música daria, talvez, um “Passe partout” a mais duas ou três.


Enquanto a outras, diria apenas “Não Voltes Mais”, porque foram mesmo sem graça.


Claro que qualquer autor/ intérprete que tenha participado no festival da canção já se poderá sentir, de certa forma, “Abensonhado”, por ter feito parte deste icónico certame.


Mas, “Mais Real que o Amor” que temos pela música portuguesa, é o “Medo de Sentir” que nenhuma das canções apresentadas terá hipóteses de chegar longe, lá fora.


Por isso, “Diz Só” que será escolhida a melhor música a concurso, mesmo que não seja apurada para a grande final, em Roterdão.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Das pedras com que nos deparamos no nosso caminho

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Sabem aquela expressão "As pedras que encontrar no caminho, guardarei todas, para um dia construir um castelo"?


Para algumas pessoas, não é apenas uma frase, é mesmo a sua forma de estar na vida.


 


Enquanto algumas usam essas "pedras" como desculpa, para não avançar, ou guardam-nas, em jeito de peso que são obrigadas a carregar, dificultando-lhes a vida, outras encontram formas de lhes dar uso, de utilizá-las a seu favor, e seguir em frente.


 


Há quem passe a vida a lamentar-se pela tragédia, e quem se alegre, apesar de, ou graças, a ela.


Há quem se valha dos maus momentos, para justificar o facto de não fazer nada. E quem se sirva deles para ir à luta.


Há quem transforme a dor em mágoa. E quem a transforme em força.


Há quem se deixe moldar ao que de mau lhe aconteceu. E quem, apesar de tudo, mantenha a sua essência.


 


Há quem queira permanecer na escuridão. E quem procure encontrar a luz.


Há quem se resigne. E quem nunca deixe de procurar a saída. 


 


Haverá sempre quem passe a vida a vitimizar-se. E quem decida não se transformar para sempre numa vítima.


Haverá sempre quem queira viver a sua vida infeliz.


E quem nunca baixe os braços, para voltar a ser feliz!


 


 


Inspirado no post de ontem da Sofia, e em todas as pessoas que não se deixam vencer pelas adversidades da vida, que não desistem, que vão à luta. E que escolheram ser felizes!   

quarta-feira, 4 de março de 2020

3 séries que estou a seguir no momento, e que recomendo!

Toy Boy - Netflix


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Depois de sete anos encarcerado numa prisão em Málaga, um stripper sai em liberdade condicional, decidido a provar que a amante o incriminou pelo homicídio do marido.


Hugo contará com a ajuda de uma jovem advogada, e dos seus amigos, na busca pela verdade. Mas também terá muita gente disposta a que ele volte para trás das grades.


Macarena é a ex amante de Hugo. Uma mulher empresária, mais velha, que o usou para se divertir e que, supostamente, foi responsável pelo plano que o incriminou pelo assassinato do marido.


Agora, sete anos depois, começamos a perceber que há muito mais por detrás desse crime que uns tentam por deixar arquivado no passado, e outros querem reavivar pelas mais diversas razões.


 


 


For Life - AXN


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Baseada numa história real, “For Life” retrata a luta de Isaac Wright Jr., sentenciado a prisão perpétua por um crime de tráfico de droga que não cometeu.


Isaac Wright Jr., retratado na série como Aaron Wallace, era um empreendedor de 29 anos, casado e pai de uma criança, que foi falsamente acusado de ser o “cérebro” de uma das maiores redes de tráfico de droga em Nova Iorque e Nova Jérsia em 1991.


As falsas acusações resultaram numa sentença de prisão perpétua e um acréscimo de 72 anos de prisão, por diversos crimes de narcotráfico.


A partir do momento em que se vê na sua cela, o seu principal objectivo é conseguir provar a sua inocência, e reverter a pena, de forma a recuperar a sua mulher e filha, e a sua vida.


Para isso, estuda para se formar e tornar-se advogado, e vai tentando defender, em tribunal, os seus colegas de prisão, lutando contra um sistema judicial corrupto, que nem sempre lhe facilita a vitória. 


 


 


Lincoln Rhyme - Caça ao Coleccionador de Ossos - AXN


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Inspirado no best-seller, o enigmático e notório assassino em série conhecido como "O Colecionador de Ossos" aterrorizou Nova Iorque até que, aparentemente, desapareceu. Três anos depois, regressa e obriga o ex-detetive e gênio forense Lincoln Rhyme, a voltar à caça do homem que o deixou paralisado, e o atirou para uma cama.


Habituado a trabalhar sozinho, e a achar que sabe sempre tudo, arrogância que o fez estar onde está hoje, Lincoln terá, agora, que aprender a trabalhar em equipa com Amelia Sachs, uma jovem policial com uma intuição e capacidade de traçar perfis nata.


Esta improvável dupla de detetives entrará num jogo mortal de gato e rato com o brilhante psicopata que os uniu. Resta descobrir como é que se apanha um assasino que está sempre um passo à frente.


E se, nessa caça, conseguirão proteger as respectivas famílias, da morte certa.


 

terça-feira, 3 de março de 2020

O ser humano é um "bicho" estranho e contraditório

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As pessoas, mediante determinadas situações da sua vida, tomam decisões que acham que as irão melhorar ou resolver mas, depois, acabam por não estar satisfeitas, e tomar novas decisões que as levam às situações de onde queriam sair. E torna-se uma "pescadinha de rabo na boca".


 


Por exemplo:


A excessiva disponibilidade leva-nos a ocupá-la com as mais diversas actividades que, quando percebemos, nos deixam sem qualquer disponibilidade, pelo que acabamos por abdicar delas, para voltar a ter disponibilidade e, logo em seguida, vontade de querer ocupá-la de alguma forma!


 


Não raras vezes, sentimo-nos sozinhos e acabamos por iniciar uma relação amorosa, para termos alguém ao nosso lado, com quem partilhar os momentos, os dias, as férias, os fins de semana, as noites. Mas, às tantas, de tanto estarem juntos, começam a sentir falta de tempo só para si, o que leva a que vá cada um para seu lado, voltando a estar sozinhos, até sentir falta de ter alguém, e voltar a repetir o ciclo!


 


Muitas pessoas vão para o ginásio para conseguir um corpo tonificado e bonito, para agradar ou ser mais fácil conquistar alguém. Quando o conseguem, acabam por deixar o ginásio de lado, porque há muito mais com que se ocuparem, e começam a perder o corpo de sonho, o que leva a que algumas vezes, a atracção deixe de existir, e as relações terminem. E logo vão para o ginásio de novo, para repetir todo o processo.


 


E, assim, sucessivamente, para as mais diversas situações e circunstâncias.


O ser humano é mesmo um "bicho" estranho e contraditório.


 


 

segunda-feira, 2 de março de 2020

Estratégia para enganar ou mera falta de visão minha?

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No hipermercado onde costumo fazer as compras, são vários os fins de semana em que têm campanhas especiais para os clientes, que consistem em dar vales de 10 euros, por um determinado valor em compras (que nem sempre é o mesmo), vales que poderão ser utilizados posteriormente, em futuras compras, de valor igual ou superior.


 


Por norma, têm vários cartazes, na entrada e espalhados pela loja, a anunciar.


Nesses cartazes, o que mais salta à vista, em tamanho grande, é o número 10. O resto vem em tamanho mais pequeno.


No passado sábado, quando entrei, vi o tal cartaz com o número 10. Em letras mais pequenas, dizia que a oferta respeitava a compras no valor de 40 euros, e era limitada a 80 euros de compras.


 


Ora, o meu cérebro, habituado à campanha dos vales, associou automaticamente a oferta a essa campanha. 


Claro que não estive a fazer compras de propósito para chegar a esse valor, mas até ultrapassou, e estava convencida de que iria ganhar dois vales.


 


Afinal, e depois de ir confirmar a informação de forma mais detalhada, após interpelar a funcionária para a oferta, percebi que o 10 gigante se referia a 10% de desconto no valor das compras, a acumular em cartão.


Terá sido estratégia para enganar quem lá fosse ou, simplesmente, falta de visão minha?


Agora que penso nisso, a verdade é que o tal limite de 80 euros não faz qualquer sentido, porque os 10% que acumulou no cartão foi do total da minha conta, que era superior a 80 euros.


 


Pelo sim, pelo não, vou estar muito mais atenta das próximas vezes que for às compras.


 


Nesse mesmo supermercado, e a propósito das falsas promoções que apregoam, reparei no outro dia que uma embalagem de rolos de papel higiénico, que costumo comprar a € 2,99, estava em promoção.


Só que a dita promoção, apregoada por eles, era de um desconto de 2 euros (de € 3,99 para € 1,99) quando, na verdade, o desconto era apenas de 1 euro. Em vários meses que compro o mesmo papel, ele nunca custou € 3,99.


 


 

domingo, 1 de março de 2020

Sobre o final da experiência social "Amigos Improváveis"

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"Amigos Improváveis" era aquele programa que me fazia companhia todos os dias, quando chegava a casa do trabalho, para descomprimir.


Se havia um dia que não dava, sentia que faltava alguma coisa. Ficava ansiosa pelo próximo diário.


Apesar de ser mais um programa de televisão, em que muita coisa poderá ser editada, manipulada, e passar apenas o que dá audiências, ou aquilo que querem que seja visto, ainda assim superou, em muito, outras experiências sociais transmitidas na TV.


 


Estando a meio destas duas gerações, acabei por me identificar com ambas, em diferentes aspectos.


Representam, de certa forma, um pouco do que já fui e mudei, do que ainda sou, e do que poderei vir a ser, à medida que o tempo avança.


Não me importava de conviver com alguns daqueles "avós" tal como, ao mesmo tempo, não me importava de estar com alguns daqueles jovens.


 


No fundo, o que retiro desta experiência é que, independentemente da geração a que se pertence, o mais importante é haver humildade, respeito, entrega, compreensão, flexibilidade e capacidade de adaptação, de ambas as partes.


E, acima de tudo, colocar estereótipos de parte, superar preconceitos e não nos guiarmos, somente, pelas aparências. O carácter de uma pessoa vai muito além do que se vê por fora, e do que se aparenta ser.


 


Aprendi que se pode ensinar sem criticar negativamente, que se pode falar sem se ser inconveniente, que se pode ser sincero sem se ser indelicado, e que uma forma de estar diferente, perante uma mesma situação, pode fazer a diferença, entre se ouvir e interiorizar ou, simplesmente, rejeitar ou ignorar.


 


E que a honestidade, o ser-se como se é, vale muito mais do que fazer aquilo que é esperado de nós, do que agir apenas e só para agradar o outro, com o objectivo de marcar pontos.


 


Fica a curiosidade de saber, daqui por uns meses ou anos, quantas destas amizades improváveis, que se tornaram, em pouco mais de dois meses, amizades para a vida, irão perdurar ou manter-se. 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!