quarta-feira, 31 de março de 2021

O Hábito do Amor, de Teresa Caetano

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A autora Teresa Caetano tem vindo a tornar-se uma presença assídua entre as minhas leituras e, desta vez, tive o privilégio de receber, de presente, uma das suas obras - "O Hábito do Amor", que desde já agradeço.


E, como não poderia deixar de ser, partilho agora a minha opinião sobre o mesmo que, como o próprio nome sugere, é um romance.


 


Aliás, com o título do livro, surge-me logo uma questão no que respeita ao amor - será este um "hábito"?


Algo que, a partir do momento em que é sentido a primeira vez, passa a habitar em nós de forma natural, tranformando-o num hábito como tantos outros que vamos adquirindo ao longo da vida?


Devemo-nos nós "habituar" a amar? Ou, pelo contrário, deixar que o amor surja de forma inesperada, e se manifeste sem contarmos com ele? 


A verdade é que para Beatriz, amar, seja o que, ou quem for, está tão arreigado na sua essência, que quase se torna um hábito. E, confesso, irrita-me um pouco! 


Porque ela parece espalhar apenas amor e bons sentimentos, e agradecer por tudo o que tem e lhe foi permitido viver, mesmo que tenha todos os motivos do mundo para estar contra a vida.


E ninguém (ou quase ninguém) é assim. Até mesmo a pessoa mais positiva e grata, tem os seus momentos de revolta.


 


Mas, voltando ao título, se o amor é, verdadeiramente, um hábito, será um bom hábito ou um mau hábito?


Será algo que nos faz bem, e que não devemos perder? Ou um vício, que nos leva a percorrer caminhos que não devemos, e que poderá trazer-nos dissabores?


Hábito ou não, bom ou mau, a verdade é que Beatriz e Rodrigo se apaixonam, e fazem promessas de amor eterno.


Mais uma vez, a minha veia céptica tende a não compreender um amor que nasce assim, "à primeira vista", em meros segundos. Aquela ligação que ambos sentem, de que já se conhecem de outras vidas, e que estavam destinados um ao outro. Que ainda mal falaram e já estão apaixonados. Que ainda mal se conhecem, e já se amam.


Penso que nos é dado a conhecer um amor tão ingénuo, tão puro, tão inocente, tal como a personalidade de Beatriz, que parece mais um amor de contos de fadas, do que real. Tal como as personagens que lhe dão vida.


Faz lembrar aquelas histórias em que acreditávamos quando éramos adolescentes, de que tudo era um mar de rosas, e tudo iria dar certo, apenas porque se amavam e que, hoje, já não reconhecemos porque a vida nos ensinou que as coisas não funcionam assim. Ou é muito raro isso acontecer.


 


Por outro lado, o amor manifesta-se de várias formas, e entre várias pessoas, nomeadamente, entre irmãos.


É o que acontece entre Rodrigo e Daniel, uma relação na qual acredito mais, e que encaro como mais aproximada à realidade.


Rodrigo é quase como um pai para o seu irmão mais novo, e tudo fará para o ver feliz. Sobretudo depois do acidente que o atira para uma cadeira de rodas.


Da mesma forma que um pai, ou uma mãe, fariam, por amor aos filhos. Ou talvez não...


 


E o que dizer do amor entre avós e netos, aqui tão bem representada por Beatriz e pelo avô Manuel?


Que me fez logo lembrar a relação da minha filha com o seu avô, também ele Manuel.


São pessoas simples, mas honestas, trabalhadoras, com princípios que transmitiram à sua neta, e ensinamentos, para que ela enfrentasse as dificuldades, e se tornasse na mulher que é hoje.


 


No entanto, por vezes, o amor é uma vítima de si próprio.


Por vezes, por amor, fazemos coisas que nos levam a perder o amor.


Por amor a uns, perdemos outros. E perdemo-nos a nós próprios.


Sim, por vezes o amor também é confuso. 


 


Ainda assim, mais do que sobre amor, diria que este livro nos fala de sentimentos antagónicos, mas que se complementam.


Por um lado, a resiliência. Por outro, a vulnerabilidade.


Por um lado, a aceitação. Por outro, o nunca deixar de se lutar.


Por um lado, abdicar. Por outro, guardar.


Por um lado, esquecer. Por outro, recordar.


Por um lado, seguir em frente. Por outro, estar-se, inevitavelmente, ligado ao passado.


Por um lado, partir. Por outro, ficar.


Por um lado, amar os outros. Por outro, amar-se a si próprio.


 


No fundo, o amor tem um pouco de tudo isto.


Só temos que saber dosear nos momentos certos, e na quantidade certa.


 


 


E como um "conto de fadas" que se preze tem que ter "vilões", eles também existem nesta história de amor, ainda que até os próprios sejam caracterizados de forma não muito vilanesca.


Ah, e como não podia deixar de ser, para dar um toque ainda mais mágico, a maior parte da história é passada na Ilha do Faial, nos Açores, por entre o mar, os verdes prados, as flores e os animais.


 


Será o cenário perfeito, para a história de amor perfeita?


Talvez...


Mas como eu não acredito na perfeição, prefiro um amor que sobreviva no meio de todas as imperfeições que for encontrando no seu caminho. E se não acontecer, é porque não tinha que ser.


E, talvez, não fosse amor. Ou até fosse, mas não chegasse...


 


 


 


 


 


 


 


Sinopse


"Beatriz e Rodrigo vivem uma paixão secreta, que tem como cenário a beleza natural da ilha do Faial, nos Açores. Ela vive com os avós numa pequena quinta daquela ilha e ele mora na cidade de Lisboa. Apesar de terem um oceano a separá-los, o destino faz com que as suas vidas se cruzem.


Uma história de amor apaixonante e intensa, revelando que um sentimento verdadeiro nunca se esquece, vivendo para sempre no coração de quem ama.


A saudade, a esperança, a desilusão e a capacidade de amar à distância serão sentimentos bem presentes ao longo deste livro.


As cartas de amor alimentam o sonho e fazem com que as palavras escritas sejam decisivas no rumo do enredo.


Poderá Beatriz – uma mulher romântica e com uma forte ligação à natureza – derrubar os muros que se vão erguendo ao longo da sua vida?


E Rodrigo – um político de sucesso – conseguirá cumprir a promessa de um amor eterno?"


 

terça-feira, 30 de março de 2021

Ir pelos outros, ou ir por nós?

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Num dia, ela viu que o tema do momento eram as cores.


Então, no dia seguinte, ela falou de cores.


Mas, nesse dia, ninguem a ouviu, porque o tema já não eram as cores. Eram os números.


Assim, no dia seguinte, ela falou de números.


Oh, mas já ninguém queria saber deles, porque o que estava a dar eram os animais.


De novo, ela tentou falar sobre os animais.


Mas é que, no dia seguinte, o tema era a moda...


 


Então, ela deixou de ver sobre o que se andava a falar.


Um dia, falou sobre o que lhe apeteceu.


E, nesse dia, ela conseguiu aquilo que tinha vindo a tentar de todas as outras vezes, sem sucesso:


falar, e ser ouvida... 


 


 


Porque, mais do que seguir os outros, devemo-nos seguir a nós.


Mais do que ir atrás de tendências, devemos criá-las.


E o resto, acontece naturalmente...


 


 

Páscoa: troquei o coelho pela vaca!

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A tradição já vem de longe.


Toda a genta sabe que Páscoa é sinónimo de ovos e coelhinhos.


E, nesta altura, em que as superfícies comerciais enchem as suas prateleiras com estes produtos, há quem não resista ao velho conhecido Coelho da Páscoa.


Não tenho nada contra os coelhos, mas eu não sigo a tendência.


E, quando me deparei com os vários animais por lá existentes, houve um que me captou logo a atenção, e foi "amor à primeira vista".


Não resisti à Vaca!


 


Até disse ao meu marido que, provavelmente, eu tinha gostado mais da vaca do que iria gostar a minha filha, e que ela iria preferir os chocolates que vinham junto.


Afinal, a minha filha também adorou a vaca, e já a baptizou de Vaca Mumu!


 


Curiosamente, já há uns anos tinha comprado umas mini vacas por altura da Páscoa 

segunda-feira, 29 de março de 2021

Histórias Soltas #15: Dias bons, dias maus

Autocolantes de ciência sol e nuvens - TenStickers


 


O despertador tocou.


Uma vez. Outra vez.


Mecanicamente, Sara desligou o alarme de cada vez que ele soou.


Agora, já não tocaria mais.


Sabia que tinha que se levantar, mas não queria arriscar sair da cama, e enfrentar outro dia como o anterior.


Sara tinha dias bons, e dias maus.


O dia anterior tinha sido um desses dias maus, em que a dor de cabeça a tinha atirado para a cama, para um quarto escuro, e para o silêncio.


Silêncio relativo, já que se ouvia os filhos dos vizinhos na rua a gritar enquanto brincavam e, só mais ao final do dia, o som lá de fora se limitou ao canto dos pássaros.


Ainda tinha tentado levantar-se, e fazer alguma coisa em casa mas, poucos minutos depois de estar de pé, as dores voltavam com o dobro da intensidade, e a indisposição não lhe permitia continuar a insistir.


Nestes dias, em que Sara resistia, heroica ou estupidamente, a tomar um comprimido que fosse para aliviar as malditas enxaquecas, a solução era mesmo deitar-se, e esperar que no dia seguinte as dores tivessem passado, e ela pudesse voltar aos dias bons.


No entanto, as crises tinham começado a tornar-se mais prolongadas, mais fortes, e ultimamente, o dia seguinte era apenas sinónimo de uma melhoria, não de restabelecimento total.


A culpa era sua, bem sabia.


Sara já conhecia bem os gatilhos que despoletavam as crises e, por isso, sabia bem que deveria evitá-los o mais possível.


Sabia que deveria evitar locais demasiado movimentados, abafados e barulhentos, como os centros comerciais, por exemplo.


Que não deveria deitar-se muito tarde, ou dormir até tarde.


Que não deveria ver televisão durante várias horas.


Que o sol intenso, a luminosidade excessiva ou odores fortes poderiam ser o suficiente para a deixar mal.


Ela sabia tudo isso. Mas há coisas que nem sempre dá para evitar.


E que nem sempre ela queria evitar.


Depois, restava-lhe aceitar o “castigo”, que se vinha a tornar mais penoso.


Ela, que nunca tinha sido mulher de beber cafés, até esse truque tentava, sem efeito.


Desta vez, ponderou mesmo tomar um comprimido para atenuar as dores.


Mas a noite chegou, conseguiu dormir e, agora, era um novo dia.


Com pouca vontade, levantou-se.


Aparentemente, estava bem. As dores tinham passado. A indisposição também.


Parece que, afinal, seria um bom dia.


Ou assim o esperava Sara…

Sobre a vacinação, falta de escolha e "chantagens"

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De uma forma geral, muito antes da Covid-19, a vacinação fazia-se com relativa normalidade.


As pessoas seguem o plano de vacinação com confiança, e acreditando que isso lhes vai salvar as vidas, e as dos seus filhos, caso seja necessário sendo que, se não for, também não prejudicam ninguém.


À excepção de uma ligeira febre ou reacção no local da picada, raros são os casos graves de resultantes da vacinação. E uma minoria aquela que insiste em não vacinar.


 


A vacina da gripe, por exemplo, só a tomava quem queria. Ninguém obrigava ninguém a tomá-la.


Os que tomavam ficavam, muitas vezes, com sintomas da gripe. E diziam "fui levar a vacina, mas acabei por ter gripe". Uns, desistiam. Outros, achavam que era um "mal necessário" em prol de uma protecção, a longo prazo (não muito longo, visto que a vacina é anual), maior e melhor.


 


As vacinas que são obrigatórias em determinadas viagens, também nunca ninguém as contestou.


Era muito simples: se queriam viajar, tinham que se vacinar. E levavam as vacinas. E viajavam. 


 


Lembro-me, por exemplo, da vacina da meningite, que ainda não fazia parte do plano de vacinação no tempo da minha filha. Tinha que ser paga pelos pais, e havia duas à escolha. Uma mais cara que a outra. Éramos nós, pais, que escolhíamos a que queríamos, comprávamos e levávamos ao centro de saúde, para ser administrada.


 


Mais recentemente, veio a vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV).


Esta mais debatida, por a ela estarem associados alguns efeitos indesejáveis e problemas que teriam resultado da sua administração.


Com esta, muitos pais ficaram receosos, e optaram por não sujeitar os filhos à administração da mesma.


Eu não vi problemas, e a minha filha levou-a logo aos 13 anos.


Mais uma vez, houve hipótese de escolha.


 


Agora, em pleno século XXI, chegam as vacinas contra a Covid-19.


Vacinas criadas em tempo recorde, ou não fosse grave e urgente a situação que levou a criá-las.


Por vezes, a pressa é inimiga da perfeição. A urgência faz saltar etapas, e ocultar determinadas informações. Ou não conseguir detectar tudo o que pudesse não correr como previsto.


Mas, outras, até se consegue um bom trabalho, e eficaz.


 


Apesar da pressão exercida sobre a população, para que seja vacinada (e que acredito que seja ainda maior no que respeita a contratações laborais, ou acessos a determinados locais, um pouco como o fazem as escolas com as vacinas que já constam do plano de vacinação), e eventual discriminação para com aqueles que não a querem levar, a vacina não é obrigatória. Pelo menos, na teoria, só a leva quem quer. Na prática, terão que levar aqueles que quiserem aceder a algo, que obrigue a tê-la.


 


Sendo uma escolha, e havendo várias à escolha, apesar de se afirmar que, se estão no mercado, é porque são todas fiáveis, penso que cada um deveria tomar aquela que preferisse, desde que estivesse disponível.


Outra hipótese seria adoptar uma, gratuita, para o plano nacional de vacinação e, quem não quisesse essa, teria que pagar pela que preferisse, se ou quando estivesse disponível.


 


Como não é esse o caso, e as vacinas não abundam por aí, cabe a cada um decidir se quer levar já, a que existe, ou se prefere esperar que surjam outras, sujeitando-se às que sobrarem no final, ou a não haver nenhuma.


 


Não acho que uma vacina deva ser imposta. Muito menos nestas circunstâncias. E com base na falta de escolha, agravada com uma espécie de "chantagem", quando as pessoas já se sentem inseguras.


Mas, da mesma forma, não se pode afirmar que uma vacina não é eficaz, apenas porque algumas pessoas tiveram reacções adversas, com maior ou menor gravidade.


Uma vacina, um medicamento ou um tratamento que foi benéfico para muitos, não deixa de ser bom por algumas pessoas não se darem com ele.


 


A penicilina, por exemplo, presente em antibióticos ou através de injecções, é uma das maiores "armas" da medicina e, no entanto, há pessoas que são alérgicas, e que podem ter consequências graves em contacto com ela. Mas não é por isso que a penicilina deixa de ser eficaz e útil, e se perde a confiança nela.


Um médico que salva dezenas de vidas, perde uma ou duas. Deixa de ser bom médico por isso? 


 


O que se passa é que ainda não houve tempo para as pessoas ganharem confiança.


Ainda não houve tempo para as pessoas encararem as vacinas anti Covid-19 como uma outra qualquer.


A urgência, não deixa a poeira baixar. 


A falta de dados concretos quanto à eficácia ou tempo de imunização, bem como de quanto em quanto tempo terá que ser levada, impede-nos de confiar.


O facto de vir apenas com a promessa de uma eventual menor gravidade na contracção da doença, mantendo-se todas as medidas preventivas como até aqui, faz duvidar da utilidade da mesma.


A verdade é que podemos contagiar, e ser contagiados, ainda que tenhamos levado a vacina.


 


Uma coisa é certa: tal como em qualquer decisão que se tome na vida, teremos que assumir a responsabilidade pela mesma, e lidar com as suas consequências.


Se levarmos a vacina, e tivermos o azar de ter problemas, vamos sempre pensar "mais valia não ter levado".  Se não a levarmos, e formos parar a uma cama de hospital por conta disso, pensamos "porque é que não levei a vacina".


Nada é garantido, nada é 100% seguro e eficaz, e uma acção gera sempre uma reacção, da mesma forma que uma decisão acarreta sempre uma responsabilização.


Resta decidir com confiança, positivismo e com o máximo de informação que seja necessária a essa decisão, seja ela tomada agora, ou adiada.


 


Imagem: jornaleconomico


 

sexta-feira, 26 de março de 2021

Uma Sombra do Passado, de Nora Roberts

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"Uma Sombra do Passado" é um livro totalmente diferente do que eu estava à espera. No bom sentido!


 


Está muito ligado aos cães.


Seja a relação normal deles com os humanos, e vice-versa.


Seja na forma como devem ser educados, e por vezes também os donos!


Seja na sua função enquanto cães de busca e salvamento, o seu treino e as suas habilidades. A forma como encaram de forma "profissional" a sua tarefa, mas encarando-a como um jogo ou brincadeira em que, o prémio final, é encontrar e salvar a pessoa em risco.


Tal como os pais que querem à força que os filhos sejam bons em alguma coisa, também há donos que querem o mesmo para os seus cães. Mas nem todos têm perfil, talento, capacidades para aquilo que os donos querem.


Mas outros há que, mesmo sem o quererem, têm esse dom, e seriam úteis, se treinados para tal.


 


Tem personagens atípicas, mas preferíveis. 


Como Nora Roberts afirma:


"Eu não escrevo sobre Cinderelas que esperam sentadas que o seu Príncipe Encantado venha salvá-las. Elas têm capacidade de sobra para avançar sozinhas. O "príncipe" é como um salário extra, um complemento, algo mais... mas não a única resposta para os seus problemas."


E é assim que decorre a relação entre Fiona e Simon.


Tão bom vê-los em picardias, a negociarem, a barafustarem um com o outro mas, ao mesmo tempo, a proteger-se e amar-se com um só.


 


Tem humor.


Tem união entre os residentes daquela pequena ilha, que funcionam quase como uma família.


 


Tem mistério.


Sabemos quem é o Assassino do Lenço Vermelho. Está preso, e nunca de lá sairá.


Sabemos que ele matou várias mulheres e, em jeito de vingança por Fiona lhe ter conseguido fugir, também o seu noivo e o companheiro canídeo.


Mas foi graças a Fiona que ele foi apanhado e condenado.


Tudo isso é passado.


Agora, sabemos que é o Assassino do Lenço Vermelho Dois.


E qual o seu objectivo - acabar com a vida de Fiona.


Só não sabemos como, e quando o fará, e quem será arrastado com ela, nesse plano maquiavélico delineado pelo mestre mas que, com o tempo, o aluno parece querer tornar seu, e modificar, para pior.


 


E, no fim, voltamos à unidade, à comunidade como um todo.


A Fiona e Simon como um só.


E aos cães que, como sempre, fazem aquilo para que são treinados, mas também para proteger os seus humanos, da maldade de outros humanos.


 


Um excelente livro para quem gosta de animais, romance e suspense!

quinta-feira, 25 de março de 2021

Justificar aquilo que dizemos ou escrevemos

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Há pessoas que têm a mania de perseguição, e acham que tudo aquilo que dizemos, ou escrevemos, está, de alguma forma, relacionado com elas.


Depois, há aquelas que, mesmo que não seja o caso, se "acusam" porque , no fundo, a "carapuça" lhes serviu, e se identificaram ou reviram naquelas palavras.


Há as que pensam que aquilo que dizemos, ou escrevemos, tem sempre por base algo pessoal, algo que sentimos, que nos aconteceu, uma queixa de, ou crítica a alguém. 


E, não raras vezes, chegam mesmo a perguntar-nos porque dissemos, ou escrevemos, aquilo!


 


Em primeiro lugar, não devemos justificações a ninguém e, como tal, não têm que nos questionar com que intenção, ou a quem, aquilo que publicámos, era dirigido.


Porque, muitas vezes, são coisas que vimos em livros, pensamentos que surgem de filmes ou séries, ou que, simplesmente, nos vêm à mente, sem nenhum "alvo" em concreto, e que nada têm a ver connosco e, consequentemente, nada a ver com quem lidamos no dia a dia.


Por isso, quem não tem motivos para temer, nem sequer liga. Passa à frente.


Mas se, por acaso, apesar de não mencionarmos ninguém, alguém se identificar ou achar que é para si, em específico, só tem que, antes de tudo, parar para pensar o porquê. 


 


Mas também acontece o contrário!


Por vezes, até escrevemos algo a pensar numa determinada pessoa, ou comportamento, e a "vítima" não se reconhece! Ou finge não se reconhecer.


 


 


 


 


 


 


 

quarta-feira, 24 de março de 2021

As dificuldades de fotografar a natureza em meios urbanos

camera | Arte de câmera, Como desenhar mãos, Produção de arte


De há uns tempos para cá tem-me dado para tirar fotografias mais ligadas à natureza, desde paisagens, flores, árvores ou o próprio céu.


Mas nem sempre é fácil, no dia a dia, conseguir uma boa foto. Sobretudo, quando essa natureza está a ser observada em meios urbanos.


Há sempre qualquer coisa que nos "estraga" a fotografia, ou nos dificulta a vida no momento de captar a imagem.


Estes são alguns dos "empatas" que me costumam arruinar as fotografias:


 


1 - fios eléctricos


2 - casas, telhados, chaminés, antenas 


3 - carros a passar na estrada


4 - pessoas a passar


5 - lixo que por ali anda no meio


6 - postes, candeeiros de rua


 


E por aí?


O que mais vos estraga as fotografias?


 

terça-feira, 23 de março de 2021

Sobre os pedidos de recomendações em grupos do Facebook

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Já me foram úteis.


Foi através deles que consegui alguém que me viesse substituir umas tomadas.


Foi através deles que consegui alguém que me viesse substituir os vidros partidos.


 


Por isso, ontem fiz um novo, desta vez, para fisioterapeuta ou osteopata, para o meu pai.


Percebi que há pessoas que nos facilitam o trabalho, outras que tentam ser prestativas, e ainda outras que estão noutra frequência, e só atrapalham.


Para este pedido em concreto, houve recomendações de pessoas com o respectivo contacto, ou página de facebook, que ajudaram muito.


Houve recomendações de nomes, sem mais nada. Ou em forma de identificação, mas a cujo perfil não dá para aceder, porque a pessoa não faz parte do grupo. Valeu, mas não deu...


 


E, depois, pasmem-se:


uma recomendação de cabeleireiro (não sabia que se dedicavam também à medicina)


uma recomendação de empresa ferroviária (estarão a sugerir alguma coisa?!) 


uma recomendação de negócio local (que nem dava para saber que negócio era)


uma recomendação de um centro de cuidados pré natais (eu frisei que era um idoso de 79 anos, não uma grávida!)


 


Ainda assim, já fiquei com alguns contactos e uma consulta marcada.


Vamos ver.


 

A Desaparecida

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Um casal e a sua filha, de 10 anos, estão a caminho de um acampamento, onde irão passar uns dias, por altura do Dia de Acção de Graças.


Já no acampamento, instalados, e enquanto a mulher se dirige à loja, o marido depara-se com uma campista sensual com quem fica à conversa, enquanto se prepara para ir à pesca com a filha.


Só que a filha, que tinha ficado na caravana, desapareceu.


 


O xerife é chamado de imediato, e começam as buscas por Taylor.


Todos são suspeitos.


O rapaz deficiente que por ali anda.


O dono da loja, que parece ter algo a esconder.


O casal de campistas vizinhos.


E, para piorar, há um fugitivo à solta, que pode estar a dirigir-se para aqueles lados.


 


A mulher é mais perspicaz. Mais atenta. Não quer ficar parada e insiste em procurar a filha. 


Repara em pormenores a que o marido não presta atenção.


E mete-se em sarilhos.


 


A relação entre ambos estava com problemas, que eram minimizados pela existência da filha mas, agora que ela desapareceu, tudo começa a desmoronar.


A determinado momento, Wendy tenta o suicídio. E o marido, diz-lhe que está na altura de aceitarem que a filha não vai voltar.


 


A verdade é que, para além do desaparecimento de Taylor, outras pessoas estão a ser assassinadas.


Vem-se a descobrir que o dono da loja, e responsável pelo acampamento, era pedófilo, e poderia estar ligado a uma rede. 


E parece que Justin também tem algo a esconder.


 


Só quando estamos a chegar quase ao final do filme, e depois de termos suspeitado de muitas daquelas pessoas, é que o xerife descobre o que, realmente, aconteceu a Taylor.


E percebemos que fomos "enganados" ao longo de quase todo o filme!

segunda-feira, 22 de março de 2021

Sonhos que fazem reflectir

Polarização e Asno de Buridan


 


Sem saber o que fazer, vendo cada um com uma ideia diferente e a puxar para o seu lado, ela foi pedir conselhos à única pessoa que, na sua opinião, poderia ajudá-la.


Depois de explicar o que se passava, o seu conselheiro limitou-se a mostrar-lhe duas imagens: a primeira, de duas silhuetas abraçadas, e a segunda, as mesmas silhuetas de mãos dadas.


O que significam estas imagens? - perguntou ela.


Amor e União. É tudo o que a sociedade precisa. - respondeu o conselheiro.


No dia em que as pessoas pararem de agir umas contra as outras, a favor de si próprios, e passarem a ajudar-se mutuamente, tudo será melhor para todos. 


No dia em que parerem de enveredar por guerras perdidas e desgastantes, e se unirem, tudo resultará de forma diferente.


É esse o segredo para uma sociedade funcional...

domingo, 21 de março de 2021

Amores-perfeitos

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Se fosse perfeito o amor


Como este amor-perfeito


Seria, alguém, mais feliz?


Tendo aquilo que sempre quis?


 


 


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Se não existe perfeição


Como podemos, nós, almejar


Quem sabe, um dia, encontrar


Um perfeito coração?


 


 


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Esqueçamos a perfeição


Que não passa de ilusão


Procuremos na realidade


O que nos faz feliz de verdade!


 


 


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Assim deve ser o amor


Quando ele nos enredar


Imperfeito como esta flor


Mas capaz de nos arrebatar!


 

sábado, 20 de março de 2021

Ei-la, a Primavera!

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Eis que chega, novamente, a Primavera!


E, com ela, uma nova esperança, ou não enchesse ela, de verde, tudo à nossa volta. 


Tudo ganha mais cor. Tudo se ilumina. Tudo se renova. 


 


 


 


 

sexta-feira, 19 de março de 2021

À Conversa com Telma Monteiro Fernandes

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A convidada de hoje é Telma Monteiro Fernandes, autora do romance "A Rainha Desejada", recentemente lançado.


Fiquem a conhecê-la um pouco melhor nesta entrevista!


 


 


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Quem é a Telma Fernandes?


Tenho 33 anos, sou uma jovem aspirante a escritora, do signo leão e vivo o meu dia a dia para os que mais amo. Sou uma sonhadora, romântica e escolho bem as minhas lutas, quando começo, é para ir até ao fim, seja para ganhar ou perder.


 


 


Como surgiu a paixão pela escrita?


A paixão pela escrita, surgiu do meu maior vício, a leitura. Sempre adorei ler, desde muito nova, por fim, senti o chamamento para escrever, senti que chegara a altura de exteriorizar.


 


 


Quais são os seus autores de referência, tanto a nível nacional, como internacional?


Tenho muitos, por exemplo, a nível nacional, adoro ler Inês Botelho e Margarida Rebelo Pinto. Internacionalmente sou apaixonada pela escrita e criação de Sherrilyn Kenyon e Karen Marie Moning.


 


 


Em que momento decidiu que queria partilhar com o público aquilo que escreve? Quem mais a apoiou nessa decisão?


A pandemia e a suas consequências veio abrandar o meu dia a dia, por isso, decidi que tinha chegado a altura, acreditei que já tinha maturidade suficiente para escrever romances. A minha mãe e o meu marido apoiaram a 100 por cento a decisão e fizeram até, algumas observações durante a escrita da obra.


 


 


 


A rainha desejada


 


“A Rainha Desejada” é o seu primeiro romance. Em que/ quem se inspirou para escrever esta história?


Tenho 33 anos, apenas vivi fora de Alcochete 4 anos, e mesmo assim visitava os meus avós em Alcochete.



Cresci numa vila muito tradicional, que respeita a história e a tradições e aprendi a fazê-lo também.



Como deve imaginar passei milhões de vezes pelos lugares que descrevo no livro... passei a pé, de carro, de bicicleta. Passei em criança, em adolescente e em mulher.



Sempre que eu passava por tais lugares, a imaginação fluía e criava algo, ficando na minha cabeça e aguardando o momento certo para ser libertada.



 


 


Quais foram as principais dificuldades com as quais se deparou durante o período de criação do romance, e no que respeita ao lançamento e divulgação?


Sinceramente, não tive nenhuma dificuldade técnica na criação do romance. A minha inspiração e imaginação são inesgotáveis. Mas por ter uma criança pequena, em casa comigo e que depende ainda de mim, diminui o meu tempo livre.



Durante a criação do romance, de dia era a mãe e filha, à noite era a esposa e de madrugada a escritora. Sobrando apenas umas horinhas para dormir.



No lançamento e divulgação, os obstáculos são muito grandes, e infelizmente sou uma grande vítima desses obstáculos.



O facto de ser mulher, jovem, inexperiente e principalmente o facto de não ser “amiga” de alguém influente, é um grande obstáculo na divulgação de um livro, principalmente em Portugal.



 


 


No início, a Telma faz uma dedicatória - “Para os meus filhos… a minha filha no céu… o meu filho na terra…”. Qual o significado destas palavras?


Significa literalmente o que escrevo, sou mãe de dois filhos, um menino que está comigo na terra, e sou mãe de uma menina, que infelizmente não está comigo, é um anjinho recém-nascido.



A morte da minha filha foi um marco na minha vida, nunca mais me senti igual, tudo mudou, mudaram os meus sonhos, os meus sentimentos, o meu carácter e até as minhas prioridades.



Alguns meses depois, veio o meu menino, o arco-íris depois da tempestade, e percebi que apesar de um filho não substituir o outro, que voltara a ter uma razão para respirar, sonhar e sentir.


 


 


Na trama, a personagem principal viaja no tempo, até ao século XV, e ao solar do rei D. Manuel I. É importante para si, a par com o entretenimento conjugar, nos seus livros, um pouco da História de Portugal que é no fundo, a história de todos nós?


Gosto de escrever romances com bastante fantasia, sensualidade e misticismo à mistura, mas também acho importante ser o mais fiel possível à realidade, pois assim consigo oferecer mais realismo a uma história encantada.


Conjugar a história de Portugal, com o meu romance fantástico foi uma oportunidade perfeita, pois como escritora/autora posso imaginar e criar algo bonito, mas para ficar incrível, tem de ter a possibilidade remota de poder mesmo ter acontecido.


 


 


Os animais assumem um papel de destaque neste romance, nomeadamente, uma gata preta – a Dama. Foi uma forma de trazer o misticismo que os envolve para tornar o enredo ainda mais mágico?



Os animais são os amigos mais fiéis que o ser humano pode ter na vida, principalmente os cães, gatos e cavalos, pois na minha opinião estas três espécies, estão dotadas de um 7.º sentido, o sentido de amar e proteger incondicionalmente o Homem.



Como tive a sorte de ser muito amada, desde bebé por animais, usá-los para introduzir o misticismo e a magia encantada no meu primeiro romance, é também a minha maneira de os homenagear.


 


 


Apesar do lançamento recente do livro, que opiniões lhe vão chegando por parte dos leitores que já tiveram oportunidade de o ler?


Inacreditavelmente, ainda não recebi nenhuma opinião negativa, mas as opiniões, na maioria das vezes, chegam em forma de questões e fico verdadeiramente feliz por isso.


Prefiro sempre leitores que questionam, pois, faz com exista uma interação entre escritor e leitor, e isso dá-me a possibilidade de analisar o que os leitores gostaram, do que não gostaram e principalmente do que desejam.


 


 


Se tivesse oportunidade de atravessar um portal do tempo, e escolher viajar até ao passado, ou ao futuro, que época gostaria de visitar, e por que motivo?


Sinceramente, se tivesse oportunidade juro que não o faria.



Se eu fosse ao passado com certeza tentaria evitar episódios de grande sofrimento, tanto a nível pessoal como a nível mundial, mas penso que se o fizesse iria alterar o presente e até mesmo o futuro.



E apesar de ter sofrido muito, também fui e sou muito feliz.


A ideia a nível mundial é a mesma… Apesar da parte negativa, também existem as coisas boas.


Não se deve mexer ou desafiar o desconhecido.


 


 


Este primeiro romance faz parte de uma coleção intitulada “As Encantadas”. O que pode o público esperar das próximas obras?


O segundo livro da série estará disponível ainda em 2021. Como autora/escritora, seguirei sempre ao sabor da minha inspiração, imaginação, com liberdade total, sem rótulos e sem travões. O tema abordado será sempre o mesmo, romance apaixonante e lendário. E as mulheres da série "As encantadas" serão sempre especiais!


 


 


Muito obrigada, Telma!

quinta-feira, 18 de março de 2021

Louco por Ela, na Netflix

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No que respeita a televisão, sou pessoa de fases.


Ando numa fase em que não me apetece ver séries, virando-me antes para os filmes.


Este era um dos que me aparecia na lista dos mais vistos na minha região, e que me suscitou alguma curiosidade.


 


Está classificado como comédia romântica. Mas não é.


Esqueçam. Tem romance, tem cenas engraçadas, mas não é a típica comédia romântica, em que um deles muda por amor ao outro, em que tudo se resolve no final e se vive um "felizes para sempre".


Não há frases feitas, nem amor suficiente que façam alguém mudar só porque nós queremos, ou porque o outro quer. Não existem fórmulas, nem milagres.


A lição que se tira desta história é amar, apesar de todos os problemas, de todas as dificuldades, e aceitar a pessoa como ela é, com todos os defeitos, com a sua doença, com as suas fases, com a sua personalidade.


É perceber que o amor pode acontecer, mesmo que a relação não seja perfeita, nem seja aquela que foi idealizada.


 


É, maioritariamente, passada numa clínica para doentes mentais.


Mas esqueçam os típicos filmes onde os "loucos" são "despejados" num manicómio pela família, que já não sabe lidar com eles.


Em que os "loucos" são maltratados pelo pessoal e pela instituição.


Onde os "loucos" são mesmo loucos, ou perigosos. Há ali pessoas que estão mais lúcidas do que os que não são loucos!


Eu diria que muitos daqueles pacientes, que até estão ali por vontade própria, e conscientes da sua situação e do seu problema, estão a residir na clínica não só para tratar o seu problema, mas também porque são diferentes, e a sociedade ainda reage muito negativamente à diferença. Ainda há muita crítica, muito gozo, muita discriminação e falta de integração.


 


Nem sempre os familiares, na sua esperança e tentativa de ajudar à recuperação, ajudam realmente.


A determinado momento, a directora clínica explica que um dos motivos para não aceitar muitas visitas aos seus pacientes é, precisamente, porque querem tanto vê-los bem e recuperados, que se enchem, e aos pacientes, uma falsa esperança que, em vez de ajudar, só atrapalha e acaba por prejudicar.


 


O espírito de entreajuda é constante.


Não há dúvida de que esse espírito não falta entre aqueles pacientes, que estão lá para se ajudar, e torcer pelo bem uns dos outros. É bonito de se ver, e mais uma prova de que, apesar de tudo, não perderam essa sensibilidade, e trabalham a amizade verdadeira.


E, até mesmo os funcionários, quando necessário, ajudam os pacientes. Como é o caso de Saúl que, sempre que a filha o vem visitar, veste a bata de médico, para que a menina pense que ele trabalha ali.


Os momentos mais emocionantes são mesmo protagonizados por Saúl, a sua relação com a filha, com os demais pacientes e, sobretudo, com Carla e Adri.


 


Mas, então, sobre o que é mesmo o filme?


Bem...


Adri conhece Carla numa noite e, apesar de ela lhe parecer uma mulher um pouco "louca", algo a que ele não está habituado, acaba por passar com ela uma das melhores noites da sua vida.


No entanto, ela avisou-o. Era apenas uma noite, e nunca mais se voltariam a ver.


Só que ele não consegue deixar de pensar nela e, quando percebe que Carla está internada numa clínica, ele decide internar-se também, para estar perto dela. A ideia era entrar, falar com ela, pedir-lhe o número de telemóvel, e sair. Fácil, não é?!


Pois... Só que os seus planos saem furados.


Ele é obrigado a permanecer na clínica, até que os seus colegas o avaliem positivamente, e possa ter a desejada alta.


Já Carla, não quer saber dele, nem da sua conversa de autoajuda, e está ansiosa para que ele saia dali e a deixe em paz.


 


Nesta história, a pessoa mais "sã", é aquela que está menos consciente daquilo que pode e deve, ou não, fazer. E será ele que, depois de passar pela experiência do internamento, terá mais a aprender.


Será que, pelo caminho, ainda conseguirá travar amizades inesperadas e conquistar um amor à prova de loucura?!

quarta-feira, 17 de março de 2021

Em tons de vermelho e verde

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Num destes dias em que fui às compras, deparei-me com vários arbustos destes, em dois tons, a fazer lembrar a bandeira de Portugal - vermelho e verde!


 

O mundo é pequeno...


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A Miúda convidou-me para participar nesta rubrica e eu, sem saber ainda sobre o que falar, aceitei o convite, que desde já agradeço.

Depois, dei por mim a pensar que o mundo é pequeno porque, apesar de os nossos blogs estarem em plataformas diferentes, estamos muito perto uns dos outros, acabando por minimizar essa distância.

E, daí, surgiu o tema, e o texto que se segue!

 

 


“O mundo é pequeno.


É pequeno porque, no meio de toda a sua vastidão, ainda assim, acabamos por nos cruzar, inesperadamente, com alguém que conhecemos, e que nunca esperaríamos ver.


É pequeno porque, apesar do seu enorme tamanho, e da distância entre cada um de nós, conseguimos estar muito perto uns dos outros, e diminuir a distância que nos separa.


É tão pequeno, que conseguimos ver muito além do nosso campo de visão, do nosso horizonte.


E, ainda assim, um mundo tão grande, que se torna (e tornamos) tão pequeno, consegue transformar-se num mundo gigante.


Onde, muitas vezes, parecemos estar tão longe, tão afastados, tão distantes uns dos outros, como se não fosse possível alcançarmo-nos.


Um mundo tão gigante que nem conseguimos observar tudo aquilo que está perto de nós.


Um mundo onde não conseguimos encontrar aquilo/ aqueles que desejamos, por mais que procuremos.


Quando, afinal, tudo/ todos estavam mesmo ali, à nossa frente.”


terça-feira, 16 de março de 2021

Deixar os outros confortáveis, deixa-nos confortáveis também?

Como Impedir as pessoas de te manipularem emocionalmente


 


Ao longo da vida, vamo-nos deparando com situações em que parece que destoamos, que não nos encaixamos. Ou as pessoas assim nos fazem crer.


Então, para que sejamos aceites, para que possamos "encaixar", moldamo-nos àquilo que é esperado de nós. Ou fazemos ainda mais, mudando a nossa forma de ser, para nos podermos integrar, e seguirmos o caminho que escolhemos.


No fundo, tentamos deixar os outros confortáveis com a nossa presença, para que não nos criem obstáculos, e tenhamos a vida um pouco mais facilitada ou, pelo menos, mais calma, sem levantar ondas, tentando passar o mais despercebidos possível.


 


Mas, até que ponto, agir de forma a que os outros, ao nosso redor, se sintam confortáveis com a nossa presença, faz-nos sentir mais confortáveis?


Será mesmo verdade que é conforto que nós sentimos? Lidamos bem com isso? Fazemo-lo sem esforço?


Sentimo-nos realmente bem com isso?


Ou será apenas uma ilusão? Um alívio por não termos que estar constantemente a lutar? Um atenuante? Uma pausa que nos deixa mais confortáveis, durante aquele período de tempo?


 


Será uma trégua temporária em relação aos outros, ou o início de uma luta interior entre aquilo que somos e pensamos, e aquilo que "somos obrigados a ser e pensar", enquanto não chegamos à meta?


 


Num dos episódios de The Good Doctor, Claire afirmava que, em toda a sua vida, tinha tentado deixar os outros confortáveis com a sua presença. E que, ainda agora, depois de se formar como médica, o continuava a fazer.


E às tantas, dizia ela para o colega "Mas tínhamos que o fazer, não tínhamos? Para chegar até aqui?"


 


Talvez...


Mas torna-se cansativo. 


E a verdade é que, como já percebemos, não conseguimos agradar a todos.


No fundo, é como se nos anulássemos. 


Deixamos de ser nós. E como é que, deixando de ser nós, isso nos fará sentir confortáveis?

segunda-feira, 15 de março de 2021

A Rainha Desejada, de Telma Monteiro Fernandes

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E se, de repente, se juntasse na mesma história, ao mesmo tempo, uma mulher do século XX, um homem do século XV, a História de Portugal, dois cavalos e um gato?!


 


Confusos?


Pois, para além de uma junção estranha, que parece não ter nada a ver, seria difícil juntar pessoas de épocas diferentes, numa mesma realidade.


A não ser que houvesse um portal mágico, que fizesse a ligação entre ambos os mundos...


 


Ana ouve, durante o seu passeio de final de tarde, e de regresso a casa, um gato miar. Sendo ela uma protectora destes animais, é óbvio que ela não vai ignorar aquela chamada de atenção, mesmo que isso signifique invadir propriedade alheia.


E é assim que Ana descobre uma panterinha, a Dama, que ela julga estar apenas com sede e, na tentativa de lhe satisfazer essa necessidade, acaba por ter um acidente e cair, juntamente com a gata, no poço de onde estava a tentar tirar água.


 


Quando acorda, Ana está um pouco confusa, até porque tinha batido com a cabeça. Mas a sua confusão vai um pouco além de uma sequela da queda.


Ao que parece, ela está em pleno século XV, ou seja, retrocedeu no tempo 500 anos!


E agora, antes que a julguem louca e a mandem queimar numa fogueira como bruxa, ela terá que aprender a viver numa outra época, que só conhece de ter ouvido falar e, ao mesmo tempo, descobrir como voltar ao seu tempo, ao ano de 1995, e à sua vida.


 


O que ela não contava, era que esta nova vida lhe pregasse algumas partidas, como apaixonar-se. E logo por alguém proibido.


Ainda que viva esse amor, que inimigos terá que enfrentar? De que forma essa decisão poderá mudar o futuro, como ela o conhece?


E se abdicar desse amor, se voltar à sua época, como fará para o esquecer?


Poderá o mesmo destino, que os uniu, separá-los para sempre?


 


 


Comecei a ler sem expectativas, mas confesso que me apanhou logo pelo meu ponto fraco "os gatos"! 
Por isso, passei quase toda a história a viver as emoções em torno da panterinha Dama, a grande responsável pelo romance, e sempre preocupada com o que lhe poderia acontecer.
O cavalo Leão, tal como a égua Leoa, também não me foram indiferentes. É incrível a sua lealdade, a forma como sabem quem gosta deles e lhes merece a confiança.


 


Quanto à história principal, uma pessoa já leu tantos livros, de romances, tragédias, violência, realidades do dia a dia, que acaba por estar um pouco "vacinada" relativamente a algumas cenas ou episódios.


Nem sempre é fácil as leituras seguintes terem o mesmo impacto e mexer com as nossas emoções.


Este livro conseguiu fazê-lo.


 


Gosto da forma como é contada a história. Está lá o que é importante, o que é essencial, o que é necessário, sem que a autora se perca, e nos faça perder.


E ainda conseguiu inserir a História de Portugal, de uma forma leve e descontraída, misturada com um romance que não é exagerado, e com fantasia e mistério qb.


No final, fui surpreendida com a forma como a autora trouxe as personagens para o tempo actual, em plena pandemia. Foi a "cereja no topo do bolo"!
Está muito bem construída a história de amor da Ana e do Manuel, apadrinhada pela sempre presente Dama.


Agora, sendo este livro o primeiro de uma série "As Encantadas", estou curiosa para saber o que virá por aí nos próximos livros, de forma a conseguir surpreender de novo, sem repetir muito o que foi abordado neste.


 


 


Sinopse:



"E se faltasse um grande detalhe, à história que sempre conheceu e que foi contada ao longo de quinhentos anos?
O tempo e o destino impediam Ana e Manuel de ficarem juntos. Tudo os separava, menos o arrebatador amor que sentiam um pelo outro.
Em rainha desejada, conheça a verdadeira história e o deslumbrante encantamento da paixão, onde a luta pelo amor, rivaliza com o medo de cumprir o destino."


 


 


Detalhes:


Autor: Telma Monteiro Fernandes
Páginas: 163
Edição: 1 (2021)



 


Contactos da autora, caso estejam interessados em adquirir o livro
Email: telmasofiafernandes@hotmail.com
Facebook: facebook.com/serieasencantadas


 


 


 


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 12 de março de 2021

As palavras, e a sua interpretação, não pertencem somente a quem as escreve

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Sempre que escrevemos, apropriamo-nos das palavras para transmitir a nossa mensagem.


Apenas nós sabemos o que pretendemos expressar, o que sentimos quando utilizamos cada uma delas, e o que pretendemos dizer, ao pô-las no papel.


 


Aquela, é a nossa verdade.


Uma verdade que pode ser compreendida, ou até partilhada, por quem a lê.


Mas que pode, também, ser entendida de muitas outras formas e sentidos, por quem está do outro lado.


 


Porque, no fundo, as palavras, e a sua interpretação, não pertencem somente a quem as escreve, mas a todos nós.


É por isso que, de cada vez que alguém lê algo que um autor escreveu, pode eventualmente deduzir o significado que as suas palavras pretendiam expressar, mas nunca terá a certeza porque, cada uma das pessoas pode ler uma mesma frase, um mesmo excerto, uma mesma obra, e retirar dela interpretações totalmente diferentes.


E se é verdade que o autor poderia não querer exprimir nada daquilo que as pessoas entenderam, também é verdade que essas interpretações aferidas, em determinados contextos, fazem sentido para essas pessoas, e até para quem as escreveu, ainda que com outro objectivo, e delas tomar conhecimento.


 


No fundo, escrevemos de nós, para o mundo. 


E, a partir desse momento, as palavras deixam de ser nossas.


Apenas a ideia que lhes deu vida se mantém na nossa posse.


E apenas nós, enquanto autores, poderemos, ou não, limitá-las a esse pensamento e dá-lo a conhecer a quem não o compreendeu, ou deixá-las livres de correrem por aí, englobando outros tantos pensamentos, que nelas encontram abrigo.


 


 

quinta-feira, 11 de março de 2021

Já provaram o novo Nestum de Pera Rocha?

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Não?


Então não percam tempo, porque é uma edição limitada.


 


Para quem já está farto dos mesmos sabores de sempre, esta pode ser uma boa alternativa.


Claro que não se compara aos velhinhos Nestum de Figos, ou de Alperce (que saudades), mas consegue ser melhor que as últimas novidades da marca, como Nestum de Aveia e Morangos, ou de Aveia e Maçã.


E sempre desenjoa um pouco do clássico Nestum Mel.


 


Eu aprovo!


 

Sinais da idade

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"Todas as asneiras que fizermos em novos havemos, mais tarde, de pagar por elas."


 


E o meu pai que o diga!


 


Acho que, por mais anos que passem, temos tendência a ver os nossos pais sempre da mesma forma, como se esses anos não passassem por eles, ou passassem, mas eles continuassem iguais, sem se notar a passagem do tempo.


Sempre vi o meu pai como uma pessoa activa. Alguém que não consegue estar quieto ou parado muito tempo no mesmo sítio. Alguém que gostava de fazer longas caminhadas.


Mas o tempo, as asneiras, os vários acidentes que foi tendo desde novo, não perdoam.


E, hoje, aliadas a alguns problemas já existentes, condicionam-lhe os movimentos e a vida, provocam-lhe dores, dificultam-lhe as tarefas mais básicas e, ainda assim, volta e meia, lá insiste em fazer mais alguma "asneira" para a qual o seu corpo já não está preparado. 


Depois, os ossos, os músculos, os tendões, tudo se ressente.


E a memória começa a pregar partidas.


Afinal, são quase 80 anos.


 


E a minha mãe?


Mulher activa, também. Ultimamente, não tanto.


Fingimos não perceber, mas é um pisco a comer. 


Está magríssima, embora as calças disfarcem.


Mas levá-la ao médico? Só quase arrastada.


Diz que se sente bem. Que não precisa de fazer exames, nem ir ao médico.


As únicas consultas a que vai, são as de oftalmologia, em que é seguida por causa das cirurgias que fez à vista.


Não é mulher de se queixar, de mostrar dores, de fazer fitas. Guarda para ela.


Mas uma pessoa vai-se, aos poucos, apercebendo dos sinais da idade.


Um degrau que ela já tem dificuldade em subir ou descer sem ajuda. Algo que ela já demora a agarrar, não sei se por não ver bem, ou se por outro motivo.


Um dente ou outro que falta, e que lhe dificulta a fala.


Afinal, são 79 anos.


 


Que bom seria que os nossos pais estivessem sempre novos, apesar do tempo passar. 


Que tivessem sempre saúde, enquanto vivessem.


Mas se nem nós, muitas vezes, a temos, e andamos piores que eles, como podemos esperar que eles sejam mais valentes?


 


É assim a vida.


Sempre a dar sinais.


Sinais das parvoíces que achávamos que não iam ter consequências.


Sinais de que o nosso corpo não é de ferro.


Sinais de que o tempo não pára.


Sinais da idade, que avança a cada ano que passa, para todos nós, e para eles também.


 


 


 


 

quarta-feira, 10 de março de 2021

À Beira do Colapso, de B. A. Paris

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Pequenos esquecimentos...


Pequenas confusões...


Pequenos mal entendidos...


São coisas normais que podem acontecer a qualquer um, não são?


 


Algum stress, receio, instabilidade emocional, quando se sabe que uma amiga foi assassinada bem perto da nossa casa, e que o assassino continua à solta, é normal, não é?


 


Ficar em pânico quando se recebe chamadas anónimas constantes, sem que ninguém fale, é normal, não é?


 


Cass achava que sim, até perceber que poderia estar a mostrar sinais da mesma doença de que a mãe sofreu - demência.


Ela já tinha reparado em pequenos incidentes, mas atribuíu-os à falta de descanso, que seria brevemente compensado, com as férias que iria gozar.


Mas depois...


 


Depois, veio aquela noite de tempestade, em que ela conduziu numa estrada deserta e perigosa, sem rede, viu por ali um carro parado, com uma mulher lá dentro e, apesar da hesitação, de uma breve paragem, não arriscou sair do carro, não se fosse dar o caso de ser um esquema para a atacar e, não vendo sinais da outra parte de que precisasse de ajuda, achou mais seguro seguir para casa.


 


A partir do momento em que soube que essa mulher que ela tinha visto, que até conhecia e com quem tinha travado uma amizade recente, tinha sido assassinada nessa mesma noite, Cass nunca mais foi a mesma.


A culpa, a tristeza e o medo de que o assassino a tivesse visto, juntamente com a dúvida que que pudesse ter herdado a doença da mãe, levaram Cass a um tal estado, que todos à sua volta se mostraram preocupados.


O que é real, e o que é imaginação? 


Estará ela assim tão louca, a ponto de já não saber fazer as coisas mais simples? De não se lembrar das coisas que faz? Das decisões que toma? Dos compromissos que assume?


Onde fica a linha que separa aquilo que faz sentido, da paranoia?


 


Quem está do seu lado, e quem está contra ela?


Quem a apoia, e quem deseja o seu mal?


E se, afinal, ela não estiver a perder a sua sanidade mental, mas haja alguém a fazer de tudo para assim o parecer, ou levá-la a acreditar que está?


 


Confesso que, a determinado ponto, começa a ser exagerado tudo aquilo que está a acontecer a Cass, e tão constantemente.


Ninguém se engana assim tantas vezes. Ninguém se esquece assim tanto, ou perde a noção daquilo que faz.


Ou será que sim?


 


Esta é uma história que nos põe, automaticamente, a pensar em situações tão básicas pelas quais passamos, como aquela vez em que jurávamos que tinhamos deixado o carro num determinado sítio do estacionamento e, depois, andamos à procura dele que nem loucos. Ou quando jurávamos que tínhamos deixado algo num determinado sítio, e depois aparece noutro.


Há coisas que parecem não ter explicação. Ou até têm...


 


Desde que li, em tempos, que os crimes têm sempre um de três motivos para ocorrerem - inveja, sexo, dinheiro - ou, até, a junção de mais do que um, que tenho vindo a constatar que, nestas últimas histórias, bate certo. 


 


Matthew é um marido perfeito, compreensivo, condescendente, mas Cass não sabe quanto tempo mais ele vai aguentar estar casado com ela, com tudo o que está a acontecer, e que afecta o seu casamento.


Rachel é a amiga que todas desejariam ter. Está lá para minimizar as coisas, dar-lhe força e animá-la. Mas já anda a perder a paciência.


John, um colega de trabalho que esteve, em tempos, interessado em Cass, também parece preocupar-se com ela, e ela sente-se bem quando está com ele.


Já aquele homem da empresa de alarmes, ou o vizinho que se acabou de mudar para o bairro, não lhe inspiram confiança, e parecem muito suspeitos.


 


Mas a pergunta que se coloca, no meio de tudo isto, é: Quem matou Jane, e porquê?


E, sabendo essa resposta, saberemos de que forma tudo está, ou não, relacionado com a súbita manifestação de demência de Cass que poderá, em último caso, levá-la ao inevitável internamento, sem nunca de lá mais sair, ou algo pior...


 


No fim, fica a dica:


Confia, desconfiando...


Acredita, confirmando...


Aceita, questionando...


 


Só assim saberemos quem é o nosso amigo, e o nosso inimigo.


Só assim conseguiremos munir-nos para uma luta desigual, da qual só poderemos sair vencedores ou vencidos.


E porque só assim se descobrirá a verdade.


 


 


Sinopse

 


"Cass vive momentos difíceis desde o dia em que viu aquela mulher dentro de um carro estacionado no bosque. Agora sabe que a mulher foi assassinada e que ela nada fez para ajudar. Tenta afastar o caso da sua mente, mas o que poderia ela ter feito? Se tivesse parado, teria provavelmente acabado também por ser uma vítima.
Mas, desde então, Cass anda perturbada, esquece-se das coisas mais básicas: Onde deixou o carro? Tomou a medicação? Qual o código do alarme de casa? Consumida por um profundo sentimento de culpa, a única coisa que não consegue esquecer é a imagem daquela mulher dentro do carro. e há ainda as chamadas telefónicas anónimas e a sensação de que alguém anda a observá-la. Mas quem poderá estar por detrás disso?"



 


 


 


 

terça-feira, 9 de março de 2021

Sinceridade, ou sede de protagonismo?

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Não sou fã da Bárbara Bandeira.


Gosto de algumas músicas. Assisti uma vez a um concerto dela. 


Mas pouco a conheço. 


Também não tenho nada contra a moça. 


 


Sei que era amiga da Sara Carreira. E sendo uma das melhores amigas, quando aconteceu o acidente, achei normal a Bárbara fazer uma homenagem a ela.


No entanto, tudo o que é demais perde o sentido. E ela, era publicar vídeos uns atrás dos outros, momentos íntimos entre as duas, as últimas imagens antes da morte, tatuagens e afins, que acabavam por banalizar a tristeza da situação, e desrespeitar a dor e o luto.


Eu também sou daquelas que gosta de homenagens, mas uma verdadeira e sentida, basta. 


Na altura, falou-se que a Bárbara estaria a tentar alcançar protagonismo, à custa da morte da amiga.


Não quis acreditar que assim fosse.


O assunto morreu.


 


Há dias, soube que outra das suas amigas, a Angie Costa, está à espera do primeiro filho.


E lá surge a Bárbara Bandeira, de novo, a fazer homenagens ao bebé, a organizar o babyshower e a publicar vídeos do mesmo. 


Atrevo-me a dizer que esse bebé está mais associado à Bárbara, que aos próprios pais!


 


A questão é se a mesma fará as coisas com sinceridade, ou por sede de protagonismo.


Serão os media a ir buscar todas estas coisas às redes da protagonista, e a divulgá-las para aumentar o efeito da notícia?


Ou será a protagonista a fazer questão de divulgar, para colher alguns frutos que dessa árvore possam cair?

segunda-feira, 8 de março de 2021

Neste Dia da Mulher

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Ser mulher, não é querer ser igual ao homem. É aceitar que é diferente.


Nem melhor, nem pior. Nem mais forte, nem mais fraca. Nem mais capaz, nem menos capaz. Apenas, diferente.


 


Ser mulher é, antes de exigir o respeito que merece, respeitar-se a si própria.


Antes de exigir a aceitação que lhe é devida, aceitar-se a si própria.


Antes de procurar o reconhecimento do seu valor nos outros, valorizar-se a si própria.


Antes de colocar tudo em primeiro lugar, para se afirmar, afirmar-se, em primeiro lugar.


 


Ser mulher é pegar no comando da sua vida, não deixando que os outros a dirijam.


Ser mulher, é sentir-se livre, dentro de um corpo, e de um estatuto, que muitas vezes sente, que a aprisiona.


 


Ser mulher, é lutar para que todas consigam, tudo o que é seu por direito, num mundo em que tanto se veneram as mulheres, colocando-as num pedestal que não pediram, como as rebaixam, reduzindo-as à sua insignificância, que não merecem.


 


Ser mulher, não é querer asas, para poder voar. 


É conseguir voar, ainda que lhe cortem as asas...


 


 


 

E já estreou o All Together Now!

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Por curiosidade, resolvi ver o novo programa de talentos da TVI, o tão falado e polémico All Together Now, apresentado pela Cristina Ferreira.


 


Tem algo de talentos, mas não me parece que seja um concurso para descobrir e apoiar talentos, já que os jurados funcionam um pouco ali como "opinião popular", consoante gostam ou não, consoante sentem o "click" ou não, e muitos outros critérios que nada têm a ver com talento ou qualidade.


Diria mais que é um programa de entretenimento, para quem está em casa a assistir, e mesmo para os jurados, que se vão divertindo, convivendo, dançando, mandando umas piadas e, pelo caminho, lá elegem alguém que acham que merece seguir em frente.


 


Gostei do tempo de duração, qb, sem intervalos e minibreaks para tudo e mais alguma coisa, sem grandes alongamentos sobre as vidas desgraçadas dos concorrentes, e sem grande suspense nas votações.


Achei piada à "parede de jurados".


Mas, como concurso, é muito fraquinho. Não merece a fama e os slogans que lhe atribuíram.


E a Cristina? Bem, foi a Cristina, a ser Cristina!


 


 


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Posto isto, o momento mais bonito, e talentoso da noite, foi a actuação da Nataliya e, depois, o momento em que partilhou a música com o Sérgio e a Hélia, ex concorrentes do The Voice Portugal, na área do canto lírico.


 


 


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O momento divertido ficou a cargo da jurada Rosinha, e do concorrente Virgílio.


 


 


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No entanto, em apenas duas palavras, diria que o melhor deste programa foi, sem dúvida, a Gisela João!


Ela é divertida, espontânea, desbocada, "louca" no bom sentido!


Fartei-me de rir a ouvi-la e a vê-la enquanto jurada.


 


 


Imagens: atelevisaocidadehojealltogethernow


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!