
Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!


São dois, na verdade.
O papel de pai/ mãe. E o papel de filho(a).
Não é fácil ser filho(a).
Há que corresponder a demasiadas expectativas que, para si, foram criadas, pelos pais. Ao nível de exigência que lhes é imposto.
Estão, muitas vezes, sujeitos a comparações com irmãos, colegas, amigos, filhos de amigos dos pais.
Estão, muitas vezes, condicionados pelos pais, pela função que exercem, pelo papel que têm na sociedade, e nos seus grupos.
E, como se isso não bastasse, ainda têm que lidar com os seus próprios problemas.
Com a aceitação dos colegas e amigos, gerando sentimento de pertença a algo. Ou com a exclusão, se não se identificarem com o grupo.
Têm que aprender a viver num mundo que é só deles, e os pais pouco poderão fazer para tornar esse mundo melhor. Podem dar-lhes ferramentas. Mas não podem travar as suas lutas.
Podem até compreender. Mas não são eles que estão a viver.
E gera-se frustração, desilusão, impotência, solidão.
Não é fácil ser pai/ mãe.
Porque não há livro de instruções. Nem receita para esse papel.
Podemos dar tudo o que temos aos filhos. Todo o amor, toda a compreensão, todo o apoio, todo o carinho. Todo o nosso tempo. E, ainda assim, não ser suficiente. E, ainda assim, descobrirmos que tudo falhou.
Da mesma forma que, muitas vezes, falha com aqueles pais que não têm tempo para dedicar aos filhos, e os deixam entregues a si mesmos.
Porque, na verdade, é impossível conhecer os nossos filhos na totalidade.
Eles só nos mostram a parte do seu mundo que querem que nós vejamos. A outra, só eles sabem.
E nós, seja porque não conseguimos ver mesmo, porque fazemos por não ver, ou porque estamos demasiado ocupados a olhar para outro lado, estamos longe de perceber o lado não visível.
Criamos uma imagem dos filhos, e é com ela que vivemos. Não significa que seja verdadeira. Ou totalmente verdadeira.
E é algo que nunca iremos conseguir ver, se os nossos filhos não se sentirem à vontade para mostrar. Se não sentirem que o podem fazer. Se não acreditarem que vale a pena.
Por outro lado, eles são eles, e têm uma palavra a dizer sobre a sua vida. Sobre quem são. Sobre quem irão ser. Nem tudo está nas nossas mãos e, como tal, nem sempre há algo que possamos fazer.
Mais uma vez, gera-se frustração, desilusão, impotência, solidão.
Depois, há, por vezes, um grande desencontro de pensamentos e intenções entre estas duas gerações, que levam a que a relação, em vez de se fortalecer, enfraqueça e que ambos, em vez de se unirem, se afastem.
Os pais, adultos, com experiência, acham sempre que sabem o que é melhor para os filhos. Qual a melhor forma de os educar para que se tornem adultos "funcionais", integrados e aceites pela sociedade.
Os filhos, acham que os adultos não são capazes de os compreender e, como tal, não os conseguirão ajudar, estando entregues a si mesmos.
Os pais, tentam não se meter muito na vida dos filhos porque acham sempre que eles veem isso como uma intromissão, invasão de privacidade, e não gostam.
Os filhos, acham sempre que os pais não perguntam nada, porque não querem saber, porque andam demasiado ocupados para se preocuparem com eles.

Não sei.
Tal como a escrita, e alguns outros, penso que são gostos que vão surgindo discretamente, e se vão instalando sem eu me dar conta.
Ou, então, sempre lá estiveram, mas vão-se manifestando em tempos, e de formas diferentes, à medida que os anos vão passando.
Sempre gostei de tirar fotografias.
Fotografias são memórias. São recordações. São registos de momentos, ou pessoas, que queremos guardar para sempre.
Quando era adolescente, gostava de tirar fotografias a paisagens e monumentos.
Quando fui mãe, passei a fotografar a minha filha, nas suas diferentes fases.
Desde que adoptámos as bichanas, elas passaram a fazer parte do leque de "modelos". Elas, e os gatos que ia encontrando na rua.
Com a minha filha em plena fase da adolescência, é ela quem me pede, muitas vezes, para lhe tirar fotografias, numa espécie de produções amadoras.
No entanto, mais recentemente, talvez porque a maturidade é outra, ou porque estou mais atenta e consigo apreciar melhor (ou de outra forma) aquilo que me rodeia, ou porque a minha mente está mais aberta a coisas que, antes, não me diziam nada, tem-me dado para fotografar a natureza, as plantas e flores, as árvores, o céu, os pôr do sol que vislumbro, os animais, e tantas outras coisas.
Não da forma habitual, mas tentando captar os pormenores.
Como é óbvio, na maioria dessas vezes, não escolho previamente o que quero fotografar.
Vou fotografando aquilo que me aparece, o que surge na hora, sem qualquer preparação.
Escolho o que quero, da forma como quero, com vista ao resultado que imagino.
Por vezes sai bem. Muitas mais, não fica nada que se aproveite, e vai fora.
Paciência.
Afinal, não sou profissional.
Nem quero ser.
Porque o que eu quero mesmo é deslumbrar-me e captar o momento ao natural, sem estar a pensar que tenho que usar a lente "x", esperar pela hora "tal" e outras tantas recomendações que são fundamentais para tirar "a foto perfeita".
Da mesma forma que escrevo quando me surge a inspiração, sem qualquer regra definida.
Até porque, muitas vezes, se não fotografamos na hora, esses momentos passam, escapam, fogem-nos, e não há volta a dar.
E no que toca a ser fotografada?
Bem, normalmente, sou eu que estou atrás da máquina/ telemóvel. Mas também gosto de ser fotografada.
O problema, é gostar de me ver nas fotografias!

Ontem, ao final do dia, estava eu na casa de banho, quando olho para o chão e vejo uma lente de contacto.
A única pessoa que usa lentes de contacto, lá em casa, sou eu. E, que desse por isso, ainda tinha as duas postas nos olhos!
A lente não estava seca, nem rígida, como seria de supôr, uma vez que é o que acontece quando ficam algumas horas fora do líquido. Dava a entender que tinha sido usada recentemente.
Olhando melhor para a lente, e confirmando que não poderia ser minha, porque efectivamente tinha-as postas, e são de um diâmetro ligeiramente maior que aquela perdida, suspeitei que pudesse ser uma lente que comprei uma vez para a minha filha, e que ela nunca chegou a usar.
Mas o mistério permanecia?
Ainda que fosse essa lente, ela já tinha ido para o lixo há uns valentes meses, senão mesmo mais de um ano.
E, ainda que tivessemos mandado para o lixo e ela, por milagre, tivesse caído fora do saco, como é que se mantinha assim, intacta, durante tanto tempo?
Como é que, em todas as semanas que varro e lavo o chão, nunca apareceu? E ontem pareceu estar ali, estrategicamente, à vista?
No dia anterior, a minha filha tinha ouvido uns barulhos estranhos.
Num dos dias anteriores, a nossa gata parecia agior de forma estranha, inquieta, como se estivesse a ver alguma coisa que mais ninguém via.
Portanto, a minha mente só conseguiu conjecturar duas hipóteses:
a) Temos um espírito zarolho a vaguear lá por casa
b) Temos um possível ladrão vesgo que deixa provas incriminatórias
Ainda tive para guardar a dita lente num saquinho de provas, e enviar para análise laboratorial!
Mas depois, acabei mesmo por deitar no lixo.
Acho eu...

Quando soube que iria haver este spin-off da famosa série, fiquei entusiasmada porque, de facto, era uma série da qual tinha gostado bastante, e queria ver mais.
Depois, veio a frustração, quando finalmente estreou, mas não estava disponível em Portugal.
Há umas semanas, recebi a tão esperada notícia de que o spin-off iria ser disponibilizado na Netflix Portugal, no mês de Abril.
E, agora que comecei a ver, total desilusão!
Não tem grande acção.
Cria ligações e situações forçadas, e vai repescar pessoas que já era suposto estarem enterradas.
A Zulema e a Maca, em vez de aprimorarem as suas habilidades, parece que perderam umas quantas fora da prisão. É o que acontece quando se fica muito tempo longe da escola!
Vis a Vis: El Oasis, vê-se.
Mas não tem nada a ver com as temporadas anteriores.
E não deixa saudades.
Katie é Amish.
Os Amish não são dados à violência.
Os amish não mentem.
os amish não matam...
Ainda assim, aparece um bebé morto no celeiro de uma família Amish.
Katie, que acabou de dar à luz, afirma com todas as letras que isso não aconteceu. Que nunca esteve grávida. Que não teve nenhum filho. Quando é óbvio que está a mentir.
E se Katie, que é Amish, mentiu, o que mais poderá ela ter feito?
Ellie é uma advogada que tem feito sucesso a defender criminosos. Ainda que as vítimas, injustiçadas, lhe apareçam depois no pensamento, para a atormentar.
Como ela própria diz, não se trata da verdade. Trata-se de contar a melhor história. Aquela em que o juiz ou os jurados irão acreditar, ainda que seja totalmente falsa.
E a defesa de Katie poderia ser mais um caso para o seu currículo.
No entanto, há uma coisa que Ellie quer ainda mais que o seu sucesso: ter filhos! E como poderá ela defender uma mãe que é acusada de matar o seu próprio filho? Alguém que, também ela, à partida, condena?
Como poderá ela defender alguém que lhe mente? Que lhe omite coisas?
Como poderá Ellie defender alguém que não percebe que a justiça pela qual se rege a sua comunidade, não funciona da mesma forma nos tribunais?
Ainda assim, Ellie aceita o caso. E é obrigada a mudar-se para casa dos Fisher, contra a vontade destes, sujeitando-se ao seu modo de vida, ajudando nas tarefas, e ficando condicionada pelas imensas regras desta comunidade.
Uma comunidade onde algumas pessoas tendem a levar demasiado à risca os ensinamentos e leis, quando até os maiores responsáveis são, algumas vezes, mais permissivos em determinadas circunstâncias.
Uma comunidade de pessoas simples, que querem passar despercebidas. Onde é mais respeitável confessar os pecados, ainda que quem os confesse não os tenha cometido, do que negar e andar com desculpas.
Uma comunidade que parece disposta a apoiar Katie.
A jovem que esteve grávida e não contou a ninguém.
A jovem que deu à luz, e não disse a ninguém.
A jovem que traiu o seu namorado, já que este nunca poderia ser o pai do filho que espera.
A jovem que adormeceu com o seu filho nos braços, e acordou sem ele. E continuou a sua vida normal, como se nada fosse.
A jovem que teria muito a perder, se a verdade viesse à tona.
Mas, afinal, qual é a verdade?
A verdade, é uma verdade simples.
Que se vai descobrir no final.
Poderiam ser muitas outras.
Mas é apenas aquela.
E agora, conseguirá Ellie a absolvição para Katie?
Ou será ela condenada à prisão?
Gostei desta história por ter vários ingredientes diferentes:
- o primeiro é conhecer um pouco da cultura dos Amish, e do seu modo de vida
- o segundo é uma abordagem ao estudo do Paranormal e dos ditos "fantasmas" que muitas pessoas dizem ver
- tem mistério
- tem também a parte jurídica, para quem gosta dos duelos entre acusação e defesa
- e tem romance, como não poderia deixar de ser

Há os comentadores de futebol, que vão fazendo o relato do jogo enquanto o mesmo está a decorrer, para que, quem não está a ver o dito jogo, fique a par de tudo e consiga, através das palavras, de certa forma, visualizar o mesmo.
Depois, há os comentadores de filmes e séries, que fazem basicamente o mesmo, mas com o filme ou episódio da série que estão a ver.
E há quem o faça tão detalhadamente, que já nem precisamos de ver para saber!

E tantas outras sensações que cada história nos proporciona!
Não importa que as histórias sejam muito parecidas.
Nem, pelo contrário, que sejam muito diferentes.
Desde que mexam connosco, e nos façam sentir o que quer que seja, já valem a pena!

Um sol muito envergonhado, escondido atrás da árvore

Começa a ganhar coragem, e tenta romper as nuvens

E até os ramos prestam homenagem a essa fonte de luz e vida

No outro dia fui à pastelaria comprar croissants.
Perguntei se tinham croissants simples. A funcionária disse que sim. Só havia dois.
Ia levar um terceiro, de manteiga, mas depois vi um outro e acabei por trazer esse, com calda e canela.
Em casa, o meu marido perguntou-se do que eram. Disse que, à excepção de um, eram simples.
Ele pegou um, e ia abri-lo para fazer um croissant misto mas, afinal, ele já era misto!
Como assim?! Eu pedi simples.
Fui ver o outro e, também ele, tinha queijo e fiambre no meio.
Não é que nos tenhamos importado muito porque, bem vistas as coisas, o mais certo era comê-los mistos mesmo. Assim, poupou-nos trabalho, condimentos e dinheiro.
Sim, paguei-os como simples!
Estas foram algumas das mensagens ditas a quem foi convocado para levar a vacina.
Ao meu tio:
"Ah e tal, se não levar a vacina, e vier a ser hospitalizado com Covid, terá que pagar tudo à sua conta."
À minha mãe:
"Ah e tal, se recusar a vacina, fica excluída da lista."
Ao meu irmão:
"Eu não lhe disse nada mas é provável que, em caso de internamento, os médicos deem prioridade a quem foi vacinado."
Sem comentários...
Como é possível que, a uma pessoa que se diz tão inteligente, que se gaba da sua inteligência e se considera, nesse campo (e em muitos outros) acima dos comuns mortais, tenha escapado um simples pormenor?
Algo que estava à vista de todos?
Algo que ele tinha obrigação de saber?
Pois...
Parece que afinal, até os mais inteligentes erram. E podem pagar um preço alto por esses erros.
Porque é um grande risco deixar para trás uma sobrevivente. Alguém que pode ter visto o crime. Alguém que pode desmascarar o assassino, e contar toda a verdade.
Ao longo dos últimos anos, porém, este serial killer tem continuado a cometer os seus crimes, impunemente, sem qualquer indício de que alguém saiba quem ele é, ou o possa denunciar. Isso fá-lo acreditar que o seu erro jamais lhe causará grandes danos.
O que ele não contava, era que o jogo pudesse virar.
Ao que parece, há uma médica que quer experimentar um novo programa para pessoas que perderam a memória. E Laura quer, mais do que nunca, lembrar-se do que aconteceu no dia em que a sua família foi impiedosamente assassinada, tendo ela sido a única que escapou, escondida num cesto da roupa suja, na casa de banho, às escuras, onde o assassino não se lembrou de procurar.
Apesar de a família, que a adoptou e criou como filha, achar que ela não deve remexer no passado, depois de ter levado tanto tempo a conseguir recuperar do trauma e viver em relativa normalidade, opinião partilhada pelo namorado, Laura quer avançar. Ela precisa disso.
Agora, ele corre perigo e só há uma solução: eliminar Laura, antes que ele o denuncie, caso o programa resulte, e ela se recorde de tudo.
Agora, não pode voltar a errar.
Mas Tess não poupará esforços para proteger Laura, tentar evitar o pior, e provar que o Homem de Família, um assassino no corredor da morte, a dias de ser executado, não foi o autor da morte da família de Laura, nem de outros dois crimes, que lhe foram imputados.
O que significa que, quem o fez, ainda anda à solta, poderá atacar a qualquer momento, e eliminar a única pessoa que o pode identificar.
Nesta corrida contra o tempo, em que Tess não tem, de todo (para variar) a vida facilitada, quem levará a melhor?

No fim de semana decorreu, entre sábado e domingo, a grande final do The Voice Kids.
No sábado, foram escolhidos 5 finalistas, de entre os 8 em competição.
Uma escolha difícil, dado o talento de todos aqueles jovens.
Muitas vezes, no programa dos adultos, olhamos para os finalistas e pensamos: cantam bem, mas não está ali "a voz".
Neste, das crianças/ adolescentes, olhamos e pensamos: tanta "voz" que há por aqui. Tantos que podiam ser dignos vencedores.
E foi a meio desta gala, que aconteceu um dos momentos emocionantes da noite e que, por mais que queiramos, não conseguimos evitar deitar umas lágrimas que, do lado de lá, era necessário conter - a homenagem da Carolina e da Marisa à apresentadora Catarina Furtado!
O que dizer da Catarina?
Sim, ela tem momentos em que exagera na histeria.
Sim, ela está sempre a interromper quando os mentores falam.
Sim, ela tem algumas saídas um pouco infelizes de vez em quando.
Mas também é verdade que ela está ali de coração.
Que acompanha aqueles jovens desde o início, sofre com eles e por eles, alegra-se com eles e e por eles, incentiva-os, anima-os, valoriza-os.
Que há uma grande cumplicidade entre ela e os mentores.
Que é uma apresentadora que se coloca, de certa forma, ao nível dos concorrentes.
Que é carinhosa, amiga, confidente.
E que, para lá dos programas de televisão, a Catarina é uma grande mulher.
Uma mulher de causas, sem que isso a faça andar a pavonear-se ou a mostrar-se mais do que o necessário, para ajudar quem realmente precisa.
Uma mulher consciente do seu valor, das suas missões.
Uma filha. Uma mãe.
E, como o título da música diz, a Catarina é linda.
Foi uma homenagem merecida!
Quanto à final, propriamente dita, ganhou, como já se esperava, o Simão.
Curiosamente, nas duas últimas edições, venceram concorrentes que, na fase das batalhas, foram eliminados pelos mentores iniciais, e salvos por outros mentores que, assim, garantiram a vitória.
Tinha acontecido com o Luís Trigacheiro, inicialmente da equipa do Zambujo, e agora com o Simão, que era da equipa do Carlão.
Se era o meu preferido?
No seu género, ele não deixa de ter um vozeirão, para os seus 13 anos.
A Rosa Antunes, por exemplo, que não chegou a domingo, tinha um timbre característico, e era uma possível vencedora.
A Rita também tem um enorme potencial, tal como a Maria Inês.
O Nuno Siqueira, não o tendo ouvido noutras fases, conquistou-me com a sua voz no tema do Lewis Capaldi.
Por isso, como disse a Carolina Deslandes, importa mais o que façam daqui para a frente, a ajuda que possam ter para lhes dar o impulso, e a sua vontade e garra para trabalhar, aproveitando as oportunidades que surgirem.
Parabéns a todos, por elevarem a fasquia dessa forma!
Imagem: The Voice Portugal

Eduardo é um engenheiro que decide tirar uns meses, da correria e falta de tempo do dia-a-dia, causados pela sua profissão, viajando para longe da capital, para escrever o seu livro.
Na ilha, conhece Márcia, que o irá ajudar a concretizar o seu objectivo, e com quem viverá um romance.
Até ao momento em que é encontrada morta na praia, e Eduardo é levado para a delegacia, para ser interrogado, visto que era a única pessoa na praia àquela hora.
A história vai alternando entre o tempo presente, em que Eduardo aguarda a chegada do seu advogado, para se dar início ao interrogatório, e as recordações do tempo que passou com Márcia, e com todas as pessoas que ele conheceu ali na ilha, bem como os projectos que tinha idealizado para aquele local.
Márcia era uma excelente nadadora. Por isso, ter-se afogado, acidentalmente, está fora de questão. Alguém a matou. Resta saber quem, e por que motivo.
Confesso que fiquei um pouco apreensiva quando o autor matou logo no início a personagem principal.
Ela parecia importante para a história. E, com a morte dela, lá se foi o romance.
Então, o que me esperava dali para a frente?
O autor soube compensar isso com os pensamentos de Eduardo sobre Márcia, relatando aquilo que tinham vivido.
No entanto, o meu destaque, nesta obra, vai para as dicas que vão sendo deixadas para quem quer escrever um livro, como estas:
- é preciso desenvolver diálogos, e investir nas descrições necessárias para que o leitor consiga visualizar o cenário imaginado (Pessoalmente, stou a tentar aperfeiçoar esta parte)
- "O primeiro capitulo é essencial. Se os leitores não gostarem dele não vão ler o resto do livro". (Nem sempre. Já cheguei a ler livros cujo primeiro capítulo não prometia, mas acabei por ler o resto e gostar. Mas nem todos os leitores estão dispostos a dar essa oportunidade, por isso, é um bom conselho)
- há que saber intercalar as descrições, com os factos que estão a ocorrer, "obrigando o leitor a ler tudo, sob pena de ter que voltar atrás na leitura". (Isto já me aconteceu. Normalmente, quando começo a ver longas descrições, passo à frente, dou uma leitura na diagonal mas, depois, percebo que me falta ali um pormenor, e lá tenho eu que voltar ao ponto anterior)
Há, nesta obra, uma crítica ao sistema policial corrupto, que se deixa comprar a troco de dinheiro, regalias, e algum receio do que possa acontecer caso se coloquem do lado errado que, na verdade, seria o mais acertado tendo em conta o cargo que desempenham.
Por outro lado, é visível entre alguns dos residentes da ilha, um grande espírito de entreajuda, até porque se conhecem bem uns aos outros, para o bem e para o mal.
E quando se juntam, para tentar ajudar a desvendar o crime, parece quase certo, apesar de no início as suspeitas se dividirem, de que o culpado é um só. E eles estão prestes a conseguir as provas que necessitam para inocentar Eduardo.
Só que, para o final, o autor reserva-nos uma grande surpresa de que, certamente, não estávamos à espera!
"Engenheiro bem sucedido resolve escrever um livro e muda-se para uma praia paradisíaca em uma ilha.
Lá conheceu Marcia, dona do melhor restaurante da cidade, que coincidentemente tinha trabalhado como revisora de livros em uma editora.
Uma forte paixão une o casal e de repente é interrompida por um ASSASSINATO NA PRAIA."
Autor: Mike Flint
Data de publicação: Março de 2021
Número de páginas: 256
ISBN: 978-989-37-0250-5
Colecção: Viagens na Ficção
Idioma: Português/BR

Respirar…
Algo tão natural, tão básico, tão inato, a que ninguém presta atenção.
E, ainda assim, essencial para a nossa sobrevivência. Um claro sinal de que estamos vivos.
Respirar…
Algo que faço constantemente, quase sem dar por isso.
Como se o meu corpo fizesse todo o trabalho por mim.
Respirar fundo…
Aí, sim, percebemos que estamos a respirar.
Acaba por ser, de certa forma, um acto menos involuntário. Fazemo-lo, muitas vezes, propositadamente. Com alguma intenção, que não a mera sobrevivência.
Respirar fundo…
Passou a ser o meu respirar normal. Aquele que era suposto ser involuntário, e fazer-se sozinho.
Passei a ter que respirar. Frequentemente. Passei a ter que assumir essa função que deveria ser do meu organismo.
Falta-me o ar…
Sim. Algures, por entre a respiração normal e superficial, sinto que o ar fica perdido pelo caminho. E não chega onde deveria.
E, então, tenho que ir eu buscá-lo. Ver se ele ainda cá está.
Falta-me o ar…
Como num ataque de pânico, mas sem o pânico.
Como numa crise de ansiedade, mas sem a ansiedade.
Como se tivesse o nariz entupido, mas sem o estar.
Como estar com uma máscara na cara, mas sem ela.
Cansaço…
Respirar assim, relembra-me que ainda tenho ar. Mas cansa.
E junta-se ao cansaço que já sinto, pelo simples facto de fazer as tarefas mais simples.
Cansaço…
Ter que parar a meio, porque estou cansada, e me falta o ar.
Ter que me sentar, porque estou cansada, e me falta o ar.
Estar deitada, e ter que escolher a melhor posição, para que não me falte o ar, ainda que demore a controlar.
Ter que dormir com medo que me falte o ar, e não acorde.
Desde quando, respirar, passou a ser algo que se controla, que se programa, que se pensa e faz conscientemente?
Quero voltar a respirar, sem ter que pensar que tenho que respirar...

Um barco, vários adolescentes, diversão, álcool e aventura.
Sara e Alex estavam a passar uns dias com a família Lazcano, na companhia de Rodolfo, namorado de Sara, Chema, irmão de Rodolfo e amigo dos irmãos Guzmán, e Nicandro, um amigo comum.
Com o objectivo de estrear o novo equipamento, Sara é a primeira a voluntariar-se para praticar parasailing no lago.
E a verdade é que ela está descontraída e a aproveitar a experiência ao máximo, até ao momento em que percebe que o parasail está a rasgar.
Sem que os restantes consigam ouvir o seu pedido de ajuda, Sara acaba mesmo por cair no lago e, já no hospital, não resiste e morre.
Alex, o seu irmão, ao início convencido a fazer um favor à família Lazcano, em troca de tratamento para a mãe, aceita assumir a culpa de ter colocado o parasail à irmã mas, sem saber como, a acusação muda, e ele vê-se condenado a 30 anos de prisão, por homicídio.
Após 18 anos, acaba por sair por bom comportamento, e tem um único objectivo. Descobrir quem matou Sara, e vingar-se da família Lazcano. Por ele, e pelo colega de prisão, que acusa essa mesma família de lhe ter assassinado a filha, e o ter colocado ali também.
Sara estava grávida. Mas o filho não era do namorado.
Sara sabia de segredos de Chema, que este não queria que fossem revelados.
Sara andava envolvida com César Lazcano. E a mulher sabia. Inclusive, sabia que o filho que ela esperava era do marido.
Sara viu uma cassete comprometedora na casa de Sérgio, e este não estava nada satisfeito por ela estar ali naquela casa, podendo denunciá-lo.
Sara tinha, aparentemente, contado alguns dos seus segredos a Elroy, que parecia gostar de Sara, mas ela acaba por tratá-lo como um mero empregado. Além disso, Elroy parece ter sido encarregado por Mariana, de "resolver as coisas".
Havia vários motivos para matar Sara, e muita gente a quem ela parecia estar a incomodar.
Na primeira temporada, o passado e o presente vão intercalando.
Vamos descobrindo os podres da família Lazcano. Os negócios ilegais. Os crimes. As traições.
Vamos percebendo que os, aparentemente, inocentes não são assim tão inocentes e que os, aparentemente, culpados, podem ser apenas mais uma vítima.
Vão-nos sendo dadas pistas, ainda que muitas vezes sirvam apenas para nos desviar do foco principal, para que possamos começar a construir o puzzle.
Claro que nem sempre as peças pertencem onde achamos, e só no fim percebemos que as estávamos a colocar no sítio errado, ou viradas ao contrário.
Ou então que, simplesmente, estamos a tentar montar o puzzle errado...
A série foi renovada para uma segunda temporada, com estreia prevista para 19 de maio.

De quem aprecia, mas pouco percebe da mesma.
Para vocês, a arte é:
a) imitação ou representação da realidade, com alguma ilusão misturada (teoria da arte como imitação, defendida por Aristóteles)
b) expressão de sentimentos por parte do artista, que nos contagia através da observação da obra (teoria da arte como expressão, defendida por Tolstoi)
c) emoção estética, provocada pela combinação das diferentes partes da estrutura da obra, como cores, linhas, formas (teoria da arte como forma, defendida por Bell)
E é isto que se anda a estudar por aqui, em Filosofia: as teorias essencialistas da arte!

Todos sabemos o quão importante é saber dizer "não" em determinados momentos ou situações da nossa vida.
Mas é igualmente importante aprender a dizer "sim", em outras tantas.
Se há ocasiões em que se torna fundamental colocar um travão, outras há em que é preciso largá-lo.
Pode parecer que não mas, da mesma forma que aquelas pessoas, que têm dificuldades em dizer "não", acabam muitas vezes por ser prejudicadas, porque abusam delas, ou simplesmente porque, para fazer a vontade aos outros, anulam a sua, também as pessoas que não sabem dizer "sim" se privam, muitas vezes, de tantas coisas que poderiam ser boas para elas.
E porquê?
Porque, quase automaticamente, essas pessoas estão "programadas" para dizer "não", rejeitando tudo, sem dar qualquer oportunidade aos outros e, sobretudo, a si mesmas.
Estão tão habituadas, que dizem "não" sem nem sequer tentar, experimentar, dar uma hipótese.
Por vezes, fazem-no porque creem que isso é o melhor para si.
Outras, porque têm receio.
E algumas, apenas porque foi uma sugestão, ideia ou proposta de uma determinada pessoa. Ou seja, mais uma vez, mas no sentido oposto, estão a anular os seus desejos e vontades, ou a desperdiçar oportunidades, em função ou por causa dos outros.
Por isso, é importante aprender e, de vez em quando, ter a coragem e ousadia de dizer "sim".
Por nós. Porque temos que pensar em nós, em primeiro lugar.
Quem sabe não descobrimos, nesses "sim's", momentos felizes que, de outra forma, nunca viveríamos?

De alguém que raramente bebe café!
Costumam beber café:
a) com açúcar
b) sem açúcar
Eu, que se contam pelos dedos as vezes que bebo café na vida, uma vez virei-me para o meu marido e disse-lhe:
"O verdadeiro apreciador de café bebe-o sem açúcar, porque só assim poderá apreciar o seu sabor natural."
E ele, desde então, deixou de pôr açúcar no café.
Eu também o bebo, quando o faço, sem açúcar.
Já o meu pai, por exemplo, costumava pôr um pacote e meio de açúcar no seu!

Quando fazemos algo bom, por nossa vontade, uma ou outra vez, sem que a outra pessoa esteja a contar, acabamos por supreendê-la pela positiva.
E como o objectivo de surpreender até foi conseguido, por vezes, atrevemo-nos a fazê-lo mais vezes, mas...
Às tantas, do outro lado, gera-se uma expectativa. A outra pessoa começa a habituar-se a esperar uma acção nossa.
E isso leva-nos, de certa forma, a sentir uma "obrigação" de continuar, mesmo que já não seja supresa nenhuma, apenas para não defraudar as expectativas das pessoas.
Inevitavelmente, chegaremos a um ponto em que a nossa vontade é não fazer nada, porque criámos aversão àquele tipo de acções. Como se estivessemos numa espécie de "prisão".
No entanto, se por algum motivo, se gerar uma mudança que altere essa dinâmica, e nos devolva a liberdade, é provável que se volte a ganhar o gosto pela surpresa.
Mas com cuidado, não vá o ciclo voltar a repetir-se, e cairmos no mesmo erro.

Sabia-lhe bem aquela espécie de “sol de outono”, em pleno verão que, de verão, pouco teve no que respeitava a calor.
Nem sabia bem porque, de todos os lugares onde poderia ter ido, foi precisamente parar àquele jardim, que tantas memórias guardava.
Não tinha conta as vezes que ali fora ao longo da sua vida. Sozinha. Com as amigas. Com a filha. Com namorados.
O primeiro encontro, com o seu último companheiro, tinha sido ali. Uma relação que tinha chegado ao fim nesse ano.
Não por culpa da pandemia que se vivia, mas pelo simples facto de que, qualquer sentimento que tivesse existido ao longo daqueles dez anos de relação, se tinha esgotado.
Ela sempre dissera que o casamento iria estragar a relação. Mas foram em frente, e resultou, com muitos altos e baixos, durante mais oito anos.
No entanto, a paixão esmoreceu. A paciência falhou. O amor morreu.
Os bons momentos foram abafados pela rotina, pela falta de tempo, pela pouca convivência devido aos horários de trabalho de cada um, e pelas próprias personalidades que, a certa altura, começaram a antagonizar-se cada vez mais.
Durante algum tempo, foram adiando a decisão óbvia, na esperança de que tudo melhorasse. De que algum milagre lhes devolvesse aquilo que, algures, tinham perdido.
Até ao dia em que perceberam que já não valia a pena adiar mais o inevitável.
E assim se viu, de repente, aos 41 anos, novamente sozinha.
O jardim era propício para casais. Quase sempre se encontravam por lá alguns a namorar naquele ambiente romântico.
Mas ela não queria saber de relações.
Para ela, era um ciclo encerrado. Não tinha tempo para saídas noturnas, nem tão pouco vontade de se inscrever numa qualquer aplicação de encontros amorosos, para encontrar alguém.
E, como seria de esperar, no seu dia-a-dia não iria, de certeza, cair-lhe aos pés um príncipe encantado pelo que, no que respeita a relações, acreditava que já tinha tido a sua conta, e ficaria por ali.
Assim, agora dedicava-se à sua família, às duas felinas que tinham ficado à sua guarda e responsabilidade, à sua filha, e a si mesma.
Pois. O ser humano é um “bicho” estranho e contraditório.
A excessiva disponibilidade leva-o a ocupá-la com as mais diversas atividades que, quando percebe, o deixa sem qualquer disponibilidade, pelo que acaba por abdicar delas, para voltar a ter disponibilidade e, logo em seguida, vontade de querer ocupá-la de alguma forma
Não raras vezes, é por se sentir sozinho que acaba por iniciar uma relação amorosa. Para ter alguém ao seu lado, com quem partilhar os momentos, os dias, as férias, os fins-de-semana, as noites. Mas, às tantas, começa a sentir falta de tempo só para si, o que leva a que vá cada um para seu lado, voltando a estar sozinho, até sentir falta de ter alguém, e repetir o ciclo.
Ela tinha começado a correr. Algo que sempre detestou. Que nunca sentiu vontade de fazer, embora adorasse caminhadas. Mas que, agora, a entretinha e ajudava a melhorar a forma física.
Não que fosse gorda, que não era. Mas precisava de tonificar o corpo, que acusava a idade e a falta de quaisquer cuidados que não fossem uma alimentação razoavelmente saudável, e uma rotina que a impedia de levar uma vida sedentária.
No entanto, naquele dia, não tinha sido para se exercitar que tinha ido ao jardim. Apenas para estar ainda mais sozinha, e ler o último livro que tinha comprado.
Enquanto percorria o jardim, via pais e filhos deitadas na relva, a fazer piqueniques. Uma mulher, com as respetivas crias, atirava pão aos peixes do grande lago.
Havia pessoas a fazer caminhada. Outras, simplesmente, a passear.
Numa das zonas próprias, uns adolescentes jogavam à bola. A área de recreio estava encerrada, tal como o bar, devido às medidas adotadas para proteção contra o vírus que, naquele ano, tinha decidido atacar o mundo sem aviso, e parecia vir para ficar.
Por ali andavam também algumas adolescentes, a tirar fotos umas às outras, ou todas juntas, para ocupar o tempo que lhes restava das férias de verão, antes do regresso às aulas.
Passando as áreas mais frequentadas, os corredores, que davam ao cimo do jardim, estavam quase vazios.
E foi por isso que, quando viu aquele banco solitário, com o sol a bater, achou que seria o sítio ideal para pôr a leitura em dia.
Mas ler um thriller naquela parte mais recôndita do jardim pode transformá-lo, num ápice, de romântico em sinistro.
No meio daquela selva de árvores, e sem ninguém ali a passar, qualquer coisa poderia acontecer.
Os guardas do jardim não costumavam ir para aquela zona, mantendo-se mais perto da entrada e zonas mais movimentadas.
Com um pouco de imaginação, poderia ser o cenário perfeito para uma qualquer história, daqueles livros que costumava ler, sobre desaparecimentos e assassinatos.
Ainda assim, era um jardim familiar. E o que de mal poderia acontecer num jardim familiar?
Entre os seus pensamentos e o virar das páginas, entretanto lidas, nem reparou numa figura ao longe, escondida, a observá-la atenta e misteriosamente.

Apesar de já se verem muitos contadores da electricidade exteriores, ainda há muitas casas, mais antigas, que têm contadores no seu interior o que, dada a vida das pessoas, não facilita em nada as leituras periódicas que a EDP costuma levar a cabo porque, normalmente, nunca está ninguém em casa.
Há uns anos, dizia-se que todos os contadores da electricidade, à semelhança dos da água, iriam passar para o exterior. Assim, qualquer funcionário poderia fazer a leitura sem necessidade da presença do titular co contrato.
A verdade é que os contadores começaram a ser substituídos por novos, mas mantendo-se no interior das habitações. A novidade é que são inteligentes!
E enviam as leituras directamente para a EDP. Nem precisamos de dá-las nós, nem é preciso vir ninguém à residência.
Só que, ao que parece, ou a EDP não confia suficientemente na inteligência dos seus contadores, ou estes não são mesmo inteligentes. Porque, ainda no outro dia, voltou a vir um funcionário da EDP fazer as leituras, porta à porta.

Sabem aquela ideia romântica de uma casal apaixonado, a dormir de conchinha, agarradinhos um ao outro?
Pois, é bonita! E resulta, uma vez ou outra.
Mas esqueçam-na quando se trata de dividir, diariamente, a mesma cama!
A realidade é que, nem sempre, dormir acompanhado é bom.
Por isso, a ter que ficar alguém, que fiquem os animais!
Imagem daqui, onde podem rir um pouco, com as restantes ilustrações:

No fim de semana passado, de um momento para o outro, deixei de conseguir aceder ao meu email no telemóvel. Supostamente, tinha detectado actividade suspeita. Pedia-me para alterar a password. Com receio, achei melhor experimentar no computador. Dava a mesma mensagem. Lá fiz a alteração.
Ontem, saio do trabalho à hora de almoço. Quando volto, tento aceder ao facebook.
Dizia que estava a usar uma password antiga. Tentei de novo, para ver se não me tinha enganado.
A mesma mensagem.
Alguém acedeu à minha conta, e alterou a password, logo após eu ter saído para almoçar.
No email, aparecia essa actividade na zona de Santarém.
Tive que proteger a conta, que entretanto tinha sido bloqueada, e mudar a senha de acesso.
Entretanto, fiquei a saber que alguém criou um perfil no Goodreads, com o meu nome, ou então já existia, e copiou uma opinião que eu tinha partlhado aqui no blog, palavra por palavra.
Ou se tentou fazer passar por mim, ou limitou-se a fazer copy paste, como se a opinião fosse sua.
E é isto!
Espero não ter mais surpresas nos próximos dias ![]()

Não sendo uma grande frequentadora de cafés, restaurantes ou esplanadas, compreendo perfeitamente que, beber um café, comer qualquer coisa, ou ter 5 minutos de conversa, com os amigos, família ou colegas, se faz melhor quando sentadinhos a uma mesa.
E com o tempo bom a ajudar, ainda melhor. Quem é que não gosta de estar sentado numa esplanada a apanhar solinho? Ou à sombra do chapéu, nos dias de maior calor?
É perfeitamente normal. Ou seria. Em tempos normais.
O que não é o caso.
Desde segunda-feira que é permitido voltar a fazer uso das esplanadas e, como as coisas, depois de nos terem estado vetadas, nos sabem sempre melhor, para além do facto de o interior dos espaços ainda não poder ser ocupado, houve uma inevitável corrida às mesmas, por parte de muitos portugueses.
Nada contra mas...
Expliquem-me, como se eu fosse muito burra, com direito a desenho se for preciso, como funcionam as regras de segurança numa esplanada.
Não falo de pessoas que estão sozinhas porque, partindo do princípio que as mesas cumprem a devida distância de segurança, não haverá grande risco.
Não falo de membros do mesmo agregado familiar, que esses também estão juntos noutros espaços e, suponho, sem restrições.
Falo de amigos, conhecidos, colegas de trabalho ou familiares que não vivem juntos, mas que se juntam à mesa, numa qualquer esplanada.
Enquanto não são servidos, e correndo o risco de transmitir o vírus, os mesmos devem permanecer com a máscara posta.
A partir do momento em que são servidos, como é óbvio, não podem comer ou beber de máscara, por isso, estão autorizados a retirá-la.
Então, e nessa altura, em que estão a menos de um metro de distância, sem máscara, a comer e, com toda a certeza, a conversar, provavelmente até mais tempo, do que aquele que passaram à espera, já não há risco de transmitir o vírus?
Depois, quando acabam, voltam a ter que pôr máscara porque o vírus já gozou a sua pausa, e volta ao ataque. E as pessoas que, até aí, estavam imunes, voltam a correr risco de contágio. É isto?
Ou seja, o vírus deixa as pessoas comer em paz, mas pode atacar antes e depois das refeições?
Faz sentido?
A sério que não percebo...

A convidada de hoje é Andreia Botas, autora do romance "Não desistas de ser feliz".
Fiquem a conhecê-la um pouco melhor nesta entrevista!

Para quem não a conhece, quem é a Andreia Botas?
Tenho 39 anos, nasci em Portalegre, e vim morar para os arredores de Sintra apenas com um mês de vida. Sou solteira, não tenho filhos, mas vivo com a minha fiel amiga de todas as horas, a Luna, uma cadela Yorkshire que é a minha paixão.
Como surgiu a sua paixão pela escrita?
A paixão pela escrita surgiu apenas na adolescência, e muito como forma de desabafo relativamente a algumas angústias que tinha, derivado à minha ansiedade.
Sofro de ansiedade há mais de vinte anos, e escrever sempre foi terapêutico para mim.
Que obras, e autores, mais a marcaram, enquanto leitora?
Eu sou uma eterna romântica ainda na esperança de que o meu príncipe um dia vai chegar, de preferência montado num cavalo (animal que amo de paixão) e o livro que realmente despertou em mim o gosto pela leitura foi “As palavras que nunca te direi” de Nicholas Sparks, apesar de não terminar muito bem.
Vivi um verdadeiro momento de magia e empatia pela leitura naquele momento, não conseguia parar de ler, parecia que conseguia ver tudo o que estava descrito naquelas páginas à minha frente, sinto sinceramente que desde esse dia os livros se tornaram o meu refúgio.
Mas gosto de outros autores, como por exemplo: Nora Roberts, Deborah Smith, Danielle Stell, Catherine Anderson, entre outros.
Em que momento decidiu que estava na hora de dar a conhecer ao público a sua escrita?
Eu comecei a escrever este meu livro à mão, porque me dá mais prazer do que no computador, mas cheguei a uma altura que eu pensei que para dar a alguém a ler não podia ser assim.
A ideia não era publicar, não achava isso possível, achei que ia depois de terminar, mandar fazer umas cópias e dar a algumas pessoas amigas, mas depois perguntaram: E porque não mandas a uma editora?
Decidi fazê-lo quase com a certeza que não ia dar em nada, mas afinal em dezembro de 2020 tive esta agradável surpresa da Chiado Books querer publicar o meu livro.

“Não desistas de ser feliz” é o seu primeiro romance? Em que/ quem se inspirou para o escrever?
Sim, é o meu primeiro romance.
Eu sou uma eterna sonhadora, mas também uma pessoa consciente da realidade e por isso quis juntar as duas coisas de forma a criar uma história muito semelhante a uma qualquer realidade e claro, nunca deixando de parte um lado mais sonhador e positivo em relação à vida.
Nesta história, várias personagens recorrem a uma aplicação para conhecer pessoas novas, com os mais diversos objetivos. A Andreia acredita que é possível, através destas aplicações, encontrar o amor?
Sinceramente acredito, já vivi uma história de amor com alguém que encontrei numa rede social, é verdade que não deu certo, mas sei de pessoas a quem as coisas correram bem.
Penso que o sucesso das relações está na comunicação, na verdade, na lealdade e em muitos outros valores, se encontramos essa pessoa numa rede social, num café ou na praia é apenas uma questão também de sorte.
Poder-se-á dizer que o Sandro e a Madalena representam aquilo que os homens e as mulheres procuram quando utilizam este tipo de aplicação, respetivamente, aventura no caso deles, e relações sérias no caso delas? Ou, atualmente, já não existe essa distinção?
Acredito que muitos homens e mulheres utilizem a rede social para passar tempo, para ter uma relação sem compromisso, mas também acredito que há pessoas que procuram o verdadeiro amor.
Não podemos catalogar as pessoas que estão numa rede social como sendo todas iguais, eu própria já lá estive e procurava um grande amor, e não me parece que seja a única a tentar a sorte com esse objetivo.
Às vezes não é fácil encontrar, mas tenho a certeza de que como em tudo na vida uns procuram coisas mais sérias outros nem tanto.
O casamento da Vanda ficou marcado pela traição do marido, quando ela ainda estava grávida, acabando por ditar o seu fim. No entanto, Laura e Madalena ainda acreditam numa reconciliação entre os dois. Para a Andreia, havendo amor, é possível perdoar uma traição?
Essa pergunta é difícil, no entanto eu acho que não iria conseguir perdoar. Eu até sou uma pessoa que perdoo, não com muita facilidade, mas consigo fazê-lo, no entanto perdoar não é esquecer e neste caso sendo a confiança a base de uma relação eu não conseguiria voltar a confiar inteiramente.
Os cães vão estando presentes ao longo da história. Qual a sua relação com estes animais?
Como eu referi anteriormente tenho uma cadela, a minha Luna, que chegou à minha vida há pouco mais de 5 anos.
Sempre gostei de animais, os meus avós sempre tiveram galinhas, patos, coelhos… mas ter um cão sempre foi um sonho e houve uma altura na minha vida em que me senti mais sozinha e decidi arranjar uma companhia.
Tenho dificuldade em explicar este amor, mas sinto que ter um animal de estimação é ter ali alguém que nos ama incondicionalmente e nos aceita tal como somos.
Na minha história, numa situação ele serve de companhia para um casal mais idoso e noutra como elo de ligação na relação, neste momento, para ser sincera, não consigo imaginar-me a escrever uma história sem que haja um animal nela, seja ele qual for.
O Alentejo assume-se, neste livro, como um refúgio. O que significa, para si, esta região que quis destacar no romance?
Foi mesmo só um pequeno destaque, porque o meu sonho é escrever um livro cuja história será inteiramente passada no “meu” Alentejo.
A minha aldeia chama-se Chança, fica no concelho de Alter do Chão e algumas destas páginas foram escritas lá.
A casa, que era dos meus avós paternos, é agora da minha mãe e é o meu refúgio, e muitas vezes o meu balão de oxigénio, lá sou mais feliz, lá sou mais livre, lá as minhas ansiedades estão mais controladas.
Em “Não desistas de ser feliz”, tanto Madalena como Vanda acabam por encontrar a sua felicidade, ao lado de quem amam. Na sua opinião, uma pessoa só é totalmente feliz se partilhar a sua vida com alguém, ou a luta pela felicidade vai muito para além disso?
Desde muito nova que tinha o sonho de casar e ter filhos, tinha até decidido em que idade tudo isso iria acontecer.
Hoje com 39 anos sei que esses meus planos já não se vão realizar, pelo menos nas idades que eu achava que iam acontecer.
Se eu posso ainda casar? Sim, eu sei que sim e não digo que não seja possível. Se eu posso ainda ser mãe? Talvez fosse possível, mas acho que agora já não me faz tanto sentido.
A luta pela felicidade vai mais para além de uma relação, mas eu sou uma eterna romântica e acho que poder partilhar essa felicidade com alguém deve ser maravilhoso e recordo-me sempre do meu avô Domingos e da minha avó Cidália que, já com uma certa idade, partilhavam carinhos e não viviam um sem o outro, eles eram felizes juntos.
No entanto volto a dizer, há outras formas de sermos felizes sem ser numa relação.
Poder-se-á dizer que, para a Andreia, não desistir de ser feliz é, também, não desistir de escrever?
Este título serve de alerta para mim e para todas as pessoas, quase como um lembrete para todos nós. A escrita (e a leitura) trazem-me felicidade e eu não quero que essa felicidade acabe, ainda tenho muitos sonhos por concretizar, por isso não podemos desistir de procurar a nossa felicidade seja no amor como em qualquer outra área da nossa vida.
Que conselho deixaria para as pessoas que vivem numa busca permanente da felicidade, parecendo que nunca a encontram?
Bem eu sinto que faço um pouco parte dessas pessoas, mas estou a trabalhar no sentido de que tenho de dar valor a pequenas conquistas porque a felicidade permanente é difícil de alcançar, mas se formos saboreando pequenos momentos de felicidade com toda a certeza seremos pessoas mais felizes. Vivam o hoje e o agora, vivam os pequenos momentos, não desistam de ser felizes, mas também não desistam dos vossos sonhos.
Muito obrigada, Andreia!

Desde finais de Março, e até hoje, a Wook está com promoções nos seus livros, muito apelativas para quem adora ler, mas não tem muito dinheiro para gastar.
O meu marido queria oferecer-me um livro na Páscoa, e pediu-me a lista.
De todos aqueles que eu queria, sugeri oferecer-me o mais barato, e eu comprei os restantes.
No momento em que vi, ainda estava disponível, com entrega a 5 dias.
Mas, quando ele foi encomendar, estava esgotado!
Que pontaria. Ao que parece, toda a gente teve a mesma ideia. Nem na Wook, nem na Bertrand.
Havia na Fnac mas, em vez de pouco mais de 10 euros, ficava em quase 17.
Ele encomendou. Imaginámos que, estando esgotado, dificilmente voltariam a tê-lo, a tempo de aproveitar a promoção. O mais certo seria, em caso de disponibilidade, voltar ao preço normal.
O livro, encomendado no Fnac, chegou na segunda-feira.
Ontem, recebo um email da Wook a informar que o artigo estava, novamente, disponível.
Fui ao site confirmar, e lá estava ele. Ao preço de promoção.
E nós com um grande melão!
É preciso ter azar.

A felicidade pode vir das mais variadas formas e, uma delas é, sem dúvida, através de um grande e verdadeiro amor.
Que é algo cada vez mais difícil de encontrar, e no qual acreditar, sobretudo para quem já experienciou algumas desilusões amorosas.
Claro que cada pessoa deve sempre tentar perceber aquilo que a faz feliz, para além de uma relação romântica. E, por certo, irá encontrar.
Ainda assim, pode sentir que lhe falta o amor, para uma felicidade completa e, se é esse o caso, não deve desistir.
A questão é, onde procurá-lo? Onde encontrá-lo?
Dizem que o amor não se procura. Que, quando tiver que ser, ele vem até nós.
Mas, será mesmo? Será que não podemos dar um "empurrãozinho", uma "mãozinha" ao destino?
Afinal, não se espera que as pessoas fiquem sentadas, de braços cruzados, à espera que ele caia do céu.
Há que ir à luta, sair de casa, socializar, conhecer pessoas novas. E, hoje em dia, o que não falta são aplicações para tentar encontrar o par ideal, o match perfeito, à distância de um clique.
Agora, serão fiáveis? Resultarão?
Será que, quem se inscreve nestas aplicações, procura mesmo o amor, ou apenas aventura? Estará disponível para uma relação, ou apenas encontros casuais? Existirá amor, ou apenas sexo?
Madalena, que até não acredita muito na eficácia dos encontros às cegas, e nestas aplicações, acaba por se envolver, no início a medo, e depois, de forma mais descontraída, com Sandro, um dos utilizadores que conheceu através da aplicação Together.
Ele parece ser diferente dos restantes.
Ele não parece apressar as coisas. Ele parece respeitar o tempo, as decisões e a vontade dela.
Ele parece ser romântico. Parece dar-lhe espaço.
Não é obsessivo, não é insistente. Parece gostar mesmo dela.
É bonito, simpático, romântico, atraente e, aparentemente, divorciado. Parece perfeito!
Pois... parece... Mas será que é?
A verdade é que passamos o tempo todo à espera de ver quando é que vai acontecer alguma coisa que mostre que é bom demais para ser verdade, e que o Sandro não é bem aquilo que parece. Agora, será apenas um coração desiludido e descrente a falar, ou um coração que sabe que quando tudo está assim tão perfeito, é porque esconde algo?
Enquanto Madalena tenta perceber onde a levará esta aventura com Sandro, tem ainda que lidar com o assédio de um colega no trabalho, que parece não a querer deixar em paz.
Já as suas amigas, também têm os seus próprios problemas.
Laura, a mais animada e libertina, enfrenta a morte da mãe, vítima de AVC.
E Vanda, a traição do seu marido, quando ela ainda estava grávida, a separação e com o facto de se ver com um filho pequeno para cuidar.
Nenhum deles iniciou uma nova relação. E parecem não se ter esquecido um do outro. Mas haverá alguma hipótese de retorno?
Por outro lado, Pedro vem mostrar o lado simples da vida, vivida em pleno Alentejo.
Onde o pouco se torna muito, e é suficiente.
Onde a simplicidade ganha pontos.
Onde a tranquilidade rejuvenesce e recarrega baterias.
Onde tudo está longe e, ao mesmo tempo, tão perto.
Onde aquilo que parecia importante perde importância, e aquilo que parecia banal passa a ser valorizado de outra forma.
Pedro é amigo de Laura desde que eram muito novos. E é apenas como amigo que ela o vê mas...
A verdade é que as três estão disponíveis, e procuram o amor.
E não vão desistir de ser felizes, mesmo que essa felicidade venha de onde, e de quem menos se esperaria!
Sinopse:
"Madalena, tal como a maioria das mulheres, sonhava em casar e ter filhos, mas a relação que tinha há já alguns anos acabara por não correr bem. Durante algum tempo o seu foco foi o trabalho, como forma de se manter ocupada, mas faltava-lhe o resto para se sentir feliz.
Incentivada pelas suas grandes amigas Vanda e Laura, tentava arriscar mais na sua vida com o objetivo de encontrar um novo amor. Ele apareceu, mas mais uma vez a sorte não estava do seu lado e a desilusão foi grande.
Novamente uma relação falhada e agora ela só pede um pouco de paz e sossego para se poder reencontrar, mas nem sempre as coisas correm como nós planeamos…
Será que o Alentejo traz uma nova esperança na vida da Madalena? Terá ela finalmente encontrado o que tanto sonhou? Ou será apenas mais uma desilusão?"
Autor: Andreia Botas
Data de publicação: Março de 2021
Número de páginas: 284
ISBN: 978-989-37-0420-2
Colecção: Viagens na Ficção
Idioma: PT

Foi um filme escolhido ao acaso.
Tinha dito ao meu marido que queria um filme pequeno, leve, e ele escolheu este.
Uma jornalista habituada a fazer reportagens sobre incidentes arriscados é destacada para o caso da figura misteriosa que anda a deixar sacos de dinheiro à porta de alguns residentes.
Kate é boa a investigar mistérios, e tem um óptimo sexto sentido, que será essencial para ela descobrir a verdade, quando parece haver alguém disposto a ficar com a fama de "bom samaritano", e a tirar proveito dela, para fins menos altruístas.
Ficamos a saber, logo no início, quem é o "Good Sam".
Ou, pelo menos, a pessoa que deu início à história.
O que não sabemos, são os seus motivos para ter doado tanto dinheiro, como o conseguiu, de que forma seleccionou os contemplados, e porque, contra aquilo que seria de esperar, ele não desmascara quem, agora, está a ficar com os louros por afirmar ser essa pessoa.
Na vida, há pessoas que gostam de fazer as coisas e ficar no anonimato. É cada vez menos frequente, mas existem.
Eric é uma delas. Bombeiro de profissão, disposto a correr riscos todos os dias, para salvar vidas, não dá entrevistas, porque considera que apenas faz o seu trabalho.
Por outro lado, há pessoas que gostam de se mostrar, de dar nas vistas, de se exibir. Que consideram que dinheiro, posição e luxo compram tudo. Como o Jack.
E que são verdadeiros oportunistas.
Mas Kate fará aquilo que sabe, da melhor forma que sabe, para repôr a verdade, deixando a mensagem inspiradora, embora nem sempre real, de que altruísmo gera altruísmo.
E que, ao fazermos o bem a alguém, estamos a inspirar essa pessoa a fazê-lo também, gerando uma corrente solidária, que pode mudar a sociedade e o mundo.
Pena que essa corrente, ainda que hipoteticamente real, seja quebrada tantas vezes...