sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Último post do ano: o olho!

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Ontem, quando vinha das compras para casa, vi esta imagem e não resisti em fotografar esta amostra de arte de rua.


Apesar de estar num local escondido, e aquele muro não ser a melhor das telas, adorei a pintura.


 


E, tendo por base "o olho", lanço aqui um desafio:


Que pensamento, frase ou legenda vos vêm à mente, ao olhar para esta imagem? 


 


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quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Uma espécie de votos para 2022

Espiritualidade equilibrada: salmos de paz para uma vida iluminada


 


Vem aí mais um ano e, porque cada novo ano pode ser um recomeço, uma página em branco, uma nova oportunidade de fazer melhor, fazer diferente, ou manter aquilo que nos faz bem, aqui ficam, em jeito de resumo de 2021, os meus votos/ conselhos para 2022:


 


- Comecem o ano sem amarras, aquelas das quais anseiam soltar-se e não tiveram coragem até agora


- Preservem a vossa essência


- Façam as coisas por vós, e não pelos outros


- Aprendam a deixar os outros confortáveis desde que, e acima de tudo, também vocês se sintam confortáveis


- Sintam-se bem convosco


- Pratiquem a arte de saber ignorar aquilo que não tem importância


- Aprendam a dizer “sim”


- Usem o vosso medo como a melhor arma para o vencer


- Não transformem a vida numa eterna competição


- Percebam que são parte da Natureza, e que ela leva sempre a melhor


- Libertem as palavras, e deixem-nas chegar aos outros porque elas não pertencem somente a quem as pronuncia/ escreve


- Façam tudo com o coração porque, quando vem do coração, tudo sai melhor


- Subam, um a um, os degraus da escada da vida, sem pressa de chegar ao topo


 


Feliz 2022!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Devem os pais ser responsáveis pelos actos/ crimes cometidos pelos filhos?

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Até que ponto tem, a educação dada pelos pais, influência na personalidade e comportamento dos filhos?


Até que ponto estão, os pais, capacitados, e munidos de ferramentas, para lidar com as problemáticas dos filhos? E ainda que as tenham, até que ponto as saberão utilizar?


Até que ponto têm, os pais, que suportar a culpa pela sua impotência, quando o próprio sistema lhes nega qualquer apoio?


Poderiam, os pais, evitar determinados actos/ crimes cometidos pelos filhos? Ou é algo que, quer se queira, quer não, está fora do seu alcançe, e é impensável?


 


Os pais têm o seu papel e responsabilidade da vida, educação e formação dos filhos.


Mas não os podem formatar. 


Eles têm vontade própria. Ideias próprias. A sua própria personalidade. Que pode ser totalmente oposta à dos pais. 


Por experiência, e por aquilo que vamos observando, é comum ver filhos dos mesmos pais, terem comportamentos e convições diferentes, ainda que, à partida, tenham sido criados nas mesmas circunstâncias.


Portanto, não se pode, inequivocamente, afirmar que a falha é dos pais, que no que respeita à educação e transmissão de valores. 


Talvez haja uma falha conjunta, de várias partes.


Ou talvez não haja falha nenhuma.


Há coisas que, por mais que queiramos, estão fora do nosso controlo.


 


É certo que podemos, eventualmente, ver os sinais.


Podemos desconfiar.


Podemos vigiar.


Podemos conversar, averiguar.


Não significa que resulte.


Ou podemos ignorar.


Não significa que é por isso que vai acontecer.


 


Mas, se, e/ou quando acontecer, quem deve ser responsabilizado?


Os filhos, que foram os autores e, como tal, devem aprender a lição e arcar com as consequências, para que não voltem a repetir?


Ou os pais que, no fundo, são responsáveis pelos filhos e, inevitavelmente, pelos seus actos?


E se os pais passarem a responder pelos actos/ crimes dos filhos, isso não levará, estes últimos, a assimilar que podem fazer o que bem quiserem, porque a eles não acontece nada?


 


Até que ponto deverão os pais, para além da responsabilidade civil, ter também sobre si o peso da responsabilidade criminal, por aquilo que os filhos fazem?


 


 


 


 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Saber ganhar, saber perder...

win or lose…or?. A lot of people believe there are two… | by Dave | It's  Your Turn


Ninguém gosta de perder - é um facto.


Sobretudo, quando se perde algo que queríamos muito, que nos daria jeito, que nos fazia falta, ou que seria bom para nós. 


Mas também em contexto de competição.


 


E, como se costuma dizer, há quem não goste de perder nem a feijões!


Há quem tenha mau perder.


Há quem não saiba perder.


Ainda que numa brincadeira, há quem fique aborrecido, mal humorado, até mesmo irritado, por perder.


E isso acaba por transformar um bom ambiente, descontraído, num mau ambiente, pesado.


 


Curiosamente, aqueles que menos sabem perder, são os mesmos que mais se vangloriam com as vitórias.


Os que fazem a festa, deitam os foguetes, e apanham as canas.


Os que relembram, uma e outra vez, a quem perdeu, quem ganhou!


 


Claro que toda a gente gosta de ganhar - é um facto. 


Mas, tal como é preciso saber perder, também é preciso saber ganhar.


E há pessoas que, mesmo que numa brincadeira em que não ganharam mais do que ela mesma, agem (e reagem) como se tivessem ganhado a lotaria, e fossem as maiores.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

"Não Olhem Para Cima", na Netflix

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Eu diria "não olhem para este filme"!


Desilusão total.


 


Éramos três aqui por casa, ansiosos para ver o filme.


O meu marido desistiu a meio, depois de quase adormecer.


Eu e a minha filha, mantivemo-nos até ao fim, passando algumas partes para a frente.


Depois de um "quase fim" a salvar a honra, percebemos que um filme, quase todo ele, mau, ainda conseguiria piorar mais.


 


Se, no início, pensei que seria um daqueles filmes dramáticos sobre catástrofes, do género que eu gosto, cedo percebi que não o seria. 


Como comédia, não lhe achei graça nenhuma.


E, até mesmo, enquanto sátira, aos media, aos interesses políticos e afins, ao negacionismo, à tecnologia, às alteações climáticas, e por aí fora, foi muito fraquinho.


 


Nunca um elenco com tantos grandes actores foi tão mal aproveitado.


Será que, a esta altura, não se terão arrependido já de ter participado no filme?!


 


Se, para algumas pessoas, este foi o melhor filme de 2021 (gostos não se discutem), para mim foi mesmo o pior do ano.


 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Vou onde os meus olhos me levarem

Óculos redondos


Há muito que precisava de uns óculos novos.


Normalmente, costumo comprar os meus óculos no Oculista Cristal D'Ouro, em Lisboa.


Mas isso implicaria ter que lá ir, pelo menos, dois dias diferentes, e gastar dinheiro em transportes. Apesar do desconto que teria, não compensava.


 


A minha filha precisava de óculos também.


Com ela, costumo ir à Optivisão, aqui em Mafra.


Também nada a apontar mas, a variedade em termos de armações não é muita, e costumam ser caras.


 


Por isso, decidi experimentar a Multiopticas.


Gostei do atendimento, e da simpatia de todos.


Tivemos desconto de 50% na armação.


Digamos que, quanto à minha, acho que gostei mais dela no dia em que experimentei, do que agora, que os fui buscar. Mas a da minha filha fica-lhe mesmo bem.


Ainda comprei uns óculos de sol, cujo valor também foi arredondado em jeito de desconto.


Fomos na 2ª feira. Na 4ª, os óculos estavam prontos. Muito rápido, dadas as especificidades das nossas lentes.


Fiquei satisfeita.


 


Normalmente, quando gosto, tenho tendência a ir sempre ao mesmo sítio.


Mas não faço "contratos de fidelização", por isso, a qualquer momento, posso mudar.


E sempre vou distribuindo o meu dinheiro por todos!


 


Quanto à visão, propriamente dita, a minha graduação não mudou, para já.


Mas o optometrista disse que, dentro de um ou dois anos, é provável que a minha visão ao perto seja afectada, e tenha que usar lentes progressivas.


Já a minha filha, aumentou ligeiramente para ficar com a visão a 100%.


 


 

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Família



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Família...



Família, é união.



É o nosso pilar. A nossa base, e porto seguro.



É estarmos lá uns para os outros.



É estarmos presentes, ainda que ausentes.



É agarrarmos a mão e puxarmo-nos, uns aos outros, e uns pelos outros, quando mais precisamos.



É partilhar alegrias, amparar as tristezas, viver, juntos, momentos simples mas que ficam para sempre.



Família não é dinheiro. Não são prendas. Não são interesses, nem segundas intenções.



Família é amor. É dádiva. É darmo-nos, e entregarmo-nos, de coração.



Família é algo que até se pode ver por fora, mas que apenas se sente por dentro.



E eu...



Eu sinto que tenho a melhor família que poderia desejar e que, enquanto nos tivermos, uns aos outros, encontraremos sempre uma forma de estarmos/ ficarmos bem!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Daquelas notícias que nos chocam

Vetores de Vetor Popart Mulher Chocada Com A Boca Aberta Wow Mensagem De  Quadrinhos e mais imagens de Estilo retrô - iStock


 


Ontem deparei-me com uma notícia de um homem que matou a avó à facada.


Isto aconteceu muito perto da minha casa.


E a avó, tal como a mãe, do alegado assassino, são pessoas que conheço há muitos anos. 


Não sei o que passa na cabeça de alguém que mata a sua própria família.


Dinheiro? Drogas? Álcool?


 


A minha família não é grande. 


E a base, está muito concentrada. Poucos, mas bons, como se costuma dizer.


Olho para a minha filha, e para os meus sobrinhos, e amam os avós. Querem o bem deles. 


A minha filha, que está aqui mais perto, e foi criada desde pequena com os avós, está sempre preocupada com o avô. Volta e meia, quer ir lá fazer-lhe companhia, para não estar sozinho.


 


Isto é o normal.


É assim que deveria ser.


E mesmo que estejam mais afastados, que não haja grandes sentimentos, nem grande convivência, ainda assim é um passo gigante para querer matar alguém que, afinal, é família.


Simplesmente, não compreendo, porque tenho a sorte de ter uma família unida, que se cuida, que se ama, e onde um acto destes seria impensável.


 


 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Memórias de Um Gato Viajante, de Hiro Arikawa

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Tive conhecimento deste livro e, como sou apaixonada pelos felinos, não pude deixar de o comprar e ler!


Gostei do começo, de conhecer o gato de rua Nana, e aquele que viria a ser o seu companheiro humano - Satoru.


Adorei a forma como a história vai sendo contada, pela perspectiva do gato e a sua ironia.


E poder-se-á dizer que me comoveu, tanto no início, como no fim.


 


No entanto, apesar de compreender o intuito principal da viagem - encontrar um novo lar para Nana, e a intenção adjacente - acerto com o passado, e despedida, achei-a um pouco entediante.


Depois, pobre Satoru, terá havido alguma desgraça que não lhe tenha acontecido desde a infância?!


Ele perdeu os pais.


Ele teve que dar o gato.


Descobriu que os seus falecidos pais eram apenas adoptivos, e não biológicos.


Ele abdicou de uma mulher, para que o amigo tivesse a sua oportunidade.


Viveu com uma tia que não lhe podia dar atenção.


Ficou a saber que o gato tinha morrido, sem nunca conseguir revê-lo.


E, agora, que estava bem e tinha de novo um gato para cuidar, que o fazia lembrar o anterior, a vida tinha, mais uma vez, que lhe trocar as voltas.


Na minha opinião foi um pouco exagerado, e desnecessário, tanto sofrimento para a personagem principal.


 


Mas gostei da interação entre os diferentes animais, e dos humanos com estes. Teve momentos engraçados, em que dei por mim a imaginar as cenas, e a rir.


Não foi tão espectacular como imaginei, mas lê-se bem. Como atrás referi, vale pelo início atribulado, e pelo fim emotivo.


 


 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Os Desafios da Abelha - Viajar nos sonhos ou sonhar nas viagens?!

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A Ana desafiou-nos a escrever um texto inspirado nesta montagem.


Aqui vai:


 


"Poder-te-ia dizer que, depois de ter reconfortado o estômago com aqueles deliciosos biscoitos, deitei-me na cama, e adormeci.


Adormeci, e sonhei.


Sonhei que me tinhas levado a viajar no tempo, e na história. A conhecer outros povos, outras vivências, outras culturas.


 


Primeiro, hesitei, claro!


Era tudo novo para mim.


Mas ao ver-te ali, não resisti, e segui-te.


Afinal, sou curiosa!


E a curiosidade leva-me sempre a melhor.


 


Foi assim que, depois de atravessarmos, ambas, aquele imenso campo de flores, demos por nós, já ao anoitecer, a observar uma estrela cadente. Ou seria um cometa?


Não importava!


Pedimos um desejo, como manda a tradição.


E acordei.


 


Não na minha cama. Não num qualquer casarão digno de um conto de fadas. Mas no avião!


Aquele que me levaria à "Terra dos Sonhos". Dos meus, pelo menos. Onde não faltariam os animais, e a natureza.


E comigo, como não poderia deixar de ser, o meu bloco de notas.


Afinal, eu sou daquelas que gosta de escrever e, quem sabe, da mesma forma que sonho e viajo através das palavras dos outros, não possam, também os outros, sonhar e viajar através das minhas palavras, tendo como único meio de transporte, um simples livro!"


 


 


 


 

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

A idade torna-nos mais exigentes ou mais benevolentes?

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Coloquei-me esta questão e como, muito bem, alguém mencionou, considero que é um pouco de ambas, já que não são, de todo, incompatíveis.


A verdade é que, à medida que os anos vão passando, noto que há coisas que já não tolero, ou para as quais tenho menos paciência e condescendência.


Há coisas que já não me fazem sentido. Que já não satisfazem. Que parecem pouco, para aquilo que esperávamos.


Enquanto que, se fosse há uns anos, adoraria e acharia imensa piada, ou deixar-me-iam satisfeita.


 


Por outro lado, existem coisas ou situações que, se ocorressem antigamente, me afectariam mais ou deixar-me-iam mais chateada ou aborrecida e que, hoje em dia, prefiro ignorar, dar um desconto, passar à frente.


Esqueço mais depressa. Relevo mais rapidamente.


Portanto, a idade e a maturidade, trouxeram-me um pouco de ambas - exigência em determinados aspectos/ situações, e benevolência em outros tantos.


 


E por aí, também estão equitativas, ou pendem mais para uma delas? 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Indesculpável, na Netflix

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Há mais de dois meses que me deparei com o anúncio deste filme e, mal vi o trailer, entrou para a minha lista de filmes a ver, quando estreasse.


Um crime.


Um mistério.


Uma assassina que se declarou culpada e afirma, com todas as letras, que matou um polícia intencionalmente e que, depois de cumprir a sua pena, se vê a braços com uma sociedade em que não há lugar para ex presidiários.


Uma criança que, na sequência desse assassinato, foi adoptada, e nunca mais teve qualquer contacto com a irmã. Irmã esta que, após a saída da prisão está, inclusive, impedida de se aproximar.


Uma vez assassina, para sempre assassina - parece ser o entendimento das pessoas com quem Ruth vai lidando e encontrando cá fora.


 


A história poderia centrar-se na reinserção de Ruth na sociedade, nas dificuldades, na falta de apoio, no preconceito.


Poderia abordar os motivos que levaram ao crime, justificando, ou não, o mesmo.


E a luta de Ruth para retomar o contacto com a irmã, 20 anos depois de a ter deixado, considerando os desejos e vontades de ambas as partes.


Mas quiseram acrescentar uma vingança: a dos filhos do polícia morto, que não vêem com bons olhos a libertação da assassina, e que irão querer fazer justiça pelas próprias mãos, escolhendo como alvo a irmã desta.


 


Tendo em conta o elenco, e a premissa, tinha tudo para ser um bom filme.


Não foi.


Teve um início secante e confuso, um enredo pobre para demasiado tempo de filme, e um final muito aquém das expectativas.


Embora, por uma ou duas revelações, e pela actuação da protagonista, tenha valido a pena ver o filme, esperava muito mais.


 


 


 


 



 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Dia de Sorte: achei 55 cêntimos!

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Ontem pode-se dizer que foi um "Dia de Sorte"!


Descobri que a encomenda que estava à espera ia ser entregue nesse dia e, se viesse cedo, não estaria ninguém em casa mas, por sorte, só foi entregue à hora de almoço.


No caminho para casa, ao almoço, achei 5 cêntimos.


Num jogo, consegui arrecadar 10 diamantes, algo que raramente acontece.


No regresso a casa, à noite, achei mais 50 cêntimos.


Até disse à minha filha: ou o Universo está a compensar-me pelo início desastroso da semana, ou está a preparar-me para uma nova tempestade!


 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

La Casa de Papel: o fim

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Estreou, este mês, a última parte de La Casa de Papel.


Confesso que as primeiras temporadas me agradaram.


Mas, depois, começou a parecer-me tudo muito forçado, tudo muito mais à base de violência, e menos de cérebro.


Um bando de ladrões, que não tinha nada a perder (ou será que tinham?), e que participou nestes assaltos ambiciosos, planeados até ao mais ínfimo pormenor, sabendo que poderia não correr tudo como previsto, mas com uma confiança e entrega nas mãos, e cabeça, do Professor, sem grandes dúvidas ou hesitações.


 


Na parte anterior, no entanto, as coisas ficaram um pouco (muito) descontroladas.


Duas das personagens mais fortes da série, e queridas do público, foram sacrificadas. A juntar aos outros que já tinham perdido a vida.


Portanto, ainda que tudo esteja bem, quando acaba bem, poder-se-á dizer que foi uma vitória?


E, caso tudo descambe de vez, e ninguém se salve, será uma derrota?


 


Há séries que, com o tempo, com o intervalo entre uma parte e outra, com o esforço para espremer ao máximo, e ver se ainda deita sumo, perdem o interesse.


E, confesso, 10 episódios pareceram-me muito.


Por isso, sem cerimónias, passei directamente para o último e, mal comecei a ver, pensei: ainda estão nisto?


Ou seja, posso ter perdido as explicações, as recordações do passado, o que eles sofreram até ali mas, verdade seja dita, o principal, ainda estava por acontecer: saber se se safavam, se iam presos, ou se morriam em combate!


 


Foi bonito, sim senhor.


Foi emotivo.


Foi um final.


Mas, lamento, não teve, em mim, aquele impacto que, provavelmente, esperavam do público.


Acho que, se pudesse, ter-me-ia ficado pelo final do primeiro assalto, e pela vida tranquila que tinham nessa altura, antes da Tóquio deitar tudo a perder.


 


Mais alguém por aí desiludido? Ou pelo contrário?


 

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Quando a irritação leva a melhor sobre a compreensão

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Ontem foi daqueles dias em que tive uma imensa vontade de esganar alguém.


Aliás, cheguei mesmo a dizer, na brincadeira, que, se a pessoa não "morresse" do problema, estava eu capaz de "matá-la"!


Tinha sido um daqueles dias de dor de cabeça, em que só queria chegar a casa, despachar-me cedo, e ir para a cama.


Embora, ao final do dia, e com as boas notícias que a minha filha me tinha dado ao longo da tarde, já estivesse mais animada.


Só que, o que me aguardava, não era paz, descanso e sossego, mas antes um verdadeiro cenário de terror, daqueles que a única vontade que temos é fugir, e esperar que desapareça mas, como não dá, sabemos que tem que ser enfrentado, ainda que nem se saiba bem como, nem por onde começar, e se o vamos aguentar até ao fim.


 


Sim, eu tenho consciência de que ninguém escolhe estar ou ficar doente.


Ninguém escolhe local, hora ou momento para se sentir mal.


E ninguém num estado frágil está capaz de se manter de pé para o que quer que seja.


Há um lado em mim que compreende tudo isso, e se solidariza com o seu estado. Que se mostra condescendente e preocupado.


 


Mas, lamento, o outro lado está a levar a melhor.


O lado irritado.


O lado de quem acordou cedo, passou o dia a trabalhar, e ainda tem que limpar a porcaria que os outros sujam.


Outros esses que estiveram de folga, e a aproveitar o dia, e deixaram tudo por fazer em casa.


O lado de quem tinha limpado a casa toda no fim de semana, e vê que terá que ter o mesmo trabalho novamente, só que numa noite.


O lado de quem tem que levar com um cheiro horrível, e acabar por ficar suja também.


O lado de quem tem as gatas a pedir atenção e cuidados de um lado, a filha a precisar de ajuda nos estudos e de jantar do outro, e tem que dar conta de tudo sozinha.


 


O lado de quem, por pouco, não se sentiu também mal e ainda hoje, sente aquele cheiro por onde quer que ande.


O lado de quem, ainda hoje, consegue encontrar vestígios do terror.


O lado de quem até consegue tolerar isto a uma criança, mas fica mais difícil, a um adulto que, se por um lado, parecia estar mal o suficiente para não se aperceber, por outro, parecia estar relativamente consciente, para ignorar o estrago.


 


Isto depois passa.


Daqui a uns dias, se calhar, até me consigo rir e brincar com a situação.


Hoje, estou só mesmo irritada, traumatizada, chateada.


 


 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Reflexão do dia

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Porque é que parece que as coisas, para os outros, acontecem sempre de uma forma tão simples, fácil e rápida?


E connosco parece sempre mais complicado, e demorado?


Porque é que parece que, com os outros, tudo ocorre de forma natural, e sem qualquer esforço?


E connosco parece ser sempre necessário lutar pelo que queremos, e nem sempre com sucesso?


Porque é que parece que, aos outros, a sorte lhes vai bater à porta?


E, a nós, parece obrigar-nos a ir atrás dela, e nem sempre nos permite alcançá-la?


 


Parece...


Não quer dizer que, realmente, seja.


Pode ser. Acontece.


Ou podemos ser nós a ver as coisas de uma forma negativa, vitimizadora, e superficial, já que não sabemos o que custou, aos outros, as suas conquistas.


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!