segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

80 anos de vida, 6 meses sem ti...

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Janeiro de 2022 é um mês com sabor agridoce.


Neste último dia do mês, 31 de Janeiro, seria dia de celebrarmos os teus 80 anos, se ainda estivesses neste mundo.


Não estás.


Assim, em vez disso, é o dia em que faz, precisamente, 6 meses, que partiste.


 


Seis meses se passaram num ápice.


Parece que ainda há tão pouco tempo estavas cá.


Ao mesmo tempo, parece que há tanto tempo te foste.


Como nunca tinha pensado muito na tua morte, nem no que aconteceria depois dela, não fazia ideia de como seriam estes meses sem ti.


Li, no outro dia, esta frase "Não te sei dizer se algum dia a dor e o vazio passam. O que te posso garantir é que há uma força que nos empurra para a frente.", e faz sentido.


Acredito que parte dessa força que me empurra seja o foco em quem cá ficou, e que precisa agora de apoio.


Parte dessa força, é a própria vida a continuar, e eu ter que a acompanhar, a um ritmo que não deixa grande espaço para pensamentos mais negativos.


Outra parte, o facto de nada ter ficado por dizer, ou fazer. 


 


Sinceramente, pensei que fosse pior.


Passaram-se os anos do pai. 


Passaram-se os aniversários dos teus filhos, de uma das tuas netas, e do teu genro.


Passou-se o Natal, e chegou um Ano Novo.


Seriam, certamente, ocasiões para me custar mais a tua ausência.


Mas, ao contrário de outras pessoas, não é nesses momentos que mais sinto a tua falta.


 


É, antes, em situações ou momentos mais banais, mais simples, mais rotineiros.


Como aquele em que já não te posso dizer que este é o primeiro ano em que a tua neta vai votar, porque fez 18 anos.


Como aquele em que já não vou à papelaria, todas as quintas-feiras, comprar a "nossa revista".


Ou aquele em que já não podes ver que o pai comeu aquele bacalhau espiritual com camarão (e adorou), que também tu já tinhas provado uma vez.


E tantos outros.


 


Hoje, estaríamos a cantar-te os parabéns, nesta data tão especial!


Hoje, cantar-te-emos os parabéns, porque continuaremos a celebrar-te, e brindaremos a ti.


Porque, qualquer que seja a forma, ainda continuas connosco: no pensamento, no coração, e na vida!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Eu... e as luzes!

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Há alguns anos, sempre que passava na rua, havia uma lâmpada que estava apagada mas, à minha passagem, ou quando me aproximava, se acendia.


Agora, há duas lâmpadas que, quando as vejo ao longe, estão acesas. Quando estou a chegar perto, apagam-se!


Será que andam a brincar comigo?!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Eu... e as escadas!

Vetores Subir escadas: Desenho vetorial, imagens vetoriais Subir escadas|  Depositphotos


Nunca fomos grandes amigas!


Não tem conta as vezes que, em pequena, caí por escadas abaixo, até não haver mais degraus.


 


Depois, fizemos tréguas.


Tenho a sorte de não ter que subir escadas onde moro.


Mas há 20 anos que subo as escadas do prédio onde trabalho que, diz quem o faz, "são umas escadas tramadas que cansam qualquer um".


 


De há uns tempos para cá, nem é uma questão de cansaço ao subi-las.


O que noto é que estou a subir muito bem e, de repente, parece que "fico sem chão", que é como quem diz, tenho que parar, olhar bem, e perceber onde está mesmo o degrau que, por instantes, não sei se é real ou se estou a ver mal.


Não sei se tem a ver com a visão, mas que é estranho é.


Nem é bem o ver a dobrar, é achar que estou a ver fora do sítio, e parar para ter a certeza que estou a pôr o pé no degrau, e não em vão, correndo o risco de as escadas me declararem guerra novamente!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

"Amandla", na Netflix

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"Amandla", palavra que nas línguas Nguni (angunes) significa "poder", era um grito de guerra e de luta contra a opressão e a segregação racial, também conhecida como apartheid.


A história deste filme começa, precisamente, no Dia da Reconciliação, feriado da África do Sul, em que se celebra o fim da segregação racial e a promoção da reconciliação e a unidade nacional.  


 


É também o dia do aniversário de Impi.


Impi é um rapaz de 11 anos, que vive com os pais e o irmão mais novo, Nkosana, na propriedade dos patrões dos pais. Impi e a sua família são negros. Os patrões, brancos.


Neste dia, a mãe de Impi aconselha os seus filhos a manterem-se longe da "casa grande", onde os patrões darão uma festa e receberão convidados, para celebrar o feriado.


E estes, assim fazem.


 


Ainda assim, os irmãos são abordados por 3 homens brancos, obviamente racistas, que lhes atiram bosta à cara e ao corpo, até que a filha dos patrões intervém, e os faz parar e sair dali para fora.


Elizabeth, uma miúda que pretende, quando for adulta, lutar pelos direitos humanos, é a melhor amiga de Impi e Nkosana. E, nesse dia, acaba por beijar Impi, momento que é observado pelos tais homens, e que lhes atiça ainda mais o ódio pelos pretos, e a revolta pela farsa que o Dia da Reconciliação simboliza. 


 


Este é o ponto de partida.


Como vingança, estes homens matam os pais de Impi e Nkosana, obrigando-os a fugir a meio da noite, sem destino.


No entanto, não diria que este é um filme sobre racismo, mas antes sobre dilemas morais.


Sobre decisões que, em determinadas circunstâncias, as pessoas são levadas a tomar. E que podem transformar completamente uma pessoa.


Impi é o mais velho. Aparentemente, o mais sensato. Aquele que deve tomar conta do irmão. Faz o melhor que pode, com o pouco ou nada que têm, mas nem assim conseguem o que quer que seja.


Nkosana tem dificuldade em perceber as intenções do irmão, e o porquê de estarem naquela situação. Ele está cansado. Tem fome. O irmão prometeu, ainda que em jeito de brincadeira e incentivo, uma boa refeição só que, ao cair da noite, não existe.


E Impi, faz aquilo que o coração lhe mandou - roubou duas garrafas de leite que estavam à porta de uma casa, por onde passavam...


 


Agora, ambos são adultos.


Confesso que, apesar das evidências, inicialmente, troquei os irmãos. Só depois percebi.


Impi é, agora, um ladrão, também conhecido como "o fantasma".


Nkosana, está a formar-se para ser polícia.


Logo aqui, temos um antagonismo.


Para o irmão poder estudar, e ter uma profissão decente, para trazer comida para casa, para terem uma casa, Impi teve que arranjar dinheiro da única forma que soube fazê-lo, embora mentindo ao irmão, afirmando que trabalhava nas minas.


Aparentemente, Nkosana acreditou, e aceitou tudo o que Impi lhe deu.


 


Num dos últimos momentos entre irmãos, ambos são confrontados com essas decisões, acções, reacções, ou falta delas.


Sobre aquilo que sabiam, mas fingiram não ver, aceitando, e usufruindo.


Sobre aquilo que poderiam ter feito de diferente. Sobre escolhas.


Há uma responsabilização e culpabilização mútua e, no entanto, será que algum deles teve culpa?


 


Tenho ouvido muitas vezes que "não se deve fazer pactos com o Diabo" e "não se deve fazer negócios com a Morte". Nunca dá bom resultado. E isso ficou bem latente neste filme.


Numa região onde, mais do que o racismo, existem guerrilhas dentro da própria raça, a sede de poder, e uma constante vigilância e rede de informantes, Impi acabou por se colocar na "boca do lobo".


E, uma vez lá dentro, não há volta a dar.


Impi acaba por ser suspeito de violação de uma estudante, nada mais, nada menos, que a sua amiga de infância, Elizabeth, que sempre o ajudou e defendeu.


Nkosana, sabendo disso, tenta ajudar o irmão a fugir, juntamente com a mulher e a filha, começando uma nova vida longe dali, mas sem conseguir desculpar Impi pelas atrocidades que cometeu, condenando-o pela vida que escolheu.


 


A questão é: escolheu?


Teve hipótese de escolha? 


Escolheu o caminho mais fácil? Ou o único possível?


E agora, terá ainda uma oportunidade para fazer diferente? Para se redimir?


Para viver a vida que sonhava quando era apenas uma criança?


 


Que destino estará reservado a Impi, a Nkosana e a Elisabeth, quando todos os seus sonhos lhes foram, abruptamente, roubados e atirados ao lixo?

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Desafio de Escrita do Triptofano #1

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Pode, a prisão, libertar-me?


Trazer-me mais liberdade, do que a liberdade que me aprisiona?


As pessoas dizem que não sou livre.


Mas há alguém que o seja? Totalmente?


E, quantos de nós, o querem, realmente, ser?


 


Quantas vezes está, a liberdade, ali mesmo à nossa frente, e nem sabíamos que a tínhamos.


Porquê?


Porque nunca nos foi permitido experimentá-la.


Porque nunca nos foi mostrada.


Ou porque nunca ousámos descobri-la.


 


Porque abdicamos dela, a troco de tantas coisas que nos acabam por prender.


Por vezes, são-nos colocados grilhões de uma forma tão subtil, que nem nos apercebemos que os temos.


 


Também eu tenho os meus.


Alguns, que permiti que me fossem colocados.


Outros, parece que surgiram de um momento para o outro, e não faço ideia onde anda a chave que me permite soltá-los.


Confesso que, por vezes, torna-se difícil carregá-los.


Por vezes, pesam.


Dificultam.


Limitam.


E as pessoas dizem que não sou livre. Porque não me atrevo a libertar-me deles.


 


Por vezes, vemo-nos fechados num determinado espaço, e depreendemos que não nos é permitido sair dele. Ainda que a porta não esteja trancada. 


E, não raras vezes, a porta está mesmo aberta. E, ainda assim, não saio. Mantenho-me no mesmo espaço.


Sim, algumas vezes, sinto que posso enlouquecer. E que o melhor seria fugir, para lá da porta.


E as pessoas dizem que não sou livre. Porque não tenho coragem de sair.


Mas, outras vezes, isso é tão insignificante, que a segurança e liberdade que sinto me levam a permanecer na minha prisão.


 


Porquê?


Porque, aqui, ainda sonho.


Ainda tenho momentos felizes.


Ainda sou relativamente livre.


Ainda me sinto em segurança.


 


E lá fora? 


O que irei eu encontrar?


Com o que poderei, eu, contar?


Como me sentirei, quando já não tiver nada que me prenda?


 


E o que sabem as pessoas da minha prisão, e da minha liberdade?


Que direito têm, de opinar? 


Quando elas próprias não se conseguem libertar das suas próprias prisões?


Ou não se querem libertar?


 


 


Texto escrito para o Desafio de Escrita do Triptofano

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

(Des) informação

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Quando é que a informação se torna desinformação?


Quando se deixa corromper!
Seja por vontade própria, por ignorância, ou por imposição de interesses.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

O problema das leis

Diário do New Nerd: LEIS SOCIAIS UNIVERSAIS QUE NÃO ESTÃO ESCRITAS


 


O problema das leis é que, por cada caminho directo, que cada uma delas representa, são criados atalhos para os contornar.


Para fazer crer que as leis estão a ser cumpridas sem, de facto, o estarem.


Como uma ilusão criada para levar a pensar que o que está a acontecer é o que está à vista quando, na verdade, estão envolvidos diversos truques, que camuflam a realidade.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Deixem os Livros em Paz!

Heartstopper - Livro 1: Rapaz Conhece Rapaz - Alice Oseman - Compra Livros  ou ebook na Fnac.pt


 


Os livros "Rapaz Conhece Rapaz" - Livro 1, e “O Nosso Segredo” - Livro 2, que fazem parte da colecção de livros de banda desenhada "Heartstopper", ambos da autoria de Alice Oseman e, em Portugal, editados pela Cultura Editora, fazem agora parte do Plano Nacional de Leitura.


A responsável pela escolha destas histórias para o PNL foi a especialista Andreia Brites.


 


Até aqui, tudo normal. Ou deveria ser. Aliás, nem deveria ser assunto.


Mas depressa se transformou em polémica!


 


Porquê?


Porque é uma história de amor entre dois adolescentes do mesmo sexo!


E, para muita gente, isso não pode ser.


Pobres crianças, agora "obrigadas" a ler estas coisas de gays. Não é que os paizinhos sejam contra os gays mas "ah e tal, os meus filhos não leem"!


Realmente, isto não se admite. A escola já não é o que era. Então agora quer destruir as famílias? Educar os jovens para a sexualidade? Corromper e desencaminhá-los? Já nem as crianças deixam em paz, livres para sonhar e brincar? 


 


Tenham santa paciência!


Querem mesmo falar disso?!


Querem mesmo falar do conceito família?


Vamos lá então. O que será, para estes pais, uma família? A família que consideram "a célula fundamental de qualquer sociedade"?


Porque, para mim, como já aqui referi, família é muita coisa. Mas nada tem a ver com sexo e género. Há tantas famílias, que estes pais consideram "família", e são tudo menos isso. E, no entanto, existem tantas "famílias", que mesmo não encaixando nos padrões, constituem verdadeiras famílias.


Sim, durante séculos, a família foi vista como pai, mãe e filhos. Mas porque não, pai, pai ou mãe e mãe, e filhos? Desde que os valores estejam lá? Desde que o amor esteja lá? Desde que o mais importante esteja lá? O carácter das pessoas não se mede pela sua orientação sexual.


 


Sim, estamos habituados às histórias de amor entre homens e mulheres. Entre príncipes encantados e princesas. Entre os cavaleiros andantes, e as donzelas em apuros. Entre "homens de família" que trabalham para sustentar o lar, e as mulheres do lar, que ficam em casa a educar os filhos.


Mas os tempos mudam.


E já nos vamos habituando às histórias de mulheres emancipadas, donas de si mesmas, que não dependem dos homens para nada. Mulheres empoderadas, livres e felizes. E mulheres que desempenham papéis em igualdade com os seus companheiros.


Por isso, qual o mal de passarmos a ter histórias de mulheres que gostam de mulheres, e homens que gostam de homens? Neste caso, adolescentes?


 


Ah e tal, não tem mal nenhum. Mas recomendar esses livros no Plano Nacional de Leitura é que não!, dizem as pessoas.


A sério?!


Será que estas pessoas sabem sobre o que fala cada um dos livros que fazem parte deste plano? Será que uma história de amor, entre dois adolescentes do mesmo sexo, é o mais "escandaloso" que por lá encontram?


Olhem que não!


 


Será que estas pessoas, e pais, pensam que os jovens se vão tornar, de repente, homossexuais, por lerem um livro? Ou têm medo que os jovens, e filhos, considerem algo perfeitamente normal, o eles próprios não conseguem ver?


Será que esses mesmos jovens não leem outros livros do género? Não veem séries? Não veem filmes? Não veem essa realidade à sua frente, no seu dia a dia?


Voltamos a ter uma espécie de "Inquisição" e "censura"?


 


Dizem, estas mesmas pessoas, que educar cabe aos pais, e não ao Estado.


Vamos, então, falar de educar?


Educar não é esconder. Não é ignorar. Não é proibir. Não é fechar os olhos, e querer tapar os olhos dos educandos, à mudança, à diversidade, à realidade.


Dar a conhecer, não é incentivar. Mostrar que existe e acontece, não é apelar ou obrigar à imitação.


Educar é mostrar aceitação pela diferença. É não julgar. É não discriminar.


É dar liberdade aos jovens, podendo aconselhar, mas sem impôr, para que possam ter o seu próprio ponto de vista, a sua própria opinião, sobre o que os rodeia.


Educar é mostrar todos os caminhos que há. E não apenas aquele que nós queremos que eles sigam.


Educar é deixar que os educandos façam as suas próprias escolhas.


Educar é apoiar.


Educar é amar. E, quando se ama, tudo o resto é insignificante.


 


Isto é muito bonito de dizer, que a educação cabe aos pais. Mas muitos desses pais são os primeiros a descartar-se dessa educação.


A despejar os filhos nas escolas. A não fazer a mínima ideia de com quem andam, do que fazem, de como é a sua vida, dos seus problemas, inquietações e receios.


Muitos jovens mostram, nas escolas, ou noutros locais, a educação que não têm, que não lhes foi dada pelos pais.


E de certeza que não foi um livro que os influenciou.


 


Tivessem as pessoas mais preocupadas com aquilo que os jovens andam a fazer, quando nem os próprios pais sabem deles. 


Quando são deixados ao abandono.


Quando estão entregues a si próprios. 


Quando lhes falta a base, o apoio, os pilares que deveriam ter da família.


 


Há um movimento intitulado "Deixem as Crianças em Paz", que está absolutamente contra a iniciativa de incluir estes livros no Plano Nacional de Leitura.


Eu penso que é caso para dizer, em jeito de resposta "Deixem os Livros em Paz"!


 


 


 

"Se Os Gatos Desaparecessem do Mundo", de Genki Kawamura

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Depois de ler este livro, devo confessar que um outro, que tinha na minha lista de desejos para comprar, sobre gatos, foi de lá retirado a alta velocidade.


Chega de decepções!


 


O anterior, "Memórias de Um Gato Viajante", já não me tinha enchido as medidas mas, supostamente, este era melhor, e mais emotivo.


Não foi!


Foi uma seca.


Uma história básica que pouco tem a ver com gatos. Que pouco tem a ver com o sentido da vida. 


É uma reflexão fraquinha sobre aquilo de que realmente precisamos, e o que não nos faz falta. Sobre o que os outros precisam, ou não. Sobre a nossa importância neste imenso mundo, e as consequências dos nossos actos.


 


É dito ao longo da história que, para alguém ganhar, outro alguém tem que perder. E que, para nós ganharmos algo, temos que perder algo.


Pois eu diria que, para ganhar este livro, alguém perdeu dinheiro.


E, para o ler, perdi o meu tempo.


Mas ganhei a noção de que não me posso voltar a deixar enganar por este tipo de histórias!


 


A sério?!


Um gato que, às tantas, fala linguagem humana de há séculos atrás?!


Um Diabo que não sei se veste Prada, mas usa roupas extravagantes, tem sentido de humor e faz acordos com Deus?!


Uma ex-namorada que ainda guarda uma carta da falecida mãe do ex-namorado, para um dia lhe entregar, quando, e se, ele a procurasse?!


Enfim...


Só posso dizer: não percam o vosso tempo!


 


 


SINOPSE

 


"Tão belo quanto comovente, este é um romance sobre a perda e sobre o quão importante é estarmos próximos e presentes na vida de quem amamos. Em pleno século XXI, o que importa realmente na vida?
Os dias do jovem carteiro estão contados. Afastado da família, vive sozinho e tem por companhia o seu gato Repolho. Nada o preparou para a notícia que acaba de receber: o médico diz-lhe que tem apenas alguns meses de vida. Mesmo antes de começar a escrever a lista de coisas que tem de fazer antes de morrer, o Diabo aparece para lhe propor um trato: se ele fizer desaparecer apenas uma coisa do mundo, ganha um dia de vida. Assim começa uma estranhíssima semana…
Pensemos: como podemos escolher o que conta realmente na nossa vida?
Como separamos as coisas sem as quais viveríamos daquelas de que mais gostamos?
Perante a oferta do Diabo, o protagonista desta história e o seu adorado gato são levados até aos limites da escolha, da aceitação e da reconciliação.
Um romance-fábula sobre um homem e a sua luta para descobrir o que realmente importa na vida."


quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Para quem, com conhecimento de causa, souber responder

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Em que sentido é que os "não vacinados" prejudicam, em termos de saúde, os "vacinados"?


Ah e tal, são os "não vacinados" que apanham o vírus e o transmitem aos "vacinados".


 


Está cientificamente provado que os "não vacinados" são os únicos transmissores do vírus?


Que a única forma de um vacinado contrair o vírus é por contacto com os "não vacinados"? Ou existem outras formas de contágio que, em nada, estão relacionadas com a não vacinação?


 


Ainda que assim seja, que seja essa a única forma de contágio, e o único motivo de contágio, estando os vacinados, vacinados, qual o seu receio relativamente à contracção do vírus?


Os não vacinados, pelo simples facto de terem optado por não o ser, podem ter casos mais graves de infecção, e correm riscos acrescidos de morte. São responsáveis por si próprios.


Mas os vacinados, por conta da vacina, estão protegidos. Logo, não correm riscos.


A não ser que não confiem a 100% na vacina que levaram, e que condenam os restantes de não levar, por não confiar.


Ou será apenas, a constatar-se que a premissa acima referida se confirma, pelo facto de ficarem condicionados na sua vida, com isolamentos, por conta dos outros?


O argumento de que andam os "vacinados" a pagar os custos de internamentos aos "não vacinados" não é válido porque, se fossemos por aí, andamos todos a pagar contas que não são nossas, mas nos calham a todos, de diversas formas, e nunca nos queixámos.


 


Transmitirão, os "não vacinados", a doença de forma mais grave, aos vacinados, do que aconteceria entre vacinados?


Isso seria admitir que, entre vacinados, a mesma também se transmite.


E, assim sendo, não se poderá imputar, unica e exclusivamente, a culpa aos "não vacinados".


 


Poderemos, com certeza, afirmar que um país, com a sua população totalmente vacinada, sem excepções, é um país livre da doença? 


Para isso, só poderíamos, então, aceitar, no nosso país, a entrada de pessoas vacinadas, vindas de outros países. O que, na prática, nunca irá acontecer! 


 


Ou apenas nos livra de casos graves de infecção, e óbitos?


 


Quantas doses da vacina serão necessárias, para proteger uma pessoa de todas as variantes que forem surgindo, até não precisar de mais reforços?


Estando as vacinas ainda em estudo, ainda a sofrer alterações e melhoramentos, à medida que vão surgindo variantes novas, não será válido aguardar até que haja uma "solução/ vacina" definitiva, devidamente testada, e com eficácia comprovada, para que a confiança seja maior?


 


Vivendo num país onde apenas duas vacinas são obrigatórias, e todas as restantes, opcionais, fará sentido equacionar a obrigatoriedade desta vacina contra a covid 19?


Fará sentido pressionar, "chantagear", levar as pessoas a fazer algo com o qual não se sentem seguras, sem qualquer garantia ou responsabilidade assumida do outro lado?


Havendo países que se preparam para lidar com este tipo de infecção como se de uma gripe se tratasse, não sendo a própria vacina da gripe, obrigatória, fará sentido obrigar a toma desta?


 


E não, não são dúvidas de uma negacionista!


Penso que são dúvidas válidas, de quem ainda não levou uma única dose da vacina, não pondo, no entanto, de parte, a ideia de vir a levar.


São dúvidas de quem sabe que a doença existe, que há riscos que se correm por não levar a vacina, mas que existem também riscos, para quem a leva.


 


Também não são dúvidas de alguém antivacinas!


São dúvidas de quem, desde que chegou a este mundo, assumiu a vacinação como algo natural. Nunca sequer pensei se as vacinas do PNV eram obrigatórias ou não. É algo que já vem "pré estabelecido". Os nossos avós vacinaram os nossos pais. Os nossos pais vacinaram-nos. E nós vacinamos os nossos filhos.


Sem questionar. Sem pensar noutra hipótese. 


Embora, recentemente, tenha vindo a ganhar terreno a opção de alguns pais não vacinarem os filhos.


Acredito que, daqui a uns anos, talvez décadas, as gerações futuras estarão mais receptivas a esta vacina. Fará, também ela, quem sabe, parte do PNV, e será levada naturalmente.


É dar tempo ao tempo. 


 


Neste momento, as pessoas estão, simplesmente, confusas.


Confusas com tanta informação e, ainda mais, desinformação.


 


Desconfiadas.


Com tanto que se omite, que se esconde, que não se sabe ou não convém saber.


Com opiniões tão diferentes, até mesmo entre os especialistas, que nos deveriam esclarecer.


Com tanto a que não se sabe responder. Que não se consegue garantir.


Com interesses camuflados que possam existir, e tirar partido, e lucro, do receio e medo da população.


 


Receosas.


É o medo de morrer da doença. Ou morrer da cura.


É o medo dos efeitos secundários do vírus. Ou dos efeitos secundários da vacina.


É o medo de fazer o pior, achando que era o melhor. E lidar com a culpa da sua decisão. Ou da decisão que foram obrigadas a tomar, por força das circunstâncias, contra a sua vontade.


 


Não seria o caso de, antes de impôr, condenar, acusar, encontrar culpados, explicar, esclarecer, abrir o jogo, e deixar as pessoas decidirem por si, devidamente informadas, e sem margem para dúvidas?


 


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Ele & Ela, de Alice Feeney

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Ela é a Anna. Uma jornalista.


Ele é Jack. Um inspector da polícia.


Eles já se conhecem. No início, parece uma relação típica entre dois profissionais que chocam um com o outro, no exercício das suas profissões.


Mas é mais do que isso.


 


Ela tem segredos a esconder.


Um passado que quer deixar para trás, e tudo fará para que assim seja.


Ele tem segredos a esconder. No presente. Mais precisamente, na noite em que uma mulher foi assassinada. Uma mulher com quem ele esteve, nessa mesma noite.


E que, também Anna conhecia bem. Bem demais...


 


Ela esteve no local do crime.


Ele esteve no local do crime.


Ambos parecem culpados. Ambos têm motivos.


As evidências estão contra eles.


 


Rachel foi assassinada.


Mas não será a única.


Segue-se Helen.


E Zoe.


 


Do grupo de cinco amigas de liceu, só Catherine e Anna estão vivas. 


Ninguém sabe de Catherine.


Mas Anna poderá ser a próxima vítima.


Vítima... ou assassina?


 


Quem anda a matar?


Quem anda a incriminar?


Quem anda a assustar?


Quem tem interesse em desviar de si as atenções?


 


Confesso que, no início, foi-me difícil embrenhar na história mas, a partir da segunda metade, foi uma maratona, até ao final, para ser surpreendida com a revelação do assassino em série, e as suas motivações.


Já que os últimos filmes que tenho visto têm deixado muito a desejar, de tão fracos e previsíveis que são, haja um livro para me prender, e surpreender, porque até ao último momento estamos a acreditar numa coisa e, afinal, é outra!


 


Recomendo, sem dúvida!


 


 


SINOPSE


"Anna Andrews tem finalmente aquilo que sempre desejou, ou quase… Ao fim de muitos anos de trabalho árduo, conseguiu enfim tornar-se apresentadora do noticiário da BBC. Mas, porque o acaso se encarrega muitas vezes de desarranjar os sonhos, Anna vê-se novamente como repórter, a cobrir o assassinato de uma mulher em Blackdown, uma pacata vila inglesa onde ela própria viveu a sua infância e adolescência.
O inspetor-chefe Jack Harper deixou Londres por um motivo, mas nunca pensou que acabaria a trabalhar em Blackdown, e muito menos como principal suspeito do crime que está a investigar e que, de dia para dia, se reveste de contornos cada vez mais sinistros.
Narrado a duas vozes, cada uma com a sua versão da história, Ele & Ela é um thriller psicológico complexo e sombrio, que manterá os leitores na expectativa até à última página. Porque alguém está a mentir."


 


 


 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

E, de repente, a minha filha tem 18 anos!

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Entre o aniversário da Amora e o da Becas, eis que temos o aniversário da minha filha.


E, de repente, a minha filha faz 18 anos!


Como assim, já 18 anos?!


 


Ah, pois.


Agora, acaba-se a companhia da mãe nas consultas médicas e afins. Já é crescidinha para ir sozinha.


Agora, acaba-se o ter que autorizá-la, em documentos oficiais, para o que quer que seja. Já pode decidir por si.


Agora, acabam-se muitas coisas.


Mas terão início outras tantas.


E, imaginem, no próximo dia 30, já poderá, pela primeira vez, exercer o seu direito de voto!


 


Este é o momento em que a lagarta se transforma em borboleta, pronta a abrir as asas, e voar.


No entanto, para nós, continua a ser a mesma menina-mulher de sempre. Para quem estaremos sempre cá.


 


Um Feliz Aniversário!


E bem vinda ao mundo louco dos adultos!


 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Fica por Perto, na Netflix

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Esta é uma daquelas séries que comecei a ver por acaso, por não me apetecer ver mais nada do que tinha na minha lista.


Pensei "vejo o primeiro episódio, e logo se vê".


E vi. O primeiro, o segundo, e por aí fora. Fiquei viciada!


Há muito que uma série não me prendia assim, e me fazia querer ver episódio atrás de episódio!


 


Confesso que é provável que tenha que vê-la uma segunda vez, porque é tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, que uma pessoa fica um pouco confusa e com algumas dúvidas.


Mas é uma série que tem sempre algo novo a revelar, outro segredo para descobrir. 


Cada personagem, que nos é apresentada, nos parece suspeita. E, mesmo quando desconfiamos ou temos mesmo a certeza de algo, fica a questão "com que objectivo?". Não parece fazer sentido.


 


Até mesmo no último episódio, quando tudo é finalmente descoberto, e esclarecido, e todos podem seguir a sua vida normal, uma última revelação mostra que, afinal, "todos temos segredos". E quando pensavam que já não havia mais nada a esconder, acabam por ficar presos num novo segredo.


 


Tudo começa com o desaparecimento de Carlton Flynn, 17 anos depois do desaparecimento de um outro homem - Stewart Green, o que leva a considerar a hipótese de, de alguma forma, ambos estarem relacionados.


Descobrimos também que Megan, num passado distante, era Cassie, e poderá ter matado Stewart tendo, depois, fugido e assumido uma nova identidade.


Agora, ela está noiva, tem três filhos, e uma vida nova. Mas alguém do seu passado encontra-a, e avisa-a de que Stewart Green poderá não ter morrido, e estar de volta, para ajustar contas com Cassie, pondo em perigo toda a sua família, e tudo o que construiu.


 


À medida que a investigação vai sendo feita, e que Cassie começa a procurar respostas, várias outras personagens do seu passado vão surgindo, como Ray, o noivo que ela deixou sem qualquer explicação, e que ainda não a esqueceu, ao fim de todos aqueles anos.


Posso dizer que passado e presente, não estando propriamente, relacionados, acabam por estar, simultaneamente, interligados.


E, agora, é Kayleigh, uma das filhas de Megan (Cassie), que parece estar envolvida no mais recente desaparecimento.


No entanto, muitos mais crimes vão sendo desvendados - um por ano, sempre na altura do Carnaval - e cabe a Broome descobrir quem matou quem, e o que aconteceu há 17 anos atrás.


 


No meio de todo este enredo, só houve uma parte que achei que destoava, e não tinha muito a ver  - a dupla Ken e Barbie.


Adorei a personagem Harry!


Gostei do detective Broome, do seu profissionalismo, das suas expressões faciais tão peculiares, e da forma como vive o seu romance com Lorraine, uma mulher que está com cancro terminal, mas quer aproveitar da melhor forma o tempo que lhe resta. 


Compreendo que, dado tudo o que aconteceu e o rumo que as suas vidas levaram, fosse algo impossível, mas torcia para que a Cassie e o Ray voltassem a ficar juntos.


Quem sabe, numa outra vida. Ou numa nova temporada...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Quando não há nada a perder, nada há a temer

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Por vezes, é bom. Outras, nem tanto.


Por vezes, é coragem. Outras, loucura.


Por vezes, é luta. Outras, resignação.


Por vezes, é desafio. Outras, desespero.


Por vezes, é vitória. Outras, derrota.


Por vezes, é ilusão. Outras, a verdade nua e crua.


Por vezes, é o início. Outras, o fim da linha.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Isto de andar à boleia...

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Já não é o que era!


Lá vai o tempo em que a malta se desenrascava a pedir boleia para ir onde queria. E tinha sorte!


Hoje em dia, são tempos perigosos. A malta anda mais escaldada, e desconfiada, e não para para dar boleia a ninguém.


Nem mesmo a esta pobre criatura!


 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Não devemos formar opiniões (apenas, e só) baseadas em primeiras impressões

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Porque, muitas vezes, as primeiras impressões dão-nos uma ideia errada, que não corresponde à realidade.


Um único momento, uma única conversa, uma única atitude ou, por vezes, um mero olhar que deitamos a alguém, nem sempre nos mostra a essência dessa pessoa, podendo induzir-nos em erro.


Tanto pela positiva, como pela negativa.


Daí que seja perigoso formar opiniões (apenas, e só) baseadas em primeiras impressões, embora elas sejam as mais impactantes e, algumas vezes, correspondam verdadeiramente à pessoa sobre a qual as emitimos.


 


É quase como julgar o livro, pela capa, um filme ou série, pelo trailer ou pela sinopse, ou um alimento, pelo seu aspecto exterior.


Eu tenho muito a mania de o fazer e, não raras vezes, estou enganada.


Ou porque me pareciam boas pessoas e me desiludem, ou porque até nem gostava muito, e passei a vê-las com outros olhos, surpreendendo-me pela positiva.


 


Porque é no dia a dia, na rotina, no seu mundo habitual e vida normal, e com alguma convivência, que vamos conhecendo, realmente, as pessoas. E, mesmo assim, é difícil conhecer todas as suas facetas e versões.


Até lá, ou sem isso, estamos apenas a ver uma parte delas, num determinado contexto, e não o todo. 


 


 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A importância de nos focarmos naquilo que ganhamos

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Ao longo da vida, vamos ganhando e perdendo.


Faz parte.


Não podemos ganhar tudo. Não podemos ganhar sempre.


 


Mas o que é, para nós, ganhar?


Será obter aquilo que nos espera no final? Na meta?


Será a concretização do objectivo?


Será a "taça"? A "medalha"?


 


Quem o consegue, até pode ganhar alguma coisa, mas não é o único vencedor. Nem é a única coisa que vence.


Também aqueles que não conseguem chegar ao final, conquistar o "prémio", concretizar o objectivo, e ficam pelo caminho, podem ser vencedores. E, por vezes, ganham até mais. Não aquilo que esperavam, ou pelo qual lutavam, mas outras tantas coisas, inesperadas, mas bem vindas.


Porque há muito que se vai ganhando pelo caminho. 


Ainda que continuemos a pensar naquilo que perdemos.


 


O que é um erro.


O importante não é focarmo-nos naquilo que perdemos, mas antes naquilo que já ganhámos, e podemos vir a ganhar.


Não importa o que foi, o que podia ter sido, o que deixou de ser.


Importa o que é, e pode ainda vir a ser, e isso só depende de nós.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Rodeia-te de pessoas que tragam leveza à tua vida!

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Não escolhemos a pessoas que entram na nossa vida.


Mas podemos escolher aquelas que queremos que permaneçam.


E se a vida já nos faz, por vezes, carregar algum peso, resultante das nossas vivências, não será bom ter, ao nosso lado, pessoas que ainda nos atiram mais peso para cima.


 


Por isso, neste novo ano, rodeia-te de pessoas que gostem de estar contigo, que te façam rir, que te animem, que te façam mostrar o melhor de ti, que te aceitem como és, e que tragam, de alguma forma, leveza à tua vida!


 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Daquelas perguntas que surgem a propósito dos reality shows

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1 - Os concorrentes levam, na mala, roupa suficiente para o caso de ficarem até ao fim, ou vão recebendo mais roupa da família ao longo da participação?


2 - A roupa (e acessórios e afins) que os concorrentes usam, nomeadamente, nas galas, é mesmo deles, ou a maioria é enviada por patrocinadores, para promover as suas marcas?


3 - Os concorrentes passam mesmo fome na casa, nas semanas em que o orçamento é curto?


4 - Existe pouca variedade de alimentos na casa, ou os concorrentes é que não sabem cozinhar muita coisa, e ficam-se pelo básico?


5 - Afinal, o que é mais provável acontecer dentro de um reality show: engordar, de tanta coisa menos saudável e mais calórica que comem, ou emagrecer?


6 - Existem "tempos mortos" nestes programas, em que os concorrentes não têm nada para fazer?


7 - A partir de que momento os concorrentes começam a sentir-se à vontade no jogo, nas coisas básicas do dia a dia, sem ligar às câmaras?


8 - O Big/ Voz é mesmo um amigo, confidente e psicólogo, que trata todos por igual, ou por vezes parece mais um inimigo?


9 - Dá mesmo jeito tomar banho de biquini?


 


E por aí, quem assiste a este tipo de programas, que perguntas é que já vos surgiram?


 


 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Mystère: Uma Amizade Especial, na Netflix

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Inspirado numa história real, este filme mostra uma criança traumatizada pela perda da mãe tendo, inclusive, deixado de falar, que vai mudar a partir do momento em que conhece, e passa a cuidar de uma cria de lobo - o Mystère - que lhe é oferecida por um senhor da montanha.


 


É uma história que apela à lágrima, pela ligação entre Victoria e Mystère, pela amizade e amor incondicional que, a determinado momento, podem colocar a vida da menina em risco.


Mas Victoria vai lutar pelo seu amigo até às últimas consequências.


E, verdade seja dita, quem consegue resistir àquele lobito tão fofo, que depressa cresce e se torna igualmente lindo?!


 


Em Cantal, uma região de montanha onde os residentes criam os rebanhos que, no fundo, são a sua vida e o seu sustento, os lobos são uma ameaça, e um alvo a abater.


A revolta dos moradores que, volta e meia, perdem animais, atacados pelos lobos, é tal, que não olham a meios, para atingir os fins.


Por outro lado, há uma certa política de preservação dos lobos que os permite andar por ali e, como tal, sujeitos aos perigos de pessoas dispostas a aniquilá-los.


Uma coisa é certa, parece não haver um entendimento quanto a uma coexistência pacífica entre uns e outros.


E não se trata apenas de ter prejuízo. É mesmo obcessão, teimosia, atrevo-me até a dizer que, em algumas pessoas, mau carácter.


 


Mas ainda há pessoas que se preocupam com os lobos. Que os tentam proteger.


Uma dessa pessoas, é Anna, que tentará encontrar uma reserva natural para Mystère, onde ele possa viver tranquilamente.


O único problema, é separá-lo de Victoria, e o sofrimento que essa separação causará em ambos.


Logo agora que ela estava a recuperar de uma perda. E que ele tinha encontrado uma família.


 


Conseguirão eles ficar juntos?


Conseguirão eles sobreviver à distância que os separa?


Que destino lhes estará reservado?


 


"Mystère: Uma Amizade Especial" é um filme pequeno, que se vê bem, ideal para quem gosta de animais.


A título de curiosidade, as cenas do filme foram filmadas com uma alcateia verdadeira de 7 lobos, e a actriz que interpreta Victoria teve um treino especial, para aprender a conviver e lidar com as crias e com os lobos adultos, de forma a que as cenas fossem o mais verdadeiras possível.


 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

BB Famosos: a estreia!

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Sobre o BB Famosos, e os seus concorrentes que, de famosos, pouco têm:

 

Bruno de Carvalho - deu-me tanto sono que ia adormecendo a ouvi-lo falar

 

Marta Gil - veio com tanta pica que mais parecia a Ana Barbosa no primeiro dia, e já me estava a dar vontade de a mandar calar

 

Kasha - o mais porreiro até aqui, parecia que já vinha meio "ganzado", mas é na boa - peace & love

 

Mário Jardel - há ali qualquer coisa que não bate, e ele que pare lá com a história do respeito

 

Laura Galvão - o drama (já faltava), mais uma vez a fazer lembrar a Ana Barbosa (até nas expressões faciais)

 

Leandro - e a Cristina que não convidasse (e privilegiasse) um dos seus afilhados

 

Liliana - parecia uma "Cleópatra" que não percebi bem se ia de mau humor ou apenas tímida

 

Jaciara e Catarina - desconhecia-as, e não me suscitaram qualquer interesse

 

Hugo Tabaco - é caso para dizer que os fumadores já não precisam de gastar dinheiro do prémio em tabaco - já o têm na casa (suspeito que não pr muito tempo)

 

Jay Oliver - para mim, mais um ilustre desconhecido, que parte em desvantagem (ou talvez não) por ainda não ter entrado na casa

 

Jorge Guerreiro - para já, pareceu-me um bom concorrente

 

Nuno Homem de Sá - dispensa apresentações, até porque já é repetente, e a imagem que temos dele não abona a seu favor

 



Viu-se, claramente, que foram dados, propositadamente (ainda que disfarçados) privilégios a determinados concorrentes. Nada a que não estejamos já habituados!

 



Fiquei surpreendida pela mudança de patrocínio dos produtos alimentares e afins, que agora passou a ser do Intermarché.

 



Quanto à Cristina, enquanto apresentadora, esteve bem, mas preferi as duplas anteriores.

 



É caso para dizer que o melhor foi mesmo os comentários da Pipoca, que agora ganhou uma companhia masculina. É justo, já que muitas vezes ela parecia estar ali tão solitária, apenas a adornar o sofá, sem lhe darem a palavra e a deixarem fazer o seu trabalho.

 



Resumindo, para já, não tenho intenções de perder tempo com esta edição.

 

 

 


Imagem: atelevisao


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!