quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Porque preferem, algumas empresas, contratar jovens para trabalhar?

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Procurar emprego quando se é jovem, é sempre um "pau de dois bicos", duas faces de uma mesma moeda.


Por um lado, são demasiado novos. Demasiado inexperientes.


Mas, para algumas empresas, estes jovens são os candidatos ideais.


Porquê?


 


1 - Ainda não têm "vícios", ou seja, podem ser formatados de raíz, para aquele trabalho e para a forma de trabalhar que mais convém à entidade patronal


2 - Os jovens têm "sede" de ganhar dinheiro e, nestas idades, não se importam de trabalhar mais uma horinha aqui, mais uma horinha ali, mostrando uma maior disponibilidade


3 - Não têm (a maior parte) a responsabilidade e a condicionante de filhos, família, e afins, logo, têm uma maior flexibilidade


4 - Pela sua relativa inexperiência, não questionam tanto, e são mais propensos a aceitar o que lhes é pedido, sem grandes ondas


5 - Pela sua vontade de ter independência, e pela euforia de ter o seu primeiro trabalho, tudo o que lhes seja oferecido, é considerado muita sorte, e aos patrões dá jeito em essa "gratidão" e satisfação com o pouco que dão


 


Depois, claro, há aquela ideia de que os jovens são mais desenrascados, mais ágeis, aprendem com maior facilidade, e estão mais "modernizados" que as pessoas mais velhas.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Desobriga-te!

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Desobriga-te...


... de tudo aquilo que, felizmente, não tens necessidade de dizer ou fazer por obrigação!


 


Atreve-te...


... a recusar o que não te faz bem.


 


Livra-te...


... desse peso que insistes em carregar pela vida fora e que, se vires bem, não te serve para nada a não ser pesar-te nas costas, e dificultar-te a caminhada.


 


Sacode...


... as preocupações, as angústias, as incertezas... Tudo aquilo que não ajuda em nada, nem a ninguém.


 


Tudo flui melhor, e se torna mais leve, quando aligeiramos a vida!


 


 

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

"Toda a Verdade", de Cara Hunter

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Há muitos anos, um homem foi julgado e condenado com base em provas "plantadas" para o incriminar.


Ele era, sem dúvida, culpado.


Mas, na falta de provas contra ele, e sob pena de ficar em liberdade e continuar a actuar, alguém tinha que o travar. E essa foi a forma.


Ele jurou vingança contra quem o tramou.


 


Agora que está em liberdade condicional, chegou a hora.


E ele vai pagar na mesma moeda.


Destruir a vida e carreira daquele que, um dia conspirou contra ele, incriminando-o com provas plantadas, que ninguém pode refutar.


A diferença é que, esta pessoa, está inocente.


 


Adam sabe quem o está a incriminar, e porquê.


Mas não parece haver muita gente a acreditar na sua teoria.


Conseguirá Alex, a sua mulher, grávida de risco, e principal responsável por esta situação, salvar o marido, e proteger o bebé que espera? 


 


Numa história paralela, uma professora é acusada de assédio sexual por um dos seus alunos.


Ela nega. Mas esconde alguma coisa.


Ele confirma. Mas esconde alguma coisa.


Onde termina a verdade, e começa a mentira?


Até onde são capazes de ir, para manter a sua versão da história?


 


"Toda a Verdade" é um livro que, de certa forma, encerra um capítulo, há muito, em aberto.


Um ponto final, e um recomeço para Adam e Alex.


Ao mesmo tempo, umas reticências para Marina.


Nós ficamos a saber a verdade mas, neste caso, os intervenientes safam-se sem grandes consequências, e sem que a realidade seja descoberta.


Mais uma vez, a autora entrega-nos uma boa história, que não queremos parar de ler até ao final.


 


 

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

"As Nadadoras", na Netflix

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Estreou no dia 23, na Netflix, o filme "As Nadadoras", baseado na história real das irmãs sírias Sara e Yusra.


É um filme sobre refugiados, os perigos que correm para fugir da guerra, para lutar por uma vida melhor, e concretizar os seus sonhos.


Sobre o quão difícil, desesperante, frustrante e nem sempre bem sucedido é o trajecto desde a partida, até onde pretendem chegar. 


Sobre a discriminação que sofrem, as burocracias que enfrentam, as burlas a que estão sujeitos, a ajuda humanitária que lhes é oferecida.


 


É um filme sobre família, sobre união, sobre compreensão, sobre querer o melhor para os seus, ainda que isso signifique a separação, e a distância.


 


É um filme sobre coragem, sobre sacrifício, sobre entreajuda, sobre objectivos, sobre o futuro. 


 


Duas irmãs em busca de uma vida melhor, mas com destinos bem diferentes.


Yusra, sempre focada na natação, na participação nos Jogos Olímpicos. Já Sara, apesar de também ser nadadora, mais perdida nos seus objectivos, e sem saber bem o quye fazer, e que caminho seguir.


 


Na altura em que fugiram de Damasco, Yusra tinha 17 anos. Sara era mais velha.


Para trás ficou o pai, a mãe, e a irmã mais nova.


Apesar de não terem seguido à risca o plano inicial, elas conseguiram chegar à Alemanha.


 


Agora, Yusra tem 24 anos, e Sara, 27.


Depois de competir no Rio 2016, Yusra esteve entre os atletas que disputaram as medalhas nas Olimpíadas de Tóquio em 2020, e participou no Campeonato Mundial da FINA de 2022 em Budapeste.


Em 2017, ela foi nomeada a mais jovem Embaixadora da Boa Vontade do ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.


Yusra é, agora, cidadã alemã.


 


Sara regressou à Grécia para ajudar outros refugiados que chegavam ao país, mas foi presa em 2018, por lavagem de dinheiro, contrabando, tráfico humano e até espionagem, e passou três meses detida. Apesar de, entretanto, ter sido libertada sob fiança, Sara ainda corre o risco de ser condenada de 25 anos de prisão. 


Infelizmente, é o preço a pagar por ajudar a salvar vidas.


 


 


O mistério das caixas desaparecidas

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Volta e meia, aparece por lá um ou outro gato à minha porta.


Não tanto como antigamente, é certo.


Mas gosto sempre de ter uma caixinha com água, e outra com ração, para os visitantes.


 


Só que, de há umas semanas para cá, ando a ser roubada!


Coloco uma caixa com ração de manhã. Está lá até à noite.


No dia seguinte, nem sinal dela.


Volto a pôr uma nova caixa com comida, e torna a desaparecer.


 


A caixa fica no degrau, junto à porta, por causa da chuva.


Não me parece que o vento (que há noites que nem se manifesta) fosse capaz de a fazer voar.


E também não estou a ver os gatos a levarem a caixa na boca, para algum outro esconderijo, com comida lá dentro e tudo.


 


Mas que elas desaparecem, nocturnamente, lá isso desaparecem.


Alguém deve andar muito necessitado, ou a fazer colecção de caixas.


E eu, que já tinha deixado de guardar as ditas, porque tinha de sobra, estou a ver que vou ter que começar a fazer uma nova reserva.


 


 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Devem, os médicos, julgar os seus pacientes?

Apontar dedo Foto stock gratuita - Public Domain Pictures


Para mim, os médicos deveriam informar, esclarecer, aconselhar, ajudar...


... mas, em momento algum, julgar.


Infelizmente, ainda se veem médicos a julgar e condenar os pacientes por não seguirem aquilo que, para eles, faz sentido.


Um médico que diz ao doente "Teve covid, foi bem feito! Eu bem disse para levar a vacina." é um bom profissional? Isto é coisa que um médico deva dizer?


 


A par com este tipo de julgamentos está, também, a arrogância de alguns médicos.


Sabemos que o tempo deles é escasso, têm muitos doentes para atender, e que muitos pacientes abusam e falam de tudo e mais alguma coisa.


Mas, logo à partida, cortar a palavra do paciente porque aquilo é a consulta da especialidade "x", e não é para falar de outros problemas, é mau.


Até porque, sem ouvir, o médico não sabe se aquele problema ou queixa que o doente ia referir, não estaria, de alguma forma, relacionado com o da especialidade em que está a ser seguido.


 


Esta semana fui com o meu pai a uma consulta de nefrologia.


O médico, a determinado momento, perguntou que medicação o meu pai estava a tomar.


Com tantos comprimidos que toma, ele não se lembrava dos nomes dos medicamentos. Então disse "Agora assim de repente não sei."


E o médico: "Não sabe? Alguém tem que saber." Isto, dito em tom de reclamação. Como se fosse um crime. 


Lá respondi que era a medicação que constava do processo. Ele consultou e imprimiu a lista, que disse que tem que andar sempre com o meu pai.  


Ora, isto até pode ser senso comum, até pode ser algo básico, mas a verdade é que na família, felizmente, ninguém tinha estado, até agora, em situações como esta. E o médico também nunca o mencionou antes, nas outras consultas a que fomos.


 


Entretanto, fez mais algumas perguntas, e às tantas disse-lhe que não lhe sabia dizer. Até porque o meu pai confunde algumas coisas, e eu nem sempre estou com ele.


Mais uma vez, a arrogância e o julgamento "Ah e tal, do que eu lhe disse aqui há 4 meses lembra-se, mas disso já não. Está bem."


E passado uns minutos: "A pergunta continua em aberto. Estou à espera de uma resposta."


 


Entretanto, viu as análises e informou que o meu pai, para já, está estável.


Com os rins a funcionar a apenas 25%. 


E perguntou ao meu pai o que queria da vida. 


Entregou-nos um monte de informação sobre hemodiálise, ou medicação, as duas alternativas viáveis para o meu pai, e o respectivo consentimento, para assinar, e perguntou se queria decidir já ou se precisava de tempo para pensar.


Sentimo-nos pressionados, como se ele quisesse uma decisão dessas tomada na hora, como quem escolhe que roupa vai vestir naquele dia.


Perguntei-lhe, então, qual a urgência, uma vez que tinha acabado de informar que ele estava estável.


"Ah e tal, estou a ver que não percebeu o que eu disse." Pois, não posso entender o que ele ainda não disse!


Só então é que explicou que, para além de ter essa informação registada no sistema, caso a situação agrave, é necessária toda uma preparação, no caso da hemodiálise, que tem que ser feita previamente, uns meses antes de começar. Mas que, a qualquer momento, pode mudar de ideias.


 


Por fim, e num discurso de "nós é que sabemos, e não erramos, mesmo que nem sempre acertemos", disse ao meu pai que tudo aquilo que mandam fazer, e os medicamentos que prescrevem, é para ajudar o doente, mas que, por vezes, têm efeitos negativos.


E que o doente é livre de fazer ou não fazer, tomar ou não tomar, mas que o médico está ali para fazer o melhor que pode.


 


Enfim, desde a primeira vez que não fui à bola com o médico, e a opinião mantém-se.


Agora, só tenho que levar com ele em Fevereiro do próximo ano.


 


 


 


 

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Cinema de fim de semana

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"Um Natal Contigo"


Um filme que mostra como os artistas são descartáveis, substituíveis, apenas usados como fonte de lucro.


E como estão cada vez mais dependentes das redes sociais, dos likes, do aceitação do público, não só a nível profissional, como até a nível pessoal.


Tudo para manter a fama, os fãs, e uma imagem que, na maior parte das vezes, é fabricada e totalmente falsa.


Porque a verdade, e a realidade, não vendem. Ou assim o pensam as agências que gerenciam as carreiras dos artistas.


A exigência, a competição, a obrigação, são as palavras de ordem. 


E quem não aguentar, quem não satisfizer, quem não apresentar o que lhes é ordenado, está fora. 


Ah, sim, o filme é uma comédia romântica! Com música à mistura. E algum sentimentalismo. Mas não foi isso que me captou a atenção.


 


 


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"Caidinha pelo Natal" 


Em comum com o filme anterior, o facto de as protagonistas se apaixonarem por um homem viúvo, e pai de uma filha, que cria com a ajuda da mãe/ sogra.


Mera coincidência.


Também o facto de, no primeiro filme, a protagonista se focar mais na música, e no que ela lhe possa trazer, do que em aproveitar as coisas simples, e mais verdadeiras, de deixar-se levar pelo momento, e pelos sentimentos, enquanto no segundo a protagonista ser uma mulher rica e mimada que, de repente, perde a memória e vive momentos diferentes, numa vida que não é a sua, mas da qual começa a gostar.


Outra coincidência.


A mensagem:


É preciso seguir em frente, e arriscar. Lutar por aquilo/ aqueles que queremos. Dizer aquilo que teimamos em guardar para nós.


 


 


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"Enola Holmes 2"


Num mundo dominado pelos homens, as mulheres têm que lutar para conquistar o seu lugar, lutar pelos seus direitos, e concretizar os seus objectivos.


Entre elas, há as que lideram, as que dão a cara, as que se manifestam, as que põem as mãos na massa, por elas, e por todas.


E há as que vão mais além, e desafiam, criando o seu próprio jogo, na invisibilidade e inferioridade do seu estatuto, sem que ninguém lhes dê atenção, criando o disfarce perfeito.


No entanto, convém ter em conta que, em qualquer luta, e na vida em geral, tudo fica mais fácil, seja para os homens, seja para as mulheres, quando se tem aliados.


Quando se tem amigos, em quem confiar, e com quem contar.


Quando não se tornam almas solitárias, que querem fazer, e viver, tudo sozinhas.


 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

"Dia do Diploma" na Escola Secundária José Saramago

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Ontem foi um dia em grande na Escola Secundária José Saramago.


De manhã, e no âmbito da celebração do centenário do escritor esteve presente, na escola, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.


 


Ao final do dia, decorreu a cerimónia de entrega dos diplomas aos alunos distinguidos com mérito, e a todos os finalistas do ano lectivo 2021/2022, naquele que é chamado o "Dia do Diploma".


 


De salientar que a escola não publicou nada no seu site, nem contactou os alunos.


Apenas pediu aos Directores de Turma, das turmas do ano passado, para enviarem email aos seus alunos. Isto, para o dito "email institucional", usado ao longo do ano lectivo para comunicações entre professores/ alunos e que, uma vez terminados os estudos, a maior parte já nem usa, ou vê.


Ou seja, a minha filha só soube porque uma amiga e colega de turma a avisou.


 


A directora de turma pediu a confirmação, algo que já fizemos depois do prazo, porque não sabíamos qual seria o horário da minha filha nesse dia.


Ontem, lá estivemos.


Da turma dela, creio que só apareceu a minha filha e duas amigas.


Quando chegámos, já o recinto estava cheio.


 


Elas ficaram perto da Directora de Turma.


Nós arranjámos lá um espaço para assistir.


 


Começou a entrega dos diplomas de mérito, com direito a palco, anúncio e palmas pelos presentes.


Tudo como manda a ocasião.


Mas...


 


Terminada essa entrega, cada um foi à sua vida.


Que é como quem diz, cada director de turma foi com os seus alunos para um canto qualquer, para lhes entregar os diplomas, à pressão.


Isto cabe na cabeça de alguém?


Então não fazia mais sentido chamar as turmas ao palco, para a entrega dos diplomas?


 


Enfim.


Lá pedimos para tirar uma foto com a professora.


E um dos alunos, encarregado da reportagem fotográfica, tirou fotos também, mas não sabemos se as chegaremos a ver.


A professora despediu-se, porque tinha mais turmas a quem entregar diplomas.


A seguir, quem quissesse ia comer bolo, e quem não quisesse, estava despachada, em menos de meia hora.


 


Sinceramente, foi uma desilusão.


Esperava algo diferente, mais condizente com aquilo que se espera de uma cerimónia.


Para isso, quase nem valia a pena termos ido lá.


Em qualquer momento os alunos iam levantar os diplomas.


 


 


 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Aquele momento em que estamos à espera do autocarro...

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... e ele não aparece.


Domingo de manhã.


Primeiro autocarro do dia, a sair de Mafra, com destino à Ericeira.


No horário, constava a saída do terminal às 8h da manhã, e chegada ao destino 16 minutos depois.


 


Às 08.20h, nem sinal dele.


A minha filha entrava às 08.30h.


O meu marido ainda não tinha chegado do trabalho, não podia dar boleia.


E não dava para esperar mais porque, mesmo assim, já estava a correr o risco de chegar atrasada.


 


A solução foi chamar um táxi.


Por sorte, a taxista foi pela autoestrada, e a minha filha chegou a tempo.


Mas gastou, na viagem, metade do valor do passe mensal.


 


É assim que estamos servidos de transportes.


Ou chegam com atrasos de 10/20 minutos, ou nem sequer aparecem.


 

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Natureza: pequenos detalhes de um dia banal

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Percorremos, frequentemente, os mesmos caminhos. E pensamos que já nada de novo têm para nos surpreender.


No entanto, a natureza está sempre a surpreender-nos!


 


 


 


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No passeio onde passo quase diariamente, seja para ir para a paragem do autocarro, seja a caminho das compras, deparei-me no fim de semana com esta imagem, a fazer jus à expressão "crescer como cogumelos".


 


 


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Já no "caminho encantado", que liga a zona onde moro à estrada que dá para o cemitério, encontrei estas folhas verdes num muro.


 


 


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No sentido oposto, e em direcção ao ecoponto onde diariamente coloco o lixo, as folhas das árvores já nos lembram que é Outono.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

"Partir do Zero", na Netflix

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Antes de mais, devo advertir que esta série talvez não seja aconselhável a pessoas que perderam familiares recentemente.


Mas, caso a comecem a ver, não se deixem (des)iludir pelo primeiros episódios. São enganadores.


 


Desde que a série estreou, que tudo o que tenho lido sobre a mesma vai num único sentido: excelente série, forte, dramática, é impossível alguém não se emocionar.


Pois eu, confesso, vi o primeiro episódio e... que grande seca!


Como é possível dizerem bem, quando isto é tão sem graça, tão banal, tão "mais do mesmo"?


 


Mas insistiam em dizer-me que valia a pena.


Lá continuei a ver. O segundo, ainda sem grande vontade. O terceiro, a melhorar. Daí para a frente, foi um atrás do outro.


E sim, vale bem a pena!


 


Para já, pela banda sonora, sobretudo as músicas italianas.


Depois, por tudo isto:


 


É uma lição de verdadeiro amor


O amor de Amy e Lino é posto à prova de todas as formas, mas nem por isso é abalado ou destruído.


Eles complementam-se. Tentam ser felizes, e fazer o outro feliz.


Tentam resolver os problemas. Conversam. Apoiam-se, em todos os momentos.


Afinal, amor é amizade, desgosto, apoio, família, felicidade, dor, beleza.


Há histórias de amor que são para sempre. E amores verdadeiros que vivem para além da vida.


 


É uma lição sobre a importância da família


Podemos não ter as mesmas ideias, as mesmas formas de viver, os mesmos objectivos.


Os nossos familiares podem não ser perfeitos, podem dar connosco em doidos, podem não nos compreender.


Podemos até nos desentender, dizer coisas que não devíamos, por vezes magoar.


Mas a verdadeira família, está lá quando é preciso.


Nos bons, e nos maus momentos.


E que não sejam preciso os maus momentos para voltar a unir familiares desavindos. Porque mais vale tarde que nunca, mas o tarde pode ser tarde demais.


 


É um alerta para a vida


Porque a vida pode ser curta. E nunca sabemos o que ela nos reserva.


Hoje estamos bem. Amanhã tudo pode mudar.


Nada é garantido. 


 


É uma lição sobre nunca desistir dos sonhos


De que serve a vida sem sonhos?


De que serve viver pela metade?


Lino dizia muitas vezes a Amy: "Porque não? Como dizem os americanos, é tudo ou nada!"


E sim, é verdade que, mesmo que os cheguemos a concretizar, a vida pode vir, e destruí-los.


Mas não terá valido a pena tentar?


Aproveitar o que nos foi permitido experienciar?


 


É uma história sobre mudanças, aceitação, integração


Nem sempre é fácil mudar para um país diferente, onde somos apenas mais uma pessoa, um forasteiro.


Longe da família, longe dos amigos, longe daquilo que sempre nos fez feliz.


Nem sempre é fácil querer agradar, e ser rejeitado, ainda que não intencionalmente, e sentir que não sabemos o que estamos ali a fazer. Apenas, que não pertencemos ali. Que nos sentimos deslocados, perdidos.


Lino sentiu isso na pele.


Até as coisas mudarem, e ele estar totalmente integrado na nova vida.


 


É uma história sobre multiculturalismo


Amy, uma americana do Texas, a viver em Los Angeles, e Lino, um italiano de Castelleone (Sicília), a viver em Florença, e que se muda para Los Angeles, uma cidade que não tem centro, onde ninguém liga a futebol, onde não se come nada daquilo que ele está habituado.


Mas será que, apesar de mundos tão diferentes, e de famílias com tradições e culturas tão distintas, o principal não é universal?


 


É uma lição de coragem, resiliência, superação


Cancro: maldito cancro.


Esse bicho que continua a fazer estragos e a levar a melhor sobre aqueles que atinge.


Lino descobre que tem um cancro raro, e todo o seu mundo desaba.


Agora que tinha aberto o seu próprio restaurante, é obrigado a fechá-lo, para dar prioridade ao tratamento.


Agora que Amy tinha abdicado de um dos seus trabalhos, em prol daquele que, apesar de lhe pagar menos, a fazia mais feliz, tem que voltar a trabalhar duplamente.


Lino vence a primeira batalha. 


Mas a guerra ainda estava no início.


Depois de um ensaio experimental que correu bem, e de se manter relativamente saudável durante 7 anos, eis que a vida lhe prega outra partida.


Só que, desta vez, é bem pior do que antes.


 


É uma história sobre os laços que unem a família


Como diz Amy, no fim, família são as pessoas que escolhemos amar, sejam elas de sangue, ou não.


Amy e Lino queriam ser pais. Mas a fertilização in vitro não fazia parte dos seus planos e, por isso, adoptaram uma menina - Idalia.


A maternidade/ paternidade não foi um desafio fácil para nenhum deles.


Por um lado, Amy começou por perder o crescimento da filha, por ter que trabalhar pelos dois. Por outro lado, Lino era um excelente pai, mas sentia falta de voltar a trabalhar.


Mas, no fundo, o que mais importava era a felicidade de Idalia.


Na verdade, o que mais importa é o bem dos filhos, sejam eles biológicos, adoptados ou emprestados.


 


É uma história sobre recomeços


Amy e Lino tiveram que partir do zero algumas vezes.


Conseguiram sempre dar a volta.


Será que conseguem vencer esta derradeira batalha?


Haverá ainda chance de Amy, Lino e Idalia terem um novo recomeço?


Ou esse será apenas para alguns deles?


 


A despedida


Como se despede, um pai, de uma filha?


Como se despede, uma filha, de um pai?


Como dizemos adeus à pessoa que amamos? Com quem planeámos toda uma vida? Com que ainda queríamos concretizar tantos sonhos?


Como nos despedimos, da melhor fase que estamos a viver, para o incerto? Para o abismo?


Como voltar a viver?


Onde encontrar forças para tal?


 


Escolhas


A vida de Amy e Lino foi recheada de escolhas.


Escolhas que trouxeram tristeza, escolhas que trouxeram felicidade.


Mas foram as suas escolhas.


E é assim que continuará a ser, até ao fim.


Porque a vida (e a morte) só a eles diz respeito.


 


 


Ver esta série fez-me, obviamente, recordar a morte da minha mãe, os problemas de saúde do meu pai, e o cancro de que me livrei a tempo e que, por pouco, podia ter feito estragos.


Fez-me pensar na minha filha, no quanto ainda quero estar presente na vida dela. No quanto ainda quero viver com ela.


E voltou a lembrar-me que as pessoas boas são sempre as primeiras a partir.


Embora, mais cedo ou mais tarde, todos sigamos o mesmo caminho.


 


Deixo aqui a música que mais me marcou no final da série:



 

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

"O Pacto", de Sharon Bolton

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Adolescentes fazem coisas de adolescentes.


Muitas vezes, coisas parvas, sem sentido. 


Algumas vezes, perigosas.


Adolescentes são, não raras vezes, inconsequentes.


E se, na maioria das situações, são inofensivos, ou são os únicos prejudicados com as suas acções, outras há que fogem do seu controlo, e acarretam consequências graves, que podem mudar a vida de todos.


 


Félix, Talitha, Amber, Daniel, Xavier e Megan são um grupo de amigos, adolescentes, a viver o seu último verão, sob o stress de saber os resultados dos exames, e antes da ida de cada um deles para a universidade.


Os seus dias incluem noitadas, álcool e tudo o mais a que os adolescentes têm direito.


E, ultimamente, algum perigo.


Sem medir as consequências, decidem, à vez, conduzir o carro da mãe de Félix na estrada, a alta velocidade, em contramão.


Na vez de Daniel, três pessoas morrem num acidente provocado por essa estupidez: uma mãe e duas filhas.


Nenhum deles presta auxílio. Nenhum deles pede ajuda. Nenhum deles quer ficar com a culpa.


 


Ou melhor, há um membro do grupo que, a determinado momento, se oferece para se declarar culpada perante as autoridades, sem envolver nenhum dos restantes, com duas condições: nunca se esquecerem dela e ficarem, cada um deles, a dever-lhe um favor, que ela decidirá, e poderá cobrar quando quiser, após sair em liberdade.


Todos assinam uma confissão, o acordo, e tudo é fotografado, servindo de garantia a Megan, caso algum deles pense em quebrar o acordo.


Megan é presa.


Cada um dos cinco segue com a sua vida.


E vinte anos se passam.


 


Agora, Megan saiu em liberdade, e quer reatar as antigas amizades, e cobrar os seus favores. 


Mas nenhum deles está disposto a fazê-lo, porque isso significa que, ou dão cabo da sua vida de uma maneira, ou de outra.


Certo é que Megan tem contas a ajustar. 


E, de repente, os amigos começam a desaparecer, ou a aparecer mortos.


Será que Megan mudou de ideias, e está a fazer justiça de outra forma?


 


É difícil escolher um lado, porque Megan sacrificou-se, abdicou de 20 anos da sua vida, sofreu na prisão, e todos lhe viraram costas. Mesmo agora, ninguém quer saber dela, e dificilmente voltará a ter uma vida normal. Ela não ia ao volante nessa noite. Ela não é uma assassina. Mas esse rótulo ninguém lho tira. 


Enquanto isso, cada um dos seus cinco amigos concretizou os seus sonhos, seguiu a sua vida, e estão bem.


Por outro lado, há favores que, simplesmente, são desumanos, egoístas. Não que alguns deles não mereçam, mas...


 


A verdade é que a história sofre uma reviravolta, os favores não chegam a ser cobrados, mas algo de estranho está a acontecer.


Daniel desaparece.


Megan desaparece.


Xavier aparece morto. Tal como Talitha.


E as vítimas não ficarão por aí.


 


A autora conseguiu levar a bom porto a sua missão, e incutir a desconfiança relativamente aos membros do grupo, a ponto de nos levar a pensar que, se calhar, não são assim tão inocentes como parecem, e podem estar a eliminar os seus companheiros, culpando Megan pelas mortes.  


"O Pacto" mostra como todas as acções têm consequências e que, mais cedo ou mais tarde, teremos que arcar com elas.


Mostra também como as pessoas, não só na fase da adolescência, mas também enquanto adultas, estão, tantas vezes, tão centradas em si próprias que não se dão conta ou, se o fazem, não se questionam sobre tal, de que algo se passa com os seus amigos.


Se é que, realmente, são amigos...


E se são, até que ponto, verdadeiramente, os conhecem?


Até que ponto se pode confiar neles, ou eles em si?


 


A resposta surge no fim, com uma surpresa inesperada a mudar tudo aquilo em que acreditávamos até aí!


 


 


 

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Os "clientes de última hora"!

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Há clientes, e clientes.


Entre eles, os que vão em horário normal de expediente. E os que vão em cima da hora de fechar.


Visto pelo lado do cliente sabemos que, por vezes, a pessoa precisa mesmo daquele bem/ serviço, naquele momento, pelas mais diversas razões, e fica grata quando ainda é atendida, mesmo ali no limite, sem que a mandem voltar no dia seguinte.


Depois, há os que, simplesmente, não têm noção, nem bom senso, e acham que os funcionários devem estar sempre ali disponíveis, mesmo que já esteja na hora de encerrar.


 


Do outro lado, confesso que é extremamente irritante quando os clientes o fazem porque, na sua maioria (e muitas vezes conseguimos perceber isso), são pessoas que tinham tempo para ir antes, mas deixam para aquele momento só porque sim.


 


No outro dia, vi uma pessoa sentada à mesa, no café de um hipermercado, depois da hora deste encerrar as portas.


É certo que quem já está lá dentro, tem algum tempo para sair. Mas a pessoa podia ter pegado na garrafa de sumo, e no pão, e levado para comer noutro sítio qualquer.


Noutra ocasião, um conhecido meu lembrou-se que tinha que ir ao hipermercado e entrou quando faltavam 3 minutos para fechar.


Ontem, um cliente apareceu na loja onde a minha filha trabalha, faltava 1 minuto para ela fechar a porta. Tinha ido fazer as compras primeiro, porque ela diz que o dito vinha da zona do hipermercado (a loja fica no mesmo espaço).


 


É uma falta de respeito por quem trabalha. 


Por quem também quer dar o dia por terminado.


Por quem esteve ali a cumprir o seu horário, e quer ir para casa.


Por quem também tem vida, e família, para além do trabalho.


 


Haja consciência.


Uma coisa é uma necessidade, uma situação esporádica, uma urgência.


Outra, é fazê-lo por capricho, constantemente, sem pensar em quem está do outro lado.


 


 


 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

É egoísta não querer ter mais filhos?

Desenho de mãe grávida para o dia das mães | Vetor Premium


É egoísta não querer ter mais filhos?


Eu sou mãe.


O meu marido nunca foi pai. Mas gostava de ser.


Eu já tive essa experiência. E, sinceramente, não me vejo a repeti-la novamente.


Numa fase em que a minha filha está uma mulher feita, a conquistar aos poucos a sua independência e, com ela, também a devolver um pouco da minha, não me vejo a voltar a passar por tudo o que um filho implica.


Não me vejo a perder noites de sono. Não me vejo novamente a dar biberãos, a mudar fraldas, a ouvir choros, a lidar com birras, a ter paciência para educar uma nova criança.


 


Ah e tal, mas não é uma experiência gratificante?


Gratificante é fazer voluntariado, por exemplo!


Gratificante é ajudar alguém, de alguma forma, e estar lá para ver que pudemos fazer a diferença da vida dessa pessoa/ animal. Que pudemos contribuir para proporcionar algo de bom.


E, ainda que seja gratificante dar à luz um ser vivo, criar, cuidar, proteger, educar, e vê-lo transformar-se num adulto... Ainda que seja parte de nós...


Ainda que tenha valido tudo o que vivemos...


Não significa que queira repetir.


 


Ah e tal, mas assim estás a ser egoísta! Estás só a pensar em ti!


Estou? Talvez!


Afinal, seria eu a carregar a criança durante meses, a ver o corpo modificado, a ter que aguentar enjoos e afins, e a sofrer as dores de parto. Já me dá o direito de ser um pouco "egoísta", não? 


Então, e se tiver um filho só para fazer a vontade ao parceiro, não estará ele a ser, igualmente, egoísta?


Mas, na verdade, não vejo isso como egoísmo.


Egoísta seria trazer uma criança ao mundo sem a mínima vontade de a ter, e de cuidar dela. 


Sem ter disponibilidade para ela.


 


E nem me venham com aquela frase que tanto irrita "ah e tal, mas eu ajudava".


Tretas. Não se trata de uma ajuda, trata-se de estarem lá os dois.


 


E, como é óbvio, quando se decide ter um filho, é uma decisão para a vida.


Uma criança não é algo que hoje se quer, mas amanhã já não.


Não é algo para o qual, hoje, até temos condições, mas que podemos descartar ou desistir, amanhã, se as coisas mudarem.


Não deve ser um capricho, um desejo do momento. 


É um compromisso a tempo inteiro. Em termos psicológicos, e financeiros.


 


Enquanto não houver condições para assumir esse compromisso (e isso vê-se perfeitamente no dia a dia, e nas mais pequenas coisas), não vale a pena sequer pensar no assunto "filhos".


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Só porque não se vêem...

 


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...não significa que não estejam lá.


Só porque não falo, não significa que não pense.


Só porque não me queixo, não significa que não doa.


Só porque não choro, não significa que não fique triste.


 


Só porque não me manifesto...


Só porque sigo em frente...


Só porque sorrio...


Só porque levo a vida com a normalidade que se espera...


 


Não significa que não incomode.


Não significa que não limite.


 


Significa, apenas, que não me permito ficar aí.


Presa.


Parada.


A remoer. 


 


Porque o caminho não é só feito de pedras.


E porque a vida é muito mais do que isso!

terça-feira, 1 de novembro de 2022

"Depois do Universo", na Netflix

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"Medicina é curar quando possível, amenizar com frequência e consolar sempre"


 


Uma frase mais conhecida como "Curar quando possível; aliviar quando necessário; consolar sempre", que faz parte do juramento de Hipócrates.


Muitas vezes, muitos médicos, se esquecem desta menção.


Deixam de ver os pacientes como pessoas, como seres humanos, e passam a vê-los, unica e exclusivamente, pela sua condição clínica, pela sua doença, e pelo seu tratamento.


Muitas vezes, não é o senhor "x" ou a senhora "y". É o paciente do quarto "tal", da cama "tal".


É o distanciamento que impõem, porque ali são médicos, e têm como função tratar os doentes.


Mas tratar deles é muito mais do que fazer exames, examinar, prescrever tratamentos e/ou medicação.


 


E é isso que o Dr. Gabriel tenta fazer com os seus pacientes: tornar os seus dias mais leves!


Tentar, dentro daquilo que lhe é possível, sem menosprezar ou pôr em causa o tratamento, dar-lhes pequenos prazeres. Satisfazer algumas das suas necessidades para além do problema que os leva até ao hospital. Ajudar para além da sua função de médico, se isso, de alguma forma, contribuir para o bem estar dos seus pacientes.


 


Nina, uma pianista que aspira fazer parte da Orquestra Sinfónica, é uma das pacientes de Gabriel.


Sofre de lúpus desde pequena, e está agora numa longa lista de espera para transplante de rim, enquanto vai fazendo hemodiálise.


Uma realidade que deixa muitos doentes desesperados, quando percebem que, provavelmente, nunca chegará a sua vez.


Apesar da sua pouca esperança e positividade já que, naquele momento, Nina só consegue ver o copo meio vazio, Gabriel vai ajudá-la a lutar pelos seus sonhos.


 


"Depois do Universo" é mais do que um filme romântico e dramático.


É sobre estarmos com quem amamos, enquanto estão presentes.


É sobre tentar tornar os dias dos doentes mais felizes, com pequenos prazeres, ainda que paire sobre eles uma sentença de morte.


Porque já basta todo o penoso processo de tratamentos e hospitais.


 


É sobre não desistir.


Porque enquanto há vida, há esperança.


Há que ir buscar força às pessoas que nos amam, que nos rodeiam, que querem o nosso bem. 


Há que agarrar aos sonhos que se querem concretizar.


Há que ser feliz, enquanto der.


 


E é, também, sobre não termos qualquer controlo sobre a vida e a morte.


Por muito que os nossos dias pareçam estar contados, nada é garantido.


Nina acreditava que ia morrer em breve.


Mas o que sabe ela sobre isso?


Quem sabe alguém, de perfeita saúde, não morre antes dela?


Quem sabe se ela chega a morrer?


 


Mais motivos para ver "Depois do Universo"?


Os protagonistas são a conhecida Giulia Be, autora das músicas "Menina Solta" e "(não) Era Amor", e Henrique Zaga, actor que já participou em séries como "13 Reasons Why" e "Teen Wolf".


 


E a música final, da autoria de Giulia Be, é a cereja no topo do bolo!


 


A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!