sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Uma espécie de votos para 2023

272865980_4712204615561473_4268409028692358888_n.j


 


Em jeito de balanço de 2022, e numa espécie de votos para 2023:


 


- Filtrem a informação, e retenham o que é realmente importante


- Baixem a guarda - de vez em quando, sabe bem, e não é por isso que tudo correrá mal


- Fujam dos problemas dos outros, antes que sejam engolidos por eles


- Não formem opiniões (apenas, e só) baseadas em primeiras impressões


- Foquem-se naquilo que ganham, e não apenas naquilo que perdem


- Desobriguem-se daquilo que vos prende, e vos carrega


- Tentem reencaixar as peças, quando numa primeira tentativa elas não batem certo


- Rodeiem-se de pessoas que tragam leveza à vossa vida


- Agarrem a vida! Só se vive uma vez!


 


 


 


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

O presente de Natal da Vodafone!

vodafone5352.jpeg


Este ano renovámos o serviço de casa com a Vodafone.


Um serviço que, a nível de Internet deixa muito a desejar mas, enfim, com o resto até estávamos mais ou menos satisfeitos.


Até que...


 


...  dia 13 de Dezembro, ficámos sem serviço!


Um presente antecipado de aniversário, que se prolongou, indefinidamente.


Contactos para cá, reclamações para lá, mensagens a informar que o processo está em resolução.


Uns dias com alguns minutos de serviço, outros, sem nada, a Vodafone conseguiu dar-nos, de presente de Natal, dias e dias sem telefone, sem Internet, e sem televisão.


 


Ontem conseguimos, finalmente, e uma vez que não há resolução à vista, cancelar o contrato, sem penalizações.


Diz a Meo que, esta semana, nos instala o seu serviço. Mas...


 


... como já estamos escaldados, e já nos falharam na última tentativa de mudarmos para essa operadora, só acredito quando vir.


Com sorte, talvez entremos no novo ano com novo serviço, a funcionar!


 


 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Feliz Natal!

Sem Título3.jpg 


 


Um Feliz e Santo Natal para todos!
E que o espírito natalício se prolongue para além desta época


 😉

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Um mundo à nossa medida

danijela1-1068x712.jpg


Chego à conclusão que vivemos num mundo à nossa medida:


Um mundo desumano, para os (des)humanos que nele habitam.


 


É o mundo que merecemos.


 


Um mundo que nos olha com a mesma indiferença (e descaso), com que olhamos para ele, e para quem dele faz parte.


Um mundo que nos trata com a mesma crueldade, com que o tratamos, e aos seres que nele habitam.


Um mundo que nos paga na mesma moeda, com que lhe pagamos.


Um mundo egoísta, na mesma medida em que os humanos o são.


Um mundo ingrato, perverso, injusto, tal como o são os humanos.


 


Este não é um mundo para seres vulneráveis, e desamparados, para quem se olha de lado, para quem se vira a cara, e as costas, sem nos preocuparmos com o seu sofrimento.


Este não é um mundo para seres puros, bondosos, que nenhum mal fazem, mas a quem os humanos insistem em fazer mal, por pura maldade.


 


Este é o mundo em que os humanos o tornaram.


Um reflexo de si próprios.


Um mundo que, à semelhança de um boomerang, lhes devolve tudo o que lhe atiraram.


Um mundo que, à medida que o vão destruindo, destrói igualmente, e ainda com maior facilidade.


 


É, no fundo, o mundo perfeito.


E, para aqueles a quem se torna difícil viver neste mundo cruel, com o qual não se identificam, e no qual não se reveem, resta esperar que, um dia, um outro mundo, melhor, lhes esteja destinado.


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Músicas que nos tocam: Christmas Lights, dos Coldplay


 


A primeira vez que ouvi esta música estava eu a sair do trabalho, e era a que tocava no momento na rua.


Não a conhecia.


Mas mexeu comigo.


Quando dei por mim, estava com lágrimas nos olhos.


 


Talvez o momento não tenha sido o melhor: tinha acabado de saber que o pai de um amigo do meu marido tinha falecido.


E isso fez-me solidarizar-me com ele, porque acabámos por passar por situações semelhantes e, inevitavelmente, as lágrimas eram por ele, que tinha acabado de perder o pai, e por mim, que perdi a minha mãe.


 


No entanto, hoje voltei a ouvi-la.


E voltou a tocar-me.


Definitivamente, é uma música que me comove.


 


Que me transmite nostalgia, saudade, desilusão mas, ao mesmo tempo, esperança.


Que me deixa triste mas, ao mesmo tempo, me faz sorrir.


É difícil de explicar.


 


Mas não o são todas as músicas que nos atingem o coração?! 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Energia: precisa-se!

images.jpg


 


Aproxima-se o final do ano e sinto que, com ele, a minha energia se está, também ela, a esgotar.


Ando sem paciência nenhuma.


Sem paciência para parvoíces, para conversas de "encher chouriços", para brincadeiras sem graça e despropositadas.


Sem paciência para atitudes impulsivas, irreflectidas, inconsequentes.


Sem paciência para pessoas revoltadas com tudo, com todos e com o mundo.


Sem paciência para pessoas que estão rabugentas, não admitem, e ainda fazem de tudo para gerar reacções nos outros, e poder afirmar que os outros é que estão mal dispostos.


 


Ando fartinha deste tempo cinzento e chuvoso.


De ter a casa todo tipo sauna, a escorrer água por todo o lado. A que se forma lá dentro, e a que entra de fora.


 


Ando cansada, e nem televisão posso ver porque há uma semana que a Vodafone não nos consegue fornecer o seu serviço.


Uma semana sem televisão, telefone e internet, e sem qualquer previsão de resolução.


 


Sinto-me cansada.


Cansada de tentar fazer alguma coisa boa, de tentar ajudar, de fazer aquilo que não tinha obrigação nenhuma de fazer, e ser recompensada com "patadas".


 


E sim, esta época natalícia não ajuda.


Porque já sei que o Natal vai ser o mesmo de sempre.


Um Natal que continuo a não gostar.


E que dispensava bem.


 


Sinto-me exausta.


Qualquer esforço, qualquer tarefa, me deixa cansada.


E a precisar, urgentemente, de reservas extra de energia.


 


 


 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

O fenómeno de agigantamento dos contentores do lixo

20221215_125217.jpg


 


Qual bolo quando leva fermento a mais, ou balão que sobe pelos céus ao sabor do vento, deparei-me, esta semana, com o mais recente fenómeno, consequência das cheias com que fomos brindados: o agigantamento dos contentores do lixo!


Quando o vi pela primeira vez, com o dobro da altura, até pensei que fosse propositado, por receio que o nível da água subisse tanto, que entrasse água lá dentro.


Afinal, percebi que foi o facto de a água ter entrado no espaço onde fica o contentor, que o fez subir.


 


 


20221215_125236.jpg


 


E, a cada dia que passava, o dito subia mais.


Hoje de manhã, até estava inclinado para a frente, sujeito a cair, e rebolar em plena rua.


Já o lixo, esse foi mesmo colocado no chão porque era impossível, aos comuns mortais de estatura média, chegar à abertura do contentor.


 


 


20221215_125247.jpg


 


Entretanto, lá os senhores se encheram de coragem a colocar uns contentores à moda antiga, para nos desenrascarmos, e evitar acumulação de lixo no chão.


E, agora ao almoço, acabaram mesmo por recolher o gigante.


Vamos ver se, no lugar dele, não ficou agora um poço com água, sujeito a alguém cair lá dentro.


 


Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos, num ecoponto perto de mim (e se calhar, de si)!


Porque parece que o fenómeno se manifestou por mais localidades.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Grandes perdas levam a grandes mudanças?

Sem Título.jpg 


 


Será?


A vida ensina-nos, ou tenta mostrar, em diversas ocasiões, que não nos devemos prender ao que quer que seja.


Porque nada é eterno. 


Nada permanece para sempre.


 


E, ao longo da vida, são várias a perdas que vamos tendo.


Umas, maiores.


Outras, mais insignificantes.


Em qualquer uma delas, a vida tenta fazer-nos ver que, até nas grandes perdas, podemos ter a oportunidade para grandes mudanças. 


 


Sim, há perdas que nunca se poderão "compensar". 


O que perdemos, nem sempre é substituível.


Por vezes, era mesmo único.


 


E sim, nem sempre dá para recuperar o que perdemos.


Mas dá para recomeçar, recriar, inovar, actualizar, seguir em frente, e ver as coisas de uma nova perspectiva.


Quem sabe aquilo que tínhamos não nos prendia e, ao perder-se, liberta-nos para algo diferente, e melhor?


Quem sabe não era, exactamente isso, o que precisávamos?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Nem o sol escapou à crise

395437.png


 


Por onde andas tu, sol de inverno?


Ah, pois... Ainda não é inverno.


Mas parece.


 


É que não há dia que não chova a potes.


Que não haja um vento demoníaco.


Que não faça um frio que mais parece que aterrámos no Ártico.


 


Mas sol?


Nem vê-lo!


Parece que bem ele escapou à crise.


 


 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

"Senhora do Meu Destino", de Lesley Pearse

450.jpg 


 


Oh Marta, queixaste-te do último livro da autora ser pequeno, ora toma lá este com mais de 700 páginas!


Mas, pelo menos, voltámos à autora de sempre. E à escrita, e histórias, a que sempre nos habituou.


 


Como não podia deixar de ser, é uma história sobre mulheres - Mabel, Amy e Tara.


Mulheres que, de tão parecidas que são, ainda que tão diferentes, chocam entre si, e têm dificuldade em compreender-se umas às outras, embora, lá bem no fundo, saibam exactamente como cada uma se sente porque, em algum momento das suas vidas, sentiram o mesmo.


Mabel quis viver a sua história de amor, com o seu "principe encantado" que, por conta do vício do jogo, não facilitou a sua vida. Ainda assim, ela amava-o, e a morte dele foi difícil de superar.


Amy, sua filha, quis viver o seu romance com o homem por quem estava apaixonada. A mãe era contra, e as duas cortaram relações durante anos.


Só que Amy não teve melhor sorte. Com um marido violento, que quase a matou, e que agredia os seus filhos, a única opção foi pedir ajuda, fugir, e recomeçar uma nova vida, com novos nomes, justamente, em casa da sua mãe.


 


A convivência entre ambas não foi fácil.


Ambas tinham muitas mágoas pendentes, que não se resolvem de um dia para o outro.


Por outro lado, Tara, a filha de Amy, neta de Mabel, é mais parecida com elas do que ambas quereriam. Avó e mãe acreditam que há uma maldição que afecta as mulheres da família, e querem que Tara escape dela, sem perceberem que não podem protegê-la, mas apenas deixá-la viver a sua vida, cometer os seus erros, e aprender com eles.


 


Tara, a personagem principal, sempre foi uma cuidadora.


Mas, a partir do momento em que descobre o seu talento, e se apaixona, Tara segue o seu próprio caminho.


E se, por um lado, existem na sua vida homens bons, como George, um amigo que sempre ajudou a sua família e as protegeu, prejudicando-se a si próprio com isso, Tara começa a ter dúvidas sobre em que homens deverá confiar, que homens não poderão, a qualquer momento, tornar-se agressivos, como o seu pai.


Tara sempre foi apaixonada por Harry, filho de George, mas a vida colocou outras pessoas no caminho de ambos.


Quando, finalmente, podem viver esse amor, já nada é como deveria ser e, talvez, afinal, não estejam destinados a ficar juntos.


 


No fundo, "Senhora do Meu Destino" levanta uma única questão: as pessoas são totalmente más, ou totalmente boas?


Será tudo assim tão preto no branco?


Uma pessoa que comete erros, que tem atitudes erradas, não pode, simultaneamente, ser uma boa pessoa?


Uma pessoa que sempre agiu correctamente não pode, em algum momento da sua vida, errar?


E se o fizer, isso faz dela, automaticamente, uma pessoa má?


Será que o amor nos tolda e distorce a visão, e o discernimento, na avaliação do carácter de uma pessoa?


 


No fundo, Tara terá que perceber quem está do seu lado, ou contra si, e o que realmente quer para a sua vida, antes que seja tarde demais.


 


 

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Conto de Natal: A rena Toutou!

316692544_1225774514669922_4502404865393550004_n.j 


 


Estava eu nas minhas "sete quintas", que é como quem diz, descansadinha da vida, quando aquela humana decide parar, e observar-nos.


A mim, e aos meus irmãos.


Ora pega num, ora pega noutro.


Mas quem é que ela pensa que é?!


Olha, agora! Está a olhar para mim...


Esperem. Está a pegar em mim. Está a pôr-me no cesto das compras.


Larga-me, humana malvada!


E vocês, aí parados, nada fazem? Não me ajudam? Não impedem este rapto em plena luz do dia?


Belos irmãos me saíram.


 


Agora estou mesmo fula.


Se essa humana pensa que pode fazer isso, e ainda espera que eu lhe dê alegrias, está muito enganada.


Vou amuar.


Não lhe vou dar conversa. Nem sequer vou olhar para ela.


 


Agora estou no quarto de outra humana.


Deu-me o nome de Toutou. La reina Toutou. Diz que agora sou irmã daquela outra que ali está.


Eu, uma rena, irmã de uma vaca!


Onde é que isto já se viu!


E que originalidade: àquela outra, chamaram-na de Moumou!


Para o que uma rena está guardada.


 


A culpa é do meu padrinho Nicolau.


Meteu na cabeça que nós, as renas mais novas, temos uma missão diferente a cumprir nesta época.


E ainda tem a lata de nos dizer que, se formos escolhidas, é porque somos especiais.


 


Olhem bem para mim!


Eu, especial? 


Com estes olhos tortos? Com estas orelhas enormes, e estes pés defeituosos?


Pois... Enganem-me, que eu gosto.


 


Mas, dizia eu, o meu padrinho diz que a nossa presença na casa dos humanos lhes leva de volta um pouco da magia perdida do Natal. 


Magia...


Magia vivemos nós na Lapónia.


Quando começa a azáfama das listas de presentes. Que, diga-se de passagem, são cada vez maiores, e mais exigentes.


Quando a fábrica abre portas, e as máquinas começam a trabalhar.


Quando a neve começa a cair.


Quando começamos a treinar para estarmos em forma, e dar a volta ao mundo, a puxar o trenó.


 


Ah, pois... Já me esquecia. Isso está reservado às renas-mor!


Estão mais para a idade da reforma, mas enfim.


Deviam era dar o lugar às novas gerações.


Mas o padrinho confia tanto nelas, que hão-de ter 80 anos, e ainda é vê-las andar por aí.


 


O Natal já não é o que era, é o que vos digo!


O mundo está louco. De pantanas.


E agora, inventaram isto de servirmos de enfeite durante a época. Para depois nos encafuarem num caixote qualquer.


Juntamente com os restantes.


Se isso é ser especial...


 


Mas olhem, aqui que ninguém nos ouve: até nem se está mal nesta casa.


Estou aqui sentadinha, sem me cansar.


O quarto é quentinho.


E até já travei amizade com duas felinas, que me disseram que os humanos são gente boa, que gostam de animais, e que as tratam como rainhas.


Nem tudo está perdido.


Mas, para todos os efeitos, ainda estou furibunda, e vou continuar a fazer cara feia.


 


E não se riam!


Porque isto é muito sério.


 


Mas, perguntam vocês: como é que é suposto as renas devolverem essa magia?


Pois não sei. Não faço ideia.


Não trago pozinhos mágicos no barrete.


E sou desastrada a fazer truques.


O único que consegui até agora foi cruzar as pernas!


 


Mas o padrinho diz que a verdadeira magia é a família estar junta, unida, e cuidarem uns dos outros.


Ainda que não haja árvore de Natal.


Ainda que não haja luzes.


Ainda que não haja presentes.


Ainda que não haja muito o que repartir.


 


Havendo amor, haverá magia.


E se uma simples rena, como eu, fizer parte dessa família, e desse amor, então a missão estará cumprida!


Desejem-me sorte!


 


(E, só entre nós, já não estou a fazer cara feia!)


 


Em resposta ao desafio


da Isabel


foi isto que me saiu, para fugir um pouco à lamechice e aquelas mensagens clichê,


mas com um toque e espírito natalício 

"Terra", de Eloy Moreno

450.jpg 


 


O que dizer deste livro?


Ainda estou sem palavras após acabar de lê-lo.


E não é porque não haja muito para dizer sobre ele.


É porque a história tanto nos envolve e nos atrai, como começa a soar fantasista e nos repele. Tanto nos faz uma chamada de atenção e nos volta a agarrar, como parece apenas mais do mesmo, e nos desprende.


Mas posso dizer que o final, esse ninguém está à espera. E vale mesmo a pena! É o final que nos conquista!


E, afinal, a "chave" estava mesmo no início.


 


Vi este livro pela primeira vez, num hipermercado.


Interessou-me, pus na minha lista, mas não comprei logo.


Desde então, tenho estado na dúvida se o havia de comprar, ou dar prioridade a outros.


Porque é diferente. 


Tem uma história diferente.


E poderia ser uma alternativa aos romances e thrillers do costume.


 


Tive oportunidade de lê-lo, ainda que em espanhol.


É de fácil leitura, e compreende-se bem, apesar disso.


 


O protagonista, outrora um pai que propôs um jogo aos seus filhos, actualmente um homem poderoso, que brincou com a vida de muitas pessoas, faz uma revelação bombástica, antes de se suicidar: a televisão é uma mentira!


Confesso que, a cada palavra do seu discurso, ia identificando os reality shows das nossas televisões, as manipulações, a forma como as coisas verdadeiramente funcionam e como nós, público, temos tão pouca, ou mesmo nenhuma, influência, apesar de nos venderem essa ideia.


A televisão, segundo ele, é uma mentira.


Uma mentira da qual dependemos e, por isso, ela não tem limites, e não há forma de pará-la. Porque nós vamos aceitando uma mentira atrás da outra, e uma maior que a outra.


E, ainda que nos digam, à descarada, que tudo é uma mentira, nós aceitamo-la na mesma.


Porque a adição, seja ela ao que for, incluindo a televisão, é uma fraqueza de que quem pode se aproveita, para dela fazer negócio, e lucrar.


No que respeita, especificamente, aos reality shows, e quando se questiona quem tem interesse em assistir a horas e horas da vida de outras pessoas, isoladas num determinado sítio, a resposta é simples: quem não tem vida própria!


 


"Terra" é um livro sobre verdades, e mentiras.


As mentiras que "compramos" no dia a dia, e as verdades que fingimos não ver.


 


É, também, um livro sobre impossíveis.


Sobre decisões que, uma vez tomadas, não podem ser revertidas.


Sobre arrependimentos.


Sobre o que se fez, e o que se deixou de fazer.


E como, por vezes, pagamos um preço alto por isso.


 


É uma história sobre jogos, desejos e promessas que são para cumprir.


É uma história sobre os humanos, a humanidade, e o nosso mundo.


E, no fundo, não é mais do que a história de um pai que, um dia, numa cabana, propôs um jogo aos seus filhos, em que, em troca de conseguirem levá-lo a cabo, com sucesso, ele prometia tudo fazer para concretizar o desejo de cada um.


 


Nem tudo correu da melhor forma.


Muito se passou desde esse dia, até ao momento em que este pai se mata, e o jogo retoma o ponto em que ficou para, desta vez, ser concluído de vez, e com sucesso.


 


Alan já viu o seu desejo concretizado.


Conseguirá Nellyne, agora, concretizar o seu?


A resposta, essa, está na "Terra"!


 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Histórias Soltas #25: Cansaço...

Sem Título.jpg


 


É isso que sinto.


Não propriamente aquele cansaço físico.


Embora o corpo se ressinta.


 


É um cansaço de quem se sente sem forças. 


Sem ânimo.


Sem disposição.


 


É um cansaço de quem precisa de respirar fundo.


 


É um cansaço de quem já não tem paciência.


De quem prefere calar, a ter que fazer um esforço para argumentar.


Porque, no fim, não sai conversa alguma.


Nada de útil.


Nada de prazeroso.


 


Até mesmo os fins de semana são encarados com outros olhos.


Deixaram de ser dias para recarregar baterias, para ser dias em que a pouca energia que resta é sugada.


Dias que não rendem.


Dias que não se aproveitam.


 


Cansaço...


De quem se sente preso, com os movimentos condicionados.


De quem só quer um pouco de paz.


 


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!