sexta-feira, 31 de março de 2023

"O Agente da Noite", na Netflix

O Agente da Noite | Site oficial da Netflix


 


Acho que foi das poucas séries que vi, do início ao fim, sem saltar episódios, ou passar directamente ao último (sim, eu tenho uma forma muito peculiar de ver algumas séries).


Também é daquelas séries em que não corremos o risco de adormecer, perder o interesse, querer pausar porque temos mais que fazer.


São 10 episódios cheios de acção, revelações, surpresas inesperadas.


E, a cada episódio que passa, começamos a questionar quem é, realmente, de confiança e quem, por outro lado, está envolvido em todas as mortes e conspirações.


A mim, confesso, enganou-me bem relativamente a algumas personagens.


 


Após impedir um atentado no metro, Peter é convidado a trabalhar como telefonista, na "Acção Noturna".


O seu trabalho era, basicamente, analisar relatórios, e atender o telefone. Que nunca toca.


Até ao dia em que toca...


E a sua aborrecida vida vira de pernas para o ar, na missão de proteger Rose e, a determinado momento, a si próprio, enquanto tenta desvendar por que motivo assassinaram os tios de Rose, e o que é que esse assassinato tem a ver com o atentado do metro, que ele impediu, e com uma ameaça que ainda está por vir.


 


Paralelamente, temos Maddie, uma adolescente que só quer ter uma vida normal, que odeia o pai, o Vice-Presidente dos EUA, e que, a determinado momento, se vai ver envolvida em todos os esquemas do seu pai, que arrisca a vida da própria filha, para salvar a sua. 


 


"O Agente da Noite" levanta a questão sobre se vale a pena a vida de agente secreto.


Se vale a pena levar uma vida dupla, entre trabalho e família.


Sobre se vale a pena morrer para salvar a vida de alguém.


Sobre as consequências físicas e psicológicas que ficam, quando um desses agentes fica incapacitado no exercício da sua função.


Ou quando não consegue cumprir a sua missão.


Quanto custa um único erro, à sua carreira? À vida daqueles que deveria proteger? 

terça-feira, 28 de março de 2023

Uma espécie de "teleconsulta", mas presencial

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Na sexta-feira tive que ir ao médico.


Tentei marcar consulta na minha hora de almoço, no centro de saúde, mas os serviços administrativos estavam encerrados a essa hora.


Acabei por ir à saída do trabalho, por volta das 19 horas, ao atendimento complementar, uma espécie de urgência aberta 24 horas, a que só posso ir quando o centro de saúde está encerrado.


Tinha seis pessoas à minha frente. Fiquei. 


Percebi que, ou me calhava uma médica que não conheço, ou o estrangeiro do outro dia, que atendeu o meu pai.


 


Chamaram um rapaz que estava antes de mim, e a mim, para entrar e esperar no corredor.


O gabinete 6 estava fechado, sem nenhum médico lá dentro.


No gabinete 7 ouvia-se uma voz de mulher, e uma outra voz, que parecia um homem. Sendo que a mulher era a utente.


Entretanto, o tal médico estrangeiro aparece, vai para o gabinete 6 e chama o rapaz que estava à minha frente.


 


No gabinete 7, chamam uma utente que estava na enfermaria, mas ninguém aparece.


Uns minutos depois, vejo sair de lá uma senhora. Aí com uns 60 anos, talvez. Pensei que fosse a tal utente, e que houvesse algum acesso interior entre gabinetes. Até porque estava convencida que a voz do profissional era de homem.


A senhora passa por mim e vai não sei onde. Depois, volta, e sai, pela saída de emergência, para a rua.


Volta a entrar, olha para mim, e pergunta como me chamo, e se já fui atendida.


Respondo, e manda-me, então, entrar para o gabinete 7.


Ou seja, a dita senhora era a médica!


Pelos vistos, agora, nem batas é preciso usar.


 


Sento-me, e pede-me para esperar um pouco.


Passados uns minutos, lá me pergunta o que tenho.


Explico-lhe os meus sintomas.


Eu, na minha cadeira. E a médica, na dela.


Em nenhum momento me observou.


Confirmou-me o que tinha, e passou-me o antibiótico.


Simples assim!


 


Não sei se ela tem poderes de adivinhação, se tem raios laser ou uma lupa incorporada nos olhos, para me observar à distância. Mas o importante é que já me podia tratar.


Pelo que percebi, ela não é muito dada a observações, mas parece que costuma ser eficaz.


Ainda assim, para além de toda a situação surreal, em que uma médica anda a passear pelo hospital, enquanto os utentes estão à espera de ser chamados, senti-me como numa espécie de teleconsulta, mas presencial!


 


E pronto, a primavera trouxe-me de presente uma conjuntivite, uma temporada a usar óculos, e umas lentes de contacto, acabadas de estrear, destinadas ao lixo.

segunda-feira, 27 de março de 2023

"A Elefanta do Mágico", na Netflix

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 Já estreou há alguns dias, mas só ontem consegui ver.


É um filme de animação com uma história bonita, e que se destaca pela ausência de personagens vilãs, malfeitoras e que queiram dificultar a vida ao protagonista.


Na verdade, juntamos uma vidente/ bruxa amiga, um mágico trapalhão, um rei idiota que mais parece uma comédia, uma condessa ponderada que nunca ri, uma enfermeira/ freira simpática e carinhosa, e um ex-soldado com ideias fixas, nem sempre recomendáveis.


Ah, e um casal muito peculiar, que se complementa entre si, com ela a ser muito mais ponderada, e ele mais sonhador.


 


A história do filme centra-se em Peter, um órfão que sempre acreditou que a irmã estava viva, e que quer encontrá-la, seja de que maneira for.


Ao gastar a moeda do jantar numa vidente, Peter é informado de que, para encontrar a irmã, tem que seguir a elefanta do mágico.


Elefanta essa que nem o mágico sabe como fez aparecer mas que, agora, com a possibilidade de poder ser abatida, Peter se vê "obrigado" a realizar três tarefas impossíveis, para que possa ficar com ela.


 


E pronto, como seria de esperar, a história dos irmãos acaba por ficar um pouco em segundo plano, porque me rendi logo à elefanta, e à relação que Peter cria com ela, a ponto de abdicar do seu maior sonho, para a devolver à sua família, onde ela será feliz.


 


Claro que toda a história, e lição da mesma, gira à volta de tornar o Impossível, possível. Se, realmente, acreditarmos.


Num fundo, uma história fofinha, de esperança, com muita magia, em que até determinadas acções têm uma justificação plausível, e sem maldade.


 


Peter terá, então, três desafios a superar: derrotar o soldado mais forte do rei, voar e fazer a condessa rir.


Conseguirá ele superá-los?


Conseguirá, Peter, fazer o impossível?


Já não por si, mas pela elefanta?


E, no meio de tudo isso, conseguirá ele encontrar a irmã?

terça-feira, 21 de março de 2023

Parque Marechal Carmona, em Cascais

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No domingo fomos conhecer o Parque Marechal Carmona, em Cascais.


Ainda é um parque grande, com vários caminhos que nos podem levar a não saber decidir se vamos por um ou por outro, e arriscar e ir parar onde já estivemos, ou a deixar de ver algo por onde ainda não tenhamos passado.


Para além das galinhas e patos andarem por lá à solta, tem o habitual lago, um hotel para insectos, uma zona de jogos tradicionais e outros espaços para actividades, diversas áreas para piqueniques, e um enorme espaço verde.


 


 


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Ao longo do parque podemos ainda encontrar diversas estátuas.


Mas o destaque vai mesmo para o Museu Condes de Castro Guimarães, situado na antiga Torre de S. Sebastião, edificada entre 1897 e 1900, na enseada de Santa Marta.


Dizem que, quando a maré está alta, as ondas tocam na sua base.


 


 


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No horário de inverno, o parque encerra às 18 horas.


O meu marido tinha visto na net que fechava às 20h. Estávamos descansados.


A meio do parque, vejo a placa com o horário e, nessa altura, já passava das 18h.


As saídas que encontrámos já estavam trancadas.


Lá encontrámos um funcionário que, primeiro, nos disse que tínhamos que sair pelo lado oposto mas, depois, acabou por nos abrir um portão de saída ali na zona onde estávamos.


E tivemos que dar a volta por fora ao parque todo, para ir ter ao estacionamento!


 

sexta-feira, 17 de março de 2023

Guardamos, mais facilmente, o ressentimento ou algo positivo?

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A facilidade com que guardamos ressentimento de alguma pessoa, ou situação, é maior do que aquela com que recordamos e agradecemos algo positivo?


Ou, pelo contrário, desvanece-se mais rapidamente?

quinta-feira, 16 de março de 2023

Um médico que amua? Sim, existe!

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Um médico que amua, e que faz birra.


E já com idade para ter juízo (aí uns 50/ 60 anos).


Por momentos, fiquei na dúvida se estava mesmo num hospital, num infantário, ou se era um programa de apanhados.


O aviso que fizeram ao meu pai, e a quem o acompanhe nas idas a hospitais, clínicas e afins (para além de ter que andar sempre com a lista dos medicamentos que toma atrás) foi: "tem que dizer sempre que tem insufuciência renal, para os médicos saberem o que lhe podem receitar e o que não pode tomar".


 


No passado sábado fomos à urgência com o meu pai, porque continuava cheio de dores.


Calhou-nos um médico estrangeiro.


Nada contra. Mas, neste caso, tudo contra.


Perguntou do que se queixava. Expliquei.


Esteve a apalpar a zona.


Repetiu umas 4 ou cinco vezes uma única palavra: "artroses"!


Não sei se foi das poucas palavras que aprendeu em medicina, e/ou em português.


E depois, disse que ia levar uma injecção.


 


Tal como fui avisada, perguntei ao médico se, tendo ele insuficiência renal, haveria algum inconveniente.


E o dito cujo, que de médico tem muito pouco, vira-me costas, zangado, com este discurso:


"Não quer injecção, não quer. Leva comprimidos."


Ainda parva com a reacção dele, expliquei que não estava a dizer que não queria, apenas a perguntar se poderia levar tendo em conta a doença dele.


Mas o homem nem quis saber.


 


Queria enviá-lo para um hospital central.


Para fazerem um estudo.


Porque ali não dava para ver se tinha insuficiência renal ou não.


Mais uma vez, disse-lhe que o meu pai já sabia que tinha insuficiência renal, e que tínhamos sido alertados para dar sempre essa informação em qualquer serviço clínico, porque não pode tomar qualquer medicamento.


 


Ah e tal, mas eu não sei que medicamentos é que o seu pai pode ou não tomar.


Mas que raio! Não é ele que é o médico?


Sou eu que tenho que lhe dizer que, tendo essa doença, não pode tomar qualquer tipo de anti-inflamatórios?


Está a gozar comigo?


 


Mencionei que a médica lhe costumava passar um determinado medicamento.


Ele, do contra, passou a receita de outro, que o meu pai já lá tinha em casa, e que não lhe faz nada.


Ou seja, foi uma ida em vão. Pura perda de tempo.


E ainda tivemos que lidar com um médico que, se agisse como tal, e de forma profissional, só tinha que dizer que, dada a informação que lhe estava a dar, era melhor não arriscar a injecção ou, pelo contrário, que podia levar porque não interferia nem afectava a função renal, mas que preferiu agir como uma criança quando é contrariada.


 


Pelo que ouvi dizer, já não é a primeira vez que o faz.


E é por médicos destes que as pessoas cada vez mais evitam procurar ajuda.


Para quê?


 


 


 


 

quarta-feira, 15 de março de 2023

"YOU" - 4ª temporada - parte 2

You season 4 part 2 UK release date and how many episodes there are - Wales  Online 


 


Ainda estou a digerir esta segunda parte da temporada.


Que dizer?


Adorei! E detestei!


Foi boa, diferente!


E, ao mesmo tempo, mais do mesmo, e péssima!


É possível ter sentimentos tão opostos em relação à mesma série?!


 


O que mais me tinha cativado, ainda antes de estrear, era haver alguém mais esperto e inteligente que o Joe, que agora o queria tramar.


Era ser ele o perseguido, e não o perseguidor.


Desilusão: não se concretizou porque, na verdade, ambos eram a mesma pessoa.


 


Fiquei curiosa com uma jornalista que estava sempre presente, e sempre a fotografar o Joe. 


E pensei: será que é ela que vai desmascará-lo?


Entusiasmei-me mas, afinal, era só uma louca.


Nova desilusão.


 


Adorei a inteligência e coragem da Nadia, e os seus planos para ajudar a Marienne, e salvá-la do Joe.


Sim, essa foi uma grande surpresa. Aliás, duas!


A primeira, quando se percebe que, afinal, o Joe não deixou a Marienne partir, como tínhamos ficado a pensar.


E a segunda, no final.


 


Mas, por favor, tirem-me a Kate da série.


É que nem o seu lado bom abafa uma mulher tão sem graça, sem sal, sem nada, que a faça sobressair.


Ainda tive esperança que ela mostrasse uma personalidade forte, que desse alguma luta ao Joe, mas nada.


Que mosquinha mais morta, sonsa, enjoada.


 


O Joe?


Eu até tinha começado a simpatizar com o dito cujo.


Ele até estava a mostrar um lado humano, amigo, preocupado, atencioso.


Mas, que nunca esqueçamos que um psicopata é, sempre, um psicopata.


Que mostra sempre aquilo que as pessoas querem ver.


Que engana, manipula, enfeitiça.


E, depois, mata.


Porque tinha que ser.


Há sempre uma desculpa.


 


Não gostei do final, no que respeita à Nadia.


Não merecia.


Fiquei a desejar que ela possa ter a sua vingança, se vier mais alguma temporada.


 


Adorei a morte do Adam, e a recuperação e mudança de vida da Phoebe.


Continuo a achar que a maior parte daquelas personagens foram meros figurantes, sem grande interesse.


 


Quanto ao parzinho, Joe e Kate, teme-se o pior!


Ele já assumiu todos os seus "eus" (ou pelo menos aqueles que surgiram até ao momento), e tem poder.


Já ela, que não é bem aquilo que parece, a ver se mostra de uma vez por todas aquilo de que é capaz, e de que fibra é feita, ou retire-se, para sempre!


 


 


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 14 de março de 2023

Sua Excelência: o pavão!

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Pavoa que és tão linda


Como nunca outra vi


Sê muito bem-vinda


Ao reino onde sempre vivi


 


Deixa-me já prevenir


Que sou um engatatão


Com o tempo vais descobrir


Os encantos deste pavão


 


A minha cauda vou abrir


E com ela te conquistar


Não vale a pena fingir


Que não a queres admirar


 


Já sei: estás encantada


Com esta bela plumagem


Ficaste apaixonada


Mas falta-te a coragem 


 


Pavão azul ou indiano


Também conhecido por pavão-comum


Não sou um pavão mediano


Como eu não há nenhum

segunda-feira, 13 de março de 2023

Três Vidas, na Netflix

Três Vidas | Site oficial da Netflix


 


Baseada numa história verídica, ocorrida com três rapazes gémeos que foram separados, "Três Vidas" conta a história de três irmãs que serviram de "cobaias" numa experiência sobre trigémeos, levando cada uma, ainda bebé, para pais diferentes, e famílias e contextos sociais diferentes, sem que ninguém soubesse da existência das outras.


 


Ao longo de toda a sua vida, foram sendo vigiadas, controladas, monotorizadas, em prol da experiência e estudo secretos.


E, tal como elas, também outros gémeos foram usados em experiências idênticas, com o mesmo propósito.


 


Rebecca, Aleida e Tamara: uma investigadora forense, uma empresária e uma stripper.


Ao longo da série, elas vão encontrar-se, em momentos, e por motivos distintos.


E Rebecca não irá descansar enquanto não descobrir a verdade que as separou, e porque é que toda a gente parece empenhada em que essa verdade não seja revelada.


Ou fará tudo parte da experiência?


 


A única que sabia o que realmente aconteceu, e quem foi responsável por isso, era Aleida, que morre logo no primeiro episódio.


A partir daí, todos são suspeitos. Todos parecem esconder algo.


Incluindo as próprias famílias.


 


Uma série de 8 episódios que cativa e nos prende, com Maite Perroni a desempenhar 3 personagens totalmente distintas, com destaque para Tamara, que foi a que mais gostei das três!


 

sexta-feira, 10 de março de 2023

Como se conserta o que já não tem conserto?

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O meu pai sempre teve problemas a nível de ossos, articulações e afins.


E, desde que o conheço, sempre foi "anti comprimidos".


Tudo o que fosse pomadas, gel, massagens, terapia do quente e receitas caseiras, era bem vindo.


Mas, comprimidos? 


A médica receitava, ele levantava a receita, e ficavam lá guardados. Ou iam para o lixo.


Quantas vezes a minha mãe reclamava que ele não era capaz de tomar um comprimido, e que era porque não tinha muitas dores.


 


Até que, um dia, as dores se tornaram tão insuportáveis que o meu pai se rendeu aos mesmos.


Anti-inflamatórios.


Para ser sincera, não me lembro de ele ter tomado assim tantos, mas...


 


Está a fazer um ano que o meu pai foi diagnosticado com insuficiência renal e insuficiência cardíaca, diagnóstico esse provocado, sem certeza, mas com grande probabilidade, precisamente, pela toma massiva de anti-inflamatórios.


A partir desse momento, passou a ter uma parafernália de comprimidos para tomar, para controlar esses dois problemas, e até tinha andado bem.


Até que, com a introdução de um novo - anticoagulante - começou a ter derrames oculares. 


O médico aconselhou a parar por uns dias e, coincidência ou não, sofreu aquilo a que a médica de família apelidou de AIT - Ataque Isquémico Transitório, uma espécie de mini AVC, mas mais rápido, e sem grandes consequências.


 


Fora isso, até andava bem, e os ossos, hérnias e outros problemas estavam meio adormecidos.


Há umas semanas, acordaram, e o meu pai tomou uns comprimidos que a médica de família tinha receitado, e que não interferiam com o restante quadro.


O que é certo é que, mais uma vez, após 2 ou 3 dias, acordou com um derrame ocular e dor do olho.


Nesse mesmo dia, teve consulta no Santa Maria, e passou várias horas sentado.


No dia seguinte, estava cheio de dores ao fundo das costas, nem se conseguia mexer.


 


Fomos ao médico.


Ao início suspeitavam de cólica renal, mas depois alteraram para algo a nível muscular.


Com o diagnóstico que o meu pai tem, não há muita coisa que ele possa tomar, em termos de alívio das dores.


Receitaram-lhe um relaxante muscular.


 


Dois dias depois de começar a tomar, volta a ter aquilo que me pareceu um novo AIT.


E desistiu do relaxante muscular.


Até porque nem estava a fazer grande efeito.


 


Portanto, não pode tomar anti-inflamatórios, e isso inclui tudo o que seja gel para massagem, porque pode ser absorvido, e vai dar cabo do que ainda resta dos rins.


Rins que estão em contagem decrescente para a falência.


E tudo o resto que lhe receitam parece sempre provocar mais problemas, do que ajudar a resolver o que já tem.


 


Mas também não está a conseguir suportar as dores, que não passam, não aliviam e não lhe permitem fazer o mínimo que seja, de uma vida já por si limitada.


A médica de família foi vê-lo a casa, e mandou fazer uma TAC. Suspeita que seja alguma fractura, ou algo a nível ósseo.


A confirmar-se, vem a dúvida: como tratar isso?


Como se conserta algo que já não tem conserto?


E sem prejudicar o resto?


 


Isto quase parece uma "pescadinha de rabo na boca", em que andamos sempre às voltas com as mesmas questões, os mesmos problemas, e a mesma falta de soluções, que tratem uma coisa, sem prejudicar a outra.


Enquanto isso, é o meu pai que sofre, com as dores, com a ainda menor qualidade de vida que tem (quando até andava a fazer uma vidinha normal) e saturado de tudo.


E nós, que assistimos, estamos impotentes para o ajudar, porque se nem os médicos sabem como resolver, como podemos nós saber?


 

quinta-feira, 9 de março de 2023

De que valem determinadas palavras e gestos?

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De que valem palavras bonitas, dedicatórias, homenagens?


De que valem gestos pré definidos, quase "obrigatórios", e padronizados?


Se as acções contradisserem tudo isso?


 


De que que vale transformar as mulheres, por um dia, em princesas para, nos restantes dias (se não mesmo no próprio), voltarem a ser gatas borralheiras?


É quase como tirar aquela loiça bonita que guardamos no armário, cheia de pó e teias de aranha, porque não se usa no dia a dia mas, numa ocasião especial, tiramos para fora, para "fazer bonito", para os outros verem. E, no dia seguinte, voltamos a arrumá-la no armário.


 


Não sou contra gestos, nem palavras. Mas que venham acompanhadas de acções.


E que não se limitem às comemorações da praxe.


 


Ontem, houve quem quisesse comprar flores para oferecer às "mulheres da sua vida", porque era o Dia da Mulher.


E, com sorte, a mesma pessoa que tanto se empenhou, numa fila enorme, para poder oferecer uma flor à "sua mulher", é a mesma que espera que a "sua mulher" faça aquilo que, a ela mesma, não apetece fazer.


Ontem, houve quem escrevesse lindas dedicatórias às "mulheres da sua vida", porque era o Dia da Mulher.


E, com sorte, a mesma pessoa que tantos "likes" e admiração obteve com tal atitude, é a mesma que critica, embirra e discute com a "sua mulher", por causa de tarefas domésticas e afins.


 


As acções, os gestos, as atitudes, veem-se no dia a dia. E não quando fica bem. 


É esse o meu problema com estas datas comemorativas.


Na maior parte das vezes, e dos casos, são feitas de hipocrisia e de fingimento temporário.


E logo tudo volta ao "normal", ao mesmo de sempre.


 

quarta-feira, 8 de março de 2023

Fazer compras: a sós ou com companhia?

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Não sou daquelas pessoas que quer sempre companhia para onde quer que vá.


No que respeita a compras, sobretudo aquelas que semanalmente faço para a casa, não me importo nada de fazê-las sozinha.


Na maior parte das vezes, até prefiro.


Gosto de ir com calma, com tempo, de poder olhar para as coisas com olhos de ver.


Gosto de fazer as compras enquanto vou ouvindo a música que passa.


 


Uma vez ou outra, surge a vontade de ter companhia nessa missão.


Mas nem sempre dá bom resultado.


Detesto ir às compras e estarem, constantemente, a apressar-me.


A perguntar o que ainda falta. Se ainda demoro muito.


A querer ajudar para despachar a coisa.


Porque há produtos que a pessoa pode ir buscar. Mas há outros que gosto de escolher eu.


E porque, com a pressa, arrisco-me a deixar alguma coisa para trás, ou esquecer-me de comprar.


 


Também não é bom ter alguém ao lado a reclamar que está com fome.


Que está cansado.


Que ainda queria fazer isto e aquilo.


 


Muito menos,  a implicar.


A reclamar.


A embirrar com qualquer coisa.


De mau humor.


 


Nesses casos, como diz o ditado: "mais vale só que mal acompanhada"!


 


E por aí, preferem ter companhia nesta tarefa, ou nem por isso?


 


 

terça-feira, 7 de março de 2023

Nasceu uma "biblioteca de rua" em Mafra

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Situada no Parque Desportivo de Mafra foi inaugurada, no fim de semana, (a par com o skatepark), uma "biblioteca de rua".


Uma iniciativa bem vinda, sobretudo para os amantes da leitura, e mesmo aqui pertinho de casa.


 


No entanto, tenho algumas dúvidas de que esta biblioteca se aguente por ali muito tempo.


Há sempre quem tenha atitudes menos cívicas, e desrespeite o objectivo da mesma, seja roubando os livros, seja destruindo a biblioteca em si.


Ainda assim, espero estar enganada, e que a mesma seja útil, e proporcione aos que por lá passarem, e se quiserem servir dela, boas leituras e uma boa experiência.


 

segunda-feira, 6 de março de 2023

Festival Eurovisão da Canção 2023: 2ª semifinal

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Acho que depois desta segunda semifinal "The Wordl Needs Therapy" para superar o "Tormento" que foi ouvir este desfile de 10 canções.


Vá, sendo honesta, não foi, propriamente, "A Festa" que se queria, não vimos nenhum agitar de "Bandeiras", mas também não foi o "Fim do Mundo".


Houve uma ou duas músicas que salvaram a noite do total desastre e que, de certa forma, a tornaram uma "Goodnight".


Coube ao "Povo", a par com o júri, como uma verdadeira "Funâmbula", fazer "O Impossível", e escolher 6 canções, para estarem presentes na grande final.


Agora, é recuperar "Enquanto é Tempo", porque no próximo sábado é que vai ser a sério, e só uma vai ganhar.


Difícil, será escolhê-la...


 


Imagem: antena1.rtp.pt


 


 


 


 

quinta-feira, 2 de março de 2023

Quem por aí viu ontem o halo lunar?

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Já tinha lido que, ontem, ao início da noite, os planetas Júpiter e Vénus iriam estar muito próximos um do outro, mais próximos que o habitual, num fenómeno a que apelidam de conjunção.


E, quando saí do trabalho e olhei para o céu, lá estavam eles, bem juntinhos.


 


No entanto, o que me chamou mais a atenção, foi o enorme círculo que estava à volta da lua.


Nunca tinha visto. Não com aquela dimensão.


Até chamei o meu marido para observar.


Infelizmente, não consegui tirar nenhuma foto de jeito, que desse para ver bem.


E, ao fim de algum tempo, desapareceu.


 


 


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Fui pesquisar, e percebi que se tratou de um "halo lunar", um fenómeno óptico que acontece quando a luz da lua passa por minúsculos cristais de gelo, suspensos na atmosfera, resultando num anel de luz que pode atingir uma ára até 44 vezes maior do que a lua.


 


O principal responsável pela formação dos anéis ao redor da Lua são dois tipos de nuvens: cirrus e cirrostratus, sendo que ambas estão a temperaturas bastante baixas (especialmente as cirrus) e, portanto, a maior parte de sua composição é de cristais de gelo. 


 


Na cultura popular, dizem que é sinal que vem aí chuva, ou tempestade. 


Há, inclusive, um ditado que diz "Círculo na lua, água na rua”!


 


 


Halo solar: o que é, como ocorre, halo lunar - Brasil Escola 


 


Esta é a imagem que reflecte o que vimos ontem, embora o de ontem parecesse maior, por estar mesmo em cima de nós.

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!