segunda-feira, 31 de julho de 2023

"Um Conto Perfeito", na Netflix

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Baseada no livro de Elisabet Benavent, esta série mostra-nos que nem sempre a perfeição é o melhor caminho ou, como, por vezes, são as imperfeições, as pessoas "imperfeitas", e os planos imperfeitos que tornam os momentos, as pessoas e as vidas, perfeitas para nós.


Esquecendo a perfeição, o nosso par ideal é aquele que nos traz alegria e leveza, aquele que nos aceita como somos, o que caminha ao nosso lado. Se tivermos que nos esforçar para o acompanhar, para estar ao seu nível, se nos sentirmos pressionados, sufocados, desvalorizados, então dificilmente será um bom parceiro.


A paixão e o amor são algo que se sente, e se oferece naturalmente. São sentimentos de dádiva, reciprocidade, não um favor ou uma "esmola" pela qual devemos ficar eternamente agradecidos, como se não merecessemos mas, ainda assim, nos dessem na mesma. Como se fosse uma sorte, algo que ninguém acreditava possível de acontecer.


 


Margot fugiu do seu casamento com Fillipo que, supostamente, era o seu "par ideal": bonito, bem sucedido, romântico. Só que, lá está, Margot vivia condicionada na sua relação, por querer corresponder ao que esperavam dela. Por querer "crescer" para chegar ao patamar do noivo. Por não querer desiludir ninguém, ainda que ela própria não fosse exactamente feliz.


David viu o seu relacionamento com Idoia terminar porque, tecnicamente, ele não pensava no futuro e, lá está, também não correspondia às suas expectativas. Não seguia a moda, não tinha um bom emprego, não tinha nada a oferecer.


Por coincidência, ou talvez não, Margot e David acabam por se conhecer, e decidem ajudar-se mutuamente para recuperar as suas relações.


Só que, como seria de esperar, acabam por se apaixonar um pelo outro. São a peça que encaixa no outro. São felizes. 


O problema é que Margot é herdeira de um império hoteleiro. E David, um rapaz com três trabalhos que dorme do sofá do amigo.


Que futuro os esperaria?


Como poderiam eles, viver "um conto perfeito"?


 


Uma minissérie de 5 episódios que vai melhorando à medida que os vamos vendo, e que quase nos mata no último!


Para além disso, vale a pena ver, pelas magníficas paisagens que nos mostra, ao longo das férias de ambos na Grécia - Atenas, Santorini, Ios, e Mykonos.


 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

1 Foto, 1 Texto #1

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Estava um daqueles dias de verão em que, apesar de saber o quão bem faria uma ida à praia, não apetece nada.


Custa a ganhar coragem. Custa sair de casa.


Está frio. Sol, mas vento.


Se nem roupa de verão apetece usar, quanto mais ficar em biquini.


Mas lá saímos.


 


A verdade é que, na praia, estava melhor.


Para quem achava que nem sequer se ia despir, até à água fui.


E que bem soube o sol a aquecer as costas, no regresso ao areal, já deitada na toalha. 


 


Viro-me para cima.


Olho para o céu.


Estou calma. Relaxada. 


Estou cá em baixo, e quase me consigo ver reflectida lá em cima.


Já que, friorenta como sou, nunca poderia fazer de anjo da neve, ao menos imagino-me a sê-lo no azul do céu!


Ou, então, quem sabe, é um outro anjo que por lá anda, a tomar conta de mim.


A dar-me algum sinal, ou a transmitir-me alguma mensagem...


 


Desafio proposto pela Isabel


 

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Às Cegas: Barcelona, na Netflix

Às Cegas: Barcelona | Site oficial da Netflix 


 


Quem viu o primeiro filme da colecção "Bird Box", com a incrível interpretação da Sandra Bullock, provavelmente, teria algumas expectativas quanto a este novo filme.


Eu tinha.


No entanto, ao contrário do primeiro, atrevo-me a dizer que este foi um fiasco. Que desilusão.


 


Se, logo no início, encontramos o que julgamos ser um pai a tentar dar alguma normalidade à vida da sua filha, no meio do caos, e tentar que sobrevivam, de forma segura, logo percebemos que as coisas não são bem assim.


Sebastián não é o que parece. E Anna também não.


À medida que a história avança, percebemos que Anna morreu.


Sebastián já tinha perdido a mulher, no início da tragédia, e depois a filha.


 


O que acontece quando alguém está em sofrimento, com saudades das pessoas que mais ama? Agarra-se a qualquer coisa!


E quando essa "qualquer coisa" é a promessa da filha de que, em breve, voltarão a estar todos juntos mas que, antes, ele terá que salvar pessoas, libertando as suas almas, Sebastián não hesita em acreditar cegamente nessa "mentira", e fazer o que lhe pedem.


Poderá uma pessoa estar tão cega, que até vê aquilo que não existe? Que não é real?


 


Contudo, a determinado momento, Sebastián irá questionar-se sobre o que tem andado a fazer. Sobre quem é, e o que é esperado de si.


Sophia, uma menina que lhe relembra a sua filha, será o gatilho que ditará os próximos passos de Sebastián, no sentido de salvar Claire e Sophia, ou levá-las, como tantas outras, para a morte certa.


 


A intenção estava lá, mas acabaram por explorar mais o apocalipse, as criaturas misteriosas, os suicídios em massa, do que os dilemas das várias personagens. 


E por aí, já viram?


O que acharam?


 

terça-feira, 25 de julho de 2023

Sentir a "dor" dos filhos

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Dizem que as mães sentem as dores dos filhos.


Seja ainda dentro da barriga, se algo não está bem.


Seja cá fora.


Ora pelas cólicas, ou pelos dentes a nascer, quando são bebés.


Ou quando apanham aquelas doenças típicas da infância, e ficam murchinhos.


Ou quando temos que os deixar na escola, entregues a estranhos, e os vemos pedir para não os deixarmos.


Seja quando têm dificuldades, ou quando se chateiam com os amigos.


Ou quando querem concretizar um sonho, e não conseguem.


Estamos sempre lá, e sofremos com eles.


Da mesma forma que ficamos felizes quando estão felizes, ficamos tristes quando estão tristes.


 


Até ontem, estava feliz, porque a minha filha também o estava.


Mas a felicidade depressa escapa por entre os dedos.


A dela, foi-se.


O que era para ser uma surpresa boa, tornou-se um pesadelo.


E, ontem, experimentei um outro tipo de dor que, até aqui, desconhecia: a dor dos desgostos de amor dos filhos.


Não é nada comigo, mas sinto-o como se fosse. Ou ainda mais.


Ela chora. E eu choro com ela.


Ela está triste. E eu, também, por ela.


Não posso fazer nada para mudar o desfecho, e trazer-lhe de volta os momentos felizes.


Só posso estar ao lado dela, como sempre, e apoiá-la.


 


Sim, este é o primeiro namorado.


E ela é nova.


Ainda há-de viver outros romances.


Mas este amor era o primeiro.


E estavam tão felizes...

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Lapa de Santa Margarida - Portinho da Arrábida

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Não estava fácil escolher um passeio para o fim de semana.


Um prefere ir para norte. O outro, para sul.


Não queríamos algo muito longe, nem muito dispensioso.


Queríamos um sítio com natureza mas, ainda assim, os nossos gostos diferem.


Depois de várias hipóteses, sugeridas ao longo da semana, no sábado acabámos por escolher outra: a Lapa de Santa Margarida, no Portinho da Arrábida.


Dadas as circunstâncias, e o tempo disponível, acaba por ser muito tempo de viagem, para pouco tempo de passeio.


Mas vale a pena!


 


 


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Estacionado o carro na estrada principal, ainda tivemos que fazer a caminhada até à rua que, depois, nos leva ao trilho por onde descemos, até à entrada da gruta.


Um trilho de escadas, fácil de percorrer até porque, para baixo, todos os santos ajudam!


 


 


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Ao longo da descida, vamos começando a apreciar a paisagem que surge à nossa frente.


 


 


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A entrada para a gruta é um pouco assustadora porque parece muito escuro, muito em baixo e, mal se entra, ouve-se o som do mar.


Para quem, como nós, não faz a mínima ideia do que irá encontrar, pode pensar que, a qualquer momento, entrará por ali uma onda.


Mas vimos pessoas a sair "ilesas", por isso...


 


 


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Mal descemos, deparamo-nos com a Capela de Santa Margarida, onde é possível ver evidências de práticas religiosas, imagens, e onde algumas pessoas acendem velas.


 


 


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Devo dizer que, apesar de bonita, a gruta está um pouco "abandonada" à sua sorte, e com sinais de vandalismo.


Do tecto, qual estalactite, pendem teias de aranha que fazem lembrar um cenário de terror. Nas rochas, grafitis que nem a água consegue apagar.


Aliás, diz-se que, quando o mar está agitado, é perigoso visitar a gruta, porque se fica ao nível do mar.


Mas dá-me ideia que não chegará a ocupar toda a gruta.


 


 


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Como podem ver, a gruta dá acesso ao mar, havendo quem por lá vá nadar, mergulhar, ou apreciar a vista naquelas rochas.


O piso é escorregadio, e com altos e baixos, pelo que temos que ter cuidado, mas compensa.


 


 


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Vista a gruta, há que fazer o percurso inverso, a subir.


E esperam-nos bastantes degraus, que nos obrigam a fazer exercício às pernas, até à estrada.


 


 

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Uma bolsa que se transforma em saco

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Já há uns tempos tinha visto, numa outra loja, estas bolsas/ sacos, mas na altura não liguei.


Esta semana, pensei que estava a precisar de um saco para a praia, e calhou bem encontrar estas bolsas no Intermarché.


Comprei personalizada, claro!


E já foi estreada nestes dias de férias.


 


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quarta-feira, 19 de julho de 2023

A famosa Torta de Laranja do Marco Costa

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Esta semana, um cliente ligou para o escritório para saber se podia lá ir.


Disseram-lhe que eu estava de férias.


Ainda assim, o senhor insistiu que tinha uma coisa para me dar, e que tinha medo que se estragasse. 


Então, combinei ir lá ter com ele.


 


 


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Chegada ao local combinado, o cliente, como estava com pressa, deu-me a caixa para a mão.


Agradeci, mas nem cheguei a abrir.


Ainda fui a umas lojas, com a caixa na mão, até que cheguei ao escritório, e abrimos lá.


Totó, nem reparei no que dizia a caixa. Só ao abrir é que percebi o que era, e de onde vinha: a famosa Torta de Laranja, do Marco Costa!


 


Toda a gente gostou, e já só resta um pedacinho.


Até porque não convém deixar estragar!


 

sexta-feira, 14 de julho de 2023

O verão que já não o é...

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A cada ano que passa, dou menos por ele.


Parece que já não é o mesmo.


Que já não vem com a mesma alegria, com a mesma garra, com a mesma força.


Que cada vez é mais curto, ainda que tenha a mesma duração.


 


Os dias parecem mais pequenos que antes.


Se calhar, sempre foram, já que começam a encolher com a sua chegada. 


Mas não parecia.


Não antes.


Quando, às oito da noite, ainda estávamos a sair, com pena da praia.


Quando, quase às dez da noite, ainda era dia.


Ainda dava vontade de sair à rua.


Ainda não apetecia dormir.


 


O verão, que parece já não o ser, cheira a um outono antecipado.


Em que uma pessoa chega ao final do dia encasacada.


Com vontade de se enroscar nas mantas.


A evitar sair, e ter que vestir camisolas quentes que já não deveria usar, nesta altura.


 


Sinto que o verão ainda agora chegou, e já se está a despedir, quando ainda falta mais de metade dos dias para se ir embora.


Será que ficou retido algures, e enviaram um farsante no seu lugar?


Será que o verão está, realmente, diferente de outros tempos?


Ou será que fui eu que mudei, e não o vejo com os mesmos olhos?


 


A verdade é que não foi por este verão que eu me apaixonei...


Mas é este verão, que vem ao de leve, que só um dia ou outro parece ganhar fôlego para se fazer sentir, e logo se vai, que tem marcado presença nos últimos anos.


Um verão cansado, desnorteado, sem rumo.


Um verão que já não traz magia, nem romance, nem aventura.


Um verão murcho, e sem sal.


Um verão que se limita a cumprir o calendário, mas não convence.

Lentes de contacto dentárias? Sim, existem!

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Uma pessoa está sempre a aprender.


Hoje fiquei a saber que existem lentes de contacto dentárias!


 


Uma lente de contacto dentária é uma lâmina fina, de porcelana ou de resina, que é colada na parte da frente do dente, com função estética, permitindo “esconder” pequenas alterações de cor (dentes amarelos, manchas, descolorações ou escurecimento do esmalte) ou corrigir pequenos defeitos dentários (modificação da forma dos dentes), desde que não sejam muito acentuados.


O preço médio em Portugal pode variar entre 400 e 550 euros, no caso de serem confecionadas em cerâmica, e de 200 a 300 euros, caso sejam confecionadas em acrílico (valores por dente).


Só para ricos, portanto!

quarta-feira, 12 de julho de 2023

"Culpa Minha", "Culpa Tua", "Culpa Nossa", de Mercedes Ron

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Primeiro, vi o filme "Culpa Mia".


Depois, fui pesquisar mais, e descobri que era baseado num romance de Mercedes Ron, e que consistia numa trilogia, sendo este, inspirado no primeiro livro.


Quando vi o trailer, pensei: é mais um filme de romance, em que a rapariga se apaixona pelo playboy, depois de quase não se poderem ver à frente. Nem me lembrava mais, até que o meu marido começou a ver, e eu acabei por ver também.


Foi uma boa surpresa porque, para além do romance, há uma outra história, um passado que Noah quer deixar para trás, mas que volta para se tornar, novamente, o seu pior pesadelo.


Raffaela, mãe de Noah, vai morar com William, pai de Nick e, apesar de apenas se tornarem "irmãos por afinidade", a verdade é que os pais os veem como se fossem irmãos, e isso será o primeiro entrave à sua relação.


O segundo entrave, são os fantasmas do passado de Noah e Nick.


Porque a forma que Nick encontrou de combater o seu trauma, é aquilo que mais recorda a Noah, o seu próprio trauma.


Foi um filme que se viu bem, e que deixa aquela vontade de saber mais sobre o que irá acontecer com eles.


Como ainda não há previsão de quando, ou se, sairão os filmes seguintes, decidi ler os livros.


 


 


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"Culpa Tuya" é aquele livro que preferia não ter lido.


Não que não seja bom. Mas é muito repetitivo, e tóxico.


É tudo aquilo que não se deve aceitar, permitir, banalizar, romantizar.


O refúgio na bebida (e nas drogas) como escape para qualquer situação menos boa.


A obsessão, o controlo e o sentimento de posse, disfarçado de paixão ou amor.


A química e o sexo como únicos elos na relação que, fora isso, parece não ter pernas para andar.


O constante magoar e desculpar mútuo, que aumenta a cada dia. A falta de confiança.


É certo que Nick não teve o melhor exemplo em casa, viu coisas que não deveria ter visto, mas isso não justifica tudo. 


E, neste livro, ele é aquela pessoa tóxica, de quem, qualquer mulher, deve manter distância, se não se quiser anular e afundar.


Se quiser ter uma voz activa na sua própria vida, e tomar as suas próprias decisões.


Depois, há todo um desenrolar da história paralela, de Rafaella e William, que não é bem aquilo que nos deram a entender no filme e que, de certa forma, terá um impacto nas vidas de Nick e Noah.


 


 


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"Culpa Nuestra" mostra-nos um Nick radical, frio, vingativo, cruel mas, igualmente, obsessivo e controlador, do género "não te quero, mas não serás de mais ninguém".


E uma Noah que está tão dependente que, apesar de tentar seguir com a sua vida, por várias vezes, se humilha perante Nick, acabando por sofrer ainda mais.


No entanto, a terceira parte da história recupera algum do suspense, presente na primeira parte, e consegue fazer-nos recuperar o interesse pela mesma.


Apesar da diferença de idades entre ambos, cada um deles tem que ganhar maturidade, aprender que há que fazer cedências de parte a parte, que o amor é algo diferente daquilo que pensam, e que ninguém é feliz não houver confiança, partilha, e perdão.


 


 


Os dois primeiros livros já estão disponíveis, em português.


O filme pode ser visto no Prime Video.


terça-feira, 11 de julho de 2023

Fotografar ou apreciar?

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Documentar, ou viver?


Exibir, ou sentir?


Turistar, ou experienciar?


Será possível fazer ambas ao mesmo tempo? Ou uma implica, sempre, negligenciar a outra?


 


Eu sou daquelas pessoas que gosta de registar todos os momentos e, por isso, costumo ser a "fotógrafa de serviço".


Mas noto que, em algumas ocasiões, estou tão embrenhada em captar a imagem, que acabo por não viver o momento em si. E dou por mim a pensar que mais valia ter deixado a máquina de lado, e apreciar o que estava a acontecer à minha frente.


Não é que não o faça, mas não é a mesma coisa.


 


Mas será assim tão difícil juntar as duas coisas?


Depende...


Penso que, se tivermos realmente interesse, podemos consegui-lo.


Mas existirão momentos em que talvez tenhamos que optar porque, senão, algo se perderá pelo caminho, e a experiência não será a mesma. 


 


 

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Se não formos nós a gerir as nossas contas, quem o fará?

Como gerir o dinheiro | #EstudoemCasa@


 


No outro dia fui aos correios e, na área de atendimento do Banco CTT, estava um cliente que chegou ali a "matar"!


Estava a reclamar, com a funcionária, que o Banco lhe tinha tirado dinheiro indevidamente, e que tinha passado vergonha nas compras, por não ter podido pagar.


Que ainda no dia anterior tinha consultado o saldo, e tinha dinheiro na conta.


A funcionária, com toda a calma do mundo, explicou que ia ver o que se passava.


E que, se por acaso fosse algum erro do banco, iriam resolver a questão.


 


Ao consultar os movimentos, confirmou que o dito cliente estava com saldo negativo.


Verificou também que o mesmo se devia, para além de outras despesas, ao débito de dois valores, correspondentes a serviço de UBER, no valor de vinte e poucos euros cada um, que tinha sido feito naquele dia.


E ele afirmava que não tinha usado UBER naquele dia. Ao que a funcionária voltou a explicar que, provavelmente, usou antes, mas a empresa só descontou agora.


Então, já reclamava do banco, e da UBER! Que nunca mais usava os serviços. Que era uma estupidez. 


 


Voltou à carga, contra a funcionária, dizendo que, de qualquer forma, não fazia sentido, porque no dia anterior tinha feito o pagamento do ginásio, e ainda tinha ficado com bastante dinheiro na conta.


A funcionária explicou que esse valor do ginásio ainda não aparecia no extrato, pelo que ainda não tinha sido descontado, o que queria dizer que ainda iria ficar com mais saldo negativo.


E novamente reclamou do ginásio. Que ia pedir satisfações, porque não tinham descontado o valor.


 


Basicamente, era a funcionária a explicar-lhe tudo com paciência, e ele a atropelá-la, e a pedir-lhe para deixá-lo falar.


Que estava a contar com esse dinheiro para comprar comida, e agora como ia fazer.


E eu a pensar:


Então, mas ele não faz contas?


Não controla a conta?


Não sabe que ainda estão valores por descontar?


 


Eu sei que muitas vezes as lojas, estabelecimentos, serviços, não descontam na hora os valores que pagamos mas, caramba, se não formos nós a gerir as nossas contas, quem o fará?


Se sabemos que esses valores ainda não saíram da conta, e irão sair a qualquer momento, é óbvio que não podemos contar com esse dinheiro!


Que culpa têm os outros?


 

sexta-feira, 7 de julho de 2023

Amor(es) Verdadeiro(s)

Amores Verdadeiros 


 


Estreou ontem, nos cinemas.


Vi o trailer, há uns dias, e pensei: "quero vê-lo"!


Entretanto, percebi que era baseado num romance da autora Taylor Jenkins Reid, e fui pesquisar o livro.


Acabei por lê-lo primeiro.


 


Emma Blair apaixonou-se por Jesse ainda na adolescência, e é com ele que está, desde então.


Viveram mil e uma aventuras, viajaram, apoiaram-se mutuamente. Amavam-se, tinham os mesmos sonhos, eram perfeitos um para o outro.


Numa viagem em trabalho, desta vez sozinho, na véspera de celebrarem um ano de casamento, após uma queda do helicóptero onde seguia, ele é dado como morto.


Ao fim de alguns anos, Emma reencontra Sam, o seu melhor amigo de há muitos anos, que sempre gostou dela, e dão início a uma nova história de amor.


Até que Jesse liga a Emma, a dizer que está vivo, e de volta a casa...


De certa forma, fez-me imediatamente lembrar o meu próprio romance, em que Sofia perde Filipe, também num acidente, quando ele viajava em trabalho, e ela começa a reconstruir a sua vida com uma outra pessoa, até ele voltar a aparecer.


Só que, ao contrário do destino que dei às minhas personagens, nesta história, estava a torcer precisamente pelo oposto. O que não deixa de ser curioso.


 


 


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Já sabemos que, quase sempre, o livro é melhor que o filme, e este não é excepção.


No livro, conhecemos mais profundamente cada personagem, o contexto em que toda a história se desenrolou.


Vamos avançando no tempo, à medida que também eles vão ficando mais velhos.


O livro realça ainda mais cada uma das perspectivas, e a dúvida legítima.


Não há ninguém certo, nem errado, nem ninguém culpado.


Todos sofreram. Todos ainda podem sofrer. Por conta de um destino que decidiu brincar com eles.


 


Jesse passou por um inferno, isolado numa ilha. Teve que aprender a sobreviver, a lutar, a superar os seus piores pesadelos, para voltar à vida, e para Emma (o seu maior foco para não desistir). Agora que finalmente o conseguiu, percebe que Emma está noiva de outro homem.


Emma sofreu por ter perdido o amor da sua vida. O seu companheiro. O seu porto de abrigo. Quase enlouqueceu mas, com a ajuda da família, foi-se recompondo, até que a vida lhe deu uma segunda oportunidade de amar e ser amada. Quem a poderá condenar?


Sam já abdicou de Emma uma vez. Reencontrou-a, conquistou-a, e agora está a ponto de perdê-la novamente, para o mesmo homem. Não é justo estar na sua situação, à espera que a mulher que ama descubra de quem gosta mais, com quem quer ficar.


Mas, como disse a irmã de Emma, talvez a questão não seja essa: quem Emma ama mais. Talvez seja se Emma quer voltar a ser a Emma  que era com Jesse, a do passado, ou a Emma que é com Sam, a do presente.


Porque Emma não é mais a mesma de antes.


 


 


 


 


O filme, como é óbvio, não poderia contar a história com todos os pormenores que o livro contém.


Ainda assim, não considerei que tenha sido a melhor forma de a contar.


Ficou tudo muito banal. E faltaram algumas peças do puzzle que, não sendo imprescindíveis, ajudariam.


Para quem se depara com estas personagens pela primeira vez, parece tudo muito forçado, rápido demais, pouco sentido, assim um pouco a querer "despejar" a história, com algumas inovações, mas sem conseguir o resultado pretendido.


Por outro lado, foi bom poder visualizar e identificar algumas cenas, locais, pessoas.


A destacar, relativamente ao filme, a interpretação de Simu Liu (Sam), que é a pessoa que mais abre o seu coração, e mostra a toda a sua fragilidade e o seu receio mas, ao mesmo tempo, todo o seu amor, em cada gesto, em cada passo. É de uma generosidade e bondade, que poucos teriam, no seu lugar.


Era, definitivamente, por ele, que eu estava a torcer.


 


Ontem, vi o filme com a minha filha, em casa.


Na versão original, apenas com legendas em inglês (uma estreia para mim).


A minha filha dizia que nem sabia o que dizer, nem o que Emma deveria fazer mas, talvez, o mais justo fosse ela escolher ficar sozinha.


E, claro, aposto que haverá muita gente a torcer para que Emma fique com Jesse.


 


Mas só ela poderá tomar uma decisão...


 


 


 

terça-feira, 4 de julho de 2023

"Emaranhados" da vida

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E, de repente, vemo-nos numa fase em que o caminho percorrido já foi tão longo, e os obstáculos ultrapassados, tantos, que não faz qualquer sentido voltar para trás, quando já se chegou tão longe.


Mas, por outro lado, tudo à nossa frente é um emaranhado, que não sabemos por onde começar a desbravar, para poder seguir adiante.


Até porque a nossa garra e vontade já não é a mesma de outrora. O cansaço e o desgaste vão-se fazendo sentir, e começam a levar a melhor.


Então é mais fácil, simplesmente, deixarmo-nos ficar por ali, parados, num terreno que até nos permite alguma protecção e comodidade, até que algo nos faça ganhar coragem para avançar, e continuar a abrir caminho.

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Lua, sol e mar

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Uma lua "quase" cheia, captada ao pôr do sol


 


 


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O sol a deixar o céu em tons de laranja


 


 


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Mar agitado 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!