sexta-feira, 29 de setembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #10

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Um dia, sentaram-se ali, os dois...


 


A olhar para o horizonte


A fazer planos


A idealizar sonhos


 


Apaixonados, acreditavam no amor


Imaginavam o seu lar


A família que iriam construir


 


Tinham a vida inteira pela frente


O mundo à sua espera


Promessas que iriam cumprir


 


 


Um dia, sentaram-se ali, os dois...


 


Recordaram as conquistas e as vitórias


Agradeceram os desafios, que os fortaleceram


Lamentaram as perdas, e os momentos tristes


 


 


Um dia, sentou-se ali, só...


 


Sem ter com quem partilhar aquele momento


O aperto no peito


A saudade no coração


As lágrimas no rosto


 


 


E, um dia, ninguém se sentou...


Tudo se desvaneceu


Tudo findou


A vida perdeu-se


 


Só o miradouro ficou...


 


 


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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Alianças de namoro?!

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Eu ainda sou do tempo em que elas se usavam fininhas, em ouro.


Ainda as tenho guardadas.


Normalmente, os casais compravam e começavam a usar ao fim de alguns meses de namoro.


 


Hoje em dia, imaginei que já não se usasse tal coisa.


À velocidade a que começam e terminam as relações que, na maior parte das vezes, já nem são apelidadas propriamente de namoro, não faria sentido gastar dinheiro.


 


Mas parece que sim, ainda há quem as use!


Agora em prata, mais largas, com gravações, a imitar anéis que qualquer pessoa poderia usar, no seu dia-a-dia, sem que os outros se apercebam de que é uma aliança de namoro.


 


Então e, nos tempos que correm, ao fim de quanto tempo é que se deve usar? E faz sentido usar?


É tudo uma questão de perspectiva!


 


Há quem considere que é um símbolo. E quem ache que é uma forma de posse sobre o outro.


Há quem considere que meia dúzia de meses será cedo. E há quem, ao fim de uma semana, já as use.


Há quem só queira usar quando as coisas ficam mais sérias. E quem coleccione alianças de várias relações em curto espaço de tempo.


 


Actualmente, no meu caso, não usaria.


Mas isso é porque não consigo usar nada nas mãos.


Já lá vai o tempo das pulseiras, anéis, relógio. Agora, está tudo guardado nas caixas.


 


E por aí, qual é a vossa opinião?


 

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

O maior desafio de ser mãe?

São vários!


Toda a maternidade é um constante desafio mas...


... se tivesse que eleger apenas um, penso que seria este:


 


"Conseguir um equilíbrio entre os nossos receios (alguns, infundados) enquanto mães protectoras, e a liberdade que os nossos filhos precisam para voar por si próprios."


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segunda-feira, 25 de setembro de 2023

"A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista", na Netflix

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Embora o título o possa sugerir, este não é um filme sobre matemática aplicada ao amor.


Na verdade, é mais sobre como, por mais cálculos que se façam, por mais que se tente converter ou reduzir tudo em meros números, percentagens e estatísticas, no que respeita a sentimentos e emoções, esse método, simplesmente, não funciona.


 


De qualquer forma, o romance entre os protagonistas não é o foco principal do filme, até porque pareceu tudo demasiado fácil, e conveniente, sendo que as poucas dificuldades, com que se depararam, quase não interferem na história.


 


Hadley e Oliver apanham o mesmo voo para Londres.


Por "obra do destino", conhecem-se e apaixonam-se. 


No entanto, à chegada, separam-se. Cada um tem os seus compromissos e, apesar de não deixarem de pensar um no outro, não têm forma de saber onde estão, nem de se contacterem.


 


Hadley irá ao casamento do seu pai, com uma mulher que não conhece.


Desde o divórcio que pouco fala com o pai, com quem tinha uma óptima relação, e sente que ele não lutou por ela, pela mãe e pela família.


Aliás, Hadley não percebe porque é que as pessoas se casam uma segunda vez, prometendo as mesmas coisas que da primeira, se não pretendem cumprir nada daquilo, quebrando-as constantemente. Tão pouco percebe porque tem, o amor, que ser ostentado e exibido para toda a gente, com uma grande festa, uma grande cerimónia, quando o verdadeiro amor, na sua opinião, é tão mais simples.


Mas, talvez, esta seja a oportunidade para Hadley ver as coisas de uma outra forma e, quem sabe, dar uma nova oportunidade ao pai.


Uma coisa é certa: por mais que acreditemos que, ao ter cometido erros numa primeira relação, aprendemos, e já não os vamos repetir numa nova história, as coisas não funcionam bem assim. Porque a nova pessoa não é a primeira, logo, a relação também será diferente e, por isso mesmo, podemos não cometer aqueles erros, mas cometer outros. Ou seja, nunca haverá uma garantia de que a segunda relação (ou as que vierem a seguir) irão resultar.


Se, ainda assim, vale a pena tentar, é outra conversa, e caberá a cada um decidir. 


 


Oliver veio a Londres para a homenagem fúnebre, em vida, da sua mãe.


A estudar estatísticas em Nova Iorque, Oliver veio participar em algo que todos nós deveríamos fazer, ou ter direito, quando realmente sentido.


Porque de nada adianta, depois da pessoa morrer, dedicar-lhe palavras bonitas que ela já não irá ouvir.


Tessa lutou, há vários anos, contra um cancro. Uma luta que parecia ter vencido. Mas a vida trocou-lhe as voltas e, agora, ele voltou e Tessa está condenada.


Oliver não consegue aceitar que a mãe tenha desistido da quimioterapia, que lhe daria mais alguns meses de vida. A típica atitude egoísta de quem não sabe o que a pessoa doente sofre, só desculpável porque é apenas a saudade a falar mais alto.


É isso mesmo que Tessa explica ao filho: de que não adiantaria viver mais uns meses, doente, debilitada, sem ser ela própria, quando, no fim, morrerá na mesma.


Ela prefere viver o tempo que lhe sobra à maneira dela, e isso inclui esta homenagem, sob o tema de Shakespeare, em que junta família, amigos e pessoas que lhe querem bem, para uma despedida divertida.


 


Quanto ao casalinho, Hadley e Oliver, como já tinha referido, foi tudo demasiado fácil, e essa foi a parte que menos me cativou.


 


 


 


sexta-feira, 22 de setembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #9

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O dia amanheceu cinzento...


Amanheceu chuvoso...


 


Essa chuva que tantos pedem... Que tantos agradecem...


Chuva abençoada, dizem...


 


Alguns... Porque nem todos a adoram. Nem todos a apreciam.


 Ainda assim, mesmo àqueles que não gostam dela, em algum momento, a chuva sabe bem.


 


O ar purifica, depois da chuva levar (e lavar) todas as energias e poeiras que o contaminavam. 


Tudo (e todos) ganham uma nova frescura.


Como se reanimassem. E reavivassem.


 


Quando para, ainda que por breves instantes, a chuva deixa a sua marca.


Uma prova de que por cá passou.


Pequenas gotas que adornam as folhas verdes.


O cheiro a terra molhada.


A atmosfera mais leve.


 


E depois?


Depois...


Ou volta a cair, até limpar tudo...


Ou se dissipa, por entre as nuvens que abrem aos poucos, e o sol que espreita no céu.  


 


 


 


 


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto


 


 

terça-feira, 19 de setembro de 2023

Percebo que estou em "piloto automático"...

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... quando acho que não fiz coisas que, afinal, já fiz


... ou quando penso que fiz coisas que, logo a seguir, vejo que não fiz


Ou seja, estou a agir sem ter noção do que, realmente, estou a fazer.


 


E é por isso que repito as mesmas acções várias vezes, por não me lembrar de as ter feito antes.


Por outro lado, faço outras coisas com a sensação de que já as tinha executado mas que, por algum motivo, voltam a estar por fazer.


 

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

"Surviving Summer", na Netflix

Surviving Summer | Netflix Media Center 


 


Cruzei-me com esta série da Netflix, este verão embora, para dizer a verdade, já tivesse ouvido falar antes.


Só que nunca estive para aí virada.


Em Julho, comecei a vê-la. Apetecia-me algo com praia, mar, sol.


E devorei-a!


10 episódios vistos num instante, e eu logo a pesquisar se haveria uma próxima temporada.


Ficou a dúvida.


 


Qual não é a minha surpresa quando, há umas semanas, percebi que ia estrear, este mês, a segunda temporada!


Com apenas 8 episódios, ainda foi vista mais depressa que a primeira.


E sabe a pouco.


 


"Surviving Summer" pode ser interpretado no sentido literal - sobreviver ao verão - ou numa analogia com a personagem principal - Summer Torres!


Porque a Summer é um verdadeiro furacão por onde passa, não deixa ninguém indiferente, mexe com todos, mete-se onde não é chamada, e em apuros, e pode fazer estragos, sem querer, mas que deixam marca.


No fundo, é apenas uma adolescente a tentar lidar com a indiferença e distanciamento da mãe em relação a ela, da forma que encontra para o fazer - ser rebelde e, talvez assim, chamar a atenção da mãe.


Expulsa de várias escolas, ela é enviada, de castigo, para casa de uma antiga amiga da mãe, na Austrália, para passar umas semanas.


É lá que conhece Bodhi e Poppy, duas amigas de longa data e surfistas, que competem em diversos campeonatos com vista à vitória e projecção da sua carreira, nessa modalidade.


E revê Ari, com quem conviveu quando eram crianças, antes de se mudar para Nova Iorque, e por quem se vai apaixonar.


 


Summer é a minha personagem favorita.


Ela é tudo. Ela dá tudo.


Ela não tem medo. Ela diverte-se, e ri da sua própria inabilidade. Porque o que importa é ser feliz.


Ela arrisca. Ela atira-se aos tubarões, e dá o corpo às balas, mesmo quando a culpa não é sua.


Ari, pelo contrário, é aquela personagem que nos faz quase dormir, de tão morno que é.


Às vezes dá vontade de lhe dar uns abanões, a ver se acorda. E não melhora, na segunda temporada.


 


Gosto do Marlon, um brasileiro que faz de tudo para conseguir vencer, tem umas atitudes que nos fazem detestá-lo, mas a sua personagem vai evoluindo, e ele vai aprendendo, mudando.


Desta segunda temporada, também gostei muito do Bax, um adolescente meio rebelde (não tanto como é apresentado), que formaria uma boa dupla com Summer.


Já entre Poppy e Bodhi, sem dúvida prefiro a Poppy mas, ainda assim, em vários momentos, tanto uma como a outra, me irritam bastante.


Poppy, por se pressionar, e cobrar, demasiado, por ser demasiado intensa no surf, e perder com isso, por não conseguir, simplesmente, desfrutar.


E Bodhi porque não se impõe. Porque deixa que os outros decidam por ela. Porque quer agradar a todos. Porque nunca mostra aquilo que vale, porque há sempre alguma coisa a tramá-la.


 


Na primeira temporada, Summer, cujo hobbie preferido é o skate, irá cimentar novas amizades em Shorehaven, e aprender a gostar de surf.


Nem sempre terá as melhores atitudes, por vezes não pensa nas consequências, e tem algumas dificuldades em gerir o que está a sentir. Mas, lá está, outras vezes, é precisamente ao quebrar as regras, e ser irreflectida, que ajuda os seus amigos, e consegue o que quer.


Na primeira temporada, Summer terá que tentar convencer a mãe, uma mulher que se refugia no trabalho para não lidar com a filha, a dar-lhes, às duas, uma nova oportunidade. Para resolverem as suas diferenças, e recuperarem o tempo perdido.


Por outro lado, fica em aberto uma possível relação entre Summer e Ari, apesar de passarem os meses seguintes separados.


 


Nesta segunda temporada, Summer está de volta, desta vez na companhia da mãe, para participar num campeonato de surf.


Ela treinou muito no último ano, e quer mostrar que valeu a pena o esforço. 


Tal como os amigos de Shoreheven, ela quer competir, agora a sério. Como a sua mãe, um dia, o fez.


Continua a mesma estouvada, a mesma desbocada. 


Vem fazer uma surpresa, mas quem acaba surpreendida é ela. E não pelos melhores motivos.


 


Por entre amizades beliscadas, competições, e amores nem sempre correspondidos, terão que perceber o que é realmente importante, e merece ser preservado.


Quem são, realmente, os amigos.


Se são, verdadeiramente, uma equipa unida.


Uma família unida.


E se ainda há esperança, para todos eles.


 


Mais uma vez, o final fica em aberto, havendo espaço para uma terceira temporada que, a vir, só em 2024.


Mas vale a pena ver, enquanto isso, as duas temporadas disponíveis.


 


 

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #8

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Lá...


Por entre o mesmo cenário de sempre


Eis que ela surge, e se destaca 


 


Lá... 


Onde tudo está parado


Eis que ela chega, e agita tudo e todos ao seu redor


 


Lá...


Onde nada se passa


Eis que ela se movimenta, e faz a diferença


 


Por vezes, é preciso combater o marasmo em que a vida se torna


É preciso revolucionar


Remar contra a maré


Contrariar os ventos


Nem que seja por breves instantes


 


Para ganhar um novo ânimo


Um novo fôlego


Um novo alento


 


Lá...


Por entre a apatia, o conformismo, a resiliência


Eis que ela surge


 


Ela...


A que chamam esperança! 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto


 

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

"A Rapariga da Cabana", na Netflix

Depois da Cabana (2023) - Netflix | Flixable


 


"A Rapariga da Cabana" é uma série alemã, de apenas 6 episódios, baseada no livro de Romy Hausmann.


 


Uma mulher consegue fugir do cativeiro em que foi mantida, e está agora no hospital, após ter sido atropelada durante a fuga.


Com ela, está Hanna, uma menina de 12 anos que se julga ser sua filha.


Este acontecimento vem reabrir um caso por resolver há 13 anos, quando Lena Beck desapareceu misteriosamente, sem nunca ter sido encontrada.


No entanto, a mulher do hospital, que diz chamar-se Lena, não é a verdadeira Lena. E, apesar de Hanna a chamar de mãe, a verdade é que ela não o é.


Então, quem é aquela mulher? 


 


E quem é, realmente, Hanna?


Uma menina que nunca viu a luz do dia, mas com uma inteligência de fazer inveja a muita gente, e conhecimentos que ninguém imaginaria, na idade dela.


Uma menina que parece uma máquina, programada para funcionar de determinada forma, sem erros, o que faz com a maior facilidade.


Uma menina capaz de mostrar algum sentimento, de criar laços mas, ao mesmo tempo, uma menina que, apesar de tão nova, já parece revelar alguns traços de psicopatia.


Fará parte da sua natureza, ou será resultado de uma tal lavagem cerebral, levada a cabo pelo raptor ao longo de toda a sua vida, que agora é difícil de apagar?


 


Quem vê Jonathan, irmão de Hanna, e a própria Hanna, a forma como agem, e a personalidade de cada um deles, poderá pensar que o primeiro é o elo mais fraco, o mais vulnerável, o mais frágil. Afinal, tanto o pai como a irmã o viam assim.


Mas talvez seja, por isso, que é também o mais sensível, o que mais desperta empatia, e o que melhor se adaptará à vida fora da cabana, por não estar tão formatado. Por nunca ter sido o "preferido" e, talvez por isso, não haver altas expectativas para ele.


 


A determinado momento, percebemos que Lena é uma referência. Um ritual a cumprir para manter a família unida. Uma mulher para o raptor. Uma mãe para os miúdos.


Percebemos que a primeira Lena, a verdadeira, a mãe de Hanna e Jonathan foi sendo, ao longo dos tempos, substituída por outras mulheres, outras "Lena", que se assemelhassem o mais possível à original. Que seguissem as regras, para não serem castigadas. Ou mortas...


 


Não se sabendo o que aconteceu a Lena Beck, aquela mulher é a primeira a escapar do monstro.


Resta saber até que ponto ela, realmente, escapou dele, fisica e psicologicamente.


E, até que ponto, enquanto o raptor tenta juntar a "família" numa nova "casa", estará Hanna aliada a ele, ou contra ele?


Ou sem ter sequer essa noção, agindo numa intersecção entre os dois planos...


 


Para já, vai para a personagem Hanna, e para a actriz que lhe deu vida, todos os aplausos pelo excelente trabalho!


 


quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Das barreiras que erguemos...

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Não raras vezes, ao longo da nossa vida, criamos determinadas barreiras.


Nomeadamente, em relação a pessoas que conhecemos,  e/ ou com quem temos que lidar, ou conviver.


Seja porque, simplesmente, não fomos com a "cara" da pessoa, seja porque não nos agrada, por um qualquer motivo.


 


Mas temos que perceber que qualquer barreira funciona nos dois sentidos!


Se não nos damos a conhecer, a outra pessoa também não mostrará tal vontade, nem se dará, ela própria, a conhecer.


Se não deixamos entrar para o nosso lado, a outra pessoa, esta também não fará questão de vir. Ficará no seu. Ao mesmo tempo, também não nos permitimos sair, e ir para o da outra pessoa. 


Se afastamos, é óbvio que, do outro lado, também ninguém se quererá aproximar. Manter-se-á afastado.


 


Portanto, a determinado momento, não devemos estranhar se, do outro lado, não tivermos a melhor recepção, aceitação, empatia quando, deste lado, também não o fizemos.


Tão pouco podemos estar a exigir acções e atitudes equivalentes a uma convivência normal, quando fizemos questão de, logo à partida, dar a entender que isso nunca aconteceria.


Se pararmos para pensar,  percebemos que reagimos da mesma forma quando são os outros a impôr essas barreiras.


 


Caberá, aos outros, contra quem a barreira foi criada tentar, de todas as formas que achar por bem, derrubá-la?


Ou será responsabilidade de quem a ergueu, eliminá-la?


Cabe ao outro mostrar-se digno e conquistar a confiança para que o muro seja atirado ao chão?


Ou àquele que o quer erguer, deixar, antes, a pessoa entrar e mostrar o que é, e só então decidir se a mantém por perto, ou se prefere afastar-se?


 


 

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Os últimos dias...

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... têm sido muito cansativos.


Saí do trabalho na quinta-feira, fomos a casa pegar nas gatas e seguimos para o veterinário, para levarem a vacina.


Portaram-se bem, estão em forma - uma não engordou, a outra perdeu umas gramas - e só lá voltam em 2026.


Nessa mesma noite, preparar as coisas para a cirurgia do meu marido, do dia seguinte.


 


Sexta-feira, dia de cirurgia para ele. Passou o dia todo no hospital, veio para casa ao final da tarde.


Já eu, saída do trabalho, tive que ir com a minha filha a mais uma etapa da vida dela.


Cheguei já tarde, o marido à minha espera para o ajudar, e tudo em casa para fazer.


 


O fim de semana foi passado entre as tarefas domésticas do costume, e em modo "moça de recados", "administrativa" e "enfermeira".


Esta semana, não será diferente, com o marido em casa, de baixa, e sem poder fazer grande coisa. E as mulheres da casa a trabalharem.


 


Mas pronto, hoje já é terça-feira! Já não falta tudo 


 

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #7

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É na tua sombra que vejo com clareza.

Sem distracções.

E que me encontro.

 

É na tua água parada que me observo.

Que compreendo quem sou.

E o que quero.

 

É no teu silêncio que, finalmente, me oiço.

Sem ruído. 

E escuto o que me quero dizer, e o que preciso ouvir.

 

É na tua serenidade que, também eu, encontro a minha.

A tranquilidade que me foge pelos dedos.

A paz que se perde por entre a rotina da vida.

 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Das férias, e do regresso ao trabalho

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Cumprindo a tradição, voltei a escolher as minhas férias no mês de Agosto.


Já tinha tido uma semana em Julho, em conjunto com o meu marido.


A minha filha teve na semana seguinte. Não conseguimos estar juntas.


 


Em Agosto, só consegui estar com ela, em modo férias, um dia! 


Tivemos sorte com o tempo. Foi um daqueles dias de calor, em que fomos as duas à praia, matar saudades dos velhos tempos.


Só as duas.


 


A vida muda.


As pessoas mudam.


As circunstâncias mudam.


E, se há coisa que senti falta, nestas férias, foi de as aproveitar com a minha filha.


Mas ela agora trabalha. Tem as suas responsabilidades. 


 


Por outro lado, é, também, por ela estar a trabalhar, que não sinto aquele "ódio" de estimação pelo mês de Setembro, que significava, para além do regresso ao trabalho, o regresso às aulas.


Mesmo em relação ao trabalho, apesar de sentir que podia estar mais dias de férias, voltei e parece que nem saí daqui.


Tudo entrou no ritmo sem stress.


 


Quanto às férias, serviram para esquecer horários, e a rotina laboral, para dar lugar a caminhadas, umas idas à praia, ver filmes e séries, limpar as orelhas à casa, e dar colo e fazer companhia às felinas. 


 

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Da falta de civismo - parte 2

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Estou a procurar, no hipermercado, uma caixa que tenha menos gente.


Dirijo-me a uma que tem uma pessoa com artigos no tapete, e fico nessa.


Tenho apenas um produto na mão.


 


Uns minutos depois, chega uma senhora que, como se eu lhe estivesse a roubar o lugar descaradamente, empurra o carrinho, que nem sequer estava na fila (e ainda que estivesse, não marca lugar nem guarda a vez), e passa-me à frente, como que a dizer que ela já lá estava antes.


 


Podia ter reclamado, explicado que carrinhos não são pessoas na fila e por aí fora mas, para evitar discussões, simplesmente perguntei-lhe se me deixava passar à frente, uma vez que só tinha uma coisa (e ela um carrinho cheio).


Deixou-me passar.


Então, não podia tê-lo feito logo? Tinha que se armar primeiro?

terça-feira, 5 de setembro de 2023

No Jardim do Cerco, em Mafra

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Em jeito de despedida do verão, um passeio pelo Jardim do Cerco, para apreciar a flores que por lá brilham, nesta altura do ano!


 


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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Da falta de civismo - parte 1

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Estávamos deitados os dois na praia, e vemos um casal a preparar-se para ir embora.


Digo ao meu marido que, quando sairem, chegamo-nos mais para cima para ficarmos mais abrigados no muro.


Para nosso azar, um senhor aí nos seus 60's veio mais depressa, com o seu chapéu de sol, ocupar aquele espaço.


Paciência.


 


Ainda assim, havia um outro espaço livre junto ao muro, e passámos para lá.


Uns minutos depois, vejo um homem de pé, ao lado das nossas coisas, encostado ao muro. 


Perguntei-me se seria uma nova moda de apanhar banhos de sol e bronzear.


 


Entretanto, chega mais um outro homem, salta para o lado da praia, e traz mais duas crianças.


Encostam-se ali todos ao muro.


O tal senhor mais velho, ao ver que o seu espaço estava a ser "invadido", pegou nas suas coisas e foi procurar outro espaço mais vazio.


Mal o fez, o pai das crianças aproveitou para estender as toalhas naquele espaço.


 


Passados mais uns minutos, começam a fumar ali.


E lá nos espantaram a nós também, que não queríamos estar a levar com o fumo e o cheiro.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

1 Foto, 1 Texto #6

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De que adianta todo o trabalho se, no fim, de nada lhe serve?


Se, no fim, todo o esforço se desvanece?


Se o resultado se esfuma, e se resume a tão pouco?


 


Quem vem de fora, chega e pensa: mas que raio fez ela para estar assim?


Tão cansada... Tão satisfeita com o seu feito...


Se olham, e pouco veem...


 


Ninguém sabe, nem quer saber, a dificuldade que foi, para ela, fazer o que fez.


Ninguém está lá para ver. Para experienciar.


Chegam, e querem opinar sobre algo que não vivem.


 


Mas de conversa está o mundo cheio.


Pelo menos, ela toma a iniciativa.


Ela faz aquilo a que se propõe.


 


Ainda que, no fim, sejam outros a colher os louros.


Aqueles que, longe de se atreverem a "dar o corpo às balas", se limitam a esperar que alguém o faça por eles.


Tão mais fácil...


 


Mas ela não esmorece.


Porque lhe está no sangue, e na guelra.


E é por isso que continua a fazê-lo, e a sentir-se orgulhosa daquilo que faz. 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!