quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Barbaridades que se ouvem por aí...

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Bárbara deixou claro o seu ponto de vista: “Escusas de tentar porque não vai acontecer nada“. André acabou por questionar: “Não me vais dizer que és lésbica, pois não?“.


Confrontada com uma questão sobre a sua sexualidade, Bárbara respondeu: “Não, não sou. Por acaso não sou“. André não ficou por aqui e acrescentou: “Só se fosse isso“.


 



A sério que existem, em pleno século XXI, pessoas que pensam desta forma?


Que acham que uma mulher/ homem, não querendo nada com alguém, é porque só pode gostar do sexo oposto?


Que se acham tão irresistíveis, que só essa hipótese justificaria a falta de interesse? 


Quando uma pessoa acha que já ouviu todos os disparates, alguém vem mostrar que há sempre espaço para mais!


 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Isto é gozar com quem trabalha

Desenho de Smiley irritado pintado e colorido por Usuário não registrado o  dia 16 de Março do 2016


 


Como se costuma dizer "Quem trabalha para aquecer é o microondas".


Nós, comuns mortais, trabalhamos porque precisamos do dinheiro. Porque chega ao fim do mês e há contas para pagar. Contas que não esperam. Cujo pagamento não se pode adiar para quando calhar.


Suponho que qualquer empresa/ pessoa, que contrate os serviços de alguém, saiba que esse trabalho tem que ser pago. E até sabem, mas algumas estão-se nas tintas para isso.


 


Este mês, foram contratados os serviços de vários seguranças para fazer o Carnaval (4 dias), dizendo que o serviço seria pago após o Carnaval (depreende-se que seria nessa mesma semana, mas a verdade é que o "após" é muito vago).


Enviadas mensagens para saber quando, exatamente, seria feito o pagamento, foram informados pelo responsável que seria até ao fim da semana seguinte. Não foi.


 


Nova mensagem na segunda-feira, após saber que um dos colegas já tinha recebido, e o responsável pergunta se o segurança pode ir a um sítio qualquer buscar o dinheiro, ou seja, gastar gasolina, para receber aquilo que é seu por direito, o que não faz qualquer sentido. Como não podia fazer o pagamento por MBWay, pediu então o IBAN para transferência. Que não fez.


 


Quarta-feira, nova mensagem e o dito responsável pede novamente o IBAN (como se já não o tivesse) para a transferência, que ainda não tinha sido feita, apesar das promessas, dizendo que vai fazer, para o segurança estar descansado. E, de caminho, já a perguntar se o mesmo pode fazer mais serviços. É preciso ter lata!


Sim, porque lata há muita. Dinheiro é que continua a não se ver.


 


Qual é o ojectivo?


Depois admiram-se de ninguém querer trabalhar para ele.


Primeiros serviços, para cativar o pessoal, pagos na mesma semana, ao fim de 2 ou 3 dias.


Quando tem os seguranças garantidos, começa a pagar cada vez mais tarde, sempre com muitas promessas vãs de "é hoje", "é amanhã", "é na próxima semana".


E com o funcionário a ter que se chatear, e estar quase a "mendigar" o que lhe é devido e que esta gente, se tivesse um mínimo de bom senso, deveria pagar sem lhe ser pedido.


 


Qual é o objectivo?


Ficar com o dinheiro a marinar?


Ou nem sequer o têm, e vão dando desculpas?


Estão à espera de trabalho voluntário? De borlas?


 


É que isto é mesmo gozar com quem trabalha, ao mais alto nível.


 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Festival Eurovisão da Canção 2024: 1ª semifinal

Festival da Canção 2024: a 1.ª semifinal, da primeira fila aos bastidores |  Antena 1 - RTP


 

Numa verdadeira "Casa Portuguesa" ninguém falta ao encontro marcado com o Festival da Canção.

Até posso dizer que não mas, chegado o momento, inevitavelmente, "Volto a Ti".

Para ouvir as novas músicas, sempre com algumas reticências, pontos de exclamação e "Pontos Finais", naquelas que menos gosto, e que mandaria para "Bem Longe Daqui".

E, claro, para poder depois vir aqui comentar em modo "Afia a Língua", com muitas "Teorias da Conspiração", sobre como júri e público vão escolher as finalistas.

O que dispenso é o exagerado saudosismo, que me deixa a rebentar "Pelas Costuras", com tanta "Memory".

Dá vontade de dar um "Grito", para que deixem o passado para trás, e voltem ao presente.

Porque é claro como "Água" que é para o futuro, que é como quem diz, para a nossa representação na Suécia, que têm que olhar!

 

Destas primeiras dez músicas, as que mais me ficaram no ouvido foram, curiosamente, as que não passaram: Mela, Left e Bispo.

Não significa que sejam as melhores. Mas a "Água", da Mela é poderosa. A "Casa Portuguesa", do Bispo, é uma grande verdade (e eu nem gosto de hip hop). Já a "Volto a Ti", do Left, é daquelas músicas que poderiam passar ao lado, letra fraquinha, actuação fraquinha, música banal mas... o que destaca uma música das demais, é a forma como ela nos toca. O que nos faz sentir. E esta teve esse efeito.

Era quase certo que a Nena e a Rita Rocha, tal como a Iolanda, iriam passar. Aliás, o "Grito" da Iolanda é uma das apontadas à vitória. A mim, sinceramente, não me dizem muito.

Já o Noble, é mais do mesmo, e passou à final por escolha exclusiva do público.

No próximo sábado há mais.

 

 


 

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #31

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O que vêem nesta imagem?


 


Não sei o que me fez parar, e olhar uma segunda vez, mas é certo que alguma coisa me chamou a atenção, quando olhei para este pequeno ser.


Talvez tenha sido o sorriso com que nos brinda, e que nos faz, inevitavelmente e de forma contagiante, sorrir também. Sorrir de volta!


 


Um daqueles sorrisos tontos, de quem se lembra, de repente, de algo engraçado, e se ri sozinho. 


De quem vai às memórias de outros tempos, e recorda as aventuras, as parvoíces e as brincadeiras, que parecem de uma outra vida.


 


Juro que consigo distinguir perfeitamente aqueles olhinhos assim meio fechados, o pequeno nariz, e a boca, de sorriso traquina, como quem acabou de pregar uma partida inocente.


Ou está, simplesmente, feliz, e quer que sintamos o mesmo.


Até parece que está ali de braços abertos, pronto para nos abraçar e aconchegar.


Para nos lembrar que temos que levar a vida com mais leveza.


E dizer que tudo vai correr bem.


 


Será um alien fofinho que aterrou neste planeta?


Um bebé, no seu berço, a palrar, para delícia de quem o ouve?


Um pequeno diabinho que habita em cada um de nós, e puxa pelo nosso lado mais divertido e atrevido?


 


Depois, reparo que, vendo bem, talvez não seja só um ser, mas dois.


Porque consigo perceber um segundo rosto.


Mas, esse, mais indecifrável.


 


Com sorte, cada uma daquelas partes simboliza as várias expressões que o nosso rosto é capaz de transmitir, consoante o nosso estado de espírito.


Os vários seres que habitam no mesmo ser.


Os nossos "eus"...


 


Mas aquele rosto que está ali, bem visível, deu-me boa disposição para o resto do dia.


Um dia em que nem era suposto passar ali, mas quis o destino (e as obras na rua por onde costumo passar) que assim fosse.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 


 


 


 


 


 


 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Ribeira d'Ilhas - Ericeira

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No fim de semana fomos até à praia de Ribeira d'Ilhas.


Estacionámos no parque junto à praia, de fomos pelo passadiço, junto à estrada, até ao miradouro, onde se encontra a estátua do Guardião.


Depois, descemos pelas escadas, até à praia.


De um lado, meia dúzia de pessoas na praia. Do outro, as gaivotas.


O passeio foi curto.


Estava um vento frio e desagradável ao final da tarde. 


Mas sempre deu para aproveitar um pouco e sair de casa.


 


 


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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Dança com as Estrelas: a gala mais emotiva!

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Não costumo ver o Dança com as Estrelas mas, este sábado, a minha filha estava a ver e apanhei a parte inicial, da desistência de um concorrente.


Entretanto, ontem, acabei por ver o programa completo.


E foi, certamente, a gala mais emotiva até ao momento.


 


Primeiro, pela desistência do Bernardo, convidado como todos, que tem levado, semana após semana, com críticas à sua permanência em competição quando é, claramente, o concorrente que menos sabe dançar, tirando o lugar a quem merecia mais.


Foi uma atitude bonita de se ver.


Teve consciência de que, a continuar, pelo apoio que tem dos fãs, estaria a ocupar um lugar no qual não se sentiria confortável, e que seria injusto, perante os seus colegas, com mais talento para a dança.


E também porque aquilo é só um programa de televisão. A via dele não dependia da permanência, ou da vitória.


Nunca foi isso.


Quer-me parecer que ele foi convidado e que, de certa forma, não querendo dizer "não", se viu a embarcar naquele desafio no qual afirmou, desde o primeiro dia, que era um "pé de chumbo".


 


Sejamos honestos: qualquer programa, cuja votação esteja a cargo do público, arrisca-se a decisões injustas. Nem sempre o público vai pelo talento. Mas, verdade seja dita, também nem sempre o júri, entendido no que está a ser avaliado, é imparcial.


Num programa ou competição em que os concorrentes estão a apostar as suas fichas, a tentar a sua sorte, a querer uma oportunidade ou a lutar por um prémio, e reconhecimento, que lhes pode mudar a vida, compreende-se a injustiça de ficar pelo caminho, quando se é melhor do quem quem fica.


Sempre assim foi. E continuará, infelizmente, a acontecer.


 


Mas, no Dança com as Estrelas, ninguém está ali a competir nesse sentido.


A ideia que fica é que aqueles concorrentes estão a divertir-se, a superar-se, e a entreter o público.


Só isso.


Claro que gostam de passar à gala seguinte. Claro que gostam de ganhar.


Mas não é o mais importante.


A prova disso foi mais uma atitude, desta vez, do Miguel Cristovinho, no final quando, ao se ver apurado e, com isso, vendo a amiga terminar o percurso, pôs o seu lugar à disposição desta (o que não foi aceite pela produção).


No Dança com as Estrelas, há camaradagem, amizade, união. E competição, sim, mas saudável.


Porque, no fundo, nenhum deles está dependente do programa, ou da vitória para nada. Nenhum deles vai fazer carreira na dança.


 


Estes foram dois dos momentos mais marcantes da gala.


Mas não só.


Os concorrentes deram a conhecer-se um pouco mais, e dançaram músicas que lhes dizem muito, e que contam um pouco da sua história.


Foi bonito ver o Nelson Évora começar a actuação com a bandeira portuguesa e a medalha que coloca, na imagem, ao pescoço do pai.


Foi bonito ver a garra da bailarina, par do Bernardo, na última dança com o concorrente.


Foi bonito ver a Luisinha a dançar enquanto a avó tocava piano.


 


Ainda bem que, pelo meio, houve momentos mais descontraídos, com a Sílvia Rizzo, a Ana Guiomar e a Matilde Breyner a contagiar com energia e boa disposição.


 


 


Imagem: tviplayer


 


 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Desta semana

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Em modo "sobrevivência às constipações"


 


Não bastava a dor de cabeça e de garganta, tinha que vir a tosse.


Uma constipação à moda antiga, portanto.


Daquelas que já não tinha desde antes do Covid.


 


Isto é chás de manhã e à noite.


É pastilhas e rebuçados.


É comprimidos para a tosse.


 


É dormir com 4 almofadas (e um torcicolo). Dormir, como quem diz, tentar. Porque as primeiras horas são a tossir. Até as gatas se assustam, e fogem da cama! Pudera.


É acordar com dores nas costas e abdominais. E em modo zombie.


É pôr qualquer coisa na garganta e senti-la a arder, de tão inflamada que está.


É tentar controlar os ataques de tosse no trabalho, sem sucesso.


É querer falar e a voz sair rouca, e aos bocados.


E melhoras? Nem vê-las.


 


Mas até evito ir ao médico.


Ainda na semana passada fui lá, por causa da garganta, e disse-me que estava normal! Um pouco inflamada e inchada, mas nada de mais. Para beber chás e continuar com as partilhas.


Receitou-me uns comprimidos que, afinal, à garganta, segundo a farmacêutica, pouco ou nada faziam: eram para dor de cabeça. Acabei por não comprar.


 


No entanto, numa coisa tinha razão: consumir mel.


Já o meu marido me diz a mesma coisa.


Só que eu não gosto de mel. Só de pensar...


Mas pronto, rendo-me às evidências: após duas doses, a tosse abrandou.


Fiquei mal disposta, e enjoada. Mas a tosse deu-me umas tréguas temporárias.


 


E é isto.


Em semana de Carnaval e Dia dos Namorados, pouca disposição houve para brincar ou para romance.


Mas um dia em casa soube bem!


 


 


 


 

"Um Dia", na Netflix

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Esta minissérie estreou no dia 8 de Fevereiro na Netflix, e já está a dar que falar.


Depois do livro, e da adaptação a filme, chega agora a série, que acompanha Emma e Dexter ao longo de quase 20 anos, através de um dia específico, de cada ano - 15 de julho.


O dia não terá sido escolhido ao acaso: 15 de julho é um dia decisivo no Reino Unido. É o Dia de São Swithin e será o momento em que o tempo para os próximos 40 dias será conhecido. Se chover, vai chover por 40 dias, se fizer sol, vai fazer sol nos próximos 40 dias. A lenda conta ainda que o dia 15 de julho estreita laços, traz novidades e tudo que acontece ao longo desse dia, acontecerá pelo resto das vidas dos seus protagonistas.


 


Portanto, Dex e Emma conhecem-se no dia 15 de julho de 1988, dia em que comemoram a licenciatura nos respectivos cursos e, o que poderia ser um romance, ou uma aventura de uma noite, acaba por se transformar numa espécie de amizade que perdura ao longo dos anos seguintes.


 


Cada episódio, à excepção dos dois últimos, corresponde ao dia 15 de julho de cada um dos anos seguintes, e mostra como estão os protagonistas, e a sua relação, nesse ano específico.


Confesso que, apesar de nos irem sendo dadas algumas dicas sobre o que aconteceu no resto de cada um dos anos, acabamos por perder muita informação da história, e tudo acaba por ser muito fugaz e superficial, sem aprofundar muito.


 


Os episódios são relativamente curtos e, por isso, embora tenha catorze episódios, vê-se bem.


Pelo menos, a partir do 4º.


Estive muito perto de desistir de a ver, porque os primeiros episódios são muito "mornos", mas li tantos comentários a dizer que era uma série extraordinária e comovente, que acabei por continuar a vê-la.


E não, não achei assim tão boa, ou tão comovente, a ponto de derramar lágrimas sem fim, e gastar uns quantos lenços de papel.


Mas é melhor do que a minha primeira impressão. E tem duas ou três cenas mais fortes, que fizeram valer a pena.


 


Voltando à história, depois da primeira noite, em que falam de planos para o futuro e expectativas relativamente ao rumo a dar às suas vidas, agora que são licenciados, Dex e Em seguem cada um a sua vida.


E, quando se voltam a encontrar, percebem que a vida nem sempre é como idealizaram, e que os sonhos acabam por ficar arrumados na gaveta.


Há uma diferença entre eles: Emma é uma pessoa simples, trabalhadora, sonhadora, mas com os pés assentes na terra; Dexter sempre teve tudo o que quis, e acaba por não ter nada do que quer, talvez porque nem sequer saia bem o que quer. Emma quer mudar o mundo para melhor. Dexter quer ser rico. Emma não se deslumbra facilmente, e encara a vida dura, quando assim tem que ser. Dexter refugia-se nas drogas e no álcool, quando as coisas complicam.


Mas também têm alguns pontos em comum: ambos têm medo de assumir o que sentem, em lutar pelo que querem e, por isso, vão-se acomodando, cada um na sua vida, com os seus altos e baixos, e relações fugazes que, nem por isso, os fazem mais felizes.


 


É bonita de ver a amizade entre os dois, sobretudo ao início, em que cada um consegue fazer vir ao de cima o melhor do outro, e estar lá para o outro.


O problema começa quando a amizade entre eles é ameaçada, sobretudo pelo comportamento de Dexter.


Até 2007, vamos acompanhando o crescimento de ambos, os sucessos e fracassos, as relações amorosas falhadas, com alguns anos de afastamento, de reencontros e de duros golpes para os dois.


E talvez seja essa a razão para gostarmos da série: mostra pessoas reais, vidas reais, problemas reais, sem floreados.


Com tudo o que possa haver de bom. E de mau...


 


 



 


 


 


 

1 Foto, 1 Texto #30

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Quantas vezes não ouvimos por aí que determinadas pessoas têm o chamado "potencial"?


E quantas vezes os outros nos fazem ver que temos que acreditar no nosso potencial?


Ou o contrário. Muitas vezes somos nós que tentamos fazer ver aos outros o seu potencial.


De certa forma, e de alguma maneira, que será diferente para cada um, pode-se dizer que todos o temos.


Mais vincado ou mais discreto.


Mais visível ou mais camuflado.


Em maior ou menor grau.


Tal como a Natureza que é, ela própria, um constante potencial.


 


Mas não basta, apenas, ter potencial, se não houver, ou não soubermos criar, as condições para ele se desenvolver, desabrochar e dar frutos.


Se não nos dedicarmos, se não nos empenharmos, se apenas deixarmos que o potencial se manifeste por si só, é provável que nunca venhamos a tirar o melhor partido dele.


Que acabe por esmorecer. Sem nunca lhe termos dado oportunidade de se manifestar no seu auge.


 


Pelo contrário, se soubermos reconhecê-lo, explorá-lo, adaptá-lo, ele pode ser um grande aliado.


Podemos ter um solo favorável, mas nem por isso germinar o que lá se plantar.


Por outro lado, podemos ter todo um conjunto de condições adversas e, ainda assim, ver a semente germinar.


Mas, se aliarmos um solo fértil e as condições favoráveis, então aí o potencial transformar-se-á em algo real, em todo o seu esplendor.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 


 


 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #29

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Borboleta Vanessa atalanta, ou Almirante-vermelho 


 


Por onde quer que elas andem, admiradores não lhes faltam.


Cada uma diferente da outra, cada uma mais bela que a outra, são muitos os que não se cansam de observá-las, ou venerá-las.


Há até quem vá coleccionando, à medida que as vai encontrando.


Pode até parecer que vieram a este mundo apenas para exibir os seus dotes físicos, os seus movimentos graciosos e a sua beleza. Ou para enfeitiçar, numa espécie de magia, fascinados com o seu encanto.


Pode parecer que vieram apenas para serem idolatradas, como verdadeiras rainhas, pela sua formosura, delicadeza e perfeição.


 


Mas elas são bem mais do que um corpo esbelto e elegante.


Mais do que as suas cores e padrões, o que as define é o seu carácter, as suas peculiariedades, e a sua personalidade.


Apesar da sua curta vida, elas não deixam nada por fazer. Vivem-na de forma intensa, aproveitando cada minuto.


Aproveitam tudo o que a vida lhes permite usufruir, fazem o seu trabalho, e dão a sua missão por cumprida, sem arrependimentos.


E desengane-se quem pensa que elas são frágeis. A verdade é que elas, para além de alguns poderes que nem todos possuem, sabem autodefender-se quando é preciso.


 


Dizem que a beleza tem tanto de fascinante como de perigoso.


Talvez o perigo advenha de, toldados pelo fascínio, submestimarem o que existe por detrás, ou além, dessa beleza.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

O ar anda irrespirável

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Estou farta de sair à rua e levar com o fumo das lareiras, das fogueiras e das queimadas.


Farta de, por onde quer que passe, ficar intoxicada com o mau cheiro insuportável a químicos, dos desinfectantes com que andam a pulverizar o solo, seja para controlo de pragas, seja para matar ervas.


E cansada deste cheiro nauseabundo a "vomitado de azeitona" que, vindo nem se sabe bem de onde, volta e meia, reaparece, e fica por alguns dias.


Desde o início do ano que o ar anda irrespirável.


 


 


 

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

1 Foto, 1 Texto #28

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No dia a dia, na correria, em que estamos sempre com pressa para chegar a algum lado, nem os vemos.


Mas eles estão lá.


Sossegados. Disfarçados. Camuflados.


Ou, então, até sabemos que estão lá. Mas nem ligamos.


Afinal, são inofensivos.


 


De certa forma, misturam-se com o meio, e é quase como se se tornassem parte dele. Ou invisíveis. Ou indiferentes.


Mas eles estão lá.


Veem tudo. Ouvem tudo. 


Muitas vezes, cochicham entre si.


Ouvimo-los. Mas nem ligamos.


Afinal, temos mais em que pensar.


 


Seguimos com a nossa vida. E eles também.


Vão para outros poisos, levando consigo a informação que foram captando, e os segredos que foram apanhando,  quando ninguém parecia importar-se com eles.


E, enquanto continuamos embrenhados na nossa vida, quem sabe não andam eles a conversar sobre ela, e sobre tantas outras.


Ao mesmo tempo que vão apanhando mais, de outros porque, afinal, ninguém repara neles.


 


E assim andamos nós, e a nossa vida, sem o sabermos, de bico em bico, e de poiso em poiso.


Deixando de ser só nossa, passando a ser de todos.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!