sexta-feira, 29 de novembro de 2024

A espiral

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Caminhos que vamos percorrendo, em torno de um um determinado objectivo.


Voltas que vamos dando, em torno da vida.


Ora aproximando-nos.


Ora afastando-nos.


 


Uma linha que está sempre aberta. E que, muitas vezes, não nos leva a lado nenhum.


Que apenas nos faz andar em círculos, focados num ponto central, sem conseguirmos olhar para mais nada, à nossa volta.


Um ponto central que nos vai atraindo. Sugando. Puxando para si. 


Pronto a nos engolir.


 


Ou, pelo contrário, um ponto que nos guia.


Que nos faz manter o foco.


Que nos mantém no trilho certo, até ao destino.


Que nos lembra que podemos sempre fazer o percurso no sentido inverso ao que, inicialmente, iniciámos.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Histórias Soltas #29: Dualidades...

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Não sabia bem se era uma pessoa, naturalmente, complicada, ou se alguém que complicava as coisas sem necessidade.


Sabia que não gostava do incerto, de não saber com o que contar.


Não acreditava no destino e, talvez por isso, lhe custasse ainda mais acreditar que, algures no tempo, sem que estivesse à espera, coisas boas viessem a acontecer.


 


Era uma pessoa que gostava de tudo planeado, de saber tudo com antecipação.


Não era propriamente simpatizante de surpresas.


Por isso, aquele compasso de espera, sem saber bem o que esperar, era inquietante.


Sentia uma certa ansiedade.


Uma necessidade de antever o futuro.


A urgência de que tudo acontecesse rapidamente quando, o que mais precisava, sem o saber, era daquele tempo que, agora, lhe tinha sido dado.


 


Ou até sabia.


Sabia que tinha de passar por isso.


Que se tornaria uma outra pessoa.


Que aprenderia com esta nova experiência.


Mas queria fazê-lo sabendo que, lá à frente, haveria algo guardado para si.


 


Como se a vida desse garantias de alguma coisa a alguém.


Que atrevimento esperar que, consigo, fosse diferente!


Quanta petulância, achar que era uma peça diferente das outras, naquele jogo.


 


Enquanto isso, ia levando dia após dia, alimentando-se de histórias fictícias que, ainda que nunca permitissem saborear, deixavam o odor no ar, apaziguando o desejo de, também um dia, voltar a provar.


Mas, para quê?


Se sabia perfeitamente que, mais cedo ou mais tarde, as coisas voltariam a deixar de ter o mesmo sabor da primeira vez?


Para quê querer viver, novamente, algo que sabe que não é para si?


Para quê cair, novamente, no mesmo erro? E arrastar alguém para esses mesmos erros?


 


E, no entanto, continuava a querer!


Enquanto uma voz lhe dizia que não se metesse nisso, uma outra implorava para que ignorasse a primeira.


Até quando viveria nesta dualidade?


Porque é que, para algumas pessoas, parece ser tão fácil? Tão básico? Tão certo?


Mas não, totalmente, para si?


Porque é que, tantas vezes, era uma pessoa que sentia vontade de se enrolar sobre si própria, e assim ficar, como um animal que hiberna, para se poupar, conservando e armazenando energia no inverno, para depois sair da toca na primavera e, outras tantas, parecia não querer nada disso?  


 


Ainda assim, sentia-se uma pessoa grata.


Grata por lhe ser permitido viver, quando via tanta gente, à sua volta, perder essa luta, das mais variadas formas.


Grata por ainda poder experienciar essa confusão de sentimentos, tão típica do ser humano quando, a tantas outras pessoas, lhes foi vetada.


Grata por poder ter uma palavra a dizer, no rumo da sua vida, ainda que não faça a mínima ideia de para onde se dirigir.


Porque, apesar da incerteza, havia uma certeza que ninguém lhe poderia tirar: ainda tinha uma vida a ser vivida!


 

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

"A Imperatriz" - segunda temporada

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A nova temporada começa com todas as expectativas centradas na segunda gravidez de Isabel que, esperam, dê à luz o tão desejado herdeiro do trono.


No entanto, acaba por nascer uma segunda menina, e o parto complicado acaba por colocar a vida de Isabel em risco. 


E, ainda que que salve, não será aconselhável voltar a engravidar, pelo que haverá aqui um primeiro conflito entre vida pessoal, e deveres reais.


Por um lado, a pressão para engravidar quantas vezes forem necessárias, até conseguir o dito herdeiro. Por outro, o receio do que possa acontecer. E o querer ser mais do que uma mera parideira, com tudo o que está a acontecer no Império.


 


Isabel passará ainda por uma provação mais dura, que colocará em causa a sua vida, o seu casamento, e tudo aquilo pelo qual lutou.


Perdida, sem rumo, sem conseguir seguir em frente, Isabel refugia-se junto da sua família.


Enquanto Francisco sofre, sozinho, entre a iminência de uma guerra que não deseja, e as suas batalhas pessoais.


Mas se, na primeira temporada, Francisco parecia um mero "fantoche", aqui ele conseguirá, por fim, tomar uma atitude e fazer valer a sua própria vontade.


 


Destaque ainda para a abordagem castradora da homossexualidade na época, e para a educação rígida, com castigos e punições para "curar" e libertar do pecado, desde tenra idade.


E para o casamento do arquiduque Maximiliano com Maria Carlota da Bélgica. 


Exilado após a traição ao irmão e ao Império, Maximiliano não vê qualquer sentido na sua vida, até que o irmão o chama para uma missão.


Agora, sendo-lhe dada uma oportunidade de se redimir, e apaixonado, Maximiliano acredita que recuperará o apoio, e o amor, da sua família.


Mas, talvez, seja puro engano.


 


Nesta temporada conseguimos ver, também, um pouco de humanidade na arquiduquesa Sofia, mãe do imperador que, até então, estava camuflada.


Conseguimos ficar com uma ideia de que, por tudo o que passou ao longo da sua vida, Sofia teve que colocar uma carapaça de mulher fria, rígida e insensível, escondendo qualquer sentimento dos olhares de todos à sua volta.


É essa a imagem que tenta passar, a de uma mulher prática, calculista, ciente dos seus deveres, e do seu papel, enquanto mulher, na sociedade, colocando o Império acima de tudo. E é isso que espera das mulheres da família.


Apesar disso, por breves instantes, percebemos que pode ser uma mulher afectuosa.


Que se preocupa, à sua maneira, com a sua família.


E que também quebra.


Será essa, aliás, a imagem mais marcante da temporada.


 


Com 6 episódios, a segunda temporada deixa tudo em aberto.


Espero que não demorem outros dois anos a dar-nos a continuação da história.


 


 



 


 


Imagem: netflix


 

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

"O Feitiço", na Netflix

Spellbound | Netflix Media Center 


 


"O Feitiço" é uma dos poucos filmes de animação que aborda o tema da separação ou divórcio de um casal, e a forma como a relação entre um casal afecta toda a dinâmica familiar, nomeadamente, os filhos.


 


Nesta história, Ellian vê os seus pais transformados em monstros, após um feitiço que lhes foi lançado. Na verdade, foram os próprios a proporcionar esse feitiço, sem o saber. 


O casal, outrora apaixonado e cúmplice começou, com o passar do tempo, a não se entender. A discutir, por tudo, e por nada.


O amor, a compreensão e a amizade deram lugar à irritação, à intolerância, à raiva. 


E esses sentimentos negativos atraíram para si forças obscuras que os transformaram em monstros.


 


Agora, Ellian, sabendo que não pode, por muito mais tempo, aguentar esta situação, e mantê-la em segredo, tenta, de todas as formas, recuperar os seus pais, e a vida como era antes, com os três juntos.


Só que, quando os pais se apercebem do que originou toda a situação, compreendem que nada poderá voltar a ser como antes, o que fará com que, desta vez, seja Ellian a correr o risco de, também ela, se transformar num monstro.


 


Porque Ellian atingiu o seu limite.


Pensando que os pais nunca pensam em como ela se sente, que só se preocupam consigo mesmos.


Acreditando que os pais não a amam.


E que se sacrificou, e tentou de tudo, em vão.


Cabe aos pais mostrar-lhe que, independentemente de tudo, o amor que sentem por ela é o mais importante.


 


A lição do filme é a de que, ainda que um casal se separe, os filhos continuarão a ser amados por ambos.


Sim, a rotina e a dinâmica familiar mudam. Mas isso não tem que, obrigatoriamente, ser mau.


Se houver um esforço conjunto, criar-se-ão novas dinâmicas, e os filhos sairão resguardados e protegidos por ambos.


E, muitas vezes, é preferível uma separação, mantendo a humanidade, do que viver a vida toda juntos, como "monstros", ignorando que há pessoas, por quem são responsáveis, a sofrer as consequências dos actos dos pais.


 


Para mim, o ponto mais negativo deste filme é, sem dúvida, o excesso de música cantada pelas várias personagens.


Era desnecessária. 


Poderiam ter perdido menos tempo em cantorias, e passar mais depressa à acção em si.


A música principal, e mais bonita de todas - The Way It Was Before, de Lauren Spencer-Smith, seria suficiente para fazer o filme brilhar, e passar a mensagem.


 


 


sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Histórias Soltas #28: Cumplicidade

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Todos os dias, à mesma hora, os via por ali.


A brincar um com o outro, entre risadas, abraços e beijinhos.


E assim ficavam, alguns minutos, até à despedida.


 


Um último abraço.


Um último beijinho.


E um adeus.


Era o momento dela partir, e viver o seu dia.


 


Quando a perdia de vista, também ele seguia o seu caminho.


Também ele teria pela frente um longo dia.


Mas a promessa de que, no final da cada um desses dias, era certo o reencontro.


 


Não era muito comum, nos dias que corriam, ver cenas como aquela.


Mas eram bonitas de observar e presenciar, ainda que de passagem.


A cumplicidade existente entre aqueles dois seres...


 


... um pai, e uma filha!


 

Há sempre algo que nos surpreende

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Quantas vezes pensamos que já vimos tudo o que havia para ver num determinado sítio.


Que não adianta quantas vezes lá passemos, o que nos tem a oferecer é o mesmo de sempre.


E, depois, ironicamente, quando menos esperamos, há sempre algo que nos surpreende.


 


Pode até não ser da forma como esperaríamos, ou gostaríamos, ou como imaginámos.


Mas não deixa de nos surpreender.


 


E não é que tenhamos desesperadamente que procurar alguma coisa nova.


Até porque, muitas vezes, nem saberíamos bem o que, ou onde, procurar.


É, apenas, não perder a esperança, e estar atentos.


 


Desta vez, foi um simples cogumelo.


Quem sabe, da próxima, o que será. 


 


Assim é a natureza.


Assim é a vida!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Voltar atrás: coragem, ilusão, cobardia ou imaturidade?

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É legítimo que alguém, depois de tomar uma determinada decisão, queira voltar atrás na mesma?


Sim. 


 


Acredito que, enquanto humanos em constante evolução e aprendizagem, estamos sempre a tempo de mudar de ideias, de opinião, de voltar atrás numa decisão que, na altura, nos parecia a mais correcta mas, agora, parece apenas errada ou precipitada.


Visto assim parece, até, um acto de coragem. Alguém que não se deixa guiar pelo orgulho ferido, e tem a coragem de voltar atrás na sua decisão. Alguém que tem a coragem de assumir sentimentos, e de arriscar, ainda que o resultado não seja o esperado.


 


No entanto, e dependendo muito do contexto, e do momento, querer voltar atrás parece-me uma mera ilusão, a que as pessoas se querem agarrar.


Acreditar que se pode mudar o que nunca se mudou, até então. 


Acreditar que se podem mudar feitios e personalidades, que fazem parte da pessoa.


Acreditar que podem ser felizes, anulando-se, e àquilo que, ainda há uns dias atrás, desejavam para a sua vida.


 


Ou, até, uma certa cobardia, quando acontece ainda antes de colocar em prática a dita decisão.


Talvez por medo de enfrentar as consequências da mesma. 


Quando chega o "momento da verdade", assustam-se e recuam. 


Com medo das responsabilidades, do trabalho, e do risco que essa decisão acarreta.


 


E isto, de alguma forma, não deixa de soar também a uma certa imaturidade, sobretudo emocional, para consigo mesmo, e para com os outros.


Porque tenho para mim, sempre com a legitimidade de voltar atrás, que há decisões sérias demais para se tomar de ânimo leve e, como tal, quando verbalizadas, e tomadas, devem ser decisões seguras e, realmente, sentidas.


E, até aceito que esse "voltar atrás" seja equacionado quando a decisão já está a ser posta em prática. Quando já se experienciou os dois lados da questão.


Porque já houve tempo para reflexão.


 


Agora, decidir algo em conjunto, aparentemente, ciente do que isso implicava e, sem que nada o fizesse prever, exprimir que, afinal, não é isso que quer, sem que nada tenha mudado? 


Quando o outro já avançou, já se "formatou" e mentalizou para a nova realidade?


Quando o outro já considerava essa mudança certa?


 


De certa forma, parece que se anda a brincar.


Com as pessoas.


Com os sentimentos.


Com as relações.


 


Principalmente, quando a decisão, ainda que tomada em conjunto, foi puxada por aquele que agora volta atrás.


Sobretudo, quando já não é a primeira vez que o faz: voltar atrás nessa decisão que levou a ser tomada.


E se isto se torna sistema?


E se se começa a banalizar tanto uma decisão, que chega a um ponto que deixa de ser credível?


 


 


 


 


 


 

Oh Meo, começamos bem!

Novidades Logótipos: Meo - Logotipo.pt


 


Contratado o serviço para casa, da Meo, até foram rápidos na instalação do mesmo, e a enviar as condições contratuais.


Uns dias depois, recebo um email com novas condições, para aceitar, de uma coisa que nada tinha a ver com o serviço contratado. Não respondi.


Entretanto, recebo em casa um cartão de internet móvel, que eu não tinha pedido, para pc ou tablet. Ficou dentro do envelope.


 


Ontem de manhã, ligam-me, da Meo, a informar que tinham enviado o dito cartão, mas que tinha sido engano e, por isso, iam proceder ao cancelamento mas que, de qualquer forma, se por acaso viesse reflectido na factura, deveria ligar para eles, para rectificarem.


 


Cá para mim, já estavam fartos de saber que era isso que ia acontecer porque, à tarde, recebo a dita factura electrónica, com um valor absurdo para pagar.


E lá tive eu que ligar, e gastar dinheiro na chamada, sem necessidade, por um erro deles, para me corrigirem a factura.


 


Oh Meo, estamos a começar bem, não haja dúvidas!

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Oficialmente aberta a época das comédias românticas!

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Apesar de não gostar tanto delas, como há uns anos, a verdade é que é o que mais tenho visto por aqui, nos últimos tempos.


Há quem se "vingue" com um balde de gelado.


Ou quem se empanturre em chocolate.


Aqui, está oficialmente aberta a época das comédias românticas!


E com um toque de magia natalícia à mistura.


 


O primeiro filme foi "Próximo Natal, À Mesma Hora?".


É uma comédia fraquinha, mais do mesmo, a velha receita já usada tantas vezes.


Tendo como mote o papel do "destino" nos relacionamentos amorosos, este filme deixa-nos como reflexão que, tantas vezes, procuramos o amor no lugar, e na pessoa errada. Que nem sempre aquilo que acreditamos que nos está destinado, é o que o destino tem reservado para nós, mas apenas um meio, para lá chegar. O motor, que nos faz percorrer o caminho necessário, para chegar à meta.


 


 


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O segundo filme foi "Derreter de Amor".


Este, com muito mais fantasia, ou magia, como lhe queiram chamar!


É uma comédia que aborda as segundas oportunidades no amor.


E como ele chega, mesmo quando não estamos para aí virados.


No entanto, a lição que retiro daqui nada tem a ver com romance, mas com as relações entre as várias pessoas de uma comunidade, e faz jus ao meu lema "menos conversa, e mais acção".


Enquanto um xerife que promete muito, mas pouco faz, e com muito mau feitio, tenta ganhar o respeito dos habitantes locais, sem sucesso, um recém chegado, prestável, simpático e que tudo faz para melhorar as coisas para as pessoas à sua volta ganha, em pouco tempo, o carinho de todos, a ponto de se unirem para o salvar das garras do dito xerife. Até o próprio filho dá uma lição de empatia e justiça ao pai.


 


Suspeito que, até ao final do ano, me vou servir de várias doses destas comédias românticas.


Pelo menos, nelas, os finais são sempre felizes! 


 


 


 

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Sobre o filme "Isto Acaba Aqui"

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Já tendo lido o livro, ver o filme foi como assistir ao vivo, à história narrada nas páginas mas, obviamente, numa versão abreviada.


Não gostei da interpretação da Blake Lively.


O filme tem duas horas, mas nem se dá por elas.Vê-se bem.


Gostava de ter visto mais cenas da Lily e do Atlas, quando jovens.


Mas, lá está, o foco do filme era o presente.


 


O que mais me assusta?


Ouvir, da boca de quem já viu o filme, que a Lily deveria ter ficado com o Ryle.


Sobretudo, de mulheres jovens.


Potenciais futuras vítimas de violência doméstica.


 


Mas, fugindo um pouco ao principal, o filme deixou-me uma reflexão sobre que tipo de pessoas somos. Ou podemos vir a ser:


Das que precisam de ser cuidadas e nutridas, para florescer, ou das que crescem sozinhas, sem depender de ninguém?


 


"...quando eu cuido direitinho das plantas, elas retribuem com flores e verduras, mas quando eu não cuido, elas murcham e morrem, como a gente. E esse carvalho não precisa de ninguém para crescer, ele é capaz de se cuidar sozinho. Continua de pé, de qualquer forma, forte e resistente.


A maior parte das plantas precisa de muito cuidado para sobreviver. Mas algumas, como as árvores, são fortes o bastante para sobreviver dependendo somente de si mesmas, e de mais ninguém."


 



 

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Festival Eurovisão da Canção Júnior 2024

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Nunca liguei muito ao Festival Eurovisão da Canção Júnior.


Ia lendo uma notícia ou outra.


Já sabendo que Portugal nunca ganha estas coisas.


 


No entanto, este ano, as expectativas estavam altas.


Comecei a perceber que a nossa música, e a Victoria, era uma das favoritas à vitória.


Seria possível?


 


Entretanto, soube que o Festival seria transmitido, no sábado à tarde, pela RTP.


E, curiosa, fui ver.


 


Neste festival, consegue-se perceber meia dúzia de coisas:


- há crianças que já nasceram para brilhar, com um talento nato, a dar baile a muitos adultos que dizem que cantam


- há crianças que, pelo contrário, terão mais dificuldade em singrar nesse mundo, e precisam de uma maior aprendizagem (as representantes de San Marino foram um bom exemplo disso, tanto a nível vocal como de presença em palco)


- há crianças que começam desde cedo com tiques de vedeta, manias e gestos que os definem enquanto cantam


- há crianças que pisam o palco como tal, e outras que já querem parecer mais crescidas


 


As minhas favoritas, para além de Portugal, claro (que não o era só por ser Portugal, porque a música era bonita e a Victoria tem uma bela voz), eram as da Ucrânia, Macedónia do Norte e Malta.


Não vencendo Portugal, para mim, teria sido a Ucrânia a vencedora.


 


Pois nem uma, nem outra.


Apesar de, em termos de votos do público, Portugal ter sido o mais pontuado, foi a Geórgia que, somando a vitória da pontuação do júri à pontuação do público, levou o troféu.


Portugal conseguiu, ainda assim, o segundo lugar, melhor posição de sempre desde que participa.


 


 


 Imagem: junioreurovision


 

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Tudo tem o seu tempo

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Em determinadas fases da nossa vida, agimos como uma rosa, ainda em botão.


Recolhemo-nos.


Resguardamo-nos.


À espera do tempo certo.


 


E só nesse momento, em que sentimos que chegou a hora, desabrochamos.


Voltamos a confiar. 


A abrirmo-nos para o que (e os que) nos rodeia.


E a mostrar o melhor (e o pior) de nós!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Pingos da chuva

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Passei, literalmente, pelos pingos da chuva, e não resisti em fotografá-los!


 


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"Nos Meandros da Lei", na Netflix

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Chegou em Outubro, à Netflix, a terceira temporada da série "Nos Meandros da Lei", baseada na colecção de livros "The Lincoln Lawyer", do autor Michael Connelly, sendo esta temporada específica referente ao livro "Os Deuses da Culpa", que é também o título do último episódio.


 


Confesso que pouco vi da primeira temporada. E, da segunda, fui vendo com o André, que era fã da série.


Estas duas temporadas, baseadas, respectivamente, no livro “O Veredicto de Chumbo” e "A Quinta Testemunha”, têm em comum, com a terceira, as personagens principais, e o regresso a uma história que, supostamente, estaria encerrada.


 


Regressada antecipadamente da lua de mel, Lorna tem agora o grande desafio da sua vida - passar no exame da Ordem - e tornar-se advogada. Até porque experiência ela já tem. Só lhe falta mesmo a cédula.


Já Izzy vê-se num dilema entre seguir a sua paixão pela dança, ou continuar a trabalhar com aquela que ela considera a sua família.


Do lado de Andrea, ela terá que enfrentar as consequências dos seus erros, provocados por uma certa ambição, o que a fará destabilizar profissional e emocionalmente.


Mas, como sempre, é sobre Mickey Haller que recai a grande responsabilidade, os maiores desafios, e os maiores riscos.


Até onde está Mickey disposto a ir, para fazer justiça, e quão caro poderá vir a pagar por isso? Ele, ou qualquer um daqueles que o rodeia?


 


A verdade é que este caso é pessoal.


Ele deve isso a Gloria.


E sabe que o seu cliente é inocente. 


Numa mistura de culpa, empatia e desejo de vingança, Mickey vai até onde for preciso, para descobrir quem assassinou Gloria Days.


 


No entanto, se ele pensou que este caso foi complicado, perigoso, e pagou um preço alto por ele, nem sonha com o que o espera, se vier uma nova temporada.


Porque nem sempre dá bom resultado metermo-nos com as pessoas erradas. E perigosas.


Já diz o velho ditado que, quando se mexe no vespeiro, acaba-se picado!


E agora, Mickey Haller, como irás sair desta?


 


Aguarda-se a quarta temporada...


 


sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Contradições

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Por entre a camada, dos restos de uma velha vida, que já deu o que tinha a dar, a natureza parece, ironicamente, querer mostrar que há sempre algo vivo, que permanece.


E é verdade. Há sempre algo de positivo. Algo que nos marca, e cuja lembrança queremos recordar.


Por vezes, podemos até tentar ignorar aquele monte de folhas secas, e focarmo-nos na planta verde e viçosa que com elas contrasta.


Mas, depois, a mesma natureza que nos dá a esperança, logo agita as folhas secas ao nosso redor, e nos faz perceber o porquê de se encontrarem ali.


A realidade.


Contradições da natureza. E da nossa mente!


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

"A Lei de Lidia Poët" - segunda temporada

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Acompanhei a primeira temporada, em 2023, na Netflix, e fiquei surpreendida por saber que ia estrear, em Outubro deste ano, a segunda temporada.


Como não poderia deixar de ser, já a devorei!


 


Nestes seis novos episódios, há um seguimento da história das personagens principais, com novos desafios, novos mistérios para resolver, e um novo triângulo amoroso na vida de Lidia Poët.


 


Tal como na primeira temporada, reitero, Lidia e Enrico, o seu irmão, são as minhas personagens favoritas.


Lidia, pelo seu papel determinante na luta pelos direitos das mulheres, pelo seu humor, pela sua faceta destemida e aventureira.


E Enrico, pelo seu enorme coração, pelo seu amor incondicional pela irmã, e pela família. Pela sua figura caricata, que nos faz torcer por ele. 


 


A temporada começa com a morte de um jornalista, amigo de Lidia e Jacopo, que deixa a ambos um bilhete, que nenhum deles consegue decifrar.


No entanto, decididos a descobrir quem o matou, e porquê, acabam por perceber que há muito mais por detrás dessa morte. Segredos que certas pessoas não querem que sejam descobertos. Quem sabe, uma conspiração, que pode colocar em risco as vidas de todos aqueles que teimarem em investigar.


 


Enquanto isso, outros crimes vão ocorrendo, com Lidia a dar uma mãozinha, e a sua sabedoria e perspicácia, ao novo procurador geral, na resolução dos casos, sendo o seu irmão o advogado de serviço dos acusados, uma vez que Lidia não o pode ser.


 


No que respeita ao amor, e depois de ter deixado partir Andrea, preferindo ficar, percebemos que o seu caso com Jacopo também não resultou. Embora pareçam não se ter esquecido um ao outro.


Mas, agora, chega Pier, para baralhar ainda mais os sentimentos de Lidia.


 


É uma série viciante, a não perder!


 



 


 

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

"Irreversível", na RTP

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Do autor Bruno Gascon, e com interpretações de Margarida Vila-Nova, Rafael Morais, Laura Dutra, Helena Caldeira, Pedro Laginha, Ana Cristina Oliveira, Soraia Chaves e Ana Bustorf, entre outros, "Irreversível" é uma série policial, de 6 episódios, inspirada nos thrillers nórdicos que, ainda antes de estrear, conseguiu ganhar destaque a nível internacional, nomeadamente, em Cannes. 


 


Estreou a 14 de Outubro, na RTP, sendo transmitido um episódio a cada segunda-feira.


Confesso que o primeiro episódio me transmitiu sentimentos contraditórios.


Por um lado, consegue captar a atenção. Mas, por outro, é tudo muito parado, demorado, e a má qualidade do som não ajuda.


No entanto, os episódios seguintes prometem e, por isso, acredito que valerá a pena vê-la até ao fim.


 


A história segue Júlia Mendes, psicóloga, e Pedro Sousa, um inspetor, que se juntam para desvendar o homicídio de uma jovem de 17 anos - Luísa. 


Luísa tinha uma relação com Sara, e sofria de bullying por parte dos colegas das escola. Mas seria isso motivo suficiente para a matar?


 


Paralelamente, temos um caso de uma alegada assistente social que retira as crianças às mães, com base em queixas/ passado/ condições destas.


Só que essas crianças desaparecem sem nunca entrarem no sistema da segurança social. E, da dita assistente social, nem sinal. 


Rita foi uma das mães vítimas dessa assistente social, que agora tentará a todo o custo encontrar a sua filha bebé, que lhe foi retirada.


 


Será que, em algum ponto da história, as duas linhas se cruzam?


Destaco, nesta série, as grandes interpretações de Laura Dutra, como Sara, e de Helena Caldeira (já conhecida de Rabo de Peixe), como Rita.


 


Aí desse lado, conheciam a série?


Alguém a está a acompanhar?


Se sim, deixem o vosso feedback.


 


Imagem: rtp


 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Bem-vindo, Novembro!

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Chegou Novembro!


Estamos a dois passinhos do final deste 2024, que está a passar à velocidade da luz, por muito que, diariamente, sintamos que o tempo demora a passar.


 


Hoje é dia 1, Dia de Todos os Santos, dia de Pão Por Deus. 


Há quem, neste dia do ano, vá ao cemitério visitar os mortos. Enfeitar as campas.


Muitos, acredito, só lá vão mesmo nesta altura, para manter as aparências.


Porque há que mostrar, aos que lá vão, que as campas dos seus entes queridos não estão abandonadas.


 


Eu, confesso, há muito que não vou ao cemitério. 


Neste momento, a prioridade é cuidar dos que ainda estão vivos. Como o meu pai.


E foi por isso que, neste feriado, o levámos a almoçar ao McDonald's, como ele há muito queria, e andava a pedir.


 


Tenho a certeza que a minha mãe, onde quer que esteja, compreende que o meu pai precisa mais de mim, neste momento, do que ela, que já cá não está.


E sim, hei-de ir, um dia destes, levar-lhe flores, como ela tanto gostava em vida.


Mas hoje, o dia foi de celebrar a vida, a família, os amigos, os pequenos bons momentos!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!