segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Uma espécie de votos para 2025

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Estamos a chegar ao final de mais um ano.


Mais um, que passou num piscar de olhos.


O tempo cada vez corre mais rápido, ainda que, em cada dia vivido, pareça que o tempo se arrasta devagarinho.


 


Assim, como habitualmente, num balanço deste ano, que agora termina, aqui ficam alguns votos para o ano que está prestes a chegar:


 



  • Encarar a vida como um guião, que pode sempre ser revisto ou alterado

  • Evitar varrer o lixo para debaixo do tapete

  • Evitar tentar encher um copo que já está cheio

  • Não insistir, quando duas peças parecem não encaixar

  • Deixar de dar balas ao inimigo

  • Privilegiar a paz e o sossego

  • Não abusar dos filtros da vida – por vezes dão jeito, mas há que encará-la como realmente é

  • Perceber que, por vezes, determinadas coisas, são tudo o que precisamos

  • Perceber que tudo tem o seu tempo

  • Não perder a esperança, porque há sempre algo que nos surpreende

  • Evitar voltar atrás, tentando sempre caminhar em frente

  • Viver o momento


 


Feliz 2025!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

A "ressaca" do Natal

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Depois da correria, da azáfama, da euforia, e da noite de festa, eis que o dia amanhece tranquilo.


E, surpreendentemente, tendo em conta o frio dos últimos dias, quente!


Pelo menos, pela hora de almoço.


 


A "ressaca" do Natal faz-se sentir.


As pessoas acordam mais tarde.


E, muitas, deixam-se ficar em casa.


Afinal, ainda há um almoço. Mais comida e bebida. Mais celebração.


 


Mas há, também, que pôr a casa em ordem (mínima).


Há papéis de embrulho, caixas e caixinhas, sacos e saquinhos, fitas, laços e lixo para despejar.


Arrumar, nem que seja provisoriamente, os presentes recebidos.


 


E há a própria vida, que segue, porque é mais um dia.


Mas as ruas da vila estão desertas.


Só uma ou outra pessoa a passear o cão, mais por obrigação, do que vontade de sair.


Um ou outro corajoso, a fazer exercício. Quem sabe para compensar os excessos da noite.


 


Os cafés estão fechados e, por isso, o convívio faz-se em casa.


Embora meia dúzia de "gatos pingados" tenha vindo à rua fumar.


E trocar dois dedos de conversa.


Talvez para fugir, por instantes, do ambiente familiar.


 


Até o sol parece ter pouca vontade de se fazer sentir, deixando as nuvens levarem a melhor durante a tarde.


Uma tarde meio cinzenta, parada, calma, insossa.


À excepção das cabrinhas, que por ali andam a ver o que se pode comer. 


E dos coelhos bravos que, àquela hora, estão animados, e prontos para a correria.


 


Na objectiva, o retrato de um dia prestes a despedir-se.


Um último raio de sol.


Uma vila solitária e recolhida.


Gente que, naquele dia, fica dentro de portas, a recuperar para o dia seguinte.


A "ressaca" da "ressaca do Natal"!


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Um Conto de Natal felino

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Era véspera de Natal.


E, como todas as crianças, Julieta vibrava com esta época que, para ela, era especial.


Ainda acreditava no Pai Natal, na magia, no mistério.


Naquela manhã, no entanto, Julieta estava pensativa.


Talvez por estar a crescer. Ou a encarar as coisas com outros olhos.


E resolveu perguntar à sua mãe o que significava, para ela, o Natal.


A mãe respondeu-lhe que, no final daquele dia, lhe satisfaria a curiosidade, e lhe explicaria a resposta à sua pergunta.


Julieta, não muito satisfeita, questionou porque teria de esperar tanto tempo para a mãe lhe dar uma resposta tão simples.


Mas a mãe disse-lhe que, depois, veria por si mesma, o porquê da espera.


E assim passou, Julieta, o dia, ansiosa, curiosa, expectante sobre o que a sua mãe teria querido dizer com aquilo.


Por entre os preparativos para o jantar, ajeitar as prendas ao redor da árvore, e enviar e responder às típicas mensagens natalícias, de parentes, amigos e conhecidos. Por entre músicas e filmes alusivos à quadra, brincadeira e azáfama, chegou a tão aguardade noite.


E, com ela, o momento pelo qual Julieta tinha esperado.


A mãe chamou-a, para espreitar pela janela, e observar a cena que acontecia lá fora, no jardim: uma mãe gata, e o seu filhote, ambos sem dono, abandonados à sua sorte, na rua, tinham vindo fazer a sua ceia de Natal.


Julieta, encantada, exclamou: "Olha, mãe, é a vampirinha que costuma vir aqui todos os dias! E trouxe companhia!"


A mãe, então, explicou-lhe que assim era, porque Julieta, ao deixar todos os dias, uma tacinha com comida, e outra com água, no jardim, para quem precisasse, tinha feito com que aquela gata soubesse que ali poderia alimentar-se. E que, talvez, fosse seguro.


Por isso, naquela noite, a mãe gata, quem sabe querendo proporcionar, também ela, um Natal diferente ao seu filhote, achou que poderia levá-lo ali, e comerem os dois, juntinhos.


Ainda que sempre de olho em tudo ao seu redor, zelando pela segurança de ambos.


E, assim, a mãe de Julieta explicou, então, à mesma que, para si, aquilo era o verdadeiro significado do Natal.


Natal é isto:


É aquilo que podemos fazer, todos os dias, para melhorar a vida de alguém, seja animal ou humano. Pequenos gestos. Empatia. Bondade.


Dar um pouco de alegria e esperança, a quem precisa.


Dar um pouco de nós, aos que nos rodeiam.


Não soube se Julieta percebeu a mensagem ou não porque, entretanto, foram jantar, abrir as prendas e, mais tarde, dormir, sem que Julieta fizesse mais perguntas.


Mas quis acreditar que, percebendo ou não, a sua filha já punha em prática esse espírito.


E isso era o mais importante!


 


 


Em resposta ao desafio natalício da Isabel

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

"La Palma", na Netflix

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Uma série de apenas 4 episódios, que aborda uma hipotética catástrofe natural, na ilha de La Palma.


Em plena época natalícia, e cheia de turistas, entre eles uma família norueguesa que tem, por hábito, ali passar a quadra todos os anos, há um perigo à espreita: um vulcão prestes a entrar em erupção, e um tsunami capaz de causar estragos inimagináveis.


 


A narrativa intercala entre o trabalho dos investigadores e o seu dever de alertar, quem de direito, para as suas descobertas e perigos que podem representar, o protocolo a adoptar pelas entidades competentes e o conflito de interesse entre trabalho e família, e os problemas normais das famílias, entre casais, irmãos, pais e filhos.


 


Por um lado, temos uma jovem investigadora que lança o alerta, e um chefe que não quer cometer o mesmo erro do passado, que quase o fez perder o trabalho, por causar o caos desnecessariamente, por uma ameaça que não se concretizou.


A questão que se coloca é: é preferível o caos, ainda que, no final, tudo corra bem, ou manter a calma e toda a população na ignorância, até ser tarde demais, e ninguém se salvar?


 


Por outro, trabalhando para uma entidade que tem conhecimento da iminente catástrofe, e sabendo que a sua família corre perigo, o que fazer?


O protocolo diz que, nestes casos, não se pode dar prioridade à família, devendo agir com total isenção de interesses.


Mas é difícil. E nem sempre possível, mesmo para as pessoas aparentemente mais frias.


 


Marie é a jovem investigadora que dá o alerta.


E, tanto para ela, como para o irmão, Erik, é ainda mais pessoal, porque são ambos sobreviventes de um anterior tsunami, que lhes levou os pais.


Por isso, embora tenham as suas desavenças, farão de tudo para não terem que reviver o passado, e salvarem-se um ao outro.


 


Quanto à família norueguesa, Jennifer e Fredrik são um casal que parece não estar nos seus melhores dias. Enquanto ela tem apostado em manter a sua saúde física e mental, Fredrik parece não seguir a mesma onda, mesmo com problemas de saúde, desleixando-se e, sem se dar conta, descurando a mulher.


Para além dos problemas conjugais, têm ainda que lidar com um filho autista, e uma filha adolescente à descoberta do amor, com todas as inseguranças inerentes à mesma, acrescidas do facto de perceber que é lésbica, e o que isso significa em termos de discriminação.


No meio da crise, das discussões, dos ciúmes, e das acusações de parte a parte, Jennifer e Fredrik percebem que tudo isso é tão insignificante, quando estão prestes a perder a vida, e a perder-se uns aos outros.


Tudo pode ser resolvido, menos a morte.


 


E o tempo está a contar.


Perante o aviso, agora do conhecimento público, e com a falta de meios para sair da ilha e procurar um refúgio seguro, tal como no Titanic, em que os salva-vidas não chegavam nem para metade dos passageiros, também aqui, nem todos terão a mesma sorte.


Haja dinheiro, e conhecimentos, mas também coração, coragem e fé.


Porque a lava está a descer a alta velocidade, e a onda gigante já vem a caminho, para arrasar com tudo.


E não só em La Palma.


 


Uma das cenas mais surpreendentes da série, é o momento em que os investigadores Haukur e Álvaro se dirigem ao topo da montanha, em pleno coração do vulcão, para ali morrer, em grande, junto àquilo que toda a vida estudaram.


Vale a pena ver!


 


 


terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Noite de Natal

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O dia esteve ventoso e gélido.


Mas deu lugar a este bonito crespúsculo, com o amainar do vento, e da temperatura.


Lá em cima, Vénus, a fazer lembrar a estrela que guiou os reis magos até ao menino Jesus, acabado de nascer em Belém.


Haja saúde, amor, paz. 


Uma família unida.


E o privilégio de, por mais um dia, por mais um Natal, e por mais um ano, poder observar imagens como esta!


Feliz Natal 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

"A Criada Está a Ver", de Freida McFadden

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Como não poderia deixar de ser, tinha de ler o terceiro livro da colecção "A Criada".


No entanto, confesso, foi o menos bom dos três.


 


Gostei de acompanhar as personagens principais, uma década depois dos acontecimentos anteriores, já com filhos, com outra vida, a dar início a uma nova etapa.


E de rever personagens antigas, ainda que não nas melhores circunstâncias.


 


Quanto à história, também começa bem, mas quando percebemos os motivos que levaram ao crime, e a forma como este ocorreu, soa tudo um pouco exagerado, despropositado, sem sentido.


De resto, as premissas dos antecessores mantêm-se: as personagens aparentemente boas, e as aparentemente suspeitas; o suspense e mistério; uma boa dose de desconfiança e ciúmes; um aparente suspeito que não terá cometido o crime.


Ou será que, desta vez, fê-lo mesmo?


E não, desta vez a suspeita não será a Millie! 


 


 





Sinopse:







"A Sra. Lowell transborda simpatia ao acenar-me através da cerca que separa as nossas casas. «Devem ser os nossos novos vizinhos!» Agarro na mão da minha filha e sorrio de volta. No entanto, assim que vê o meu marido, uma expressão estranha atravessa-lhe o rosto.
Eu costumava limpar a casa de outras pessoas. Nem posso acreditar que esta casa é realmente minha... Apesar de ter ficado de pé atrás com a Suzette Lowell, quando ela nos convida para jantar em sua casa, decido que é uma boa oportunidade para fazer amizade. Mas o olhar frio da empregada, quando nos abre a porta… dá-me calafrios.
E a empregada dos Lowell não é a coisa mais estranha desta rua. Sinto uma figura sombria a observar-nos frequentemente, e o meu marido começa a sair de casa tarde, a meio da noite. Além disso, a mulher que vive do outro lado da rua cruza-se comigo, e as suas palavras arrepiam-me até aos ossos:
«Tenham cuidado com os vossos vizinhos.»
Eu e o meu marido poupámos durante anos para dar aos nossos filhos a vida que merecem. Pensei que o passado tinha ficado para trás… será que cometemos um erro ao mudarmo-nos para aqui?"




sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Seguir caminho

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Já era noite.


O céu estava escuro. Ainda mais escuro, pelas nuvens, que o encobriam.


Um pingo ou outro caía, ameaçando tornar-se cada vez menos espaçados, e mais fortes.


Mas, por enquanto, parecia favorável.


 


E, assim, lá ia ela, solitária, percorrendo o seu caminho.


Não indo muito depressa, também não parava.


Por um instante, o vento mostrou-se mais forte, e virou-a.


Mas ficar ali parada, rendida, não era opção.


 


Ainda havia um longo caminho a seguir.


Por isso, como uma guerreira, voltou a endireitar-se.


Não havia tempo a perder.


Ergueu-se, e fez-se, novamente, à estrada.


 


Quem sabe o que a esperava.


Ou quem a esperava.


Ou talvez nada a esperasse.


Mas isso não a impediu de ir.


 


Talvez seja apenas a sua natureza.


Talvez disso dependa a sua vida.


Talvez já nada a prenda ao lugar de onde veio.


E siga em frente, esperançosa de uma mudança.


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

"O Segredo da Criada", de Freida McFadden

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Depois de ler “A Criada” confesso que fiquei com algum receio de começar a ler o segundo livro da colecção, e encontrar mais do mesmo.


Mas a autora não me desiludiu e, em “O Segredo da Criada”, troca as voltas aos leitores, fazendo a leitura valer a pena.


 


Desta vez, e após alguns “trabalhinhos”, Millie agradece a oportunidade de poder trabalhar para Wendy e Douglas Garrick, de forma a conseguir pagar os seus estudos, e a renda do seu apartamento.


Namora com Brock, mas não quer tornar-se dependente dele, embora ele seja aquilo que se pode apelidar de “um bom partido”, além de boa pessoa.


No entanto, Millie não o ama.


E tenta esquivar-se a qualquer tentativa do namorado para avançar na relação.


 


Nesta nova etapa da sua vida, Millie continua como empregada doméstica, a formar-se para assistente social.


Vive numa zona relativamente perigosa, e isso é provado quando o seu próprio vizinho a tenta violar, no prédio onde vivem.


Mas o perigo não vem só dali.


Na verdade, Millie tem a constante sensação de que anda a ser seguida. Só não sabe por quem: se pelo dito vizinho, se pelo seu patrão, ou outra pessoa qualquer.


Por outro lado, na casa onde trabalha, algo de estranho se passa.


É como se estivesse a reviver uma história do seu passado - o mesmo enredo, mas com outras personagens envolvidas.


E sabe que, se se confirmarem as suas suspeitas, ela não vai conseguir ficar parada.


 


Mas será que, mais uma vez, ao tentar ajudar os outros, se vai prejudicar a si própria?


Ela bem queria ter uma vida normal.


No entanto, parece que ainda não é desta que o vai conseguir.


A sua "fama" persegue-a.


As situações complicadas vêm ao seu encontro, como se esperassem dela, que as resolvesse.


Como se fosse esse o seu destino e missão.


 


O problema é que, desta vez, Millie pode estar a ver tudo da forma errada.


E, quando perceber, pode ser tarde demais...


 


 





 

Sinopse:







"Cinco anos após os acontecimentos de A Criada, Millie pensa que pode construir uma vida «normal», formando-se como assistente social e trabalhando para outra família rica... mas está muito enganada!
«Millie, nunca entre no quarto de hóspedes...» Uma sombra abate-se sobre o rosto de Douglas Garrick ao tocar na porta do quarto com a ponta dos dedos. «É que... a minha mulher... está muito doente». Enquanto me continua a mostrar o seu incrível apartamento penthouse num dos prédios mais vistosos da cidade, tenho um pressentimento terrível sobre a mulher fechada naquele quarto.
Mas não posso arriscar-me a perder este emprego - pelo menos se quiser continuar a manter o meu segredo. É difícil encontrar empregadores que não façam muitas perguntas, especialmente sobre o passado. Nesse aspeto, agradeço a sorte de os Garrick me terem contratado.
Posso trabalhar aqui durante algum tempo, ficar sossegada até conseguir o que quero. Arrumar e limpar a sua deslumbrante penthouse de vista panorâmica sobre a cidade e preparar-lhes refeições sofisticadas na sua cozinha reluzente. O emprego quase perfeito.
Só ainda não conheci a Sra. Garrick, nem espreitei o quarto de hóspedes.
Tenho a certeza que a ouço chorar às vezes. Também já reparei em manchas de sangue na gola das suas camisas de dormir quando estou a lavar a roupa. Um dia, não consigo evitar bater à porta. E, quando se abre suavemente, o que vejo lá dentro muda tudo..."




quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

"Naquele Natal", na Netflix

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Não há nada mais banal ou tradicional, do que ver filmes de Natal, no Natal!


Incluindo, filmes de animação.


E se, de uma forma geral, todos parecem mais ou menos iguais, com a mesma temática, e mensagens semelhantes, a verdade é que vale mesmo a pena ver alguns deles.


 


"Naquele Natal", não sendo um daqueles filmes que possamos dizer que é muito bom, parece ser uma reprodução, no ecrã, daquilo que é a minha visão sobre o Natal, sobre o seu espírito, e sobre o que realmente importa.


E, depois, tem uma boa banda sonora: para além de me dar a conhecer uma música de Natal do Ed Sheeran, termina com a minha música de Natal preferida dos últimos anos: "Christmas Lights", dos Coldplay!


 


Quanto à história...


Temos um rapaz que vive com a mãe, enfermeira de profissão e que, naquele Natal, não só pelo seu trabalho, mas pela acção em si, terá que deixar o seu filho sozinho por algumas horas. No entanto, por muito duro que seja para ele, depois de o pai não o ter vindo visitar, não poder partilhar o almoço de Natal com a mãe, alguém lhe faz ver que, talvez, seja ainda mais duro para a própria mãe, ter que fazê-lo.


 


Depois, temos uma professora que parece muito rígida, trombuda e antipática, que todos temem, até os adultos mas que, no fundo, é só alguém solitário, que já sofreu, e perdeu o amor.


No entanto, graças a Danny, vemos um outro lado de Miss Trapper, que não deixa de ser comovente.


 


Temos ainda duas irmãs, gémeas. Sam e Charlie. Sam é a irmã boa. Charlie não se tem portado lá muito bem.


Mas isso não significa que seja má.


E vamos perceber isso quando o Pai Natal a puser à prova, sem que ela saiba. Porque, para mim, foi uma prova embora, inicialmente, pareça apenas um mero engano.


Há um motivo para cada uma daquelas acções de Charlie, e todos eles são bons motivos. Eram por boas causas.


 


Já no que toca a humor, temos vários casais que vão a um casamento e, no regresso a casa, na noite de Natal, ficam presos na neve, passando-a na carrinha, enquanto os respectivos filhos se divertem em casa, sozinhos, transformando o Natal tradicional, num Natal mais ao gosto deles, mais alternativo.


E tudo corre bem, até a pequena Eve desaparecer.


 


É aqui que, mais uma vez, o espírito natalício se evidencia, com toda a comunidade de Wellington on Sea a juntar-se para a busca, como uma grande família, que procura um membro perdido, no meio de um nevão que não facilita.


Eve só queria ir ver as cabanas na praia. 


Mas ninguém mais queria fazer a tradicional caminhada de Natal.


Então, ela viu a raposa. Viu os perus. E foi atrás deles.


Par a praia. Sozinha.


Conseguirão eles, unindo e empreendendo todos os esforços, encontrá-la?  


 


O final do filme, como não poderia deixar de ser, vem com mais uma tradição típica por aquelas bandas: o mergulho gelado.


E essa é uma daquelas que nunca cumprirei!


 


 


Deixo-vos esta citação, que me marcou:


"Acho sempre que o Natal é um pouco como uma lupa emocional.


Se te sentes amado e feliz, o Natal faz-te sentir ainda mais feliz e mais amado.


Mas, se te sentes sozinho e sem amor, a lupa começa a funcionar e torna as coisas más maiores e piores."


 


  


 


terça-feira, 17 de dezembro de 2024

"A Criada", de Freida McFadden

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Na perspectiva de Millie, Nina, a sua patroa, é completamente louca, e parece querer dar com ela em louca!


Ora diz uma coisa. Ora diz que não disse.


Num momento, é uma simpatia. No seguinte, já está a reclamar.


Ora não pode passar sem ela. Ora a quer despedir.


Se não é louca é, no mínimo, bipolar. Desmazelada. Vingativa. E parece odiá-la.


Sobretudo depois de se apaixonar, e dormir com o marido dela!


Um marido que não merece a mulher que tem. Tão bondoso. Tão atencioso.


O sonho de qualquer mulher.


 


Na perspectiva de Nina, Millie é a candidata perfeita para o cargo.


Uma pessoa que poderá cuidar da casa, e da sua filha.


Fazer limpezas, cozinhar as refeições, tratar da lavandaria.


E mais uma ou outra coisa que surja.


É bonita. É jovem. Tem um bom “currículo”.


Tem as capacidades necessárias para o serviço, e Nina acredita que ela o executará de forma exímia.


E não se engana!


 


Entre elas - Millie e Nina - está Andy.


Casado com Nina há alguns anos, padrasto de Cece, filha de Nina, é um exemplo de marido e pai.


Atura as loucuras da mulher sem nunca reclamar. Desculpa-se pelos ataques infundados dela, perante os lesados.


Desde que Millie começou a trabalhar naquela casa que começou a nascer entre eles uma cumplicidade. Uma atracção mútua.


Farto de Nina, Andy acredita que poderá construir uma vida nova com Millie e chega, até, a expulsar Nina de casa.


 


E agora?


Até aqui, o enredo foi apenas a entrada. A primeira parte.


O prato principal, logo será servido, na segunda parte. E fará o leitor olhar para estas personagens com outros olhos.


A partir daí, é óbvio que não queremos prescindir da sobremesa.


E não podia ter sido melhor servida!


 


 


Sinopse:


"Por trás de cada porta, ela consegue ver tudo.
«Bem-vinda à família», diz Nina Winchester enquanto me cumprimenta com a sua mão elegante e bem cuidada. Sorrio educadamente e olho para o longo corredor de mármore.
Este emprego caiu-me do céu. Talvez seja a minha última oportunidade para mudar de vida. E o melhor de tudo é que aqui ninguém sabe nada acerca do meu passado. Posso esconder-me e fingir ser aquilo que eu quiser. Infelizmente, não tardo a descobrir que os segredos dos Winchester são muito mais perigosos do que os meus…
Todos os dias limpo a bela casa dos Winchester de cima a baixo, vou buscar a filha deles à escola e cozinho uma deliciosa refeição para toda a família antes de subir e comer sozinha no meu quarto minúsculo no sótão.
Tento ignorar a forma como Nina gera o caos só para me ver limpar. Como conta histórias inverosímeis sobre a filha. E como o seu marido, Andrew, parece cada dia mais destroçado. Quando o vejo, e àqueles belos olhos castanhos tão tristes, é difícil não me imaginar no lugar de Nina. Com o marido perfeito, a roupa chique, o carro de luxo. Um dia, experimentei um dos seus vestidos só para ver como me ficava. Mas ela percebeu... e foi aí que descobri porque é que a porta do meu quarto só trancava pelo lado de fora...

Se sair desta casa, será algemada.
Devia ter fugido enquanto podia. Agora, a minha oportunidade desapareceu. Agora que os polícias estão na casa e descobriram o que está no andar de cima, não há volta atrás.
Estão a cerca de cinco segundos de me ler os direitos. Não sei muito bem porque não o fizeram ainda. Talvez esperem induzir-me a dizer-lhes algo que não devia.
Boa sorte com isso.
O polícia com o cabelo preto raiado de grisalho está sentado ao meu lado no sofá. Muda a posição do seu corpo entroncado sobre o cabedal italiano cor de caramelo queimado. Pergunto-me que tipo de sofá terá em casa. Não um, certamente, com um preço de cinco dígitos como este. Provavelmente de uma cor foleira como laranja, coberto de pelo de animais de estimação e com mais do que um rasgão nas costuras. Pergunto-me se estará a pensar no seu sofá em casa e a desejar ter um como este.Ou, mais provavelmente, está a pensar no cadáver lá em cima no sótão."

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

"Está Tudo Bem?"

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Quantas vezes nos fazem esta pergunta?


E, quantas outras, somos nós a fazê-la a alguém?


Está tão enraizada nas nossas interações diárias que, mais do que uma pergunta, parece mais um prolongamento do cumprimento ou saudação da praxe: "Olá, tudo bem contigo?" ou "Bom dia. Como estás?".


E, como tal, sem esperar, necessariamente, uma resposta de volta. Ou, eventualmente, o também habitual "Está tudo bem! E contigo?" que, por sua vez, será respondido de forma semelhante. Com o que se espera ouvir. 


 


Ou será que, realmente, fazemos a pergunta, mais do que por hábito ou formalidade, com verdadeiro interesse, e com intenção de ouvir uma resposta genuína?


Será que, quando isso acontece, nos disponibilizamos para ouvir? Ou arrependemo-nos, no instante seguinte, de ter feito a pergunta? Porque, lá está, esperávamos a resposta do costume, também ela dada por uma questão de educação, porque assim mandam as regras de etiqueta?


 


E quando nos fazem a pergunta, respondemos sinceramente, ou cortamos o "embaraço" mútuo por ali, com a resposta pré-fabricada na ponta da língua, que fica sempre bem em qualquer ocasião?


 


 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Viver o momento

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Porque será que as pessoas têm tanta necessidade de dar nomes às coisas?


Às situações?


Aos estados de espírito?


 


Porque não podem, simplesmente, sentir?


Desfrutar?


Viver?


 


Porque querem tanto compreender?


Esmiuçar?


Classificar em alguma categoria?


 


Como um qualquer objecto, que é suposto estar arrumado numa determinada gaveta.


Como se, desse forma, tivessem um maior controlo sobre os sentimentos.


Ou sobre as pessoas, a quem estes são dirigidos.


 


Não percebem que, enquanto tentam organizar


aquilo que nem sabem bem onde pertence


Estão a desperdiçar ou, até, estragar o momento.


 


E, quando derem por isso, aquele raio de sol, aquele calor, aquele aconchego


Aquela luz que, por instantes, trouxe consigo momentos felizes


Pode desaparecer, ou mudar de direcção.


 


Escapar-se, por entre os dedos


Como areia que tentaram, em vão, segurar


Nada restando, a não ser uma "mão vazia"...


 


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

"Lembretes" da vida

 


 


Por vezes, tão incovenientes.


Tão indesejados.


Logo quando estávamos tão "embalados".


Dispostos a deixar-nos levar para fora dos eixos.


 


E outras vezes, tão abençoados.


Tão necessários.


Para nos recordar o porquê de nos mantermos no trilho.


E o que acontece quando saímos dele.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

"Verity", de Colleen Hoover

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Gostei da ironia do título que é, também, ainda mais ironicamente, o nome de uma das personagens principais - aquela sobre a qual gira todo o enredo: a escritora Verity.


 


Verity começou a escrever uma colecção de livros que, devido a um trágico acidente que a deixou incapacitada, ficou por completar.


Com o objectivo de escrever as três obras que faltam, Jeremy sugere à editora o nome de Lowen, também ela escritora, com o mesmo estilo de escrita da sua mulher.


E se Lowen, inicialmente, quer recusar a proposta, logo acaba por aceitá-la, e mudar-se para casa de Verity, a fim de estudar as anotações desta, e ter uma ideia de como dar continuidade à colecção.


 


Uma das características de um escritor, qualidade ou defeito, é que pode escrever sobre tudo o que lhe vier à mente, seja verdadeiro ou ficção, sem nunca, quem lê, saber se o que está a ler é uma coisa, ou outra.


A questão é: conseguirá um outro escritor, enquanto leitor, discernir entre a verdade e a mentira?


Entre a realidade, e a ficção?


 


Lowen sabe que Verity sofreu um acidente, pouco depois da morte de uma das filhas, sendo que outra das filhas já tinha falecido há uns anos.


Agora, restam Jeremy e o filho, Crew, a lidar com a perda, o luto, e uma mulher/ mãe que depende dos outros para tudo. Que está presente de corpo, mas ausente de mente.


No escritório de Verity, Lowen encontra um manuscrito que nada parece ter a ver com as obras em que esta trabalhava.


Parece, antes, uma autobiografia.


E é assim, ao tentar conhecer melhor a mulher, e a mente da escritora, para melhor fazer o seu trabalho, que Lowen inicia a leitura desse manuscrito, que mudará a vida de todos naquela casa.


 


Concluída a leitura, o dilema entre o que fazer: entregá-lo a Jeremy, e destroçá-lo ainda mais, ou devolvê-lo ao sítio onde estava, como se não existisse, poupando-lhe um sofrimento desnecessário?


E onde entra o interesse pessoal de Lowen?


A verdade é que, se Jeremy passasse a odiar a mulher, ela teria uma hipótese com ele.


No entanto, para além dessa paixão que começou a sentir por Jeremy, Lowen acredita, genuinamente, que tanto ele como o filho correm perigo.


 


Nem tudo, naquela casa, é o que parece.


E nem todos, naquela casa, são o que aparentam ser.


A linha que separa a verdade da mentira, a realidade da ficção, quem é inocente, e quem é culpado, é demasiado ténue.


Na dúvida cabe, a cada um, incluindo nós, leitores, acreditarmos no que, e em quem, quisermos.


 


 


Ouvi dizer que esta obra de Colleen Hoover será a próxima chegar ao cinema.


Espero que sim!


 


 





Sinopse:







"Lowen Ashleigh é uma escritora que se debate com grandes dificuldades financeiras, até que aceita uma oferta de trabalho irrecusável: terminar os três últimos volumes da série de sucesso de Verity Crawford, uma autora de renome que ficou incapacitada depois de um terrível acidente.
Para poder entrar na cabeça de Verity e estudar as anotações e ideias reunidas ao longo de anos de trabalho, Lowen aceita o convite de Jeremy Crawford, marido da autora, e muda-se temporariamente para a casa deles. Mas o que ela não esperava encontrar no caótico escritório de Verity era a autobiografia inacabada da autora. Ao lê-la, percebe que esta não se destinava a ser partilhada com ninguém. São páginas e páginas de confissões arrepiantes, incluindo as memórias de Verity relativas ao dia da morte da filha.
Lowen decide ocultar de Jeremy a existência do manuscrito, sabendo que o seu conteúdo destroçaria aquele pai, já em tão grande sofrimento. Mas, à medida que os sentimentos de Lowen por Jeremy se intensificam, ela apercebe-se de que talvez seja melhor ele ler as palavras escritas por Verity. Afinal de contas, por mais dedicado que Jeremy seja à sua mulher doente, uma verdade tão horrenda faria com que fosse impossível ele continuar a amá-la."




terça-feira, 10 de dezembro de 2024

De nada vale a capacidade de alguém, contra a sua natureza

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De nada vale a capacidade de alguém, em fazer algo se, depois, na prática, simplesmente não o faz.


Não por não ter capacidadade para tal, assim o queira.


Mas porque, no seu dia a dia, é algo que lhe passa ao lado.


Algo de menor importância.


E que, facilmente, cai no esquecimento.


 


Porque, no fundo, de nada adianta mostrar uma capacidade para algo, se não é da própria natureza da pessoa fazê-lo naturalmente.


E se é forçado, ou com o objectivo de provar algo a alguém, não vale a pena.


É apenas uma ilusão.


Que depressa será desmascarada.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

"Nada Disto É Verdade", de Lisa Jewell

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Li, há cerca de um ano, o primeiro livro desta autora.


Quando olhei para este livro, nem me apercebi disso, mas é certo que me chamou a atenção, da mesma forma que o primeiro o tinha feito.


E se, no caso do primeiro, mencionei que era uma história "quase" perfeita, tendo o final deixado a desejar, face ao enredo até aí, posso dizer que, neste livro, é precisamente no final que se encontra a cereja no topo do bolo!


 


Como já deveríamos saber, qualquer história tem sempre mais do que um lado.


Mais do que uma versão.


Quando só ouvimos um lado, só ouvimos a história pela metade.


No entanto, ouvir todos os lados, e todas as versões, não é garantia de veracidade, de nenhuma delas.


 


Todos podem estar a falar a verdade.


E todos podem estar a mentir.


Ou todos podem ter, na sua versão, uma parte de verdade, e outra de mentira.


E, sim, torna-se difícil saber em quem acreditar. Ou sequer acreditar em quem quer que seja.


 


Josie pinta o seu marido Walter, como um pedófilo, agressor, abusador, controlador e manipulador.


Walter, por sua vez, dá a entender que Josie costuma distorcer um pouco a verdade, extrapolar as situações, e exagerar em tudo aquilo que conta aos outros.


Já Erin e Roxy, filhas de Josie e Walter, defendem o pai, acusando a mãe das piores atrocidades.


Por outro lado, a opinião de Pat, mãe de Josie, também não abona nada a seu favor.


 


E, no entanto, apesar de toda a história nos mostrar uma Josie, será que ela será mesmo assim?


Obcecada?


Possessiva?


Controladora?


Alguém em quem não se pode confiar. Nem dar confiança?


A interação dela com Alix, e tudo o que vai sendo narrado, assim o faz crer, mas...


 


O título do livro é bem explícito "Nada Disto É Verdade"!


Mas, algures entre tantas versões ao longo da história, haverá uma única verdade.


E é essa única verdade que irá libertar determinadas personagens, e aprisionar outras.


Essa verdade que perdeu a oportunidade de ser revelada.


E que nunca verá a luz do dia.


 


 


SINOPSE:


"No dia do seu quadragésimo quinto aniversário, Alix Summer, uma popular podcaster, cruza-se num pub local com Josie Fair, que, por coincidência, também está a celebrar o seu quadragésimo quinto aniversário. Alguns dias depois, voltam a encontrar-se, desta vez à porta da escola dos filhos de Alix. Josie tem ouvido todos os episódios do podcast de Alix dedicado a mulheres comuns que atingiram o sucesso e acha que a sua história pode resultar num episódio interessante, uma vez que a sua vida está prestes a mudar. A vida de Josie parece ser estranha e complicada, mas Alix não consegue resistir à tentação de querer saber mais.
Aos poucos, começa a perceber que Josie esconde segredos obscuros e, antes que se dê conta, ela já entrou na sua vida - e em sua casa. Contudo, tão rapidamente como chegou, Josie desaparece sem deixar rasto. E é então que Alix descobre que se tornou na protagonista do seu próprio podcast de true crime, com a sua vida e a vida da sua família sob ameaça mortal."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Vislumbre de um brilho há muito perdido

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Ao olhar para o brilho daquela baga, lembrou-se do brilho que, outrora, também irradiava e que, algures no tempo, e por força das circunstâncias, se foi perdendo.


Aquele brilho que advinha da tranquilidade, da alegria, da sua faceta mais descontraída, e divertida.


Um brilho, proveniente do enamoramento, da paixão, do amor.


 


Um brilho, há muito, perdido.


Que julgava nunca mais encontrar.


Mas que, nos últimos tempos, por ironia, parece querer reaparecer.


Como se, de repente, se lembrasse de lutar para ter o seu lugar de volta.


 


No entanto, este brilho é diferente.


Nem melhor, nem pior.


Apenas diferente.


Talvez por ser uma fase diferente. Uma vida diferente.


 


E é um brilho mais ténue.


Que, a qualquer momento, pode recuar.


E voltar ao lugar onde andou perdido, para não mais voltar.


Ainda assim, porque não deixá-lo luzir, por breves instantes?


 


Como uma última dança.


Mesmo quando já todos abandonaram o baile.


Quando a música estás prestes a acabar, e as luzes a desligar-se.


Antes que a magia se dissolva. 


E o brilho se apague para sempre...


 


 


Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 


 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Histórias Soltas #30: O feitiço

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Vitusca era uma aprendiz de feiticeira.


Mas não aprendia grande coisa. 


Ansiosa por pôr em prática grandes e poderosos feitiços, acabava por não prestar grande atenção aos ensinamentos que a mestre lhe dava.


Vitusca não gostava de esperar, de perder tempo com explicações, que considerava inúteis, nem com pequenos truques próprios de quem ainda está a começar.


Ela sonhava com grandes feitos.


 


E com Alepus, um colega de turma por quem, desde o primeiro dia, mostrou interesse que, pensava ela, ser recíproco.


Foi, por isso, com espanto, e desagrado que, naquele dia, viu Alepus muito próximo de Nimona.


Como ousou ele? E quem era aquela, que ela nunca tinha visto na vida?


Movida pela raiva, não pensou duas vezes e lançou um feitiço sobre Alepus, transformando-o numa planta.


O que Vitusca não percebeu foi que o seu feitiço tinha atingido, também, Nimona que, agora, era uma borboleta.


Uma borboleta que poderia passar o resto da sua vida pousada na planta.


 


Se ao menos ela tivesse pensado, antes de agir.


Se tivesse prestado mais atenção às aulas.


É caso para dizer que o feitiço virou-se contra a feiticeira!


 


 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Apontamentos de Natal em Mafra

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O carocha, do ano anterior, deu lugar à carroça de presentes


 


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Os cestos da bicicleta encheram-se, este ano, de pequenos ursinhos


 


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Provavelmente, os ursinhos que estavam aqui nesta loja e que, agora, foram substituídos pelas bolas natalícias


 


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Já aqui, o boneco de neve feito de pneus, cedeu o seu lugar a este "Tronco de Natal"


 


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E veio parar, meio perdido e solitário, ao pé da Junta de Freguesia


 


Tudo o resto, à excepção de algumas montras e decorações que ficaram simples e bonitas, mantém-se.


Presentes espalhados e amarrados em tudo quanto é sítio.


E com iluminação em mais ruas da vila, quase a fazer lembrar os enfeites dos arraiais de verão.


Ou seja, mantém-se o exagero.


E não diria, propriamente, mau gosto.


Talvez, apenas, que isto deve ser muito mais engraçado para as crianças, do que bonito de ver para os adultos!


 


 

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

"Uma Valsa de Natal em Paris", na Netflix

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Mais uma comédia romântica natalícia vista aqui por casa!


Emma é uma contabilista que, num acto de generosidade, e pura loucura, pede ao patrão para a despedir no lugar do seu colega de trabalho (só mesmo em filmes!).


Leo é um dançarino profissional que perdeu o gosto pela dança, e abandonou a sua carreira.


 


A primeira vez que Emma viu Leo, foi num espectáculo em que este participou.


E foi graças a ele, e à sua amiga que lhe ofereceu a inscrição, que passou a frequentar aulas de dança.


Um ano depois, o destino faz com que Emma e Leo se encontrem novamente.


Ele anda à procura de um par para, a pedido do seu mentor, Henry, participar numa competição de dança em Paris.


Com mais uma ajudinha da sua amiga, Emma aceita ser o par de Leo, que a escolhe pela forma leve, descontraída e entusiasta como encara a dança, fazendo-o recordar aquela paixão inicial que ele próprio sentia, e que se perdeu no tempo.


 


A mensagem que o filme tenta transmitir acaba por passar muito por aí: por vezes, mais importante que ser perfeito, mais importante que a competição em si, mais importante que ganhar, é fazer as coisas de forma sentida, com paixão, com entrega, e fazer os outros sentirem algo através de nós, e daquilo que lhes oferecemos - neste caso, a dança (mas aplica-se a tudo na vida).


O importante é dar tudo de nós, e marcar aqueles que nos vêm, independentemente do resultado.


E isso, Emma e Leo conseguiram!


 


 


Imagem: netflix


 


 


domingo, 1 de dezembro de 2024

Dezembro: mês de festas!

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Chega hoje, de mansinho, o último mês do ano.


Dezembro:


mês de festas


mês de celebrações


mês de resoluções


mês de mudanças


mês de retrospectivas


mês de despedidas...

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!