domingo, 2 de outubro de 2011

Alguém sabia?

Estava eu no outro dia a conversar com o meu namorado sobre o novo acordo ortográfico, quando ele me falou no Esperanto! “Espe” quê? - perguntei eu!


Sim, porque em 32 anos nunca tinha ouvido pronunciar tal palavra. Mas essa é uma das coisas que eu aprecio na vida – estarmos sempre a aprender, a adquirir novos conhecimentos. Se podemos partilhar um pouco daquilo que sabemos com os outros, porque não fazê-lo?


Movida pela curiosidade, depois de ter ouvido a breve explicação dada, fui pesquisar em que consistia afinal o “Esperanto”.


Com grande admiração minha, descobri que obras clássicas importantes da humanidade, como os Lusíadas, estão traduzidas para Esperanto, bem como a Bíblia e textos litúrgicos, com a respectiva aprovação pela Santa Sé!


Agora imaginem que estão em casa, ou em mais uma daquelas viagens rotineiras de casa para o trabalho ou do trabalho para casa, e sintonizam na vossa estação de rádio preferida. De repente ouvem os locutores falarem numa linguagem estranha, que vos faz pensar que devem ter apanhado por engano a Rádio ET!


Mas a verdade é que diversas estações de rádio, inclusive a Rádio Vaticano, fazem emissões regulares em Esperanto!


E até existem dicionários de Português-Esperanto! Alguma vez eu imaginaria tal coisa?!


Em Portugal, o Esperanto tem vindo a ser divulgado e ensinado pela Associação Portuguesa de Esperanto.


Mas o que é afinal o Esperanto? Nada mais nada menos que uma língua artificial, criada em 1887, pelo filósofo médico polaco Lázaro Zamenhof.


O objectivo era criar uma língua universal, que pudesse ser falada por todos, simples, e tendo por base as principais raízes nas línguas europeias modernas, mas também no latim e no grego clássicos.  


Parece-me óbvio que, se houve um tempo em que se depositava grande esperança nesta língua e havia pessoas bastante interessadas em aprendê-la, depressa essa esperança se desvaneceu.


O que me admira, não é o facto de hoje em dia não se aprender o Esperanto nas escolas, mas sim o facto de nem sequer falarem sobre o tema.


Eu como já atrás referi, nunca tinha ouvido falar, e imagino que muitos portugueses também não.


É o vosso caso? Porque não experimentam perguntar, a quem vos está mais próximo!?    

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