sábado, 31 de março de 2012

Sequestro


 


Uma jornalista que vive para o trabalho, que coloca acima de qualquer emoção, mas que ainda poderá surpreender muito com as suas atitudes ao longo da trama.


Um casal de namorados ao estilo Romeu e Julieta, com a diferença que apenas o pai dela é contra. Um pai tirano que revela que sentimentos é algo que não habita em si.


Um nascimento complicado e arriscado, numa estação de serviço, no meio de um assalto. Um vaqueiro que se transforma em obstetra. Um casal de idosos em lua-de-mel.


O final engloba romance, famílias felizes e criminosos punidos.


É um livro que se lê bem, e que recomendo!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Para além das normas

Quando estamos perante uma situação nova na nossa vida, temos a tendência a procurar informação sobre o assunto, a pedir conselhos, a dar ouvidos a quem já passou por uma experiência semelhante, e a nos guiarmos por aquilo que é considerado a norma, a regra, o padrão.


E não digo que seja, de todo, errado. Afinal, se tivermos uma referência, algo que nos possa ajudar ou elucidar, sentimo-nos mais preparados para atravessar essa nova etapa, e menos preocupados com as inúmeras dúvidas que nos pudessem atormentar.


No entanto, há que ter em conta que cada caso é um caso, e que as ditas normas, regras, padrões e referências, não são verdades absolutas. São apenas um mero registo ou indicador daquilo que é usual. Mas como em tudo na vida, existem excepções. Excepções essas que se traduzem em, perante situações idênticas, acontecerem factos diferentes, haver várias alternativas e acções distintas que se podem pôr em prática.


E que não podem, de forma alguma, ser consideradas anormais, menos apropriadas, indesejadas ou até evitáveis, apenas porque não correspondem à norma.


Por isso mesmo, embora possa informar-me e esclarecer-me sobre determinado assunto, e ouvir conselhos de alguém, nenhuma outra pessoa que não eu poderá decidir as minhas acções. Ninguém tem o direito de condenar determinado acontecimento ou facto, só porque não se encaixa nos padrões.


 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sinto-me...

... como uma flor a murchar!


 



 


Habituada a estar grande parte do tempo num belo jardim florido, apesar das intempéries a que estou sujeita, sentia-me bem e estava feliz.


Nem sempre posso ser regada como deveria, mas costumo aguentar-me durante esses períodos, até que a água me volte a devolver a vivacidade.


Por vezes, flores mais pequenas são arrancadas e levadas, mas dali a pouco, novas flores voltam para me alegrar e compor o jardim!


Mas, com o tempo, as coisas tornam-se mais difíceis… E começamos a perder a nossa força.


Depois de um momento complicado, quem cuida de uma parte de mim, ficou impedido de o fazer. E eu vejo-me impedida de lhe dar o que ele precisa para que tudo volte a ser como antes.


Depois de umas pisadelas, sem água e sem companhia, sinto-me a secar e a murchar, aqui “presa” neste jardim…  


Ele sabe, ou deveria saber, como estou. Também ele se sente preso numa teia que não criou, e que não o deixa vir até ao jardim. Também ele está triste por não poder cuidar da sua flor.


Ainda assim, e porque sei que nenhum de nós tem culpa pela situação em que nos encontramos, tento não deixar transparecer a tristeza que me invade, a fraqueza que de mim se apodera. Tento manter-me erguida, apesar da eternidade que me parece o retorno à normalidade.


Só que ele, não sei bem porquê, deu-me a entender que preferia ver-me murcha e triste por não estar com ele, do que me encontrar aparentemente bem na sua ausência…


E então, as poucas forças que me restavam desapareceram…  

terça-feira, 27 de março de 2012

Sintonia

Amanheceu…


Ela acordou. O relógio marcava 11.30. Pela primeira vez em muitos dias, e apesar dos pesadelos, tinham conseguido dormir até mais tarde. Levantou-se. O sol brilhava num magnífico céu azul, que em nada lembrava o dia anterior, cinzento e chuvoso.


Tinha algumas coisas para fazer, para pôr em ordem, mas não muitas, e sabia que ia ter tempo disponível para se dedicar à escrita, para poder ver um filme ou começar a ler o último livro que tinha trazido da biblioteca. Ia ter tempo para si.


Apesar disso, não era um dia muito feliz. Nunca poderia ser, quando duas pessoas que se amam são obrigadas, por circunstâncias da vida, a estarem afastadas…


E ali estava ela, envolvida em pensamentos, em imagens de momentos já vividos, em memórias de brincadeiras e alegrias, recordações de um amor que cada dia era mais forte…


Tentava ocupar-se com as suas tarefas, distrair-se com a natureza que lhe lembrava a cada instante que a primavera tinha chegado, mas os pensamentos voltavam, as imagens retornavam, e o desejo de que tudo fosse diferente não a deixava…


 



 


Amanheceu…


Ele olhou para o telemóvel. Tinha uma mensagem dela. Será que já estava acordada? Ligou-lhe…


Falaram dessa vez, e outra, e outra… Também ele queria prolongar aqueles instantes. Já que não podiam estar juntos, pelo menos falavam.


Mas sabia que não era a mesma coisa… Nada poderia substituir a presença dela. E enquanto se tentava conformar com a realidade, não conseguia afastar da sua mente tudo o que de bom já tinham vivido, tudo o que já tinham passado juntos, e como seria bom estarem ao lado um do outro agora.


 


Ela tinha saudades dele…


Ele sentia a falta dela…


E ambos, apesar da distância que os separava, sem saberem, estavam em sintonia!...


Sintonia de gestos, sintonia de pensamentos, sintonia de sentimentos…como duas almas gémeas…


Como um espelho que reflecte dois cenários diferentes, com duas pessoas diferentes, mas cujas histórias se completam…

Já é Primavera!

As primeiras flores começam a decorar os troncos até então despidos!


 



 


O sol brilha no céu azul, os passarinhos cantam, e a natureza chama por nós!


 



 


As pessoas saem à rua e enchem as explanadas. As crianças brincam na relva, andam de bicicleta, divertem-se nos parques infantis! As camisolas de gola alta e os casacos de inverno, dão lugar aos vestidos e roupas mais frescas.  Afinal, as temperaturas até fazem lembrar o verão!


 


segunda-feira, 26 de março de 2012

Decisões de mãe


 


Quando soube que estava grávida, pensei: “e agora, será que estou preparada?”


Se estava preparada ou não, não sei, mas tenho vindo ao longo destes oito anos a fazer aquilo que sei, que posso, e que o meu coração de mãe me diz para fazer.


Aquilo que penso ser o mais correcto, aquilo que considero mais natural.


Tenho uma única filha e, apesar de não ser de todo uma mãe perfeita, e de a minha opinião valer o que vale, de uma coisa já me convenci - não quero saber qual é a altura certa, o momento adequado, a hora recomendada. Não quero saber se há outras crianças que já fazem isto ou aquilo, ou são capazes de uma coisa ou outra. Cada criança é uma criança e a minha há-de fazer o mesmo que outras, tão bem ou melhor ainda, ou simplesmente à sua maneira, quando tiver que ser.


Os dentes costumam nascer numa determinada idade. As crianças costumam gatinhar, e começar a andar em tal mês. Deixam de mamar aos tantos meses. Dizem as primeiras palavras quando têm aqueles anos. Largam a fralda, começam a dormir sozinhos, e tantas outras coisas que nos fazem questão de informar e advertir como se, qualquer uma delas, ocorrida fora desses tempos predefinidos, fosse indicador de que alguma coisa não está bem, que não estamos a educar bem os nossos filhos ou a fazer o melhor por eles, pelo contrário, estamos a prejudicá-los.


Mas será mesmo assim?


Sempre considerei que a minha filha largaria a fralda quando estivesse preparada, e não à força. Se foi demasiado tarde? Talvez! Mas que importa isso? Deixou de a usar por iniciativa própria e não a prejudicou em nada.


Sempre considerei que era preferível ela dormir sozinha mas, depois de uma primeira fase em que se adaptou perfeitamente, veio aquela em que me venceu pelo cansaço. Habituámo-nos então a dormir juntas, até que, há cerca de um ano, combinámos fazer a experiência e dormir cada uma no seu quarto. Resultou. E não é que, depois de eu considerar que estas tinham sido duas pequenas vitórias no meu percurso de mãe, alguém me fez sentir como se não tivesse feito mais que a minha obrigação. Como se tivesse cometido erros gravíssimos e de tal forma prejudiciais, que já deveria ter corrigido há muito tempo atrás.


Qual não é o meu espanto quando me deparo com uma reportagem sobre o co-sleeping, e percebo que afinal até é uma prática mais comum do que se pensa!


Então, chega de me dizerem o que é normal e o que não é, o que devo fazer e o que não devo, o que é o melhor e o que não é, porque cada vez mais me convenço que o melhor que fazemos é seguir o nosso instinto maternal!


 

domingo, 25 de março de 2012

Coisas que me irritam


 


O facto de, muitas vezes, algumas pessoas me dizerem “se eu estivesse no teu lugar não fazia isso”, “se fosse eu, fazia aquilo” e outras do género e, depois, em situações semelhantes, fazerem exactamente o mesmo que antes me tinham aconselhado a não fazer!


 


Ver-me quase obrigada a mudar a minha forma de agir em determinadas circunstâncias, porque pessoas, supostamente entendidas no assunto, me explicam que não é a forma correcta, e descobrir depois que, afinal, a balança entre a discordância de alguns desses “peritos” e a concordância de outros deles, está equilibrada!


 


Pessoas que volta e meia teimam em fazer comparações do género “eu sou melhor que…” ou “eu faço mais que…”, com o intuito de se sagrarem vencedoras nas várias vertentes da "batalha" mas, depois, quando alguém as coloca (negativamente), no mesmo patamar dos supostos "rivais, afirmam ofendidas que não gostam de ser comparadas com ninguém!


 


 


 


 

sábado, 24 de março de 2012

Biblioteca


 


Agora que o bichinho da leitura me voltou a morder, resolvi dar uso ao meu cartão de leitor, e requisitar alguns livros na biblioteca municipal!


O primeiro é o Sequestro, da Sandra Brown!


 


 

sexta-feira, 23 de março de 2012

A Perfect Day...


 


Será que existem dias perfeitos, com momentos perfeitos, vividos por pessoas imperfeitas?...


Era tudo o que eu queria neste momento...a perfect day...


Queria ter motivos para sorrir, alegria para me contagiar, coisas boas para me inspirar...


Sentir-me leve e livre para aproveitar o que há de bom...


Queria-te a ti...


E como preciso de ti...

quinta-feira, 22 de março de 2012

À Prova

 


 


A vida coloca-nos, muitas vezes, à prova!


São várias as batalhas, as dificuldades e os obstáculos que se apresentam nos nossos caminhos, e que testam, de forma espontânea ou propositada, as nossas relações connosco e com os outros.


É fácil estarmos satisfeitos com a nossa vida quando ela corre bem, gostarmos de nós quando nos sentimos bem connosco, sentirmo-nos confiantes quando estamos por cima...


É fácil estar ao lado de alguém quando tudo corre bem, oferecermos o nosso apoio quando sabemos que não é preciso, dar a nossa mão quando já existem várias, amar quando tudo é lindo...


E é muito bom quando saboreamos maioritariamente o lado positivo da nossa passagem e vivência!


Mas é nos momentos mais difíceis, nas grandes dificuldades, quando nos tentam derrubar ou começamos a perder as forças, que confirmamos todo o poder e valor do sentimento que até aí nos uniu, que até aí experimentámos.


Nestes momentos, percebemos quem continua lá ao nosso lado, quem não "abandonou o barco" perante a possibilidade de ele afundar...


Nem todos temos as mesmas capacidades ou formas de lidar com as dificuldades, mas sentir apoio e um ombro amigo ajudam muito a atravessar os tempos difíceis!


E se é verdade que eles nos têm surgido constantemente nos últimos meses, também é verdade que estamos juntos, e juntos estamos a vencer e ultrapassar cada um deles!  

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Eterno Duelo


 


Porque será que temos uma tendência a funcionar ao contrário do que deveríamos?


Pensamos, quando deveríamos sentir...e sentimos, quando deveríamos pensar!

terça-feira, 20 de março de 2012

Meias verdades


 


Diz-se que "esperto é o homem que acredita em apenas metade daquilo que lhe é dito", e "genial é aquele que sabe em qual das metades acreditar"!


E eu pergunto-me: será que todos nós falamos apenas meias verdades? Não me parece.


É verdade que, muitas vezes, como diz o ditado popular “ quem conta um conto, acrescenta um ponto”.


Uma pequena frase ou texto acabadinho de sair, na sua forma original, depressa se pode deformar, adquirir novos contornos, novas características, e chegar aos próximos ouvintes completamente diferente.


Não são raras as vezes que os intermediários da mensagem a adulteram, a modificam, inventam e acrescentam umas mentiras que a tornam mais apelativa ou interessante. Como tal, é verdade que não devemos acreditar em tudo aquilo que nos dizem.


Mas desconfiar sempre que, de tudo o que nos foi dito, apenas uma parte será verdadeira, é o mesmo que considerar que, neste mundo, não existem pessoas totalmente honestas e verdadeiras, e que todas têm a sua quota-parte de falsidade.


Estamos a julgar o todo pela parte, e não me parece uma visão muito justa.


Eu acrescentaria que “sábio é o homem que, num primeiro momento, acredita naquilo que lhe é dito, mesmo que depois a sua esperteza o faça desconfiar que apenas metade é verdade, e a sua genialidade lhe mostre qual das metades escolher para acreditar”!


 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Crash! Boom! Bang!

Até me poderia estar a referir à conhecida música dos Roxette, mas não é o caso, embora este fim de semana me tenha feito lembrar assuntos musicais, traduzidos nestas seis palavras - "crash boom bang" e "crash test dummies"!


Foi, de facto, um fim de semana atribulado e acidentado, em que deixei de ser uma mera espectadora, para me tornar co-personagem principal.


Há uns meses atrás, no âmbito de uma festa que aqui se realizou, assisti a uma simulação de acidente, e a todo o trabalho de equipa dos bombeiros na imobilização das vítimas. Mal sabia eu que um dia seria uma delas! 


Pensando pelo lado positivo, foi mais uma aventura para o currículo, um momento trágico mas romântico e, ao mesmo tempo, com umas boas gargalhadas e boa disposição, apesar das dores! Podia ter sido bem pior, felizmente estamos bem, o carro sobreviveu e tudo se resolveu (ou quase tudo). Foi um fim de semana hospitaleiro!


Logo no sábado de manhã, fui acompanhar o meu namorado ao serviço de urgência aqui da vila. Claro que é apenas uma espécie de ponto de triagem e passagem. Como tal, encaminharam-no para a cidade, de ambulância. Fui com ele entrando, pela primeira vez, em 33 anos, numa ambulância. Foi uma manhã inteira passada no hospital, entre exames e análises. Já passava das 14 horas quando saímos, já pelo próprio pé, para apanhar o autocarro. Lembro-me de lhe ter dito que esperava nunca ter que voltar a entrar de novo numa ambulância, mas se acontecesse, que fosse como acompanhante...


Três horas depois chegámos finalmente ao carro, já mais animados e com vontade de tentarmos aproveitar o resto da tarde. Fomos às compras e depois íamos à farmácia. Ele parou na passadeira, para os peões atravessarem. E uns segundos depois..."crash boom bang"! Um barulho, um impacto, o nosso carro a ir para a frente, e nós junto com ele. Naquele momento, além do susto, até porque também foi o nosso primeiro acidente, senti que o meu cérebro tinha descolado todo. Fiquei cheia de dores na cabeça, mas mais preocupada ainda com o meu namorado, que estava tão enervado que podia acabar por piorar o problema dele. Depois, foi o pânico e o desespero. Eu de um lado, o meu namorado do outro. Veio a GNR e o Inem, perguntaram-me não sei quantas vezes a mesma coisa, vários bombeiros à minha volta, a porem colares e todas aquelas coisas para eu não me mexer mais, a saída do carro, a entrada na ambulância, e a notícia de que íamos os dois para o hospital. 


As compras no carro, a minha mala no carro, o carro no meio de uma estrada, e eu numa ambulância - sem telemóvel, sem carteira, sem casaco, sem poder avisar ninguém. Dali a pouco o pai da minha filha ia levá-la a casa e eu não estava lá. Felizmente, a bombeira foi ao carro e trouxe-me a mala, consegui mandar uma mensagem para o pai da minha filha e ela avisou os meus pais.


Depois, foram mais de 6 horas deitada numa maca, sem me poder mexer, com dores, com frio, a ser levada de um lado para o outro, para exames, a polícia no hospital a fazer perguntas. A nossa sorte foi o pai do meu namorado estar lá, e ser bombeiro. Conseguiu acompanhar-nos, fazendo muitas vezes o trabalho dos auxiliares, e passadas algumas horas estávamos os dois deitados nas macas ao lado um do outro de mão dada. Já mais calmos e com vontade de sair dali para fora. Ele foi o primeiro a ter alta! A seguir chamaram-me. Eu ainda estava com tonturas e o médico disse que se continuasse assim não me ia embora. Ainda faltava ser vista pela cirurgia, que me liberou. Só tive que tirar a agulha do medicamento que me tinham dado para as dores e ainda meio zonza, finalmente viémos para casa, onde era suposto descansarmos, não fazer movimentos bruscos e estarmos sob vigilância.


Claro que, para uma mulher, é difícil seguir as recomendações! Depois de ter arrumado tudo em casa (felizmente o guarda conhecia os meus pais, e foi lá a casa deles pedir para irem  buscar as compras e todos os pertences que tinham ficado no carro), deitei-me às 3h da manhã, para acordar antes das 9 horas, e ir buscar a minha filha que tinha ficado a dormir em casa dos avós.


Tratar da roupa, do almoço, dos banhos, da loiça, dos trabalhos de casa da filhota, das burocracias com a participação do acidente, e ainda aturar as birras da minha filha ao fim do dia, foi demais para mim.


Estava fisica e psicologicamente exausta! Hoje estou moída como uma sardinha, mas de regresso ao trabalho para mais uma semana!

domingo, 18 de março de 2012

Adrenalina - O Rescaldo

Adrenalina


 


Acabei de ler o livro Adrenalina, do Jeff Abbot, e fiquei a pensar que gostaria que houvesse um Adrenalina II, Adrenalina - O Resgate ou Adrenalina - O Reencontro!


Comparando os dois livros que tenho deste autor, devo confessar que, ao contrário de "Pânico", que me prendeu do princípio ao fim, este não teve esse efeito imediato.


Tem um começo que não entusiasma tanto, algures para o meio do livro comecei a perder o interesse, mas conseguiu voltar a cativar-me, e as últimas 100 páginas foram quase lidas de uma vez, para ver como terminava esta trama.


Não conheço outros livros deste autor mas estes dois, apesar das diferenças, são muito semelhantes. Personagens diferentes, cenários diferentes, enredos diferentes, mas a mesma base.


Um marido que põe as mãos no fogo pela inocência da sua mulher, para mais tarde descobrir que se "queimou" em vão, e que todas as suspeitas que recaíam sobre ela eram fundamentadas. Um marido que percebe que o seu casamento foi apenas "uma coisa que tinha que ser", embora paire no ar a dúvida sobre o facto de algum dia ela o ter amado, apesar da sua ambição e de ter deitado tudo a perder por ela.


A única coisa que lhe resta é o seu filho, que nunca conheceu, e que supostamente foi vendido ou traficado, como garantia para manter o pai sob controlo. Resta-lhe a esperança de um dia conseguir descobrir para onde ele foi levado, com quem está e como recuperá-lo.


Um amigo que esteve sempre ali para o ajudar, arriscando o seu trabalho e a sua própria vida. Uma desconhecida que o vai ajudar até ao fim, e com quem ele pode contar, apesar do mistério que a envolve.  


Tráfico de mulheres, armas sofisticadas que funcionam com base no ADN, espiões, criminosos, empresários e, claro, a CIA não podia faltar!


E o principal criminoso desta história (embora seja talvez apenas um peixinho a trabalhar para tubarões), que se revela ser quem à partida não estaríamos à espera!


O final - é como um fim sem fim, daí eu desejar que haja uma continuação. Os dados estão lançados! E o suspense permanece no ar...


 

sábado, 17 de março de 2012

Doce Pausa


 


A minha sugestão de hoje é doce e com sabor a chocolate!


Abriu há pouco tempo, aqui em Mafra, a "Doce Pausa - Chocolataria e Gourmet". A curiosidade levou-me lá, até porque todos os dias passo à sua porta!


Não é uma mera loja onde podemos adquirir bombons e chocolates. É mais que isso. Têm várias especialidades, de diversas regiões, e novidades fresquinhas. Mas, apesar do excelente aspecto das doçarias, que fazem crescer água na boca, não é sobre elas que pretendo falar.


O meu destaque vai para o espaço que, não sendo muito grande, prima por ser tão acolhedor e intimista, para a decoração exemplar, e para a enorme simpatia dos proprietários. Realço ainda a iniciativa dos workshops, e dos contos para as crianças, que proporcionam momentos de pura gulodice, entretenimento e cultura.


Para quem aprecie fazer uma pausa na correria e no stress do dia-a-dia, e fugir às típicas e atulhadas pastelarias a que estamos habituados, é uma óptima sugestão.


E fica mesmo ao lado da Biblioteca Municipal! Haverá melhor combinação que um ambiente calmo, um bom livro e um chocolate?! 


 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Nos teus braços


 


Quando o mundo lá fora se torna mais cruel...


Quando a vida insiste em nos pôr à prova...


Quando tudo fica mais difícil...


Quando as coisas à nossa volta se complicam...


Quando estou cansada, desanimada ou triste...


Quando começo a perder as forças...


Quando só me apetece ficar sossegadinha no meu canto...


 


...é bom saber que TU estás lá comigo...


 


...para me dares aquele abraço reconfortante e o teu peito aconchegante!


...para me fazer festinhas no cabelo!


...para me acalmar, dar segurança, e proteger!


...para me devolver a alegria, coragem e confiança!


...estás lá, para MIM!


 


Obrigada por cuidares com tanto amor e carinho desta tua "Pequenina"!


 


 


 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Atendimento Público


 


Ao fim de 12 anos, a trabalhar como assistente administrativa, neste escritório, aprendi várias coisas.


A primeira é que, como em tudo na vida, nunca conseguimos agradar a toda a gente! Há clientes que nos consideram simpáticos e outros que dizem que somos mal-educados. Há clientes que saem daqui com uma excelente impressão, e satisfeitos com o trabalho prestado pelo meu patrão, enquanto outros reclamam e vão fazer queixas à concorrência!


A segunda foi aprender a saber esperar, por vezes horas, para ser atendida nos diversos serviços públicos a que tenho que me deslocar em trabalho. E para mim não será muito difícil porque, afinal, faz parte do trabalho. À partida, não tenho que me preocupar com o horário, porque estar ali será o mesmo que estar no escritório. Pior será para aqueles que têm que faltar ao trabalho para ali estar. De qualquer forma, é preciso paciência para esperar pela nossa vez, quando sabemos que nesse tempo poderíamos adiantar diversos assuntos que deixámos pendentes. É preciso calma para observar determinadas situações e não perder as estribeiras, quando assistimos a funcionários que “pedem licença a um pé para mexer o outro”, que se põem na conversa em vez de nos atenderem, que “não estão ao balcão para ninguém” mas levantam-se imediatamente para fazer um favor especial a alguém conhecido ou familiar.


A terceira é perceber que, por mais boa vontade que os funcionários até tenham, torna-se difícil fazerem agora o mesmo trabalho, que antes era executado pelo dobro dos funcionários, principalmente quando, quem está à frente desses serviços, não consegue pôr alguma ordem e organização, zelando pelo bom funcionamento do serviço e pela mínima satisfação de quem dele precisa, e a ele se vê obrigado a recorrer.  


Por último, cada vez mais me convenço que deveria haver uma espécie de teste psicológico para todos os funcionários, ou aulas de formação para lidarem com o público! É que está mais que provado que grande parte desses funcionários não tem capacidade para exercer convenientemente essa função. Alguns esquecem-se que estão a receber um pagamento pelo serviço que prestam, dão a ideia que estão ali por obrigação, quando lhes apetecia estar noutro lado qualquer. Muitas vezes, deixam a sua vida pessoal e os seus problemas interferirem no trabalho, ou estão simplesmente num mau dia, ou de mau humor.


Talvez até tenham motivos, talvez algum cidadão não tenha agido de forma correcta e a pessoa esteja aborrecida e exaltada. Mas quem chega a seguir e até fala educadamente, não tem culpa, e não tem que levar com respostas “tortas” e falta de profissionalismo!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Prova Cega


 


Eleger governantes para o nosso país é como ser júri na prova cega da Voz de Portugal!


O problema é que não existe nenhuma "voz" que marque pela diferença, que chame a atenção, que faça virar a cadeira de forma entusiástica.


Então, acabamos por ter que ficar com os mesmos timbres, as mesmas vozes comuns, mais daquilo a que já estamos habituados!


 


 


 

A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!