Será o suicídio a manifestação de coragem dos fracos?
Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!
...de meter o nariz onde não sou chamada!
Porque, apesar de ser muito mais prático não me preocupar com algo que não me diz directamente respeito, e seguir sem olhar para o lado, que na minha vida já tenho preocupações que cheguem, não consigo ignorar o que se passa com aqueles que, de certa forma, me estão ligados.
Talvez seja o instinto maternal (que por acaso nunca tive), o dever de protecção, o não querer que alguém passe por situações que outros já passaram, e que deixaram sequelas.
Assim, dou por mim armada em boa samaritana, em princesa justiceira, em missionária da paz, a querer falar com cada uma das pessoas intervenientes para que, juntas, possamos encontrar a melhor solução para o bem de alguém que depende de nós.
Mas, ao mesmo tempo que esse "dever" e "querer" se apodera de mim e ganha força, apercebo-me que, provavelmente, tudo isso será inútil, porque ninguém está disposto a alterar o estado das coisas. Embora muitas vezes se mostrem preocupados, logo se conformam com a situação. Precisamente aqueles que deveriam estar mais empenhados!
E se quem pode fazer alguma coisa não o faz, que direito tenho eu de me intrometer? De qualquer forma, sozinha não posso muito...
Ainda assim, obrigo-me a investir numa última tentativa que, espero, me conduza ao caminho certo para o sucesso de uma missão, para a qual me auto destaquei!
Depois dos 132 toques de raquetes em Tróia, o nosso recorde chegou ontem, na praia da Baleia, aos 197!
Só agora, aos 34 anos, e porque a minha filha mostrou interesse em visitar fui, pela primeira vez, ao Planetário Calouste Gulbenkian!
Confesso que, depois de uma experiência em 3D há 15 anos atrás, por ocasião da Expo 98, no Pavilhão do Futuro, estava à espera de algo do género aplicado agora ao universo.
Mas não foi o caso. Para as crianças, está razoável e elas saem de lá satisfeitas. Já eu, considerei tudo muito básico, até mesmo o próprio equipamento de que dispõem que, pensei eu, tinha obrigação de ser mais moderno e sofisticado, de forma a proporcionar uma experiência mais aliciante.
Assim, ficou muito aquém das minhas expectativas…
Ultimamente, a Índia tem sido notícia em todo o mundo, e sempre por péssimos motivos.
Desta feita estão em causa as refeições escolares envenenadas, distribuidas no âmbito de um programa que tinha por objectivo combater a fome e a má nutrição infantil.
No espaço de uma semana, ocorreram dois casos de intoxicações alimentares das quais resultou a morte de várias crianças, e a hospitalização de todas as outras.
Na primeira situação ocorrida, as crianças, com idades entre os 4 e os 12 anos, terão dito que a comida tinha um gosto e um cheiro estranhos, mas a diretora tê-las-á obrigado a comer, e não as terá socorrido quando se começaram a sentir mal. Os alimentos estariam contaminados com pesticidas.
Ao que tudo indica, já teriam havido queixas anteriores relativamente à segurança alimentar, já que grande parte dos alimentos comprados para estas refeições não são inspeccionados antes de serem servidos.
O programa conseguiu assim parte do seu intuito: pelo menos 23 crianças não mais sofrerão de fome, porque faleceram. É pena que o tenha feito da pior forma. Já quanto ao segundo objectivo foi, obviamente, chumbado! Porque se a ideia era combater a má nutrição, fez precisamente o contrário. Ao não inspeccionar e controlar de forma adequada os alimentos que gratuitamente oferecem às crianças, estão a contribuir para a sua má nutrição.
Por tudo isto, este programa bem intencionado soa mais a um presente, literalmente, envenenado!
Parece que foi lançada uma espécie de maldição às montanhas-russas do mundo!
O parque de diversões britânico Alton Towers fechou a sua montanha-russa, que abriu há apenas dois meses, depois de uma peça de metal ter caído, obrigando à retirada de 48 pessoas que se encontravam no equipamento. Até ordem em contrário, a montanha-russa permanecerá encerrada para investigação.
Já no parque de diversões Six Flags Over, no Texas, EUA, uma mulher morreu quando a barra de segurança do carro em que seguia se abriu durante uma descida.
Ao que parece, antes da viagem começar a vítima mostrou-se preocupada por não estar devidamente protegida, mas o funcionário terá reagido com "indiferença".
As investigações já tiveram início e o parque encontra-se encerrado.
Talvez seja melhor mesmo ficar com os pés bem assentes na terra!
Não é de agora que as pessoas recorrem à greve de fome como forma de protesto ou reivindicação de algo que lhes é devido.
Mas será a melhor forma de o fazer? O que levará alguém a enveredar por este caminho para tentar levar a sua luta a bom porto?
E valerá a pena?
Ricardo Cunha, guarda-redes de hóquei em patins dos "Limianos" - Associação Desportiva de Ponte de Lima - recorreu à greve de fome para que lhe fossem pagos salários em atraso.
Ao fim de 5 dias sem ingerir qualquer alimentação, foi hospitalizado. Segundo declarações do próprio, não podia continuar com a greve de fome, porque "os filhos precisam do pai em casa e com saúde".
E eu pergunto-me: não deveria ter pensado nisso antes?
Durante os cinco dias de protesto, o hoquista não recebeu qualquer contacto da direcção do clube.
E eu pergunto-me: valeu a pena? adiantou alguma coisa?
Embora estejamos a passar por uma crise e o mercado de trabalho esteja em decadência, quero acreditar que um homem de 33 anos conseguiria encontrar outras opções que não a greve de fome para resolver esta questão de salários em atraso.
Alguém que se queixa que já gastou muito dinheiro e lhe devem outro tanto, deve lutar para conseguir um novo trabalho e estabilizar a sua vida, ao invés de perder ainda mais tempo a prejudicar a sua saúde.
Não sou defensora desta forma de protesto, quando no mundo há tantas pessoas a morrer de fome, embora aceite que alguém desesperado e que não tenha nada a perder possa ver na greve de fome a solução para os seus problemas.
No entanto, penso que neste caso não se justificava, mas cada um sabe de si e faz aquilo que considera melhor.
...que a justiça não funciona!
Muito se fala da justiça em Portugal, melhor dizendo, da falta de justiça que se pratica nos tribunais portugueses. E com razão!
Mas, tendo em conta as notícias que nos chegam sobre acontecimentos em outros países, percebemos que a injustiça não é uma prática exclusiva de Portugal.
Este caso do Dubai é mais uma prova de que as coisas não funcionam como deveriam, e que o mundo anda cada vez mais ao contrário.
Vítima de violação, Marte Dalelv apresentou queixa mas acabou presa! Saiu sob fiança mas com os documentos confiscados, sem poder regressar à Noruega.
Mais tarde, aconselhada a desmentir à polícia a violação, foi condenada a 16 meses de prisão por sexo ilegal, falsas declarações e consumo de álcool.
E assim se vão ocupando os lugares vagos nas prisões, com vítimas inocentes, enquanto os criminosos aproveitam a liberdade que a justiça lhes oferece de bandeja!
O prometido é devido e ontem a noite foi para a Inês!
Levámo-la à festa na Avessada, com a banda Ouriços e foi uma maratona de dança.
Ela estava entusiasmadíssima para ouvi-los cantar, e dançar.
Quando chegou o momento da participação das meninas na coreografia, ela foi a primeira (e única) a subir ao palco, e por isso mesmo, e por ter imitado bem, foi ela a ganhar a T-shirt da banda que ela tanto queria, e a caneta.
Agora que temos os três, já nos apelidei de Família Ouriça :)
Ela aguentou-se bem toda a noite e, no final, pediu autógrafos a todos!
...a de ontem, no Sobreiro!
Três horas de dança com a banda do momento!
Hoje há mais :)
...um dia de sol bem aproveitado na praia!
Se não tivesse horários para cumprir, ficava em Tróia até às 20h :)
Assim, soube a pouco.
Hoje foi dia de ir passear até Porto Covo, com o meu marido, o irmão dele e a minha filha!
A Ilha do Pessegueiro fez-me lembrar aquelas prisões isoladas que se vêem nos filmes :)
As paisagens são bonitas, mas prefiro Tróia. Não sei se foi por não termos tempo de ver mais, ou pelo sol que não apareceu, mas ficou aquém das minhas expectativas.
De qualquer forma, gostei de lá ter ido e as crianças divertiram-se!

Não é de agora que conheço a banda.
De facto, há já vários anos que eles animam as festas de verão.
Começaram por ser uma banda de ouriços - tudo bons rapazes, mas há cerca de um ano, quando estiveram aqui em Mafra, trouxeram uma mudança - uma voz feminina. Pessoalmente, acho que foi uma mais valia para o grupo.
Durante esse tempo, cheguei a ir a alguns bailes em que eles actuavam.
No entanto, só agora começámos a segui-los com mais regularidade.
E posso dizer que são pessoas impecáveis, simpáticas, brincalhonas, simples e muito humildes, que nos tratam com muito carinho.
Sempre foi, e continua a ser, uma das bandas mais conhecidas entre nós, com boa música e boas vozes, que nos consegue sempre surpreender em cada espectáculo, e nos proporciona bons momentos de diversão.
Hoje foi dia de compras!
Já temos quase todo o material escolar, e os livros encomendados.
E a carteira agradeceu o facto de ter ficado mais leve!


Ontem foi, sem dúvida, uma noite especial!
Apetecía-nos ir a um baile e descobrimos que ia haver festa no Milharado com o grupo musical Ouriços.
Quando lá chegámos, não havia ninguém a dançar. Mas como não dependemos dos outros para dançar, fomos nós para o centro e começámos. Passado algum tempo foi pedido aos presentes para imitarem uma coreografia e quem o fizesse melhor ganhava um brinde. Nós mantivémo-nos à frente e imitámos o melhor que conseguimos.
Quando chegou o momento de anunciarem o vencedor ficámos admirados mas felizes por termos sido nós! Ganhámos duas canetas do grupo.
E continuámos a dançar. Mas as surpresas não terminaram porque foram ter connosco e deram-nos uma T-shirt para cada um e ainda nos tiraram uma foto.
Já mais para o final da noite deram-nos os parabéns pela nossa energia, já que desde que chegámos e até ao final, não parámos de dançar, sendo muitas vezes o único na pista.
Valeu a pena!
O primeiro dia de férias foi dedicado ao cinema.
A oferta não era grande - o filme que eu queria ver já não estava em cartaz e os únicos que estavam em exibição eram Gru - O Mal Disposto ou
Mostros - A Universidade. E nenhum deles me inspirava, por isso deixei a minha filha escolher.
Optou pela segunda hipótese. E foi bem escolhido!
Acabei por adorar o filme, tal como ela e o meu marido, que se fartaram de rir :)
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Último dia de trabalho!
A contar as horas para entrar oficialmente em modo "Férias"!
Foram os bombeiros de Mafra contactados para acorrer ao local onde se encontrava um gatinho em apuros, a fim de o salvar, mas acabaram por ser responsáveis pela sua morte!
Ao que parece, o gato estava em cima de um poste. E os bombeiros resolveram fazê-lo descer utilizando jactos de água! Para ver se caía!
E caíu! Caíu, mas morreu com a queda :(
É lamentável...
Posteriormente, na sequência deste incidente e de uma petição para responsabilização em actividades profissionais cuja obrigação social é a ajuda e a protecção da vida de seres vivos, humanos ou animais, os bombeiros de Mafra emitiram um comunicado à população a pedir desculpas pelo sucedido, afirmando que se tratou de um acto isolado.
...não tenho jeito para veterinária!
Admiro a atitude, a eficácia e a coragem de quem exerce essa profissão.
Fazem o que têm a fazer, sem "mariquices", sem rodeios, sem "engenhocas".
Já eu, não tenho a mínima vocação para enfermeira de gatos. Sou boa a brincar com eles ou a dar miminhos. Sou péssima a tratar-lhes da saúde.
Simplesmente não consigo agarrar na minha gata, segurá-la pelo pescoço (que ainda por cima está em ferida) e enfiar-lhe o comprimido, como a veterinária diz "goela abaixo". Tenho tentado que ela o coma junto com a ração, o que resultou algumas vezes e foi para mim um grande alívio.
Mas outras nem por isso. E então lá tive eu que tentar fazê-la engolir o antibiótico. As primeiras vezes não foi assim tão mau. Mas ela já está escaldada, e hoje de manhã declarou-me guerra!
Resultado: mão e braço completamente mordidos e arranhados, com sangue a correr! Consegui que ela tomasse o comprimido. mas a seguir fui em para a casa de banho desinfectar as minhas próprias feridas!
...mas não me consigo lembrar!
Estava eu ontem à beira mar quando oiço o meu nome e vejo um rapaz dirigir-se a mim, como se me conhecesse bem.
E eu, fiquei a olhar para ele com cara de parva :)
Dizia ele: "Não estás a ver quem eu sou?"
Eu: "Não!"
Ele: Sou o Nuno!
Eu: "Desculpa mas não estou mesmo a ver quem és..."
Ele: "Éramos da mesma turma no 6º ano! Tu tinhas sempre boas notas - 4 e 5!"
Eu: "Eu tenho uma memória muito fraca...mas realmente a tua cara não me é estranha..."
Parece que costuma ver-me quando vou levar a minha filha à escola, e quando me viu na praia, foi confirmar se era mesmo eu.
E depois desta breve conversa, já em jeito de despedida, pergunta-me ele: "ainda não te estás a lembrar de mim, pois não?"
E eu: "Não! Mas hei-de me lembrar!"
O que vai ser difícil tendo em conta que já passaram mais de 20 anos! Eheheh
Estes últimos dias não têm sido fáceis.
Era imprescindível que houvesse uma pessoa calma, ponderada, tranquilizadora, compreensiva, forte e eficaz, perante a situação em que os que me são próximos se encontram. Alguém para aguentar o barco e levá-lo a bom porto. Fui eu a escolhida!
Afinal, de nada serviria encarar os factos com histerismo, nervos ou tristeza.
A minha filha precisava de mim para a acalmar enquanto vomitava sem parar, com dores, e enquanto lhe tentava dar banho com várias interrupções a que a diarreia obrigava, às 4 horas da manhã.
A Tica precisa que sejamos compreensivos com ela, pois está doente, e isso leva-a a urinar em tudo o que é sítio, menos na liteira. E leva-a também a vomitar.
O meu marido precisa de apoio, porque perdeu novamente a carteira com todos os documentos, porque tem saudades da família, porque faleceu alguém que era para si muito importante, porque anda com dores de dentes, e porque precisa de atenção.
Sendo eu a única pessoa que não foi afectada por nada, cabe-me a mim, como mãe, dona e mulher, ajudar aqueles que amo a ultrapassar esta fase menos boa com força, tranquilidade e compreensão.
Mas a verdade é que também eu me começo a ressentir e a perder forças. Qualquer dia, sou eu que fico doente!
E nessa altura, quem irá impedir que o barco afunde?...
Numa noite, pouco depois de me deitar, naquela fase em que não estou acordada, mas também não estou bem a dormir, vi um bicho a passear pelo cabelo e enfiar-se no meio dos lençóis. Despertei assustada a dizer ao meu marido que estava um bicho na cama. Ele sossega-me e diz que foi apenas um sonho, e que não há bicho nenhum.
Volto a fechar os olhos e, uns minutos mais tarde, tudo se repete - volto a ver o bicho no mesmo sítio e volto a despertar assustada como se aquilo fosse real.
Mais uma vez, o meu marido diz que não há bichos na cama e volto a adormecer. Desta vez sem mais incidentes.
Até ontem à noite! Deitei-me, adormeci (penso eu) e vejo uma cobra mesmo à frente da minha cara. Acordei, e acordei o meu marido com o grito que dei, com o coração bem acelerado, até me convencer que tudo não passou de um pesadelo.
O que é estranho é que a única coisa que vejo mesmo, numa fracção de segundos, são estes bichos ao pé de mim. Nada de começo, meio e fim, nada de outras imagens, personagens ou acontecimentos. Simplesmente, os bichos ao pé de mim.
Ando mesmo a alucinar!