terça-feira, 23 de julho de 2013

Sobre as greves de fome


 


Não é de agora que as pessoas recorrem à greve de fome como forma de protesto ou reivindicação de algo que lhes é devido.


Mas será a melhor forma de o fazer? O que levará alguém a enveredar por este caminho para tentar levar a sua luta a bom porto?


E valerá a pena? 


 


Ricardo Cunha, guarda-redes de hóquei em patins dos "Limianos" - Associação Desportiva de Ponte de Lima - recorreu à greve de fome para que lhe fossem pagos salários em atraso.


Ao fim de 5 dias sem ingerir qualquer alimentação, foi hospitalizado. Segundo declarações do próprio, não podia continuar com a greve de fome, porque "os filhos precisam do pai em casa e com saúde".


E eu pergunto-me: não deveria ter pensado nisso antes?


Durante os cinco dias de protesto, o hoquista não recebeu qualquer contacto da direcção do clube.


E eu pergunto-me: valeu a pena? adiantou alguma coisa?


Embora estejamos a passar por uma crise e o mercado de trabalho esteja em decadência, quero acreditar que um homem de 33 anos conseguiria encontrar outras opções que não a greve de fome para resolver esta questão de salários em atraso.


Alguém que se queixa que já gastou muito dinheiro e lhe devem outro tanto, deve lutar para conseguir um novo trabalho e estabilizar a sua vida, ao invés de perder ainda mais tempo a prejudicar a sua saúde.


Não sou defensora desta forma de protesto, quando no mundo há tantas pessoas a morrer de fome, embora aceite que alguém desesperado e que não tenha nada a perder possa ver na greve de fome a solução para os seus problemas.


No entanto, penso que neste caso não se justificava, mas cada um sabe de si e faz aquilo que considera melhor.


 


 

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