terça-feira, 30 de julho de 2013

Por vezes tenho vontade...


 


...de meter o nariz onde não sou chamada!


 


Porque, apesar de ser muito mais prático não me preocupar com algo que não me diz directamente respeito, e seguir sem olhar para o lado, que na minha vida já tenho preocupações que cheguem, não consigo ignorar o que se passa com aqueles que, de certa forma, me estão ligados.


Talvez seja o instinto maternal (que por acaso nunca tive), o dever de protecção, o não querer que alguém passe por situações que outros já passaram, e que deixaram sequelas.


Assim, dou por mim armada em boa samaritana, em princesa justiceira, em missionária da paz, a querer falar com cada uma das pessoas intervenientes para que, juntas, possamos encontrar a melhor solução para o bem de alguém que depende de nós.


Mas, ao mesmo tempo que esse "dever" e "querer" se apodera de mim e ganha força, apercebo-me que, provavelmente, tudo isso será inútil, porque ninguém está disposto a alterar o estado das coisas. Embora muitas vezes se mostrem preocupados, logo se conformam com a situação. Precisamente aqueles que deveriam estar mais empenhados!


E se quem pode fazer alguma coisa não o faz, que direito tenho eu de me intrometer? De qualquer forma, sozinha não posso muito...


Ainda assim, obrigo-me a investir numa última tentativa que, espero, me conduza ao caminho certo para o sucesso de uma missão, para a qual me auto destaquei!


 


 


 

1 comentário:

  1. Marta, como a entendo. Tanta vez que me "meto" e depois vejo que afinal o empenho é apenas meu.
    Esta semana aconteceu-me algo que me deixou a pensar se os meus vizinhos seriam surdos ou apenas não se importam com o próximo. Ouvi discussão, murros e pontapés(creio que numa porta ou parede), gritos e choros. Fiquei a tremer pois não sabia de que apartamento vinha, nem a gravidade. Moro no quinto andar e corri escadas abaixo para tentar perceber de onde era e se alguém precisava de ajuda. Continuava a ouvir aquele "espetáculo" e continuava a não saber de onde vinha. Volto a subir as escadas até ao 6º andar e oiço que era ali. A única forma que achei foi telefonar à policia. Não pelo barulho, mas por não saber se a mulher que gritava e chorava precisava de ajuda. Todo o tempo que andei a subir e descer escadas não vi uma única porta aberta, para saberem o que se passava. Faz-me confusão. Bem, devem seguir o velho ditado "entre marido e mulher não metas a colher". Isto foi só um exemplo.
    Boa semana

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