sexta-feira, 28 de março de 2014

Brilhante, excepcional, genial, muito bem feito mesmo!


 


Vi -o, li a sinopse e pensei “vou gostar deste livro”!


A história, de facto, prometia. Ainda que, à primeira vista, fosse o clássico da mulher desaparecida e do marido suspeito, com muito mistério pelo meio.


Não o comprei na altura, mas este ano teve que ser.  E comecei a ler.


O que posso dizer sobre ele? Não muito, quase nada! E não é porque não tenha nada para dizer. É porque o que quer que eu diga, estará a desvendar algo que não deve ser contado mas, sim, lido!


Já vi algumas críticas negativas ao livro, leitores que se sentiram enganados ou decepcionados por comprarem o livro a pensar que a história seria uma coisa, e depois foi outra.


Eu não me sinto enganada. Não me arrependo. A autora escreveu um livro brilhante, excepcional, muito bem feito mesmo! E se, de facto, a história não foi exactamente aquela que imaginei pela sinopse, isso não me defraudou. Só me cativou ainda mais porque aconteceu aquilo que ninguém esperaria.


A história gira à volta de duas pessoas, Amy e Nick. As cenas vão intercalando entre um e outro, ora em forma de entradas de diário dela, ora em tempo real, no caso dele.


Duas pessoas normais, que um dia se conhecem e apaixonam, casam e têm tudo para viver o seu “felizes para sempre”. Com o passar do tempo, o casamento parece entrar em crise, surgem desentendimentos, discussões e o divórcio eminente. Parece já não haver outra solução, já não haver amor mas apenas acomodação, saturação e mágoa. Um cenário perfeito para procurar fora, aquilo que não há em casa.


Umas vezes estamos solidários com Amy. Outras, defendemos Nick. Por vezes, nenhum dos dois.


A história fala de personalidades, de possíveis condicionantes que para elas contribuíram, de pequenos e grandes defeitos, de aparências, de verdades escondidas e mentiras reveladas, de pessoas reais, que podemos encontrar em qualquer lado!


A partir do momento em que começamos a ler Em Parte Incerta, não conseguimos parar até saber onde nos vai levar cada página que viramos, que reviravoltas nos aguardam, que supresas nos esperam, até ao final da história. E vamos, cada vez mais, recordar a pergunta da capa “acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?”.


Quem é a Amy? Quem é o Nick?


Sem dúvida, um dos melhores livros que já li! Aguardo com grande expectativa a adaptação ao cinema.

2 comentários:

  1. :) Eu ando cheia de vontade de contar a toda a gente como é o livro, qual é a história, mas não é daqueles livros que se conta um bocadinho ou as linhas gerais, e ainda dá vontade de ler. Se abro a boca, fica-se logo a saber a história, e já não faz sentido ler o livro. Mas gostava que todos o lessem. Nem que seja para perceber como conhecemos tão pouco as pessoas, como elas nos podem surpreender, e como nos podemos surpreender a nós próprios.
    Não é um policial daqueles que estamos até ao fim a tentar descobrir quem é o criminoso. Mas também não é um romance. Longe disso...

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