É o primeiro romance de Augusto Cury e narra a história de Marco Polo, um estudante de Medicina, com um espírito livre cheio de sonhos e expectativas que, ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões.
Indignado, Marco Polo vai desafiar profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com perturbações psíquicas precisam de mais do que remédios e diálogo - precisam de ser tratados como pessoas, como iguais. Numa luta constante contra a discriminação, Marco Polo vai provocar uma verdadeira revolução de mentalidades.
Entre as várias polémicas que instalou, destaco a rivalidade entre a psiquiatria e a psicologia (que deviam caminhar lado a lado), o poder e os interesses da indústria farmacêutica e de quem a domina, e a definição de loucura.
Destaco ainda a forma como é retratado o mundo dos sem abrigo e dos pacientes internados em clínicas psiquiátricas, e as suas histórias por detrás daquilo em que se tornaram. E a forma como muitos médicos olham e tratam os seus pacientes. Também fica bem patente neste livro a discriminação pelas diferenças sociais, por parte de uns, e a eliminação de tudo isso por parte de outros.
Mas a história de Marco Polo não faria sentido se dela não fizesse parte o seu amigo Falcão, um mendigo que encontrou nas ruas e que guarda alguns mistérios, revelados ao longo do livro. E, claro, a sua esposa Anna, que ele também conheceu nesta jornada e que é narrada lá mais para o fim do livro, e que prova que o amor, quando verdadeiro, não se compra nem se vende, e vence todos os obstáculos!
Sem comentários.
ResponderEliminarDisseste tudo o que há de relevante e que quase todos, incluindo alguns médicos, deveriam saber.
Numa das formações realizadas neste 1.º período, aprendi que um conjunto de sinais e sintomas podem não se integrar em determinada doença ou patologia. Só que o psicólogo ou psiquiatra, só por isso, deve trabalhar nem que seja um deles. Afinal, o paciente sofre! Aprendi muito mais, mas só por isto, a formação foi mais do que válida.
Este foi o livro que me abriu mais a mente para a realidade dos sem abrigo e que me levou, inclusive, a fazer uma entrevista com a Associação Casa, que lida e ajuda os mesmos.
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