quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O peso excessivo das mochilas


 


Todos os anos, quando se aproxima o início do ano lectivo e a compra das mochilas, se fazem as mesmas recomendações:


 


- o peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança


- devem utilizar-se as duas alças da mochila (que devem ser acolchoadas), uma para cada ombro, ou então mochilas de rodinhas


- a criança deve pousar a mochila nos intervalos


- as crianças não devem levar mais do que aquilo que precisam


 


Mas, de que é que adiantam todas estas recomendações se, na prática, não são possíveis de concretizar?


A minha filha foi agora para o 5º ano. 


Na escola onde ela anda, há cacifos, mas ainda não estão disponíveis porque têm que ser desocupados pelos anteriores proprietários, por isso, por enquanto, é como se não houvesse.


Se tiver 3 aulas num dos períodos, significa que terá que levar 3 cadernos, 3 manuais aos quais se acrescentam outros 3 livros de exercícios ou fichas, o estojo, a caderneta, o lanche,etc.


Só aí, já leva mais do que os 10% do seu peso recomendados. E isto porque vem a casa almoçar. 


Já uma criança que passe o dia na escola, o que acontece cada vez mais porque os pais estão a trabalhar e não têm possibilidades de ir buscar os filhos ao almoço e em determinados horários, tem que levar o material necessário para o dia inteiro.


Que outras facilidades a escola oferece? Poucas!


As aulas nem sempre são na mesma sala, o que os obriga a andarem com a mochila de um lado para o outro. Nos dias de educação física, acrescentamos mais um saco de desporto para o equipamento. Nos dias de chuva, um guarda-chuva. Muitas vezes, os casacos.


E quanto a pousarem as mochilas no intervalo, até o podiam fazer, mas os professores não o recomendam. Porquê? Porque pode haver quem esteja à espera dessa oportunidade para roubar!


Resultado: as crianças passam a maior parte do tempo com excesso de peso às costas, e sem condições para brincar à vontade nos intervalos!


Quanto às ditas recomendações, guardam-se na gaveta até ao início do próximo ano, embora saibamos que nada mudará!


 


 


 

1 comentário:

  1. Infelizmente essa é a verdade! Foi no nosso tempo (e reflecte-se hoje na minha coluna) e continua a ser no tempo dos nossos filhos! :(

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