segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Sobre o livro O Jogo de Ripper


 


Depois de ter lido um livro que me prendeu da primeira à última página, foi difícil conseguir entusiasmar-me com este.


A minha filha perguntava-me: "estás a gostar do livro?"


E eu respondia "tem muita conversa e pouca acção!" ou "tem muita palha".


Até mais de metade do livro (lida em vários dias), não deu para aquecer. Estava mesmo a ficar desiludida com esta aquisição.


Mas, quando desaparece a personagem Indiana, então tudo começa a mudar. E, daí em diante, foi ler o que restava durante umas horas, para saber o que ia acontecer, e surpreender-me com o final.


Fez-me lembrar um pouco a generalidade das telenovelas - passam a maior parte do tempo a empatar, e nos episódios finais despejam tudo de uma vez.


Não conheço outros livros da autora mas, neste, Isabel Allende pecou nesse aspecto. E noutros, também.


Sendo este livro a sua estreia no universo policial, os crimes deveriam ter tido maior destaque ao longo do livro. Assim, parece que se cometeu um crime, mas que esse é algo terciário para a história, e que o importante são as características das personagens, e as relações entre elas.


E, por falar em relações, mais um aspecto que falha. Ou que talvez até retrate uma realidade, mas que não devia existir: nenhum agente policial ou investigador partilha informações, provas e ficheiros com a família, ou com qualquer outra pessoa que não intervenha na investigação.


Por outro lado, os participantes do Jogo de Ripper, também deveriam ter tido um papel mais activo. E houve episódios que não faziam falta e que eram desnecessários.


Por tudo isto, posso dizer que a forma como a história se começou a desenvolver a partir do desaparecimento de Indiana, e o final, foram os únicos motivos para não dar como desperdiçado o meu dinheiro na compra do livro.


Numa escala de 1 a 5, talvez um 3 seja a classificação mais justa.


 


 


 


 

1 comentário:

  1. Eu até gostei bastante. Acho que lhe dava um 4 ou 4,5. Identifiquei-me muito com a personagem da Indiana, se calhar para mim essa parte da identificação das personagens foi importante contudo não estou muito habituada a ler policiais. Mas realmente também achei muito estranha aquela partilha de informações policiais com a família. Pareceu-me muito naïf da parte da escritora.

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