sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

As "Violettas" deste mundo

 Y vuelvo a despertar En mi mundo Siendo lo que soy...


 


Gosto de ver a série, gosto da maior parte das músicas, e vibrei com o concerto no Meo Arena.


E tudo isto, graças à minha filha, que desde que a série começou, ficou fã, assim como milhares de crianças por esse mundo fora.


Sim, por vezes é necessário refrear um pouco a febre, pelo bem da minha carteira, da minha saude mental e do sucesso escolar dela! 


Mas é um facto que a Disney apostou forte, e transformou Violetta num verdadeiro caso de popularidade tal como o fez, outrora, com outros jovens, que se tornaram artistas de sucesso.


No entanto, na opinião da psicóloga Cristina Sá Carvalho, a influência destes fenómenos sobre as crianças não é muito saudável, dando como exemplo o fenómeno Hanna Montana que deu uma reviravolta na sua carreira e se transformou numa Miley Cyrus permanentemente envolvida em polémicas.


Defende Cristina Sá Carvalho que as crianças precisam de outro tipo de liderança, e de se identificarem com o pai e com a mãe, e não com as "Violettas" deste mundo, advertindo que “Um dia as Hannas Montanas transformam-se em Miley Cyrus”.


Eu não vejo as coisas por esse prisma.


Qual é o mal de as crianças se identificarem com os seus fãs, ainda que sejam imagens fabricadas, que podem não corresponder à realidade? 


Sempre assim foi! Só porque uma criança ou adolescente foi fã da Hanna Montana, não significa que agora vá andar por aí com a língua de fora e a mostrar o corpo. Só porque um rapaz é fã do Justin Bieber, não vai andar por aí a agir como ele. Não é por ter sido fã da Britney Spears vai cometer as mesmas loucuras que ela. 


Além disso, a influência pode ser positiva. E não tem necessariamente de interferir com o papel da família e dos progenitores. O facto de a minha filha gostar de cantar e dançar as músicas da Violetta, e entreter-se com isso, é benéfico. Faz uma coisa que gosta e ainda vai aprendendo espanhol! E na série também vai observando alguns princípios que já conhece e que aprendeu com os pais, mas que não lhe fazem mal nenhum ver, como o valor da amizade, a confiança, o quão errado é mentir ou esconder coisas dos pais e amigos, etc.


Por essa lógica, as crianças nunca deveriam acreditar no Pai Natal, porque um dia se transformará no nosso avô, nem na Fada dos Dentes, que um dia se transformará na nossa mãe, nem em nenhum outro artista ou personagem mundialmente famoso que, por um motivo ou outro, se transformou noutra pessoa!


E também é certo que, muitas vezes, é preferível identificarem-se mais com determinadas personagens, do que com certas mães e certos pais que conhecemos, e que nem assim merecem ser chamados. 


Goste-se ou não, estes fenómenos vão continuar a existir, e todos nós, crianças ou adultos, em algum momento da nossa vida, nos poderemos sentir identificados com as personagens que eles criam.


Por isso, que venham as "Violettas" deste mundo, porque chegará o dia em que as nossas crianças crescerão, e serão elas próprias, independentemente das modas que lhes impuserem! 


 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ora marcas tu, ora marco eu!

 


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Tinha uma consulta de Pediatria da minha filha, marcada para Dezembro de 2014.


Essa consulta foi adiada, pelo hospital, para este mês. Talvez por a médica ter ido embora e ser agora um novo médico a substituir.


Uma vez que não é uma consulta urgente, liguei para o hospital para ver se me podiam adiar para outra altura. Mesmo sem eu pedir, marcaram-me para 17 de Fevereiro. Achei óptimo, calhava nas férias de Carnaval e ela não teria que faltar à escola.


Agora, recebo uma carta a dar sem efeito a consulta, por motivos imprevistos. Palpita-me que os motivos imprevistos são o terem percebido que dia 17 é mesmo a terça-feira de Carnaval e o médico, provavelmente, vai brincar para outro lado! Marcaram-me para o início de Março.


Voltei a ligar, porque não me apetece que a minha filha falte às aulas, para adiar para mais tarde. Marcaram-me então, depois de eu pedir, para um dia nas férias da Páscoa. 


Estou para ver se me voltam a trocar as voltas de novo. Se assim for, desisto. De qualquer forma, ela já está mais que recuperada! 


 

Vem aí O Principezinho!

‘O Principezinho’ chega ao cinema


E parece-me que vai ser o grande filme de animação de 2015!


É difícil encontrar alguém que não tenha ouvido falar, ou não tenha lido O Principezinho. Eu própria li esta obra, em português e em francês, nos meus tempos de escola.


Agora, a obra do escritor francês Antoine Saint-Exupéry, que há quase 70 anos vem conquistando miúdos e graúdos, foi adaptada para cinema e deverá estrear no final de 2015 (está previsto para Outubro).


A história terá como protagonista uma pequena menina, que contará a história das suas viagens e do seu encontro com o Principezinho.


Sem dúvida, um filme a não perder!


Aqui fica o trailer do filme:



 

A primeira compra literária de 2015


O Bicho-da Seda, de Robert Galbraith.


Comprei na Bertrand, com 10% de desconto, com oferta deste saco:


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e deste livro:



 


 


 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Depois da Matemática, as Ciências Naturais!


A professora de ambas as disciplinas, é a mesma!


Marcou um teste para a semana passada que, mais tarde, adiou para hoje.


Ontem, a professora deu aulas de matemática e ciências naturais à turma, e não disse nada. Hoje, no período da manhã, deu a aula de matemática, e voltou a não tocar no assunto. No período da tarde, faltou à aula de ciências, e não houve teste!


Espero que haja uma boa justificação para o sucedido (algo extremamente urgente e impossível de avisar com antecedência) mas a verdade é que esta professora, por múltiplas vezes desde que regressou à escola, após a ausência de duas semanas no início do ano lectivo, falta às aulas.


Mais uma vez, quem paga são os alunos, que ficam contentes por não terem realizado o teste hoje mas, para a semana, já não acharão graça quando, aos que já têm marcados, tiverem que juntar mais um!  


E podem vir dizer que não é um problema, porque se já estudaram para hoje já sabem a matéria e não é preciso estudar mais, porque na prática as coisas não são bem assim. Está matematica e cientificamente comprovado!


 

Os erros de Nuno Crato!

 


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"Quem dá 20 erros por frase não pode ser professor", diz o ministro da Educação Nuno Crato, afirmando que "não se pode ensinar bem o que não se sabe bem"!


E quem comete dezenas de erros durante o seu mandato, pode continuar a ser ministro?!


É que também não é possível exercer bem a sua função, se não souber bem o que é necessário fazer, e conseguir pô-lo em prática!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Há falta de médicos em Portugal?


 


Diz-se que Portugal tem "doutores" a mais.


Mas, ao que parece, nesses ditos "doutores", deve haver uma grande falta de médicos, já que uma das medidas anunciadas, pelo ministro da saúde, para melhorar a resposta nos centros de saúde e diminuir a afluência às urgências dos hospitais no SNS, foi recorrer a médicos reformados!


Para isso, tornam-se necessárias alterações à lei. Como diz Paulo Macedo, está a ser “ultimada a legislação no sentido de dar novas possibilidades de contratar médicos reformados, por exemplo, não lhes exigindo um horário de 40 horas integral mas flexibilizando essa prestação”.


De acordo com o ministro, esta possibilidade tem vindo a ser negociada com o Ministério das Finanças
porque, “claramente trata-se de uma excepção relativamente aos reformados do nosso país mas que nos parece que, face às necessidades das pessoas, se justifica”.


Será que, realmente, se justifica? E em que sentido?


Justifica-se porque é, de facto, necessário contratar médicos e não temos entre nós outros médicos dispostos a trabalhar nas condições propostas, ou suficientemente competentes para os cargos? Ou porque é mais conveniente para o Estado, e nem sequer ponderaram contratar médicos ainda no activo, ou à espera de uma oportunidade para exercer aquilo para que estudaram?


E, já agora, se se justifica abrir uma excepção à regra, e contratar profissionais reformados, face às necessidades das pessoas, no caso da saúde, por que não se justifica também para aqueles que, apesar de reformados, ainda se sentem úteis e capazes de trabalhar?


E como é que vão proceder em relação à reforma e ao pagamento pelos serviços prestados desses médicos reformados. Será que, justificando-se a excepção à regra, se justifica também a acumulação de uma e de outro? Ou suspenderão a reforma enquanto estiverem ao serviço do Serviço Nacional de Saúde? E, se se justifica para estes, porque não para aqueles a quem a reforma mal chega para sobreviver, e que arranjam um trabalho para compensar?


Aí já não têm interesse as necessidades das pessoas?


 


 


 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Violetta Live - o concerto no Meo Arena!

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Uma hora e meia espectacular, que passou num instante e soube a pouco! 


Conseguimos fazer a surpresa à minha filha, que ficou eufórica!


Ela, e todas as outras crianças que já por lá andavam. O fenómeno Violetta é, de facto, uma loucura!


Pelo Parque das Nações, íamos vendo um pouco de tudo: venda de cartazes gigantes, bandeiras, fitas, cachecóis e outros produtos, e pinturas faciais, para que as crianças fossem bem apetrechadas e equipadas para o concerto! À medida que a hora de entrada para o segundo espectáculo do dia se ia aproximando, a zona à volta do recinto ia enchendo, tanto com os que estavam a chegar, como com os que estavam de saída. Dar um pulinho ao centro comercial Vasco da Gama para fazer tempo, dar uma volta e comer qualquer coisa, foi uma péssima ideia, tal era a quantidade de gente que por ali andava. 


A segurança e as forças policiais marcaram presença, como há muito não via, e cumpriram bem o seu papel, tanto durante o concerto da tarde, como na saída desses primeiros espectadores, e depois, na nossa entrada. A organização estava 5 estrelas, sem grandes confusões (pelo menos ali na zona de entrada para as plateias). E mesmo durante o espectáculo, sempre a pedirem aos mais "desobedientes" que se mantivessem sentados, para deixarem as outras pessoas ver.


Vi muitas mães, e muitos pais com as crianças, a maioria delas meninas! Se havia meninos, quase não se viram.


E foi assim, com a plateia ao rubro, ansiosa e eufórica, que se iniciou o espectáculo, à hora marcada!


Muita animação, a letra na ponta da língua, muita interação entre artistas e público, e a vontade de ficar ali mais umas horas a cantar e dançar (mesmo sentados)! 


 


Notas positivas:


Para o Jorge Blanco, pela simpatia e interação constante com o público, e pelo seu esforço de falar connosco em português;


Para o Samuel Nascimento, também pela interação e brincadeiras com o público;


Para os cenários, espectaculares!


 


Notas negativas:


Para a Martina, que podia ter-se esforçado um pouco mais a falar connosco e durante o espectáculo, em português;


Para o pouco protagonismo da Alba Rico;


Para a ausência da Ludovica nas principais músicas ao lado da Candelaria e da Martina;


Para o facto de terem prometido várias surpresas, e não as ter visto, de só a plateia da frente ter direito a confetis, e de terem feito deste espectáculo um verdadeiro negócio, com apenas os portadores dos bilhetes de 500 euros a terem direito a Meet & Greet (um absurdo), e com os produtos da Violetta quase ao dobro ou triplo do preço normal.


 


Momentos caricatos:


Quando a Martina disse "Portugal, te amo!", e o meu marido, com o público já em silêncio gritou "Também te amo"! A voz dele ouviu-se em todo o pavilhão e a Martina, encabulada, sem saber quem tinha falado, agradeceu!


Quando, no fim, comecei a gritar "mais uma" e toda a gente fez o mesmo, e vieram realmente cantar mais uma.


Ou melhor, veio a Martina, como ela mesma, para um fim em grande ao som do maior sucesso do ano passado "Libre Soy", do Frozen!


E assim terminou, com muita pena nossa! Aqui ficam algumas das fotos que conseguimos tirar: 


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sábado, 24 de janeiro de 2015

O segredo mais bem guardado!

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O segredo mais bem guardado desta casa está prestes a ser revelado!


Vamos agora a caminho do Meo Arena e, só quando lá chegarmos, é que ela (a minha filha) vai saber o que lhe espera: o concerto da Violetta!


Sim, aquele a que ela tanto queria ir! Na mão, os bilhetes por que ela tanto ansiou!


Não foi fácil guardar este segredo por 4 meses, quando a todo o momento a ouvia falar da Violetta, do concerto, dos passatempos para ganhar bilhetes em que chegou a participar, para tentar a sorte, e que eu incentivei, para disfarçar o facto de já ter em meu poder 3 bilhetinhos!


Houve alturas em que, de facto, me esqueci do assunto, mas outras em que a vontade de lhe revelar era muito grande. No entanto, se é para fazer surpresa, há que ir até ao fim.


Veio o Natal, e nada de bilhetes. Passou o aniversário, e eles continuaram sem aparecer. A esta altura, e depois dos primeiros concertos de ontem, ela não está mesmo nada à espera.


E estou ansiosa para lhe revelar o segredo e ver a sua alegria estampada no rosto! O que não fazemos nós, mães, para ver os nossos filhos felizes?!


 


P.S.: No próximo post, conto-vos como tudo correu, e como foi o concerto mais aguardado deste ano pelas crianças!  

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Solidariedade que vem de dentro, e se sente por fora!


"Solidariedade é um acto de bondade com o próximo, ou um sentimento, uma união de simpatias, interesses ou propósitos"


 


Se há solidariedade e pessoas solidárias neste mundo, este é um exemplo disso.


Sim, existem muitas formas diferentes de mostrar que somos solidários. E cada um escolhe aquela que mais se adequa à sua maneira de ser e de estar na vida.


Ainda há pouco tempo, assistimos a diversas manifestações de solidariedade para com as vítimas, e sobreviventes, do ataque ao Charlie Hebdo, um pouco por todo o mundo.


Quer através de junção de multidões, marchas, da arte nas suas variadas formas, de um simples texto num blog ou numa rede social, foi enorme o apoio a esta luta pela liberdade de expressão. Não que se pudesse com isso fazer alguma coisa pelas vítimas, ou proteger que cá ficou, mas pelo facto de que não aceitamos que em pleno século XXI e em países onde prezamos e usufruimos da liberdade de expressão conquistada com muita luta, haja ataques como este.


Mas, não condenando essas mesmas formas de demonstrar apoio e solidariedade, não posso deixar de enaltecer e destacar esta que, a meu ver, e a ser concretizada, é um verdadeiro acto de bondade para com alguém que não devia ter sido condenado, nem sujeito a tão dura pena.


Sim, refiro-me a Raif Badawi, condenado a ser chicoteado 1.000 vezes por insultar o islão no seu blogue. E aos sete membros da Comissão Americana para a Liberdade Religiosa Internacional, que se oferecem para receber 100 chicotadas cada um, no lugar dele.


Homens e mulheres, conservadores e liberais, cristãos e muçulmanos, todos defendem o mesmo princípio: 


"A compaixão, uma virtude sublinhada no islão bem como no cristianismo e no judaísmo e outras fés, é definida como sofrer com o próximo. Somos pessoas de credos diferentes, mas estamos unidos pelo sentido de obrigação de condenar e resistir à injustiça e, se for necessário, sofrer com as suas vítimas. Preferimos partilhar da sua vitimização do que ficar parados a vê-lo sofrer esta cruel tortura".


 


Posto isto, que mais se pode dizer? É a solidariedade que vem de dentro, e se sente por fora, na própria pele, atenuando e partilhando a dor do próximo!

Pelo bem do ambiente, taxem-se os sacos de plástico!


 


Portugal é um dos países europeus onde se utilizam mais sacos de plástico, a maioria dos quais usados apenas uma vez, e depois deitados para o lixo, criando um problema ambiental, uma vez que demoram décadas a desaparecer.


Seguindo a linha de outros países, Portugal optou então por medidas ambientalistas que passam pela aplicação de taxas aos sacos de plástico. 


A não entrega, ou atraso, da contribuição é punível com multa, e se o sujeito passivo não realizar o pagamento voluntário no prazo, é extraída uma certidão de dívida, e o fisco avança com processos de execução fiscal. É também uma das medidas que deverá gerar mais receitas, provavelmente destinadas a subsidiar outras reformas fiscais. A excepção para esta medida, segundo dizem, serão os sacos de plástico sem asas, destinados a contacto directo com os alimentos.


No entanto, o objectivo principal, diz o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, não é o de obter receitas, mas sim o de incentivar a mudança de comportamentos. A meta? Baixar o consumo per capita para 35 sacos por ano, pouco mais do que um saco por mês!


A sério?! Acreditam mesmo nisso?!


Se o governo está tão preocupado com o impacto ambiental provocado pelo uso excessivo dos sacos de plástico por que é que, simplesmente, não os extingue? Corte o mal pela raiz. Ataque o problema na sua origem. Não os havendo, ninguém os utiliza! 


Faça campanhas de sensibilização, distribua sacos amigos do ambiente pelas famílias, em substituição dos sacos de plástico! Mas, é claro, isso seria uma despesa que não pode ter. Por isso, em nome do ambiente, taxa-se os sacos de plástico! Quem quiser, paga. Quem não quiser, que compre outros, de pano, ou papel, ou qualquer outro material biodegradável. 


O que é que pretendem? Que as pessoas, perante mais 10 cêntimos, deixem de comprar sacos de plástico quando vão às compras? Não sei se resulta! Isso é a mesma coisa que aumentarem o preço de um maço de tabaco - não é por isso que vai haver menos fumadores, ou estes vão fumar menos. Mas em qualquer das situações as receitas do Estado aumentam!


Pois eu penso que quem se preocupa com o ambiente, já tem determinados cuidados sem que lhes imponham taxas. E quem não se preocupa, não sei se começará agora a fazê-lo. Não sei se muitas pessoas estarão dispostas a sair de casa, ou de onde quer que estejam, com sacos dentro dos bolsos, ou na mala, para ir às compras. Ou com carrinhos ou cestas à moda antiga.


Eu própria, para poucas compras, vejo-me mais inclinada a comprar os ditos sacos na hora, do que a levá-los comigo. 


Uma coisa é certa: ou as pessoas deixam de comprar (ou reduzem o uso) sacos de plásticos para não dar, de bandeja, dinheiro (ainda mais) a quem já tanto nos rouba e estão, involuntaria e automaticamente, a contribuir para a preservação do ambiente, que é suposto ser o objectivo, ou continuam a utilizá-los, cai por terra a meta pretendida quanto ao ambiente, mas o Estado enche os cofres à custa destas taxas! Não é uma medida genial?! 


Vamos ver no que se vai traduzir, em termos práticos e ambientalistas, esta nova medida. Mas acredito que se atinja mais depressa a meta das receitas, do que a da redução da utilização de sacos de plástico!


 


 


 


 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Em Parte Incerta - o filme

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Finalmente vi o filme! E não defraudou as minhas expectativas!


So o livro é genial, o filme não lhe fica atrás. E a escolha dos actores foi perfeita:


Ben Affleck no papel de marido pouco exemplar, fraco, acomodado e traidor, pouco desesperado pelo desaparecimento da mulher. Rosamund Pike, no papel de esposa aparentemente perfeita, submissa, assustada, traída e desaparecida, sabe-se lá em que circunstâncias.


Mas, mais uma vez, nem tudo é o que parece e, ao longo de duas horas, muitas reviravoltas irão acontecer!


 


 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aniversário a dobrar

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No sábado passado, a minha filhota fez 11 anos.


E, para não ser só o "1" a dobrar, as comemorações também foram a dobrar!


No sábado, como era dia de estar com o pai, a festa foi com ele, e com os primos, tias e avós de lá.


Já no domingo, como estava comigo, celebrámos outra vez, com os meus pais e o meu marido, na pausa dos estudos de Português para o teste de segunda-feira.


Ainda não foi desta que teve a festa dos seus sonhos, com as colegas da escola e as amigas. Têm sido fins de semana de estudo e bastante ocupados. E, se em casa não tenho espaço, e no parque ou no jardim não há condições meteorológicas, pagar por uma festa de aniversário é dispendioso, e há que ter em conta as prioridades.


Para este ano, a prioridade foi outra. Talvez para o ano, o desejo se concretize.


Enquanto isso, a aniversariante aqui por casa, e sem truques de magia, foi "respirando" Violetta:


 


O bolo: 


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O livro Simplesmente Tini:


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O CD:


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O livro n.º 8 da história da Violetta:


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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

E os burros somos nós?!


Ou somos, ou querem-nos fazer!


Pelo menos palha dão-nos com fartura!


Desde setembro do ano passado que a empresa, que tratou do leilão dos salvados do nosso carro acidentado e considerado em fim de vida, tem toda a documentação na sua posse.


Desde setembro que os salvados foram adquiridos, e que ando a ouvir a mesma conversa da parte destes senhores: "ah e tal, vamos entrar em contacto com a empresa compradora e depois dizemos-lhe alguma coisa".


Claro que os dias passam e ninguém diz nada, e lá temos nós que ligar novamente.


Em outubro, disseram-nos que a empresa compradora ia pedir o cancelamento em novembro, porque como a nossa matrícula era só de fevereiro, estavam a tratar primeiro de outros, cujas matrículas eram anteriores. O novembro passou-se, e nada. Em dezembro, disseram que ia ser feito em janeiro, uma vez que a matrícula era de fevereiro, e ainda ia a tempo.


"Então e se não for feito até lá? Não se preocupem, mandem-nos a guia de pagamento que nós enviamos para a empresa compradora pagar."


Este mês, recebemos por email o certificado de abate, datado de 31 de dezembro. Fui ao Serviço de Finanças. A matrícula ainda não está cancelada. Disseram-me para confirmar no IMT se o pedido de cancelamento foi, realmente, feito. O certificado não prova nada, nem anula o pagamento do imposto único de circulação.


Entretanto, liguei para a dita empresa que serviu de intermediária, para saber se tínhamos que tratar alguma coisa e como é que se iria fazer caso a matrícula não esteja cancelada em Fevereiro. A conversa começou a azedar.


"Ah, e tal, a senhora está a falar de situações hipotéticas. Ah, e tal, mas está algum pagamento em dívida neste momento? Ah, e tal, quando chegar à altura ligue para cá. Ah, e tal, se a empresa compradora se considerar culpada, talvez pague"!


Desculpe? Se se considerar culpada? Então de quem é a culpa? Nossa é que não é! Eles é que são responsáveis por tratar da documentação, eles é que a tinham há quase 6 meses e andaram a adiar de mês para mês. E, como é óbvio, não é no último dia que eu vou saber como se resolve o problema.


Disseram-me para ligar em meados de Fevereiro, caso a matrícula ainda não esteja cancelada, para pedirem à empresa compradora o comprovativo do pedido ao IMT e enviarem para nós.


E o que é que eu faço com esse documento? Vou ao Serviço de Finanças, apresento-o e já não nos cobram o imposto? Nada disso! Temos que fazer uma exposição a explicar a situação, para ver se não nos cobram. Ou então pagamos, apresentamos essa exposição, e pedimos o reembolso.


A minha experiência nestes assuntos diz-me que é sempre melhor pagar, e pedir o reembolso, porque se não pagarmos vai somando juros, e não sabemos se o nosso pedido vai ser deferido. Embora esse reembolso ou anulação de pagamentos não tenham data prevista para acontecer. 


A conclusão, depois de muita conversa, é só uma: nós não temos culpa porque enviámos a documentação pedida atempadamente, a mediadora não tem culpa porque tratou de tudo atempadamente, e a empresa compradora não tem culpa porque, supostamente, deu entrada do pedido no IMT antes da data da matrícula, ou seja, dentro do tempo. A culpa será do IMT, que demora muito tempo a cancelar as matrículas.


Posto isto, quem é o único responsável pelo pagamento do imposto único de circulação? O proprietário - nós!


E o resto é palha que nos atiram, e que nós temos que comer sem reclamar, enquanto vemos os verdadeiros burros continuarem a criar burocracias sem fim, a primar pela morosidade quando tudo deveria ser simplificado ao máximo, a ilibarem-se uns aos outros, e a descartarem-se de quaisquer responsabilidades! 


 


 


 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A "matemática" das aulas de compensação


Como já tinha referido num texto anterior, a turma da minha filha foi obrigada a frequentar, sob pena de falta injustificada, as aulas de compensação da disciplina de matemática propostas pela direcção da escola, para colmatar as duas semanas que estiveram sem professora, no início do ano lectivo.


Uma aula por semana, durante oito semanas (ou seja, ao longo de todo este segundo período), no último tempo do dia mais preenchido do horário da turma. Os pais manifestaram-se contra esta medida no horário em que foi proposto. 


O director de turma explicou que podíamos fazer uma exposição mas que, provavelmente, não haveria outra solução.


Entretanto, em conversa com a representante dos encarregados de educação, que está a tentar resolver da melhor forma o problema, fiquei a saber que a directora compreende, mas é complicado, porque os professores das diversas disciplinas, com todas as turmas que têm e os apoios, estão com o horário totalmente preenchido, e tiveram que contratar mais professores para estas aulas extras.


Sim, a turma vai ter aulas de matemática e apoio ao estudo a matemática com a professora que já têm, e aulas de compensação de matemática com uma outra professora, contratada para o efeito!


No início do ano, quando era importante, não conseguiram (ou não quiseram) colocar um professor em horário normal, a substituir outro que estava ausente, mas agora, a meio do ano, e a sobrecarregar os alunos já podem?! 


Claro, no início do ano lectivo ainda não tinham professores, ainda andavam às voltas com os concursos e a colocação de professores, a corrigir erros cometidos e pouco interessados nos alunos. Mas há que ficar bem na fotografia e, como é óbvio, encontraram maneira de calar aqueles que reclamavam dos atrasos e da falta de professores nas escolas.


E assim se sairam com esta (e outras) ideias brilhantes para comprovar que, no final, todos os alunos terão tido o mesmo número de aulas, e terão aprendido a mesma matéria não ficando, de modo algum, prejudicados! 


A mim quer-me parecer que quem precisava de umas aulinhas de compensação de matemática eram os responsáveis pela educação no nosso país! 


Ora vejamos:


   matemática a duplicar ou a triplicar


+ aulas ao final da tarde num dia já de si sobrecarregado


+ duas professoras para a mesma disciplina


= desinteresse (ainda maior), cansaço mental, poucas ou nenhumas melhoras práticas nos resultados


 


Se se preocupassem mais em:


   ter tudo organizado e preparado para um início de ano lectivo sem incidentes


+ procurar que os professores ensinassem de facto aos alunos, e os cativassem, em vez de se limitarem a despejar matéria porque lhes são exigidas determinadas metas


+ sobrecarregar menos os alunos, quer em termos de disciplinas, quer em termos de horário e trabalhos de casa


+ ter apenas um único professor a ensinar uma disciplina, e a dar apoio, caso seja necessário


= alunos mais motivados, mais receptivos, mais atentos, menos esgotados = melhoria geral dos resultados, e todos os envolvidos satisfeitos! 


 


 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Até que sejas minha

 


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"Ela tem algo que outra pessoa quer. A qualquer custo… 


Claudia parece ter a vida perfeita. Está grávida, vai ter um bebé muito desejado, tem um marido que a ama, embora ausente, e uma casa maravilhosa. 


Depois, Zoe entra na vida dela. Zoe foi contratada para a ajudar quando o bebé nascer, e parece a pessoa certa para o cargo. Mas há qualquer coisa nela de que Claudia não gosta e que a faz desconfiar. Quando encontra Zoe no seu próprio quarto, a remexer nos seus bens pessoais, a ansiedade de Claudia torna-se um medo bem real…" 


 


Recebi este livro como oferta, pela compra de um outro do mesmo género.


Quando lemos a sinopse, a primeira coisa que deduzimos é que algo de muito grave irá acontecer a Cláudia, ou ao bebé que esta espera.


À medida que vamos lendo, percebemos que esta é uma história sobre mulheres que anseiam ser mães, mulheres que ainda não o conseguiram ser, e de mulheres grávidas que, subitamente, são atacadas, algumas mesmo assassinadas juntamente com os bebés.


Percebemos que Zoe não é quem diz ser, e que está naquela casa com um objectivo que só ela sabe, sob o disfarce de ama. Cláudia desconfia, por diversas vezes, desta mulher que contratou, perfeita demais para ser verdade e, ao mesmo tempo, misteriosa e um tanto intrometida.


As perguntas que deixo no ar, para quem ainda não leu, são:


"Será que Cláudia tem medo de algo que Zoe lhe possa fazer, ou de algo que possa descobrir contra ela?" 


Quem é Zoe? Quem é Cláudia? Quem é James? Que segredos escondem estas pessoas? Onde está o verdadeiro perigo?


Porque nem sempre aquilo que parece, é...


 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Só os homens é que podem ser os craques da bola?!

Genoveva Anonma


 


"Disseram-me que tinha de tirar a roupa frente a toda a minha equipa e dos trabalhadores da CAF. Fiquei muito triste com a situação e acabei a chorar. Foi uma situação totalmente humilhante"


 


Já imaginaram ter que se despir à frente de meio mundo para provar de que sexo são? E tudo isto porque têm qualidades consideradas "anormais" para o sexo em questão?


Pois foi o que aconteceu, há alguns anos atrás, a Genoveva Anonma, uma das melhores jogadoras de futebol da selecção da Guiné Equatorial e de África, aquando da Taça das Nações Africanas em futebol feminino. A sua capacidade técnica, força e velocidade, levaram vários adversários a desconfiar, tendo mesmo sido acusada de ser homem.


Então, mas só os homens é que podem ser os craques da bola? As mulheres não? 


E se fosse ao contrário, e um jogador jogasse mal, iriam pedir ao jogador para se despir e provar que era homem, e não mulher?


Um episódio, no mínimo, insólito e vergonhoso. E um nítido caso de discriminação, e desvalorização das mulheres. 


 


 

A Tica tornou-se vegetariana!

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sobre a proibição de determinados produtos...


Há certas coisas que me fazem confusão.


Porque é que as entidades, competentes na matéria, proíbem a venda e consumo de determinados produtos ou substâncias prejudiciais à saude, mas estimulam o consumo e venda de outras, igualmente perigosas?


Porque é que muitas pessoas se preocupam com as consequências para a sua saude de determinados produtos, e não querem saber das de outros?


Uma professora do meu marido deu uma vez este exemplo:


"Se uma determinada pessoa for a um supermercado e encontrar um iogurte com a indicação de que o consumo do mesmo provoca cancro, qual é a tendência dessa pessoa? Não comprar! No entanto, a mesma pessoa compra um maço de cigarros onde está escrito que fumar mata!".


Se o sonho de muitas pessoas é viver muitos e longos anos, se procuramos os chamados "elixires da eterna juventude", se todos os dias agradecemos e louvamos os avanços da medicina e angustiamo-nos por ainda não haver curas para as doenças e solução para a morte, se nos são proíbidas determinadas drogas, se são retirados do mercado medicamentos potencialmente perigosos para a saude, porque motivo não proibem a venda do tabaco?


Sim , eu sei, isso nunca irá acontecer. Há demasiados interesses e dinheiro em jogo. Um mundo sem tabaco é, certamente, uma utopia! E, além disso, quem consome sabe a que está sujeito.


Mas que não faz sentido, não faz...


 


 


 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Para uma pergunta frontal, uma resposta à altura!


Perguntou o jurado Marco da Silva, no programa Achas que Sabes Dançar, ao concorrente André Garcia, a propósito da sua deficiência física (nasceu sem mão):


Marco da Silva - "Como é que lidas, na tua vida, com essa limitação?"


André Garcia - "Da mesma forma que tu lidas com dois braços!"


É assim mesmo! Mais palavras para quê? Foi tudo dito! Para uma pergunta frontal, uma resposta à altura!


 


 

Tout est Pardonné

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A propósito do atentado da passada semana, aos jornalistas e cartonistas do Charlie Hebdo, opinou Gustavo Santos que "não tiveram bom senso, puseram-se a jeito".


Pois é verdade, sim senhor! Mas não é o que fazemos todos nós, tantas vezes na vida?!


Cada vez que escrevo e publico um texto para o blog, cada vez que faço comentários, que emito opiniões, que publico fotografias pessoais, que critico ou reclamo de alguma coisa, que me manifesto seja de que maneira for, ponho-me a jeito para as consequências dos meus actos.


O próprio Gustavo Santos, com as suas polémicas afirmações, pôs-se a jeito para o "tiroteio" que a página dele do facebook recebeu durante três dias.


Se há momentos em que mais valia estarmos quietinhos no nosso canto, caladinhos, e guardar as nossas opiniões e humor só para nós? Há. 


Mas o que seria do mundo se todos tivessemos medo de falar, de lutar, de nos expressar, de brincar? Por algum motivo, evoluimos (embora muitas vezes pareça que não), e conquistámos a liberdade de expressão. Liberdade essa que termina onde a dos outros começa. E se essa liberdade não nos dá o direito que brincar, ainda que algumas brincadeiras sejam de mau gosto, menos ainda dá o direito de matar, como forma de combate à mesma, ou de lhe pôr termo. Não podemos esperar que por cada palavra ou gesto nos seja apontada uma arma, senão não valerá a pena sequer viver. Para esses radicais, não existem direitos nem limites, nem tão pouco bom senso. Mas matam porque não lhes damos a eles aquilo que eles próprios não possuem.


E agora que, mais uma vez, os sobreviventes do atentado resolveram lutar por aquilo que acreditam, não mostrar medo e publicar a próxima edição do jornal Charlie Hebdo, não faltarão vozes a afirmar que não medem o perigo, que "estão a pedir" ou a "pôr-se novamente a jeito".


A capa volta a incluir uma caricatura de Maomé, com uma lágrima no olho, a segurar num cartaz a dizer “Je Suis Charlie”, acompanhada de uma frase a dizer “Tout est pardonné”. Coragem não lhes falta!


Mas estará mesmo tudo perdoado?

Maldita dor de cabeça


 


Até já começo a adivinhar, embora muitas vezes apareça de surpresa, quando é que nos vamos encontrar as duas! Não é ali na esquina, a tocar a concertina, mas sempre que:


- tenho uma reunião de encarregados de educação na escola ao final da tarde;


- vou a um centro comercial, seja apenas para passear ou fazer compras;


- durmo mais do que é costume;


- estou em locais barulhentos (foi o caso do circo no Natal, da dancetaria na Passagem de Ano);


- ando na rua em dias de muito sol, mesmo usando óculos de sol.


Depois, é aguentá-la até ao dia seguinte. Mal consigo movimentar a cabeça sem parecer que tenho tijolos a bater lá dentro, fico tão mal disposta que nem consigo pensar em comida, não suporto a luz e só quero deitar-me sossegadinha e esperar que a manhã chegue, para a dor desaparecer.


A única coisa que me alivia, e sabe mesmo bem, é água quente constante na zona em que me dói. Se pudesse, ficava ali horas no duche, só para passar mais depressa! Mas a conta da água iria, certamente, disparar. E o gás acabar num instante!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Por que não um Secret Story diferente?

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Em que é que consiste a Casa dos Segredos?


Em pessoas escolhidas a dedo, com segredos polémicos ou nem tanto assim e, quando não os tenham, fabricados, que ficarão fechados numa casa a tentar descobrir os segredos uns dos outros, com o objectivo permanecer o máximo de tempo possível, evitar ser nomeado, cair nas boas graças do público e arrecadar o prémio final.


Enquanto isso, vão ocupando o tempo com as missões sem sentido da "voz" que, a bem do programa e das audiências, está lá para pôr lenha na fogueira quando a chama começa a fraquejar, ou para aumentar ainda mais o fogo já de si grande! Nos tempos livres, comem, dormem, e praticam a má língua!


Comecei a ver este desafio final 3, e a única coisa que vejo é a "novela" Diogo-Sofia-Thierry, com Carlos à mistura. Ora são amigos, oram andam aos beijos. Ora gosta de um, ora chora por outro. Vejo um Wilson que é pior que as comadres: ora dá dicas a uma, ora dá a outra. Ora joga pela Sofia, ora joga pela Vânia. E anda a contar um suposto segredo que não é para dizer, mas que daqui a pouco toda a casa sabe!


Vejo uma Vânia que, a jogar ou não, está empenhada a não se dar com ninguém e semear inimizades a troco de nada, em guerra constante com a Érica e com todos, e uma Liliana que não está lá a fazer nada, tal como a Cristiana. Para alguns momentos divertidos, já nos basta a Cátia e a Joana.


De uma forma geral, temos reunido naquela casa, como em quase todas, muito músculo, muita tatuagem, muitos corpos jeitosos, pouca cultura e pouco cérebro. 


O que eu gostava mesmo de ver era uma Casa dos Segredos diferente. No mesmo contexto, mas diferente. 


Por que não levam para a casa alguém com o segredo "já fui passei fome, mas à custa de muita força de vontade e trabalho (honesto, claro) consegui ter uma vida estável", ou "salvei uma vida", ou "faço doações há vários anos para uma instituição" ou "como não podia ter filhos adoptei uma criança que amo como se fosse do meu sangue", ou ainda "dou aulas a crianças desfavorecidas porque gosto de ensinar e ajudar"?Ou algum outro segredo deste género?


Por que não atribuem missões aos residentes que se possam tornar úteis, como campanhas de sensibilização e angariação de verbas para quem necessite, realização de refeições para os sem abrigo, construção de brinquedos para crianças hospitalizadas?


Por que não põem os residentes a debater temas com algum interesse? E porque não atribuir o dinheiro ganho durante a participação, e o prémio final (ou pelo menos uma parte) a quem mais precisa. Ou então receberem como prémio algo que contribuisse para a sua formação, alargamento de horizontes, crescimento como pessoas?


Por que não um Secret Story diferente?


Porque a grande maioria dos portugueses iria achar um programa sem interesse! Porque o que se quer é audiências, e não seria dessa forma que as iriam conseguir. Porque programas como esse que gostaria de ver, são uma espécie de utopia nos dias de hoje!


 


 


 


 


 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Avaliação final do primeiro período


 


um        5


seis      4


três       3


Foi esta a avaliação final da Inês neste primeiro período.


Fiquei surpreendida, pela positiva, tendo em conta as notas de alguns testes. Como é óbvio, gostava que ela tivesse ainda melhores notas, porque tem capacidades para isso, mas houve aqui duas ou três notas que foram mais altas do que esperava.


Agora, é continuar a trabalhar para manter as boas notas, tentar subir e evitar descer, porque algumas estão ali, como se costuma dizer, "na corda bamba".


Destaque para o 5 bem merecido a música, por mérito próprio, porque eu de música não percebo nada: notas de música para mim são chinês, tocar flauta é uma comédia e não consegui ajudá-la em nada.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

5 anos depois...


...continuo a não ter muito jeito para declarações românticas ou frases de amor!


Aquilo que sinto é o que tenho mostrado ao longo destes 5 anos em que estamos juntos, são os pequenos (e os grandes) gestos do dia a dia, aquilo que me apetece dizer quando oiço uma música, ou quando vejo uma imagem ou um cenário que me faz pensar em nós, e deitar cá para fora o que me vai na alma.


Se tivesse que escolher uma palavra para caracterizar estes 5 anos de união seria, talvez, perseverança. Porque nos mantivemos firmes apesar dos abanões, porque fomos persistentes, porque remámos juntos (nem sempre para o mesmo lado, é certo) até onde estamos hoje, porque não desistimos! 


Somos dois sagitarianos teimosos, casmurros, orgulhosos, temperamentais e de "pelo na venta" que muitas vezes "disparam flechas" um contra o outro! Mas temos, acima de tudo, muitos momentos de muito amor, amizade, cumplicidade, brincadeira e união, que valem ouro! 


Que continuemos assim por muitos mais anos, a cuidar de um amor que semeámos há 5 anos atrás no Jardim do Cerco e que, desde então, tem vindo a crescer, a florescer, e a tornar-se mais forte!

Por "culpa" dos professores, pagam os alunos!

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Logo no início do ano lectivo, fomos informados de que a professora de matemática da turma tinha estado, durante o verão, de baixa, e que até ao fim do mês de setembro estaria de férias.


Ninguém está doente por gosto. Até aí, compreendo.


Todos têm direito às suas férias. Também compreendo.


Cabe a quem de direito encontrar soluções para colmatar essa ausência, até porque a escola se gaba de ter um plano de intervenção para combate ao insucesso à disciplina de matemática. Não foi encontrada nenhuma solução. O Ministério da Educação não enviou nenhum professor de substituição. E assim, enquanto outros avançavam na matéria, esta turma esteve mais de duas semanas sem aulas.


Quando a professora se apresentou na escola, para compensar, todos os alunos foram "obrigados" a ir à aula de apoio ao estudo, que deixou temporariamente de ser apoio ao estudo para passar a ser uma aula normal. Complicou um pouco o horário em termos de almoço, mas achei bem.


Agora, no início do 2º período, as aulas de apoio ao estudo voltaram a ser apenas isso, e só para quem está indicado para as frequentar.


Mas, para todos os alunos e em regime de obrigatoriedade, sob pena de falta injustificada, mais uma vez para compensar a ausência da professora do período anterior, a direcção da escola decidiu acrescentar uma aula extra de matemática. Não considero muito justo, mas se é para o bem deles, que seja. Essa hora extra foi colocada no último tempo de 4ª feira. Mais uma contrariedade mas, infelizmente, ao longo da vida, temos que enfrentar muitas, por isso é melhor que se habituem desde cedo.


No entanto, há coisas que não fazem sentido, e esta é uma delas. E, ontem, todos os encarregados de educação "cairam" em cima do director de turma, que compreende mas nada pode fazer, porque são ordens superiores que apenas cabe a ele transmitir.


Ora, esta turma tem uma tarde livre por semana. Mesmo assim, se colocassem a aula de compensação numa hora dessa tarde, ninguém ficaria igualmente satisfeito, porque lhes estariam a tirar a tarde, e a fazê-los ir à escola de propósito. De qualquer forma, à quinta feira, entram às 11h. E têm menos aulas nesse dia, por isso, seria uma boa opção. E à sexta-feira, também poderiam entrar mais cedo, ou sairem mais tarde, porque é outro dia com poucas aulas.


Mas não! A única opção que encontraram e, repito mais uma vez, por a professora ter estado a gozar as suas férias em período de aulas, foi sobrecarregar um dos dias mais complicados e preenchidos da turma! Entram no primeiro horário da manhã, têm apenas uma hora de almoço, e saiem no último tempo da tarde - 10 aulas nesse dia! E, adivinhem: a aula de compensação de matemática, depois de terem duas aulas dessa disciplina de manhã, é a última do dia!


Cabe na cabeça de alguém que uma criança, depois de um dia inteiro de aulas, em que acordou cedo e a essa hora já está mais que cansada da correria do dia, se consiga concentrar numa aula de matemática? Cabe na cabeça de alguém que dessa forma se combata o insucesso escolar à disciplina?


Parece que sim! Mas não para nós, pais e encarregados de educação, que consideramos essa medida totalmente contraproducente. E mais, não faz sentido quando a professora ainda esta semana, no horário normal, faltou!


Por que raio é que, por "culpa" dos professores, têm que pagar os alunos?


 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Ler na infância


 


Uns dias antes do Natal, fomos visitar a mãe do meu marido.


Estava ela num centro comercial, na loja onde uma amiga estava a trabalhar - uma loja solidária de venda de artigos para ajudar uma associação.


Tinha vários artigos entre os quais brinquedos, roupas e livros. A minha filha disse-me que gostava de comprar um livro. Perguntei o preço. Custavam € 0,50 cada um!


A Inês conseguiu encontrar 4 livros da colecção "Uma Aventura" e comprámo-los por apenas € 2,00! É certo que não são novos, alguns têm mais anos que ela, mas fomos solidários e ela trouxe aquilo que mais gostava, e que lhe dá prazer.


Uma outra amiga da minha sogra, que estava também na loja, ficou admiradíssima por uma criança nesta idade querer livros e gostar de ler. Normalmente, as crianças preferem computadores, tablets, playstations e outras consolas e todas as novas tecnologias que existem no mercado.


Para ela, a minha filha foi uma das poucas excepções, e surpreendeu-a de tal forma que prometeu oferecer-lhe um livro que tinha e que ela iria, com toda a certeza, gostar.


De facto, todas as crianças deveriam ler porque um livro pode ser uma fonte de conhecimento, de aprendizagem, até mesmo uma parte importante da nossa formação como pessoas e futuros adultos.Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, entre muitas outras vantagens.


E embora cada caso seja diferente, é mais provável que o hábito da leitura nas crianças esteja relacionado com os hábitos de leitura dos pais. No nosso caso, eu ganhei esse gosto desde pequena, porque o meu pai mo incutiu, levava-me à biblioteca para escolher livros para ler, coleccionava livros e comprava-me alguns. A minha filha, acho que começou a interessar-se mais a partir do momento em que eu retornei a ler e comprar livros. 


Neste momento, está na fase de querer livros e mais livros, e devora-os num instante! Espero que esse gosto lhe dure para o resto da vida!


 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Quando o frio aperta...

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...procura-se o calor!


Enquanto havia sol, a D. Tica dormiu numa cama improvisada na secretária da Inês!


Quando o sol se foi, virou-se para a máquina de secar roupa, acabadinha de abrir depois de secar e ainda com roupa dentro!


 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Hoje é Dia de Reis

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Termina hoje a época natalícia, com a comemoração do Dia de Reis. 


Parece que ainda ontem andávamos a ganhar coragem para enfeitar a árvore de natal, e já o fizemos, colocámos as prendas e já as abrimos, saímos de 2014 e entrámos em 2015, e agora chega ao fim o Natal.


Na verdade, já quase ninguém considera este dia como pertencendo ao Natal. Está a ficar cada vez mais esquecido, cada vez menos falado e celebrado, em comparação com a "febre" da noite e dia de Natal, ou a da passagem de ano e primeiro dia do ano.


Nem mesmo as crianças estão de férias nessa altura.


Mas cá em casa, vamos prolongar um bocadinho o espírito, que demorou a chegar, até ao fim da semana, que é quando temos tempo para arrumações. Até lá, a árvore vai continuar enfeitada e a brilhar! 


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A semana numa imagem

  Chuva, chuva, e mais chuva!