"Disseram-me que tinha de tirar a roupa frente a toda a minha equipa e dos trabalhadores da CAF. Fiquei muito triste com a situação e acabei a chorar. Foi uma situação totalmente humilhante"
Já imaginaram ter que se despir à frente de meio mundo para provar de que sexo são? E tudo isto porque têm qualidades consideradas "anormais" para o sexo em questão?
Pois foi o que aconteceu, há alguns anos atrás, a Genoveva Anonma, uma das melhores jogadoras de futebol da selecção da Guiné Equatorial e de África, aquando da Taça das Nações Africanas em futebol feminino. A sua capacidade técnica, força e velocidade, levaram vários adversários a desconfiar, tendo mesmo sido acusada de ser homem.
Então, mas só os homens é que podem ser os craques da bola? As mulheres não?
E se fosse ao contrário, e um jogador jogasse mal, iriam pedir ao jogador para se despir e provar que era homem, e não mulher?
Um episódio, no mínimo, insólito e vergonhoso. E um nítido caso de discriminação, e desvalorização das mulheres.
Ai Meu Deus. Tanta palermice no mundo.
ResponderEliminarPenso que não tem a ver com o facto de uma mulher não poder ser craque, mas de não poder jogar na seleção feminina se for um homem (óbvio). As competições separam sexos, não por sexismo mas porque existem diferenças reais nas capacidades físicas de homens e mulheres.
ResponderEliminarNo entanto, não era preciso despir-se para o provar. Há análises clínicas que facilmente o comprovam sem humilhar ninguém.
Exactamente. Há outras formas de se comprovar o sexo. De qualquer forma, pereceu-me que o pensamento foi de que jogava bem demais para ser mulher.
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