terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A saúde não tem preço, mas pagamos caro por ela!


É verdade que a saúde não tem preço? É!


E que não se compra? Sim!


Ainda assim, pagamos tão caro por ela!


Mas o que seria daqueles que investem em pessoal especializado e em laboratórios para que sejam levadas a cabo pesquisas e buscas por curas ou tratamentos de doenças, até agora desconhecidos?


O que seria das farmacêuticas se não obtivessem algum lucro com os medicamentos "milagrosos"?


O que seria das farmácias se os medicamentos nos fossem oferecidos?


A saúde não tem preço, mas tem custos para quem dela carece!


A saúde não se compra nem se vende, mas faz parte de um grande mercado onde é negociada como quem negoceia raridades valiosas! A necessidade dela faz funcionar uma indústria de milhões.


Quanto custam determinadas cirurgias? Quanto custam determinados tratamentos? Quanto custam determinados medicamentos? E quem consegue, em termos financeiros, ter acesso aos mesmos?


Vejamos, por exemplo, o actual caso da hepatite C. São, à partida, 150 os escolhidos pelo Ministério da Saúde para beneficiarem do novo tratamento com um medicamento inovador contra a doença - o Sofosbuvir - que garante taxas de cura superiores a 90%. O custo deste medicamento anda entre os 45 mil e 150 mil euros.


Disse o ministro da Saúde (e concordam os profissionais) que "se a todos os pacientes de hepatite C fosse ministrada esta cura, gastar-se-ia mais de 80 por cento do orçamento do Serviço Nacional de Saúde".  Já Emília Rodrigues, do SOS Hepatites, contrapõe que “É triste alguém ter que estar em pré-morte para que lhe seja dada esta medicação”.


Exceptuando aqueles que, com ajuda, milagre ou condição financeira conseguem ter acesso a determinado tipo de medicamento ou tratamento, e usufruir de meios de diagnóstico modernos e tecnologia avançada, a grande maioria nem sequer tem dinheiro para pagar uma taxa moderadora que, misericordiosamente, decidiram baixar este ano em 5 cêntimos!


A maioria, não tem dinheiro para se submeter àquela cirurgia que tanto necessita. Nem para pagar os exames que tem que fazer. Ou o internamento a que, involuntariamente, terá que ser sujeito.


E quando tem, nem sempre é tratada de forma digna e humana nos serviços de saúde públicos, ainda que tenha que pagar da mesma forma. 


No fundo, não estamos a falar exatamente de saúde, mas de cuidados de saúde, dizem os entendidos no assunto. Mas bem lá no fundo, todos sabemos que, ainda que os "caminhos" sejam diferentes, ambos levam à mesma e única questão - o limbo entre a saúde e a doença, entre a vida e a morte!





 


 


 

6 comentários:

  1. A saúde neste momento tem preço, e é de tal maneira elevado no SNS, que as pessoas só vão quando já não conseguem aguentar, um dos problemas que existiu este ano e ninguem falou foi exactamete esse, quando se chegava a um serviço de atendimento seja ele qual for (não venham com as tretas que o pessoal foi logo todo para os H, porque é MENTIRA), o problema já estava bastante evoluído, e daí a necessidade de mais internamentos, preferêncialmente no privado. A questão da hepatite C, foi simplesmente uma birra do min. da saúde, é gestão pura e simples que ele não conseguiu fazer e provocou a morte a diversas pessoas. É o estado da "coisa", este governo deveria ser individualmente (por cada responsável), levado a tribunal pelos actos de gestão.

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  2. È verdade que encontrar curas gera gastos, mas esses não justificam que uma empresa coloque a vida de pessoas em risco sò para ter lucros na ordem dos 5000%(não é erro saiu nas noticias).

    È uma vergonha, que não exista regulação nessa àrea e que um governo não seja capaz de impedir de ser manipulado, em nome do lucro.

    Os governos são alimentados pelos impostos para que garantam às populações acesso à saùde, à educação e à justiça e não para desperdiçar em lucros de empresas.

    Neste caso da Hepatite C (e outros parecidos), devia existir uma medida legal do género da expropriação que pudesse ser usada em caso de abuso, que colocasse vidas em risco.
    No caso parece-me um total absurdo um medicamento custar para cima de 30000€, sem que exista uma razão vàlida a não ser o taxa de lucro. Nestes casos o ministro deveria ter invalidado a patente, como estão a fazer agora os "Médicos do Mundo", afinal existiam vidas em risco.

    E no resto das situações de saùde também existe grande abuso e muita desregulação. A população é mantida na ignorância em relação aos seus direitos e acaba atropelada pelo interesse de alguns.

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  3. Obrigada!
    Infelizmente, é a verdade. E não me parece que se vá alterar (para melhor) nos próximos tempos.

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  4. É verdade. Nunca se deveriam colocar vidas em risco em nome do lucro, especialmente de um lucro totalmente absurdo. E, infelizmente, por mais que "alimentemos" o governo com os impostos, continuamos a constatar que, certos direitos nossos, tarde ou nunca, estarão garantidos.

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  5. A verdade é que as pessoas, por conta dos aumentos das taxas moderadoras, e custo de alguns exames, evitam recorrer aos serviços de saúde com a mesma frequência que outrora. Mas quando tem mesmo que ser, vamos. E é triste pagarmos 20 euros para olharem para nós por alguns minutos e mandarem-nos para casa. É triste pagar por um internamento, que deveria ser numa sala própria e com condições adequadas,quando as pessoas passam dias numa maca encostada a um canto nos corredores.
    É triste que se esperem horas para sermos observados, para fazermos exames, para sabermos resultados. Há muita coisa que está mal, mas não me parece que vá mudar.

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