Primeiro foi um menino de cinco anos, que ficou esquecido na escola, e que foi retirado do primeiro andar pelos bombeiros, chamados pela mãe que, ao chegar à escola, se deparou com ela fechada, tendo o filho surgido numa janela ao ouvir a mãe chamar.
Depois, um menino de seis anos, que ficou sozinho na escola, enquanto os colegas e os professores faziam o desfile de carnaval nas ruas da localidade.
Certamente, ninguém actuou com intenção de deixar os meninos na escola propositadamente, mas não posso evitar questionar-me se estarão realmente seguras as nossas crianças, nestes espaços que as mesmas frequentam diariamente?
Nos casos acima referidos, o primeiro ficou fechado na escola. Dali, pelo menos, não podia sair. Já o segundo, saiu em pânico para a rua e, se não tivesse encontrado uma amiga da mãe, que o levou para junto dos colegas, sabe-se lá o que podia ter acontecido.
E quando os nossos filhos vão em visitas de estudo? E se os responsáveis pelos alunos se esquecem de algum deles, num desses locais que visitam?
Até agora, nunca tive problemas, nem qualquer razão de queixa, mas é de uma pessoa ficar de pé atrás, depois de ouvir notícias destas.
Perante as noticias que diariamente vemos, é normal que nos preocupemos mais ainda com a segurança dos nossos filhos. Recentemente li num blog, a dj Rita Mendes contava uma peripécia vivida por si e que fez com que avaliasse em si mesma se seria ou não boa mãe.
ResponderEliminarPois segundo ela, enquanto fazia compras numa superfície comercial perdeu por breves instantes a vista ao filho (http://barrigamendinha.sapo.pt/vivi-ontem-o-pior-pesadelo-que-mae-pode-390580).
Contudo ainda podemos dar o voto de confiança nas pessoas até ao dia em que algo nos faça desacreditar nelas.
Eu juro que quando estou na praia e vejo aqueles grupos de miúdos das escolas me pergunto como é que educadoras e auxiliares têm mão para tanto miúdo. Eu acho que andava sempre com o coração nas mãos se tivesse um trabalho daqueles.
ResponderEliminarIsso que contas é incrível. Muito assustador.
Sabes que foi tudo aqui na Batalha! A minha miúda mais velha tem visita de estudo a Lx, daqui a uns dias e estou seriamente a repensar se vai ou não.
ResponderEliminarPenso que esse é mesmo um dos problemas - muitas crianças para poucos funcionários. E depois, depende desses mesmos poucos funcionários, da responsabilidade com que encaram o trabalho, da motivação com que o estão a desempenhar. É que está mais que comprovado que, com crianças, não podemos descuidar nem um segundo.
ResponderEliminarÉ difícil porque as crianças nem sempre têm noção do que determinadas acções suas podem implicar. E nós, pais e responsáveis, não nos podemos descuidar. Eu, por norma, tento não perder a minha filha de vista, ter precauções, mas já me aconteceu estar na praia e numa questão de segundos, deixar de ver a minha filha. Uma pessoa assusta-se logo, começa a olhar para todos os lados, e sem a ver em lado nenhum. Mas, logo depois, avistei-a no mesmo sítio onde tinha estado antes e acalmei.
ResponderEliminarHoje em dia, a insegurança é cada vez maior, e temos que estar sempre em cima deles, ainda que de forma subtil e comedida, para não os sufocar.
Imagino que não seja fácil tomar essa decisão. Mas acho que temos que confiar que foram situações que não se vão voltar a repetir.
ResponderEliminarNem quero imaginar.
Por acaso a minha filha tem uma visita de estudo no mês que vem aí à Batalha :)
Lembro-me de ser pequena (sim, ainda me lembro, e sim, continuo a não ser assim tão grande) e os professores e educadores passarem a vida a "contar os meninos". Se calhar de tão evoluídos que estamos, vamos pôr chips nas crianças para as localizar e esquecemo-nos das coisas básicas, como...contar os meninos do grupo.
ResponderEliminarOlha que essa ideia dos chips não era mal pensada!
ResponderEliminarAcho uma enorme irresponsabilidade por partes das funcionárias e dos professores que não contam os alunos, mas enfim esta é a nossa sociedade e temos de aprender a viver com ela.
ResponderEliminarDeve ser, de facto, assustador para os pais e para as crianças.
ResponderEliminar