quinta-feira, 26 de março de 2015

Existem disciplinas supérfluas?

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Já muitas vezes me fiz esta pergunta.


Não só durante o meu percurso escolar, mas também agora que a minha filha está nesse mesmo caminho.


É certo que algumas disciplinas, não sendo tão importantes, não deixam de ter um papel no currículo do aluno, seja ele o de fornecer um conhecimento adicional, o de descobrir novos talentos, ou um papel meramente lúdico.


Mas continuo a achar que há disciplinas que não fazem muito sentido.


Vejamos, por exemplo, a disciplina de Educação Tecnológica. Pelo nome, ficamos a pensar que vai ser algo sobre as novas tecnologias. Ao olhar para a matéria do livro, ficamos com uma ideia do conteúdo, diferente do que pensámos. Mas pouco do que aí vi foi falado. No primeiro período, aquilo que deram e cujos trabalhos serviram de base para a nota, foi o que é a tecnologia, a técnica e o objecto técnico. E a construção de um telefone antigo, muito primitivo, com copos de plástico. Este período, não faço ideia do que aprenderam. Testes não houve, e os trabalhos foram desenhados.


No entanto, para isso, existe a disciplina de Educação Visual. Que acaba por repetir uma parte da matéria de Matemática!  


No meu tempo, cheguei a ter uma disciplina de Electrotecnia, onde aprendíamos (eu nem por isso), por exemplo, a ligar circuitos eléctricos. E de que é que isso me serviu? De nada!


Também tive uma disciplina intitulada Oficinas de Expressão Dramática, que era opcional, com a Informática como alternativa. E parece-me que ninguém seguiu carreira nessa área.


Já para não falar do meu "ódio de estimação" - a Educação Física! Por mais que digam que é fundamental, porque incute desde cedo nas crianças o hábito de praticar exercício físico, e desenvolve o corpo e a mente, não consigo aceitar que seja uma disciplina obrigatória. E depois, de que adiantam essas aulas se continuamos a ver essas crianças com excesso de peso, obesidade e com maus hábitos alimentares? E muitas sem vontade nenhuma de estar nas aulas nem de fazer o que manda o programa?


E a Educação Musical? Sim, até pode ser divertido. Mas por que raio será a flauta o único instrumento que se aprende a tocar? 


Se dependesse de mim, haveria muitas disciplinas que, embora não acabando, passariam a ser opcionais. E com conteúdos bem diferentes dos que agora são ensinados. 


A Finlândia, por exemplo, cujo sistema de ensino é considerado um dos melhores do mundo, prepara-se para abandonar as tradicionais disciplinas, optando por recorrer a grandes temas e não a dicsciplinas específicas. E dá como exemplo o que se piode ensinar sob o tema União Europeia - línguas, história, geografia, etc.


"Ensinando os alunos a relacionar os conceitos e as teorias com a realidade, pretende-se evitar que a célebre pergunta "mas afinal, para que é que isto serve?" (http://visao.sapo.pt/finlandia-prepara-se-para-acabar-com-disciplinas-nas-escolas=f814495#ixzz3VObLXAGN)


E vocês, também consideram que existem disciplinas supérfluas, ou nem por isso?


 

9 comentários:

  1. Sinceramente, agora que penso bem ao ler o teu post, fico dividida. Dividida porque não sei se existem disciplinas supérfulas, ou professores que não as sabem leccionar fomentando o devido interesse dos alunos. Digo isto porque já tive uma mesma disciplina que considerei supérfula na altura, mas que era ministrada por dois professores. E o interesse que um cativava e o outro eram totalmente diferentes, e consequtivamente, a vontade de apostar na mesma, por parte dos alunos. Para além disso, considero que embora cada um de nós se identifique mais com um percurso profissional ou outro, na base, tudo é importante para nos cultivarmos intelectualmente.

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  2. Eu acho que o problema está mesmo nos conteúdos! Eu também tive electrotecnia e adorei! Não havia era seguimento na minha escola, porque, se calhar, até tinha seguido isso. Eu acho importante essa panóplia de disciplinas, porque, mesmo que só um, numa turma, siga essa área já é importante. Afinal, nós precisamos de todas as profissões. O problema, como já referi, está mesmo nos conteúdos que são pouco adequados à realidade de hoje.

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  3. Concordo consigo em tudo, E.T acaba por ser E.V que acaba por ser Matemática.
    E o assunto da Educação Física é o mesmo, de que serve?
    Agora na Educação Musical é a mesma coisa, apesar de eu adorar música fico desiludida num aspeto, só tocamos flauta, porque não outros instrumentos?
    Em síntese, estou completamente de acordo consigo.

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  4. Normalmente, iam os rapazes para madeiras, e as raparigas para têxteis!

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  5. Obrigada pelo comentário, Bella!
    Deveria haver outros métodos de ensino. Educação física, por exemplo. Devia haver várias modalidades, incluindo dança, e cada um escolhia aquela que preferia. A mesma coisa para a educação musical. E outras disciplinas, destinadas a que os estudantes experimentem várias áreas e tenham mais conhecimentos, não deveriam contar para nota.

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  6. Os conteúdos, os métodos, a forma de avaliação, a oferta.
    Concordo que há disciplinas básicas e que nos serão úteis de futuro, mas existem muitas que deveriam ser opcionais, sem avaliação ou com possibilidade de escolha entre várias ofertas.
    Por exemplo, em educação física poder optar por uma das modalidades, em vez de praticar todas obrigatoriamente, ou com possibilidade de mudar entre elas. Mas para isso seria preciso mudar todo um sistema, e não me parece que venha a acontecer.

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  7. De nada, e está completamente certa, nem todos somos bons a desenhar, ou a tocar algum instrumento, ou a desporto. Devia ser opcional, cada um decidia qual a sua área. Acho que era melhor, afinal essas áreas baixam a média a bons alunos, sem haver necessidade disso. Tanto tentam ajudar e só atrapalham o percurso escolar de certos estudantes.
    Tem toda a razão no que diz, se fosse a ministra da Educação, aposto que seria tudo diferente e melhor, todos os estudantes iam adorá-la.

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  8. Quem falou não sabe o que diz.
    Fico triste por saber que existem tantos incultos na educação tecnológica.
    Francamente, que seria de ti se não existisse gente na área da tecnologia.
    Ainda estavas na era da pedra.

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