segunda-feira, 30 de março de 2015

Livro de reclamações electrónico

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Será que os portugueses reclamam muito? Dizem que sim! 


Mas talvez reclamem mais "da boca para fora", de cabeça quente, com os ânimos exaltados, muitas vezes por coisinhas sem importância, por mesquinhices, do que daquilo que realmente deveriam.


E quantos não reclamam, tantas vezes, verbalmente mas recuam perante a perspectiva de apresentar uma reclamação escrita no Livro de Reclamações.


Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando, numa única plataforma, todas as queixas dos consumidores, permitindo aos mesmos apresentar, de forma mais rápida, a sua reclamação.


Ao que parece, o projecto-piloto da plataforma electrónica vai estar disponível, em simultâneo, com a versão em papel do livro de reclamações.


Irá esta nova forma de reclamar aliciar os consumidores a exercerem mais o seu direito? Iremos assistir a uma subida considerável do número de reclamações? Irá o famoso "livro amarelo" cair em desuso?


E qual será a eficácia e rapidez desta mesma plataforma, na resposta e resolução das queixas apresentadas?


 

12 comentários:

  1. Olá Marta!
    Engraçado este seu post ser colocado em destaque, pois ainda na 6ª feira um colega meu teve que fazer uma reclamação... Parabéns pelo destaque!
    O chamado "livro amarelo" já não é amarelo, é vermelho (Eu gostava mais da outra cor, via-se melhor)...
    Mas sim, acho que uma plataforma de e-book de reclamações pode ajudar e muito! Há quem não tenha acesso à Internet e necessite do livro físico nas lojas, mas um online é uma óptima decisão, pois assim quem tem acesso a Internet, não necessita de estar numa "guerra" com o funcionário/a para nos dar o mesmo! Além de que tentam sempre dissuadir-nos a não fazer a reclamação.
    Que foi o que fizeram comigo na 5ª Feira passada...
    Espero que a medida vá em frente.
    Cumps de Lisboa

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  2. Obrigada pela visita e pelo comentário, Helena!
    Tem razão, nos serviços tentam muitas vezes contornar a situação sem nos resolverem o problema, mas de maneira a desistirmos de reclamar.
    Já fiz algumas reclamações online, direccionadas para serviços específicos, e as coisas correram bem.

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  3. Marta, <BR><BR>A notícia que sustenta o seu texto parece indicar que o livro de reclamações electrónico se destina a áreas de comércio. Ou seja, não é para substituir o "famoso livro amarelo", mas o livro "vermelho" disponível na estabelecimentos de restauração e comércio. <BR>Como bem nota no texto entramos com juba de leão e saímos como calimeros perante as circunstâncias da vida. Desta vez considero que foram os governantes a dar a notícia : Olha a grande coisa... <BR><BR>Muitos serviços públicos têm nos seus sítios da intenete formulários para apresentação de reclamações, elogios e sugestões.

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  4. Tem razão, Rui. Já se fazem muitas reclamações pela internet, para vários serviços. Acaba por ser mais prático.

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  5. Olá, o livro tal qual como está, funciona bem. Caso a versão electronica seja um complemento ainda bem. Esta ideia de que todos os portugueses tem acesso à net é absurda. Este governo é hilariante nas tretas que manda, um exemplo é quando o secretario de estado disse que a maioria das pessoas mete o IRS pela net, pois isto é simplesmente mentira, primeiro logo porque......não é verdade, e segundo porque grande parte das pessoas que mete o IRS pela net, fá-lo nas camaras municipais, juntas de freguesia, casas dos povo, papelarias, agentes de seguros....é preciso continuar? Por isso é precisso algum cuidado quando se transfere o funcionamento de certas coisas para a net.

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  6. Alguns, muitos portugueses, já têm acesso à internet. Mas uma grande parte, talvez até maior, ainda não.Daí que, embora estas medidas sejam uma mais valia, não devem substituir aquilo que já existe.
    É de facto impressionante porque até na escola perguntam numa ficha informativa se a criança têm computador e acesso à internet.
    E muitas declarações e outros actos estão a ser transferidos para o formato digital. Por vezes imagino se estarão a atender ao facto que nem toda a gente pode fazê-lo.
    Obrigada pela visita, e pelo comentário.

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  7. Concordo, até porque já me "tentaram" negar a entrega do mesmo!!

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  8. Acredito que as reclamações irão aumentar.
    Confesso que sou um pouco "da boca para fora".
    Boa semana

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  9. Olá Marta,
    Concordo com esta nova medida. Acho que cada vez mais devemos ter acesso a meios que possam indicar que nem tudo funciona como devia. Eu, para além de manifestar o meu desagrado presencialmente, não tenho qualquer problema em reclamar (e insistir na reclamação, caso as coisas não se resolvam à primeira). E, a verdade é que tenho tido sucesso nas minhas reclamações. Se puder ser online, tanto melhor, desde que não se caia no extremismo . Parabéns pelo post.

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  10. «Agora, o governo quer criar, até ao verão, o livro de reclamações electrónico juntando...»
    Cuidado com estes livros de reclamações! É tudo lindo, só nas intenções.
    Um familiar meu fez uma reclamação na página da ASAE, indicando várias anomalias, em relação a uma certa empresa, do ramo da restauração. Factos que a maioria dos clientes sabem ser verdade. Mas como a fiscalização foi efectuada no período do dia, em que o estabelecimento normalmente está vazio, os inspectores não detectaram as anomalias indicadas. Resultado quem fez a denúncia acabou por ser constituído arguido, porque o dono do estabelecimento apresentou uma queixa contra o reclamante, cujos dados lhe foram "gentilmente" fornecidos pela entidade inspectora.

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  11. Obrigada, Helena.
    Eu por acaso não sou muito de reclamar, ou melhor, não era. Ultimamente, ocorreram situações que me deram motivo para isso, e alguma vez na vida temos que deixar de ser parvos. Por isso, reclamei e fui bem sucedida.
    O difícil, muitas vezes, é saber para onde reclamar. A minha reclamação para a MEO, de nada adiantou. A mesma reclamação enviada para um site da provedoria do cliente PT, resolveu-me a questão. E o assunto era exactamente o mesmo!
    E, claro, estas facilidades não podem significar poder reclamar por tudo e por nada.

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  12. É preciso ter cuidado na hora de reclamar. E com as palavras que utilizamos.
    A forma como expressamos a nossa reclamação pode ter vários sentidos e, em termos legais, pode ser usada contra nós.
    Por exemplo, se dissermos "naquele dia, faltou dinheiro na caixa" estamos apenas a constatar um facto. Mas se dissermos "ele roubou o dinheiro", estamos a acusar alguém e essa pessoa pode instaurar um processo contra nós por injúrias.
    A mesma coisa funciona nas reclamações.

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