Quase três anos decorreram desde a morte da jovem de 23 anos (devido à gravidade dos ferimentos), violada por seis homens, dentro de um autocarro, em Nova Deli, na Índia.
Agora, o motorista do autocarro Mukesh Singh, que se encontra no corredor da morte faz, em entrevista para a BBC, chocantes declarações, sem revelar qualquer remorso.
Afirma Singh que “Quando uma rapariga está a ser violada, ela não deve resistir. Deve ficar caladinha e permitir a violação” e que “A vida dela não tinha qualquer valor”.
Para Singh, a mulher é a única responsável pela violação. E a tortura a que foi sujeita uma espécie de castigo.
No entanto, mais que as declarações deste assassino, e mais que essa cultura existente na Índia, que permite actos destes e os deixa passar, muitas vezes, impunes, sem nada ou pouco fazer, o que é mais chocante é que, em pleno século XXI, e em países ditos civilizados, com uma cultura e leis totalmente diferentes, o pensamento de certos homens para justificarem as violações e atrocidades que cometem contra as mulheres, seja precisamente o mesmo!
Estas declarações quase que me dão vontade de vomitar de tão chocantes.
ResponderEliminarÉ justamente essa a ideia do dia da mulher que se comemora no dia 8, ainda que muita gente pense que é um dia para as mulheres irem fazer uma grande festa num restaurante... neste dia 8 não me esquecerei desta história...
ResponderEliminarO mal, é que por mais civismo que digam poder existir, a justiça acaba por ser impune, pois um individuo destes não era estar no corredor na morte, mas fazer passar pelo mesmo e de seguida acabar com a vida. Mas isto claro, são os pensamentos que muitas vezes temos juntamente com a vontade de castigar da mesma forma quem o mal pratica.
ResponderEliminarQuem sabe um dia, a justiça seja mais correta para quem pratica a violência desta forma.
Eu já tinha lido, mas fico sempre chocada de cada vez que leio. Não percebo estas formas de pensar... Continuamos na Idade Mérdia (como diz a Rita Lee). É diminuir a mulher a capacho e objecto à disposição do senhor homem, que se esquece que quem o pariu foi uma mulher, caso contrário nem existia. Se fosse mãe dele, cuspia-lhe na cara e renegava-o como filho...
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