segunda-feira, 23 de março de 2015

Os pecados no atendimento ao público

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Já não são só 7!


Sim, há funcionários que estão no atendimento ao público mas que não sabem, minimamente, lidar com as pessoas.


Estamos fartos de ver pessoas à espera para serem atendidas, enquanto os funcionários conversam sobre as notícias do dia, a vizinha, o cão e a cliente que acabou de sair.


Estamos cansados de ver funcionários "pedirem licença a um pé para mexer o outro", ignorarem os clientes que estão à espera e fingir que estão ocupados com outros assuntos.


Já todos nós fomos atendidos por pessoas que não conhecem a simpatia, que atendem de mau humor, que levam problemas pessoais para o trabalho, que são rudes, com cara de que "todos lhes devem e ninguém lhes paga".


Já aconteceu, provavelmente, a muitos de nós, vir do mesmo serviço com informações diferentes e contraditórias. Ou, simplesmente, sem informação, porque nem sempre quem está no atendimento sabe informar sobre o que queremos saber.


Há clientes chatos, é verdade. Mas há funcionários que não mostram um mínimo de paciência com pessoas mais idosas, que têm mais dificuldade em perceber. Ou com pessoas que, ao contrário delas, não estão por dentro dos assuntos e têm que ser melhor esclarecidas.


Mas agora, o ordem do dia é, descaradamente, para "despachar"! Despachar o trabalho e as pessoas, de volta para casa, para o trabalho ou para outros serviços.


Um contribuinte estava num serviço, com uma notificação, à qual lhe foi dito que tinha que responder. Como? Por email. Atendido. Próxima senha. Mas este senhor não se conformou e, depois de muito insistir, lá a funcionária lhe entregou o requerimento para ele preencher e entregar ali na hora.


Outro contribuinte foi recambiado de um Serviço de Finanças para outro, com a desculpa de que o assunto não podia ser lá tratado. Mais um despachado! No entanto, o assunto podia ser tratado em qualquer Serviço de Finanças.


Há os mais directos e persuasores: "ah e tal, não quer ir antes a "x" serviço?"


E há os que complicam e que, mal pegam em alguma coisa, dizem logo que não podem fazer. Um cliente levou uns documentos para apresentar. A funcionária disse que faltavam elementos e não podia receber. Cliente despachado. O mesmo cliente vai ao mesmo serviço noutra altura, e é atendido pelo chefe dessa funcionária, que analisa os mesmos documentos e recebe, sem qualquer obstáculo.


Se há coisa que me irrita é esta gente querer "ser mais papista que o Papa"! Se o chefe que é chefe, não levantou problemas, porque teve a funcionária que levantar? E fazer o cliente perder tempo duas vezes?


Será que a lista de pecados ainda irá aumentar mais? 


 

3 comentários:

  1. Ai Marta, não podia estar mais de acordo contigo! E como eu me irrito com este tipo de situações...
    Há clientes chatos e parvos, sem dúvida! Mas também há funcionários fartos, arrogantes, pouco profissionais e incompetentes!
    E a verdade é que todos nós, em todos os trabalhos temos montes de motivos hoje em dia para desmotivar e muitas vezes dá vontade de deixar o trabalho para trás.. mas quando se atende o público, há que pensar duas e três vezes, pois são pessoas que temos à nossa frente e que merecem ser tratadas com respeito!
    Isto é tudo um ciclo vicioso, mas eu costumo dizer que no final do dia gosto de ficar de consciência tranquila, independentemente das condições de trabalho, chefes, coisas menos boas que me acontecem, etc. E muitas vezes me pergunto, será que esses funcionários públicos vão para casa assim, de consciência tranquila, com o tipo de atitudes que muitas vezes vejo que têm perante terceiros?

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  2. Já para não falarmos nos funcionários dos serviços públicos das linhas telefónicas de apoio, tipo Seg. Social e Finanças. Regra geral são simpáticos, mas as informações são sempre tão vagas. E demoram uma pequena eternidade a atender uma chamada!!

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